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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O novo filme da Sofia Coppola vale por apenas duas coisas (imagens abaixo): uma cena e uma atriz - conheci a irmã da Dakota, Elle Fanning, e gostei dela.


sábado, 26 de fevereiro de 2011
Digamos que o automóvel não tivesse sido inventado; só a bicicleta. Digamos que o glorioso motorista andasse a pé, por não possuir bicileta. Ele sequer conseguiria alcançar os ciclistas. Puxando pro oposto, um carro de F1 acharia um pega de... carros normais algo um tanto lerdo, que estaria atrapalhando a pista, e então o F1 passaria por cima dos pegantes. É tudo questão de ponto de vista, de tempo psicológico. Que nem um internauta de hoje aguardar o carregamento das figuras na internet dos anos 90: entraria em convulsão. E NÃO DEVERIA SER ASSIM. Quem tem espiritualidade ou sabe pensar bem pode eliminar a pressa da sua vida.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Mais uma contribuição musical minha com Mr. Sparrow!
É proibido sofrer
(Arnaldo Jabor)
(...) Hoje em dia é proibido sofrer. Temos de "funcionar", temos de rir, de gozar, de ser belos, magros, chiques, tesudos, em suma, temos de ter "qualidade total", como os produtos. Para isso, há o Prozac, o Viagra, os "uppers", os "downers", senão nos encostam como mercadorias depreciadas.
No entanto, a depressão tem grande importância para a sabedoria; sem algum desencanto com a vida, sem um ceticismo crítico, ninguém chega a uma reflexão decente. O bobo alegre não filosofa pois, mesmo para louvar a alegria, é preciso incluir o gosto da tragédia. No pós-guerra, tivemos o existencialismo, o suicídio da literatura com gênios como Beckett e Camus ou o teatro do absurdo, o homem entre o sim e o não, entre a vida e o nada.
(...) A interatividade é uma falsificação da liberdade, pois ignora meu direito de nada querer. Eu não quero nada. Não quero comprar nada, não quero saber nada (...).
Estava neste ponto do artigo quando um Ananda Rubinstein, cientista político, me enviou um texto chamado 'Elogio da melancolia', de Eric G. Wilson, da Universidade de Wake Forest. Veio a calhar. Com destreza acadêmica, ele aprofunda meus conceitos. Ele escreve:
"A melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza. Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte. Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida. A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender o status quo banal e imaginar inéditas possibilidades de existência. Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo, previsível como metal. Deste modo, o mundo se torna desinteressante e morre. (...) Por que não aceitamos isso e continuamos a desejar o inferno da satisfação total, a felicidade plena? A resposta é simples: por medo. A maioria se esconde atrás de sorrisos tensos porque tem medo de encarar a complexidade do mundo, seu mistério impreciso, suas terríveis belezas. Para fugir desta contemplação atemorizante, nos perdemos em distrações vãs e em um bom humor programado. Somos de uma natureza incompleta, somos de vagas potencialidades, e isto faz da vida uma luta constante em face do desconhecido. Usamos uma máscara falsa, sorridente, um disfarce para nos proteger do abismo. Mas, este abismo é também nossa salvação. Ser contra a felicidade é abraçar o êxtase. A aceitação do incompleto é um chamado à vida. A fragmentação é liberdade." É isso aí.
(Arnaldo Jabor)
(...) Hoje em dia é proibido sofrer. Temos de "funcionar", temos de rir, de gozar, de ser belos, magros, chiques, tesudos, em suma, temos de ter "qualidade total", como os produtos. Para isso, há o Prozac, o Viagra, os "uppers", os "downers", senão nos encostam como mercadorias depreciadas.
No entanto, a depressão tem grande importância para a sabedoria; sem algum desencanto com a vida, sem um ceticismo crítico, ninguém chega a uma reflexão decente. O bobo alegre não filosofa pois, mesmo para louvar a alegria, é preciso incluir o gosto da tragédia. No pós-guerra, tivemos o existencialismo, o suicídio da literatura com gênios como Beckett e Camus ou o teatro do absurdo, o homem entre o sim e o não, entre a vida e o nada.
(...) A interatividade é uma falsificação da liberdade, pois ignora meu direito de nada querer. Eu não quero nada. Não quero comprar nada, não quero saber nada (...).
