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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Coincidências?



SONHO 1: censurado

SONHO 2: censurado

SONHO 3: Eu tinha quatro carros pretos e estava com sérias dificuldades para levar os quatro. Acho que tinha mais uma pessoa me ajudando, mas eu entrava num carro, dirigia ele um pouco, e depois trocava, dirigia um outro - assim por diante.

SONHO 4: Vi, entre uma calha e um telhado num templo budista, aranhas brancas, grandes e meio peludas, com uma textura semelhante à do Ferrero Raffaello.

A base da teoria de yin e yang é a harmonia e o equilíbrio. As forças complementares de yin e yang são o pilar central em todo o pensamento chinês. Considera-se que estas forças afetam tudo no universo, incluindo a nós mesmos. Tradicionalmente, o yin é o feminino, o escuro, o passivo, o frio e o negativo, e o yang é o masculino, o claro, o ativo, o quente e o positivo. Outro modo mais simples de considerar o yin e o yang é que há dois lados em tudo - felicidade e tristeza, cansaço e vigor, frio e quente, etc. Yin e yang são os opostos que criam o todo. Cada um deles não pode existir sem o outro e nada é completamente um ou o outro, em nenhum momento.



O fio da aranha evoca as Moiras (na mitologia grega, as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos) ou Parcas (na mitologia romana, as três irmãs que determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpiter podia contestar suas decisões). Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio. A gravidez humana em Roma era de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento). As aranhas destruindo e construindo sem cessar simbolizam a inversão contínua através da qual se mantém o equilíbrio da vida do cosmos, e assim, o simbolismo da aranha pode significar aquele sacrifício contínuo, mediante o qual o homem se transforma sem cessar durante sua existência.

A aranha-de-prata (Argiope argentata) é uma aranha da família dos araneídeos, que apresenta colorações amarela, branca, preta e prateada. A espécie vive em teias geométricas construídas geralmente entre folhas e galhos. Também é conhecida pelo nome de aranha-dos-jardins. A fêmea é muito maior do que o macho. Quando o macho se aproxima, a fêmea dá-lhe indicação para que se retire erguendo-se na sua teia. Caso o macho consiga aproximar-se da fêmea e acasalar, esta pica-o e envolve-o em seda, como se tratasse de uma presa qualquer que embatesse em sua teia. Por fim, a fêmea leva o macho para a parte da teia e come-o. Mas ao menos dá mais tarde bebês que garantem a continuação da espécie.


Sallie Nichols: O número quatro simboliza a totalidade. Indica a nossa orientação para a dimensão humana. Seu equivalente geométrico, o quadrado, representa a lei e a ordem sobrepostas à desordem caótica da Mãe Natureza. As quatro direções da bússola nos impedem de sentir-nos perdidos em áreas não mapeadas. As quatro paredes de um aposento dão-nos uma sensação de contenção segura, que nos ajuda a concentrar energias e focalizar com precisão a atenção de modo racional e humano.



A carta quatro do tarô, o quarto arcano maior, é o Imperador. Do ponto de vista cabalístico, a relação Tetragrama-Imperador parece muito fecunda, já que, comparada com os três arcanos anteriores, consideradas respectivamente como o princípio ativo (I, Mago), o princípio passivo (II, Sacerdotisa) e o princípio do equilíbrio ou neutralizador (III, Imperatriz), a quarta letra ou carta é considerada o resultado e, também, o princípio da energia latente.

Pode ser visto como o princípio masculino ativo vindo para por ordem no jardim da Imperatriz. Cavará espaço para o homem erguer-se, criará caminhos para a intercomunicação. Até aqui estávamos lidando com o mundo primitivo da natureza inconsciente; agora ingressamos no mundo civilizado do homem consciente. Com o advento do Imperador, deixamos o reino do não-verbal, matriarcal, da Imperatriz com seus ciclos automáticos de nascimento, crescimento e decadência. Aqui começa o domínio patriarcal da palavra criativa, que inicia o domínio masculino do espírito sobre a natureza. Esse dominador é uma personificação do Logos, ou princípio racional, que é um aspecto do arquétipo do Pai. Ordena nossos pensamentos e energias, ligando-os à realidade de um modo prático. Embora represente, como a Imperatriz, um poder arquetípico, o Imperador é obviamente mais humano e, portanto, mais acessível à consciência do que ela, pois não assume a postura rígida de uma figura de proa entronizada acima da massa da humanidade. Em vez disso, senta-se à vontade, relaxado, com as pernas cruzadas, oferecendo-nos, sem medo, uma vista de perfil do seu lado esquerdo, ou seja, do seu lado inconsciente. Somente um soberano seguro da própria autoridade pode dar-se ao luxo de expor-se desse jeito.

Historicamente, e em nossas biografias pessoais, a transição da fase matriarcal para a era patriarcal é sempre difícil. Deixar o mundo amoroso, protegido e nutritivo da infância, para enfrentar a exposição e as responsabilidades da idade adulta, representa uma tarefa tremenda. A vida na comunidade é o passo intermediário indispensável entre a identidade inconsciente com toda a natureza experimentada na infância e o ponto de vista mais consciente e individual da vida adulta. Conquanto seguro no próprio reino, o Imperador ainda retém uma conexão com o mundo matriarcal da Imperatriz, pois se apresenta com a vista voltada para ela.



O Carro é o sétimo arcano maior do baralho do Tarot. Tem como figura central uma carruagem puxada por dois cavalos: um branco e um negro. A carruagem é dirigida por um rei, ou imperador. Simbologia: avanço, progresso, início de algo novo. A carta simboliza a vitória, direção, controle, esforço, confiança, o caminho. Com o carro há progresso, há projetos em andamento. Simboliza a ação, que se toma a seguir a uma decisão. Aquilo que foi resolvido está a ser executado. O cavalo branco significa o consciente, a clareza, o masculino, e o cavalo negro significa o inconsciente, a escuridão, o feminino. Isto quer dizer que a pessoa que está a dirigir a carruagem deve ter força e liderança suficientes para evitar que um anule o outro. Deve ter controle firme para manter o equilíbrio. Na caminhada espiritual, este Arcano representa o momento em que o viajante passou pela encruzilhada, tomou um rumo firme e está determinado a cumprir mais etapas evolutivas. Quando o herói parte finalmente em viagem, não lhe deitemos a culpa se a viagem começa como um passeio do ego. De que outro modo poderia ele encontrar a coragem para mergulhar na vida?

Um desvio dúbio para a estrada da individuação é o uso de drogas. Alguns viajantes, impacientes com o ritmo laborioso da jornada para a iluminação, tentam apressar o próprio desenvolvimento deprimindo a consciência do ego por meios artificiais, com a intenção de expô-la mais plenamente ao inconsciente. Como acontece com qualquer viagem que se faz a terras estranhas, o ingrediente essencial não é o número de vistas, de sons, de personalidade e de outros estímulos a que podemos expor-nos, mas antes o grau em que nos é dado interagir com eles e assimilar tais experiências. Num estado induzido pela droga, a consciência do ego é submergida, não raro completamente levada por conteúdos inconscientes, sem poder desafiar nenhum dos monstros que aparecem nem interagir com outros aspectos desse mundo tão pouco familiar.



