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sábado, 30 de junho de 2007

Favor, ler e repassar!

Convoco todos a lutar para impedirmos um desastre. Imagine um lugar
onde se pode ler, gratuitamente, as obras de Machado de Assis, ou A Divina
Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os
tempos. Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da
Vinci; onde você pudesse escutar músicas em MP3. Pois esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o
site: www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras! Estamos em vias de perder
tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de
acessos é muito pequeno. Vamos tentar reverter isso, divulgando e
incentivando amigos, parentes e conhecidos a utilizarem essa fantástica
ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura. Divulgue para
o máximo de pessoas, por favor.

www.dominiopublico.gov.br


--
Fabiano Bruno Gonçalves

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Estes são os artistas mais buscados, nesta semana e na anterior, no All Music Guide:

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Attention Non-US Music Experts and Writers

AMG is looking for music experts around the world to cover their local markets with album reviews, artist biographies, and discography information.

Applicants should email us with the following infomation:

* Country
* List styles/genre expertise
* Sample writing (album review or bio in AMG style)
* List specific gaps in coverage that you could fill
Estou pesquisando sobre David Grubbs, companheiro do Jim O'Rourke no Gastr Del Sol, por causa de uma música da carreira solo dele que ouvi numa coletânea da FatCat Records. Deparei-me com esta capa de disco aqui de baixo, umas das mais geniais que eu já vi na vida. É do disco 'Act five, scene one', sucessor de 'Rickets & Scurvy', que é o que contém a referida música, chamada 'Transom', uma cruza de post-rock com neo-folk! Ambos os discos são de 2002. Estou começando os downloads por eles.
A vida social e mais que isso estão na internet dos computadores. Distrai-se e convive-se por meio dela. Passa-se o tempo, mas, ao mesmo tempo, parece que o tempo não foi passado. Por quê? Porque o inivíduo é formado de indissociáveis corpo e espírito. O espírito viaja na internet; o corpo fica criando tensão nos músculos e vê sempre a mesma coisa. Ou seja, metade da memória existe porque metade do indivíduo viveu; a outra metade não, porque não viveu.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Acabei de sair da segunda sessão de terapia com um psiquiatra freudiano. A tese dele é de que eu me boicoto, que eu começo muitas coisas e, quando deslancham, eu pego uma tangente. Também é tese dele que o grau de exigência que eu tenho e que a minha filosofia de ser verdadeiro em qualquer situação são mecanismos que eu uso para me afastar das coisas e das pessoas, a fim de não precisar mudar. Ele perguntou se o Douglas Rotineiro é mais forte que o Douglas Não-Rotineiro. Ele sugeriu que eu não consigo começar a compor o segundo input_output porque eu tento me colocar em rotinas, a fim de dominar a situação e não sentir medo ou insegurança.

Da minha infância-adolescência até hoje, eu criei, sim, mecanismos que garantissem a construção da minha segurança, da minha autoconfiança. Ser inseguro era péssimo. Agora, procurar ser seguro também é? Eu era inseguro porque não me identificava com os outros, e parte da minha segurança atual é a confiança que eu tenho em mim mesmo. Porque, se eu não for eu, quem eu vou ser? Até que ponto resolver um problema interno não te leva a outro problema? Até que ponto um psiquiatra, que é uma pessoa "como nós", pode julgar com isenção os nossos problemas? É semelhante à questão do árbitro da justiça.

Por exemplo, eu não vou continuar com esse psiquiatra, porque eu me identifico com o seguidores do Jung. Ele não aceitou essa minha escolha, argumentou que não importa a linha, importa que todo profissional quer a felicidade do seu paciente. Então para que existem as diferentes linhas, se não importa? Então não há uma diferença enorme entre o método freudiano, de divã e mudez encaradora do terapeuta, e o jungiano, uma conversa "informal" frente a frente? E qual é a autoridade de um profissional que se sente rejeitado no momento em que o paciente decide optar por outra linha de abordagem? Ele disse que, se eu quero Jung, há os livros. Até que ponto eu estou boicotando ou estou exercendo as minhas escolhas, a minha liberdade? Fui dizer para o Mestre que havia decidido parar com a prática do tai chi chuan e ele também sugeriu boicote, e ficou minutos argumentando para tentar evitar a sua sensação de ter sido rejeitado. Agora eu não sei mais o que é melhor para mim? Ou estarei eu cego, diante do Douglas Boicotador?

