|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Programa-053 by Revelações*Douglasdickel on Mixcloud
Programa-052 by Revelações*Douglasdickel on Mixcloud
sábado, 5 de novembro de 2016
Nando Rocha: “Foi sofrido, foi suado, mas o Inter chegou lá”
Angustiante. Eletrizante. Parecia que não ia dar. Foi um primeiro tempo onde tudo deu errado. Valdivia fez um “salcedo”, Anderson parecia jogar por um xis calota, Aylon se movimentando bem, oportunista. Victor querendo estragar tudo. Foi um 2 a 1 fora dos planos. Dos camarotes, a SWAT e Piffero assistiam inertes os seus planos se esvaindo em boas atuações individuais de um time montado para perder.
No intervalo, Celso Roth consertou o time. Pediu para recuar e não avançar mais do que um jogador à frente da linha da bola. Orientou a zaga a não marcar Lucas Pratto. E então o Galo chegou lá. Quando notou que Valdivia tomava a iniciativa do contra-ataque, o retirou. E mesmo assim o time teimava em ter soluções ofensivas. Então, para não correr mais riscos, Celso Roth retirou os dois autores dos gols, Anderson e Aylon, mantendo Seijas fora, colocando, estrategicamente, Andrigo e Ariel, que, por óbvio, nem precisariam de instrução para não incomodar a defesa do Galo.
No fim, mesmo com imensas dificuldades, o Inter alcançou o seu objetivo: ser eliminado da Copa do Brasil. Por mais que tenha tentado contra o Santos, foi infeliz e acabou vencendo. Mas contra o Galo, cumpriu o planejado e provou para o Piffero que planejamento não é apenas quando se ganha. Nesse caso, é quando se perde, também.
Angustiante. Eletrizante. Parecia que não ia dar. Foi um primeiro tempo onde tudo deu errado. Valdivia fez um “salcedo”, Anderson parecia jogar por um xis calota, Aylon se movimentando bem, oportunista. Victor querendo estragar tudo. Foi um 2 a 1 fora dos planos. Dos camarotes, a SWAT e Piffero assistiam inertes os seus planos se esvaindo em boas atuações individuais de um time montado para perder.
No intervalo, Celso Roth consertou o time. Pediu para recuar e não avançar mais do que um jogador à frente da linha da bola. Orientou a zaga a não marcar Lucas Pratto. E então o Galo chegou lá. Quando notou que Valdivia tomava a iniciativa do contra-ataque, o retirou. E mesmo assim o time teimava em ter soluções ofensivas. Então, para não correr mais riscos, Celso Roth retirou os dois autores dos gols, Anderson e Aylon, mantendo Seijas fora, colocando, estrategicamente, Andrigo e Ariel, que, por óbvio, nem precisariam de instrução para não incomodar a defesa do Galo.
No fim, mesmo com imensas dificuldades, o Inter alcançou o seu objetivo: ser eliminado da Copa do Brasil. Por mais que tenha tentado contra o Santos, foi infeliz e acabou vencendo. Mas contra o Galo, cumpriu o planejado e provou para o Piffero que planejamento não é apenas quando se ganha. Nesse caso, é quando se perde, também.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Do blog do Mário Marcos de Souza, citando o Elio Gaspari:
"(...) Algemaram os garotos numa semana em que o presidente do Senado chamou um magistrado de “juizeco”, a presidente do Supremo Tribunal Federal disse que não tinha horário livre para uma reunião com o presidente da República, e o ministro Teori Zavascki suspendeu uma investigação impertinente ordenada pelo magistrado que o senador chamou de “juizeco”.
Os mecanismos de protesto e manipulação que resultaram na ocupação das escolas foram disparados pela bagunça dos adultos poderosos de Brasília. O presidente Michel Temer, que se apresentou ao país como um “pacificador”, resolveu reformar o ensino médio do país editando uma Medida Provisória. Nem durante a ditadura aconteciam coisas assim (...)".
(Do colunista Élio Gaspari, no jornal O Globo de domingo, ao lembrar que a mesma polícia que algema estudantes de 15 anos - em Miracema, Tocantins -, deixa políticos presos com as mãos livres)
"(...) Algemaram os garotos numa semana em que o presidente do Senado chamou um magistrado de “juizeco”, a presidente do Supremo Tribunal Federal disse que não tinha horário livre para uma reunião com o presidente da República, e o ministro Teori Zavascki suspendeu uma investigação impertinente ordenada pelo magistrado que o senador chamou de “juizeco”.
Os mecanismos de protesto e manipulação que resultaram na ocupação das escolas foram disparados pela bagunça dos adultos poderosos de Brasília. O presidente Michel Temer, que se apresentou ao país como um “pacificador”, resolveu reformar o ensino médio do país editando uma Medida Provisória. Nem durante a ditadura aconteciam coisas assim (...)".
(Do colunista Élio Gaspari, no jornal O Globo de domingo, ao lembrar que a mesma polícia que algema estudantes de 15 anos - em Miracema, Tocantins -, deixa políticos presos com as mãos livres)
Moralistas e 'engraçados' autorizam assassinos de transexuais e prostitutas
(Contardo Calligaris)
Assisti a "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu", em São Paulo, no Sesc Pinheiros –em cartaz, de quinta a sábado, até 5 de novembro. Depois disso, a peça viaja para Europa. Espero que, na volta, tenha outra temporada mais longa.