Carros pretos têm maior probabilidade de se envolverem em acidentes, concluiu um estudo australiano. O centro de pesquisas de acidentes da Universidade Monash de Melbourne examinou a relação entre 17 cores de veículos e o risco de batidas. "Cores com menor índice de visibilidade, como preta, azul, cinza, verde, vermelha e prata, estão associadas ao maior risco de batidas", escreveu no relatório o líder da equipe, Stuart Newstead. Os pesquisadores descobriram que há 12 por cento mais de chance de se ter um acidente em um carro preto durante as horas do dia do que com um veículo branco. O estudo foi baseado em dados do Estado de Victoria envolvendo 102.559 motoristas acidentados em veículos de modelos fabricados entre 1982 a 2004 e do Estado da Austrália Ocidental com dados de cerca de 752.699 motoristas em carros feitos entre 1982 e 2004. (Reuters)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"É deprimente nos dias correntes ser um desconhecido que já fez mais de cinco mil gols. É fácil deprimir-se ainda mais se começarmos a falar em música, literatura e outras artes onde a maioria do que é bom não chega ao alcance do público. Se Pelé fizesse dez mil gols ali no campo da Redenção, ninguém saberia que ele teria existido, apesar do estupendo recorde de gols. Conheço algumas bandas de Porto Alegre que podem ser comparadas tranquilamente ao The Who, ao Jethro Tull ou ao Belle & Sebastian pela qualidade do seu trabalho. Mas, por fazerem seus gols no campo da Redenção, Deus E O Diabo, Bilirrubina, Irmãos Rocha! e Input_Output deixaram de existir após um ou dois álbuns." (Emir Rossoni)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Portfolio de fotografia de design novo.
"Pensamento discursivo e conjecturas mentais são como formigas movendo-se lentamente ao redor da borda de uma tigela – nunca vão a lugar nenhum. Palavras não podem descrever a realidade. Apenas a experiência direta nos habilita a ver a verdadeira face da realidade." (Buda)

"Todas as coisas dependem de todas as outras para surgir, desenvolver e passar." (Buda)
Coincidências.

Parece o Lobo Mau, enchendo os pulmões de ar para derrubar a sopro a casa de palha do porquinho Cícero.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Internet está deixando você Burro?
(Felipe Pontes e Tiago Mali/Revista Galileu)


Imagine uma festa badalada, repleta de gente bacana. São centenas de pessoas aparentemente descoladas, viajadas, inteligentes, abertas a novas amizades e cheias de histórias. Você seleciona uma delas e começa um diálogo, o vaivém de outras figuras igalmente interessantes é intenso. Apesar de o assunto estar interessante e envolvente, você então olha para o lado, perde o foco do indivíduo com quem dialogava, e dá início a um novo bate-papo. Não mais de 30 segundos depois, uma terceira pessoa desperta sua atenção. Você repete a mesma ação, deixando o seu segundo interlocutor sozinho, e tenta se concentrar no novo assunto. E assim sucede-se a noite inteira, lá pelas tantas, quando você resolve ir embora para casa, se dá conta de que não lembra de nenhuma das pessoas com as quais conversou. Pior ainda: sequer recorda o que falou com cada uma delas. A conclusão a que chega é que a noite foi perdida, como se não tivesse existido. E, apesar de ter conversado com muita gente, não conheceu ninguém de verdade e não lembra de nenhum assunto. A internet é mais ou menos assim. Repleta de coisas legais, informações relevantes, mas que você não consegue aproveitar como deveria pela tentadora avalanche de dados que lhe é ofertada. São janelas e mais janelas do navegador abertas, vídeo do YouTube rodando, Twitter abastecido a todo momento, MSN piscando sem parar, Facebook sendo atualizado... O que você está fazendo mesmo?

Para se ter uma ideia da imensa quantidade de informações que atualmente temos à disposição, uma pesquisa realizada pela Global Information Center da Universidade de San Diego, nos EUA, aponta que em 2008 cada americano consumiu cerca de 34 GB de informação por dia, o que equivale a assistir a 68 longa-metragens com definição e uma televisão comum ou ler 34 mil livros de cerca de 200 páginas num período de apenas 24 horas. A pesquisa engloba desde os métodos de informação, digamos, tradicionais, como programas de TV, jornais e revistas impressos, até blogs, mensagens de celulares e jogos de videogame. De acordo com essa mesma pesquisa, o tempo que utilizamos nos informando passou de 7,4 horas, em 1960, para 11,8 horas, em 2008. É muita coisa.

Afinal, o que a web está fazendo conosco? Essa é a reflexão que o americano Nicholas Carr, um dos mais polêmicos pensadores da era digital, propõe em seu último livro, The Shallows: What Internet is Doing to Our Brains ('Os rasos: o que a internet está fazendo com o nosso cérebro', ainda sem edição em português), lançado nos Estados Unidos no mês passado. "Estudos mostram que, quando estamos conectados, entramos em um ambiente que promove a leitura apressada, pensamento corrido, distraído e aprendizado superficial", diz. Carr também é autor do best-seller A Grande Mudança, sobre as transformações sociais na era digital, e cola­borador assíduo do jornal New York Times e da revista Wired, entre outras publicações. "Em resumo, ler na internet está nos deixando mais rasos e com menor capacidade de pensamento crítico", afirma.

(...) O psiquiatra Gary Small, da Universidade da Califórnia, fez, em 2008, o primeiro experimento que mostrou cérebros mudando em resposta a estímulos da internet. O pesquisador monitorou um grupo de internautas por ressonância magnética enquanto realizava buscas no Google. Descobriu que os mais experientes apresentavam uma atividade cerebral muito maior. Após o grupo de novatos ter sido colocado por uma semana para treinar as buscas na web, também passou a apresentar atividade semelhante à verificada nos experientes, o que sugere a formação de conexões neuronais. Isso não é necessariamente bom, apontou Small. A atividade aumentada se concentrou na área do cérebro associada à tomada de decisões, o que pode estar sobrecarregando nossas mentes. Faz sentido: quando lemos um texto na web, temos de decidir se clicamos ou não clicamos toda vez que aparece um link pela frente. Não se trata de uma ação bem-vinda quando se busca a compreensão de uma informação. A pesquisadora Erping Zhu, da Universidade de Míchigan, notou isso quando colocou pessoas para ler o mesmo texto no computador, com e sem hiperlinks. Quanto mais hiperlinks, mais baixas foram as notas dos leitores no teste de compreensão aplicado ao fim da experiência. O estudo não foi o único. Uma revisão de 38 pesquisas sobre os efeitos dos hiperlinks, publicada em 2005 pela universidade canadense de Carleton, concluiu que a demanda crescente de tomar decisões com o hipertexto prejudicou a performance de leitura. Mais do que as interrupções por alertas de outros programas, a própria forma como o texto é apresentado na web representa um risco à compreensão.

