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terça-feira, 31 de maio de 2011

Mestre.



"Eu fui bem claro. Não mudo uma virgula do que falei. Em nenhum momento, houve alguma colocação errada de minha parte. Fui muito claro. E acho que a vida é assim. Quando entrei na Globo, eu era o único comentarista, depois chegou o Casagrande, o Caio, e não me senti desprestigiado. As empresas contratam para qualificar. O que estranho é a repercussão disso. Não vivo de fantasia. Talvez alguns de vocês tenham necessidade de viver de fantasia. Eu respeito todas opiniões contrárias à minha, mas acho que em nenhum momento houve desrespeito. O que marcou foi a repercussão de uma coisa óbvia, real. A gente está vivendo situações de acobertar tudo. Quando resolvi trabalhar como treinador, eu estava saindo de uma zona de conforto, sabendo que tudo isso poderia acontecer. Novidade para mim é a repercussão a uma coisa muito real. Imaginei que a maioria da imprensa estaria acostumada a isso. Parece-me uma coisa anormal. Sou treinador de um time do qual me orgulho muito. Tenho o maior respeito com os jogadores. Em nenhum momento houve falta de respeito com eles. Não vejo nenhum problema em o treinador dizer essas coisas. Vejo problema na hipocrisia. Nosso time é pior? Não, não é pior. Mas precisa de um número de jogadores para encarar o Brasileiro. O que me espanta é a repercussão. Se eu dissesse que não tem qualidade, teria que ser mandado embora no outro dia. A gente fantasia muito, vive de acobertar. Mas mantenho o que disse e assumo, como sempre fiz na minha vida. Minha conversa com os jogadores [depois da polêmica que envolveu sua declaração] foi muito simples. Disse o que falei, e já falei que seria uma semana difícil, com crítica em cima de crítica. Na segunda-feira, eu disse: aconteceu isso, isso e isso. Porque com certeza perguntariam a eles, e eu disse para falarem o que quisessem. Eu tive a preocupação de falar isso para eles. Eu não fantasio as coisas. O mundo é agora, é aqui." (Paulo Roberto Falcão)

"O que é a tal gangorra?!! Toda a turbulência no GRÊMIO foi abafada pela infeliz entrevista do treinador colorado! FALCÃO filosofa e foge do foco das perguntas." (Fabiano Baldasso)


Enquanto isso, o time do Inter é um time de pinogol.



Por que os jogadores indignados com a fala do #Falcão não provam EM CAMPO que são um grupo forte, então? Até segunda ordem, é um grupo fraco.

"Falcão disse o que os torcedores falam em casa, com os amigos, nos parques, nas mesas da melhor cerveja, nas arquibancadas do Beira-Rio. Com o grupo atual, não haverá bom Brasileiro, vaga na Liberadores ou o tão sonhado título nacional. O técnico foi claro e direto. Teve a coragem de dizer o que muitos pensam. Falou só a verdade. Quem tem medo da verdade no Beira-Rio? Os jogadores? Os dirigentes? A torcida? Acho inacreditável que as declarações de Falcão tenham afetado o sensível grupo do Inter. Não pode. A maioria, grande maioria, dos jogadores colorados é experiente e sabe o real significado da declaração do treinador. Nada contra o grupo, tudo a favor dos reforços, de um futuro melhor. Falcão ainda não conseguiu contratar um só jogador, trabalha com o grupo dos outros. Tem menos de dois meses no cargo. O atual grupo teve três técnicos em menos de um ano. Dois saíram reclamando da vontade dos jogadores, que dominam o vestiário do Inter, o que não é segredo. Falcão teve a coragem de enfrentar D'Alessandro. Não vejo D'Alessandro suando a camisa em todos os jogos do Inter. Você vê. Não discuto do seu bom futebol. Questiono apenas a sua dedicação. Quem não quer Falcão hoje? O vestiário? A torcida? Os dirigentes?" (Luiz Zini Pires)
"A necessidade mítica do homem ocidental exige a imagem de um mundo em evolução, que tenha um começo e um objetivo. O ocidental rejeita a imagem de um mundo que tenha um começo e um simples fim, da mesma forma que repele a representação de um ciclo estático eterno, fechado sobre si mesmo. O oriental, pelo contrário, parece poder tolerar essa idéia. Não há, evidentemente, consensus geral sobre qual seja a essência do mundo e os próprios astrônomos não puderam ainda chegar a um acordo a respeito desta questão. Ao homem do Ocidente o absurdo de um universo simplesmente estático é intolerável. É preciso pressupor-lhe um sentido. O oriental não tem necessidade alguma de tal pressuposto, pois que ele incorpora esse sentido. Enquanto o ocidental quer completar o sentido do mundo, o oriental esforça-se por realizar esse sentido no homem, despojando-se ele mesmo do mundo e da existência (Buda)." (JUNG, Carl Gustav.
Memórias, sonhos e reflexões.)