O freudiano - e klaniano - esse disse que até desconhece o método utilizado pelos colegas jungianos.

"(...) Olhos nos olhos, poltronas frente a frente e mesinha auxiliar com uma caixa de lenços de papel. O cenário, parecido com uma sala de visitas, é o mais comum nos consultórios. Nesse ambiente de proximidade, o paciente dialoga com o terapeuta. Na conversa com um adepto das teorias do suíço Carl Gustav Jung, ex-discípulo de Freud que, em 1913, cunhou o termo 'psicoterapia analítica' para determinar seu método de trabalho, a análise leva em conta não apenas as questões internas e individuais do paciente, mas também fatores externos, disseminados pelo consciente e pelo inconsciente coletivo da humanidade. Características familiares e contexto social e cultural ativam elementos do inconsciente, contribuindo para moldar quem somos. Por isso Jung acreditava que não basta entender o problema. A compreensão é racional, e as pessoas têm que entrar na emoção contida naquela vivência. Ao viver a descoberta, a pessoa libera a sensação que estava presa. (...)" (Roberta De Lucca, para a Vida Simples deste mês - olha a Teoria da Sincronicidade do Jung aí, depois eu estou errado em escolher o universo teórico do meu analista... Eu vi "TERAPIA" na capa da revista logo que eu saí do consultório, pensando sobre este post ao caminhar pela rua.)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Talvez nada seja muito melhor nesta vida do que rir muito com alguém. A conexão de bem estar que se forma é inacreditável.

Uma das minhas maiores satisfações é quando alguém me acha engraçado, quando eu posso fazer alguém rir muito. Da mesma forma, considero a capacidade de me fazer rir muito um predicado importantíssimo da outra pessoa. Boas piadas são sinais de integração de inteligência, imaginação, ousadia e espírito livre.

***

Ontem me dei conta de que a minha rua, recém-asfaltada, está perfeita para o meio de transporte do McFly. Passei no mercadinho e, só na hora de pagar, lembrei que estava sem a carteira. Então fiquei de pagar a dívida hoje de manhã. Fi-lo de skate. Foi rápido e diferente. Consegue imaginar o Douglas passando de skate na rua? De agora em diante, mercadinho e videolocadora, sempre de skate.

domingo, 24 de junho de 2007

As minhas melhores fotos de gatos são favoritadas no flickr da Manu (percebi isso há pouco no set Top Faves) por cerca de 15 vezes cada, passando-se, lá, pela ausência de crédito a mim, por fotos dela. Quem vir a mesma foto postada nos dois flickrs ficará em dúvida sobre a sua autoria, e isso, no mínimo, não é sério.
Apesar de não ser um grande fã dos Tortoise, por achar o trabalho deles irregular, fiquei impressionado depois de ter visto uma performance deles ao vivo numa casa que estava prestes a ser demolida (existe um DVD com performances de várias bandas - como Decemberists também - em casas prestes a serem demolidas). Ficou óbvio para mim, sem saber quem toca o que na banda e sem nunca ter visto fotos dos integrantes, que o cara que estava com as baquetas era o mestre. É incrível como sempre é possível perceber, na plenitude de alma que transparece nos movimentos, que aquele é o coração da banda. John McEntire, além de baterista, programador eletrônico e produtor do Tortoise, ele também é integrante da banda de pós-rock/jazz-pop Sea And Cake e participou como multi-instrumentista, engenheiro de som e de mixagem em trabalhos de artistas como Stereolab, Tom Zé, Smog e Trans Am.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Continuação - e fim - daquela discussão sobre Lynch cujo início eu colei três posts abaixo.