Nas pesquisas (artigo publicado no ano passado na revista Science pela psicóloga americana Patricia Greenfield, da Universidade da Califórnia, que analisa 52 estudos sobre o aumento do uso da internet, do videogame e da TV), jogadores de videogame e internautas mostraram mais habilidade para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Só que essas tarefas, alerta a autora, eram sempre executadas de maneira menos eficiente do que se fossem feitas separadamente. "Enquanto encorajar a multitarefa, a internet estará nos deixando menos inteligentes", afirma.

"Nós podemos estar nos tornando meros decodificadores de informação, sem capacidade para decidir o que é de fato importante", diz Carr.

Embora o desempenho de muitas tarefas simultâneas possa colocar em risco métodos tradicionais de reflexão, outras maneiras de aproveitar a web estão trazendo novas formas de inteligência à sociedade. Clay Shirky, professor de comunicação interativa na Universidade de Nova York, mapeou algumas das mais importantes iniciativas na área em seu recém-lançado livro Cognitive Surplus ('Excedente cognitivo', ainda sem edição no Brasil).

Em uma conta realizada com a ajuda do pesquisador da IBM Martin Wattenberg, Shirky estimou o esforço envolvido na produção dos cerca de 10 milhões de verbetes presentes na Wikipédia, até 2008, em 100 milhões de horas de pensamento humano. Embora pareça ser muito, só os americanos, no mesmo ano, ficaram 200 bilhões de horas assistindo TV (com esse tempo daria para criar 2 mil Wikipédias). "Em vez de as pessoas gastarem o seu tempo livre passivamente em frente à televisão, elas estão atuando de maneira colaborativa, contribuindo para que o conhecimento se espalhe", diz Shirky em seu livro. O problema da linha de pensamento de Shirky é que, embora o tempo gasto na internet aumente ano a ano, o tempo em frente à TV também cresce. Isso significa que as pessoas estão, cada vez mais, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo - o que contribui para aumentar a multitarefa.


Galileu - Que mudanças a internet está causando em nossa mente?

Carr - Ela nos encoraja a avaliar vários pequenos pedaços de informação de uma maneira muito rápida, enquanto tentamos driblar uma série de interrupções e distrações. Esse modo de pensamento é importante e valioso. Mas, quando usamos a internet de maneira mais intensiva, começamos a sacrificar outros modos de pensamento, particularmente aqueles que requerem contemplação, reflexão e introspecção. E isso tem consequências. Os modos contemplativos sustentam a criatividade, empatia, profundidade emocional, e o desenvolvimento de uma personalidade única. Nós podemos ser bem eficientes e bem produtivos sem esses modos de pensamento, mas como seres humanos nos tornamos mais rasos e menos interessantes e distintos intelectualmente.
"Quando eu tinha 11 anos, eu me lembro, acordei um dia com uma revolução na cabeça. Comecei a pensar como era estranho viver dentro do nosso universo. Compartilhei isso com meus pais e professores, e eles não entenderam. Parecia normal para eles, e eu fiquei irritado. Então, prometi a mim mesmo nunca me acostumar com o mundo e nunca deixar que a vida se tornasse um hábito. Esta experiência eu venho mantendo ao longo de toda a minha vida e é ela que eu tento comunicar às pessoas – a magia da existência." (Jostein Gaarder)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

As pessoas se preocupam em ter pressa, mas não se preocupam em ser ágeis. Pressa pode trazer alguma agilidade, mas pode muito mais trazer obstáculos ao objetivo de ser ágil. Agilidade tem mais a ver com calma, serenidade, concentração, mente alerta. Pressa tem a ver com incapacidade, inconsequência, aparência de agilidade, sensação de urgência, peso. Pressa, peso.

E é uma barbaridade o que fizeram da noção de tempo, desde a invenção do relógio de pulso.




Quando fazemos as coisas com calma, colocamos mais atenção ao momento presente e erramos menos
(Eugênio Mussak/Vida Simples)


A velocidade é, então, o novo paradigma, o padrão de comportamento adotado por quem deseja ter sucesso, estar integrado, fazer parte do sistema, ser aceito pela sociedade, concorrer no mercado.

Ninguém precisa ser mero protagonista desse tempo louco, a não ser que queira por opção. Então vejamos: para começo de conversa, ser veloz não é a mesma coisa que ter pressa, fazer as coisas rapidamente não é o mesmo que terminar no menor tempo e sair na frente não garante chegar primeiro. Há uma certa dose de relatividade nessa história toda.

Mas o que fazemos nós? Corremos como baratas tontas diante da necessidade de fazer mais com menos, em lugar de planejar, preparar, aprimorar a técnica, e só então fazer, rápido, mas sem pressa, saboreando cada momento como único que de fato é. Não se pode lutar contra o tempo. Ele é poderoso e sempre ganha a batalha. A idéia não é de luta, mas de aliança. Zeus não matou Chronos. Tratou de conquistá-lo, e então aliou-se a ele.

O acesso aos valores essenciais à felicidade do ser humano, como a convivência, a fé, a esperança, a serenidade, os prazeres do cotidiano, torna-se mais fácil através de uma atitude sem pressa. O resultado é um indivíduo menos estressado e neurótico, mais leve, mais feliz e, por isso mesmo, mais produtivo.

A velocidade é precisa, a pressa é bastante imprudente.

Você sente que está com o deus Chronos em seus calcanhares? O tempo realmente parece escorrer pelas mãos? De fato, Chronos é o deus do tempo medido, do relógio, do cronômetro (daí o nome), do calendário, das ações repetitivas. Mas é bom saber que também existe o deus Kairós, que governa o tempo vivido, aproveitado, saboreado, sentido, bem utilizado. Que tal parar de adorar Chronos e adotar Kairós como o deus supremo do seu panteão?


"Como poderemos saber a diferença entre agilidade e pressa? Basta olhar onde está o centro de comando do indivíduo e seu autocontrole. Se ele é comandado de fora para dentro, simplesmente reage impensadamente a pressões externas de um mundo agitado. Se é comandado de dentro para fora, mantém-se no ritmo que julga adequado e reage proativamente aos eventos externos. Se é ansioso, sua correria quer dizer estresse; se é ágil tem autocontrole emocional e reage a partir de um comando cerebral adequado." (Fonte Anônima)


"Muitas vezes vejo alguns colaboradores da minha empresa dizerem que estão com pressa ao executar alguma tarefa. Isto fez com que eu estudasse mais a situação e chegasse à conclusão que muitas vezes os funcionários que estão com pressa acham que estão sendo ágeis em resolver a tarefa, o que é um erro, pois existe diferenças básicas entre pressa e agilidade." (Cláudio Henrique de Castro)

domingo, 22 de agosto de 2010

"Ranking" das comunidades de que sou dono, em ordem de número de membros. Dentre as comunidades de atividades artísticas minhas, a do input_output é a mais populosa, ainda bem.

