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terça-feira, 24 de junho de 2008

Encontrei isto no meu laptop, num arquivo do Bloco de Notas, e eu não sei se eu já havia colado aqui ou não: "Perfeição é harmonia entre qualidades e DEFEITOS, inexistindo qualquer juízo maniqueísta. No dicionário, a idéia de perfeição está ligada à idéia de completude. A falsa perfeição, a Perfeição George Lucas Pós Retorno De Jedi, em pessoas não existe (nem de modo falso) e só serve pra destruir (como contrário de construir), assim como os cupins estragam uma porta." É de 20 de julho de 2003. Na mesma pasta, encontrei este texto, que com certeza foi registrado aqui, mas vai de novo, até porque é a origem do título do primeiro disco do input_output: "Domingo, uma nostalgia manifestando-se plenamente em mim provocou algo indizível, uma espécie de transcendência única, uma experiência primeva na minha vida. Foi uma visita ao colégio onde eu estudei pelos dez anos mais importantes de formação da minha personalidade, do meu repertório de emoções e imaginações. Quando eu e o Muriel, que foi meu colega desde a terceira série, avistamos o pátio, da janela do corredor, as lágrimas tomaram os olhos e um arrepio absurdo tomou os póros dos braços. Pela visão em si e pela consciência de que abalos maiores ainda iriam acontecer em nós. Descer até o pátio foi mágico. Fui em direção a uma escada que lembrei que servia de assento para eu tomar o meu toddynho ou comer o meu pingo d'ouro. Sentei, sozinho, exatamente onde eu sentava, e então veio a tempestade cinematográfica interior: um choro desesperado, uma percepção devastadora. Eu me senti sendo eu naquele momento e sendo eu em todos os momentos anteriores em que estive sentado ali, naquele degrau. Tive a percepção de toda a minha existência. Dei-me conta de que eu sou um novo homem sem deixar de ser quem eu sempre fui. Todas as transformações ocorrem de acordo com as potencialidades da minha alma. Está tudo aqui dentro, é só puxar mais este lado ou mais aquele outro. Posso eu mesmo puxar; pode outra pessoa puxar. Chorei pela impotência de não poder voltar mais àquele meu tamanho que fazia tudo parecer maior do que hoje parece. Chorei de felicidade por eu ter feito o meu caminho, e não há nada mais bonito do que fazer o próprio caminho. Chorei por eu ainda ser aquele menino, ainda sentar e caminhar e me mexer do mesmo jeitinho. Chorei por todos os temporais e por todos os sóis, e principalmente pelo sol que agora me ilumina. O choro foi convulsivo mesmo, extasiante. Levantei com os olhos inchados e vermelhos e caminhei por todos as escadas e trilhas daquele colégio, reconhecendo cada detalhe, de cada ângulo. Eu lembrei exatamente de todos os cantos. Que coisa louca! Estava escurecendo. Eu, o Muriel, o Suzin e o Pituca, os quatro visitantes, fomos até a sala onde fizemos o terceiro ano. Puta que pariu. Sentei na minha classe e lembrei onde sentava cada colega meu. Havia dois espelhos de classe na parede da sala: o da turma da manhã e o da turma da tarde, ambas de sexta série. Escrevi no quadro-negro: Juliana e Augusto: eu sentava no lugar de vocês em 1993. douglasdickel@..." O arquivo é de 2 de junho de 2003.

domingo, 22 de junho de 2008



Em tempo: vocês viram que maluca vai ser a segunda-feira, amanhã? É isso mesmo que está aqui em cima: Mundo Livre S/A no Opinião. (Obs.: A abreviação correta para Sociedade Anônima é S.A., mas a banda usa o popular S/A.)


