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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Criei a comunidade do Hotel. Bruno Galera: "'Quarto 103' tem uma abrasividade sensacional. Ralador de queijo na ponta do nariz."
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Alguns deles já começaram a cantar.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
. . . o 28º lançamento da Open Field, Hotel, mais um projeto de Douglas Dickel (Blanched, input_output), dessa vez inspirado nas Desert Sessions de Josh Homme. Pura viagem piscodélica! (...)
Hotel "Térreo" (Open Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > psych-rock; experimental
Projeto do inquieto Douglas Dickel (Blanched, input_output, Pelicano), inspirado no Desert Sessions de Josh Homme, ou seja, a idéia é convidar músicos de bandas diferentes, ou que não costumam tocar juntos, trancar num estúdio e só sair com um disco pronto. Na primeira sessão, Douglas recebe Marcelo Koch (Blanched), Renan Stiegemeier (Farveste, Pelicano) e Yury Hermuche (Firefriend), em improvisos psicodélicos no estilo Acid Mothers Temple.
RYOJI IKEDA:
[douglasdickel] diz:
mas o efeito é tão físico que dá pra chamar de superemoção!
[douglasdickel] diz:
estou sendo sugado pelas caixas de som aqui
Muriel diz:
bah
Muriel diz:
bom comentário
Muriel diz:
o efeito é físico
Muriel diz:
isso mesmo
[douglasdickel] diz:
quanto tu desliga faz falta!
Muriel diz:
sim
Muriel diz:
ele se liga diretamente com todo o teu sistema neuronal-biológico
Muriel diz:
tudo fica ligado nele e fica escravo da narrativa sonora dele
[douglasdickel] diz:
é!
[douglasdickel] diz:
mas o efeito é tão físico que dá pra chamar de superemoção!
[douglasdickel] diz:
estou sendo sugado pelas caixas de som aqui
Muriel diz:
bah
Muriel diz:
bom comentário
Muriel diz:
o efeito é físico
Muriel diz:
isso mesmo
[douglasdickel] diz:
quanto tu desliga faz falta!
Muriel diz:
sim
Muriel diz:
ele se liga diretamente com todo o teu sistema neuronal-biológico
Muriel diz:
tudo fica ligado nele e fica escravo da narrativa sonora dele
[douglasdickel] diz:
é!
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Ryoji Ikeda
Já tive muitas idéias para escrever aqui, tenho fotos para subir no Flickr, mas estou mudando de apartamento, o que me deixa sem tempo. E ainda tenho uns projetos para tocar nesse meio tempo - ainda bem. Passado o Pecha Kucha, no próximo domingo é a gravação do 'Segundo andar' do Hotel. O 'Térreo' está pronto e será lançado no dia 22 de setembro, na festa de aniversário minha e da Tunnie - cuja discotecagem eu tenho que planejar e cuja divulgação eu preciso fazer. Também estou escrevendo poemas para o curta de uma amiga, a Maria Claro Bastos, que está estudando na Unisinos. O protagonista é um cara que faz poesia a partir de notícias policiais. Depois eu mostro os resultados aqui. E estou fazendo, às segundas, curso de home studio e, às terças e quintas, yoga. Com isso tudo, mais a idéia de um novo projeto de covers, o conto baseado no disco do Sonic Youth está esperando para continuar a ser escrito.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Fui o nono a subscrever um abaixo-assinado para o Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Estado. Descobri no Google-Preto. Descobri, também, que continuo importante na memória de alguém. Mesmo que tenha havido um estranho desenrolar do contato entre mim e ela, o que houve ficou registrado positivamente na história dela, assim como também ficou registrado positivamente na minha, sob forma de poemas publicados no 'Ambivalência'. Abraçar as coisas bonitas que terminaram é importante para a alma leve. E os relacionamentos não são dividos em 1. apaixonamento ou amor e 2. rancor ou esquecimento.
domingo, 26 de agosto de 2007
Vocês leem com frequência? Já leram sobre este projeto heroico?
"Um senhor deixa cair ao chão os óculos, que fazem um barulho terrível ao bater nos ladrilhos. O senhor se abaixa aflitíssimo porque as lentes dos óculos custam muito caro, mas descobre assombrado que por milagre elas não se quebraram.
"Agora esse senhor sente-se profundamente grato, e compreende que o acontecimento vale por uma advertência amistosa, de maneira que se dirige a uma ótica e compra logo um estojo couro acolchoado, com proteção dupla, como precaução. Uma hora depois deixa cair o estojo e ao abaixar-se sem maior preocupação verifica que os óculos viraram farelo. Esse senhor leva tempo para compreender que os desígnios da Providência são insondáveis e que na realidade o milagre aconteceu agora." (CORTÁZAR, Julio. Histórias de cronópios e famas.)
Vou lê-lo.
"Agora esse senhor sente-se profundamente grato, e compreende que o acontecimento vale por uma advertência amistosa, de maneira que se dirige a uma ótica e compra logo um estojo couro acolchoado, com proteção dupla, como precaução. Uma hora depois deixa cair o estojo e ao abaixar-se sem maior preocupação verifica que os óculos viraram farelo. Esse senhor leva tempo para compreender que os desígnios da Providência são insondáveis e que na realidade o milagre aconteceu agora." (CORTÁZAR, Julio. Histórias de cronópios e famas.)
Vou lê-lo.
sábado, 25 de agosto de 2007
É amanhã. Vinte fotografias digitais minhas ficarão expostas por vinte segundos cada, num telão, e elas falarão por meio do meu sintetizador. A escalação do evento, que está no cartaz aqui embaixo, está também na página internacional do Pecha Kucha (um evento criado em Tokyo).
