Olha o que o Storm Thorgerson fez com os amantes do Magritte para a capa do disco Frances Mute, do Mars Volta:
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Today is the first day to sign up at http://wethinkalone.com/
A new project in collaboration of Miranda July with Kareem Abdul-Jabbar, Dahn Vo, Lena Dunham, Kirstin Dunst, Lee Smolin, Sheila Heti, Kate and Laura Mulleavy, Etgar Keret & Catherine Opie.
Ser um intelectual público (se é que há outro) é:
(Francisco Bosco)*
1. Viver permanentemente com o compromisso de procurar a verdade, de dizê-la — até onde se conseguiu compreendê-la —, de assumir as dificuldades dessa busca, de admitir quando não se acredita estar enxergando bem e de reconhecer os erros de interpretação e juízo quando interlocutores os apontam.
2. Aceitar qualquer pessoa como interlocutor no espaço público. Mas se reservar o direito de responder somente às críticas ou observações que se situem dentro da vontade honesta de compreender a realidade, recusando as tentativas de produção de polêmicas fundadas em agressões imaginárias ou posicionamentos a priori inamovíveis. Foucault: “O polemista procede baseado nos privilégios que tem de antemão e que nunca vai questionar. Ele possui, por princípio, direitos que o autorizam a guerrear e que fazem desta luta um empreendimento justo; quem está diante dele não é um parceiro na procura da verdade, mas um adversário, um inimigo errado e nocivo cuja mera existência constitui uma ameaça.”
3. Não aceitar qualquer pessoa no espaço privado. Página de Facebook ou e-mail pessoal, por exemplo, são espaços cuja soberania é privada. (...)
4. Saber que as relações imaginárias costumam estar sujeitas a reversões dialéticas. A linha entre a admiração e a inveja é tênue, e muitos podem se aproveitar de um erro seu (suposto ou verdadeiro) para dar uma guinada de 180 graus na economia narcísica e atacá-lo com indisfarçável prazer.
5. Estabelecer distinções nítidas entre o público e o privado. A mais importante: na dimensão pública suas ideias e atos devem ser justificados em relação a todos; na dimensão privada suas ideias e atos devem ser justificados somente para aqueles que você admite em suas relações pessoais (parece óbvio, mas infelizmente não é).
(...)
11. Lamentar ser atacado por argumentos muito mais frágeis do que os seus. E quanto mais frágeis, mais seguros de si. A humildade é constitutiva do verdadeiro pensamento.
12. Tentar separar, o quanto for possível, sua interpretação da realidade e seu próprio narcisismo, de modo que as críticas àquela não sejam tomadas como um ataque ao seu ego.
_______________
* via Gabriel Pardal
(Francisco Bosco)*
1. Viver permanentemente com o compromisso de procurar a verdade, de dizê-la — até onde se conseguiu compreendê-la —, de assumir as dificuldades dessa busca, de admitir quando não se acredita estar enxergando bem e de reconhecer os erros de interpretação e juízo quando interlocutores os apontam.
2. Aceitar qualquer pessoa como interlocutor no espaço público. Mas se reservar o direito de responder somente às críticas ou observações que se situem dentro da vontade honesta de compreender a realidade, recusando as tentativas de produção de polêmicas fundadas em agressões imaginárias ou posicionamentos a priori inamovíveis. Foucault: “O polemista procede baseado nos privilégios que tem de antemão e que nunca vai questionar. Ele possui, por princípio, direitos que o autorizam a guerrear e que fazem desta luta um empreendimento justo; quem está diante dele não é um parceiro na procura da verdade, mas um adversário, um inimigo errado e nocivo cuja mera existência constitui uma ameaça.”
3. Não aceitar qualquer pessoa no espaço privado. Página de Facebook ou e-mail pessoal, por exemplo, são espaços cuja soberania é privada. (...)
4. Saber que as relações imaginárias costumam estar sujeitas a reversões dialéticas. A linha entre a admiração e a inveja é tênue, e muitos podem se aproveitar de um erro seu (suposto ou verdadeiro) para dar uma guinada de 180 graus na economia narcísica e atacá-lo com indisfarçável prazer.
5. Estabelecer distinções nítidas entre o público e o privado. A mais importante: na dimensão pública suas ideias e atos devem ser justificados em relação a todos; na dimensão privada suas ideias e atos devem ser justificados somente para aqueles que você admite em suas relações pessoais (parece óbvio, mas infelizmente não é).
(...)
11. Lamentar ser atacado por argumentos muito mais frágeis do que os seus. E quanto mais frágeis, mais seguros de si. A humildade é constitutiva do verdadeiro pensamento.
12. Tentar separar, o quanto for possível, sua interpretação da realidade e seu próprio narcisismo, de modo que as críticas àquela não sejam tomadas como um ataque ao seu ego.
_______________
* via Gabriel Pardal
O filme Save The Date (2012) é dos mesmos produtores de Garden State, mas é melhor; é na linha de 500 Days With Summer, mas é melhor; parece com My Sister's Sister, mas é aquilo que aquele não conseguiu ser; parece com Rachel Getting Married... mas não é tão bom. A atriz principal, Lizzy Caplan, é quase uma sósia da Zooey Deschannel misturada com Marion Cotillard e Jennifer Carpenter, e talvez seja mais bonita que elas, ou provavelmente não. Abaixo, uma das faixas da boa trilha sonora, com arte de Jeffrey Brown.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
- Ah, eu só vou passar no sinal vermelho desta vez, porque estou atrasado.
- Ah, eu também, só desta vez, porque estou atrasado.
- Droga, estou atrasado de novo. Mas não tem problema, porque o sinal recém ficou vermelho.
- Estou sempre atrasado... Mas os outros também. Ainda bem que todo mundo passa no sinal vermelho quando ele recém aparece.
A história da corrupção a partir dos semáforos.
- Ah, eu também, só desta vez, porque estou atrasado.
- Droga, estou atrasado de novo. Mas não tem problema, porque o sinal recém ficou vermelho.
- Estou sempre atrasado... Mas os outros também. Ainda bem que todo mundo passa no sinal vermelho quando ele recém aparece.
A história da corrupção a partir dos semáforos.
