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segunda-feira, 26 de junho de 2006

"Praticamente nada disto aqui está confirmado - mas a especulação nos sites e blogs da imprensa brasileira especializada em música aposta na vinda de um monte de bandas e artistas internacionais legais no segundo semestre. Confere aí o que está rolando: Tortoise, Coco Roise e Giant Drag vêm para o festival Coquetel Molotov, em Recife (1º e 2 de setembro); (...) Arctic Monkeys ainda não confirmou presença no Curitiba Rock Festival (setembro) - que deve ter Ladytron, Klaxons e Violent Femmes; Daft Punk, Patti Smith, Clap Your Hands Say Yeah, Goldfrapp, Devendra Banhart e Yeah Yeah Yeahs no TIM Festival (Rio e SP, em outubro); o Claro Q É Rock [putz que declínio!] quer trazer Kasabian, Hard-Fi, Kaiser Chiefs e Muse. (...)" (Roger Lerina)
isto e não te arrependerás.

domingo, 25 de junho de 2006

Só quem viu sabe:



E eu estava devendo esta:

Eu já achava que o Alexandre Matias era o crítico musical mais superestimado do Brasil, até porque acho que ele é considerado o melhor crítico musical do Brasil. Até hoje, não li crítica dele que fizesse algum sentido, que contivesse elementos compatíveis de forma a se combinarem numa idéia real a respeito do disco. Só que o texto que ele escreveu na Bizz de junho, entitulado "Faça rock, não faça guerra", bateu todos os recordes dele e provou que o cara tem bom português e muita sorte.

"(...) você está cada vez mais cercado por novos artistas de música. Mais: estamos, todos, lentamente, nos tornando isso. (...) Se cinema, literatura e artes plásticas pedem um mínimo de técnica para o leigo se tornar profissional, o rock não pede nada. Qualquer troglodita, nerd, imbecil ou carola pode fazer rock - e cada geração pede menos técnica: primeiro o zunido das guitarras, depois o riscado dos toca-discos, agora beats de clique de mouse. O rock (a música, a arte) torna-se cada vez mais acessível e perde o glamour, que é justamente o que emperra o progresso da cultura."

sábado, 24 de junho de 2006

sexta-feira, 23 de junho de 2006

"Os programas de procura de inteligência extraterrestre da Universidade da Califórnia em Berkeley utilizam computadores com uma grande capacidade de processamento para analisar os sinais obtidos à partir do rádio-telescópio do Observatório de Arecibo (ao lado). No entanto, a capacidade desses computadores não permite que todos os sinais recebidos sejam analisados, mas apenas tipos específicos de sinais. Para processar todos os sinais recolhidos, seria necessário um super-computador, com uma capacidade de processamento monstruosa. Como as verbas destinadas ao projeto pelo governo americano não permitem a compra de um equipamento com essas características, surgiu a idéia de se utilizar a capacidade individual de pequenos computadores trabalhando ao mesmo tempo e analisando pequenos pacotes de dados. Mas, onde encontrar os milhares de computadores necessários para analisar os dados recolhidos continuamente? Todos sabemos que existem milhões de computadores que ficam uma boa parte do tempo ociosos ou que rodam programas que pouco utilizam da sua capacidade de processamento total. Sabemos ainda que a grande maioria desses computadores tem acesso à Internet. É exatamente aí que você entra. O nosso objetivo é convencê-lo a substituir sua proteção de tela atual pelo BOINC, que é programa (cliente) sobre o qual roda o processamento do SETI@home, que analisa os dados recebidos enquanto apresenta os sinais graficamente na tela e os envia quando você está conectado à Internet. Que tal? Basta fazer o download, instalar o programa, fazer o seu cadastro e você estará ajudando a encontrar vida inteligente no espaço, participando do maior projeto de processamento distribuído existente." (SETIbr)