Apocalipse 12

1 Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.

2 Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.

3 Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.

4 Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.

5 Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.

6 A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.

7 Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.

8 Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.

9 Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.
Duas capas com @ transexual brasileir@ Lea T. - o beijo é na Kate Moss - e o trocadilho da manchete da Love é com o melhor disco dos Pulp.


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Jeremy Vilhena & Paulinho Davies

acordeão
[Do al. Akkordion, pelo fr. accordéon.]
Substantivo masculino.

1. Designação comum a diversos instrumentos de sopro de palheta livre, dotados de um fole pregueado que se comprime ou distende movimentando o ar, que, ao ser expelido, faz vibrar as lâminas metálicas das palhetas. [Cf. acordeona, fole, harmônica, realejo, concertina.]

2. Acordeão dotado de um ou dois teclados diatônicos (executados com a mão direita), de botões que correspondem às baixas cromáticas (executados com a mão esquerda), e de registros. [F. paral. (bras.): acordeom; sin. (bras.): sanfona.]





acorde
[Do fr. accord.]
Substantivo masculino.

1. Cântico, verso ou poesia, especialmente lírica.
2. Mús. Complexo sonoro resultante da emissão simultânea de três ou mais sons de frequência diferente. [Cf., nesta acepç.: agregação (5) e agregado sonoro.]
3. P. ext. Som musical.


accord
ac.cord
nm

1 acordo, assentimento, concordância, pacto, trato.
2 Mús. acorde.

terça-feira, 24 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011



Começamos a ver a segunda temporada do In Treatment, primeira que não é adaptação da série israelense, mas tudo a cargo de Rodrigo García - o filho do Gabo. No primeiro episódio, Paul Weston reencontra Mia, sua "antiga Laura", interpretada por Hope Davis, a terapeuta do filme 'Synecdoche'. Interessante haver essa Hope e haver a Miracle (Laurie), que faz a November em Dollhouse. Filhas de hippies... Paul Weston mudou-se de Baltimore para Nova York. Promete o tratamento do García.

Coral by input_output

domingo, 22 de maio de 2011

Kirsten levou a Palme D'Or pela sua interpretação em 'Melancholia', do Lars Von Trier, assim como Charlotte Gainsbourg, ano passado, por 'Anticristo' - ela que também participa da 'Melancolia' e que está com a barriga do tamanho de uma melancia. Lars tornou-se um grande diretor de mulheres. Apesar do eterno ódio de Björk e Nicole Kidman, Kirsten Dunst disse que ganhou em Lars Von Trier um amigo, mesmo ele falando de nazismo e de pornô com Dunst. O melhor filme no festival foi 'A árvore da vida', do Terrence Mallick ('Além da linha vermelha').


Lüger - Lüger (2011)



"Vai ser um filme pornô. Fizemos essa cena [em 'Melancolia'] em que a Kirsten insistiu que queria ficar nua. Falei 'OK, vamos colocar'. E agora ela quer mais. Mulheres são assim mesmo, elas querem um filme muito, muito mais pesado. Estou fazendo o meu melhor. Esse próximo filme vai ser resultado das minhas leituras sobre religião e sexo, e terá duas personagens centrais, a igreja católica romana e a ortodoxa. O fato de o planeta Terra estar sendo destruído não é algo tão alarmante, já que vamos todos morrer mesmo em algum ponto da vida. Me interessa o lado espiritual e sagrado. Vou explorar isso no pornô com Kirsten." (Lars Von Trier)

sábado, 21 de maio de 2011

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L

Nos últimos dois anos, estes foram os números de visitas desta morada virtual por país, mostrando apenas os 10 com maior número de visitantes.