Luiz Felipe
Pondé e o método d
a raposa:
Existe também a fábula de Esopo sobre os mesmos animais, e sua moral é que, algumas vezes, o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo.
Por fim, Berlin mencionou a seguinte frase do poeta grego Arquiloco: "A raposa sabe muitas coisas, mas o porco-espinho sabe uma grande coisa."
Pondé e o método d
a raposa:
Isaiah Berlin (nascido na Letônia e radicado na Inglaterra) escreveu, em seu ensaio "O Porco-Espinho e a Raposa", sobre os diferentes modos como se constituem o pensamento e a vida de um grande autor. Ele mesmo, Berlin, podendo ser elencado entre as raposas. Shakespeare, Montaigne e Aristóteles seriam raposas (eu acrescentaria o grande crítico Carpeaux a este grupo) [e eu o Edgar Morin, com sua Teoria da Complexidade]; Freud, Hegel e Marx, porcos-espinhos. Para Berlin, raposas são flexíveis, não precisam de coerência ou unidade interna entre os elementos e teorias manipuladas pelo pensamento (ou vividas no dia a dia) porque não operam a partir de uma visão de mundo que supõe "um centro de sentido" do mundo. O "sentido da realidade", título de um dos seus maiores ensaios, é a pluralidade desta, sem nenhuma unidade última descritível por uma teoria da realidade ou da história. Eu posso, por exemplo, concordar com a teoria da mercadoria de Adorno e ao mesmo tempo achar que ela não esgota o entendimento do mundo. O "método" da raposa é não ter método. O porco-espinho trabalha com a ideia de que ele descobriu o conjunto de teorias que explica o mundo (a "unidade do mundo" foi descoberta por ele), como o inconsciente de Freud, a dialética de Hegel ou o capital de Marx.
Existe também a fábula de Esopo sobre os mesmos animais, e sua moral é que, algumas vezes, o remédio para a cura de um mal é pior que o mal em si mesmo.
Por fim, Berlin mencionou a seguinte frase do poeta grego Arquiloco: "A raposa sabe muitas coisas, mas o porco-espinho sabe uma grande coisa."
O benefício de abraçar árvores agora é cientificamente provado. A resposta sobre como plantas e árvores nos afetam fisiologicamente parece ser muito simples. Tem a ver com a fato de que tudo vibra sutilmente, e diferentes vibrações afetam os comportamentos biológicos. Um experimento relatado no livro Blinded by Science (Cegado pela Ciência), de Matthew Silverstone, mostrou que, se você tomar um copo de água tratada com a vibração de 10Hz, seus níveis de coagulação sanguínea mudarão imediatamente ao ingerir a água tratada. Acontece o mesmo com árvores: quando você toca (ou abraça) uma delas, seu padrão vibracional próprio afetará vários comportamentos biológicos em seu corpo. A via inversa, obviamente, também ocorre, como demonstram estudos de energia vibracional das plantas, em Damanhur, uma comunidade na Itália. Em sua pacífica e silenciosa ecovila, há um laboratório, no bosque, que revela a música das plantas! Desde 1976, pesquisadores em Damanhur inventam e desenvolvem equipamentos que capturam mudanças eletromagnéticas na superfície das folhas e das raízes, transfomando-as em sons. A melhor parte é que as árvores parecem controlar suas reações elétricas, isto é, operam um mecanismo de resposta, demonstrando que as plantas entendem (também) as emoções humanas. (Traduzido livremente de 50.28.60.91/~upliftme)
(Não leia se não viu Jagten, do Thomas Vinterberg.)
"Ao longo do filme, ri repetidamente, e não foi "de nervoso". Os outros espectadores devem ter achado que havia um louco na sala. Mas era incontrolável: a incompetência da diretora da escolinha, do psicólogo que vai 'ajudá-la' e dos pais eram verídicas, terrificantes e criminosas, mas estúpidas a ponto de ser cômicas. " (Contardo Calligaris)
"Ao longo do filme, ri repetidamente, e não foi "de nervoso". Os outros espectadores devem ter achado que havia um louco na sala. Mas era incontrolável: a incompetência da diretora da escolinha, do psicólogo que vai 'ajudá-la' e dos pais eram verídicas, terrificantes e criminosas, mas estúpidas a ponto de ser cômicas. " (Contardo Calligaris)
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Zero Hora tentando desdenhar: "DEZENAS de manifestantes se reuniram em frente à prefeitura de Porto Alegre, no início da noite desta quarta-feira. (...) O evento foi organizado via Facebook e, até o fim da tarde desta quarta, já contava com a confirmação de presença de mais de 1,2 MIL pessoas."E sobre a madrugada anterior, Wianey Carlet: "O espaço foi retomado pela Prefeitura Municipal que atacou, imediatamente, as desobstruções naturais que impediam o prosseguimento da importante obra."

Incrível o desempenho da atriz turca Türkü Turan como Netuno no filme búlgaro Kosmos (2010). O filme tem como trilha sonora o disco He Has Left Us Alone But Shafts Of Light Sometimes Grace The Corner Of Our Rooms... (2010), do A Silver Mt. Zion.
Vamos todos morar em automóveis; aí, no espaço inútil das casas e edifícios, vai ser tudo asfalto pra nossa "casa" andar. Porque, se a solução é mais vias de tráfego, chegará o dia em que tudo será via de tráfego.
Agora, uma homenagem a José Fortunati, Walter Nagelstein, Urbano Schmidt, Lasier Martins, aos lenhadores contratados pela prefeitura e aos empreiteiros de cartas marcadas que sairão vitoriosos na licitação:
Agora, uma homenagem a José Fortunati, Walter Nagelstein, Urbano Schmidt, Lasier Martins, aos lenhadores contratados pela prefeitura e aos empreiteiros de cartas marcadas que sairão vitoriosos na licitação:
Duplicação da Av. Pereira Paiva - O custo previsto é de R$ 6.994.290,89. O cronograma prevê a execução da obra num prazo de 12 meses. A previsão dos técnicos da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) é de que, após a análise das propostas, a ordem de início seja assinada até o dia 15 de junho. A partir daí a empresa vencedora terá 45 dias para iniciar a obra. A duplicação total da av. Beira-Rio compreende intervenções em 5,8km, da Usina do Gasômetro até a av. Pinheiro Borda, com custo estimado de R$ 34 milhões. As etapas seguintes da obra serão realizadas com recursos conquistados por meio da Matriz de Responsabilidade da Copa de 2014, com financiamento da Caixa Econômica Federal. O prefeito José Fortunati destacou que a obra é fundamental, pois a avenida é o principal acesso ao estádio oficial da Copa, o Beira-Rio. “ALÉM DE SER UM ELEMENTO QUALIFICADOR DA PAISAGEM DA ORLA, permitirá uma melhor acessibilidade à Zona Sul da cidade”, enfatizou o prefeito. (SMOV/PMPA)
Vamos dar uma olhadinha quem doou dinheiro para o Fortuna nas últimas eleições:
JOSÉ FORTUNATI : Recebeu R$ 69.127
Quem doou: Todo o dinheiro foi doado pelo Comitê Financeiro do PDT municipal.