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Míni, tirando um pouco da curiosidade que eu tinha sobre o curso de criatividade do Charles Watson e amenizando a frustração que eu tenho por não ter podido participar de nenuma das edições que nesta cidade foram realizadas:
"Semana passada [13 de março de 2006 é a data do post] fiz um curso sobre processo criativo oferecido pela empresa. Trouxeram para cá Charles Watson, um ex-pintor inglês que mora há 30 anos no Rio de Janeiro e é figura importante no cenário das artes. Também é, na minha opinião após um rápido curso de 20h em 4 dias, um excelente professor, que te desafia, que te angustia, que te coloca um monte de questões punk enquanto passa o conteúdo.
"Eu anotei algumas coisas pontuais que me chamaram a atenção. Algumas eu já tinha ouvido, outras eu já tinha me dado conta, outras eu nunca tinha pensado. Uma parcela do conteúdo eu já tinha visto sob forma de budismo e foi realmente fascinante ver aquelas informações organizadas de outro modo. A cultura humana é realmente incrível na maneira como reorganiza as informações básicas que reúne. No fundo, é tudo a mesma coisa...
"Obviamente o que vem aqui é uma redução de tudo que captei, além de uma interpretação particular. Conversando com outros colegas percebi que no início eu ainda achava que todas as pessoas estavam participando do mesmo curso. Mas é claro que estava cada um dentro do seu processo particular.
"Pra começar, a base de tudo. Existe uma espécie de senso médio que diz que criatividade é qualquer coisa muito louca e diferente. E uma das frases que eu mais curti foi: 'Criatividade pressupõe capacidade de transitar entre pólos subjetivos e objetivos.' Ou seja: criatividade não é qualquer coisa mutcholôca. É preciso haver a presença de 'não-criatividade' para que a 'criatividade' seja percebida ou pensada assim. Em outras palavras, criatividade implica obrigatoriamente a existência de LIMITES.
"(...) A beleza de todos os que foram extremamente criativos nas suas áreas está justamente no fato de que eles estavam lidando com limites absolutamente restritivos. Quanto mais restritivos, mais criativos os caras tinham que ser. (...) Outra lembrança que me vem à mente agora é o show do Sonic Youth. A minha vida toda eu ouvi os discos achando ingenuamente que os caras faziam 'um puta barulho massa e divertido, botavam os demônios pra fora'. Aí no show você vê que é uma criatividade linda, um derramar de sentimentos incontidos mas dentro de limites muito bem estabelecidos, limites que eles continuamente empurram e demarcam. Não é só simplesmente tacar a baqueta nas cordas feito um bezerro bêbado.
"Outra boa frase: 'Pessoas criativas têm meos ansiedade em nomear as experiências. Elas vivenciam as experiências mais diretamente.' Isso é algo muito discutido no budismo e é uma coisa muito muito difícil. Acho que aqui o Charles Watson estava falando em graus, porque obviamente pessoas criativas também não se relacionam total e diretamente com as experiências, sempre há uma mediação mínima. Mas com certeza pessoas criativas têm maior tolerância a experiências que não podem ser encaixadas em conceitos e parâmetros por um determinado tempo.
"O Charles Watson fala muito disso: o processo criativo deve ser um fim por si só. Ninguém que se envolve em alguma atividade criativa pode ficar pensando no fim, na recompensa, porque isso automaticamente mata o processo criativo.
"Todo criador, segundo ele, deve temer a sua criação. Porque quando você chega na obra, termina o processo criativo e tem a solução, acaba a melhor parte: o processo em si. Curiosamente, o ato criativo é um ato que leva invariavelmente à uma morte. E a morte é sempre dura. Criar é morrer o tempo todo.
"No curso, o Charles Watson mostrou um vídeo que mostrava o matemático que desvendou o Teorema de Fermath, considerado o maior problema de matemática da história, que ficou 300 anos sem ser resolvido. A primeira cena do documentário é o cara contando o dia que desvendou a equação. Ele começa a chorar e diz 'isso foi a coisa mais importante que aconteceu na minha vida e nada mais então teve tanta importância'. Moralismos à parte, a gente vê aí o que é o dilema de todo criativo: quando você chegou no objetivo, acabou. Você tem que partir para outra.
"(...) De fato, o Charles Watson o tempo todo foi muito provocativo a respeito da atitude de cada um com a vida. Ele contou uma história muito interessante a respeito de um artista de performance taiwanês que ficou um ano da sua vida fazendo uma performance. Durante 365 dias, a cada uma hora ele bateu ponto num relógio ponto instalado no seu atelier. E a cada batida de ponto, ele se filmava ao lado do relógio em um frame. Um ano. Um ano sem se afastar mais de 50 e poucos minutos do relógio ponto. Todos os dias. Dia e noite. Dormindo no máximo períodos de 50 e poucos minutos. A primeira coisa que a gente pensa, como levantou o Charles Watson, é: 'Mas que perda absurda de tempo! Perder um ano inteiro fazendo isso??' Mas ao mesmo tempo, ele levantou uma questão que eu achei tocante: 'Você tem algo na SUA vida ao qual dedicaria TAMANHO comprometimento?' Porque a gente pula a vida toda de atividade em atividade sem um comprometimento real e maior nesse nível com qualquer coisa. Enfim, é de se pensar, repetindo.
"Mais uma anotação do curso: 'O fazer não admite o especular. O especular não admite o fazer.' (...) E pra fechar, um sisteminha pra definir processo criativo que ele inventou lá."
PROCESSO CRIATIVO PRESSUPÕE
- A existência de uma cultura que contenha regras simbólicas
- Uma pessoa que traga inovações dentro dessa área simbólica
- Um grupo de peritos ou entendidos que reconheçam tal inovação
"Semana passada [13 de março de 2006 é a data do post] fiz um curso sobre processo criativo oferecido pela empresa. Trouxeram para cá Charles Watson, um ex-pintor inglês que mora há 30 anos no Rio de Janeiro e é figura importante no cenário das artes. Também é, na minha opinião após um rápido curso de 20h em 4 dias, um excelente professor, que te desafia, que te angustia, que te coloca um monte de questões punk enquanto passa o conteúdo.