É um monólogo, dirigido por Natalia Mallo e escrito por Jo Clifford, inglesa que mudou de sexo em 2006, aos 56 anos. Clifford mostra (a ela mesma e ao mundo) que o Cristo não é inimigo dela nem da vida que lhe coube. Ela tem razão.
A atriz é Renata Carvalho, travesti de 35 anos; ela consegue nos fazer rir e chorar como a peça manda.
Se você for cristão, não perca. E, se você for padre ou pastor, organize uma excursão de sua comunidade –será espiritualmente mais útil do que assistir a "Os Dez Mandamentos". Ou então contrate a peça para a homilia do terceiro domingo de Quaresma –é uma excelente ilustração do mistério da redenção.
Lucas (15, 1-2): "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. Os fariseus e os escribas murmuravam: Este recebe pecadores e come com eles". Jesus responde explicando a alegria da redenção por três parábolas, a da ovelha perdida, a da dracma perdida (na peça, é o brinco perdido) e a do filho pródigo (na peça, é a filha expulsa de casa).
O leitor dos Evangelhos sabe que fariseus e escribas têm razão: Jesus tem simpatia por adúlteras, prostitutas e demais pecadores e pecadoras. Enquanto isso, ele tem antipatia por moralistas e hipócritas.
"Moralistas e hipócritas" é um pleonasmo. Se os moralistas não fossem hipócritas, não precisariam ser moralistas: por que me preocupar com o que faz meu vizinho, se não porque ele desperta em mim um desejo ou uma tentação que tento esconder de mi mesmo e do mundo?
Em 2003, meu filho, num intercâmbio, passou um ano letivo na PUC de Curitiba. Uma noite, ele foi convidado por alguns colegas para um programa que, foi-lhe dito, ele "adoraria": passar de carro por ruas semidesertas e jogar laranjas nas prostitutas travestis que esperavam clientes.
Meu filho ficou abismado. Pedras para machucar, ovos para sujar, bananas como gozação do pênis, daria para explicar. Mas por que laranjas? A psicanálise ajuda: laranja não é só um fruto, é também o testa de ferro, que colocamos no nosso lugar quando estamos a fim de fazer algo escuso. Os estudantes de Curitiba jogavam laranjas porque os travestis na rua eram os laranjas da tentação de eles mesmos, os estudantes, vestir peruca e sainha e vender-se pelas ruas. Laranjas nos laranjas.
O Brasil tem o recorde de 100 travestis e transexuais assassinados na rua a cada ano. Quem autoriza os apedrejadores ou "alaranjadores"? São os moralistas e os "engraçados".
Os moralistas (fariseus e escribas) querem que o "pecado" seja punido. De fato, dessa forma, eles acabam incitando um fiel ou outro a apedrejar "a puta" ou "o veado" que representam tentações "culpadas": mato "o traveco" para me liberar do traveco em mim.
E o "engraçado"? Pois é, o moralista denuncia os desejos, o "engraçado" pretende escondê-los, o que é pior. Os "engraçados" são os piadistas de padaria; eles permitem que seu público negue seus próprios desejos, que são transformados em objetos de riso e, graças ao riso, confinados nos outros. Nada a ver comigo; prova disso, estou rindo: olhe como é engraçado ver os travestis fugindo das laranjas, com saltos altos e trejeitos.
O moralista culpa, o "engraçado" desagrava. O moralista ainda pode achar discutível a ideia de jogar pedras. O "engraçado" sequer é sensível ao argumento do próprio Cristo (quem estiver sem pecado jogue a primeira pedra) porque ele não se reconhece como pecador.
Na semana passada, Rita Cadillac foi convidada a um programa "engraçado" para deixar a marca de sua bunda na "calçada da sarjeta". Para alguém achar isso engraçado, é preciso que ele esteja negando uma poderosa fantasia de ser atriz num filme pornô ou musa de um cárcere masculino. Para maior clareza: essas fantasias são ótimas, a negação "engraçada" dessas fantasias é sinistra e assassina.
Renata Carvalho, no fim da peça, lembrou que domingo retrasado, no parque do Carmo, em São Paulo, morreu Yasmin Montoy, travesti e prostituta de 20 anos. Só falaram disso alguns sites e o "R7". Os moralistas devem achar certo. E os "engraçados" devem achar engraçadíssimo.
(Contardo Calligaris)
Assisti a "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu", em São Paulo, no Sesc Pinheiros –em cartaz, de quinta a sábado, até 5 de novembro. Depois disso, a peça viaja para Europa. Espero que, na volta, tenha outra temporada mais longa.
É um monólogo, dirigido por Natalia Mallo e escrito por Jo Clifford, inglesa que mudou de sexo em 2006, aos 56 anos. Clifford mostra (a ela mesma e ao mundo) que o Cristo não é inimigo dela nem da vida que lhe coube. Ela tem razão.
A atriz é Renata Carvalho, travesti de 35 anos; ela consegue nos fazer rir e chorar como a peça manda.