(visualização maior do cartaz)


PRIMEIRO POPULAR PORTO ALEGRE DE RUÍDO & LITERATURA VOLUME III


28/06 - SÁBADO - OX/OCIDENTE

17 horas – Mesa: LITERATURA, TELA & PALCO

Fabrício Carpinejar (RS)
Mário Bortolotto (SP)
Rogério Skylab (RJ)
Roger Lerina (Mediador)

19 horas – Sessão de autógrafos

Mário Bortolotto
Rogério Skylab

20 horas – Primeiro Popular Porto Alegre VOL. II

Ana Paula de Freitas
Antônio Xerxenesky & Sérgio Kalil
Ariela Boaventura
Ben Berardi
Cardoso
Cíntia Moscovich
Douglas Dickel
Eduardo Branca
Fapo e os Humanóides
Fabio Zimbres
Gilson Vargas
Julio Reny
Laura Leiner
Lavanderia Psicodélica de Charlie Chan
Leo Felipe & Murilo Biff
Marcelo Noah
Mário Bortolotto
Nenung
Os PoETs
Rogério Skylab

Durante o evento - Exposição e bancas de venda

Palavraria
Não Editora
Jornal Vaia
Galeria Adesivo
Casa Verde Editora


29/06 - DOMINGO - OCIDENTE

16 horas – Mesa: MAS O QUE É A NOVA LITERATURA?

Carlos André Moreira (Zero Hora)
Fernando Ramos (Jornal Vaia)
Jimi Joe (Unisinos FM)
Leo Felipe (Editora Idéias a Granel)
Luiz Maurício Azevedo (Editora Bipolar)
Samir Machado de Machado (Não Editora)

20 horas – Primeiro Popular Porto Alegre VOL. III

Antônio Carlos Falcão
Cardoso
Carlo Pianta
Carlos Ferreira
Carol Bensimon
Claudia Barbisan
Daniel Pellizzari
Dedé Ribeiro
Fabrício Carpinejar
Frank Jorge
Júlio Conte
Laura Leiner
Mário Bortolotto
Nei Lisboa
Patsy Cecato
Paulo Seben
Pedro Gonzaga
Rafael Ferreti
Rogério Skylab
Tom Enola


Festa de encerramento: show com a banda Justine
Patrocínio: Palavraria, Master Hotéis, Bar Ocidente
Apoio: Ipanema FM, Loop Reclame, OSSIP, Zelig Bar, Muffuletta
Para maiores informações: pscott@terra.com.br
Depois de passados três meses de audições, 'Third', do Portishead, apresenta-se a mim como o disco mais importante da música desde 'Nevermind' (17 anos) e 'OK computer' (11 anos) - e como o disco mais importante para a ousadia na música desde 'Kid A' (8 anos). Na primeira audição, ele me impressionou, mas eu não o exaltei muito. Na segunda, achei que não era tão impressionante. Nas seguintes, fui consolidando essa opinião que acabo de registrar aqui. Esse fenômeno chamado 'Third' confirma a fato de que é preciso ouvir muitas vezes um disco quebra-expectativas para que se perceba a sua qualidade e gera pensamentos interessante. Um disco lançado no 14º ano de carreira do Portishead é o terceiro da sua discografia. Foi uma evolução silenciosa de 11 anos. Seus dois discos anteriores são muito bons, mas não tão heróicos quanto esse. Eu lembrei da minha resistência ao 'Kid A', na época de seu lançamento, quando li a seguinte resenha do Danilo Fantinel, em março, no blog (
Volume
:

"Você sabe, é só procurar e baixar... e ver que este 'Third' é inferior ao material anterior da banda de Bristol. Os quase 11 anos de intervalo em gravações inéditas não fizeram bem ao trio. Portishead 2008 segue denso e melancólico, mas está sonoramente mais pobre e um tanto quanto perdido. O que antes era visivelmente autoral, refinado e genial agora se mostra confuso e deficiente. (...) As programações de Geoff Barrow parecem fracas e desconexas. O resultado final parece um álbum de uma banda menor, uma espécie de cópia da cópia do trio Portishead safra anos 90."