"Eu anotei algumas coisas pontuais que me chamaram a atenção. Algumas eu já tinha ouvido, outras eu já tinha me dado conta, outras eu nunca tinha pensado. Uma parcela do conteúdo eu já tinha visto sob forma de budismo e foi realmente fascinante ver aquelas informações organizadas de outro modo. A cultura humana é realmente incrível na maneira como reorganiza as informações básicas que reúne. No fundo, é tudo a mesma coisa...
"Obviamente o que vem aqui é uma redução de tudo que captei, além de uma interpretação particular. Conversando com outros colegas percebi que no início eu ainda achava que todas as pessoas estavam participando do mesmo curso. Mas é claro que estava cada um dentro do seu processo particular.
"Pra começar, a base de tudo. Existe uma espécie de senso médio que diz que criatividade é qualquer coisa muito louca e diferente. E uma das frases que eu mais curti foi: 'Criatividade pressupõe capacidade de transitar entre pólos subjetivos e objetivos.' Ou seja: criatividade não é qualquer coisa mutcholôca. É preciso haver a presença de 'não-criatividade' para que a 'criatividade' seja percebida ou pensada assim. Em outras palavras, criatividade implica obrigatoriamente a existência de LIMITES.
"(...) A beleza de todos os que foram extremamente criativos nas suas áreas está justamente no fato de que eles estavam lidando com limites absolutamente restritivos. Quanto mais restritivos, mais criativos os caras tinham que ser. (...) Outra lembrança que me vem à mente agora é o show do Sonic Youth. A minha vida toda eu ouvi os discos achando ingenuamente que os caras faziam 'um puta barulho massa e divertido, botavam os demônios pra fora'. Aí no show você vê que é uma criatividade linda, um derramar de sentimentos incontidos mas dentro de limites muito bem estabelecidos, limites que eles continuamente empurram e demarcam. Não é só simplesmente tacar a baqueta nas cordas feito um bezerro bêbado.
"Outra boa frase: 'Pessoas criativas têm meos ansiedade em nomear as experiências. Elas vivenciam as experiências mais diretamente.' Isso é algo muito discutido no budismo e é uma coisa muito muito difícil. Acho que aqui o Charles Watson estava falando em graus, porque obviamente pessoas criativas também não se relacionam total e diretamente com as experiências, sempre há uma mediação mínima. Mas com certeza pessoas criativas têm maior tolerância a experiências que não podem ser encaixadas em conceitos e parâmetros por um determinado tempo.
"O Charles Watson fala muito disso: o processo criativo deve ser um fim por si só. Ninguém que se envolve em alguma atividade criativa pode ficar pensando no fim, na recompensa, porque isso automaticamente mata o processo criativo.
"Todo criador, segundo ele, deve temer a sua criação. Porque quando você chega na obra, termina o processo criativo e tem a solução, acaba a melhor parte: o processo em si. Curiosamente, o ato criativo é um ato que leva invariavelmente à uma morte. E a morte é sempre dura. Criar é morrer o tempo todo.
"No curso, o Charles Watson mostrou um vídeo que mostrava o matemático que desvendou o Teorema de Fermath, considerado o maior problema de matemática da história, que ficou 300 anos sem ser resolvido. A primeira cena do documentário é o cara contando o dia que desvendou a equação. Ele começa a chorar e diz 'isso foi a coisa mais importante que aconteceu na minha vida e nada mais então teve tanta importância'. Moralismos à parte, a gente vê aí o que é o dilema de todo criativo: quando você chegou no objetivo, acabou. Você tem que partir para outra.
"(...) De fato, o Charles Watson o tempo todo foi muito provocativo a respeito da atitude de cada um com a vida. Ele contou uma história muito interessante a respeito de um artista de performance taiwanês que ficou um ano da sua vida fazendo uma performance. Durante 365 dias, a cada uma hora ele bateu ponto num relógio ponto instalado no seu atelier. E a cada batida de ponto, ele se filmava ao lado do relógio em um frame. Um ano. Um ano sem se afastar mais de 50 e poucos minutos do relógio ponto. Todos os dias. Dia e noite. Dormindo no máximo períodos de 50 e poucos minutos. A primeira coisa que a gente pensa, como levantou o Charles Watson, é: 'Mas que perda absurda de tempo! Perder um ano inteiro fazendo isso??' Mas ao mesmo tempo, ele levantou uma questão que eu achei tocante: 'Você tem algo na SUA vida ao qual dedicaria TAMANHO comprometimento?' Porque a gente pula a vida toda de atividade em atividade sem um comprometimento real e maior nesse nível com qualquer coisa. Enfim, é de se pensar, repetindo.
"Mais uma anotação do curso: 'O fazer não admite o especular. O especular não admite o fazer.' (...) E pra fechar, um sisteminha pra definir processo criativo que ele inventou lá."