Don: Douglas, agora eu percebi que realmente estamos falando de coisas diferentes. Quando eu me refiro ao sentido de sua obra, não estou tratando dos estilos de locações escolhidos ou aos elementos que ele utiliza para a composição das cenas, isto é, do universo quase sempre sombrio que ele magistralmente constrói.
Se bem que mesmo esses cenários não estão ali à toa. No caso de Estrada Perdida, Lynch transpõe o inconsciente de seu personagem central para a tela, como que se adentrássemos em sua cabeça e sentíssemos suas angústias, seus medos, enfim, todas as sensações que ele - Lynch - imaginou que seu personagem Fred sofre. Por causa disso a trama é toda cheia de saltos no tempo, representando a maneira como ele lembra ou constrói as situações vividas por ele. Da mesma forma como isto ocorre com nossos sonhos, que é justamente a maneira com a qual ele construiu toda a narrativa da personagem central em Cidade dos Sonhos, cheias de devaneios, saltos no tempo, entre outros. Não importa se o cenário escolhido para representar isso é apenas uma waiting room, se é o black lodge, se é o white lodge, ou se são os dois ao mesmo tempo. Acredito que ninguém deva buscar sentido aí. Nisso eu concordo com você. Mas quando vc fala que não há uma intenção de sentido no trabalho de Lynch, eu discordo totalmente. Existe sentido em suas narrativas. É isso que as pessoas deixam de lado. Elas são por vezes absolutamente descontruídas, não-lineares, mas estão lá. Ou seja, por trás desse universo non-sense existe um sentido, uma narrativa sendo desenvolvida. Claro que vc não consegue ver tudo claramente numa primeira interpretação, mas com o tempo essa história vai se mostrando mais linear e mais clara do que havíamos imaginado numa primeira fruição. E isso eu considero fascinante em seus filmes. Mesmo as reações a que vc se referiu estão lá para dar uma roupagem à um roteiro, a uma narrativa, a uma história, que partiu de intenção de contá-la, na visão do autor. A interpretação do público é uma primeira etapa dessa comunicação. O que ocorre é que Lynch não fica só aí. A interpretação em seus filmes percorrem outras etapas até chegar na racionalidade, no entendimento. A racionalidade não tenta montar nada aleatoriamente. É aquilo que falei, num primeiro contato, vc fica perdido. Mas daí chegarmos à conclusão que o caminho parou por aí e desconsiderar a possibilidade de sentido é algo que empobrece, reduz a abrangência de sua obra. Eu já li entrevistas em que ele afirmou que seus filmes são mais lineares do que se imagina, e são realmente. O argumento de Estrada Perdida pode ser descrito em dez linhas, no máximo. Isto é, se partiu de algo, se quis contar algo, consequentemente teve uma intenção. Independente se a luz do filme é roxa, laranja, se tem cortina vermelha, se tem uma velha levando um tronco de madeira numa das cenas, ou se o carro do personagem era velho caindo aos pedaços. Última uma coisa: quando vc fala que a arte existe para representar o indizível vc na verdade está dizendo que a arte serve para dar sentido a algo. Pois tudo aquilo que serve para representar algo, tem a intenção de comunicar, e precisa necessariamente significar algo. O sinal vermelho serve para sabermos que não podemos atravessar. No futebol, o apito do juíz serve para interromper o jogo sem que o mesmo precise berrar. O mictório de Duschamps também teve uma intenção de sê-lo. Por que o mictório e não um bebedouro? Mas aí é outra discussão.

Douglas: A arte serve, sim, para representar e comunicar o (verbalmente) irrepresentável e o (verbalmente) incomunicável, mas não serve para dar sentido, acepção, significação, porque essas coisas passam pela verbalização, pela racionalidade, pela linearidade. E eu acredito que o Lynch trabalha nesse conceito de arte. No momento em que é possível traduzir a obra em linearidade, e essa tradução confere com uma intenção original igualmente racional do artista, tal obra já não está mais tendo o objetivo de comunicar o incomunicável. A confusão, da qual vocês que interpretam Lynch procuram escapar, faz parte do pacote máximo de sensações que a obra dele pode produzir, faz parte do potencial de genialidade dele. É lindo não entender, não poder/precisar montar o quebra-cabeça, até porque não é um quebra-cabeça (e os nossos sonhos, pelo menos os meus, não são fora de ordem). Eu já li também que os argumentos dele são lineares e simples, mas, na hora de transformá-lo em filme, ele vai pelo fluxo de (in)consciência, ele não pretende que tudo faça sentido lá pela oitava fruição do filme. Se há intenção em algum momento, ela é inconsciente, resultado de uma catarse, de uma espécie de meditação, e a sua fruição, da mesma forma, é catarse e meditação, é deixar fluir aqueles sentimentos dentro de nós. Mas vou parar por aqui, porque, se o David Lynch viesse nos "julgar", provavelmente ele diria que os dois estamos errados, hehe.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Debate no orkut sobre o cinema do David Lynch: é para entender ou não é para entender.