Comentei no post dele:

Nome: Douglas Dickel
Cidade: Porto Alegre
Estado: RS
Data: Quinta-feira, 13/03/2008 às 16h21min

"Duas questões. 1. Quantas vezes tu ouviu o disco antes de escrever isto? É perigoso dar uma opinião assim de um disco que é uma guinada na carreira. Todo mundo meteu pau no 'Kid A' do Radiohead e no 'White chalk' da PJ Harvey, mas ambos são discos magistrais. Mas, se tu já ouviu muitas vezes, OK. 2. Pobre seria depois de 11 anos uma banda voltar como era antes. Seria no mínimo falso, porque as pessoas vão se transformando o tempo todo. Por que a música, reflexo da pessoa, não acompanharia isso?"

Um mês depois, Diego De Carli, para o mesmo blog, resenhou um show do Portishead:

"Threads, música que encerra o novo álbum, já na versão de estúdio causa arrepios em quem ouve. Quando ao vivo, e cantada aos berros por uma aparentemente frágil mulher, é capaz de levar o mais inabalável dos espectadores aos prantos. (...) Se fechar os olhos e ouvir os álbuns de 1994 e 1997, de cabo a rabo, já eram uma agradável viagem pelos vales do leve desespero, 'Third' leva à outra dimensão. Que perdoem os saudosistas, mas a banda está na sua melhor forma. Para ilustrar o momento, um dos melhores exemplos da nova safra é 'Plastic'. São 3 minutos e 33 segundos de música que te quebra as pernas – ou o que sobraram delas após ouvir 'Silence'. Quase um orgasmo. Um estranho orgasmo, como não poderia deixar de ser. O que se viu em Milão, mais do que se pode ouvir em 'Third', foi uma sessão de experimentalismo maduro, consciente e corajoso. A seleção de 'Machine gun' como música de apresentação do último álbum já deixa claro quem é e onde quer chegar o novo Portishead. (...) Antes ouvir as batidas difíceis, hipnotizantes e quase irritantes de 'Machine gun' do que ser tentado com uma variação simples e preguiçosa de 'Glory box'. Felizmente, o caminho mais fácil não parece ser exatamente uma opção para Beth Gibbons e companhia – alguém lembra do lançamento de 'Kid A', do Radiohead, em 2000? No fundo, o Portishead ainda tem 'Glory box'."

Bravo. E, para confirmar a conexão das cabeças Radio e Portis, eis este vídeo do Thom Yorke e do Jonny Greenwood tocando 'The rip'.


(A escocesa) KT Tunstall toca no dia 17 de outubro em Porto Alegre - o local e o preço ainda não foram divulgados. Vou certo. E os Nine Inch Nails estão previstos para o mesmo mês de outubro, provavelmente para o Pepsi On Stage, e mesmo assim não sei cabem ali as 25 toneladas de equipamento que eles trouxeram para o Claro Q É Rock.

São Paulo recebe, no espaço cultural Studio SP: em julho, Conor Oberst (não com os Bright Eyes, mas com a The Mystic Valley Band); em setembro, Bill Callahan (agora não se chamando mais de Smog); e, em novembro, Bonnie Prince Billy (também conhecido como Will Oldham). Não sei se vou a algum deles.
A vida é doce
(Lobão)

C#m...................................Gm
Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
...............Gm5-............................Gm
Seu último vestígio, no território, da sua presença

Impregnando tudo tudo que
........Cm5
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
......Gm
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
.....Gm5-....................................Gm...Cm5
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
..................................Gm
Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
...............Gm5-............................Gm
Seu último vestígio, no território, da sua presença

Impregnando tudo tudo que
........Cm5
Eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
......Gm
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
.....Gm5-....................................Gm...Cm5
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
....................................G/B...........Am
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
...............................Em
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
...............................C
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
.......G/B.......................Am
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
........Em................C
Tão depressa, tão depressa
....................................G/B...........Am
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
..............................Em
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
...............................C
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
.......G/B........................Am........................G...Cm5
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
..........................Gm...Cm5
A vida é doce, depressa demais.

