Perda e recuperação de cabelo
CORTÁZAR, Julio. Histórias de cronópios e famas. Roma/Paris, 1962.
Para lutar contra o pragmatismo e a horrível tendência à consecução de fins úteis, meu primo mais velho defende a prática de arrancar um bom fio de cabelo da cabeça, dar-lhe um nó no meio de deixá-lo cair suavemente pelo buraco da pia. Se o cabelo ficar preso no ralo que costuma haver nesses buracos, bastará abrir um pouco a torneira para que ele se perca de vista.
Sem perda de um instante, deve-se iniciar a tarefa de recuperação do cabelo. A primeira operação se resume em desmontar o sifão da pia para ver se o cabelo ficou agarrado em alguma das sinuosidade do cano. Se não for encontrado, deve-se abrir o pedaço do cano que vai do sifão ao encanamento do esgoto principal. É certo que nessa parte aparecerão muitos cabelos e será preciso contar com a ajuda de toda a família para examiná-los um por um à procura do que tem o nó. Se não aparecer, colocar-se-á o interessante problema de quebrar o encanamento até o andar de baixo, mas isto significa um esforço maior, pois durante oito ou dez anos será necessário trabalhar em algum ministério ou numa casa de comércio para juntar o dinheiro que permita comprar os quatro apartamentos situados embaixo do de meu primo mais velho, tudo isso com a extraordinária desvantagem de que enquanto se trabalha durante esses oito ou dez anos, não se poderá evitar a penosa sensação de que o cabelo não esteja mais no encanamento, e que só por um remoto acaso permaneça preso em alguma saliência enferrujada do cano.
Chegará o dia em que poderemos quebrar os canos de todos os apartamentos e durante meses viveremos cercados por bacias e outros recipientes cheios de cabelos molhados, assim como de curiosos e mendigos, aos quais pagaremos generosamente para que procurem, separem, classifiquem e nos tragam os cabelos possíveis, a fim de alcançarmos a certeza desejada. Se o cabelo não aparecer, entraremos numa etapa muito mais vaga e complicada, porque o trecho seguinte nos leva aos esgotos maiores da cidade. Depois de comprar uma roupa especial, aprenderemos a nos esgueirar pela rede a altas horas da noite, armados com uma poderosa lanterna e uma máscara de oxigênio, e exploraremos as galerias menores e maiores, se possível ajudados por marginais com quem teremos travado relação e a quem precisaremos dar grande parte do dinheiro que ganhamos durante o dia em um ministério ou numa casa comercial.
Freqüentemente teremos a impressão de haver chegado ao fim da tarefa, porque encontraremos (ou nos trarão) cabelos semelhantes ao que procuramos; mas como não se conhece nenhum caso em que um cabelo tenha um nó no meio sem a intervenção da mão humana, acabaremos quase sempre por comprovar que o nó em causa é um simples engrossamento do diâmetro do cabelo (embora tampouco conheçamos nenhum caso parecido) ou um depósito de algum silicato ou óxido qualquer, provocado por uma longa permanência numa superfície úmida. É provável que avancemos assim por diversos trechos de esgotos menores e maiores, até chegarmos a esse lugar onde ninguém se atreveria a penetrar: o esgoto principal que desemboca no rio, na junção torrencial dos detritos na qual nenhum dinheiro, nenhum barco, nenhum suborno nos permitirão continuar a busca.
Mas antes disso, e talvez muito antes, a poucos centímetros do buraco da pia, por exemplo, na altura do apartamento do segundo andar, ou no primeiro encanamento subterrâneo, pode acontecer que encontremos o cabelo. Basta pensar na alegria que isso nos provocaria, no cálculo espantado dos esforços economizados por pura sorte, para justificar, para escolher, para exigir praticamente uma tarefa semelhante, que todo professor consciente deveria aconselhar a seus alunos desde a mais tenra infância, em vez de secar-lhes a alma com a regra de três composta ou com as tristezas da Cancha Rayada [episódio histórico, também chamado na Argentina de 'El desastre de Cancha Rayada', batalha perdida pelas forças do general San Martín, no Chile, para os espanhóis, em abril de 1817, pouco antes da vitória definitiva em Maipú].
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domingo, 30 de setembro de 2007
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Existem dois Hotel no Last.fm, mas pelo menos o Hotel daqui está lá - junto com o da Alemanha.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Príncipe de Versailles
Porto Alegre
Rua Engº Ewbank da Câmara, 77, esquina com a Rua Oscar Miranda
Área privativa de 277,37 m²
ESTAR, SOCIAL, JANTAR, DORMITÓRIO DE SERVIÇO, ÁREA DE SERVIÇO, COZINHA, SUÍTE MASTER, SUÍTE 1, SUÍTE 2, LAVABO, SACADA SOCIAL ETC.
R$ 1.300.000,00
Porto Alegre
Rua Engº Ewbank da Câmara, 77, esquina com a Rua Oscar Miranda
Área privativa de 277,37 m²
ESTAR, SOCIAL, JANTAR, DORMITÓRIO DE SERVIÇO, ÁREA DE SERVIÇO, COZINHA, SUÍTE MASTER, SUÍTE 1, SUÍTE 2, LAVABO, SACADA SOCIAL ETC.