Estava neste ponto do artigo quando um Ananda Rubinstein, cientista político, me enviou um texto chamado 'Elogio da melancolia', de Eric G. Wilson, da Universidade de Wake Forest. Veio a calhar. Com destreza acadêmica, ele aprofunda meus conceitos. Ele escreve:
"A melancolia, a consciência do tempo finito é o lugar de onde se contempla a beleza. Há uma conexão entre tristeza, beleza e morte. Só o melancólico cria a arte e pode celebrar a experiência do transitório resplendor da vida. A melancolia, longe de ser uma doença, é quase um convite milagroso para transcender o status quo banal e imaginar inéditas possibilidades de existência. Sem a melancolia, a terra congelaria num estado fixo, previsível como metal. Deste modo, o mundo se torna desinteressante e morre. (...) Por que não aceitamos isso e continuamos a desejar o inferno da satisfação total, a felicidade plena? A resposta é simples: por medo. A maioria se esconde atrás de sorrisos tensos porque tem medo de encarar a complexidade do mundo, seu mistério impreciso, suas terríveis belezas. Para fugir desta contemplação atemorizante, nos perdemos em distrações vãs e em um bom humor programado. Somos de uma natureza incompleta, somos de vagas potencialidades, e isto faz da vida uma luta constante em face do desconhecido. Usamos uma máscara falsa, sorridente, um disfarce para nos proteger do abismo. Mas, este abismo é também nossa salvação. Ser contra a felicidade é abraçar o êxtase. A aceitação do incompleto é um chamado à vida. A fragmentação é liberdade." É isso aí.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Natalie Herschlag treinou balé por 2, por 5 e depois por 8 horas ao dia. E eram 15 horas de filmagem por dia. E ela deslocou uma costela. Por fim, disse ela, assemelhando-se ao seu personagem em Cisne Negro: "I'm a soldier."
"Eu sou mais do tipo obediente do que rebelde."
*
"O mundo do balé não estava nem um pouco interessado em nos receber, então levamos um bom tempo para conseguir as informações e montar tudo." (Darren Aronofsky)
"Este foi um filme bem difícil de se fazer. Não tínhamos muito dinheiro e tivemos que atrasá-lo algumas vezes."
"Eu sou mais do tipo obediente do que rebelde."
*
"O mundo do balé não estava nem um pouco interessado em nos receber, então levamos um bom tempo para conseguir as informações e montar tudo." (Darren Aronofsky)
"Este foi um filme bem difícil de se fazer. Não tínhamos muito dinheiro e tivemos que atrasá-lo algumas vezes."
"O corpo resolve o problema sozinho, independentemente da consciência que às vezes deixa aparecer os efeito do tormento que se efetua na carne, por meio de uma artimanha cujo segredo, às vezes, os órgãos detêm. O organismo armazena os conflitos, dá-lhes um espaço, um lugar, depois, um dia, quando chega o momento propício, ele sente a necessidade imperiosa de permitir sua dissolução sob uma forma brutal, espontânea, imediata e radicalmente fisiológica. Daí os transes, os êxtases e o conhecimento pelos abismos." (Michel Onfray)
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Trechos de 'O poder do mito', do Joseph Campbell, sobre a morte do cisne e sobre a existência de cisnes opostos.
A mitologia do plantio tem a ver com o cultivo das plantas, o plantio da semente, a morte da semente, por assim dizer, e o nascimento da nova planta, é orientada para dentro. Em sua sequência de vida, o mundo das plantas é idêntico à vida do homem. Como você vê, aí se estabelece uma relação de interioridade. Outra idéia associada às florestas tropicais é que da decomposição surge a vida. Eu vi maravilhosas florestas de pau-brasil, com grandes, imensas toras de árvores cortadas havia décadas. Brotavam delas essas novas criancinhas iluminadas, que são parte da mesma planta. Se você corta um ramo de uma planta, surge outro. Assim, nas culturas da floresta e do plantio, existe uma noção de morte que, de algum modo, não é propriamente morte, pois a morte é necessária à nova vida. E o indivíduo não é propriamente um indivíduo, é o ramo de uma planta.