159 Pós-rock
089 Astromato
084 Maggie Gyllenhaal
069 Freak Show
035 input_output
032 Microfonia
022 Frank Poole
021 Douglas Dickel
021 Pelicano
016 projeto HOTEL
013 Fotos do Douglas Dickel
003 eu amo chuchu

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Apranihita é a ausência de objetivo. Sem preocupação, sem ansiedade estamos livres para desfrutar cada momento de nossas vidas. Sem tentar, sem fazer grandes esforços, apenas sendo. Que alegria! Isto parece contradizer o nosso modo normal de operar. Estamos tentando tão duramente atingir a felicidade, lutar pela paz. Mas talvez nossos esforços, nossas lutas, nossos objetivos sejam o próprio obstáculo da nossa conquista da felicidade, para que fomentemos a paz. Todos nós tivemos a experiência de buscar uma resposta e então quando soltamos e relaxamos a resposta surge, sem esforço. Isto é ausência de objetivo." (Thich Nhât Hanh)
O craque do título.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010


Edição minha de cartaz da WWF.


Alguns deles já começaram a cantar esta madrugada. Em 2009, começaram no dia 10 de agosto; em 2007, no dia 30 de agosto.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Semana passada, um velhinho foi à Justiça do Trabalho para retirar seu alvará. Alvará é a forma com que um autor de reclamatória trabalhista, aka reclamante, vai ao banco e saca o dinheiro que ganhou com a sentença favorável a si. Só que existe uma regra interna que somente os advogados podem retirar alvarás. Ele insistiu, disse que a esposa estava na Santa Casa e ele precisava pagar o anestesista. Mas eu não podia dar o alvará para ele. Então ele telefonou para o advogado dele, dizendo que havia alguém confundindo ele com um marginal, e me passou o celular para que eu falasse com o advogado. Ele autorizou que o velhinho retirasse o alvará, então meus chefes me autorizaram a lhe entregar o documento. Quando ele estava com o alvará em suas mãos, chegou mais perto e me sussurrou:

- Quem não chora não mama.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Thich Nhât Hanh:

Eu, pessoa, ser vivo e tempo de vida são quatro noções que nos impedem de ver a realidade.

A vida é uma; não precisamos cortá-la em fatias e chamar este ou aquele pedaço de um “eu”. O que chamamos de “eu” está constituído de elementos que não são “eu”. Quando nós olhamos para uma flor, por exemplo, podemos pensar que ela é diferente das coisas que não são flor. Mas quando olhamos com maior profundidade, vemos que tudo no cosmos está naquela flor. Sem todos os elementos que não são flor – luz solar, nuvens, solo, jardineiro, minerais, calor, rios e consciência – uma flor não consegue existir. É por isso que Buda ensina que o eu inexiste. Temos que descartar todas as distinções entre o eu e o não-eu. Como poderia alguém trabalhar pela proteção do ambiente sem este insight?

A segunda noção do Sutra do Diamante nos aconselha a jogar fora a noção de uma pessoa, de um ser humano. Isto não é tão difícil. Quando contemplamos o ser humano, vemos os ancestrais humanos, os ancestrais animais, os ancestrais vegetais e os ancestrais minerais. Vemos que o humano está constituído de elementos não-humanos. Nós geralmente discriminamos entre humanos e não-humanos, pensando que somos mais importantes do que outras espécies. Mas considerando que nós, humanos, nos constituímos de elementos não-humanos, temos que proteger todos os elementos não-humanos para nos proteger. Não há outro modo.

Antes de a bomba atômica ter sido jogada em Hiroshima, havia muitos lindos bancos de pedra nos parques. Quando os japoneses estavam reconstruindo a cidade deles, sentiram que àquelas pedras estavam mortas. Então eles as carregaram para longe e as enterraram, e trouxeram pedras vivas. Não pense que estas coisas não estão vivas. Os átomos estão sempre se movendo. Os elétrons se movem quase na velocidade da luz. De acordo com o ensinamento budista, átomos e pedras é a própria consciência. Por isso, a discriminação entre seres humanos e seres inanimados deve ser descartada.
A meta da meta da megalinguagem.

"Trata-se de uma função importante do teatro que nos envolva numa experiência estética cativante, para logo a seguir nos colocar perante um corte, uma interrupção, [um 'distúrbio'] que nos vai fazer tomar consciência de quão problemática pode ser a inocência do nosso comportamento estético. Podemos dizer que fazer um trabalho artístico, utilizando como material a própria existência, torna-se pertinente na medida em que põe em questão aquele que observa. E qual é o seu potencial inato para fazer algo de diferente da vida? Um tal trabalho abre um espaço de possibilidade." (Hans-Thies Lehmann)

"Se, em alguns tipos de teatro, ou de representação, não se pode 'fazer a experiência' senão como participante, onde fica a distância crítica? Como se pode ser distante de um objeto, de uma prática que depende em larga escala da capacidade, da possibilidade, da vontade, do prazer de participar e de realizar? A discussão crítica coloca-se, então, perante um dilema. A discussão crítica está a ser questionada. Será certamente mais fácil, diante de um público, apresentar-se como uma autoridade que reitera julgamentos de valor estético sobre o teatro ou a produção artística. Há quem o faça inclusivamente com bastante finesse. Mas... A tarefa da crítica é tentar refletir sobre a questão artística, o problema artístico, procurando concretizar algo que não se demita de reconstruir essa questão artística, ou esse problema artístico. Na esfera pública contemporânea, leva-se em conta o aspecto comercial ou de marketing: uma, duas ou três estrelas. [A crítica] não vai além da sugestão de ir ver ou não: [isso é] marketing. OK, as necessidades inexoráveis do mercado são uma realidade. Mas nenhum de nós se deve servir disso como desculpa. A crítica tem a responsabilidade de sublinhar aqueles aspectos aos quais o público não está habituado, de lhes proporcionar uma plataforma de compreensão, e não somente seguir o entretenimento dominante." (Hans-Thies Lehmann)
Ontem, o alemão Hans-Thies Lehmann, autor de 'Teatro pós-dramático', foi centro de roda de debates no Teatro Renascença, em Porto Alegre, em evento essencialmente político e essencialmente pouco artístico-intelectual, dados os debatedores que estavam no palco, 13 deles praticamente incapazes de conversar com Lehmann. Exceto João de Ricardo, que faz de fato teatro pós-dramático, os outros debatedores eram nomes "importantes" do teatro porto-alegrense, muitos deles inclusive desconhecedores do tema de Lehmann. Pelo menos algumas perguntas ingênuas acabaram gerando boas aulas sobre o que não é mais arte no mundo desde o século 19. No final, assobiei de alegria durante as palmas. E, no saguão, depois de tudo, Lehmann interagiu com Créu, o gato do Centro Municipal de Cultura.

"Tudo depende da capacidade de descobrir o que é político onde habitualmente não se percebe nada." (Hans-Thies Lehmann)

Roberto Oliveira - A quem se dirige o teatro pós-dramático?

Lehmann - Em primeiro lugar, a arte não se dirige a ninguém.