Brasil 30.510
Portugal 3.967
Estados Unidos 3.882
Dinamarca 1.472
Polônia 814
Alemanha 603
Holanda 602
França 473
Rússia 371
Indonésia 286
3096 DIAS
Natascha Kampusch
(trechos)



As coisas não são totalmente pretas ou brancas. E ninguém é totalmente bom ou mau. Isso também vale para o sequestrador. Essas são palavras que as pessoas não gostam de ouvir de uma vítima de sequestro. Porque os conceitos de bem e mau já estão claramente definidos, conceitos que as pessoas querem aceitar para não perder o rumo em um mundo cheio de tons de cinza.

Quando falo sobre isso, posso ver a confusão e o repúdio no rosto de muitas pessoas que não estavam lá. A empatia que sentem pela minha história se congela e se transforma em negação. Pessoas que não têm ideia da complexidade do cativeiro me negam a capacidade de julgar minhas próprias experiências ao pronunciar três palavras: ‘Síndrome de Estocolmo’.

Síndrome de Estocolmo é um termo usado para descrever um fenômeno psicológico em que os reféns manifestam sentimentos positivos em relação aos sequestradores. Esses sentimentos fazem com que as vítimas simpatizem ou mesmo colaborem com os criminosos – isto é o que dizem os compêndios. Um diagnóstico classificatório que rejeito enfaticamente. Por mais simpático que pareça ser o uso do termo, seu efeito é terrível, pois transforma as vítimas em vítimas novamente, ao tirar delas a capacidade de interpretar a própria história e ao transformar as experiências mais significativas em produto de uma síndrome.

O termo aproxima de algo censurável o próprio comportamento que contribui significativamente para a sobrevivência da vítima. Aproximar-se do sequestrador não é uma doença. Criar um casulo de normalidade no âmbito de um crime não é uma síndrome. É justamente o oposto. É uma estratégia de sobrevivência em uma situação sem saída – e é muito mais verdadeiro que a ampla categorização dos criminosos como bestas sanguinolentas e das vítimas como cordeiros indefesos, na qual a sociedade quer se basear.

Eu nunca abriria mão da minha identidade. E me apresentei diante das câmeras com meu nome completo e sem disfarces, e ofereci um vislumbre do tempo do cativeiro. Mas, apesar da minha franqueza, os meios de comunicação não me deixavam em paz. Eram dezenas de manchetes, e especulações cada vez mais absurdas dominavam o noticiário. Parecia que a verdade terrível não era terrível o bastante, então eles acrescentavam coisas muito além do suportável, negando, com isso, minha autoridade como intérprete do que eu vivera. (...)

Fui percebendo que caíra em outra prisão. Centímetro a centímetro, as paredes que substituíram o cativeiro se tornaram visíveis. Eram mais sutis, construídas com o interesse público excessivo, que julgava cada movimento meu. Assim, coisas simples como pegar o metrô ou ir ao shopping em paz se tornaram impossíveis para mim. Acreditei que, ao satisfazer a curiosidade da mídia, seria capaz de retomar minha própria história. Só depois descobri que uma tentativa como essa nunca teria êxito. Nesse mundo que buscava por mim, a questão não era eu. Eu me tornara conhecida por causa de um crime terrível. O sequestrador estava morto – não havia um caso Priklopil. Eu era o caso: o caso Natascha Kampusch.

Depois da fuga, fiquei surpresa – não pelo fato de que eu, como vítima, fosse capaz de fazer essa diferenciação, mas de que a sociedade na qual entrara após meu cativeiro não permitisse a menor nuance. Como se eu não pudesse refletir de maneira alguma sobre a pessoa que fora a única em minha vida durante oito anos e meio. Não posso nem aludir ao fato de que preciso desse recurso para tentar superar o que aconteceu sem despertar incompreensão.