Don: Discordo. O próprio Lynch deixou claro em inúmeras entrevistas que a narrativa de seus filmes são mais lineares e palatáveis do que a crítica supõe. E como qualquer filme, tem sim uma intenção, mas que vai além de passar sentimentos e emoções causadas por estranheza e complexidade. Essas sensações estão lá como elemento de composição do universo dos personagens e da narrativa. Servem de apoio para os personagens ou para a história que está sendo contada. Ou seja, compreender sentimentos não são o objetivo principal de seus filmes. Em outras palavras, eles estão lá como um meio para se atingir algo e não como um fim, o objetivo central. Se eu fosse pensar que Lynch faz filmes para que compreendamos APENAS sua intenção em transmitir estranheza e outros sentimentos obscuros, eu diria que seu cinema é extremamente pobre e jamais o consideraria um grande diretor, talvez o maior cinesta americano vivo.

G.: Concordo com o Don. Estrada Perdida mesmo que é complicado pra caralho tem uma lógica bem concisa, é só analisar o filme com idéias passadas do diretor que você começa a ver que não é impossível de entender. Veja a estrada como uma espécie de Black Lodge por exemplo.

Douglas: Estamos usando outro significado para a palavra "entender". Não é um entendimento racional, mas um entendimento sensível, perceptivo, inconsciente, indizível. Pelo menos eu acho que é isso, senão eu não teria entrado nesta comunidade. É justamente ENTENDER que NÃO É PARA ENTENDER. Do meu profile: "Eu adoro os mistérios e não saber o que vai acontecer. Que as luzes sejam apagadas, a telona seja aberta e entremos em outro mundo." (David Lynch)

Don: Exatamente, G. Foi isso o que quis dizer. Douglas, o entendimento de qualquer coisa ao nosso redor atravessa vários níveis perceptivos até chegar na racionalidade. A palavra entender não possui dois significados diferentes. A sensação e a percepção estão sim no cinema de Lynch, mas o que acho genial, é que vai além. Estão servindo de apoio para narrativas, é aí que o sentido aparece.
Ele deixa a gente perdido no começo, mas aos poucos as coisas vão se encaixando.
Ele constrói narrativas descontruídas - no tempo e no espaço - da mesma forma como acontece com nossos sonhos, nossas sensações, enfim, nosso inconsciente. Por isso não acredito nessa história de que não é para ser entendido. Confesso que para começar a entender o Estrada Perdida, precisei ver duas, três vezes. E o que é mais ducaralho nisso, é que estou na quinta vez e vendo o filme de uma maneira completamente diferente. Será que na sexta eu terei outra interpretação? Por isso eu considero o David Lynch o maior cineasta americano vivo. Ele levou o cinema para o inconsciente de um jeito que só ele mesmo conseguiria. Esse eu considero gênio.

Douglas: Discordo um pouco. Entendimento, no sentido clássico, pressupõe que há algo para ser entendido. No caso do trabalho do Lynch, não há uma intenção de sentido. Ele disse numa entrevista que pensa nos filmes como músicas, em que seqüências de cenas/acordes vão provocando reações no espectador/ouvinte. Ele sempre deixa claro que não há intenção, ele sequer "sabe" dizer o que significa a sala vermelha no Twin Peaks, se é apenas uma "waiting room", se é o black lodge, se é o white lodge, ou se é os dois ao mesmo tempo. Ele disse que pensou em inserir uma cena com aquela plasticidade, só isso. Então, se há sentido nas suas obras, eles são formados pela interpretação do fruidor. Se aos poucos as coisas vão se encaixando, é tudo por conta da racionalidade de quem tenta montar esse sentido. As pessoas que tentam, em fóruns por exemplo, remontar as cenas (principalmente em 'Mulholland Drive'), acreditando que elas estão apenas desordenadas, ou dizendo que tal coisa significa tal coisa, estão tentando entender, estão fazendo a sua interpretação, mas não é esse o objetivo do diretor. No entanto, há quem diga que a intenção do diretor não importa.