Se você for cristão, não perca. E, se você for padre ou pastor, organize uma excursão de sua comunidade –será espiritualmente mais útil do que assistir a "Os Dez Mandamentos". Ou então contrate a peça para a homilia do terceiro domingo de Quaresma –é uma excelente ilustração do mistério da redenção.
Lucas (15, 1-2): "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. Os fariseus e os escribas murmuravam: Este recebe pecadores e come com eles". Jesus responde explicando a alegria da redenção por três parábolas, a da ovelha perdida, a da dracma perdida (na peça, é o brinco perdido) e a do filho pródigo (na peça, é a filha expulsa de casa).
O leitor dos Evangelhos sabe que fariseus e escribas têm razão: Jesus tem simpatia por adúlteras, prostitutas e demais pecadores e pecadoras. Enquanto isso, ele tem antipatia por moralistas e hipócritas.
"Moralistas e hipócritas" é um pleonasmo. Se os moralistas não fossem hipócritas, não precisariam ser moralistas: por que me preocupar com o que faz meu vizinho, se não porque ele desperta em mim um desejo ou uma tentação que tento esconder de mi mesmo e do mundo?
Em 2003, meu filho, num intercâmbio, passou um ano letivo na PUC de Curitiba. Uma noite, ele foi convidado por alguns colegas para um programa que, foi-lhe dito, ele "adoraria": passar de carro por ruas semidesertas e jogar laranjas nas prostitutas travestis que esperavam clientes.
Meu filho ficou abismado. Pedras para machucar, ovos para sujar, bananas como gozação do pênis, daria para explicar. Mas por que laranjas? A psicanálise ajuda: laranja não é só um fruto, é também o testa de ferro, que colocamos no nosso lugar quando estamos a fim de fazer algo escuso. Os estudantes de Curitiba jogavam laranjas porque os travestis na rua eram os laranjas da tentação de eles mesmos, os estudantes, vestir peruca e sainha e vender-se pelas ruas. Laranjas nos laranjas.
O Brasil tem o recorde de 100 travestis e transexuais assassinados na rua a cada ano. Quem autoriza os apedrejadores ou "alaranjadores"? São os moralistas e os "engraçados".
Os moralistas (fariseus e escribas) querem que o "pecado" seja punido. De fato, dessa forma, eles acabam incitando um fiel ou outro a apedrejar "a puta" ou "o veado" que representam tentações "culpadas": mato "o traveco" para me liberar do traveco em mim.
E o "engraçado"? Pois é, o moralista denuncia os desejos, o "engraçado" pretende escondê-los, o que é pior. Os "engraçados" são os piadistas de padaria; eles permitem que seu público negue seus próprios desejos, que são transformados em objetos de riso e, graças ao riso, confinados nos outros. Nada a ver comigo; prova disso, estou rindo: olhe como é engraçado ver os travestis fugindo das laranjas, com saltos altos e trejeitos.
O moralista culpa, o "engraçado" desagrava. O moralista ainda pode achar discutível a ideia de jogar pedras. O "engraçado" sequer é sensível ao argumento do próprio Cristo (quem estiver sem pecado jogue a primeira pedra) porque ele não se reconhece como pecador.
Na semana passada, Rita Cadillac foi convidada a um programa "engraçado" para deixar a marca de sua bunda na "calçada da sarjeta". Para alguém achar isso engraçado, é preciso que ele esteja negando uma poderosa fantasia de ser atriz num filme pornô ou musa de um cárcere masculino. Para maior clareza: essas fantasias são ótimas, a negação "engraçada" dessas fantasias é sinistra e assassina.
Renata Carvalho, no fim da peça, lembrou que domingo retrasado, no parque do Carmo, em São Paulo, morreu Yasmin Montoy, travesti e prostituta de 20 anos. Só falaram disso alguns sites e o "R7". Os moralistas devem achar certo. E os "engraçados" devem achar engraçadíssimo.
Aos 88 anos, o grande filósofo e ensaísta [George Steiner] denuncia, em uma lúcida entrevista, que a má educação ameaça o futuro dos jovens. E diz também: "Se você não acredita na política, então não venha reclamar que é governado por bandidos". (El Pais)
"Sobre a beleza, o meu pai também explicava: só existe a beleza que se diz. Só existe a beleza se existir interlocutor. A beleza da lagoa é sempre alguém. Porque a beleza da lagoa só acontece porque posso partilhar. Se não houver ninguém, nem a necessidade de encontrar a beleza existe nem a lagoa será bela. A beleza é sempre alguém, no sentido em que ela se concretiza apenas pela expectativa da reunião com o outro." (Valter Hugo Mãe)
marcadores:
arte,
filosofia,
literatura
O PASSADO E O FUTURO DA BELÍNDIA
(João Filho)
COSTUMA-SE DIZER QUE há dois Brasis em um. Em 1974, o economista Edmar Bach cunhou o termo Belíndia – uma Bélgica (pequena e rica) cercada por uma Índia (grande e pobre) por todos os lados. A imagem ilustra a profunda desigualdade social do país. De lá para cá, as coisas mudaram um pouco, mas o Brasil continua vergonhosamente desigual.
