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terça-feira, 30 de abril de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Estão presos o secretário do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Carlos Niedersberg, de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia, e o ex-secretário Berfran Rosado. Geólogos, biólogos e contadores analisarão os dados apurados pela PF para quantificar os danos ambientais. Sumiram 33 praias do Rio Jacuí, 10 pontais e 42 mil árvores que vicejavam sobre algumas das suas enseadas. Os detidos foram divididos em duas celas da galeria do presídio destinada a pessoas com curso superior, a qual conta com 65 vagas. Antes de chegarem, havia 25 pessoas na ala, entre elas o bioquímico acusado de matar a mulher e o filho. Outros ajudam a matar o planeta.
“A obra na Beira-Rio diminuirá a área do Parque Gasômetro e a circulação de pedestres e bicicletas em nome de mais veículos no trânsito. Será um erro muito grave do qual nos arrependeremos em bem pouco tempo. (...) O próprio entendimento contemporâneo que exige ciclovias e transporte público de qualidade parece estar sendo percebido em Porto Alegre dentro da ideia de atender a um modismo, para acalmar ânimos e logo poder seguir construindo asfalto. Temos ciclovias com projetos técnicos de baixíssima qualidade e BRTs concebidas de arremedo." (Tiago Holzmann, presidente do IAB/RS, para o Sul21)
"A grande perda é que, ao se considerar tudo urgente, nada mais é urgente. Perde-se o sentido do que é prioritário em todas as dimensões do cotidiano. E viver é, de certo modo, um constante interrogar-se sobre o que é importante para cada um. Ou, dito de outro modo, uma constante interrogação sobre para quem e para o quê damos nosso tempo, já que tempo não é dinheiro, mas algo tremendamente mais valioso. Como disse o professor Antonio Candido, 'tempo é o tecido das nossas vidas'." (Eliane Brum)
domingo, 28 de abril de 2013
Dois expoentes de Portugal: Rita Lino & Peixe:avião
sábado, 27 de abril de 2013
"O tema da maioridade penal é um dos momentos em que o pensamento mágico se acasala com a demagogia. Os que propõem a redução da idade penal deveriam começar por explicar porque a curva de crimes violentos alcança seu pico entre 21 e 24 anos em todos os países, independentemente da idade penal. Ou seja: se o início da responsabilização penal contribuísse para reduzir as práticas delituosas, seria de se esperar, logicamente, que houvesse menos crimes a partir daquele ponto (18 anos no Brasil e na grande maioria dos países). O que ocorre é exatamente o inverso. Os crimes seguem aumentando após os 18 anos até um ponto entre os 21 e 24 anos quando, então, caem consistentemente." (Marcos Rolim)
"É este o ambiente retratado pela pesquisa recém-divulgada: os brasileiros se reconhecem como protagonistas das pequenas infrações, mas acreditam que a corrupção é praticada apenas pelos ocupantes do poder. Aí está o grande equívoco: o padrão ético de um país é sempre resultado do comportamento de cada indivíduo. E, quando a maioria dos cidadãos convive pacificamente com a irresponsabilidade, não há jeitinho que resolva."
Editorial
As árvores e a duplicação
27 de abril de 2013
A decisão final sobre a polêmica envolvendo a necessidade do corte de árvores para a duplicação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva _ obra considerada essencial para a Copa do Mundo em Porto Alegre _ ficará com o Judiciário, que deverá se pronunciar sobre o assunto nos próximos dias. Seja qual for o desfecho, porém, a lição que fica do impasse, mais uma vez, é o quanto o antagonismo em relação a alguns temas no Estado tende a contribuir para a paralisação ou mesmo para o atraso. É inacreditável que nem mesmo a importância de um empreendimento desse tipo e a urgência para uma definição sobre a continuidade dos trabalhos tenham sensibilizado as partes. (...)