A aventura do herói pode ser detectada já na puberdade ou nos rituais de iniciação das primitivas sociedades tribais, por meio dos quais uma criança é compelida a desistir da sua infância e a se tornar um adulto - para morrer, dir se ia, para a sua personalidade e psique infantis e retornar como adulto responsável. E essa é uma transformação psicológica fundamental, pela qual todo indivíduo deve passar. Na infância, vivemos sob a proteção ou a supervisão de alguém. Você não é, em nenhum sentido, auto-responsável, um agente livre, mas um dependente submisso, esperando e recebendo punições e recompensas. Evoluir dessa posição de imaturidade psicológica para a coragem da auto-responsabilidade e a confiança exige morte e ressurreição. Esse é o motivo básico do périplo universal do herói - ele abandona determinada condição e encontra a fonte da vida, que o conduz a uma condição mais rica e madura.
Todo ato na vida desencadeia pares de opostos em seus resultados. O melhor que podemos fazer é pender na direção da luz, na direção do harmonioso relacionamento que resulta da compaixão pelo sofrimento, que resulta de compreender o outro.
Pequena pesquisa na BÍBLIA Online, então.
Termos buscados e o número de versículos encontrados:
Punido: 34.
Castigado: 57.
Queimará: 62.
Vingança: 65.
Culpa: 211.
CASTIGO: 289.
Viva!
Termos buscados e o número de versículos encontrados:
Punido: 34.
Castigado: 57.
Queimará: 62.
Vingança: 65.
Culpa: 211.
CASTIGO: 289.
Viva!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
[52 MELHORES FILMES do big bang até 08/02/2011]
1. Black swan / Cisne negro (2010) Darren Aronofsky
2. Antichrist / Anticristo (2008) Lars Von Trier
3. Lost highway / Estrada perdida (1997) David Lynch
4. Dogville / Dogville (2003) Lars Von Trier
5. Eternal sunshine of a spotless mind / Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2003) Michel Gondry
6. Stalker / Stalker (1979) Andrei Tarkovsky
7. Caos calmo / Caos calmo (2008) Antonio Luigi Grimaldi
8. Festen / Festa de família (1998) Thomas Vinterberg
9. Så som i himmelen / A vida no paraíso (2004) Kay Pollak
10. Synecdoche, New York / Sinédoque, Nova York (2008) Charlie Kaufman
11. Entre le murs / Entre os muros da escola (2008) Laurent Cantet
12. It's all about love / Dogma do amor (2003) Thomas Vinterberg
13. Lucía y el sexo / Lúcia e o sexo (2001) Julio Medem
14. The fountain / Fonte da vida (2006) Darren Aronofsky
15. Rachel getting married / O casamento de Rachel (2008) Jonathan Demme
16. Direktøren for det hele / O grande chefe (2006) Lars Von Trier
17. Buffalo '66 / Buffalo '66 (1998) Vincent Gallo
18. All the real girls / Prova de amor (2003) David Gordon Green
19. Me and you and everyone we know / Eu, você e todos nós (2005) Miranda July
20. Punch-drunk love / Embriagado de amor (2002) Paul Thomas Anderson
21. Caché / O cachê (2005) Michael Hanneke
22. Death proof / À prova de morte (2009) Quentin Tarantino
23. Stranger than fiction / Mais estranho que a ficção (2006) Marc Forster
24. Lost in translation / Encontros e desencontros (2003) Sofia Coppola
25. Mammoth / Corações em conflito (2009) Lukas Moodysson
26. Non ma fille, tu n'iras pas danser / Não minha filha, você não irá dançar (2009) Christophe Honoré
27. Fucking Åmål / Amigas de colégio (1998) Lukas Moodysson
28. The limits of control / Os limites do controle (2009) Jim Jarmusch
29. Revolutionary Road / Foi apenas um sonho (2008) Sam Mendes
30. Two lovers / Amantes (2008) James Gray
31. Biutiful / Biutiful (2010) Alejandro González Iñarritú
32. Henry Fool / As confissões de Henry Fool (1997) Hal Hartley
33. Eastern promises / Senhores do crime (2007) David Cronenberg
34. The girlfriend experience / Confissões de uma garota de programa (2009) Steven Soderbergh
35. The secret life of words / A vida secreta das palavras (2005) Isabel Coixet
36. Elephant / Elefante (2003) Gus Van Sant