Então, lá vamos nós analisar o quem doou para o comitê do PDT:
TONIOLO BUSNELLO S/A (empresa que trabalha com terraplanagens e pavimentações) – R$ 8 mil
CONSTRUTORA OAS LTDA. – R$ 250 mil
E daí vem hoje nas notícias: "Com a área desocupada, servidores da prefeitura e funcionários da TONIOLO BUSNELLO, responsável pela obra, deram início às 5h da manhã, o corte das 70 árvores."
Para o prefeito em exercício, Sebastião Melo, a operação foi realizada durante a noite para diminuir a chance de conflito e não interromper a via durante toda a manhã. “O horário foi um indicativo que acatamos. A Brigada temia qualquer arranhão nesta operação, e durante a madrugada é possível realizar com maior tranquilidade”. (Sul 21)
Vamos dar uma olhadinha quem doou dinheiro para o Fortuna nas últimas eleições:
JOSÉ FORTUNATI : Recebeu R$ 69.127
Quem doou: Todo o dinheiro foi doado pelo Comitê Financeiro do PDT municipal.
Então, lá vamos nós analisar o quem doou para o comitê do PDT:
TONIOLO BUSNELLO S/A (empresa que trabalha com terraplanagens e pavimentações) – R$ 8 mil
CONSTRUTORA OAS LTDA. – R$ 250 mil
E daí vem hoje nas notícias: "Com a área desocupada, servidores da prefeitura e funcionários da TONIOLO BUSNELLO, responsável pela obra, deram início às 5h da manhã, o corte das 70 árvores."
Para o prefeito em exercício, Sebastião Melo, a operação foi realizada durante a noite para diminuir a chance de conflito e não interromper a via durante toda a manhã. “O horário foi um indicativo que acatamos. A Brigada temia qualquer arranhão nesta operação, e durante a madrugada é possível realizar com maior tranquilidade”. (Sul 21)
terça-feira, 28 de maio de 2013
O que está escrito nessa tatuagem da acompanhante-celebridade Lola Benvenutti: "Digo: o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia." (João Guimarães Rosa)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
O filme da Petra Costa é inesquecível e intransferível (só ela poderia ter feito): duas características de unicidade apontadas pelo Jorge Furtado e com as quais eu concordo enfaticamente.
"A atenção plena é um bom ponto de partida. A atenção plena é estar face-a-face, engajado e presente, sem se perder, flutuar ou se afastar. É uma abordagem específica para prestar atenção, que melhora o foco mental, desempenho acadêmico, equilíbrio emocional e desenvolve qualidades humanas, como a bondade." (Vinciane Rycroft, educadora)
"Por que tantos motoristas escolhem sentar por horas a fio olhando o para-choque do carro da frente no trânsito, sem procurar alternativas? É uma manifestação de algum profundo ódio a si mesmo ou são apenas pessoas estúpidas? (...) A simples verdade é que a construção de mais ruas e ampliação das ruas existentes, quase sempre motivadas pela preocupação com o tráfego, não faz nada para reduzir o tráfego. No longo prazo, na verdade, aumenta o tráfego. Esta revelação é tão contra-intuitiva que vale a pena repetir: a adição de faixas torna o trânsito pior. Este paradoxo foi imaginado, já em 1942 por Robert Moses, que percebeu que as vias que ele construiu em Nova York, em 1939, estavam de alguma forma gerando maiores problemas de trânsito do que os que existiam anteriormente. " (Gilberto Simon)
domingo, 26 de maio de 2013
Thich Nhât Hanh:
Temos o hábito de caminhar muito rapidamente, correndo. Esse hábito está enraizado profundamente em nossa vida diária. Talvez muitas gerações acreditassem que a felicidade está em algum lugar lá no futuro. Temos que ir para esse lugar a fim de sermos felizes. A felicidade não é possível agora, aqui. Esse tipo de crença, consciente ou inconsciente, tornou-se muito forte em nós. Acreditamos que a felicidade é impossível aqui e agora. É por isso que existe um tipo de energia nos empurrando para correr, correr por toda a nossa vida, em busca de um tempo, um lugar, quando a felicidade será possível.
Assim, a prática é reconhecer o velho hábito, o hábito negativo, o mau hábito, reconhecer a energia de nossos hábitos e sorrir para eles. E também cultivar o hábito novo, o bom hábito, até que o novo hábito comece a produzir energia. Quando temos um novo tipo de energia, não temos que fazer qualquer esforço, apenas desfrutaremos, porque gostaremos disso. De repente, a prática torna-se agradável, alegre, nutritiva.
Você pode reconhecer a sua energia de hábito, porque tem a energia de plena consciência, um tipo de energia dentro de você que faz o trabalho de reconhecimento. Plena consciência é a energia que é capaz de reconhecer o que está acontecendo no momento presente.