E de repente o telefone toca e é você
..........Gm................................Gm5-
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
............................Gm
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
........Cm5...................Gm..............................Gm5-
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
.............................Gm
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
.......Cm5
E de repente o telefone toca e é você
..........Gm.................................Gm5-
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
.............................Gm
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
.......Cm5....................Gm.............................Gm5-
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
..............................Gm
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
......Cm5
Me perdoa, a vida é doce
......G/B
Me perdoa, a vida é doce
.......Am..................Em...Cm5
Me perdoa, me perdoa, me perdoa
....................................G/B..........Am
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
...............................Em
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
...............................C
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
.......G/B........................Am
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
......................Em...C
Tão depressa, tão depressa
....................................G/B...........Am
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
...............................Em
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
...............................C
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
.......G/B.......................Am.........................G...Cm5
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
..........................Gm...Cm5
A vida é doce, depressa demais

quinta-feira, 19 de junho de 2008



E esta é a capa do vindouro novo LP do Mogwai. E diz a Pitchfork que é decepcionante; eu digo que é genial - totalmente Mogwai!
Estou lendo o primeiro romance do psicanalista e colunista da Folha de S. Paulo Contardo Calligaris, chamado 'O conto do amor'. Ganhei-o de presente da minha garota. O livro começa dando a entender que o Contardo é de fato um simples estreante na literatura. No entanto, lá pela metade do livro, a coisa esquenta e o talento literário dele aparece como supresa. A inteligência já demonstrada em suas crônicas alia-se a uma imaginação que tem a ver com a profissão dele, e ambas resultam numa obra interessante, num ótimo resultado para um risco que ele correu a fim de satisfazer seu sonho de contar história. O personagem protagonista, seu alter-ego, investiga os diários do pai para saber por que, antes de morrer, ele lhe confessou que era a reencarnação do ajudante de um pintor renascentista. A seguir, um belo trecho dessa busca.

"Voltei à leitura dos diários. (...) Algumas pérolas me recompensavam pelo esforço. No inverno de 1944: 'Montanhas da Grigna. Não sei se sairemos vivos daqui. Pelo que tudo indica, ganharemos, os aliados já estão chegando. Mas ganharemos mortos. Só gostaria que quem contasse nossa história, depois, não nos tornasse melhores do que somos ou éramos, sei lá. O frio, a sujeira e a fome são pouca coisa comparados com este fato estranho: já não sei bem por que estou aqui. Na ação, o sentido se perde. O sentido se mantém mais facilmente nos sonhos.' Depois da libertação: '18 de maio de 1945. Tenho nojo da vingança de quem ganhou. Éramos melhores só antes de ganhar.'"

quarta-feira, 18 de junho de 2008

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Blog de Um Post Só: mais um empreendimento do Umbigo Group. Eu e mais 99 pessoas seremos, todo dia, um Mortimer Só, no sempre mesmo post. Se alguém quiser, pode brincar de adivinhar o que foi contribuição minha ali.
Li um trecho do grande Erich Fromm que diz mais ou menos o seguinte: que preocupação com a imagem, ambição e ansiedade fazem com que o indivíduo não consiga enxergar o outro, a outra pessoa - e que, somente quando se livra do ventre e dos laços familiares, o sujeito torna-se realmente um indivíduo, que até então ele é "somente uma gota de água na crista de uma onda". Grande Fromm.

domingo, 15 de junho de 2008



Gostei do Tite. Ouvi uma entrevista com ele hoje no Balanço Final da Rádio Gaúcha - agora sintonizada também nos 93.7 FM, o que é uma revolução. O cara é inteligente, sensato e destemido. O Abel já estava apodrecendo, junto com o Fernandão e o Iarley. Que venha o novo Inter. Quanto à Seleção Brasileira, não sei o que escrever. Que venha o time pré-olímpico. Ou que venha um técnico que injete ânimo e confiança. A falta dessas duas coisas era exatamente o que estava deixando o Inter apático. Adorei o Tite - e até fiz uma placa para o estádio Beira-Rio com isso escrito, é só olhar o fundo da foto acima.
Figueroa. Falcão. Fernando Carvalho. Fernandão.


