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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Se não me engano, eu estou comemorando 10 anos de "rock alternativo" em 2007. Se não me engano, foi no verão de 1997 que eu comprei o 'Mellon Collie...' e comecei a comprar a (então) Showbizz e ver a MTV. Faz 10 anos também que nasceu a Dolly, vi ontem no Fantástico. A Fani foi completamente idiota e burra não votando no Ayrton.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Também o ator Michael Pitt tem uma banda, a Pagoda, cujo primeiro disco está sendo lançado pelo Ecstatic Peace, selo do Thurston. Eis um MP3 oferecido pela Pitchfork.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

O próximo disco dos Queens Of The Stone Age chamar-se-á 'Era vulgaris' e está agendado para ser lançado em junho. Há rumores de que participarão Julian Casablancas, Trent Reznor, Mark Lanegan (de novo?) e o guitarrista do ZZ Top - aquela dupla de albinos cabeludos - Billy Gibbons.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Mais um furto descuido na minha carreira de furtado. Um filho da puta tirou meu talão de cheques, o protocolo do meu pedido de exoneração da PGE e um saquinho de rapaduras do bolso da minha mochila. Em troca, deixou um passe de idoso da Maria José Coimbra Chaves, 78 anos, de Canoas. É o cu do inferno.

A boa nova é que as minhas férias dos pêlos de gatos está com os dias contados. Parece que dia 12 eu começo a trabalhar em Porto Alegre. Foi bom trabalhar no Posto de Taquari, mas só. Hoje a minha paciência com caminhadas, mochilas e ônibus esgotou-se.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Acabei de ver, no youtube, o Bowie cantando com o Arcade Fire. Mas o Win Butler não o deixou cantar sozinho nenhuma vez, isso é deprimente, e só no final os dois fizeram vozes diferentes um do outro. A Heather Graham está na platéia.
É incrível ler um texto "com a voz" do seu escritor. Não me lembro quando comecei a fazer isso, talvez um pouco com o Joseph Campbell. As 'Crônicas', do Bod Dylan, eu já não consegui ler sem ouvir o tom de voz do cara em cada palavra. O livro do Galera, então, 'Até o dia em que o cão morreu', parecia estar sendo contado por ele, porque eu conheço bem o jeito de ele falar. Agora estou lendo 'A caverna', do José Saramago, e é muito bom ouvi-lo falando cada linha do texto. Eu chego a me emocionar, molhar os olhos até, vendo ele falando as coisas que ele escreve. Pude assimilar seu jeito de falar, e senti-lo como um amigo próximo inclusive (coisa que acontece com pessoas tão carismáticas e com quem eu me identifico tanto, como ele e o Campbell), no documentário 'Janela da alma', e talvez em alguma outra ocasião, como a transmissão da (matadora) palestra dele aqui no Fórum Social Mundial. O Saramago é sensacional.


"(...) Entre as barracas e os primeiros prédios da cidade, como uma terra-de-ninguém separando duas facções enfrentadas, há um largo espaço despejado de construções, porém, olhando com um pouco mais de atenção, percebe-se no solo uma rede entrecruzada de rastos de tratores, certos alisamentos que só podem ter sido causados por grandes pás mecânicas, essas implacáveis lâminas curvas que, sem dó nem piedade, levam tudo por diante, a casa antiga, a raiz nova, o muro que amparava, o lugar de uma sombra que nunca mais voltará a estar. No entanto, tal como sucede nas vidas, quando julgávamos que também nos tinham levado tudo por diante e depois reparamos que afinal nos ficara alguma coisa, igualmente aqui uns fragmentos dispersos, uns farrapos emporcalhados, uns restos de materiais de refugo, umas latas enferrujadas, umas tábuas apodrecidas, um plástico que o vento traz e leva, mostram-nos que este território havia estado ocupado antes pelos bairros de excluídos. (...)" (SARAMAGO, José. A caverna. 2000.)

"(...) Cipriano Algor aproximou-se da sepultura da mulher, três anos são já os que ela leva ali em baixo, três anos sem aparecer em parte nenhuma, nem na casa, nem na olaria, nem na cama, nem à sombra da amoreira-preta, nem sob o sol esbraseado da barreira, não voltou a sentar-se à mesa nem ao torno, não retira as cinzas caídas da grelha nem vira as peças que estão a secar, não descasca as batatas, não amassa o barro, não diz, Assim são as coisas, Cipriano, a vida não tem mais do que dois dias para dar, e tanta gente houve que só viveu dia e meio, e outros nem tanto, já vês que não nos podemos queixar. (...)" (SARAMAGO, José. A caverna. 2000.)

"(...) Lembra-se do que a mãe disse quando o Constante morreu, que nunca mais queria cães em casa, Lembro-me, sim, mas sou capaz de jurar que se ela estivesse viva não seria o teu pai quem estaria a levar este prato ao tal cão que ela não queria, respondeu Cipriano Algor, e saiu sem ter ouvido o murmúrio da filha, Talvez não esteja fora de razão. A chuva tinha voltado a cair, era o mesmo enganador chove-não-molha, a mesma poeirinha de água a bailar e a confundir as distâncias, incluso a figura alvacenta do forno parecia decidida a ir-se para outras paragens, e a furgoneta, essa, tinha mais o aspecto da carroça fantasma que de um veículo moderno de motor de explosão, ainda que não de modelo recente, como sabemos. Debaixo da amoreira-preta, a água escorregava das folhas em gotas grossas e esparsas, agora uma, outra depois, ao acaso, como se as leis da hidráulica e da dinâmica dos líquidos, ainda reinantes fora do precário guarda-chuva da árvore, não tivessem aplicação ali. (...)" (SARAMAGO, José. A caverna. 2000.)

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Quer comprar agora o disco da Björk que será lançado, na melhor das hipóteses (vide Pitchfork), daqui a 89 dias, o 'Totempole'? Clique aqui.
O Algernon Carrouters avisou-me, e ele estava certo: o xis estrogonofe "da frente da praça" de Taquari é lendário. Cheguei no Cachorrão do Jorjão ontem à tardinha e disse:

- Um amigo recomendou o xis estrogonofe então eu vim provar.
- Quem é?
- Felipe Dreher, ele mora em Porto Alegre.
- Tu também é de lá?
- Sim.

No cardápio, o preço de R$ 8 já prenunciava o que estava por vir: um xis tamanho padrão, ou seja, grande, com uma cobertura de três a quatro dedos, semelhante à cobertura de batatas fritas do xis do Cavanhas, só que, nesse caso, é de mais estrogonofe. Já não basta estrogonofe dentro, tem fora também. É uma montanha que parece um monte de vômito. Tentei vencê-lo. Fui indo (sic), fui indo, fui indo, mas não consegui. Sobrou um pedaço do tamanho de um cascalho grande, que comi hoje, como almoço, sucedido de um folhado de calabresa da padaria cujo nome agora eu não lembro. Eu deveria ter tirado uma foto. Mas aí ele iria perder o status de lenda. Então vá a Taquari. É lendário não tanto pela qualidade, pois é muita carne; se tivesse menos carne, o troço iria ser mais harmonioso. É lendário pela imagem quase epifânica.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

DA OBSERVAÇÃO
(Mario Quintana)

Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
teu mais amável e sutil recreio.
Bonde do Rolê desbanca input_output da terceira posição na lista dos discos nacionais mais vendidos na Peligro.