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Não disse nenhuma novidade, mas disse tudo. "Um dos exercícios psicanalíticos mais difíceis é o do autojulgamento, aquela sacada grega do 'conhece-te a ti mesmo'. A maioria das tonteiras humanas dá-se por não conhecer o homem as razões dos seus próprios impulsos. Qualquer pessoa terá grande chance de corrigir seu errático comportamento se adquirir consciência da origem de seus atos equivocados. O que me faz agir assim? Por que tradicionalmente ajo nesse sentido? Qual a força que me impele a tomar em situações idênticas ou análogas, invariavelmente, a mesma decisão? Se alguém conseguir responder a essas questões, terá descortinado uma luminosa e prometedora clareira na ciência do autoconhecimento e no desvendamento das razões que levam as pessoas a escolherem suas atitudes características de comportamento." (Paulo Sant'ana)

terça-feira, 20 de junho de 2006

A exposição fotográfica Mínimo Intenso tem seu replay minimizado (11 das 41 fotos que restaram do total de 50) a partir de hoje, no restaurante Palatu's do Centro Administrativo do Estado - o "prédio da rampa de skate", mas o restaurante fica embaixo da Secretaria de Educação, aquela réplica do Palácio do Planalto.
"Mark Ibold, ex-baixista do Pavement, está acompanhando o Sonic Youth na atual turnê da banda. O grupo ainda não confirmou a efetivação do baixista. Ibold entrou no lugar de Jim O'Rourke, que deixou o Sonic Youth no final do ano passado. A banda lançou recentemente o álbum 'Rather ripped' [como trio]. O primeiro show da turnê aconteceu no clube CBGB's, em Nova York, na última terça-feira." (Rockwave)

segunda-feira, 19 de junho de 2006



O Bruno gravou para mim o divx do filme 'Me and you and everyone we know', diz ele, agora, sabendo que ia me marcar. E de fato. Fiquei impressionado com as idéias do filme (ao estilo "independente americano" de Hal Hartley, David Gordon Green e Thomas McCarthy), escrito, dirigido e protagonizado pela Miranda July, uma americana de 31 anos que trabalha com performance, cinema, música & spoken word (já estou baixando quatro discos no soulseek, alguns deles produzidos pelo Calvin Johnson e lançado pela K Records), literatura e projetos como o site indicado no post abaixo (que vai virar livro em 2008) - ou seja, com arte. Começou sua carreira escrevendo "peças" e apresentando-as num clube punk em Berkeley, Califórnia (ela é afilhada do Tim Leary). Seus vídeos, performances e projetos web-based já foram apresentados no Museum Of Modern Art, no Guggenheim Museum nas Whitney Biennials. E o filme de que estou falando ganhou um prêmio especial do júri no Sundance Film Festival e o prêmio Camera d'Or no Festival de Cannes.



E ela é bastante inteligente, porque o filme é leve ao todo, porém denso em cada detalhe querendo dizer alguma coisa, poético. (Muitas das reflexões são acerca da arte e da poesia como forma específica de relacionamento com a realidade, como disse o Tarko.) Por exemplo, o filme começa com ela improvisando um diálogo entre duas pessoas, fazendo vozes como as que ela faz no trabalho musical de spoken word. Perguntada sobre isso em entrevista da revista AfterEllen.com, ela explica que "quando você está sozinho no seu quarto, é a forma mais fácil de começar. É certamente o modo como eu comecei a fazer tudo o que eu já fiz. É dali que todas as coisas vêm, é dali que o filme veio também. Isso representa também que a minha personagem é solitária, mas que ela não está apenas esperando que alguém venha até ela". Toda a complexidade do filme, das vidas que ali interagem, é um organismo único criado para passar suas idéias, e cada personagem tem um pouco dela própria, como contou na mesma referida entrevista.

domingo, 18 de junho de 2006

Confia em mim?
The same poop. Back and forth. Forever.
"'Sister' (de 1987) e 'Experimental jet set, trash and no star' (de 1994) ... foram gravados nas mesmas masters (se você ouve o segundo bem alto, pode ouvir trechos do primeiro entre as faixas)." (Francesco Settineri)
"Membros da Blanched, estou escrevendo aqui [no orkut] hoje porque eu estou ouvindo, depois de um pouco mais de dois anos, uma das músicas que mais me inspirou na minha adolescência: "Hoje eu tou melhor". Escutei um trechinho na MTV. Simplesmente pirei. O riff [dedilhado] nao saía da minha cabeça, e eu esperava comerciais inteiros da MTV para poder ouvir de novo, até eu pegar o nome, Blanched. Fui atrás e conheci a banda. Mas não encontrava a bendita música. Mesmo assim, a banda me fez criar um interesse enorme pelo post-rock. Aí hoje, depois de MUITO tempo, volto na tramavirtual e vejo que tem músicas 'novas' disponíveis para ouvir e, sim, escuto o riff que eu toquei repetidas vezes no violão, por não ter a música para ouvir. Banda, escrevi apenas para que vocês fiquem cientes da importância que a música de vocês já teve para alguém; no caso, para mim. E, se hoje em dia eu continuo tocando, do jeito que for possível, uma parte é graças a vocês, de verdade." (Caio)

sábado, 17 de junho de 2006

Únicas músicas decentes que tocaram na Antena 1 nos quase dois meses em que estou trabalhando ouvindo tal estação:

1. Because the night (Patti Smith)
2. Something (The Beatles)
3. Take me on (A-Ha)
4. All around the world (Lisa Stansfield)

Quando não é a Antena 1, é a Guaíba FM, e, nela, só se salvam as músicas do Frank Sinatra, porque são as únicas de que eles tocam as versões originais. O Sinatra é o único que eles DEIXAM cantar lá! O restante são versões torturantes de músicas consagradas, com destaque negativo absoluto para 'With or without you' com vocal feminino, que toca uma vez a cada turno, todo dia. Por causa disso tudo, como única solução possível, tenho ouvido música nos fones no mínimo oito horas por dia, o que é bom por um lado, pela diversão e pelo estudo, mas é ruim porque minhas orelhas doem e meu cérebro também, não há como não enjoar.
Acabei de saber que eu estou em Santa Catarina trabalhando numa rádio.
Quem ainda não tem o EP 'Tiny silver hammers' dos Godspeed You! Black Emperor pode baixá-lo aqui.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Vídeo de um gato e uma galinha como melhores amigos.
Peligro Discos
Informativo #49
14/06/2006

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Dae. Quinta passada no Milo: não tenho palavras. Os Índios Eletrônicos fizeram uma das melhores apresentações desde que começamos a fazer essa festa. Pelo menos na minha opinião. Sério, eu nunca vi tanto pedal de efeito na minha vida. Ainda mais que se considerarmos que eles estavam em apenas duas pessoas, o número de pedais de efeitos por cabeça chega nuns trinta, fácil. E o som, porra... desnorteante, dissonante, desorientador. Foi um daqueles momentos mágicos. Fazia tempo que a gente não dava uma fritada dessas! Claro que foi mais especial ainda porque era o lançamento do novo disco deles, pelo selo da Peligro, a Open Field (você lê mais sobre isso abaixo).

(...)

abraço, gui.

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== Destaques ==

Índios Eletrônicos with Glen Hall "Índios Eletrônicos with Glen Hall" (Open
Field / Peligro) * cd-r * R$ 15,00 > experimental; space-rock

O novo disco de uma de nossas bandas curitibanas favoritas é a colaboração com o jazzista canadense Glen Hall, que traz na bagagem ligações com nomes de peso como Lee Ranaldo e o lendário arranjador Gil Evans. Executado à distância, o álbum mostra uma faceta ainda mais radical das guitarras experimentais dos Índios Eletrônicos, que usam todo seu arsenal imponente de pedais de efeito para processar os ruídos e ondas sonoras enviadas por Hall.

quarta-feira, 14 de junho de 2006



"... vence mas não brilha para o mundo" é a submanchete. A ZH está sendo cada vez mais o exemplo extremo da caricatura que é essa visão bitolada sobre seleções nacionais de futebol. Não brilha, e quando brilhou?, e desde quando é para brilhar? O Parreira já foi campeão uma vez jogando estrategicamente, e o Brasil foi campeão com o Felipe também sem a preocupação de satisfazer a carência doente do "torcedor", mas se poupando na hora certa. Mas Adriano e Ronaldo foram realmente árvores plantadas.

Parreira: Não dêem 100% de gás nesse jogo, OK? Só uns 60%, 70%.
Ronaldo: Não? Mas 70% do meu gás é zero. Vou ficar plantado no chão, então?
Parreira: Sim, fica lá plantado.

E ele ficou.

E o bate-boca irônico e provocativo cada vez mais ininterrupto das lavadeiras Galvão e Arnaldo é cada vez mais insuportável. Mas eu comecei a gostar de futebol na Copa de 1986, com o Galvão narrando. E o Senna também era parte Galvão.