Douglas: Don, nós lemos entrevistas diferentes e contraditórias. O Lynch não pretende transmitir estranheza e sentimentos obscuros, ele não pretende nada. A arte existe justamente para representar o indizível, para entrar no terreno em que a racionalidade não chega. Por isso sou contra análises e resenhas, elas tentam tirar a obra de arte do seu hábitat natural e colocá-la de volta à esfera da razão, e isso é um erro. Assim, uma obra que não contém uma amarração entendível, palatável, que viaja por outro tipo de relação com o fruidor atingiu em cheio o sucesso como arte, portanto jamais poderia ser considerada pobre. Não sei se estamos falando realmente de idéias opostas, mas, todo caso, é um ótimo debate.

Douglas: Em tempo: as pessoas não suportam não entender.
Com 50% das voltas já percorridas no GP 2007, duas surpresas aparecem: o Art Brut, menos adolescente e menos datado em 'It's a bit complicated'; e a estreante The Kissaway Trail, que lança um disco homônimo com influência direta de Mercury Rev e Polyphonic Spree.

***

Avey Tare e Dan Bejar também são dois grandes filhos da putinha. (Veja a lista completa no pé da minha página no Geocities.)

terça-feira, 19 de junho de 2007

Cédula de votação minha até agora para o ranking de melhores músicas de 2007.

Air - Night sight
Air - Redhead girl
Air & Jarvis Cocker - One hell of a party
Architecture In Helsinki - Underwater
Avey Tare & Kria Brekkan - Sasong
Battles - Bad trails
Battles - Leyendecker
Benni Hemm Hemm - Egisa
Benni Hemm Hemm - Skvavars
Björk - Declare independence
Blitzen Trapper - Hot tip/tough cub
Blitzen Trapper - Woof & warp of the quiet giant's hem
Bright Eyes - Clairaudients (kill or be killed)
Clinic - Golden rectangle
Clinic - J.O. love is just a tool
Clinic - Lee Shan
Deerhoof - The perfect me
Patti Smith - Everybody wants to rule the world
Paul McCartney - Dance tonight
Paul McCartney - Ever present past
Paul McCartney - Only mama knows
Paul McCartney - You tell me
Stars - Ageless beauty (The Most Serene Republic remix)
Stars - Sleep tonight (Junior Boys remix)
Stars - The big fight (Minotaur Shock remix)
The Besnard Lakes - Because tonight
The Kissaway Trail - 61
The Kissaway Trail - Bleeding hearts
The Kissaway Trail - Eloquence and elixir
The Kissaway Trail - In disguise
The National - Fake empire
The New Pornographers - My rights versus yours
The Polyphonic Spree - Guaranteed nightlite
The Polyphonic Spree - Light to follow
The Polyphonic Spree - The championship
The White Stripes - 300 m.p.h. torrential outpour blues
The White Stripes - I'm slowly turning into you
The White Stripes - Icky thump
The White Stripes - Little cream soda
Travis - Colder
Travis - Selfish Jean
Yacht - So post all 'em


Antoine Doinel - Como se deu o encontro com o Gruff, do Super Furry Animals?

Diego Medina - Eu fui apresentado ao Gruff há mais ou menos 3 anos atrás pelo Kassin, produtor musical carioca. O SFA tava no Rio mixando o disco 'Love kraft' e eu estava passando uma semana na cidade. Encontrei com o Gruff em 3 dias diferentes por lá e cheguei a bater alguns papos com o cara. É uma amor de pessoa, muito querido, sossegado, sem estrelismo algum. Aí agora há pouco em 2007 ele me mandou um email avisando que iria vir para o Brasil para tocar em SP e gravar um documentário sobre comunidades galesas vivendo na América Latina. E também me contou que viria para o Rio Grande do Sul para fazer parte do documentário e passaria por Porto Alegre. Queria me encontrar. Ficamos conversando por email durante umas 2 semanas e marquei com ele uma visita aqui em casa pra gravar alguns vocais pro meu disco novo. Gruff topou numa boa. Na quarta, dia 6 de junho de 2007, tava o cara aqui em casa, junto do cameraman oficial do SFA e mais 2 brasileiros. Jantamos juntos, conversamos e depois ele botou lindos vocais no meu disco, gravando aqui na minha sala sem problema algum. Fez uma letra em galês falando sobre uma criatura que habita a floresta e gosta de assustar as pessoas. Acompanho o SFA há quase 10 anos e ter o cara aqui na minha casa compondo e gravando sem frescura alguma foi um sonho virando realidade.
Pronto. Estou inscrito para a próxima turma do curso de homestudio do IGAP. Serão 48 horas/aula, a partir de 2 de julho.