Sonhei que tirei, de um baralho amarronzado, um Ás de Espadas:
Agora o calor se retira aos poucos e o vento frio do outono vai derrubando as folhas das árvores. Esse movimento alude ao princípio mental do julgamento e do discernimento que elimina tudo o que é superficial ou inexpressivo ao contexto da alma! O signo de libra, assim como todos os signos cardinais que iniciam as estações, rege esse período. Libra é o sétimo signo zodiacal e tem como principal característica a avaliação mental, a clareza de julgamento e da disposição por justiça e “clareamento” das questões. Como as árvores do outono, as coisas agora podem ser vistas como são e a mente pode se focar no que realmente importa. Esse é um processo que nos remete à frieza e objetividade analítica do naipe de espadas. Deixe de lado todas as questões que hoje não sirvam ao seu crescimento e evolução. A palavra desenvolvimento quer dizer literalmente “deixar de envolver-se com”, por isso lance um olhar crítico e bem objetivo sobre seu comportamento, seus relacionamentos, expectativas e sonhos... Eles têm contribuído para o seu propósito de vida? De que modo as pessoas e situações que você se envolve estão apoiando ou atravancando o seu caminho rumo à sua auto-realização? Caso as respostas sejam negativas lembre-se que isso nada tem a ver com eles, mas com você mesmo. Use o poder do livre arbítrio e da decisão para “cortar” as amarras dessa situação! (Jaime E. Cannes)
O Ás de Espadas, como todos os ases, significa começo. É sempre o símbolo de uma ideia que parece surgir do nada, do Grande Vazio, e que, dada a devida atenção e circunstâncias favoráveis, poderá se desenvolver num plano completo e perfeitamente realizável. O pensamento é um poder, uma primeira elaboração de um desejo concretizável. Digamos ser ele uma maquete invisível de algo que queremos, desejamos, temos vontade ou, mesmo, tememos, venha a se realizar. Não é um fim e sim mesmo, mas o germinal de algo extremamente poderoso. (Alex Tarólogo)
sábado, 25 de maio de 2013
[MELHORES FILMES do big bang até 25/05/2013]
12 monkeys / Os 12 macacos (1995) Terry Gilliam
1408 / 1408 (2007) Mikael Håfström
A festa da menina morta (2008) Matheus Nachtergaele
A history of violence / Marcas da violência (2005) David Cronenberg
All the real girls / Prova de amor (2003) David Gordon Green
Antichrist / Anticristo (2008) Lars Von Trier
Biutiful / Biutiful (2010) Alejandro González Iñarritú
Black swan / Cisne negro (2010) Darren Aronofsky
Buffalo '66 / Buffalo '66 (1998) Vincent Gallo
Caché / O cachê (2005) Michael Haneke
Caos calmo / Caos calmo (2008) Antonio Luigi Grimaldi
De rouille et d'os / Ferrugem e osso (2012) Jacques Audiard
De rouille et d'os / Ferrugem e osso (2012) Jacques Audiard
Death proof / À prova de morte (2009) Quentin Tarantino
Delirious / Delirious (2006) Tom DiCillo
Después de Lucía / Depois de Lúcia (2012) Michel Franco
Direktøren for det hele / O grande chefe (2006) Lars Von Trier
Dogville / Dogville (2003) Lars Von Trier
Drive (2011) Nicolas Winding Refn
Eastern promises / Senhores do crime (2007) David Cronenberg
Efter brylluppet / Depois do casamento (2006) Susanne Bier
Elena (2013) Petra Costa
Elephant / Elefante (2003) Gus Van Sant
En soap / Além do desejo (2006) Pernille Fischer Christensen
Entre le murs / Entre os muros da escola (2008) Laurent Cantet
Eternal sunshine of a spotless mind / Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2003) Michel Gondry
Febre do rato (2011) Cláudio Assis
Festen / Festa de família (1998) Thomas Vinterberg
Fucking Åmål / Amigas de colégio (1998) Lukas Moodysson
Ha-shoter / Policeman (2011) Nadav Lapid
Hævnen / Em um mundo melhor (2010) Susanne Bier
Hannah takes the stairs (2007) Joe Swanberg
Henry Fool / As confissões de Henry Fool (1997) Hal Hartley
Hors satan (2011) Bruno Dumont
It's all about love / Dogma do amor (2003) Thomas Vinterberg
Kukkia ja sidontaa / Arranjos e flores (2004) Janne Kuusi
Kynodontas / Dogtooth (2009) Yorgos Lanthimos
La ardilla roja / O esquilo vermelho (1993) Julio Medem
Lavoura arcaica / Lavoura arcaica (2001) Luiz Fernando Carvalho
Le quattro volte (2010) Michelangelo Frammartino
Like crazy (2011) Drake doremus
Lola versus (2012) Daryl Wein
Lola versus (2012) Daryl Wein
Lost highway / Estrada perdida (1997) David Lynch
Lost in translation / Encontros e desencontros (2003) Sofia Coppola
Lucía y el sexo / Lúcia e o sexo (2001) Julio Medem
Mammoth / Corações em conflito (2009) Lukas Moodysson
Marina Abramovic: the artist is present (2011) Matthews Akers
Marina Abramovic: the artist is present (2011) Matthews Akers
Me and you and everyone we know / Eu, você e todos nós (2005) Miranda July
Meek's cutoff / O atalho (2011) Kelly Reichardt
Naboer / The next door (2005) Pål Sletaune
Nattvardsgästerna / Winter light (1963) Ingmar Bergman
Nobody walks (2012) Ry-Russo Young
Non ma fille, tu n'iras pas danser / Não minha filha, você não irá dançar (2009) Christophe Honoré
Possession (1981) Andrzej Zulawski
Punch-drunk love / Embriagado de amor (2002) Paul Thomas Anderson
Rachel getting married / O casamento de Rachel (2008) Jonathan Demme
Repulsion / Repulsa ao sexo (1965) Roman Polanski
Revolutionary Road / Foi apenas um sonho (2008) Sam Mendes
Så som i himmelen / A vida no paraíso (2004) Kay Pollak
Safety not guaranteed (2012) Colinb Trevorrow
Safety not guaranteed (2012) Colinb Trevorrow
Seven faces of dr. Lao / As sete caras do dr. Lao (1963) George Pal
Solyaris / Solaris (1972) Andrei Tarkovsky
Sound of my voice (2011) Zal Batmanjli
Stalker / Stalker (1979) Andrei Tarkovsky
Stellet licht / Luz silenciosa (2007) Carlos Reygadas
Stranger than fiction / Mais estranho que a ficção (2006) Marc Forster
Synecdoche, New York / Sinédoque, Nova York (2008) Charlie Kaufman
The assassination of Jesse James by the coward Robert Ford (2007) Andrew Dominik
The enygma of Kaspar Hauser / O enigma de Kaspar Hauser (1975) Werner Herzog
The fisher king / O pescador de ilusões (1991) Terry Gilliam
The fountain / Fonte da vida (2006) Darren Aronofsky
The girlfriend experience / Confissões de uma garota de programa (2009) Steven Soderbergh
The killer inside me / O assassino em mim (2010) Michael Winterbottom
The limits of control / Os limites do controle (2009) Jim Jarmusch
The secret life of words / A vida secreta das palavras (2005) Isabel Coixet
Two lovers / Amantes (2008) James Gray
Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Marcelo Gomes & Karim Aïnouz
Visitor Q (2001) Takashi Miike
Visitor Q (2001) Takashi Miike
Zelig / Zelig (1983) Woody Allen
"Pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. (...) Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um iPad é dizer de vez em quando: 'Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua'. (...) [Não dizer coisas assim] É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito." (Eliane Brum)
"Houve esse primeiro sonho. Elena veste uma blusa de seda e está em cima de um muro alto, enroscada nos fios elétricos. Logo é Petra quem está enroscada. Petra mexe nos fios. Leva um choque, cai do muro alto e morre. Quem morre? Petra acorda desse sonho com um nó no estômago. Elena não acorda. Elena morreu aos 20 anos, em 1990. Petra tinha 7 anos quando a irmã morreu. Elena acorda, sim. Abre os olhos dentro de Petra. 'Sinto você dentro de mim...', diz Petra. Duas irmãs enroscadas em fios elétricos, uma delas acorda com um nó no estômago. A que vive sente a morta dentro dela. Enroscadas, não se sabe quem morreu." (Eliane Brum)
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O jornalista André Mags (foto ao lado), da Zero Hora, foi até o acampamento Ocupa Árvores no dia 21/05.