R$ 1.300.000,00
Joanna & Juana (2)
Hey, hey, hey, o Santander Cultural é o nosso rei!23/09 - 17h: Juana Molina
07/12 - 17h: Joanna Newsom
25/11 - 16h: Animation Show, seleção por Mike Judge e Don Hertzfeldt
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Tudo comprado para a Björk.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Entrevista para Ian Spelling, da Hollywood Watch, publicada na Folha.
Seus filmes com freqüência confundem muito o espectador. Supondo que você leia resenhas, com que freqüência já ficou sentado resmungando "Não, não. Eles não entenderam o principal"?
David Lynch - Leio resenhas muito raramente, mas é tão lindo que as pessoas tenham sua visão própria das coisas, e isso é muito importante. Todos nós enxergamos o mesmo mundo, mas temos idéias distintas sobre o que está acontecendo. O mesmo acontece num filme. Quanto mais abstrato, maior é a diferença de interpretações. Então é assim que funciona. O filme é o mesmo, mas os espectadores são diferentes, então o filme vai trazer à tona mais e mais coisas diferentes à medida que se torna mais abstrato.
Você respeita a pessoa que diz "Detestei, não entendi" tanto quanto a pessoa que afirma "Adorei e acho que captei cada minuto"?
Respeito sim, porque é preciso. Nenhum filme agrada a todos. Existem pessoas que têm uma cabeça muito concreta e não apreciam abstrações, e há outras que amam quando a coisa fica abstrata. (...) Todo filme do qual eu gosto contém abstrações e desencadeia todo um processo mental e emocional, e isso é muito belo e importante.
(...) Em que mais você está trabalhando no momento?
Estou trabalhando com música, estou trabalhando com algumas pinturas, estou trabalhando com algumas coisas de argila. Estou trabalhando sobre um programa em 3D para criar uma sala que vai ser construída. Estou editando um vídeo musical. Acabei de concluir um comercial. Acabei de concluir uma tomada fixa de sapatos estranhos. E estou tentando captar idéias para o próximo filme.
A impressão que se tem é que você não curte ficar sem fazer nada.
Gosto de trabalhar. Não gosto de férias. Não gosto de tempo sem fazer nada. Há coisas demais para se fazer.
Seus filmes com freqüência confundem muito o espectador. Supondo que você leia resenhas, com que freqüência já ficou sentado resmungando "Não, não. Eles não entenderam o principal"?
David Lynch - Leio resenhas muito raramente, mas é tão lindo que as pessoas tenham sua visão própria das coisas, e isso é muito importante. Todos nós enxergamos o mesmo mundo, mas temos idéias distintas sobre o que está acontecendo. O mesmo acontece num filme. Quanto mais abstrato, maior é a diferença de interpretações. Então é assim que funciona. O filme é o mesmo, mas os espectadores são diferentes, então o filme vai trazer à tona mais e mais coisas diferentes à medida que se torna mais abstrato.
Você respeita a pessoa que diz "Detestei, não entendi" tanto quanto a pessoa que afirma "Adorei e acho que captei cada minuto"?
Respeito sim, porque é preciso. Nenhum filme agrada a todos. Existem pessoas que têm uma cabeça muito concreta e não apreciam abstrações, e há outras que amam quando a coisa fica abstrata. (...) Todo filme do qual eu gosto contém abstrações e desencadeia todo um processo mental e emocional, e isso é muito belo e importante.
(...) Em que mais você está trabalhando no momento?
Estou trabalhando com música, estou trabalhando com algumas pinturas, estou trabalhando com algumas coisas de argila. Estou trabalhando sobre um programa em 3D para criar uma sala que vai ser construída. Estou editando um vídeo musical. Acabei de concluir um comercial. Acabei de concluir uma tomada fixa de sapatos estranhos. E estou tentando captar idéias para o próximo filme.
A impressão que se tem é que você não curte ficar sem fazer nada.
Gosto de trabalhar. Não gosto de férias. Não gosto de tempo sem fazer nada. Há coisas demais para se fazer.
"Na primeira ouvida, o CD ['Térreo'] já me encantou. 'Quarto 110' é o que eu esperava ouvir algum dia mas ninguém tinha feito." (Jean)
Comunidade bastarda da Blanched.