Certamente, as necessidades impostas pelo crescimento urbano não deveriam implicar prejuízos de ordem ambiental. Mas, quando existe um conflito dessa natureza, a solução deve contemplar os interesses maiores da coletividade e não apenas grupos organizados, por mais nobre que seja a sua causa. Ninguém defende que aquela área importante da cidade se transforme apenas numa passagem de carros, desconsiderando as pessoas que frequentam o local. Por isso, uma eventual decisão favorável ao corte das árvores _ que parece o mais sensato, diante do inadiável desafio de promover a reforma urbana planejada _ tem como ser compensada pelo replantio e pela manutenção da área verde na cidade. O inadmissível é que a capital dos gaúchos se mostre incapaz de encontrar solução para questões que, daqui para a frente, tendem a ser cada vez mais corriqueiras.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O nosso grande problema é que Porto Alegre e, de forma geral o Brasil, não possui uma política ambiental consistente e lógica, e é por isso mesmo que surgem essas polêmicas. O bairro de Higienópolis, entre muitos, perdeu montes de árvores nos últimos 20 anos, inclusive muitas araucárias, que, teoricamente, não podem ser cortadas. Os jardins sumiram e foram substituídos por espigões. Hoje temos umidade, falta de insolação, falta de aeração, alagamentos e calor infernal no verão. E ruas superlotadas, que não foram projetadas para tal adensamento populacional e tal densidade de veículos. A III Perimetral liquidou com milhares de árvores, que foram substituídas por concreto. Hoje não se aguenta a poluição e a barulheira da dita via. Isso porque a política ambiental brasileira resume-se a “cartórios ambientais”, que emitem “licenças de corte”, sendo que se pode cortar tudo, desde que se pague. O que impera é o “progresso”, e não importa a que custo.
Continuemos assim, e vamos ter temporais cada vez mais devastadores. É o efeito “ilha de calor”, conhecido dos geógrafos, mas, aparentemente, desconhecido para os gestores públicos, que depois só sabem dizer que “choveu demais”. Porto Alegre terá verões cada vez mais insuportáveis devido ao ar cada vez mais quente e estagnado. É o preço de políticas burras, como o “aproveitamento da infraestrutura existente”, que desconsidera completamente as variáveis ambientais envolvidas. Só espero que depois não venham com a choradeira de costume, do “não sabíamos de nada!”
Mauricio Ribeiro
Empresário, Canela/RS
Jornal do Comércio
Vai ter All Tomorrow's Party no Brasil, e vai ter Built To Spill.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Stand up comedy by Miranda July
marcadores:
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performance
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Receita infalível e definitiva para ser diferente tudo igual.
Quero ser hipster! Como fazer parte da turma mais cool da décadaEles estão mais visíveis no cenário urbano do que nunca e tudo o que eles falam é tão cool que até dá vontade de fazer parte dessa tribo! Saiba como aqui!
Você com certeza conhece alguém que é hipster, mas, afinal, como definir essas pessoas de comportamento e estilo tão específicos? Antes de começar, vale dizer que o fenômeno não é novo. Há quem diga que ele começou nos anos 40 com o nascimento do jazz, outros que foi nos anos 50/60, mas fato é que nessa segunda década dos anos 2000 eles estão mais visíveis no cenário urbano do que nunca e tudo o que tocam (ou escutam, ou assistem) vira cool. Como o primeiro passo para ser hipster é não assumir o status, te contamos quais são os 15 passos que definem um hipster. Quer fazer parte dessa tribo urbana do momento? Aprenda como:
1. Use muito batom vermelho: Imprescindível durante as 24 horas do dia. Os lábios vermelhos serão sua identidade facial e o batom escarlate não pode faltar em sua bolsa.
2. Unhas vermelhas e descascadas também caem bem: Elas estarão em perfeita harmonia com os lábios, mas em uma versão descuidada, como se você tivesse feito as unhas há bastante tempo e não tivesse tempo de retocar o esmalte. “Sim, sempre pinto as unhas de vermelho por isso me esqueci que elas estão descascando”, esse é o espírito!
3. Top cropped: Ter pelo menos uma peça dessas é fundamental. Não, nada de usar como mostram os editoriais, mas combinado a jaquetas pesadas, calças pretas justas ou com partes de baixo surpreendentes. Uma camiseta podrinha cortada ou dobrada superserve!