{Eu era uma criança que não gostava de futebol, alienígena no colégio também por isso, até que eu vi a Copa de 1986 e me tornei um fanático pelo Brasil e pelo Inter. Na metade dos anos 90 eu passei a não gostar do futebol de clubes, porque é meio sem sentido torcer pras mesmas camisetas sempre vestidas por jogadores diferentes. Mas as copas do mundo sempre foram o ponto-auge do futebol, marcaram o meu imaginário também em 1990, 1994, 1998 e 2002. Esta é a primeira copa em que eu estou trabalhando, então não posso ver todos os jogos. Nem tenho mais tanta paciência. Só que os jogos do Brasil ainda são sagrados pra mim, e sempre vão ser. (Assim como as corridas do Senna sempre eram.) São 90 minutos em que eu me sinto bastante em casa. Coisas que vêm da infância, que se formam nela.}

terça-feira, 13 de junho de 2006

Morreu o afinal quem é o? György Ligeti.
Por mais que possa parecer normal a pressão de uma multidão sobre uma bengala imaginária, esta manchete de capa da Zero Hora de hoje é de muito mau gosto.

domingo, 11 de junho de 2006

Melhor filme das últimas semanas. Qualidade em filmes-para-sessão-da-tarde.
Coloquei o vídeo de 'Caminho', do input_output, no YouTube. (E, de carona, o primeiro experimento que eu fiz, 'Ants'.)
O novo disco teoricamente já gravado do Sparklehorse tem algumas músicas feitas pelo Mark Linkous sozinho, no estúdio Static King, e outras com a participação de colaboradores de longa data como Stephen Drozd e Dave Fridmann, além de novas parcerias, como as com os eletrônicos Christian Fennesz e Dangermouse. O disco vai incluir uma música com o Tom Waits ao piano, das sessões de gravação de 'It's a wonderful life', só que ainda não-lançada. A mixagem feita no Static King recebeu uma segunda mão do Butch Vig (produtor de 'Nevermind', 'Goo' e 'Gish' e baterista do Garbage) nos Smart Studios, em Madison, Wisconsin.
Enquanto isso, na comunidade "Pós-rock" do orkut...

João - Algo de novo no genero? 27/04/2006 13:27
Alguem aí ouvindo algo bom em post-rock & genericos que ( provavelmente, ao menos...) não esta ao alcance do ouvido dos apreciadores ? Vamos lá, seja generoso e solte a pepita !

Eduardo - 15/05/2006 20:08
esse genero ja se saturou na propria filosofia. nem as gravadoras que apostavam por completo nele continuam com a proposta.
acho que o posrock deu lugar a formas mais livres de experimentaçao e/ou emprestimos de outros estilos na composiçao.
nao acredito mais nesse rotulo, acho que o termo 'experimental', simplesmente, corresponde mto melhor ao que se espera do posrock.

Douglas - 16/05/2006 07:51
O termo pós-rock acaba, hoje, sendo mais usado pra denominar uma fórmula que, a grosso modo, o Slint criou, o Mogwai difundiu e uma porção de bandas sem muita criatividade adotou.

Eduardo - 16/05/2006 15:38
o douglas definiu mto melhor que eu, bem mais objetivo

Lucas Alencar - 17/05/2006 18:53
pronto, morgou então.
acabou a brincadeira!

Douglas - 18/05/2006 08:23
A brincadeira (chamada música - boa) nunca vai acabar, o que acabou foi o termo. Ou será que algum dia ele de fato existiu?

Caio - 18/05/2006 09:59
Bom no final das contas ninguem respondeu o cara de tanta preocupação com o NADA...

Eduardo - 18/05/2006 14:06
mas exatamente o que eu e o douglas falamos foi a resposta a pergunta. 'ha algo de novo no genero?', 'não.', e explicamos o porquê.

Lucas Alencar - 18/05/2006 14:26
tem umas 5 bandas de pós-rock que são boas.
o resto é piada, ou não é pós-rock(apesar de serem rotuladas).
quando eu falei 'acabar com a brincadeira' foi no sentido de hoje ser tão fácil fazer merda.
qualquer guri chega, segura uma nota por 10 minutos e fica fazendo noise com delay e distorção.
nada contra isso, mas como hoje em dia é tão facil gravar, tudo vira obra de arte.
o debate de arte nem cabe aqui num topic de orkut, mas sempre que se cria uma fórmula pra se criar música ela perde a graça.
foi o que aconteceu com pós-rock.
tem quantas mil bandas imitando mogwai, godspeed? tem que acabar com a brincadeira mesmo.
música boa nunca acaba, nunca é brincadeira :)

?.hold.trista~. - 19/05/2006 15:34
Que papo besta do caralho
vaum tomar no cuh seus POYAS!

Alexandre - 11/06/2006 11:32
mas afinal, o que são POYAS maninhu???!?!???