Ao mesmo tempo, percebi que, em certa medida, também idealizei a sociedade. Vivemos em um mundo em que as mulheres apanham e são incapazes de abandonar o homem que bate nelas, embora, em tese, a porta esteja aberta. Uma em cada quatro mulheres é vítima de violência extrema. Uma em cada duas mulheres sofre assédio sexual durante a vida. Esses crimes estão em toda parte e podem ocorrer atrás de qualquer porta do país, em qualquer dia, e talvez só provoquem um dar de ombros ou uma indignação superficial.

Nossa sociedade precisa de criminosos como Wolfgang Priklopil para dar um rosto ao mal e afastá-lo dela mesma. É preciso ver imagens desses porões para que não se vejam os muitos lares em que a violência ergue sua face burguesa e conformista. A sociedade usa as vítimas desses casos sensacionalistas, como o meu, para se despir da responsabilidade pelas muitas vítimas sem nome dos crimes praticados diariamente, vítimas que não recebem ajuda – mesmo quando pedem.

Crimes assim, como o que foi cometido contra mim, formam a estrutura austera, em branco e preto, das categorias de Bom e Mau nas quais a sociedade se baseia. O criminoso deve ser um monstro, para que possamos nos ver no lado dos bons. O crime deve ser acrescido de fantasias sadomasoquistas e orgias selvagens, até que seja tão extremo que não tenha mais nada a ver com nossa própria vida.

E a vítima deve ficar destruída e permanecer assim, para que a externalização do mal seja possível. A vítima que se recusa a assumir esse papel contradiz a visão simplista da sociedade. Ninguém quer ver isso, porque, caso contrário, as pessoas teriam de olhar para dentro de si mesmas.

quinta-feira, 19 de maio de 2011




Pablo Villaça:

Hoje você vai ler várias chamadas do tipo "Diretor Lars von Trier afirma ser nazista"; "Von Trier se identifica com Hitler"; "Von Trier arruína sua carreira"; e por aí afora. Estas manchetes irão até amanhã, quando os portais as substituirão por outras matérias igualmente sensacionalistas em busca de novos cliques e pageviews - e na próxima semana, ninguém mais falará sobre as declarações do cineasta, cuja carreira - adivinhem! - continuará a caminhar normalmente.

É isto que a imprensa faz: mastiga fatos e cospe polêmicas. Na era do ciclo de notícias 24 horas, que exige algo novo para atirar na cara do leitor/espectador a cada 60 minutos, qualquer fato que permita uma reinterpretação controversa assim será reescrito pelos jornalistas. É deprimente, repugnante, odioso, mas previsível.

Para início de conversa, qualquer um que compareça a uma coletiva de Lars von Trier já sabe que ouvirá afirmações potencialmente polêmicas. Isto já virou rotina para um diretor que, deprimido assumido, parece estar sempre na tênue fronteira entre a auto-destruição e a auto-promoção.

Dito isso, vejamos o que o cineasta realmente disse:

"A única coisa que posso dizer é que pensei ser judeu por um longo tempo e era muito feliz em ser judeu. Então conheci [a diretora judia] Susanne Bier e, de repente, não estava mais tão feliz em ser judeu. Isso foi uma piada. Desculpem. Mas acabou que eu não era judeu. Se eu fosse judeu, seria de segunda geração, mas, seja como for, eu realmente queria ser judeu - e então descobri que era nazista porque minha família era alemã. E isso também me trouxe certo prazer. Então, o que posso dizer? Eu entendo Hitler. Acho que ele fez coisas erradas, mas posso imaginá-lo sentado em seu bunker. Eu acho que entendo o cara. Ele não era o que poderíamos chamar de um bom sujeito, mas, sim, eu o entendo bastante e simpatizo com ele. Mas esperem aí! Eu não sou a favor da Segunda Guerra Mundial. E não sou contra judeus. Nem mesmo contra Susanne Bier. Sou a favor deles, mesmo que Israel seja um pé no saco. Como escapo desta última frase? Tá bom, eu sou nazista".