PROCESSO CRIATIVO PRESSUPÕE
- A existência de uma cultura que contenha regras simbólicas
- Uma pessoa que traga inovações dentro dessa área simbólica
- Um grupo de peritos ou entendidos que reconheçam tal inovação
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Que loucura:
Bailanta do sem fim
(Airton Cabral aka Paulista/Os Garotos De Ouro)
É lá que a cobra fuma
É lá que o sapo dança
É lá que o bicho pega
E o bugio sacode a pança
Fica lá no fim do mundo pra diante dos cafundós
Lá perto do capão grande além do taguaribó
Chegam tauras de a cavalo chegam prendadas de a pé
Lembrando bailes campeiros dançados no bororé
Nesse canto indefinido segue a vida e segue a dança
Vem dançar a dança da vida no compasso da esperança
Quando os meus sonhos renascem nesse meu sonho dourado
E chego ao fim do mundo pra dançar de pé trocado
No ressongo da cordeona batem pé e batem mão
Nascem conversas de amores nesse tal de surungão
O zóio bate no zóio coração dizendo assim
Quero amar a vida inteira na bailanta do sem fim
Bailanta do sem fim
(Airton Cabral aka Paulista/Os Garotos De Ouro)
É lá que a cobra fuma
É lá que o sapo dança
É lá que o bicho pega
E o bugio sacode a pança
Fica lá no fim do mundo pra diante dos cafundós
Lá perto do capão grande além do taguaribó
Chegam tauras de a cavalo chegam prendadas de a pé
Lembrando bailes campeiros dançados no bororé
Nesse canto indefinido segue a vida e segue a dança
Vem dançar a dança da vida no compasso da esperança
Quando os meus sonhos renascem nesse meu sonho dourado
E chego ao fim do mundo pra dançar de pé trocado
No ressongo da cordeona batem pé e batem mão
Nascem conversas de amores nesse tal de surungão
O zóio bate no zóio coração dizendo assim
Quero amar a vida inteira na bailanta do sem fim
[Atualização] Novo horário para a minha festa de 30 anos (21h), com comemoração também do aniversário da Tunnie. Agora não haverá mais alterações.

Vale repetir que a foto é do Muriel Paraboni na Casa Azul, em Curitiba. As datas "corretas" dos nossos nascimentos são 24/9 e 3/10. No Circuito, menores entram acompanhados de maiores que se responsabilizem, mas não podem comprar bebida alcoólica.
Vale repetir que a foto é do Muriel Paraboni na Casa Azul, em Curitiba. As datas "corretas" dos nossos nascimentos são 24/9 e 3/10. No Circuito, menores entram acompanhados de maiores que se responsabilizem, mas não podem comprar bebida alcoólica.
sábado, 18 de agosto de 2007
Já conhece o Google Preto? Ontem eu conheci ele pessoalmente e fiz um teste buscando "douglas dickel", aproveitando para ver se há novidades com o meu nome por aí. Descobri algumas coisas, entre elas uma amiga que andou divulgando poemas meus do 'Ambivalência' no fotolog dela. Continuei olhando os posts dela, do mais recente ao mais antigo, e cheguei neste (leia preferencialmente o post em si e os dois últimos comentários):
"Eu tenho que
aprender a
ser um gato.
porque gatos:
caem de pé,
pulam mais alto,
partem pra outra,
não se apegam,
se protegem mais,
não morrem de amor,
tem sete vidas.
mas eu sou um cachorro.
porque cachorros:
são dependentes,
são chutados na rua,
amam seus donos,
sorriem pras pessoas,
não alcançam os gatos,
não guardam rancor,
morrem atropelados.
é, eu tenho que
aprender a
ser um gato. "
• "tristes dos que procuram dentro de si por respostas
porque lá só há espera... "
Comentários no Livro de Visitas (9)
almost_lullaby disse em 19/10/05 09:39 …
esse poeminha do gato eh O MELHOR.
éu também tenho que aprender a ser um gato.
gato trai, dorme. ronca, morde o próprio dono, nao demosntra os sentimentos e mesmo assim os donos gostam dele.
realmente eu quero ser um gato :~
posso sabe pq NINGUÉM mais comenta no meu fotolog desde o post antigo? ¬¬
:@
brugermany disse em 19/10/05 11:17 …
meu deus q foto linda,, apesar de eu nao gosta mto de gato esse neni ta lindoooo! e esse cachorrinho vontade de morder! q legal esse teu new fotolog,, ja adicionei!! qdo tiver bandas te aviso simmmm,, mas faz tempo q agt nao sai com a gurizada tb, desdo niver do garny! mas o meu ta chegando, la agt vai se reencontra tudo, vamo dança muuuuuito bebe, nos divertirrrr! eh msmo eu lembro la na casa do xpolder passo vuandoooooo o.O se cuida minha lindaaaa mil bjoooooossssss
brugue disse em 19/10/05 12:37 …
ahhh o meu gato é apegadinho a mim hehe
te amo e to com saudades ;@
luli disse em 19/10/05 16:16 …
lindoos shuiahsuiahsiua m,to bala!
bejaum luli
http://www.fotolog.net/lulizuxa
_wind_ disse em 19/10/05 17:13 …
eu vou serbem sincera: é justamente por todos esses motivos (mais os que a luxinha escreveu alí) que eu não gosto dos gatos. não por eles serem gatos (porque eles são indinhos e tudo mais), mas por eles serem egoístas e desapegados. não gosto de gatos, não gosto de pessoas que se parecem com gatos, e gosto menos ainda de saber que um dia eu posso me tornar um gato.
;*
dollparts__ disse em 19/10/05 18:57 …
faço as palavras da /_wind_ minhas. x_x
tá add poka
:@@
almost_lullaby disse em 20/10/05 07:23 …
é juh, mas gatos sofrem menos :) e eu queria ser um justamente por isso.
me cansei de sentimentos transbordando, me cansei de ser um cachorro.
:@
proprietaria do fotolog >D disse em 20/10/05 16:30 …
bom, tomando uma posição sobre o semi-debate :D
acho que a minha opinião fica bem clara no poema -que é de minha autoria, diga-se de passagem ^^
eu realmente não gosto de gatos
eles transmitem doenças e pelos nas roupas :P
realmente prefiro cachorros pq eles são mais amigáveis.
mas eu sou SOU um cachorro por todos os motivos supra-citados. tenho o lado emotivo e sentimental dos cachorros.
e sempre levo a pior.
por isso disse que eu realmente precisava aprender a ser um gato.
porque eles parecem `malvados` ao serem egoístas mas na verdade eles só sabem controlar suas ações e sentimentos
:)
comentario a-lá: explicação pessoal do poema :P
douglasdickel disse em 17/08/07 20:37 …
É teu o poema? Tu é irmã do Pinóquio?