Douglas - 11/06/2006 15:20
Ótimas palavras, Lucas.

terça-feira, 6 de junho de 2006

'The eraser' é mesmo decepcionante, como me haviam dito e eu não quisera acreditar. Poder-se-ia dizer que é um 'Hail to the thief' II. Mas o Thom Yorke realmente acertou a mão em duas músicas: 'Skip divided' (5), mais diferente de Radiohead; e 'Harrowdown Hill' (8), com uma melodia linda. Ouvi dois bons discos do ano passado: 'The loon', dos Tapes 'N Tapes, que é bem interessante; e 'Hearts and unicorns', do Giant Drag, que é um pouco enjoativo, apesar de que a voz da vocalista é muito boa e a primeira faixa, 'Kevin is gay', gruda na mente para sempre. E baixei mais dois discos deste ano: 'Living with war', um Neil Young mais rock porém colocando backing vocals we-are-the-world em todas as músicas, tornando o disco enjoativo; e 'Peeping Tom', do projeto homômino do Mike Patton, que ouvi dizer que era o projeto pop dele, mas só se for comparado com Fantomas, pois o troço é aquela violência insana e bonita de sempre. Por fim, aproveito a oportunidade para dizer que li que as atrações confirmadas até agora para o próximo Tim Festival são menos empolgantes que Radiohead: Yeah Yeah Yeahs; e Devendra Banhart, parece que com participação do Caetano Veloso. Por falar em Devendra e em participação, soube que ele participou de três músicas no primeiro show dos Mutantes em Londres, que tinha o David Bowie na platéia - provavelmente entre muitos outros "grandes". Ah, vi Cansei De Ser Sexy ao vivo no Altas Horas e achei a composição fraca. O Xororó disse que está ouvindo Lenny Kravitz, Ben Harper e Jack Johnson, por causa dos filhos, e que o novo disco do Chitãozinho & Xororó "tem umas coisas bem Jack Johnson".
Eu sei e sempre digo que, fazendo arte, pública, você está sujeito a qualquer tipo de opinião, e deve estar preparado para elas. Ao mesmo tempo eu sei que, tendo um mínimo de contato com a espiritualidade, por exemplo lendo um pouquinho sobre o budismo, você percebe que o alvo das opiniões dos (seres humanos) críticos também é um ser humano. O artista é alguém no mínimo tão passível de sentir dor quanto o crítico. Então me vem a questão da ética. Aprendi, com um ótimo professor, em Brasília, o Zezeu, que o conceito de ética pode ser definido como "evitar a dor". O budismo diz praticamente a mesma coisa, trocando "dor" por "sofrimento". Então vem um impasse: como conciliar isso com a opinião própria e pessoal, a liberdade de expressão, a sinceridade, por exemplo, ressaltada pelo Bruno ao ler a resenha do Eduardo Menezes? Aqui eu me lembro do Muriel, que defende que a crítica verdadeira não é opinião pura, mas análise. Se o crítico não tem capacidade de analisar a obra, não adianta ele dizer "gostei" ou "não gostei", tampouco disfarçar esta negação ou aquela afirmação com palavras bonitas porém esvaziadas, ainda, de análise. Lembro-me também do Cris Selbach, que diz, e na verdade muitos amigos artistas dizem isso, que o crítico não pode detonar ostensivamente uma obra se ele não puder fazer melhor, ou pelo menos apontar os pontos em que a obra falha. Penso, por fim, na mentalidade bitolada das pessoas que nunca moraram em outro lugar senão Porto Alegre e na conseqüente selvageria que são as opiniões de umas "tribos" sobre as outras, nesta cidade. Não tem sentido ficar metralhando as coisas das quais você não gosta, porque elas estão excluídas do seu universo. Assim não há contribuição nenhuma, para nada. No mínimo não é nada, e no máximo é um desserviço. Peço licença para finalizar com uma idéia do Nietzsche reformulada pela física quântica: o indiano Amit Goswami, perguntado sobre a existência do bem e do mal, respondeu que o que existe é a criatividade e o condicionamento. Há quem aja automaticamente, sem estar acordado para o que realmente acontece em cada situação, inclusive dentro de si mesmo, repetindo clichês, e há quem dê os chamados saltos quânticos, inclusive percebendo que motivações inconscientes o levou a ter determinadas reações, atitudes.