Inácio Araújo:

Assisti ao vídeo inteiro da conferência de imprensa de Lars von Trier em Cannes. Von Trier nazista? Admirador da estética nazista? De Albert Speer? Só quem não viu filme dele pode levar isso a sério. Se estivesse no nazismo e ele fizesse um filme com a câmera balançando daquele jeito ia se entender com a Gestapo direto. E que maluquice é essa do Festival exigir desculpas dele? Está certo, o tempo todo ele sacaneou a imprensa. Sacaneou as atrizes. Deixou a Kirsten Dunst envergonhada.

Enquanto se desenrolava a entrevista ele, visivelmente, bolava na sua cabeça um outro filme. Uma comédia, evidentemente. Dito isso, há uma outra coisa: Lars von Trier é um gênio da publicidade. Quando inventou o Dogma 95 havia uma enorme presença, quase um paredão que a indústria americana havia montado, não passava nada. Pois bem, ele inventou essa história e a Dinamarca se impôs ao mundo. Fez todos aqueles mandamentos, que aliás foram para o espaço já no primeiro filme...

Ele faz publicidade e gozação ao mesmo tempo. Acho que foi a última pergunta da entrevista, que já estava completamente maluca, o cara perguntou se ele achava que Melancholia era um blockbuster. Ele enrolou um pouco e depois disse algo como: acho que é, sim, sabe, nós, nazistas, gostamos de coisas grandiosas. Ah, que belo nazista foram me arrumar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

Eu não quero esfregar esse título na cara dos gremistas, mas na cara dos colorados que não acredita(ra)m em si mesmos.



Milagres e estilos
Juremir Machado da Silva

O Internacional é um time de pobres. Nós. Nunca terá convicções de gremista. São duas visões de mundo. O Grêmio é a cara do Rio Grande: arrogante, fanfarrão, pachola, varzeano e, por isso mesmo, capaz de se impor e de vencer em qualquer situação. O Inter, como qualquer pobre de caricatura está sempre meio envergonhado, vai logo dizendo, 'desculpe qualquer coisa', intimida-se com facilidade. Na casa dos ricos, tem medo de sujar o sofá. Como todo pobre complexado, quer jogar bonito, ganhar com elegância, mostrar boas maneiras. O Grêmio, como rico prepotente e seguro de si, não está nem aí para os bons modos: quer é resultado, a qualquer preço.

Ao ser roubado, contra o Corinthians, Tinga já levantou se explicando. O Inter discutiu durante três minutos e acatou a decisão do árbitro. Já em Recife, os jogadores do Grêmio peitaram e chutaram o juiz, criaram um clima terrível, condicionaram tudo e levaram varzeanamente o resultado. O pênalti deveria ter sido batido novamente, pois o goleiro gremista se adiantou. Mas o juiz já estava apavorado, louco para expulsar alguém do Náutico e se ajoelhar diante dos gremistas. Acho que Anderson cobrou a falta para ele mesmo na hora do seu gol impossível. Que importa? O Grêmio já tinha vencido a batalha da 'catimba'.

Existe um inconsciente esportivo. Quando o jogador chega ao Olímpico, assimila um passado de rico dono do mundo, de quem inventa o próprio marketing e o transforma em verdade. No Beira-Rio, o atleta vira um sonhador. O Inter, quando ganha, faz obra-prima, como em 1975 e 1976, ou algo inédito, como o campeonato invicto de 1979. Mas isso é raro e fora de moda, do 'tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça', como diria o filósofo Felipão. O Grêmio é um investidor neoliberal que não se preocupa com estética e, se compra quadro, é pelo valor de mercado. (...)

sábado, 14 de maio de 2011

Erotismo com pré-adolescentes no cinema.



Brooke Shields e Keith Carradine e Natalie Portman e Jean Reno

Sendo que Brooke interpretou Violet, uma prostituta de 12 anos.



Dois monges viajavam juntos por uma caminho lamacento. Chovia torrencialmente o que dificultava a caminhada. A certa altura tinham que atravessar um rio, cuja água lhes dava pela cintura. Na margem estava uma moça que parecia não saber o que fazer:

- Quero atravessar para o outro lado, mas tenho medo.