Detalhe: o nome do fotolog é Hipérboles, e eu tinha um blog chamado Hipérboles Convergentes.
"Eu tenho que
aprender a
ser um gato.
porque gatos:
caem de pé,
pulam mais alto,
partem pra outra,
não se apegam,
se protegem mais,
não morrem de amor,
tem sete vidas.
mas eu sou um cachorro.
porque cachorros:
são dependentes,
são chutados na rua,
amam seus donos,
sorriem pras pessoas,
não alcançam os gatos,
não guardam rancor,
morrem atropelados.
é, eu tenho que
aprender a
ser um gato. "
• "tristes dos que procuram dentro de si por respostas
porque lá só há espera... "
Comentários no Livro de Visitas (9)
almost_lullaby disse em 19/10/05 09:39 …
esse poeminha do gato eh O MELHOR.
éu também tenho que aprender a ser um gato.
gato trai, dorme. ronca, morde o próprio dono, nao demosntra os sentimentos e mesmo assim os donos gostam dele.
realmente eu quero ser um gato :~
posso sabe pq NINGUÉM mais comenta no meu fotolog desde o post antigo? ¬¬
:@
brugermany disse em 19/10/05 11:17 …
meu deus q foto linda,, apesar de eu nao gosta mto de gato esse neni ta lindoooo! e esse cachorrinho vontade de morder! q legal esse teu new fotolog,, ja adicionei!! qdo tiver bandas te aviso simmmm,, mas faz tempo q agt nao sai com a gurizada tb, desdo niver do garny! mas o meu ta chegando, la agt vai se reencontra tudo, vamo dança muuuuuito bebe, nos divertirrrr! eh msmo eu lembro la na casa do xpolder passo vuandoooooo o.O se cuida minha lindaaaa mil bjoooooossssss
brugue disse em 19/10/05 12:37 …
ahhh o meu gato é apegadinho a mim hehe
te amo e to com saudades ;@
luli disse em 19/10/05 16:16 …
lindoos shuiahsuiahsiua m,to bala!
bejaum luli
http://www.fotolog.net/lulizuxa
_wind_ disse em 19/10/05 17:13 …
eu vou serbem sincera: é justamente por todos esses motivos (mais os que a luxinha escreveu alí) que eu não gosto dos gatos. não por eles serem gatos (porque eles são indinhos e tudo mais), mas por eles serem egoístas e desapegados. não gosto de gatos, não gosto de pessoas que se parecem com gatos, e gosto menos ainda de saber que um dia eu posso me tornar um gato.
;*
dollparts__ disse em 19/10/05 18:57 …
faço as palavras da /_wind_ minhas. x_x
tá add poka
:@@
almost_lullaby disse em 20/10/05 07:23 …
é juh, mas gatos sofrem menos :) e eu queria ser um justamente por isso.
me cansei de sentimentos transbordando, me cansei de ser um cachorro.
:@
proprietaria do fotolog >D disse em 20/10/05 16:30 …
bom, tomando uma posição sobre o semi-debate :D
acho que a minha opinião fica bem clara no poema -que é de minha autoria, diga-se de passagem ^^
eu realmente não gosto de gatos
eles transmitem doenças e pelos nas roupas :P
realmente prefiro cachorros pq eles são mais amigáveis.
mas eu sou SOU um cachorro por todos os motivos supra-citados. tenho o lado emotivo e sentimental dos cachorros.
e sempre levo a pior.
por isso disse que eu realmente precisava aprender a ser um gato.
porque eles parecem `malvados` ao serem egoístas mas na verdade eles só sabem controlar suas ações e sentimentos
:)
comentario a-lá: explicação pessoal do poema :P
douglasdickel disse em 17/08/07 20:37 …
É teu o poema? Tu é irmã do Pinóquio?
Detalhe: o nome do fotolog é Hipérboles, e eu tinha um blog chamado Hipérboles Convergentes.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Eu vou ter um não-lustre da Tok Stok no meu próximo apartamento. Eu entro na loja e chego para um atendente: "Eu não quero um lustre." E saio. E isso é gravado em vídeo. No teto da minha sala, para iluminar, haverá uma tevê pendurada com o vídeo da loja em loop.
Bicho s.m. Homem que faz menos barulho.