Há também o Brasil do passado e o Brasil do futuro. Curiosamente, são os arquitetos da Ponte para o Futuro os representantes do passado. Eles seguem empenhados em resolver os problemas econômicos da Belíndia cortando verbas e direitos da Índia e mantendo os privilégios da Bélgica. Os belgas tropicais se encontram em suntuosos jantares para decidir o futuro dos indianos brasileiros.
Nas últimas semanas, muitos fatos confirmam essa direção.Temos a proposta do congelamento em investimentos no serviço público e, ao mesmo tempo, um reajuste salarial para o Poder Judiciário e a Polícia Federal. Isso para não falar da decisão do STF de autorizar o desconto nos salários servidores públicos em greve, ou dos menores de idade no Tocantins que foram ilegalmente algemados e presos por protestarem por mais investimentos na educação.
Estudantes secundaristas de todo o país ocupam hoje 1.177 escolas contra a reforma do ensino médio e a PEC 241 – que congela os investimentos por 20 anos, inclusive na educação. Mas, inacreditavelmente, essa não é a principal pauta da imprensa brasileira atualmente.
Duas declarações bastante simbólicas do Brasil do passado e do futuro me chamaram a atenção essa semana. Alexandre Garcia, 76 anos, comentarista da Globo, do Estadão e ex-porta-voz do regime militar, desancou os estudantes que protestam contra a reforma escolar e lembrou com emoção dos anos de chumbo. Sua fala também é bastante representativa do desdém com que a mídia tem tratado os estudantes que protestam pela melhora do ensino.
Ana Julia, 16 anos, estudante secundarista, deu uma aula de cidadania e política para deputados paranaenses na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná. Com a voz embargada e vestindo o uniforme do colégio, a garota contrariou quem esperava uma fala infantil, cheia de clichês revolucionários e sensos comuns. O vídeo do seu discurso viralizou nas redes sociais e conseguiu finalmente colocar as ocupações em destaque no noticiário.
Para cada afirmação insana da coluna de Garcia, publicada na Rádio Metrópole na última quarta-feira, é possível responder com um trecho do discurso de Ana Julia. Vejamos alguns diálogos possíveis:
Ao contrário do que Garcia afirmou com convicção, os estudantes querem, sim, uma reforma no ensino médio.
Alexandre Garcia: “Gente, estudantes do ensino médio estão contra a reforma do ensino médio. Ou seja, eles estão satisfeitos com os resultados medíocres do ensino médio brasileiro.”
Ana Júlia:“A gente sabe que a gente precisa de uma reforma do ensino médio. Não só no ensino médio como no sistema educacional como um todo. A reforma da educação é prioritária, só que a gente precisa de uma reforma que tenha sido debatida. Uma reforma que tenha sido conversada. Uma reforma que precisa ser feita pelos profissionais da área de educação. É essa reforma que a gente precisa. A medida provisória tem, sim, seus lados positivos. Só que ela tem muitas falhas. Se colocarmos ela com essas falhas, a gente vai estar fadado ao fracasso. O Brasil estará fadado ao fracasso.”
Diferente do que prega Garcia, Ana Julia e seus colegas não estão satisfeitos com a mediocridade do ensino atual e brigam exatamente contra isso. A estudante ressalta o problema do analfabetismo funcional, que impede que os jovens ouçam Alexandre Garcia com senso crítico, por exemplo.
Alexandre Garcia: “Jovens se satisfazendo com a mediocridade é uma coisa incrível. Aí fazem ocupação de escola, não tem aula, deve ser por masoquismo, para aprenderem ainda menos. Essa proposta vem lá do governo Dilma e é necessária para o país”.
Ana Júlia: “Somos um movimento que se preocupa com as gerações futuras. Um movimento que se preocupa com a sociedade, se preocupa com o futuro do país. Que futuro o Brasil vai ter se não nos preocuparmos com uma geração de pessoas que vão desenvolver senso crítico? De pessoas que têm que ter um senso crítico político. De pessoas que não podem simplesmente ler um negócio e simplesmente acreditar naquilo. A gente tem que saber o que está lendo. Nós temos que ser contra o analfabetismo funcional que é um grande problema do Brasil hoje. E é por isso que nós estamos aqui. É por isso que nós ocupamos as nossas escolas. É por isso que a gente levanta a bandeira da educação. É por isso que a gente é contra a medida provisória.”
Malandramente, o jornalista nada inocente associa a tragédia às ocupações. A tentativa de transformar os estudantes que protestam por melhor educação em vagabundos drogados é vergonhosa.
Alexandre Garcia: Agora acontece até um assassinato numa escola em Curitiba. Um assassinato à faca. Quer dizer, tem estudante entrando na ocupação levando arma. E estavam lá os dois mortos [Nota: apenas um foi morto] envolvidos com droga também. Um com 16 anos e o autor com 17 anos. Tudo por uma manifestação pelo ensino. Que futuro, hein!