"O crítico deve olhar para si mesmo como um artista, um filósofo, um autor. E um autor é responsável, em primeiro lugar, por ele mesmo, depois pelo objeto, 'a realidade' que pretende fazer passar, e somente em seguida, em terceiro lugar, pelo público. Joyce, Proust e Beckett jamais teriam escrito aquilo que escreveram se constantemente se perguntassem 'Qual é a minha responsabilidade diante do público?'. Os artistas importantes, assim como os críticos, dirigem-se sempre ao que eu chamaria um público potencial, não um público real. O público que hoje recusa um gesto potencialmente artístico e profundo (porque não podem ver para além da provocação ou da forma inabitual que é utilizada), provavelmente em breve, mesmo daqui a alguns anos, estará a seguir o artista e a descobrir novos domínios de possibilidades de expressão artística." (Hans-Thies Lehmann)

E quando perguntado sobre a dificuldade de se ter público em obras de qualidade, Lehmann respondeu que, se poucos vão, "paciência, este é o nosso destino", ressaltando que a ele interessa o aspecto artístico, não o sociológico e econômico. "É uma questão de honestidade intelectual do dramaturgo."


"David Lynch estreia agora como ator [sic] em um curta gaúcho, 'Peixe vermelho' de Andreia Vigo, selecionado para a Mostra Gaúcha [do Festival de Gramado, a qual venceu]. Na trama o diretor e agora ator divide a cena com a atriz gaúcha Sandra Dani, e a linha argumentativa segue a linha dos filmes feitos por Lynch, com acontecimentos bizarros, trama sem uma linearidade convencional e atuações marcantes. Para Sandra, contracenar com um grande diretor foi um orgulho e ela se diz ansiosa para assistir o curta." (Divulgação)


HANS ZIMMER

"Se você vê 'Inception' pela segunda vez, se dá conta de que a última nota que você ouve no filme é a mesma nota que você ouve pela primeira vez no filme. Se dá conta de que os elementos que nós extraímos da música da Piaf são a forma que você vai de um nível de sonho para o próximo. Quando o filme começa, alguma ação já aconteceu."

"Instrumentistas são insubstituíveis. Tipo Jacqueline du Pre tocando o Elgar Celleo Concerto. Eu disse pro Chris Nolan, 'E o Johnny Marr?'. Tinha que ser ele."

UOL:

"Meu processo de composição é muito difícil, muito longo, muito torturante. Mesmo depois desses anos todos, eu passo dias e dias pesquisando, tentando, puxando os cabelos, dando com a cabeça na parede até achar que algo que vale a pena está sendo criado."

No caso de 'A origem', o processo começou com uma ida à praia: seu vizinho (em Malibu) Nolan convidou-o para o passeio, em parte para que os filhos de ambos pudessem brincar juntos, em parte porque queria lhe mostrar o recém-concluído roteiro finalmente pronto depois de dez anos de revisões. Zimmer levou o roteiro para ler em casa, mas a conversa sobre a ciência do sonho, assunto que fascina os dois amigos e forma a base do filme, começou ali mesmo na areia, e apontou, para Zimmer, a direção de sua pesquisa.

Como faz sempre, Zimmer partiu para uma jornada de pesquisa profunda ("é um dos privilégios da minha profissão, poder passar um ano ou mais num outro mundo, trocando ideias com as pessoas mais brilhantes", Zimmer admite). Além de muitas conversas com psicólogos, psiquiatras e neuro-biólogos sobre a natureza e a função dos sonhos, Zimmer dedicou-se a pesquisar, com físicos, as diversas propriedades do tempo com relação ao som.

"Desde o início de minha carreira eu gosto de experimentar com instrumentos e com a manipulação do som," diz Zimmer. "Para levar este trabalho ao nível da proposta de Chris, eu queria explorar como eu podia manipular as frequências sonoras em termos de tempo. Como fazer para que algumas chegassem antes e outras depois aos ouvidos do público? Como isso alteraria a experiência de ver e ouvir o filme?"

Como faz sempre, Zimmer partiu para uma jornada de pesquisa profunda ("é um dos privilégios da minha profissão, poder passar um ano ou mais num outro mundo, trocando ideias com as pessoas mais brilhantes", Zimmer admite). Além de muitas conversas com psicólogos, psiquiatras e neuro-biólogos sobre a natureza e a função dos sonhos, Zimmer dedicou-se a pesquisar, com físicos, as diversas propriedades do tempo com relação ao som.

"Todo instrumento é tecnologia. O piano foi o máximo de avanço tecnológico para seu tempo, e tem função e sonoridade específicas. O interessante é usar o máximo possível de recursos como um pintor usa cores e texturas. E nesse processo o tocar junto, ao vivo, é essencial. Há algo muito especial e um pouco misterioso que acontece quando várias pessoas fazem música juntas, no mesmo espaço. É algo parecido com o que acontece num estádio de futebol, durante um grande jogo. Cria-se algo que de outra forma não seria possível, e jamais vai ser repetido."

"No filme Chris misturou trucagem mecânica e digital de tal forma que isso se torna irrelevante," Zimmer elabora. "Acho que fiz a mesma coisa com a trilha. Há coisas que as pessoas vão achar que são violinos e não são. Há coisas que vão jurar que são sintetizadores e na verdade são tubas ou violoncelos. Isso é que é o interessante de um trabalho assim."

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tanto em 2006 quanto em 2010...

1) ... o Internacional classificou-se para a Libertadores após ser vice-campeão brasileiro;
2) ... aconteceu uma Copa do Mundo, com uma pausa de 40 dias na disputa da Libertadores;
3) ... o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo nas quartas de final pelo vice-campeão mundial;
4) ... a Alemanha foi desclassificada da Copa do Mundo nas semifinais;
5) ... o Inter perdeu o Gauchão em dois Gre-Nais através do critério do gol qualificado;
6) ... o Inter estreou no Brasileirão perdendo em pleno Beira-Rio;
7) ... o resultado do primeiro Gre-Nal do Brasileiro foi um 0 a 0 em casa, com o time misto;
8) ... o time era comandado por técnicos sem títulos de expressão após duas passagens pelo Inter;
9) ... os dois técnicos (Abel Braga e Celso Roth) têm os nomes formados por nove letras;
10) ... o Inter venceu o jogo de ida no confronto contra o São Paulo, e teve Tinga expulso;
11) ... as bandeiras das sedes do Mundial têm as cores vermelha e branca (Japão e Abu Dhabi);
12) ... três dos quatro semifinalistas da Libertadores são iguais: Chivas, São Paulo e Internacional;
13) ... os argentinos Boca Juniors e River Plate não participaram da Libertadores;
14) ... o primeiro gol do time na Libertadores foi de um lateral-direito (Ceará -2006 e Nei - 2010);
15) ... a defesa do Inter tinha, no miolo de zaga, os mesmos atletas: Índio, Bolívar e Fabiano Eller.
Reconhece o olhar chorão da moça?



Pois ela é filha dele. Com 19 anos, não foi ela que o jogador imaginou embalar após o gol na Copa de 1994.
BEUYS, Joseph. A revolução somos nós. In Escritos de artistas: anos 60/70. COTRIM, Cecilia; FERREIRA, Glória (org). Rio de Janeiro. Jorge Zahar, 2006



Gostaria agora de analisar em termos obviamente genéricos, o conceito de conhecimento. Atualmente temos que lidar com um conceito muito preciso de ciência. Trata-se de um conceito extremamente limitado, referente unicamente as ciências naturais – ou ciências exatas. Ou seja, de um conceito positivista, materialista e atomista. Ao dizer isso, é preciso acrescentar também que o conceito atual de ciência tem uma validade extremamente parcial, que por certo não pode se referir a todos os problemas do homem, porque esta baseado preponderantemente nas leis da matéria. E aquilo que se refere à matéria não pode, necessariamente, referir-se à vida.