Usuários do Orkut que usam a palavra Blanched nos seus perfis:

Cristina Moreira
Rômulo A.K.A Michaelsen
guilherme (vulgo minimus)
Papel O Andarilho
Silvio ZuL
Иetto Berenchtein
Wellington Gµima®ães
Mara Ellern
Eduardo Baider Stefani
o verdadeiro cego é aquele q nao quer ver
Daniel Morais
Anck-Su-Namun .
joey s2 & vivi s2
Usuários do Orkut que usam a palavra Blanched nos seus perfis:
Cristina Moreira
Rômulo A.K.A Michaelsen
guilherme (vulgo minimus)
Papel O Andarilho
Silvio ZuL
Иetto Berenchtein
Wellington Gµima®ães
Mara Ellern
Eduardo Baider Stefani
o verdadeiro cego é aquele q nao quer ver
Daniel Morais
Anck-Su-Namun .
joey s2 & vivi s2
domingo, 23 de setembro de 2007
Ontem: seis horas e meia de discotecagem, sendo que, a partir de Madonna (*), começou uma nova festa, mais populosa, reunindo os sobreviventes da primeira (Koch, Nina e prima; Muriel; Rodrigo e Aurora) e os que estavam até então no andar de baixo. Na verdade, além desses amigos que ficaram até o fim, estiveram por lá: Sérgio e Ieve; Tony e Mariana; Caco e Vanessa; Laura; e Lucas com alguns amigos. No total, sem contar os amigos do Lucas e contando a Tunnie (que tirou a foto), foram 15 os presentes para o aniversário. Obrigado a vocês - e ao Jean, do Circuito Bar, que disponibilizou o espaço sem burocracias. (Discotequei com o meu computador e o programa KraMixer, que simula CDJs.)
Stars - The night starts here
Bright Eyes - Down in a rabbit hole
Otto - Bob
Patti Smith - Everybody wants to rule the world
Roxy Music - More than this
Bill Murray - More than this
Okkervil River - Sloop John B
Battles - Leyendecker
Angelo Badalamenti - Twin Peaks theme
Frank Sinatra - New York, New York
Brothomstates - Naksuttelu
Experimental Audio Research - Untitled
Plastikman - Cor ten
The Flaming Lips - Race for the prize
Beck - E-pro
Joey Ramone - What a wonderful world
Roxette - How do you do
Queens Of The Stone Age - Feel the good hit of the summer
R.E.M. - Bad day
Pulp - Like a friend
Bidê Ou Balde - Cores bonitas
Decemberists - The perfect crime 2
The White Stripes - Icky Thump
The Fiery Furnaces - Single again
The Beatles - And your bird can sing
Yoko Ono & Peaches - Kiss kiss kiss
Thurston Moore - Fri/end
The Knack - My Sherona
Justice - The party
Joaquin Phoenix - Cocaine blues
Iggy & The Stooges - Search and destroy
Grandaddy - Now it's on
Lobão - Samba da caixa preta
Poliéster - Quando menti
Lily Allen - Friday night
Kigurumi - Tarako Tarako Tarako
Kyoko Fukada - Kimino hitomi ni koishiteru
Per Gessle - I wanna be your boyfriend
Foo Fighters - All my life
Fujiya And Miyagi - Ankle injuries
Morphine - Buena
Björk - Declare independence
Chemical Brothers - Let forever be
Fatboy Slim - Rockafeller skank
Nine Inch Nails - The hand that feeds
Art Brut - Direct hit
Nouvelle Vague - Dancing with myself
Rilo Kiley - Portions for foxes
The Velvet Underground - We're gonna have a real good time together
Gogol Bordello - American wedding
Built To Spill - Goin' against your mind
* Madonna - Hung up
Depeche Mode - Suffer well
Underworld - Born slippy
U2 - Discothèque
Radiohead - Idioteque
Erasure - Stop!
Joy Division - Transmission
Oingo Boingo - Stay
Chemical Brothers - Out of control
New Order - Bizarre love triangle
R.E.M. - The one I love
Technotronic - Pump up the jam
Miss Kitten & The Hacker - Frank Sinatra
Félix Da Housecat - Money
Pet Shop Boys - Domino dancing
Oingo Boingo - Just another day
Chemical Brothers - Block rockin' beats
Cindy Lauper - Girls just want to have fun
The Cure - Boys don't cry
A-Ha - Take on me
Le Tigre - Deceptacon
Michael Jackson - Thriller
Blondie - Heart of glass
Placebo - Johnny & Mary
Fischerspooner - Invisible
Huey Lewis - Power of love
Madonna - Like a prayer
INXS - New sensation
New Order - Blue monday
She Wants Revenge - Tear you apart
Erasure - A little respect
Pretenders - Don't get me wrong
KT Tunstall - Suddenly I see
Queen - I want to break free
Fine Young Cannibals - She drives me crazy
R.E.M. - The wake-up bomb
sábado, 22 de setembro de 2007
'Ensaio sobre a cegueira', o filme: "Cerca de 300 uruguaios participam como extras, interpretando cegos. Além de [Danny] Glover, o elenco do filme inclui os americanos Julianne Moore e Mark Ruffalo, o mexicano Gael García Bernal, os brasileiros Plinio Soares, Alice Braga e Antonio Abujamra e os japoneses Yoshino Kimura e Yasuke Iseya." (Contracapa/ZH)
"Às vezes fico olhando para estes atores carismáticos para entender de onde vem a atração que exercem, tentando descobrir o que eles têm que nós, reles normais, não temos. A Sandra Oh (de Sideways) tem isso de sobra. Na primeira vez que a encontrei ela já havia me causado forte impressão, lembro até da cor do seu vestido (e em geral não sei dizer nem a cor da roupa que eu mesmo estou vestindo). Era azul, claro. Fomos apresentados pelo roteirista e diretor Alexander Payne, na ocasião nem sabia que ela era atriz, estávamos em Cannes e achei que ela fosse uma esposa acompanhando o marido na estréia de seu filme (All About Smith). E a esposa me impressionou. De onde vem tamanha presença?"