Ana Júlia: Nós que ocupamos as escolas não somos vagabundos como dizem aqui, como a sociedade lá fora diz. Nós estamos lá por ideais. Nós lutamos por eles. Nós acreditamos neles. Eu convido vocês a irem nas ocupações para ver o nosso desgaste psicológico. Para ver que não é fácil estar lá e que a gente vai continuar lutando. A gente vai continuar lutando porque a gente acredita nisso. A gente vai continuar lutando porque está em busca de conhecimento e não vai parar de ir atrás do conhecimento.
Alexandre Garcia: Um último registro: a morte do capitão do Tri no México, Carlos Alberto. Foi a melhor equipe que o Brasil já teve e marcou o início do entusiasmo que empurrou o Brasil para 3 anos de crescimento médio de 11,2% ao ano – crescimento chinês – com o entusiasmo de todos. Inclusive eu, estudante na época, como todo mundo, tinha no carro o plástico: ‘ame-o ou deixe-o’, que era um recado para os terroristas, entre os quais estava a Dona Dilma.”
Ana Júlia: O movimento estudantil nos trouxe um conhecimento muito maior sobre política e cidadania do que durante todo o tempo em que ficamos sentados e enfileirados em aulas padrões. Apesar de toda essa ridicularização, essa desmoralização. Apesar de sermos ofendidos. Apesar dos problemas que vamos enfrentar, a gente ainda consegue ter a presença da felicidade, porque nós deixamos de ser meros adolescente e nos tornamos cidadãos comprometidos com o desenvolvimento da educação.”
Não bastou usar a morte de um estudante para tentar deslegitimar o protestos dos estudantes. Garcia deu um jeitinho também de usar o falecimento de Carlos Alberto Torres como escada para enaltecer a ditadura militar – da qual participou entusiasticamente, sempre muito próximo dos ditadores. Aproveitou também para enaltecer o “crescimento chinês” da Belíndia durante o regime militar e chamar de terrorista quem lutou contra o regime assassino, como fez a estudante Dilma. O colunista vai além e se vangloria de ter apoiado a ditadura quando estudante ao carregar em seu carro o lema “Brasil, ame-o ou deixe-o”. A Globo já pediu desculpas por ter apoiado a ditadura, mas ainda conta com funcionários que insistem em dourar esse trágico período do país.
Enquanto nosso futuro não engole a Ponte para o Futuro, nosso passado está louco para reviver 64. Mas Ana Júlia e sua geração não estão para brincadeira. Estão para a luta!
(João Filho)
COSTUMA-SE DIZER QUE há dois Brasis em um. Em 1974, o economista Edmar Bach cunhou o termo Belíndia – uma Bélgica (pequena e rica) cercada por uma Índia (grande e pobre) por todos os lados. A imagem ilustra a profunda desigualdade social do país. De lá para cá, as coisas mudaram um pouco, mas o Brasil continua vergonhosamente desigual.
Há também o Brasil do passado e o Brasil do futuro. Curiosamente, são os arquitetos da Ponte para o Futuro os representantes do passado. Eles seguem empenhados em resolver os problemas econômicos da Belíndia cortando verbas e direitos da Índia e mantendo os privilégios da Bélgica. Os belgas tropicais se encontram em suntuosos jantares para decidir o futuro dos indianos brasileiros.
Nas últimas semanas, muitos fatos confirmam essa direção.Temos a proposta do congelamento em investimentos no serviço público e, ao mesmo tempo, um reajuste salarial para o Poder Judiciário e a Polícia Federal. Isso para não falar da decisão do STF de autorizar o desconto nos salários servidores públicos em greve, ou dos menores de idade no Tocantins que foram ilegalmente algemados e presos por protestarem por mais investimentos na educação.
Estudantes secundaristas de todo o país ocupam hoje 1.177 escolas contra a reforma do ensino médio e a PEC 241 – que congela os investimentos por 20 anos, inclusive na educação. Mas, inacreditavelmente, essa não é a principal pauta da imprensa brasileira atualmente.
Duas declarações bastante simbólicas do Brasil do passado e do futuro me chamaram a atenção essa semana. Alexandre Garcia, 76 anos, comentarista da Globo, do Estadão e ex-porta-voz do regime militar, desancou os estudantes que protestam contra a reforma escolar e lembrou com emoção dos anos de chumbo. Sua fala também é bastante representativa do desdém com que a mídia tem tratado os estudantes que protestam pela melhora do ensino.
Ana Julia, 16 anos, estudante secundarista, deu uma aula de cidadania e política para deputados paranaenses na tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná. Com a voz embargada e vestindo o uniforme do colégio, a garota contrariou quem esperava uma fala infantil, cheia de clichês revolucionários e sensos comuns. O vídeo do seu discurso viralizou nas redes sociais e conseguiu finalmente colocar as ocupações em destaque no noticiário.
Para cada afirmação insana da coluna de Garcia, publicada na Rádio Metrópole na última quarta-feira, é possível responder com um trecho do discurso de Ana Julia. Vejamos alguns diálogos possíveis:
Ao contrário do que Garcia afirmou com convicção, os estudantes querem, sim, uma reforma no ensino médio.
Alexandre Garcia: “Gente, estudantes do ensino médio estão contra a reforma do ensino médio. Ou seja, eles estão satisfeitos com os resultados medíocres do ensino médio brasileiro.”