37. Repulsion / Repulsa ao sexo (1965) Roman Polanski
38. Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Marcelo Gomes & Karim Aïnouz
39. 12 monkeys / Os 12 macacos (1995) Terry Gilliam
40. A history of violence / Marcas da violência (2005) David Cronenberg
41. 1408 / 1408 (2007) Mikael Håfström
42. The fisher king / O pescador de ilusões (1991) Terry Gilliam
43. Solyaris / Solaris (1972) Andrei Tarkovsky
44. Zelig / Zelig (1983) Woody Allen
45. Efter brylluppet / Depois do casamento (2006) Susanne Bier
46. Kukkia ja sidontaa / Arranjos e flores (2004) Janne Kuusi
47. Delirious / Delirious (2006) Tom DiCillo
48. En soap / Além do desejo (2006) Pernille Fischer Christensen
49. Lavoura arcaica / Lavoura arcaica (2001) Luiz Fernando Carvalho
50. A festa da menina morta (2008) Matheus Nachtergaele
51. Minority report / Minority report, a nova lei (2002) Steven Spielberg
52. One flew over the cuckoo's nest / Um estranho no ninho (1975) Milos Forman
1. Black swan / Cisne negro (2010) Darren Aronofsky
2. Antichrist / Anticristo (2008) Lars Von Trier
3. Lost highway / Estrada perdida (1997) David Lynch
4. Dogville / Dogville (2003) Lars Von Trier
5. Eternal sunshine of a spotless mind / Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2003) Michel Gondry
6. Stalker / Stalker (1979) Andrei Tarkovsky
7. Caos calmo / Caos calmo (2008) Antonio Luigi Grimaldi
8. Festen / Festa de família (1998) Thomas Vinterberg
9. Så som i himmelen / A vida no paraíso (2004) Kay Pollak
10. Synecdoche, New York / Sinédoque, Nova York (2008) Charlie Kaufman
11. Entre le murs / Entre os muros da escola (2008) Laurent Cantet
12. It's all about love / Dogma do amor (2003) Thomas Vinterberg
13. Lucía y el sexo / Lúcia e o sexo (2001) Julio Medem
14. The fountain / Fonte da vida (2006) Darren Aronofsky
15. Rachel getting married / O casamento de Rachel (2008) Jonathan Demme
16. Direktøren for det hele / O grande chefe (2006) Lars Von Trier
17. Buffalo '66 / Buffalo '66 (1998) Vincent Gallo
18. All the real girls / Prova de amor (2003) David Gordon Green
19. Me and you and everyone we know / Eu, você e todos nós (2005) Miranda July
20. Punch-drunk love / Embriagado de amor (2002) Paul Thomas Anderson
21. Caché / O cachê (2005) Michael Hanneke
22. Death proof / À prova de morte (2009) Quentin Tarantino
23. Stranger than fiction / Mais estranho que a ficção (2006) Marc Forster
24. Lost in translation / Encontros e desencontros (2003) Sofia Coppola
25. Mammoth / Corações em conflito (2009) Lukas Moodysson
26. Non ma fille, tu n'iras pas danser / Não minha filha, você não irá dançar (2009) Christophe Honoré
27. Fucking Åmål / Amigas de colégio (1998) Lukas Moodysson
28. The limits of control / Os limites do controle (2009) Jim Jarmusch
29. Revolutionary Road / Foi apenas um sonho (2008) Sam Mendes
30. Two lovers / Amantes (2008) James Gray
31. Biutiful / Biutiful (2010) Alejandro González Iñarritú
32. Henry Fool / As confissões de Henry Fool (1997) Hal Hartley
33. Eastern promises / Senhores do crime (2007) David Cronenberg
34. The girlfriend experience / Confissões de uma garota de programa (2009) Steven Soderbergh
35. The secret life of words / A vida secreta das palavras (2005) Isabel Coixet
36. Elephant / Elefante (2003) Gus Van Sant
37. Repulsion / Repulsa ao sexo (1965) Roman Polanski
38. Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009) Marcelo Gomes & Karim Aïnouz
39. 12 monkeys / Os 12 macacos (1995) Terry Gilliam
40. A history of violence / Marcas da violência (2005) David Cronenberg
41. 1408 / 1408 (2007) Mikael Håfström
42. The fisher king / O pescador de ilusões (1991) Terry Gilliam
43. Solyaris / Solaris (1972) Andrei Tarkovsky
44. Zelig / Zelig (1983) Woody Allen
45. Efter brylluppet / Depois do casamento (2006) Susanne Bier
46. Kukkia ja sidontaa / Arranjos e flores (2004) Janne Kuusi
47. Delirious / Delirious (2006) Tom DiCillo