'Efter brylluppet' ('Depois do casamento') é um ótimo filme dinamarquês, dirigido por Susanne Bier e lançado em 2006. Os pontos fracos estão: 1) na trilha sonora, que não se salva, mesmo utilizando uma música do Sigur Rós no início e no fim do filme, pelo contrário, a música parece um tapa-buraco ali; 2) e alguns recursos desnecessários, como os flashes das crianças na Índia. E os pontos fortes estão: 1) nas surpresas do enredo, apesar de algumas coincidências exageradas; 2) e na ótima atuação do elenco, principalmente das bonitas atrizes Sidse Babett Knudsen e Stine Fischer Christensen (foto).

sábado, 14 de junho de 2008



Além do LP 'The hawk is howling', o Mogwai lança em breve o EP 'Batcat', cuja capa é a que está aqui acima.


Volta e meia o Flickr Kozyndan apresenta belas fotos, mas esta aqui acima foi a melhor de todas até hoje.
Peligro Discos
Informativo #89
11/06/2007

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== Mais Vendidos ==

Maio

01. Battles "Mirrored" (Warp)
02. Constantina "Jaburu" (Open Field / Peligro)
03. Constantina "Constantina" (Le Petit Chambre)
04. Stephen Malkmus "Face the Truth" (Ultrapop)
05. Blanched "Avalanched" (Open Field / Peligro)
06. Calexico "Garden Ruin" (Quarterstick)
07. Colorir "A Clínica do Olho" (Open Field / Peligro)
08. V/A "Acquired Taste" (Sub Pop)
09. Pan&Tone "Estéreo Tipo ou Panorâmico Tonal" (Open Field / Peligro)
10. V/A "Não Wave" (Man)

quinta-feira, 5 de junho de 2008




Exposição APROPRIAÇÕES CONTEMPORÂNEAS
Fundação Ecarta
Av. João Pessoa, 943

ABERTURA
5 de junho
das 19h às 21h

VISITAÇÃO
6 de junho a 6 de julho

"Temos a satisfação de apresentar a obra de dois jovens mestres em Poéticas Visuais - Ricardo Mello e Fernanda Brauner Soares - que articulam suas produções baseados no princípio de apropriação de imagens. São artistas que estão plenamente inseridos nos processos contemporâneos de revitalização das imagens ao mesmo tempo em que se integram na tendência contemporânea de revitalização das técnicas artísticas." (Paulo Gomes, gerente artístico da Galeira Ecarta)
É claro que você sabe que eu comprei hoje este livro.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

1) Qual destas atrizes é a melhor na música?
2) Qual destas atrizes é a melhor como atriz?
3) Qual destas atrizes é a mais bonita?

a. ( ) Zooey Deschanel - 'Quase famosos', 'O mochileiro das galáxias', 'Prova de amor' - She & Him (com M. Ward)



b. ( ) Jena Malone - 'Donnie Darko', 'Na natureza selvagem', 'Desejo e reparação' - Jena Malone & Her Bloodstains



c. ( ) Scarlett Johansson - 'Encontros e desencontros', 'Ghost world', 'Match point' - Scarlett Johansson

Abaixo, uma questão primordial da vida, que surgiu hoje concomitantemente em Porto Alegre e Londres, no meu trabalho e em conversa por e-mail com o Muriel - de novo, a Teoria da Sincronicidade do Jung. Questão primordial da vida humana. E como. Quando eu me deparo com um grupo muito leve, muito diferente de mim, então eu me sinto um fungo de Plutão. Exemplos de grupos? Pessoas que não escolheram beber, que bebem porque não sabem. Pessoas que não suportam o peso, que fogem sempre que podem para a leveza. Pessoas que não encaram o peso que o Leminski encarou. "Quem nunca viu a ternura que sai do fio da lâmina samurai, esse nunca vai ser capaz." É estranho porque, no fim das contas, esse peso do Kundera - e do Parmênides e do Sartre e do Nietzsche - acaba trazendo mais liberdade do que a leveza, pelo menos segundo a minha noção de liberdade. Até porque, sendo pesado (e até a minha psiquiatra já me sentenciou isso), sou leve (e ouço isso não só de mim, como também dos mais íntimos).

"Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que idéia atroz! No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Isso fazia com que Nietzsche dissesse que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht). Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda sua esplêndida leveza. Mas, na verdade, será atroz o peso e bela a leveza? O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo, a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira. Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes. Então, o que escolher? O peso ou a leveza?" (KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Cap. 2.)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Curta experimental que tem músicas e poesias minhas será exibido dia 17, no Bourbon Country, seguido do interessante debate "A função narrativa do som no cinema".



1ª Mostra Curta-Circuito
Livraria Cultura

27 de maio / 19h30
Ficção

- Das 5 às 7 num país em Subdesenvolvimento, de Fabrício Cantanhede, Gabriel Cunha e Filipe Barros (PUCRS)
- Brainstorm Bar, de Pepe Medina e Felipe Thomé (UFRGS)
- Tabuleiro Incompleto, de Pedro Karam (UNISNOS)
Debate: "Roteiro: regra ou liberdade para a improvisação?"
Debatedores: Carlos Gerbase e Fatimarlei Lunardelli

03 de junho / 19h30
Não-ficção (documentário)

- Música Livre, de Bruno Carboni e Davi Pretto (PUCRS)
- Tarja Preta, de Luis Eduardo Gomes (UFRGS)
- João sem terra, de Teresa Trindade (UNISINOS)
Debate: "A função social do documentário".
Debatedores: Liliana Sulbach, Juan Zapata e Guilherme Castro.

10 de junho / 19h30
Animação

- Deste lado, Pederneiras, realizado por Arno Schuh, Edson Gandolfi, Carmel Silveira, Felipe Antoniolli, Joana Cavinatto e Marília Bressane (ANIME-SE FILMES)
- O barato do vovô, de Felipe Antoniolli (ULBRA)
- Tiro ao alvo, de Pedro Harres (UNISINOS)
Debate: "O mercado da animação no RS".
Debatedores: Frederico Pinto, José Maia, Luciana Druzina e Marta Machado.

17 de junho / 19h30
Experimental

- Anagrama, de Fernanda Severo e Jaqueline Debastiane (PUCRS)

- Dor de Cabeça, de Bruno Carboni e Davi Pretto (PUCRS)
- Jordão e Marina, de Henrique Hoffmeister e Josué Bochi (UFRGS)
- Ciclos, de Tiago Bello (UNISINOS)
Debate: "A função narrativa do som no cinema".
Debatedores: Cristiano Scherer, Kiko Ferraz, Cristiane Freitas e Maria Henriqueta Satt.

Evento: 1ª Mostra Curta-Circuito
Datas: 27 de maio, 03 de junho, 10 de junho e 17 de junho
Horário: 19h30min
Local: Auditório da Livraria Cultura (Shopping Bourbon Country)

ENTRADA FRANCA
Quer participar de uma exposição em Dublin?


Date: Wed, 28 May 2008 22:50:48 +0100
From: "Dennis McNulty"
Subject: Underground

Hi Douglas,
how are things with you?

I was wondering if you would be interested in sending this to your mailing list?
http://www.imagetextsound.com/underground.htm

It says the deadline is May 27th, but we've extended it. It's a project
a friend and I are working on - an exhibition called Underground, about how
independent music culture has changed over the last fifteen years or so.
http://www.myspace.com/undergroundexhibition

let me know what you think?
best,
Dennis.




Underground
............................................................................................................................................................

We'd like you to email us your response to any/all of the following:

1) Where do you listen to music?
2) Make an image that represents your music collection
3) What's your current playlist (artist, title, format)

We will include as many responses as possible in the publication which accompanies the exhibition. Your contribution will be credited to you, so please see notes below.

............................................................................................................................................................
images:
please email hi-res JPEG or hi-res PDF files only.
please use your name as the file name (eg. name-surname.jpg)
The publication will be printed 1 colour (black) only, but files can be supplied in colour.

text:
please attach a Word document or paste your text into the
body of your email. For attachments, please use your name as the file name (eg. name-surname.doc)

please send all emails to: underground@imagetextsound.com
deadline extended to Tuesday 03 June. Thanks for taking part!

............................................................................................................................................................
more info here: Underground MySpace


(Dennis McNulty é o artista irlandês que tocou no terraço do edifício Málaga em 2006.)