O homem liberou seu pensamento de qualquer patrimônio de espiritualidade e de transparência através de um método de progressiva concentração do próprio pensamento e do conhecimento na matéria. A revolução industrial é, efetivamente, a sequência lógica da revolução burguesa. Podemos, portanto, afirmar tranquilamente que a época da revolução burguesa ainda não teve seu ocaso, pois prossegue na época atual. Quando os burgueses tomaram consciência do nascimento de uma nova classe social, o proletariado, comportaram-se exatamente como os senhores feudais antes deles, utilizando o conceito positivista de ciência como instrumento de repressão e de marginalização de uma maioria de indivíduos de um processo de revolução permanente.

Notamos, de fato, que aquele mesmo movimento revolucionário que abrira para as massas a participação no processo criativo hoje exauriu o seu papel propulsor. O pensamento positivista burguês impede – por exemplo, nas escolas – a expansão do processo revolucionário, exatamente como o conceito positivista de ciência, que em um primeiro momento mostrara-se revolucionário, impede hoje o desenvolvimento da sociologia. Hoje já estamos assistindo às tentativas do sistema capitalista de instrumentalizar o conceito de ciência para reproduzir uma classe de tecnocratas que seja homogênea e funcional em relação ao sistema. O conceito positivista de ciência – antes revolucionário – hoje voltou-se contra o homem. Isso não significa, obviamente, que queremos refutar ou renunciar ao processo tecnológico. Pois a sociedade, e logo todos os homens, terá necessidade, no futuro, de uma tecnologia mais avançada e portanto mais produtiva. Mas o desenvolvimento de uma tecnologia desse tipo, mais avançada e mais produtiva, que possa ser posta a serviço de todos os homens, é dificultado e desviado pelo sistema capitalista, interessado unicamente na própria auto-reprodução, ou seja, na satisfação de suas necessidades de auto-reprodução.

O conceito positivista de ciência não é mais revolucionário, hoje, na medida em que está voltado exclusivamente para o desenvolvimento da tecnologia e da revolução industrial. Para o futuro, prevê-se uma consolidação do conceito positivista, atomista e materialista, na qual não haverá mais espaço para implicações de natureza sociológica e psicológica, com um consequente aumento da alienação do homem, privado de sua espiritualidade e debilitado em sua vontade e em sua capacidade de autodeterminação. O problema que neste momento mais interessa ao mundo não é um problema de caráter econômico, de meios de produção ao nível de vida (todos problemas que se referem preponderantemente aos países em via de desenvolvimento); o problema dominante é a falta de um modelo humano. Falta uma ciência sociológica adequada às exigências, falta uma discussão sobre o homem. Não é suficiente discutir sobre as necessidades econômicas da humanidade, o mesmo interesse deve voltar-se para a satisfação de suas necessidades espirituais. Como realizar um processo de re-humanização do homem?
'Poema de Valentim' nos Paralelepípedos.

Da revista Veja:

"Nossa capa desta semana traz uma imagem poderosa, chocante e perturbadora. É o retrato de Aisha, uma tímida jovem de 18 anos, que foi sentenciada pelo Talibã a ter seu nariz e orelhas cortados por fugir da casa da família do marido", diz o editor-chefe da revista [Time], que assina o editorial.

A reportagem conta a história da jovem que tentou deixar a casa onde vivia com marido e a família dele porque era tratada como escrava e apanhava constantemente. "Se ela não fugisse, morreria", diz o texto.

Um comandante local do Talibã, no entanto, não se comoveu com a história e permitiu a barbaridade. "O cunhado de Aisha a segurou enquanto o marido dela cortou suas orelhas e o seu nariz", explica a narrativa.


Coletânea de vídeos indicados por mim no Facebook :]

Record Club: Yanni "Santorini" from Beck Hansen on Vimeo.

1. No programa Jovens Talentos, do SBT, Renato Vianna apavorou cantando 'Billie Jean'. Pareceu-me Michael Jackson cantado pelo Metallica. A jurada Syang disse a mesma coisa, ressaltando que ele transformou um compasso 4/4 em 6/8. Ele ganhou nota 100 de todos os jurados. Ele não deve ter 18 anos.

2. Pensei que a probabilidade de a ideia ter sido dele mesmo era de menos de um por cento. Fui atrás no YouTube de quem teria feito originalmente tal versão. Bingo. Chris Cornell.

3. Mas pensei ainda que mesmo copiar direto Chris Cornell parecia demais para o pequeno Renato Vianna. Bingo. No Ídolos norte-americano, aka American Idol, um tal de David Cook havia copiado o Chris Cornell, e o Renato Vianna copiou um concorrente gringo de um programa concorrente (no Brasil o Ídolos é na Record).

sexta-feira, 6 de agosto de 2010



Celso Roth treinava o rival colorado no ano passado. Estava em meio à Libertadores quando foi demitido justamente pela sequência de derrotas para o Inter no Campeonato Gaúcho. Na madrugada desta sexta-feira, questionado sobre o fato, ele não deixou mole para o Grêmio.

- Sobre ter passado por um clube, montado todo o trabalho e depois, por razões que vocês conhecem, sair, Deus escreve certo por linhas tortas, infelizmente para o lado que me demitiu, felizmente para o torcedor colorado. A vida é assim, a fila anda, e quem perdeu a oportunidade, perdeu – disse Roth.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010



[Início de conto meu não-continuado.]

Quando a conheci, ela estava nua, tentando nadar em um milhão de folhas secas sobre um chão de terra úmida. Minha visão era terror e contemplação. As pernas dela golpeavam os indícios outonais como se fossem as de uma rã em movimento na água do banhado. Os glúteos eram movidos e remexidos de forma que eu conseguia perceber todas as infinitas fotografias possíveis de sua carne macia e branca. Cada uma. Depois de algumas remadas, ela ficou de quatro para se levantar, e o corpo de mulher era um branco rosado com manchas de marrom vivo. Os pés longos iam abrindo caminho por debaixo das folhas, em passos demorados, e o contato das plantas daqueles pés com a topografia do planeta demonstravam a força da conexão de todas as coisas. Também me despi e mergulhei no futuro.
Sobre o entendimento
(Laerte)




Acho que devo voltar a esse assunto.

Algumas pessoas afirmam não entender certas tiras - selecionei esta aí em cima porque foi uma campeã de reclamações.

Tiras, assim como esfihas, podem ser abertas ou fechadas - segundo o Umberto Eco, que estabeleceu este modelo, tão mais abertas serão quanto mais possibilidades de leitura oferecerem, e tão mais fechadas quanto mais estrito for o campo de interpretação.

Na minha produção, tem de tudo, com vários índices de abertura.