48. En soap / Além do desejo (2006) Pernille Fischer Christensen
49. Lavoura arcaica / Lavoura arcaica (2001) Luiz Fernando Carvalho
50. A festa da menina morta (2008) Matheus Nachtergaele
51. Minority report / Minority report, a nova lei (2002) Steven Spielberg
52. One flew over the cuckoo's nest / Um estranho no ninho (1975) Milos Forman
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
"O fato deste filme ser sobre balé, uma arte conhecida pela rigidez, e de ter sido rodado com câmera na mão já merece aplausos. O cineasta não está disposto a negociar: aposta num narrativa difícil, que assume a alucinação e materializa o invisível. Ele frustra as expectativas de quem só procura uma história porque está bastante interessado em dar corpo a seus excessos seja a que custo for. E esses excessos curiosamente parecem ter a medida certa. São espontaneamente funcionais. Mas só para quem estiver disposto." (Chico Fireman)
"DEVASTADOR." (Douglas Dickel)

"A imprensa norte-americana sente frequentemente uma necessidade de encontrar novos 'gênios' do cinema. É neste universo que, acredito, vivem os realizadores mais comentados pela imprensa norte-americana em 2010: Christopher Nolan e Darren Aronofsky. O primeiro, com seu A Origem (Inception, 2010), tornou-se símbolo de um suposto cinema de entretenimento 'com cérebro' ventilado aos quatro cantos do mundo; o segundo, com este Cisne Negro, um realizador que estaria trazendo profundidade psicológica ao cinema mainstream. Ambos respondem a uma necessidade de buscar-se no cinema mainstream contemporâneo algum respiro criativo, algo que nos conforte numa época em que cada vez mais os filmes comerciais parecem feitos para cachorros, muitas vezes sendo menos interessantes vê-los do que sentar numa cadeira de praia em frente ao forno giratório de assar frango e olhar o troço girar até dourar. É sim uma busca louvável, mas, até então, executada de maneira bastante pueril. Nas mãos de ambos [os diretores] o cinema é um quebra-cabeças, e existem duas preocupações que, nestes filmes, parecem interessar muito mais do que a própria pintura contida nele: em um primeiro momento, bagunçar as peças, desnortear o 'jogador'; em seguida, conferir cada uma dessas peças cuidadosamente para ver se todas estão em seus lugares específicos. É assim que a brincadeira acaba. Quem montou, é claro, sai com um sorriso no rosto. Algumas sequências, beneficiadas pela atmosfera de paranoia trazida de filmes como Repulsa ao Sexo (Repulsion, 1966) e Suspiria (idem, 1977), fazem de Cisne Negro uma emulação juvenil interessante de um cinema psicológico que já não se faz mais; a relação da personagem de Natalie Portman com o trabalho em que tanto busca a perfeição, por sua vez, carrega quês de A Hora do Lobo (Vargtimmen, 1968) e Videodrome – A Síndrome do Vídeo (Videodrome, 1982), outros grandes clássicos desta escola de cinema que se utiliza da diluição entre o real e a alucinação para fazer suspense." (Daniel Dalpizzolo)
"Aronofsky, que havia feito um belo trabalho com O Lutador, tenta aqui impor uma linguagem cinematográfica que demonstre essa luta de contradições. O verbo demonstrar não está aí por acaso. É perceptível a preocupação do cineasta em passar visualmente a sua 'mensagem' e, com tanta insistência, que acaba por prejudicar aquilo que tem a dizer. Diga-se de passagem, Aronofsky não é cineasta conhecido por sua sutileza. Basta lembrar de A Fonte ou mesmo de O Lutador, que tem muitas qualidades, mas não a do trabalho em entrelinhas ou com subentendidos. Com Aronofsky é tudo na lata, por assim dizer." (Luiz Zanin)