"O Banrisul vai patrocinar as três salas de cinema da Casa de Cultura Mario Quintana. Um patrocínio nos moldes do anterior (com o Unibanco), sem intervenções na programação nem em aspectos administrativos. (...) O patrocínio [é] de R$ 30 mil [e]não é exclusivo para a Cinemateca: parte desses recursos vai ser destinada a outras atividades da Casa de Cultura Mario Quintana. É importante que a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) informe qual o valor exato a ser repassado à Associação dos Amigos, como será feito esse repasse, quando e por quanto tempo. Os cerca de R$ 12 mil do patrocínio anterior já não eram suficientes para as despesas." (Laís Chaffe)
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Todd Haynes ('Velvet Goldmine') está fazendo um filme - com atores - sobre a vida do Bob Dylan. O título é 'I'm not there' e a trilha sonora será composta por:
Eddie Vedder and the Million Dollar Bashers: "All Along the Watchtower"
Mira Billotte: "As I Went Out One Morning"
Stephen Malkmus and the Million Dollar Bashers: "Ballad of a Thin Man"
Los Lobos: "Billy"
The Hold Steady: "Can You Please Crawl Out Your Window"
Stephen Malkmus and Lee Ranaldo: "Can't Leave Her Behind"
Tom Verlaine and the Million Dollar Bashers: "Cold Irons Bound"
Iron and Wine and Calexico: "Dark Eyes"
Yo La Tengo: "Fourth Time Around"
Jim James and Calexico: "Goin' to Acapulco"
Karen O and the Million Dollar Bashers: "Highway 61 Revisited"
John Doe: "I Dreamed I Saw St. Augustine"
Yo La Tengo: "I Wanna Be Your Lover"
Bob Dylan: "I'm Not There"
Sonic Youth: "I'm Not There"
Charlotte Gainsbourg and Calexico: "Just Like a Woman"
Ramblin' Jack Elliott: "Just Like Tom Thumb's Blues"
Antony and the Johnsons: "Knockin' on Heaven's Door"
Mason Jennings: "The Lonesome Death of Hattie Carroll"
Stephen Malkmus and the Million Dollar Bashers: "Maggie's Farm"
Jack Johnson: "Mama You've Been on My Mind"
Mark Lanegan: "The Man in the Long Black Coat"
Bob Forrest: "Moonshiner"
Roger McGuinn and Calexico: "One More Cup of Coffee"
John Doe: "Pressing On"
Sufjan Stevens: "Ring Them Bells"
Willie Nelson and Calexico: "Señor (Tales of Yankee Power)"
Jeff Tweedy: "Simple Twist of Fate"
Cat Power: "Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again"
Mason Jennings: "The Times They Are a-Changin'"
Richie Havens: "Tombstone Blues"
Marcus Carl Franklin: "When the Ship Comes In"
The Black Keys: "Wicked Messenger"
Glen Hansard and Marketa Irglova: "You Ain't Goin' Nowhere"
Eddie Vedder and the Million Dollar Bashers: "All Along the Watchtower"
Mira Billotte: "As I Went Out One Morning"
Stephen Malkmus and the Million Dollar Bashers: "Ballad of a Thin Man"
Los Lobos: "Billy"
The Hold Steady: "Can You Please Crawl Out Your Window"
Stephen Malkmus and Lee Ranaldo: "Can't Leave Her Behind"
Tom Verlaine and the Million Dollar Bashers: "Cold Irons Bound"
Iron and Wine and Calexico: "Dark Eyes"
Yo La Tengo: "Fourth Time Around"
Jim James and Calexico: "Goin' to Acapulco"
Karen O and the Million Dollar Bashers: "Highway 61 Revisited"
John Doe: "I Dreamed I Saw St. Augustine"
Yo La Tengo: "I Wanna Be Your Lover"
Bob Dylan: "I'm Not There"
Sonic Youth: "I'm Not There"
Charlotte Gainsbourg and Calexico: "Just Like a Woman"
Ramblin' Jack Elliott: "Just Like Tom Thumb's Blues"
Antony and the Johnsons: "Knockin' on Heaven's Door"
Mason Jennings: "The Lonesome Death of Hattie Carroll"
Stephen Malkmus and the Million Dollar Bashers: "Maggie's Farm"
Jack Johnson: "Mama You've Been on My Mind"
Mark Lanegan: "The Man in the Long Black Coat"
Bob Forrest: "Moonshiner"
Roger McGuinn and Calexico: "One More Cup of Coffee"
John Doe: "Pressing On"
Sufjan Stevens: "Ring Them Bells"
Willie Nelson and Calexico: "Señor (Tales of Yankee Power)"
Jeff Tweedy: "Simple Twist of Fate"
Cat Power: "Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again"
Mason Jennings: "The Times They Are a-Changin'"
Richie Havens: "Tombstone Blues"
Marcus Carl Franklin: "When the Ship Comes In"
The Black Keys: "Wicked Messenger"
Glen Hansard and Marketa Irglova: "You Ain't Goin' Nowhere"
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Domingo eu vi 'Memórias de uma gueixa'. Bom filme, apesar dos japoneses falando inglês. Sinto falta das gueixas. Sinto falta da sensualidade sutil, dos jogos provocativos bonitos, de que me mostrem o pulso, de que encostem a coxa na minha coxa fazendo parecer sem querer. Foi-se a tradição e veio a liberdade para ser gueixa original, avant-garde. Só que, sem a disciplina da tradição, ninguém quer ser gueixa. Veio a livre competição, o mundo regulado pelo deixe-fazer, foi-se a arte da vida.
A arte é a opção do homem por continuar, depois de grande, brincando no chão do quarto.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Adriano: "Eu achei o input_output muito bom. Gosto desses eletrônicos experimentais. Você já ouviu o projeto solo do baterista do Hurtmold? É bom também. Gostei também do Pelicano, mas só consegui ouvir uma música. Achei que a voz poderia ser mais 'suja' para combinar com as guitarras (como se eu entendesse...). Mas, mesmo assim, é otimo. Mas o de que eu mais gostei foi o Hotel. Gostei de todos, sério. Quando chegar em casa vou baixar as músicas do input_output! Abraços!" (Adriano Arrigo é fã da Blanched e tem um postal da exposição Mínimo Intenso colado no seu guarda-roupas.)
Vi 'Paris, te amo' sábado, no Guion. São 18 curtas dirigidos por diretores diferentes, um para cada bairro da capital francesa.
Melhores
1. Alexander Payne [Sideways] - 14th Arrondissement (último)
2. Bruno Podalydès - Montmartre (primeiro)
3. Tom Tykwer [Corra Lola, corra] - Faubourg Saint-Denis (com a Natalie Portman)
4. Olivier Assayas [Espionagem na rede] - Quartier des Enfants Rouges (com a Maggie Gyllenhaal)
5. Gurinder Chadha - Quais de Seine (da árabe)
Piores
1. Joel Coen e Ethan Coen [O amor custa caro] - Tuileries (com o Steve Buscemi)
2. Vincenzo Natali - Quartier de la Madeleine (com o Elijah Wood)
3. Sylvain Chomet - Tour Eiffel (dos mímicos)
4. Christopher Doyle - Porte de Choisy (da cabeleireira japonesa)
5. Richard LaGravenese - Pigalle (com o Bob Hoskins)
Diretores que atuam: Barbet Schroeder, como Mr. Henny; Alexander Payne, como Oscar Wilde; Wes Craven, como homem atacado pela vampira/morte.