"Fui algumas vezes lá, levei meu rango, cozinhei, peguei as panelas, usei, lavei, comi uma fruta que inha lá deixei outras... enfim, ninguém me coordenou... troquei ideia com várias pessoas que tão lá acampando desde o início, ... Se eu não tivesse ido lá e só lido essa matéria (no caso eu seria um assinante de zero hora clássico) - ficaria com a nítida impressão de que é uma piazada que não sabe o que tá fazendo brincando de mascarado e ainda tem um chefe. Ainda bem que eu fui." (Jota Tiago)

"Fui algumas vezes lá, levei meu rango, cozinhei, peguei as panelas, usei, lavei, comi uma fruta que inha lá deixei outras... enfim, ninguém me coordenou... troquei ideia com várias pessoas que tão lá acampando desde o início, ... Se eu não tivesse ido lá e só lido essa matéria (no caso eu seria um assinante de zero hora clássico) - ficaria com a nítida impressão de que é uma piazada que não sabe o que tá fazendo brincando de mascarado e ainda tem um chefe. Ainda bem que eu fui." (Jota Tiago)
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Eu sonhei com os números 10108 e 10190. Joguei-os no Google e ele me levou, via Google Street View, pra esses dois pontos: 10190, a casa; e 10108, a estrada.


?
terça-feira, 21 de maio de 2013
Pérola ambient de 2013:
domingo, 19 de maio de 2013
As pessoas que ficam caladas por muito tempo tornam-se muito burras, porque seu silêncio é somente na superfície. Lá no fundo, há agitação. Lá no fundo, elas são as mesmas pessoas, com ambição, ciúme, inveja, ódio, violência – inconscientes, com todas as espécies de desejos. Talvez agora elas sejam desejosas de outro mundo, ambicionem o outro mundo, pensado mais em paraíso do que neste mundo e na terra. Mas é a mesma coisa, projetada numa tela maior, projetada na eternidade. Na verdade, a ambição cresceu milhares de vezes. Primeiramente, era por pequenas coisas: dinheiro, poder, prestígio. Agora é por Deus, pelo samadhi, pelo nirvana. Ela ficou mais condensada e mais perigosa.
Então, o que é preciso fazer? Se o silêncio não pode fazer de um tolo um mestre, então o que pode fazer de uma pessoa um mestre? Consciência. E o milagre é que, se você se torna consciente, o silêncio te persegue como uma sombra.
Mas, nesse caso, o silêncio não é praticado – ele vem por conta própria. E, quando o silêncio vem por conta própria, ele tem uma tremenda beleza em si. Ele é vivo, ele tem uma canção no seu âmago mais profundo. Ele é amoroso, ele é bem-aventurado. Ele não é vazio; ao contrário: é plenitude. Você fica tão cheio, que pode abençoar o mundo todo e, ainda assim, sua fontes continuam inesgotáveis; você continua dando e não será capaz de esgotar a fonte. Mas isso acontece por meio da consciência.
Essa é a verdadeira contribuição de Buda – sua ênfase na consciência.
O silêncio se torna secundário, o silêncio se torna uma consequência. A pessoa não faz do silêncio a meta – a meta é a consciência.
Do livro A descoberta do Buda – OSHO – pags. 94 e 95.
"Cada um de nós é um Buda em potencial. É por isso que queremos viver de um modo que o Buda em nós possa florescer. Quando sabemos como respirar, como andar, como sorrir, como tratar as pessoas, plantas, animais e minerais, nos tornamos Budas verdadeiros. Nos textos Budistas, chamados sutras, a mensagem mais importante é que todos têm a capacidade de ser um Buda – a capacidade de amar, entender e se iluminar. Esta é a mais importante mensagem de todos os sutras." (Thich Nhât Hanh)
"Todos nos sentimos tentados a ir para algum lugar onde não exista sofrimento, onde só haja paz e felicidade. Tendemos a acreditar que existe um lugar para onde podemos ir abandonando, ou deixando para trás, este mundo de sofrimento, confusão e poluição. As poluições que nos afligem são raiva, ódio, desespero, mágoa e medo. Quando vocês sofrem muito, a tendência a deixar tudo para trás torna-se muito forte. Analisem profundamente e chegarão à conclusão de que felicidade e bem-estar não podem ser separados do sofrimento e mal-estar. É a característica interativa da felicidade e do sofrimento. Uma ilusão precisa ser eliminada - a de que a felicidade pode existir sem sofrimento, de que pode haver bem estar sem mal-estar." (Thich Nhât Hanh)
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Nós vivemos em um mundo incrivelmente atarefado O ritmo de vida é frenético, nossas mentes estão sempre ocupadas, e estamos sempre fazendo algo.