"Saramago é um homem alto e muito em forma para seus oitenta e poucos anos, certamente pelo seu hábito de sempre caminhar ao invés de usar carro. É uma figura um pouco intimidante, eu estava tenso, mas ele foi muito amável e até afetuoso. Havia relido o livro duas vezes antes de ir para Portugal e já estava começando a trabalhar com o Don numa nova versão do roteiro."
(Fernando Meirelles)
O filho da puta vai dirigir 'Ensaio sobre a cegueira': será o melhor filme da história do cinema. Pois é, o ex-arquiteto tem um blog - no qual ele escreve sobre a Julie, a Sandra...
"Às vezes fico olhando para estes atores carismáticos para entender de onde vem a atração que exercem, tentando descobrir o que eles têm que nós, reles normais, não temos. A Sandra Oh (de Sideways) tem isso de sobra. Na primeira vez que a encontrei ela já havia me causado forte impressão, lembro até da cor do seu vestido (e em geral não sei dizer nem a cor da roupa que eu mesmo estou vestindo). Era azul, claro. Fomos apresentados pelo roteirista e diretor Alexander Payne, na ocasião nem sabia que ela era atriz, estávamos em Cannes e achei que ela fosse uma esposa acompanhando o marido na estréia de seu filme (All About Smith). E a esposa me impressionou. De onde vem tamanha presença?"
"Saramago é um homem alto e muito em forma para seus oitenta e poucos anos, certamente pelo seu hábito de sempre caminhar ao invés de usar carro. É uma figura um pouco intimidante, eu estava tenso, mas ele foi muito amável e até afetuoso. Havia relido o livro duas vezes antes de ir para Portugal e já estava começando a trabalhar com o Don numa nova versão do roteiro."
(Fernando Meirelles)
O filho da puta vai dirigir 'Ensaio sobre a cegueira': será o melhor filme da história do cinema. Pois é, o ex-arquiteto tem um blog - no qual ele escreve sobre a Julie, a Sandra...
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Neste sábado...

Douglas Dickel comemora seus 30 anos FORA DA CASINHA
& lançamento do primeiro disco do projeto HOTEL
Chegou o meu aniversário desse redondo número e quero registrá-lo comemorando com vocês, meus amigos, escolhendo músicas para vocês ouvirem, conhecerem e dançarem. Ao mesmo tempo, estará sendo lançado o disco "Térreo", do Hotel. E, ainda por cima, a Tunnie, minha namorada, também aproveita e comemora antecipadamente o aniversário dela. Neste sábado, 22 de setembro, às 21h em ponto, no Circuito Bar, cujo endereço é rua Lopo Gonçalves, 66, Cidade Baixa.
Discotecarei nos seguintes aspectos:
1. Melhores músicas dos melhores discos lançados este ano. Ex.: New Pornographers, Gogol Bordello, Animal Collective, Paul McCartney, Yeah Yeah Yeahs, Dan Deacon, Justice, Spoon, Suzanne Vega, Blonde Redhead, Yoko Ono com Peaches, Bright Eyes, OOIOO, Art Brut, Stars.
2. Melhores músicas enérgicas ou dançantes de todos os tempos. Ex.: Queens Of The Stone Age, Ramones, Nirvana, PJ Harvey, Chemical Brothers, Super Furry Animals, Prodigy, Foo Fighters, Sonic Youth, Arcade Fire, Flaming Lips, Grandaddy, Bob Dylan, Cibo Matto, Neil Young, T-Bone Burnett, dEUS, Frank Poole, Huey Lewis, Nine Inch Nails, R.E.M.
3. Melhores músicas climáticas ou experimentais dos últimos tempos. Ex.: Autechre, Massive Attack, Sparklehorse, Pan Sonic, Tortoise & Bonnie Prince Billy, Dntel, Radiohead, Oval, Feu Thérèse, Arab Strap, Depeche Mode, Beck, Björk, Ryoji Ikeda, Converge, Hermeto Pascoal, Angelo Badalamenti, Kraftwerk, Lavajato, Portishead.
4. Alguma coisa do Hotel.
Hotel é um projeto de improviso instrumental gravado para valer, com uma escalação de músicos que nunca existiu antes - e muito provavelmente nunca existirá depois. Algo semelhante ao Desert Sessions do Josh Homme (Queens Of The Stone Age). O primeiro disco da série, "Térreo", foi gravado por mim, pelo Yury Hermuche (FireFriend, Frank Poole), pelo Renan Stiegemeier (Andina, Farveste) e pelo Marcelo Koch (Blanched, Autopulso). A edição é por conta do selo Open Field/Peligro Discos, de São Paulo - o mesmo que lançou o disco do input_output, meu main project.
A entrada na festa custa R$ 10. Discos do Hotel e do input_output e edições do livro "Ambivalência" podem ser adquiridos por R$ 15. Cartões postais da exposição fotográfica Mínimo Intenso são para quem quiser pegar.