"E tudo por causa das luzes. Dos holofotes. Nolan e Aronofsky parecem compartilhar do desejo pela discussão da importância da estrutura cinematográfica e sua influência na sociedade moderna. Enquanto Nolan cria um castelo de idéias sobrepostas para maximizar os efeitos de um conceito simples, fazendo da jornada algo memorável, Aronofsky não mede esforços para construir um calabouço de mágoas e, pouco a pouco, apresenta os elementos de uma bomba-relógio. Diferente do dilema dos sonhos, Cisne Negro é a realidade manifesta – em diversos níveis de compreensão. (...) Nota pessoal: A Fonte da Vida é e sempre será meu filme favorito de Darren Aronofsky. Brilhantemente insuperável e profundo." (Fábio Barreto)
"DEVASTADOR." (Douglas Dickel)

"A imprensa norte-americana sente frequentemente uma necessidade de encontrar novos 'gênios' do cinema. É neste universo que, acredito, vivem os realizadores mais comentados pela imprensa norte-americana em 2010: Christopher Nolan e Darren Aronofsky. O primeiro, com seu A Origem (Inception, 2010), tornou-se símbolo de um suposto cinema de entretenimento 'com cérebro' ventilado aos quatro cantos do mundo; o segundo, com este Cisne Negro, um realizador que estaria trazendo profundidade psicológica ao cinema mainstream. Ambos respondem a uma necessidade de buscar-se no cinema mainstream contemporâneo algum respiro criativo, algo que nos conforte numa época em que cada vez mais os filmes comerciais parecem feitos para cachorros, muitas vezes sendo menos interessantes vê-los do que sentar numa cadeira de praia em frente ao forno giratório de assar frango e olhar o troço girar até dourar. É sim uma busca louvável, mas, até então, executada de maneira bastante pueril. Nas mãos de ambos [os diretores] o cinema é um quebra-cabeças, e existem duas preocupações que, nestes filmes, parecem interessar muito mais do que a própria pintura contida nele: em um primeiro momento, bagunçar as peças, desnortear o 'jogador'; em seguida, conferir cada uma dessas peças cuidadosamente para ver se todas estão em seus lugares específicos. É assim que a brincadeira acaba. Quem montou, é claro, sai com um sorriso no rosto. Algumas sequências, beneficiadas pela atmosfera de paranoia trazida de filmes como Repulsa ao Sexo (Repulsion, 1966) e Suspiria (idem, 1977), fazem de Cisne Negro uma emulação juvenil interessante de um cinema psicológico que já não se faz mais; a relação da personagem de Natalie Portman com o trabalho em que tanto busca a perfeição, por sua vez, carrega quês de A Hora do Lobo (Vargtimmen, 1968) e Videodrome – A Síndrome do Vídeo (Videodrome, 1982), outros grandes clássicos desta escola de cinema que se utiliza da diluição entre o real e a alucinação para fazer suspense." (Daniel Dalpizzolo)
"Aronofsky, que havia feito um belo trabalho com O Lutador, tenta aqui impor uma linguagem cinematográfica que demonstre essa luta de contradições. O verbo demonstrar não está aí por acaso. É perceptível a preocupação do cineasta em passar visualmente a sua 'mensagem' e, com tanta insistência, que acaba por prejudicar aquilo que tem a dizer. Diga-se de passagem, Aronofsky não é cineasta conhecido por sua sutileza. Basta lembrar de A Fonte ou mesmo de O Lutador, que tem muitas qualidades, mas não a do trabalho em entrelinhas ou com subentendidos. Com Aronofsky é tudo na lata, por assim dizer." (Luiz Zanin)
"E tudo por causa das luzes. Dos holofotes. Nolan e Aronofsky parecem compartilhar do desejo pela discussão da importância da estrutura cinematográfica e sua influência na sociedade moderna. Enquanto Nolan cria um castelo de idéias sobrepostas para maximizar os efeitos de um conceito simples, fazendo da jornada algo memorável, Aronofsky não mede esforços para construir um calabouço de mágoas e, pouco a pouco, apresenta os elementos de uma bomba-relógio. Diferente do dilema dos sonhos, Cisne Negro é a realidade manifesta – em diversos níveis de compreensão. (...) Nota pessoal: A Fonte da Vida é e sempre será meu filme favorito de Darren Aronofsky. Brilhantemente insuperável e profundo." (Fábio Barreto)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Boa revelação de 2010: Braids.
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