segunda-feira, 18 de junho de 2007



Through the darkness of future past
The magician longs to see
One chance out between two worlds
Fire walk with me

domingo, 17 de junho de 2007

Melhores filmes lançados em 2007 (aqui no Brasil):

1. 'Stranger than fiction'
2. 'A scanner darkly'

Ainda estão longe de um 'Eternal sunshine...', de um 'It's all about love' ou de um 'Dogville'. Por falar em longe, foi para lá que foram os Architecture In Helsinki. Ouvi o novo deles, 'Places like this', que não repete a fórmula dos discos anteriores, mas essa inovação acaba jogando-os para baixo. Parece que eles entraram junto com a Björk no fã-clube do Justin. Já o novo do Queens Of The Stone Age, 'Era vulgaris', embora não esteja avassalador, está bem acima da média.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Eu nunca fui de estudar em casa. Minhas notas no colégio eram as melhores, sempre me chamaram de CDF, mas eu apenas prestava atenção nas aulas, até por isso sentava bem na frente do professor, e aprendo com facilidade. Em casa, eu só brincava e olhava tevê - e namorava, depois dos 15.

Isso se reproduz até hoje. Tenho facilidade de trabalhar em estúdio, em ensaios, no centro de treinamento de tai chi chuan. Porém, em casa, é só internet, namoro, filmes. Nada de tai chi chuan, nada de input_output. Gatos, sim. Neste exato momento, assim como em toda esta manhã, meu colo é aquecido por uma bolinha de pêlos branca. Chego a ficar chateado cada vez que preciso levantar e interromper o deleite dele.
Comprei de volta, no dia dos namorados, as permissões Pro para o meu Flickr, o que fez com que as minhas 1.125 fotos já postadas lá voltassem em sua totalidade. Voltaram os Sets, só que bagunçados, alguns quase sem nenhuma das fotos que neles estavam, outros bagunçados. Vou ter um certo trabalho para reorganizar tudo, mas vai valer a pena. E agora há o recurso das Collections, espécies de pastas maiores onde se pode reunir as pastas menores que são os Sets. Comemorando este retorno às amplas possibilidade do maravilhoso Flickr, coloquei aquela caixinha ali em cima, que sempre irá mostrar a minha última foto postada. De carona, foram as caixas do Last.fm, uma indicando as faixas recém-ouvidas e outra, os artistas mais ouvidos.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

"Os humanos não nascem amando, nascem sendo amados. Aprenderão a amar à medida em que não se vêem mais senhores do mundo. Uma criança vai percebendo que o mundo não gira em torno dela mesma. Isso dói. Essa é a dor de amor. Dói perceber que o mundo, as pessoas não correspondem a todas as suas necessidades. Assim nasce o desejo, assim nasce o amor. O amor nasce com a dor, não porque as pessoas são masoquistas, mas porque amar significa 'não ter tudo'. Isso dói, mas nos torna mais incompletos, mais humanos, mais poetas, mais amantes." (Simone Engbrecht, psicóloga e psicanalista, revista Classic Life 02, janeiro/fevereiro de 2002)

domingo, 10 de junho de 2007

- Por que a internet vicia?

- Porque nela sempre há o que (não) fazer. Assim, ela nos faz desaprender a evitar a sensação de tédio.


O input_output fará uma performance nesta quinta-feira, dia 14, às 19h, na Galeria de Arte do DMAE. Será a abertura da exposição 'Arquivamento', do artista plástico pós-moderno Ricardo Mello. A entrada é gratuita.

Douglas Dickel, Felipe Oliveira, Renan Stiegemeier e Mateus D'Almeida fazem versões ao vivo para as músicas do disco 'Eu contenho todos os meus anos dentro de mim', que mistura rock, eletrônica experimental e trip hop.

Os quatro se revezam na manipulação de sintetizadores, samples, pedais de efeitos, um aspirador de pó, um ursinho musical de ninar e um megafone, além do tradicional guitarra-baixo-e-bateria.

Ricardo Mello mostrará centenas de fotografias e slides de imagens pausadas de videocassete, produzidos ininterruptamente ao longo de quatro anos. As "cenas" são dispostas em novas e inusitadas seqüências, nas quais narrativas de filmes anônimos são desmontadas e dispostas em extensas séries, com o objetivo de provocar estranhamento e estimular a imaginação dos visitantes.