Douglas Dickel e o selo Open Field/Peligro lançam, neste sábado, 22 de setembro, o projeto Hotel e seu disco de estréia, "Térreo". A festa, que também comemora os aniversários dos então discotecadores Douglas e Tunnie, será no Circuito Bar (Lopo Gonçalves, 66, Cidade Baixa), às 21h. A entrada custa R$ 10.
Hotel é um projeto de improviso instrumental lançado em disco, com multiformações. A idéia surgiu quando Douglas e Yury Hermuche (FireFriend, Frank Poole), conscientes de suas sintonias musicais, decidiram fazer um som juntos. Yury veio de São Paulo a Porto Alegre, e o baixista Renan Stiegemeier (Andina, Farveste) e o baterista Marcelo Koch (Blanched, ElectroPulso) juntaram-se à dupla para a sessão de improviso.
A jam foi realizada no estúdio Live, em julho de 2006, utilizando cinco horas de gravação. O resultado foi mixado e masterizado pelo próprio Douglas e acabou por se tornar o primeiro disco de uma série do projeto batizado de Hotel. As referências do "Térreo" são indie rock, guitar noise, post-rock, experimental, space rock, minimalismo e psicodelismo britânico.
Quem abraçou a idéia foi o selo Open Field/Peligro, que já havia lançado o disco de estréia do input_output e vai adicionar os registros do Hotel ao seu crescente catálogo. Os discos podem ser encontrados na festa ou encomendados pelo site da Peligro, por R$ 15.
Inspirado nas Desert Sessions, do Josh Homme, guitarrista dos Queens Of The Stone Age, esse projeto terá como título de cada disco os andares de um hotel, e a sessão de gravação será sempre num domingo, começando às oito da manhã. O alicerce do 'Segundo andar' já foi construído, reunindo o baixista Leonardo Brawl (Fruet & Os Cozinheiros, Proveitosa Prática), o baterista Rodrigo Souto (Andina) e o guitarrista e texturizador Mateus D'Almeida (Andina, Farveste).
Discotecagem: Douglas é explorador obsessivo na pesquisa ininterrupta de artistas importantes e lançamentos figuráveis na lista dos melhores discos do ano, gerenciando isso tudo em 300 Gb de HD. Dessa forma, ele tocará, na festa, algumas das melhores músicas de 2007 e de todos os anos, com ênfase nos trabalhos mais recentes dos artistas. Gêneros? Indie, pop, post-rock, punk e post-punk e new wave, trip hop e electronica experimental, alt-country e neo-folk.
Douglas Dickel comemora seus 30 anos FORA DA CASINHA
& lançamento do primeiro disco do projeto HOTEL
Chegou o meu aniversário desse redondo número e quero registrá-lo comemorando com vocês, meus amigos, escolhendo músicas para vocês ouvirem, conhecerem e dançarem. Ao mesmo tempo, estará sendo lançado o disco "Térreo", do Hotel. E, ainda por cima, a Tunnie, minha namorada, também aproveita e comemora antecipadamente o aniversário dela. Neste sábado, 22 de setembro, às 21h em ponto, no Circuito Bar, cujo endereço é rua Lopo Gonçalves, 66, Cidade Baixa.
Discotecarei nos seguintes aspectos:
1. Melhores músicas dos melhores discos lançados este ano. Ex.: New Pornographers, Gogol Bordello, Animal Collective, Paul McCartney, Yeah Yeah Yeahs, Dan Deacon, Justice, Spoon, Suzanne Vega, Blonde Redhead, Yoko Ono com Peaches, Bright Eyes, OOIOO, Art Brut, Stars.
2. Melhores músicas enérgicas ou dançantes de todos os tempos. Ex.: Queens Of The Stone Age, Ramones, Nirvana, PJ Harvey, Chemical Brothers, Super Furry Animals, Prodigy, Foo Fighters, Sonic Youth, Arcade Fire, Flaming Lips, Grandaddy, Bob Dylan, Cibo Matto, Neil Young, T-Bone Burnett, dEUS, Frank Poole, Huey Lewis, Nine Inch Nails, R.E.M.
3. Melhores músicas climáticas ou experimentais dos últimos tempos. Ex.: Autechre, Massive Attack, Sparklehorse, Pan Sonic, Tortoise & Bonnie Prince Billy, Dntel, Radiohead, Oval, Feu Thérèse, Arab Strap, Depeche Mode, Beck, Björk, Ryoji Ikeda, Converge, Hermeto Pascoal, Angelo Badalamenti, Kraftwerk, Lavajato, Portishead.
4. Alguma coisa do Hotel.
Hotel é um projeto de improviso instrumental gravado para valer, com uma escalação de músicos que nunca existiu antes - e muito provavelmente nunca existirá depois. Algo semelhante ao Desert Sessions do Josh Homme (Queens Of The Stone Age). O primeiro disco da série, "Térreo", foi gravado por mim, pelo Yury Hermuche (FireFriend, Frank Poole), pelo Renan Stiegemeier (Andina, Farveste) e pelo Marcelo Koch (Blanched, Autopulso). A edição é por conta do selo Open Field/Peligro Discos, de São Paulo - o mesmo que lançou o disco do input_output, meu main project.