É impressionante como, numa coletânea de diretores, dá para tentar identificar os estilos. No esquete da Natalie Portman, eu pensei, lembrando-me, da lista de diretores, apenas do Walter Salles: "Ou isso é o diretor da 'Amélie', ou é o de 'Corra Lola, corra'." Rá.
Melhores
1. Alexander Payne [Sideways] - 14th Arrondissement (último)
2. Bruno Podalydès - Montmartre (primeiro)
3. Tom Tykwer [Corra Lola, corra] - Faubourg Saint-Denis (com a Natalie Portman)
4. Olivier Assayas [Espionagem na rede] - Quartier des Enfants Rouges (com a Maggie Gyllenhaal)
5. Gurinder Chadha - Quais de Seine (da árabe)
Piores
1. Joel Coen e Ethan Coen [O amor custa caro] - Tuileries (com o Steve Buscemi)
2. Vincenzo Natali - Quartier de la Madeleine (com o Elijah Wood)
3. Sylvain Chomet - Tour Eiffel (dos mímicos)
4. Christopher Doyle - Porte de Choisy (da cabeleireira japonesa)
5. Richard LaGravenese - Pigalle (com o Bob Hoskins)
Diretores que atuam: Barbet Schroeder, como Mr. Henny; Alexander Payne, como Oscar Wilde; Wes Craven, como homem atacado pela vampira/morte.
É impressionante como, numa coletânea de diretores, dá para tentar identificar os estilos. No esquete da Natalie Portman, eu pensei, lembrando-me, da lista de diretores, apenas do Walter Salles: "Ou isso é o diretor da 'Amélie', ou é o de 'Corra Lola, corra'." Rá.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
A arte é a tentativa do homem de congelar momentos. Ele seleciona aquilo que merece ser eternizado, por meio de uma liguagem não-verbal - mesmo se literatura. Pode-se pensar na fotografia, assim, como um símbolo desse objetivo da arte, já que o fotógrafo escolhe um trecho exato da realidade para congelar e carregar ou pendurar.
Estou escrevendo aquele conto baseado no disco do Sonic Youth. O resultado será literatura baseada em música e feita como se fosse fotografia, pois eu estou escolhendo trechos exatos do disco (sejam imagens produzidas por sons, sejam por palavras) para aparecerem, mesmo que desfiguradamente, no texto.
Estou escrevendo aquele conto baseado no disco do Sonic Youth. O resultado será literatura baseada em música e feita como se fosse fotografia, pois eu estou escolhendo trechos exatos do disco (sejam imagens produzidas por sons, sejam por palavras) para aparecerem, mesmo que desfiguradamente, no texto.
Nossa língua portuguesa...
Festival Paredes de Coura
12,13,14 e 15 de Agosto
praia fluvial do Tabuão
Dia 12
Sizo
Devotchka
DJ FRA/Nitsa Club/Primavera Sound
Simian Mobile Disco
Dia 13
BabyShambles
M.I.A.
Blasted Mechanism
Mando Diao
Sparta
New Young Pony Club
Dia 14
00.45h am
Dinosaur Jr.
New York Dolls
Mão Morta
Architecture In Helsinki
Gogol Bordello
Spoon
Dia 15
Sonic Youth
Cansei de Ser Sexy
Peter, Bjorn & John
Sunshine Underground
Electrelane
Linda Martini
Festival Paredes de Coura
12,13,14 e 15 de Agosto
praia fluvial do Tabuão
Dia 12
Sizo
Devotchka
DJ FRA/Nitsa Club/Primavera Sound
Simian Mobile Disco
Dia 13
BabyShambles
M.I.A.
Blasted Mechanism
Mando Diao
Sparta
New Young Pony Club
Dia 14
00.45h am
Dinosaur Jr.
New York Dolls
Mão Morta
Architecture In Helsinki
Gogol Bordello
Spoon
Dia 15
Sonic Youth
Cansei de Ser Sexy
Peter, Bjorn & John
Sunshine Underground
Electrelane
Linda Martini
Desta vez fiquei em 26º no contest do Fotolog, tema "doorways", com a minha foto do mendigo na porta da Prefeitura - mas ainda longe de uma pontuação para concorrer ao primeiro prêmio. Uma estratégia importante é ser um dos primeiros a postar, porque só pode votar uma vez e o pessoal sai votando adoidado nos primeiros que aparecem.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Hoje faz aniversário de uma semana o dia 27 de julho de 2007. Foi um dia histórico para mim. O dia em que eu renasci. O dia em que eu dei o primeiro passo, depois de muito tempo, na direção da minha vida, que é a arte - além do amor/sexo. Todo o restante contaminou-se, sendo que inclusive eu voltei a jogar bem no futebol, coisa que não acontecia há mais de um mês. A cannabis voltou a uma freqüência semanal, acho que ela já faz parte de mim, necessária para desamarrar cordas incômodas. O primeiro passo de que eu falo foi especificamente o começo de um conto, meu primeiro experimento maduro em prosa poética. Tudo o que falei acima também se reflete na minha escrita, que está mais colorida (vide descrição abaixo - muito mais viva em comparação à descrição curriculum vitae da minha página no geocities). Uma vez eu escrevi um poema, e cabe aqui lembrar o seguinte trecho: bom dia, dia ! / a esperança / hurra, irradia. Ah, cabe lembrar que uma descoberta temática/estilística na fotografia, surpresa até o dia do Pecha Kucha, pode ter impulsionado o tal primeiro passo. Devo agradecer à Tunnie, companheira de obsessão nas caminhadas de sábado à tarde, e à sua câmera. E hoje um encontro marcou o início de mais uma tentativa de projeto musical novo, mas a confiança em que as coisas começarão a acontecer de verdade está forte. Agora vou dormir porque amanhã preciso torrar um dinheirão em fotografias.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
"Oh, meu Deus. Já era choque suficiente a diva Scarlett Johansson estar trabalhando num disco de covers de Tom Waits (lê-se aqui reação de Tom) e cantando com os Jesus And Mary Chain no Festival Coachella. No entanto, aparentemente um primeiro disco solo dela está sendo produzido pelo David Sitek, dos TV On The Radio, no qual Scarlett está sendo acompanhada por membros dos Yeah Yeah Yeahs e dos Celebration!!! De acordo com uma publicação da Louisiana, a atriz gastou 33 dias em Maurice, Louisiana, gravando seu debut no Dockside Studio. O dono do estúdio, Steve Nails falou: 'Muitos sons de baixo pesado no disco. Sem um baixista, usamos todo tipo de instrumentos para criar o som grave. Foi um grande experimento. Muito avant garde. Ela soa como Marilyn Monroe. Prevejo que o CD vai ser platinado e ganhar um Grammy.'" (Pitchfork)
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
O Pedro Ernesto acabou de narrar "Perdeu um gol incrível". Eles sempre dizem "Perdeu um gol incrível" no lugar de "Perdeu incrivelmente um gol". (Não adianta cogitar que o gol poderia ser, de fato, um gol incrível, porque não era isso que ele queria dizer; ele explicou, em seguida, que era quase só meter a bola para dentro, e o jogador errou.)