Ana Júlia:“A gente sabe que a gente precisa de uma reforma do ensino médio. Não só no ensino médio como no sistema educacional como um todo. A reforma da educação é prioritária, só que a gente precisa de uma reforma que tenha sido debatida. Uma reforma que tenha sido conversada. Uma reforma que precisa ser feita pelos profissionais da área de educação. É essa reforma que a gente precisa. A medida provisória tem, sim, seus lados positivos. Só que ela tem muitas falhas. Se colocarmos ela com essas falhas, a gente vai estar fadado ao fracasso. O Brasil estará fadado ao fracasso.”
Diferente do que prega Garcia, Ana Julia e seus colegas não estão satisfeitos com a mediocridade do ensino atual e brigam exatamente contra isso. A estudante ressalta o problema do analfabetismo funcional, que impede que os jovens ouçam Alexandre Garcia com senso crítico, por exemplo.
Alexandre Garcia: “Jovens se satisfazendo com a mediocridade é uma coisa incrível. Aí fazem ocupação de escola, não tem aula, deve ser por masoquismo, para aprenderem ainda menos. Essa proposta vem lá do governo Dilma e é necessária para o país”.
Ana Júlia: “Somos um movimento que se preocupa com as gerações futuras. Um movimento que se preocupa com a sociedade, se preocupa com o futuro do país. Que futuro o Brasil vai ter se não nos preocuparmos com uma geração de pessoas que vão desenvolver senso crítico? De pessoas que têm que ter um senso crítico político. De pessoas que não podem simplesmente ler um negócio e simplesmente acreditar naquilo. A gente tem que saber o que está lendo. Nós temos que ser contra o analfabetismo funcional que é um grande problema do Brasil hoje. E é por isso que nós estamos aqui. É por isso que nós ocupamos as nossas escolas. É por isso que a gente levanta a bandeira da educação. É por isso que a gente é contra a medida provisória.”
Malandramente, o jornalista nada inocente associa a tragédia às ocupações. A tentativa de transformar os estudantes que protestam por melhor educação em vagabundos drogados é vergonhosa.
Alexandre Garcia: Agora acontece até um assassinato numa escola em Curitiba. Um assassinato à faca. Quer dizer, tem estudante entrando na ocupação levando arma. E estavam lá os dois mortos [Nota: apenas um foi morto] envolvidos com droga também. Um com 16 anos e o autor com 17 anos. Tudo por uma manifestação pelo ensino. Que futuro, hein!
Ana Júlia: Nós que ocupamos as escolas não somos vagabundos como dizem aqui, como a sociedade lá fora diz. Nós estamos lá por ideais. Nós lutamos por eles. Nós acreditamos neles. Eu convido vocês a irem nas ocupações para ver o nosso desgaste psicológico. Para ver que não é fácil estar lá e que a gente vai continuar lutando. A gente vai continuar lutando porque a gente acredita nisso. A gente vai continuar lutando porque está em busca de conhecimento e não vai parar de ir atrás do conhecimento.
Alexandre Garcia: Um último registro: a morte do capitão do Tri no México, Carlos Alberto. Foi a melhor equipe que o Brasil já teve e marcou o início do entusiasmo que empurrou o Brasil para 3 anos de crescimento médio de 11,2% ao ano – crescimento chinês – com o entusiasmo de todos. Inclusive eu, estudante na época, como todo mundo, tinha no carro o plástico: ‘ame-o ou deixe-o’, que era um recado para os terroristas, entre os quais estava a Dona Dilma.”
Ana Júlia: O movimento estudantil nos trouxe um conhecimento muito maior sobre política e cidadania do que durante todo o tempo em que ficamos sentados e enfileirados em aulas padrões. Apesar de toda essa ridicularização, essa desmoralização. Apesar de sermos ofendidos. Apesar dos problemas que vamos enfrentar, a gente ainda consegue ter a presença da felicidade, porque nós deixamos de ser meros adolescente e nos tornamos cidadãos comprometidos com o desenvolvimento da educação.”
Não bastou usar a morte de um estudante para tentar deslegitimar o protestos dos estudantes. Garcia deu um jeitinho também de usar o falecimento de Carlos Alberto Torres como escada para enaltecer a ditadura militar – da qual participou entusiasticamente, sempre muito próximo dos ditadores. Aproveitou também para enaltecer o “crescimento chinês” da Belíndia durante o regime militar e chamar de terrorista quem lutou contra o regime assassino, como fez a estudante Dilma. O colunista vai além e se vangloria de ter apoiado a ditadura quando estudante ao carregar em seu carro o lema “Brasil, ame-o ou deixe-o”. A Globo já pediu desculpas por ter apoiado a ditadura, mas ainda conta com funcionários que insistem em dourar esse trágico período do país.
Enquanto nosso futuro não engole a Ponte para o Futuro, nosso passado está louco para reviver 64. Mas Ana Júlia e sua geração não estão para brincadeira. Estão para a luta!