A entrada na festa custa R$ 10. Discos do Hotel e do input_output e edições do livro "Ambivalência" podem ser adquiridos por R$ 15. Cartões postais da exposição fotográfica Mínimo Intenso são para quem quiser pegar.
Douglas Dickel e o selo Open Field/Peligro lançam, neste sábado, 22 de setembro, o projeto Hotel e seu disco de estréia, "Térreo". A festa, que também comemora os aniversários dos então discotecadores Douglas e Tunnie, será no Circuito Bar (Lopo Gonçalves, 66, Cidade Baixa), às 21h. A entrada custa R$ 10.
Hotel é um projeto de improviso instrumental lançado em disco, com multiformações. A idéia surgiu quando Douglas e Yury Hermuche (FireFriend, Frank Poole), conscientes de suas sintonias musicais, decidiram fazer um som juntos. Yury veio de São Paulo a Porto Alegre, e o baixista Renan Stiegemeier (Andina, Farveste) e o baterista Marcelo Koch (Blanched, ElectroPulso) juntaram-se à dupla para a sessão de improviso.
A jam foi realizada no estúdio Live, em julho de 2006, utilizando cinco horas de gravação. O resultado foi mixado e masterizado pelo próprio Douglas e acabou por se tornar o primeiro disco de uma série do projeto batizado de Hotel. As referências do "Térreo" são indie rock, guitar noise, post-rock, experimental, space rock, minimalismo e psicodelismo britânico.
Quem abraçou a idéia foi o selo Open Field/Peligro, que já havia lançado o disco de estréia do input_output e vai adicionar os registros do Hotel ao seu crescente catálogo. Os discos podem ser encontrados na festa ou encomendados pelo site da Peligro, por R$ 15.
Inspirado nas Desert Sessions, do Josh Homme, guitarrista dos Queens Of The Stone Age, esse projeto terá como título de cada disco os andares de um hotel, e a sessão de gravação será sempre num domingo, começando às oito da manhã. O alicerce do 'Segundo andar' já foi construído, reunindo o baixista Leonardo Brawl (Fruet & Os Cozinheiros, Proveitosa Prática), o baterista Rodrigo Souto (Andina) e o guitarrista e texturizador Mateus D'Almeida (Andina, Farveste).
Discotecagem: Douglas é explorador obsessivo na pesquisa ininterrupta de artistas importantes e lançamentos figuráveis na lista dos melhores discos do ano, gerenciando isso tudo em 300 Gb de HD. Dessa forma, ele tocará, na festa, algumas das melhores músicas de 2007 e de todos os anos, com ênfase nos trabalhos mais recentes dos artistas. Gêneros? Indie, pop, post-rock, punk e post-punk e new wave, trip hop e electronica experimental, alt-country e neo-folk.
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Wander Wildner e Foo Fighters na verdade estão entre meus artistas preferidos, embora eu nunca tivesse me conscientizado disso, nem ouvido suficientemente o "punk brega chinelão". Wanderlei Luís Wildner e Dave Grohl são uns baitas (Semana Farroupilha) filhos da puta.
Hoje tive uma satisfação: levei o debut do Hotel para o professor de homestudio fazer uma avaliação rápida da mixagem, feita por mim no Cubase que ele está ensinando, mas quando eu não tinha nenhum conhecimento técnico, quando tudo o que eu tinha era o instinto. E ele gostou do som. Apontou um defeito objetivo e um subjetivo: o objetivo é que o baixo embola e não-define, às vezes; o subjetivo é que os instrumentos estão "espalhados pela sala" (na distribuição espacial de esquerda, direita, frente, trás e centro) sem uma ordem muito definida, e ele disse que poderia ser isso mesmo que eu queria fazer. Comentei que, em cada música, fiz uma distribuição diferente. Um pouco por desconhecer o padrão, outro por justamente dispor os sons de maneira instintiva, de acordo com a linha de cada instrumento para aquela música específica, de modo que ficasse tudo harmônico nos fones, tentando não embolar nada e não deixar nenhum dos "pontos cardeais" sobrecarregados ou vazios. Uma coisa positiva que ele apontou foi o som da bateria, que foi resultado da boa captação do Estúdio Live, das boas peças do Marcelo Koch e da equalização e do reverb que eu apliquei à faixa de áudio, na mixagem. O professor fala muito que o que importa para o aperfeiçoamento do misturador, como dizem os portugueses, é praticar muito e ouvir muita música. Bem, nessa segunda parte, eu já sou avançado. Lembrando que o lançamento desse 'Térreo' é neste sábado, às 21h, no Circuito.