Grandaddy, Animal Collective, Decemberists e Bright Eyes são as únicas bandas (além de Mike Patton com Fantômas, Peeping Tom e Tomahawk; Amy Millan sozinha e nos Stars; Sunn 0))) sozinho e com Boris; Dan Bejar com New Pornographers e o seu Destroyer; e o próprio Alan Vega, por motivo explicitado no parágrafo abaixo - e, nesse caso, Avey Tare estaria empatado com Mike Patton nas três aparições, por duas vezes do Animal Collective e uma da dupla com a esposa Kristin), até agora, que apareceram em mais de uma lista minha de melhores discos do ano, nesses três anos (2005/2006/2007-parcial) em que acompanho os lançamentos fonográficos.
Ouvi ontem o disco novo da banda italiana Giardini Di Mirò, 'Dividing opinions'. Segue o bonito pós-rock cantado, dando um banho, na obscuridade, em similares famosas. Ouvi também a novidade do Alan Vega, ex-Suicide, que em 2005 fez um disco que foi registrado por mim como 17º melhor do ano, disco esse em parceria com os finlandeses Mika Vanio e Ilpo Vaisanen, vulgos Pan Sonic. O deste ano, solo, chama-se 'Station'.
O que mais posso comentar sobre surpresas? Finalmente o Spoon me pegou, com o seu 'Ga ga ga ga ga'. Li que a cada disco eles ficam mais experimentais, devem ter chegado agora ao ponto de ebulição que os tirou, dentro de mim, da condição de banda inócua. Yoko Ono, quem diria, fez um disco indie rock, 'Yes, I'm a witch', de deixar boquiaberto quem achou que a "bruxa" iria morrer imersa no experimentalismo puro. Em cada música ela conta com a participação de uma banda, como Le Tigre, Polyphonic Spree e Spiritualized. Por fim, outra veterana, Suzanne Vega trouxe 'Beauty and crime', modernizando sua habitual qualidade para mostrar a Fiona Apple e suas sucessoras quem veio antes.
Estou ainda fazendo a degustação de mais duas mulheres: Emily Haines (& The Soft Skeletons), líder do Metric e integrante dos Broken Social Scene, que lançou EP e está prestes a lançar o segundo LP solo; e St. Vincent, aka Annie Clark, guitarrista de Sufjan Stevens e Polyphonic Spree, que debuta solo.
Ouvi ontem o disco novo da banda italiana Giardini Di Mirò, 'Dividing opinions'. Segue o bonito pós-rock cantado, dando um banho, na obscuridade, em similares famosas. Ouvi também a novidade do Alan Vega, ex-Suicide, que em 2005 fez um disco que foi registrado por mim como 17º melhor do ano, disco esse em parceria com os finlandeses Mika Vanio e Ilpo Vaisanen, vulgos Pan Sonic. O deste ano, solo, chama-se 'Station'.
O que mais posso comentar sobre surpresas? Finalmente o Spoon me pegou, com o seu 'Ga ga ga ga ga'. Li que a cada disco eles ficam mais experimentais, devem ter chegado agora ao ponto de ebulição que os tirou, dentro de mim, da condição de banda inócua. Yoko Ono, quem diria, fez um disco indie rock, 'Yes, I'm a witch', de deixar boquiaberto quem achou que a "bruxa" iria morrer imersa no experimentalismo puro. Em cada música ela conta com a participação de uma banda, como Le Tigre, Polyphonic Spree e Spiritualized. Por fim, outra veterana, Suzanne Vega trouxe 'Beauty and crime', modernizando sua habitual qualidade para mostrar a Fiona Apple e suas sucessoras quem veio antes.
Estou ainda fazendo a degustação de mais duas mulheres: Emily Haines (& The Soft Skeletons), líder do Metric e integrante dos Broken Social Scene, que lançou EP e está prestes a lançar o segundo LP solo; e St. Vincent, aka Annie Clark, guitarrista de Sufjan Stevens e Polyphonic Spree, que debuta solo.
Uma das melhores frases iniciais de resenhas musicais em língua portuguesa de todos os tempos.
"Peter Hammill tem um casaco de cujas mangas saem canções em vez de mãos." (Samuel Pereira/Bodyspace)
"Peter Hammill tem um casaco de cujas mangas saem canções em vez de mãos." (Samuel Pereira/Bodyspace)
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