(E agora a resposta para a questão abaixo.) R: Quem não entende algo tenta destruir esse objeto estranho para que não se sinta engolido por ele.

segunda-feira, 5 de junho de 2006

O que se faz quando não se entende algo?


Reviews
Superphones no Garagem
Redação Poa Rock [Redação Poa Rock]


(...) Em contrapartida, a banda input_output, convidada para abrir o show, mostrou completa falta de sensibilidade com uma performance chatissima. Muito cabeça, muita poesia nível um e principalmente pretensão. Ninguém conseguiu entrar no clima. Somos todos burros pro som cabeça deles. Desculpe, leitor, não posso passar um retrato fiel de tamanha arte.

O que nos salvou foi a antipática, porém providencial, atitude de colocar a banda de abertura com muito menos potência no som. Aí, deu tempo de conversar sem precisar berrar loucamente.

EDUARDO MENEZES - ESPECIAL POA ROCK
Eduardo Menezes cria as camisetas Cove, como as duas abaixo.



Gostei do teu texto no poa rock.
renata em 05.06.2006 às 22:27
Como eu não tinha visto ainda isto?

Segunda-feira, Setembro 26, 2005
sou meio leiga no assunto, mas....

e sábado fomos (eu e meu menino) no lançamento do cd input_output de douglasdickel no beco, bar e discoteca que eu mais gosto em porto alegre. o douglas é um artista que se encaixa perfeitamente no termo mediamaker, cuja definição vi estes dias: "someone who blends the skills of a writer, photographer, musician, filmmaker, designer and developer to produce mediaware (a blend of media content and software code that is digital, interactive and online) for information, communication and entertainment applications". este último trabalho dele me agradou. ele produziu um cd sozinho em casa no computador. o resultado são colagens, samples e texturas que vem acompanhadas de narrações em um tom de voz instigante. algumas letras são verdadeiros poemas pílulas, que usam da ingenuidade e simplicidade para tocarem em assuntos profundos, "plásticos" e modernos. eles com certeza seguem a linha minimalista que douglas desenvolveu em seu primeiro livro de poemas e vem buscando em suas fotos. o minimalismo no cd não está só nas letras como no próprio som, de forma distorcida. entretanto, em algumas faixas (pelo que eu pude escutar no bar) as colagens são extremamente poluídas. poluídas porém de uma forma harmônica como o caos organizado das luzes vermelhas e brancas de carros em movimento nas grandes cidades. se por um lado os estímulos sonoros perturbam, por outro eles dão vontade de dançar.

letra de uma das faixas
[joelho]

os traumas
me deixam
cheio de dedos
eu queria ter
apenas um.

posted by carolteresa | 11:17 PM
"O show da Input_Output me deixou de queixo caído. Grande repertório, e uma performance ao vivo surpreendente. Menção especial à caixinha de música, que seguiu soando acordes perdidos quando já não devia. Memorável." (Ana Margarites)
O segundo show do input_output antes e depois. Os amigos acharam que foi melhor que o primeiro (principalmente porque a regulagem do som estava melhor), a banda achou que o primeiro foi melhor, então temos um equilíbrio. O deadline do Garagem Hermética fez com que abreviássemos o show na penúltima música, deixando de tocar a querida 'Aço, asfalto, plástico', catarse de ruído e ambiência. Em compensação, teve a Mariana cantando 'Escombros' e 'Hall of mirrors' junto comigo, e teve solo de sons vocais meus no microfone com delay. O pior mesmo foi o público tagarela, que prejudicou tanto o nosso show quanto o dos Superphones. Pensei em dizer que só iria continuar se houvesse silêncio, mas acredito que iriam me odiar por isso. O Pedro Belleza tirou algumas fotos, que estão aqui.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Do informativo de hoje da Peligro: "Só lembrando que nesse sábado, dia 3 de junho, a Peligro estará com todos seus titulares em Curitiba, isto é, Centro Cultural Batidão e Tony da Gatorra (versão Tony 3G!). Vai ter até banquinha da Peligro, então pode separando a grana, amigos. Eu passei o site na semana passada, mas dá uma olhada de novo, porque agora mudou. Está cheio de informações e tudo que você deve saber pra não perder essa festa incrível: www.peligro.com.br/curitiba. No mesmo dia, se você estiver em Porto Alegre, recomendo dar uma passada na Garagem Hermética e conferir o segundo show do input_output. O primeiro foi ótimo e pelo visto os caras tomaram gosto pela coisa. Legal!"