A visitação à exposição vai de 15/06 a 06/07, de segunda a sexta, das 8h às 17h30. A Galeria de Arte do DMAE fica na rua 24 de outubro, 200.

convite - frente
convite - verso
Fly Pan Am - Fly Pan Am (1999)

01 L'espace Au Sol Est Redessine Par.mp3
02 Et Aussi L'eclairage De Plastique.mp3
03 Dans Ses Cheveux Soixante Circuit.mp3
04 Bibi A Nice, 1921.mp3
05 Nice Est En Feu!.mp3

Primeiro e melhor disco do projeto paralelo ultra-minimalista do Roger Tellier-Craig, dos GY!BE. Um dos melhores discos da história.
A Tunnie encontrou, dentro de sua boca, ao abocanhar cogumelos japoneses, um palito de fósforo gasto, queimado. Ela quis mostrar imediatamente ao garçom, mas eu sugeri que ela o fizesse no fim da refeição, para evitar constragimento durante o atendimento. No final, então, ela mostrou, e tudo o que se imaginaria num esquete do Monty Python aconteceu. O garçom ficou completamente indignado e apologist, chamou o gerente, que disse que isso nunca havia acontecido, que nunca iria acontecer novamente e que o pagamento das nossas duas jantas estava isentado.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

terça-feira, 5 de junho de 2007

TWIN PEAKS

"Lynch usou como modelo o melodrama A Caldeira do Diabo (1957) para banhá-lo no surrealismo herdado de Luis Buñuel. Se o roteiro constrói o esqueleto, a esplêndida trilha de Angelo Badalamenti é o coração da história. Ela amplifica a melancólica convivência entre o sublime e a perversão." (Cléber Eduardo/Época)

Existe tudo isso de livros relacionados a 'Twin Peaks'!
Tem gente que não tem mesmo vergonha na cara. Alguém já prestou atenção na marca dos cofres dos cobradores, nos ônibus? Alguma semelhança com a gloriosa empresa de videogames?

1. 2.
Eu já sabia que o 'Ambivalência' está à venda na Livraria Cultura?
Satomi Matsuzaki: a mulher que faz com que uma banda que poderia ser bem interessante, Deerhoof, seja insuportável, com sua voz repetitivamente esganiçada.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

TODA MÃE CADELA CONCENTE MARIDO DAR BANHO NA FILHA MENINA PELADA



Quem nunca teve os olhos sugados por isso nos pilares do viaduto da Borges?
"A filosofia nasceu na Grécia como metafísica, a busca pelo princípio de todas as coisas ou pelo significado mais fundamental da existência. A ética apareceu em seguida, quando os filósofos começaram a se ocupar da questão da vida humana. Ethos, raiz da palavra 'ética', era o termo usado pelos gregos para definir o modo como as pessoas viviam e conviviam. Hoje em dia usamos a palavra 'comportamento' com o mesmo objetivo, para explicar como agimos junto com os outros, como seres que interagem e coabitam. A questão da ética define, portanto, sempre o modo da relação que se tem com o outro.

"Aristóteles foi o primeiro filósofo importante que refletiu sobre a ética. Para o autor do clássico Ética a Nicômaco, o maior problema da ética era a felicidade. Ética era a forma de vida que levava à felicidade. A busca da felicidade dava o sentido da vida humana em sua dimensão pessoal e coletiva. A polis, o lugar onde as pessoas conviviam, dependia da ética. E se falar em ética era falar em felicidade, a felicidade como parte da ética tinha um cunho político (palavra que também deriva de polis). Essa dimensão é o que nós perdemos de vista em nossos dias.

"Naquele tempo, justamente por ser 'sabedoria prática', sabedoria aplicada à ação, a ética dependia de uma teoria da virtude, ou seja, de uma sabedoria que explicasse como o ser humano poderia fazer-se excelente – o que, para os gregos, significava ser civilizado, bom, belo, rico, culto, corajoso, livre e, sobretudo, filósofo. Por que ser filósofo? Porque o filósofo era aquele que buscava a sabedoria, procurava as respostas melhores e, principalmente, se esforçava para propor as perguntas certas para as questões da vida. O filósofo era o pensador livre e responsável, apto a buscar o sentido passado e presente das coisas e o rumo futuro de sua própria vida, como ser pensante diante da sociedade onde vivia.