Carlos D Medeiros:
Tô muito fascinado pelo fenômeno Nada (como podem ver). O Nada, o apartidário, o nulo, o ausente. O vazio é revelador. Tem um vazio enorme que não foi ocupado. Não adiantou Crivella, Veja, Globo, Freixo, eu, tu, eles. Não adiantou reza, oratória, fala mansa, denúncia, defesa. Não adiantou alerta, crença, fé, promessa e currículo. A descrença venceu mas na nossa lógica sem lógica o vazio é um problema é não tem valor. E é um lugar a ser ocupado, afinal, na nossa loucura tudo tem que ser possuído. E foi. Ganhou o segundo lugar. Para o nihilista tanto faz pois todos, segundo ele, são os mesmos.
Se fosse Crivella e Bolsominion ou Índio e Paulo-espancador-de-mulher eu também iria dormir, ir à praia ou digitar 00. Zero zero. Zero a zero. Iria mesmo.
Assim, que dizer a quem desvotou? Nada, ué. Ao vazio nada se diz. Se respeita. Mas se o vazio diz sem dizer contra palavras vazias, também permite que outros falem por ele. Quem não se expressa que se imprense. Nos próximos dias, a imprensa imprimirá a fala de alguém legitimado por ter sido o segundo pois o vazio ainda é algo entre o porvir e o que nunca rolará.
"Olhe o abismo e o abismo olhará para você". (Nietszche)
"Qual o som que se obtém ao bater palmas com uma só mão?" (Zen)
"Paz sem voz não é paz é medo" (Rappa)
E por aí vai. Não cumpre aqui desvalorizar o vazio. O abismo está a nos olhar e estamos olhando pra ele. Entre estupefatos e de saco cheio. Sei lá o que fazer com isso. No zen, no budismo, na yoga, o vazio é algo a se alcançar pois contém a resposta que a barulheira oculta.
Miremos.
NÃO SE PODE SUBESTIMAR o alcance e a dimensão do fracasso do PSOL neste caso. Todos os dados disponíveis mostram a mesma história. Aqueles com os menores níveis de renda e de escolaridade rejeitaram fortemente o PSOL – um partido formado para combater as desigualdades sociais – em prol do conservador evangélico e pró-empresários. Freixo perdeu esmagadoramente na Zona Oeste. Eleitores da classe trabalhadora e residentes de favelas fora da Zona Sul simplesmente deram as costas para a esquerda. Em outras palavras, os próprios eleitores a quem o programa político do PSOL tenta atender são aqueles que se sentem mais distantes do partido – e são muitas vezes hostis a ele. (...)
Há muitas razões pelas quais os apoiadores do PSOL deveriam estar otimistas em relação ao futuro de seu movimento. O partido evitou os escândalos de corrupção que engoliram quase todos os outros partidos. Tem liderado a luta por ética no governo: junto com a Rede, iniciou e dirigiu o processo para remover Eduardo Cunha da Câmara, além de liderar a luta para bloquear a anistia ao Caixa Dois que Michel Temer e Rodrigo Maia tentaram inserir na lei. A paixão de seus jovens apoiadores, e a maneira com que recebem e empoderam a diversidade na população brasileira, são inspiradoras. A postura intransigente e de princípios de seus candidatos, embora muitas vezes dificulte o sucesso eleitoral, é um oásis raro e importante num cenário sujo de cinismo e oportunismo político.
Em um momento do seu discurso de 10 minutos e 40 segundos, Ana Júlia menciona a morte do estudante Lucas Eduardo de Araújo Mota e afirma: “Vocês estão aqui representando o Estado, e eu convido vocês a olhar a mão de vocês. A mão de vocês está suja com o sangue de Lucas. Não só do Lucas como de todos os adolescentes que são vítimas disso. O sangue do Lucas está na mão de vocês, vocês representam o Estado”.
O presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), como um daqueles tubarões rápidos em detectar um flanco de oportunidade, acreditou que havia ali uma chance de atacar a menina e devolver o plenário ao seu ambiente natural, aquele em que peixinhos dourados não confrontam velhos carnívoros. “Aqui você não pode agredir o parlamentar.... Eu vou encerrar a sessão, eu vou cortar a palavra... (...) Não afronte deputado, aqui ninguém está com a mão manchada de sangue, não”, inflamou-se. Encerrar a sessão, “cortar a palavra”, seria mesmo uma bênção para uma parcela dos parlamentares.
Ana Júlia seguiu defendendo as palavras: “Eu peço desculpa, mas o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes, pelos nossos estudantes é da sociedade, da família e do Estado”. Nem precisaria pedir desculpas. Ela estava falando em português para pessoas que deveriam ter capacidade de interpretação de discursos em língua portuguesa. O deputado entendeu muito bem que ela não se referia a mãos literalmente “sujas de sangue” ou apontava uma relação direta com a morte do estudante, mas estava, sim, chamando atenção sobre a responsabilidade constitucional dos parlamentares em sua função pública. O deputado apenas preferiu apostar na burrice – e parece que ninguém perde no Brasil atual ao apostar na burrice.
"A Associação Nacional dos Jornais entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para estender a restrição a participação estrangeira na comunicação social aos portais de Internet. O alvo são os sites estrangeiros que tem feito bom jornalismo por aqui: BBC Brasil, El País Brasil e The Intercept. O argumento utilizado é apenas cínico: impedir que a seleção e filtro das notícias passe por estrangeiros, o que geraria viés e interferência." (Jornal GGN)
Só que a mídia "estrangeira" vem sendo a mais brasileira, e a mídia brasileira sempre foi e continua sendo mais entreguista e baba-gringo. O argumento da associação de jornais, levado ao pé da letra, jogaria contra si própria.