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Fui ao Gre-Nal. (Um a zero para o Grêmio foi igual a: sofremos apenas uma avalanche.) Como resultado estético, independente dos meios, atores e objetivos, um jogo de futebol no estádio aproxima-se bastante da catarse musical de input_output e Hotel. Os picos de ruído da torcida equivalem aos picos de catarse do Hotel e do fim dos shows do input_output LIVE. Os braços subindo diagonalmente sincronizados e formando ondas pela sincronia imperfeita equivalem a estruturas de arranjos e ondas de texturas sonoras. No entanto, por outro lado, nada pode ser mais o oposto da minha vida do que eu jogo de futebol no estádio. A única coisa importante é estar lá e dizer sem parar que torce para aquele time "até morrer"; puro exercício do instinto violento de confronto de tribos, dicotômico ao extremo; o grito de ordem não é "joga" ou "faz bonito", mas "quebra ele"; apesar de catárticos e mântricos, os cantos acabam enjoando, muito antes do fim do jogo, com a repetição; e eles são baseados em palavrões sem graça; não há respeito, nenhum respeito; e nenhum cérebro.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
A discotecagem de daqui a dois sábados já está pré-configurada. Dentro da casinha 117 x 39 fora da casinha. Dentro dessas 156 músicas estarão as minhas possibilidades de combinações. Não aceito pedidos. Eu penso na discotecagem como uma arte, a arte de ir combinando as emoções de músicas diferentes diante da reação das pessoas que estão dançando - ou apenas ouvindo, no caso de uma discotecagem virtual, aka coletânea ou mix tape. O dançante precisa confiar no disque-jóquei, e eu garanto diversão, dentro e fora.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Curso: O Processo Criativo / 2ª parte
Professor: Charles Watson
Data: 18 a 21 de outubro 2007
Duração: 20 horas
Local: Santander Cultural
Endereço: Rua 7 de setembro,1028
Horário: Quinta e Sexta – das 17h30 às 22h30
Sábado e Domingo – das 14h30 às 19h30
Informações: 51-81100118 com Flávio Gil
Inscrições: Loja do Margs – 51-3228 8533
Palavraria – 51- 3268 4260
Valor: 350 Reais
O Workshop é dirigido a todos que se interessam pelo processo criativo e para quem a geração de novas idéias se tornou fundamental, seja em nível profissional ou simplesmente pessoal. O curso parte dos seguintes tópicos:
Estratégias / Táticas
· Geração de alternativas
· Fragmentação
· Re-estruturamento
· Introdução do fator anárquico
· Formação da analogia
· Inversão
· Visualização
Professor: Charles Watson
Data: 18 a 21 de outubro 2007
Duração: 20 horas
Local: Santander Cultural
Endereço: Rua 7 de setembro,1028
Horário: Quinta e Sexta – das 17h30 às 22h30
Sábado e Domingo – das 14h30 às 19h30
Informações: 51-81100118 com Flávio Gil
Inscrições: Loja do Margs – 51-3228 8533
Palavraria – 51- 3268 4260
Valor: 350 Reais
O Workshop é dirigido a todos que se interessam pelo processo criativo e para quem a geração de novas idéias se tornou fundamental, seja em nível profissional ou simplesmente pessoal. O curso parte dos seguintes tópicos:
Estratégias / Táticas
· Geração de alternativas
· Fragmentação
· Re-estruturamento
· Introdução do fator anárquico
· Formação da analogia
· Inversão
· Visualização
Formação do 'Segundo andar', do Hotel, gravado em 2 de setembro de 2007. Foto por Tunnie. Da esquerda para a direita: Leonardo Brawl (Proveitosa Prática, Subtropicais, Fruet & Os Cozinheiros), eu, Mateus D'Almeida (Andina, Farveste, input_output LIVE) e Rodrigo Souto (Andina).
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Não dá para desperdiçar o capricho do acaso. Muito divertimento em jantares ótimos, risadas intermináveis, caçadas fotográficas, carinhos transcendentais, fruições de músicas e filmes, arrumações da casa, convivência com felinos, incentivos e reflexões mútuas dentro do samsara do eterno presente.
Mauro Belmiro:
Apresentando o alterego
alter ego/ [lat.] loc. subst. 1. um segundo eu; substituto perfeito. 2. grande amigo, pessoa em quem se pode confiar tanto quanto em si mesmo. 3. outro aspecto do próprio ego.
Este é o lugar de Mauro Belmiro, alterego virtual com pretensões literárias. Reflexo de mim, nele há o escuro e também o seu claro contrário, assim como o resto do que virtualmente posso. Vamos ver o que acontece.
SOMA ZERO
Nada significa nada.
Não importa o que se faça
Estoura - e afoga-se - manada.
(numa linguagem que você entende:
- qual a demanda
se o que se oferta
é inversamente?)
AQUI
Não há dicotomia
Entre noite e dia
Nem distinção
Entre sonho e vigília
(quaisquer hierarquias)
Somente um sol escuro
Do interior que brilha
E a tudo reconcilia.
DO DICIONÁRIO VIII
Queda: salto livre
Do chão que inexiste
Na direção dos deuses.
Apresentando o alterego
alter ego/ [lat.] loc. subst. 1. um segundo eu; substituto perfeito. 2. grande amigo, pessoa em quem se pode confiar tanto quanto em si mesmo. 3. outro aspecto do próprio ego.