Então o monge mais velho carregou a moça às suas cavalitas para a outra margem. Horas depois, o monge mais novo não se conteve e perguntou:

- Nós, monges, não nos devemos aproximar das mulheres, especialmente se forem jovens e atraentes. É perigoso. Por que fez aquilo?

- Eu deixei a moça lá. Você ainda a está carregando?

sexta-feira, 13 de maio de 2011



"Gostei muito da conversa que tive com eles. Usei essa história da energia, que estava na matéria [da ZH que alega que existem incômodos, no elenco de jogadores, com a postura pouco vibrante do treinador], e eles ficaram extremamente revoltados, porque isso não aconteceu, não teve nenhuma reclamação. Gostei, porque foi uma conversa olho no olho. É uma barbada se esconder atrás de fontes. Certamente, isso vai servir para motivar ainda mais o grupo. A crítica faz parte, o elogio faz parte. Mas há coisas predeterminadas, e elas incomodam. Tenho mais de 40 anos de futebol, com mais de 20 anos como imprensa. Tenho um feedback interessante das coisas. Já estive do lado de vocês, e vocês nunca estiveram do lado em que estou agora. Minha crítica à crítica é que se dizia, antes do Peñarol, que aquilo que o treinador tinha trazido, de ser mais calmo, era positivo. Aí perde e passa a ser defeito. Isso eu não gosto. Aí não é crítica. São outros interesses. E não sei quais são, então não posso falar." (Paulo Roberto Falcão)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

terça-feira, 10 de maio de 2011



BaldassoBand Alguém já viu o WINK, lateral direito do INTER e da SELEÇÃO BRASILEIRA SUB17? Coloquem AGORA no time titular. Tem 17 anos.

douglasdickel Tem que ser um Wink pra quebrar a maldição do Luiz Carlos Winck.

Assediado pelo futebol europeu e um dos destaques da brasileira sub-17, o lateral-direito Cláudio Winck, 17 anos, sobrinho do ex-lateral-direito e capitão colorado Luís Carlos Winck, é dono de 1m84cm de altura.

"Poderíamos perguntar como reagiríamos se comandos iraquianos aterrisassem na mansão de George W. Bush, o assassinassem e lançassem seu corpo no Atlântico. Sem deixar dúvidas, seus crimes excederam em muito os que Bin Laden cometeu, e não é um 'suspeito', mas sim, indiscutivelmente, o sujeito que 'tomou as decisões', quem deu as ordens de cometer o 'supremo crime internacional, que difere só de outros crimes de guerra porque contém em si o mal acumulado do conjunto' (citando o Tribunal de Nuremberg). Há também mais coisas a dizer sobre a 'doutrina Bush', de que as sociedades que recebem e protegem terroristas são tão culpadas como os próprios terroristas, e que é preciso tratá-las da mesma maneira. Parece que ninguém se deu conta de que Bush estava, ao pronunciar aquilo, conclamando a invadirem, destruírem os Estados Unidos e assassinarem seu presidente criminoso." (Noam Chomsky)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mollono.Bass - My hidden playground EP, part 1 (2011)



Asthmatic Kitty was named after Sara, a voluptuous orange and white longhair who wandered out of the woods in 1995, pregnant, starving, and afflicted with various parasites and ailments, including feline asthma. Although she still wheezes a bit, especially when being chased by her sister Tabby, Sara today enjoys a healthy and happy life of luxury. Cast-off animals make the best pets!



Sara, for fourteen years a beloved friend and the inspiration for our label name, left this world on December 23rd, 2008, after six weeks of declining health. She was fifteen or sixteen years old. We can’t know if it’s true that when we die, all the pets we’ve had in our life will come running to see us, but I'd like it to be, because I'd dearly love to see Sara again.
Primeiro transplante total de rosto: nariz, lábios, pele, músculos e nervos de um doador morto, não identificado.

Substituição no time da Al-Qaeda: sai 1, Osama Bin Laden; entra 2, Ayman al Zawahiri.

Meia-lua pra frente e soco no joystick, domingo que vem, please, Dami-Ken!

In Heaven Everything Is Fine from David Lynch on Vimeo.