Por isso, gostaria que você parasse para pensar, quando foi a última vez que você não fez nada? Somente 10 minutos, sem perturbação? E, quando digo nada, eu digo nada mesmo. Sem emails, SMS, internet sem TV, sem chat, sem comer, sem ler, nem mesmo sentar e ficar remoendo o passado ou planejando o futuro. Simplesmente não fazendo nada. Vejo muitos rostos pálidos. (Risadas) Imagino que vocês tenham que ir bem lá trás.
É algo extraordinário, certo? Estamos falando sobre nossa mente. A mente, o nosso recurso mais valioso e precioso, com a qual vivenciamos cada momento de nossas vidas, a mente que contamos para sermos felizes, contentes, estáveis emocionalmente como indivíduos, e ao mesmo tempo para sermos gentis e atenciosos e termos consideração com os outros. Esta é a mesma mente que dependemos para sermos focados, criativos, espontâneos e fazermos o melhor em tudo que fazemos. Mesmo assim, nós não tiramos um tempo para cuidá-la. Na verdade, nós cuidamos mais dos nossos carros, de nossas roupas e nosso cabelo do que nós mesmos.
A consequência, é claro, que ficamos estressados. A mente zune como uma máquina de lavar rodando sem parar, muitas complicações, emoções confusas, e não sabemos como lidar com isso, o pior é que nós ficamos tão distraídos que não estamos mais presentes no mundo em que vivemos. Nós deixamos de ver as coisas mais importantes para nós, e o mais engraçado é que todo mundo aceita que a vida é assim, e seguem em frente. Não é realmente assim que a vida deve ser.
Eu tinha uns 11 anos quando fui à minha primeira aula de meditação. E acredite, ela tinha todos os estereótipos que vocês imaginam, sentar no chão com as pernas cruzadas, o incenso, o chá de ervas, os vegetarianos, tudo minha mãe ia, fiquei curioso, então fui junto. Eu tinha visto alguns filmes de kung fu e, secretamente, eu imaginava que aprenderia a voar, mas eu era muito novo na época. Quando eu estava lá, assim como muitas pessoas, eu presumi que era apenas uma aspirina para a mente. Você está estressado, você faz meditação. Eu não imaginava que podia ser algo preventivo, até meus 20 anos, quando muitas coisas aconteceram na minha vida em pouco tempo, coisas sérias que viraram minha vida de pernas para o ar de repente eu me vi inundado de pensamentos, inundado de emoções difíceis que eu não sabia lidar. Quando eu lidava com uma, outra surgia novamente. Foi um período muito estressante para mim.
Penso que cada um lida com o estresse de diferentes formas. Algumas pessoas se atolam de trabalho, agradecendo pela distração. Outras procuram apoio nos amigos, na família. Outras caem na bebida ou tomam remédios. O meu modo de lidar com isso foi me tornar monge. Então, larguei a faculdade e fui para o Himalaia, me tornei um monge e aprendi a meditar.
As pessoas me perguntam o que eu aprendi naquele tempo. Bem, é óbvio que as coisas mudaram. Vamos ser sinceros, tornar-se um monge celibatário muda muita coisa. Mas foi mais do que isso. Eu aprendi a ter um maior reconhecimento, um entendimento sobre o momento presente. Não se perder com pensamentos, não estar distraído, não estar atormentado por emoções difíceis, mas aprender a estar no aqui e agora, como estar consciente, como estar presente.
Eu acho que o momento presente é muito subestimado. Parece banal, mas passamos tão pouco tempo no momento presente que pode ser tudo, menos banal. Uma pesquisa feita por Harvard, recentemente, diz que em média nossas mentes estão distraídas em pensamentos quase 47 por cento do tempo. Quarenta e sete por cento. Ao mesmo tempo, essa divagação da mente é também causa direta da infelicidade. Bem, não estamos aqui por muito tempo, mas desperdiçarmos metade da vida divagando em pensamentos e potencialmente infelizes, sei lá, parece trágico, especialmente quando há algo que podemos fazer a respeito, quando há algo positivo, prático, atingível, uma técnica cientificamente comprovada que permite a nossa mente ser mais saudável, mais consciente e menos distraída. O mais lindo de tudo isso é que com apenas 10 minutos por dia, isso causa um impacto em toda nossa vida. Mas temos que aprender como fazer. Precisamos exercitar. Precisamos de um sistema que nos ensine a sermos mais conscientes. Isso é basicamente o que a meditação é. Ela nos familiariza com o momento presente. Mas temos que aprender como conduzi-la ao caminho certo para aproveitarmos o melhor dela. É para isso que elas estão aqui, caso vocês se perguntem, porque muitas pessoas presumem que a meditação é apenas parar de pensar, livrar-se das emoções, de alguma forma controlar a mente, mas realmente ela é bem diferente disso. É mais sobre como dar um passo para trás, ver claramente o pensamento, vê-lo vindo e indo, emoções vindo e indo, sem julgamento, mas com uma mente relaxada e focada.
Na vida, como na meditação, há momentos em que o foco se torna muito intenso e a vida se torna um pouco assim. É um modo muito desconfortante de viver a vida, quando você fica tenso e estressado. Em outros momentos, se nos soltarmos demais, nós acabamos dormindo. Por isso procuramos um equilíbrio, um relaxamento focado que permita nossos pensamentos ir e vir sem o envolvimento habitual.