Este é o lugar de Mauro Belmiro, alterego virtual com pretensões literárias. Reflexo de mim, nele há o escuro e também o seu claro contrário, assim como o resto do que virtualmente posso. Vamos ver o que acontece.
SOMA ZERO
Nada significa nada.
Não importa o que se faça
Estoura - e afoga-se - manada.
(numa linguagem que você entende:
- qual a demanda
se o que se oferta
é inversamente?)
AQUI
Não há dicotomia
Entre noite e dia
Nem distinção
Entre sonho e vigília
(quaisquer hierarquias)
Somente um sol escuro
Do interior que brilha
E a tudo reconcilia.
DO DICIONÁRIO VIII
Queda: salto livre
Do chão que inexiste
Na direção dos deuses.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
A NET veio. Mas estou desesperado com a umidade do apartamento. Tudo que é de papel está a perigo.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
"Wrongly pigeonholed at first as a Welsh Britpop band, the Super Furries have lived forever by comparison. They're still releasing albums at a steady clip while their erstwhile contemporaries have either fallen silent (Radiohead), gone on hiatus (Blur), turned to dogshit (Oasis), or gone on hiatus, turned to dogshit, and then reunited (the Verve). Including side projects, B-sides, and other extras, the SFA catalogue is sprawling but rewarding, topped only by Damon Albarn among UK artists from that earlier period (Jarvis Cocker isn't prolific enough). Not even devotees can hope to memorize every nuance. Some of the best bits are sung in Welsh!" (Pitchfork)
Mudar-se é violento. (Se faltar paciência, pule as partes em itálico.) Principalmente quando a mudança não é imposta por outro acontecimento, e é a primeira vez em que eu me mudo sem motivo de separação ou casamento. Eu me mudei porque está para vencer o contrato de aluguel do JK onde eu estava morando e eu e os gatos não queríamos permanecer no cubículo. Mudar-se é ser arrancado de sua base, de sua referência: a moradia é o ponto de partida de todo pensamento, é de onde partem todas as irradiações do ser. É ruim abandonar a sua paisagem diária e é difícil a adaptação à nova paisagem. Estou sofrendo tanto quanto os gatos para me sentir em casa na casa nova. Olho para eles e me vejo. Também é uma mudança crítica para mim porque é a mais precoce - passei apenas um ano no JK; eu havia passado três em São Leopoldo e quatro da Demétrio 56. Ordem da tortura: imobiliária, procurar apartamento, escolher apartamento, burocracia para sair, tira e empacota tudo o que estava acomodado, transportadora, arranha móveis e pisos e quebra coisas, limpeza e pintura, faz as adaptações necessárias no novo apartamento, arranha móveis e pisos e quebra coisas, escolhe a posição dos móveis, desempacota tudo, agenda transferência do telefone e da internet, espera e eles não vêm, eles vêm quando você está almoçando fora, reagenda e gasta todos os seus créditos de celular. Paro por aqui porque é neste ponto em que estou agora. Sem telefone e internet em casa, para agravar a sensação de desorientação. Ainda tenho que vender um roupeiro, levar uma cama para Estância Velha e trazer de lá um armário de cozinha e coisas que ficaram de fora do JK na mudança anterior. Limpar e pintar o apartamento velho, entregar as chaves, esperar vistoria, encerrar o contrato, resgatar a fiança. Comprar trilho para cortina (estou no térreo e a janela do meu quarto, única peça da casa com sol, dá para a calçada), roldana para a porta do box do chuveiro, tampas para ralos de uma pia e um tanque etc. JK atrofia. Lá eu tinha tudo ao alcance da mão (conforme eu escrevera aqui, há um ano), inclusive os gatos. Não sei quantas vezes eu fiquei sem saber onde estava minha carteira ou chaves, neste fim de semana. No JK, elas estavam ou na mesa, ou na mesa do computador. Já me flagrei, na casa nova, sentindo a distância de algo que eu queria pegar. Obviamente no fim das contas eu vou preferir e muito estar num apartamento de um quarto, mas é interessante ressaltar agora que, no fim das contas, o cubículo tinha suas vantagens. Hotel. A sessão de improviso do 'Segundo andar', domingo, foi completamente satisfatória, se não surpreendente. Agradeço ao Yury Hermuche por ter me feito pensar nesse projeto, que dá imensa satisfação para os músicos e tem dado satisfação aos poucos ouvintes que já tiveram acesso às músicas do 'Térreo' - que será lançado em 22/9 - ou às sobras de estúdio disponíveis no projetohotel.blogspot.com.
(A NET me driblou, por isso estou sem internet - e
telefone - até amanhã, se ela não me driblar
novamente. Então, a Tunnie se prontificou de publicar
escritos enviados a ela por e-mail. O próximo post foi
escrito ontem. Hoje eu tou melhor, por contraste com
um susto que eu tive, contraste com o que poderia ser
pior.)
telefone - até amanhã, se ela não me driblar
novamente. Então, a Tunnie se prontificou de publicar
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escrito ontem. Hoje eu tou melhor, por contraste com
um susto que eu tive, contraste com o que poderia ser
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