Nestas "de almanaque", em especial, tive uma intenção mais ou menos clara, que alcança seu éxito (na leitura) conforme os códigos de quem lê são parecidos com os meus, que as fiz.

Exemplo é a do surfista (ver em almanaque 02), onde o "papai, no vaca" precisa da informação sobre o adesivo que alguns motoristas usam, com fotos dos filhos e de S. Cristóvão, e a frase "papai, não corra" - além da informação sobre o "no vaca", jargão de surf para não cair da prancha.

Sem essa conexão de repertório, algumas piadas "se perdem".

Outras vezes, essa perda acontece por imperícia minha, mesmo.

A do boliche requer mais clareza sobre o que acontece.
A bola é atingida por um míssil, que é disparado pelos pinos no caça, patrulheiros e defensores dos pinos em terra etc.

Agora já foi, acho que não vou reformar a tira.

terça-feira, 3 de agosto de 2010



Pitchfork: Parece que você está realmente gostando de compor e tocar com outras pessoas agora, em vez de trabalhar em material próprio.

Beck Hansen: Sim, só pra mudar um pouco as coisas. Desde que Charlotte [Gainsbourg] me chamou há alguns anos teu tenho convidado outras pessoas e perguntando se elas precisam de ajuda em seus discos. Eu adoro o processo colaborativo. Eu fiz muitos discos em que eu me meti num estúdio 14 horas por dia durante seis meses só para tentar as coisas do meu jeito. Trabalhando com Charlotte, há coisas que eu pude compor que eu não poderia ter feito se fosse eu o cantor. Então se abrem outras formas de fazer música. A essa altura, Eu sei o que funciona e o que não funciona para mim; eu sei das minhas limitações. E, se alguém diz "Eu preciso de músicas para uma banda de garagem meio cartoon, eles são mais ou menos assim e precisam soar assado", isso me dá um direcionamento. Eu gosto de ter esse tipo de contrato. Mas eu estou sempre trabalhando em música minha também. Estou trabalhando num disco há alguns anos; eu o gravei em fevereiro de 2008.

Pitchfork: As coisas novas têm o mesmo som garage-rock do seu último álbum, Modern Guilt?

BH: A maior parte não soa como ele. Havia um grupo de músicas em que eu estava trabalhando antes de Modern Guilt e que eu nunca lancei, então está mais naquela veia. Está muito mais... elas realmente não... Eu não sou muito bom nesse tipo de descrição.

Pitchfork: A atual série de covers de Yanni é ridícula.

BH: Sim! Nós nos divertimos realmente um bocado fazendo isso. A melhor coisa foi o Thurston [Moore] improvisando vocais, vocais de tomada única. Saíram direto da mente dele. Eu faço esse tipo de coisa quando eu estou frustrado, mas provavelmente não sai linha-a-linha como ele fez.
Atenção, vegetarianos:

Plantas têm sentimento?
(Vida Simples)

"Tudo indica que sim. As primeiras experiências científicas sobre esse fenômeno começaram em Nova York, quase por acaso, numa noite do verão de 1966. Apenas para saciar sua curiosidade, o norte-americano Cleve Beckster resolveu colocar os eletrodos de um polígrafo – aparelho detector de mentiras – nas folhas de uma exuberante Dracaena massageana que sua secretária havia colocado sobre a mesa. Beckster era o maior especialista em detecção de mentiras dos Estados Unidos na época, mas não tinha a menor idéia do que iria acontecer em seguida. Para seu espanto, quando imaginou que poderia queimar uma das folhas da planta para testar sua reação, imediatamente as agulhas do polígrafo começaram a se mexer. O efeito se repetiu dramaticamente quando ele colocou uma caixa de fósforos perto das folhas ou simulou situações em que a planta fosse ameaçada. Da mesma maneira, o pesquisador verificou que a planta também reagia a estímulos de carinho ou palavras proferidas com afeto. A surpreendente experiência de Beckster abriu um campo enorme de pesquisas para outros cientistas, em diversos países. Boa parte desses estudos estão descritos num clássico do gênero, o livro A Vida Secreta das Plantas, dos norte-americanos Peter Tompkins e Chistopher Bird."
A música das esferas existe?
(Vida Simples)


"Teoricamente, sim. No entanto, ainda não há comprovação científica de que seja possível ouvir o movimento dos astros, como propõe esse conceito abstrato. 'A música das esferas existe para quem tem a capacidade de ouvi-la interiormente', diz o músico e pesquisador Marcelo Petraglia. 'É possível ouvir algo além do que o ouvido humano é capaz de captar.' A ideia dessa música acompanha a humanidade desde os tempos do grego Pitágoras (580-500 a.C.). Mas foi o astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630) quem aprimorou esse conceito utilizando a matemática, desenvolvendo as leis que regem os movimentos dos astros. Kepler descobriu que os planetas fazem um traçado elíptico e não redondo, ao redor do Sol. Assim, calculou o ponto mais próximo da rota de cada um em relação ao Sol (periélio) e, depois, o ponto mais distante (afélio). Analisando o tempo que cada planeta leva para dar uma volta ao redor do Sol (a Terra, por exemplo, leva 365 dias), Kepler transpôs proporcionalmente as medidas dessas órbitas em freqüências, encontrando assim tons e intervalos musicais. Ou seja, teoricamente, Júpiter, Vênus, Saturno e outros planetas produzem suas próprias melodias. Apesar de ser um conceito abstrato, a matemática torna a música das esferas um fato."
Temos de escolher o lugar de dormir?
(Vida Simples)


"A localização da cama pode ter forte relação com a tranquilidade do sono e com a saúde. Os radiestesistas, estudiosos dos campos energéticos emanados pelo cosmo, pela Terra, por pessoas e objetos, garantem que há uma dança de radiações em todos os ambientes. 'São campos eletromagnéticos, radioatividade natural, água subterrânea em movimento, mas também as radiações geradas pelo homem, como os campos eletromagnéticos artificiais, radioatividade artificial, aparelhos de raios X e microondas dos celulares', afirma Sérgio Areias, vice-presidente da Associação Brasileira de Radiestesia e Radiônica. Qualquer pessoa que permaneça mais de quatro horas em contato com uma área insalubre, onde há desequilíbrio entre essas forças, será afetada e poderá desenvolver doenças. No caso da cama – onde quase sempre ficamos mais de quatro horas –, é comum haver excesso de energia telúrica (que vem da Terra). Ela tende a se concentrar quando há um lençol freático ou encanamentos sob a construção. A água em movimento funciona como uma lente, capaz de fazer as energias confluírem em um determinado ponto. Mesmo quem mora em edifícios não está livre dessa ação negativa, pois ela alcança até 1.200 metros de altura. Portanto, é prudente proceder a uma análise das radiações do ambiente. Os radiestesistas fazem isso em cerca de uma hora usando um pêndulo."
O que é arquétipo?
(Vida Simples)


