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quinta-feira, 27 de março de 2003

Eis a visão do mundo sem o filtro grosso da cultura. Uma visão um pouco rara, cuja ocorrência pode ser facilitada pelo uso de drogas, inclusive. Nota-se o niilismo na consciência da lógica da natureza e do papel insignificante e único de cada indivíduo, deixando de lado os adornos da vida e o conseqüente desperdício de energia. O tom religioso, advindo da educação familiar do personagem-autor, é apenas uma roupa estranha para um corpo bonito. Roupa esta que ele atira longe quando avista aquela menina na beira do mar que o desperta para o coração selvagem da vida. "A vida tornava-se um dom divino, e da qual cada momento e cada sensação, mesmo à vista duma simples folha desabrochando num broto de árvore, a sua alma se agradaria, agradecendo ao Doador. O mundo, com toda a sua sólida substância e complexidade, não existia para a sua alma mais do que como um teorema de universalidade, do poder e do amor divino. Tão inteiriço e inquestionável era esse senso do desígnio divino em toda a natureza aderido à sua alma, que mal podia compreender por que, afinal de contas, seria necessário que ele devesse continuar a viver." (JOYCE)

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