O que acontece geralmente quando aprendemos a sermos consciente é que nos distraímos com os pensamentos. Vamos supor que isto é um pensamento ansioso. Tudo vai bem e então você vê o pensamento ansioso e pensa: "Ai, eu não tinha percebido que eu estava preocupado com isso." Você repete. "Ai, eu estou preocupado. Ai, eu estou realmente preocupado. Uau, é muita ansiedade." E antes que nós percebamos, estamos ansiosos por nos sentirmos ansiosos. Isto é loucura. Fazemos isso o tempo todo, todos os dias. Se você pensar na última vez que você teve um dente solto, eu pessoalmente não lembro. Você sabe que está solto, e sabe que dói. Mas, o que você faz a cada 20, 30 segundos? (Resmungo) Dói. E reenforçamos a história, certo? Remoemos para nós mesmos e fazemos isso o tempo todo. É apenas aprendendo a observar a mente que podemos começar a nos livrar dessas histórias e padrões mentais. Mas, quando você sente e observa a mente desta maneira, você pode ver muitos padrões diferentes. Você pode ver uma mente que é muito inquieta o tempo todo. Não fique surpreso se você sentir o seu corpo um pouco agitado quando você sentar sem fazer nada e sentir sua mente assim. Você pode achar a mente lenta e entediante, quase mecânica, parece que você apenas acorda, vai ao trabalho, come, dorme, acorda, trabalha. Ou pode ser um pensamento incômodo que fica girando, girando e girando em sua mente. Bem, seja o que for, a meditação oferece a oportunidade de dar um passo para trás e ter uma perspectiva diferente, para ver que as coisas nem sempre são o que parecem ser. Não podemos mudar cada coisinha que acontece na nossa vida, mas podemos mudar o modo como a vivenciamos. Este é o potencial da meditação, do raciocínio. Você não precisa queimar nenhum incenso, e você definitivamente não precisa sentar no chão. Tudo o que você precisa são 10 minutos por dia dar um passo para trás, familiarizar-se com o presente para experienciar uma sensação maior de foco, calma e clareza na sua vida.
Muito obrigado. (Aplausos)
quinta-feira, 16 de maio de 2013
"A ciência transforma tudo em superfície, em causalidade. As questões existenciais que movem o ser humano jamais terão respostas científicas. Compreender a causa do falecimento de alguém que amamos, conhecer as razões não é suficiente." (Eduardo Giannetti)
Acredito ser possível diariamente ir implementando hábitos mais assertivos, mais capacitadores e mais alinhados com os nossos desejos e expectativas, para isso é necessário força de vontade e auto-disciplina. Isto pode ser conseguido desenvolvendo a capacidade de intencionalmente focarmo-nos naquilo que realmente importa para a concretização dos nossos sonhos, tarefas, responsabilidades, equilíbrio emocional, concretização de um projeto, ou recuperar de um trauma, entre outras. A flexibilidade de pensamento insere-se no termo que na avaliação neuropsicológica chama-se Funções Executivas – utilizado para designar uma ampla variedade de funções cognitivas que implicam: atenção, concentração, seletividade de estímulos, capacidade de abstração, planejamento, controle mental, autocontrole, memória operacional e flexibilidade de pensamento.
Ao sentir-se desanimado, desesperançado, triste, tente lembrar que é a sua “perna partida” a queixar-se, é o seu problema a manifestar-se, a chamar-lhe a atenção. Deverá esforçar-se para não se identificar com esses sentimentos incapacitantes, e dizer para si: “isto é o meu problema a queixar-se”, depois decida levá-lo em consideração e faça algo para se ajudar, algo de capacitador e positivo. Decida-se a melhorar, a procurar uma solução, não se renda.
Uma da formas mais comuns de ficarmos com uma atitude incapacitante é quando ignoramos e não tomamos consciência do quão desconfortáveis e negativos os nosso pensamentos são. Muitas pessoas dizem: 'eu não quero pensar sobre isso, porque isso aborrece-me, irrita-me, fico chateado'. O desapontamento, a tristeza, o aborrecimento e o medo são sinais (sentimentos) que nos alertam para a necessidade de enfrentarmos a situação. A negatividade pode ser um motivador poderoso – quando detectamos uma atitude negativa, deveremos fazer alguma coisa, devemos agir na tentativa de mudá-la.- Miguel Lucas, psicólogo preparador mental na área do rendimento desportivo
"[Jornalista] nem parece homem... Ponham vergonha na cara, vamos falar de futebol, vamos falar de coisa boa! Quando eu respondo mal, vocês ficam brabinhos. Tem que fazer jornalismo, pra fazer pergunta inteligente tem que ter criatividade. Pra criticar, falar mal e fazer polêmica é fácil, isso qualquer um faz." (Dunga)
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
THE BEST POST EVER
Foto Kirlian de uma folha. Após décadas de pesquisas, os cientistas ainda não chegaram a uma explicação convincente para o halo luminoso que aparece em volta dos objetos |
Os xamãs — homens de conhecimento das comunidades pré-históricas — já sabiam que, por trás de seu aparente torpor, as plantas possuem uma vida secreta, cheia de percepções e atividades. Esse mundo oculto foi contactado, desde então, por visionários de diferentes épocas e lugares, como o místico alemão Jacob Boehme (1575-1624), que dizia ser capaz de penetrar a consciência das plantas.
A ciência materialista, porém, preferiu descartar esse tema, que desafiava sua limitada descrição da realidade. Ele continuaria provavelmente ignorado se, em 1966, uma descoberta casual não tivesse rompido essa conspiração de silêncio. Naquele ano, Cleve Backster, então o maior especialista americano em detecção de mentiras, teve a estranha ideia de fixar os eletrodos de um de seus detectores numa folha de dracena, espécie tropical utilizada como planta ornamental.
Ele foi movido pela simples curiosidade, mas o que encontrou abalaria os fundamentos da visão de mundo dominante. Backster suspeitava que a planta reagisse a agressões reais à sua integridade física. Mas não podia imaginar que a simples ideia dessas agressões provocasse saltos violentos nos gráficos traçados pelo aparelho. Pois foi exatamente o que aconteceu quando ele pensou em queimar uma das folhas da dracena.
E voltou a acontecer quando se aproximou dela com uma caixa de fósforos, disposto a levar sua intenção à prática. A planta parecia ler o seu pensamento e sabia distinguir as ameaças reais da mera simulação.
Sem querer, Backster abrira a porta que dava entrada a uma realidade totalmente inesperada — e desconcertante.
A grande novidade do experimento foi ter propiciado um acesso direto às percepções das plantas sem a intermediação de sensitivos humanos: não era preciso ser paranormal para contactar o mundo da consciência vegetal. Esse ponto de vista foi reforçado por uma pesquisa feita na Universidade de Gant, na Bélgica.