"A felicidade representava na obra de Aristóteles muito mais do que uma sensação própria a um indivíduo voltado para a alegria ou os prazeres. Não queria dizer bem-estar pessoal nem qualidade de vida, não queria dizer apenas ter saúde ou bens nem realização profissional, nem estar em paz consigo mesmo e com os que vivem ao seu redor, traços do que tratamos como felicidade e que – para além da mera satisfação com mercadorias e bens – podem ser compreendidos e desejados por todos nós. Antes a felicidade era a máxima virtude. Um modo de ser humano sem almejar ser divino nem deixar-se ser mero animal.

"Não podemos, é óbvio, pensar que a felicidade, tal como a concebia Aristóteles, nos sirva hoje. A felicidade só pode ser pensada com base na sua evolução histórica. Havia, porém, aquele aspecto da felicidade que não consideramos em nossos dias e que precisa ser recuperado. É preciso lembrar que a felicidade era, em Aristóteles, um ideal ético da vida. A vida ética era a vida justa, corretamente vivida por um cidadão, alguém que sabia de seu papel na sociedade, que ao pensar em si levava em conta o todo: família, amigos, sociedade, natureza.

"Aristóteles chamava a felicidade de eudaimonia, palavra que continha o termo daimon, espécie de espírito interior, guardião da intimidade, do valor pessoal de cada um. Esse ideal de felicidade era diferente do que apareceu depois com Epicuro, que tratou a felicidade como hedonismo. Hedoné era a palavra grega para significar o prazer. Não o mero prazer da carne, mas também o do espírito. (...)" (Marcia Tiburi, Revista Vida Simples)

domingo, 3 de junho de 2007

Horizontal

Repouso os olhos
no declínio da relva,
ao longe a selva
e o leão.

Ouço passos
e esparsos rugidos,
o ar me evapora
no som.

(Muriel Paraboni)


Montagem por mim. He.
Começo a perceber, agora, claras conseqüências positivas da prática do Tai Chi Chuan. Físicas: mais equilíbrio, força nas pernas e resistência nos jogos de futebol. Psíquicas: "desaceleração" e a conseqüente calma para as tentativas de agir da melhor forma, ou seja, sendo o mais humano possível com os humanos e o menos preocupado possível comigo mesmo. São pequenas diferenças, mas já sentidas. Outra hora eu posso falar um pouco dos meus defeitos, tipo uma lista das características que eu mais queria não ter.
'My rights versus yours': nova música dos canadenses dos New Pornographers, do vindouro - e aparentemente de novo ótimo - disco novo. (O título me lembrou duas músicas do Nirvana: 'You know you're right' e 'Verse chorus verse'.)
Quando eu era pequeno, eu ia com a minha mãe nas lojas de roupas, principalmente femininas, e então eu tinha alguns dos meus primeiros estímulos sexuais, vendo as mulheres nas propagandas e até observando as formas das manequins. Uma vez uma velha chegou a me falar algo do tipo "Essa não dá pra ti". Acho que todo mundo que freqüenta o site da Pitchfork já deve ter notado umas propagandas sensuais, uns banners de uma loja de roupas. Eu me lembro que há algum eu entrei no site dessa loja, mas não encontrei nenhuma foto como aquela do banner. Hoje eu voltei lá, incentivado por novas e mais insinuantes fotos de campanha, só que dessa vez a coleção de figurinhas é grande, artística até - abastecendo, muitas vezes, um fetiche da sensualidade do não-propositalmente-sensual. Não sei se alguém vai se interessar, mas, se for, terá de ter também paciência para navegar entre os álbuns. Eu, como sou obsessivo, olhei tudo.

Eu não gosto muito da Emiliana Torrini: ela tem aquele padrão de beleza que atrai quase todo mundo menos eu; suas composições são muito aguadas, apenas bonitinhas. Mas a risadinha-de-envergonhada dela é bem bonita.
Conteúdo atual da pasta RÁDIO Douglas, onde eu coloco uma cópia de todas as músicas que considero as melhores das bandas e da história do mundo.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Aqui a listagem das músicas contidas na minha recente pasta de covers-e-originais. Quase 200 já.