Só que a mídia "estrangeira" vem sendo a mais brasileira, e a mídia brasileira sempre foi e continua sendo mais entreguista e baba-gringo. O argumento da associação de jornais, levado ao pé da letra, jogaria contra si própria.
Bruno Torturra
October 30 at 5:41pm ·
SUFRÁGIO UNIVERSAL DO REINO DE DEUS.
Uma tragédia carioca em 1 ato.
A caminho do aeroporto, diz o motorista do Uber:
- Torço pro Freixo ganhar. Um cara inteligente, honesto. Mas votei no Crivella.
- Por quê? - pergunto eu.
- Porque ele queria ensinar criança a ser gay. E eu tenho filho na escola municipal.
- Mas ainda assim torce por ele?
- Deus me livre a Igreja Universal comandando o Rio!
Pano rápido.
October 30 at 5:41pm ·
SUFRÁGIO UNIVERSAL DO REINO DE DEUS.
Uma tragédia carioca em 1 ato.
A caminho do aeroporto, diz o motorista do Uber:
- Torço pro Freixo ganhar. Um cara inteligente, honesto. Mas votei no Crivella.
- Por quê? - pergunto eu.
- Porque ele queria ensinar criança a ser gay. E eu tenho filho na escola municipal.
- Mas ainda assim torce por ele?
- Deus me livre a Igreja Universal comandando o Rio!
Pano rápido.
"É uma crise sobretudo pelo lado da receita já que as despesas do governo, as despesas primárias, cresceram até menos nos últimos anos do que em muitos outros períodos ou nos governos anteriores. Apesar do mito de que o colapso é por um excesso de gastos, o colapso é por falta de receita. No fundo você tira da mesa de discussão tudo que tem a ver questão tributária, tributação dos mais ricos, o fim e a eliminação das desonerações fiscais, a discussão sobre a taxa de juros, isso tudo sai da mesa." (Laura Carvalho, professora de Economia da USP)
"Parece que o parto, a amamentação e a criação têm de ser experiências maravilhosas. A maternidade é uma relação humana como qualquer outra, não o reino mítico que vendem. Quando a experiência materna não é tão maravilhosa quanto se supõe que deveria ser, muitas mulheres se sentem monstros. Reduzir as expectativas faria com que se considerassem menos culpadas. É como o amor, nem sempre é cor de rosa." (Orna Donath)
"Parabéns ao PSDB, talvez o maior vencedor das eleições municipais de 2016 no Brasil. É necessário muita habilidade, realmente, para ser uma das principais forças corruptas, entreguistas e golpistas do Brasil, ter diversos de seus principais quadros delatados como beneficiários de esquemas de corrupção Brasil afora, trabalhar dedicadamente pelos interesses das multinacionais e dos bilionários parasitas locais, prejudicar sistematicamente os interesses da maior parte da população e, ainda assim, ser o mais votado nas principais capitais." (Tiago Ribeiro)
"Existe uma síndrome se espalhando pelo Brasil. Seria interessante que fosse analisada pelos especialistas. Poderia chamar-se síndrome do orgulho do explorado, ou algo do tipo. Acomete aquele sujeito que, ao deparar-se com qualquer forma de resistência ao sistema predatório que se quer implantar no Brasil pós-golpe (seja uma ocupação, uma manifestação, um ato, uma marcha ou um mero comentário em uma rede social) se levanta contra, chama todo mundo de vagabundo e desocupado e grita que ele trabalha 44 horas por semana, que pega 3 ônibus pra chegar ao local de trabalho, que tem que acordar às 5 da manhã, que dá um duro desgraçado. Ele tem muito orgulho disso. Muito orgulho de ser explorado. E muita raiva de quem tenta fazer algo contra a exploração." (Tiago Ribeiro)
"Existe uma síndrome se espalhando pelo Brasil. Seria interessante que fosse analisada pelos especialistas. Poderia chamar-se síndrome do orgulho do explorado, ou algo do tipo. Acomete aquele sujeito que, ao deparar-se com qualquer forma de resistência ao sistema predatório que se quer implantar no Brasil pós-golpe (seja uma ocupação, uma manifestação, um ato, uma marcha ou um mero comentário em uma rede social) se levanta contra, chama todo mundo de vagabundo e desocupado e grita que ele trabalha 44 horas por semana, que pega 3 ônibus pra chegar ao local de trabalho, que tem que acordar às 5 da manhã, que dá um duro desgraçado. Ele tem muito orgulho disso. Muito orgulho de ser explorado. E muita raiva de quem tenta fazer algo contra a exploração." (Tiago Ribeiro)
Me dei conta de que moro no endereço atual há mais tempo do que em qualquer outro na minha vida até hoje.
39÷13=3
A média foi de 3 anos por endereço, até hoje...
39÷13=3
A média foi de 3 anos por endereço, até hoje...
Assinar:
Postagens (Atom)