"É um conceito da psicologia que se refere aos símbolos presentes em nosso inconsciente coletivo, que são comuns a toda a humanidade. A teoria do inconsciente coletivo – criada pelo psiquiatra e psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) - afirma que todo ser humano nasce com um conhecimento que é resultado de experiências já vividas pela espécie. Jung formulou essa teoria após constatar que alguns de seus pacientes tinham alucinações com mitos que desconheciam. Dessas constatações, Jung desenvolveu e definiu a idéia dos arquétipos, que são os elementos principais na formação das mitologias de um povo e compõem os temas e personagens mitológicos recorrentes em lendas das mais diversas culturas e épocas."
Qual a diferença entre dormir e meditar?
(Vida Simples)


"A distinção mais óbvia é que, ao meditar, a pessoa tem de estar desperta, o que não ocorre durante o sono. 'A meditação é um estado de presença, de estar em contato consciente consigo próprio', afirma a professora de práticas meditativas Lúcia Benfatti, da Associação Palas Athena, de São Paulo. Durante a meditação, os praticantes tentam alcançar um controle mental em que quase não se registram sensações e pensamentos – coisa que não acontece quando dormimos. Do ponto de vista do funcionamento elétrico-cerebral, os dois estados mentais se diferem bastante: 'Na meditação, o cérebro entra no ritmo alfa, de repouso, mas acordado, e vibra numa freqüência de oito a 12 ciclos por segundo. Quando dormimos, há uma redução desse ritmo, com prevalência das ondas teta de três a sete ciclos por segundo e delta de três ciclos por segundo', afirma o neurologista Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Embora alguns efeitos da meditação e do sono sejam semelhantes, eles diferem na intensidade. 'Vários estudos demonstram que 20 minutos de meditação têm o mesmo efeito de seis horas de sono no que se refere ao descanso proporcionado ao corpo e à mente', afirma Carlos Siqueira, coordenador da Comunidade Mundial de Meditação Cristã."
"Ninguém está livre de ter um comportamento transferidor de responsabilidade. O problema é que ele pode se transformar em um padrão. Quem jamais, ou quase nunca, admite ter construído seus insucessos carrega consigo os sentimentos de frustração, de impotência e de injustiça. Frustração porque vê seus planos falharem. Impotência porque, como não se atribui a culpa, sente-se incapaz de agir sobre seu próprio destino. Injustiça porque não se considera merecedor do infortúnio, uma vez que, em sua opinião, não é ele o autor do mesmo. A psicologia, que está sempre buscando explicar o comportamento humano, cunhou a expressão 'projeção' para explicar essa tendência de transferir responsabilidades que todos temos, em graus variados. E colocou a projeção em um grupo de comportamentos chamados 'mecanismos de defesa'. (...) Quando adultos, não podemos mais simplesmente cair no choro e sapatear quando somos contrariados ou repreendidos. As crianças fazem isso porque são comandadas pelo id. Nos adultos, o ego assume o comando e a responsabilidade. Entretanto, às vezes o golpe é muito forte para um ego ainda não totalmente estruturado. Nesse caso, ele projeta a culpa para fora de si, isentando-se e, claro, incriminando alguém. Freud explicou!" (Eugenio Mussak/Vida Simples)
"A angústia é, precisamente, [para Kierkegaard] a consciência dessa liberdade sem freios, sem bordas e sem qualquer segurança - a tontura diante do abismo de possibilidades que se abre diante de nós a cada segundo." (José Francisco Botelho/Vida Simples)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Atividade: depois de ver uma mostra sobre happening, levantar a namorada abraçando-a de frente e descer as escadas com a garota suspensa, deixando-a pisar novamente no solo apenas quando chegarem ao andar de baixo. Tomar um café.
INTER 1 - SAN PABLO 0
¿A un Porto Alegre?
Olé Futbol - Argentina


Escribir que el Inter es de D’Alessandro, una necesaria pertenencia al momento de realzar esta noticia, alcanzó anoche - y en muchas noches más - una verdad irrefutable. Anoche, ante más de 60 mil personas en el Beiro Rio, este Inter fue, directamente, Andrés D’Alessandro. El Inter fue (es) guapo, rudo, habilidoso, inteligente, calentón: ganador. El más argentino de los equipos brasileños arrolló al San Pablo en Porto Alegre, y sólo lo venció 1-0 por obra y gracia de Rogerio Ceni, que atajó cinco pelotas claras de gol. La revancha, el 4 de agosto, en el Morumbí.

Asombró la sumisa actitud del equipo que hasta la última temporada era el tetracampeón de Brasil. Acaso San Pablo haya ideado un Plan A (esperar, refugiado, sin meterse demasiado atrás) pero si así fueron las cosas, entonces, lo que le urgió fue un Plan B: la visita jamás rodeó más de dos veces el área grande de Renan, el hombre que el último domingo la rompió en el 1-0 a Flamengo y le arrebató, así, el puesto a Abbondanzieri. Empujado por una hinchada a la que se le escucharon cantitos con rima argentina, el equipo de D’Alessandro y Guiñazú gobernó las riendas y acorraló a su rival con el peso del tiempo. A diez minutos del final, por momentos, hasta fue baile.

D’Alessandro se paró de ocho, unos metros más retrasado que lo que Messi lo hace en la Selección. Desde ahí, cerca del criterio de Sandro y las subidas de Nei, fue el primer eje que tuvo el ganador. Y cuando se desdibujó, apareció Taison. El Inter achicó siempre en la mitad de la cancha, con Bolivar e Indio casi de doble cinco, y así - además de haber utilizado otros métodos - ahogó a un San Pablo que se vio perdido, atacado, desbordado. Bomba de Andrezinho: tapó Rogerio. Derechazo de Kleber: tapó Rogerio. Zurdazo de D’Alessandro: tapó Rogerio. Hasta que a los 23 minutos del segundo tiempo giró Giuliano, pató Giuliano, y ya no tapó nadie. D’Alessandro cantó la primera victoria de la serie de semifinales. Para la segunda, paciencia, habrá que vivir ese Morumbí.


Avey Tare, um dos cabeças do Animal Collective, também conhecido como Dave Portner, principalmente por sua esposa, Kristín Anna Valtýsdóttir, também conhecida como Krian Brekkan, lança em outubro seu primeiro disco solo, 'Down there'. Como se vê nas artes da capa, o álbum é inspirado no crocodilo, um de seus animais favoritos - o outro é a lontra.

01 Laughing Hieroglyphic
02 3 Umbrellas
03 Oliver Twist
04 Glass Bottom Boat
05 Ghost of Books
06 Cemeteries
07 Heads Hammock
08 Heather in the Hospital
09 Lucky 1

domingo, 1 de agosto de 2010

"As pessoas não movimentam os problemas, elas falam sobre eles." (Dan Graham)


Dan Graham, "Performer/Audience/Mirror", Amsterdam, 1977
"Normalmente, queremos e trabalhamos para conseguir uma porção de atenção do mundo em nossas vidas. O tipo, a forma e a quantidade podem mudar, mas de qualquer forma será atenção. Isso significa que os outros também querem a nossa atenção. Uma espécie de processo econômico é envolvido, geralmente com objetivo de lucro. Nós queremos (inconscientemente, é claro) ganhar mais atenção do que damos." (Allan Kaprow)