Valendo-se de imagens em infravermelho, o pesquisador Dominique van der Straeten e sua equipe descobriram que as folhas de tabaco têm a capacidade de reagir com uma espécie de febre quando infectadas por certos tipos de vírus. Como relatado no jornal Nature Biotechnology, as folhas sofreram um aumento de temperatura de até 0,4 grau Celsius, oito horas antes dos efeitos dos vírus se manifestarem, num processo "fisiológico" semelhante ao do corpo humano.
Atento a tais descobertas, um brasileiro resolveu fazer uma investigação parecida. Trata-se do engenheiro Arlindo Tondin, mestre em eletrônica pela Universidade de Nova York e um dos fundadores da Faculdade de Engenharia Industrial, de São Bernardo do Campo, SP.
O engenheiro Arlindo Tondin fixa eletrodos numa planta. A foto foi realizada no Laboratório de Metrologia Elétrica da FEI, em São Bernardo do Campo, SP. O local é blindado eletricamente para eliminar a influência dos ruídos externos |
Tondin fixou eletrodos próximo à raiz e num dos galhos de um limoeiro. (...) Para averiguar como as agressões externas afetavam a corrente elétrica que circula na planta, o engenheiro utilizou um osciloscópio de raios catódicos de alta sensibilidade. "Conectei o osciloscópio aos eletrodos e, com uma vela, comecei a queimar algumas folhas. A resposta foi quase imediata: a imagem da tela do osciloscópio, que estava estacionária, passou a apresentar intensas variações." Tondin espantou-se com a reação provocada por seu ato. "Comecei a questionar até que ponto eu tinha o direito de agredir o vegetal e a natureza. E resolvi interromper a pesquisa."
A análise dos gráficos mostrou que as plantas reagiam intensa e sincronizadamente à morte dos camarões — numa proporção que excluía qualquer hipótese de uma flutuação puramente casual das variáveis elétricas. Backster sentiu-se respaldado para formular a tese de que os vegetais, como todo organismo vivo, dispõem de uma percepção primária que lhes permite detectar, a distância, qualquer agressão à vida.
Os corpos sutis
Jaqueira tratada com acupuntura: frutificação exuberante |
E Backster chegou a cogitar que ela não se limitaria aos organismos complexos, mas poderia descer aos níveis celular, molecular, atômico e até mesmo subatômico, perpassando toda a existência. Essa opinião ousada apresenta fortes afinidades com a hipótese da ressonância mórfica, do biólogo inglês Rupert Sheldrake, e com as revolucionárias descobertas sobre a consciência do psiquiatra checo Stanislav Grof.
Em outras palavras, cada planta — para não dizer cada ente material — estaria associada a um invisível e impalpável campo de consciência. Tal ideia, que vem ganhando adeptos entre os cientistas de vanguarda, converge com a visão de todas as grandes tradições espirituais da humanidade. Estas são unânimes em considerar a consciência como um dado primário da existência e afirmam que, além de seus corpos físicos, os entes materiais são constituídos por uma série de "corpos sutis", encaixados uns dentro dos outros como bonecas russas.
As percepções descobertas por Backster e seus sucessores configurariam um esboço ou embrião daquilo que algumas tradições chamam de "corpo mental". Entre esse nível mais alto e o físico, as plantas, como todos os seres vivos, possuiriam um corpo intermediário, constituído pela rede de canais por onde flui a chamada "energia vital" (que corresponde ao prana dos indianos e ao qi dos chineses). Esse "corpo vital" é o objeto de práticas médicas como a acupuntura, que se destinam a desobstruir os canais e regularizar o fluxo da energia.
A acupuntura em plantas vem sendo praticada com sucesso pelo médico Evaldo Martins Leite, presidente da Associação Brasileira de Acupuntura. Ele orientou, há cinco anos, uma pesquisa científica rigorosa, realizada pelo biólogo Alexandre Eustáquio de Sena, na Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte, MG. Sena dividiu uma plantação de feijão em duas partes iguais, tratando uma com acupuntura e mantendo a outra como grupo de controle. As plantas submetidas à acupuntura desenvolveram maior número de vagens, maior quantidade de grãos em cada vagem e maior peso por grão.
"Como ocorre nos homens e animais, os problemas de saúde que afetam os vegetais decorrem de um perturbação na circulação e distribuição do qi, a energia vital", explica Evaldo Martins Leite. "Isso resulta de um desequilíbrio dos princípios yang e yin (masculino e feminino)." O acupunturista ensina que as áreas de ramificação das plantas — isto é, onde os galhos saem dos troncos ou os ramos saem dos galhos — são regiões de concentração de qi.
Os ângulos externos formados nesses lugares são yang e os internos, yin."A energia yang é responsável pelo crescimento da planta. A yin, pela produção de flores, frutos e sementes. A introdução de pregos, agulhas ou a simples raspagem das áreas correspondentes estimula um ou outro princípio e promove a função regida por ele", informa o acupunturista. Não é possível ativar as duas funções ao mesmo tempo.
A energia é uma só: se ela for desviada para o crescimento, a produção de frutos cairá, e vice-versa. Mas as vantagens oferecidas pela acupuntura em vegetais são importantes demais para serem tratadas como simples curiosidade.
Na Bahia, está em curso uma pesquisa visando aumentar a produção de látex nas seringueiras e o enraizamento dos toletes de cana-de-açúcar destinados ao plantio. Reconhecendo as dimensões sutis do mundo vegetal, o homem poderá estabelecer com ele um novo tipo de relacionamento, vantajoso para ambos.
Apesar de sua aparência simples, as plantas são organismos altamente complexos. Uma planta pequena, como o pé de centeio, possui nada menos que 13 milhões de radículas em sua raiz. Estas são formadas, por sua vez, de 14 bilhões de filamentos, que, se fossem enfileirados um após o outro, cobririam uma extensão de 11 mil quilômetros, quase a distância de um polo a outro.
Toda planta é dotada de uma malha elétrica em equilíbrio. Nas árvores, a corrente elétrica sobe pelo anel externo e desce pelo anel central. Como demonstrou a pesquisa do brasileiro Arlindo Tondin, essa corrente está associada ao fluxo da seiva.
END OF INTERNET
Assinar:
Postagens (Atom)
