4. Tatoos: É preciso ter pelo menos uma tatuagem visível com motivos bem fundamentados. Piercings também são bem-vindos, sobretudo os alargadores nas orelhas.
5. Armário vintage: usar roupas de brechó ou que tenham um certo quê de usado/desgastado é básico, tá?
6. Tenha um grupo de amigos hipsters: Hipsters sempre andam em grupo. No mínimo em dupla. Não tente ser o único em seu grupo - com certeza vai parecer freak.
7. Viva em um bairro hipster: Um bairro residencial não é hipstermente aceitável. O ideal é achar um loft ou uma casa nessas vilas esquecidas entre bairros basicamente residenciais. Pode levar sua turma de amigos para morar junto com você.
8. Franjinhas ou coques: Existem duas maneiras de arrumar o cabelo que são imprescindíveis para uma mulher hipster: franjinha bem reta como a de Zooey Deschanel ou coque bem alto, a la Lourdes Maria.
9. Faça chuva ou faça sol, use óculos: O acessório tem-que-ter dos hipsters é esse. Se eles forem um modelo vintage, ou tiverem a lente colorida, ou um formato inusitado, melhor ainda. Hastes grossas e aparentes são imprescindíveis, tá?
10. Lugares e comidas especiais: Bares com ares antigos, luz baixa e especializado em porções e cervejas são os lugares preferidos dos hipsters. Um passeio no campo com direito a algum quitute feito por eles também é uma boa pedida para o final de semana.
11. Amigo fiel: Ter um cachorro é importante também. Mas não um de pequeno porte - o ideal é ter um de raças como labrador, mas também pode ser um da moda, como os pugs.
12. Vá de bike: O meio de transporte oficial dos hipster é a bicicleta. É saudável, ecológico e permite ser visto pela cidade.
13. Gosto musical específico: A música é muito importante na vida de um hipster - que normalmente é bastante densa. Com certeza não será a mais popular ou o hit do verão.
14. Filmes alternativos: Hipsters adoram filmes independentes e de baixo custo, mas também não vale desprezar os blockbusters, estes serão vistos de brincadeira, para te fazer rir.
15. Instamania: Tudo é digno de passar por um dos maravilhosos filtros do Instagram, que te ensinam como a vida pode ser muito mais bonita - e muito mais hipster. É fundamental que aos finais de semana o brunch que está comendo para curar a ressaca seja fotografado, tá?
terça-feira, 23 de abril de 2013
Por acaso, Kim Gordon descobriu uma mensagem de texto e quis saber com Thurston se ele estava tendo um caso. Eles fizeram terapia de casal, mas ele continuava a ver a outra mulher. "Nós nunca chegamos ao ponto em que pudéssemos nos livrar dela, então eu tive que decidir o que eu iria fazer", diz Gordon. "Thurston estava carregando essa vida dupla. Ele estava como uma alma penada." Moore se mudou. Gordon ficou na casa e ouviu um monte de hip-hop. "Rap é muito bom quando você está traumatizada." (Elle)
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Pics You: Manhã gloriosa: O Mariano ainda estava na barriga ( vide post ) quando foi pré-agendado que eu o fotografaria logo após seu nascimento. E no dia que ele co...
Fotógrafa: Vânia Cris
Fotografados: Gabriela Bräscher, Emanuel e Mariano
Fotógrafa: Vânia Cris
Fotografados: Gabriela Bräscher, Emanuel e Mariano
sábado, 20 de abril de 2013
Bom uso do efeito chorus em 2012.
Pedro Verissimo - Fantasia triste
Pedro Verissimo - Fantasia triste
todos os felinos S2 caixas
quinta-feira, 18 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Thurston Moore canta Patti Smith
O dia em que os a lei natural dos índios revelou a artificialidade da "democracia" da "civilização" e quem tem motivos para sair correndo.
Aqui, Jornal Nacional.
Aqui, índios cantando.
Aqui, Jornal Nacional.
Aqui, índios cantando.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Você é mais bonita do que você pensa...
John Cleese e a criatividade:
Precisamos estar no modo aberto quando estamos ponderando sobre um problema — but! — quando uma solução aparece, precisamos mudar para o modo fechado a fim de implementar essa solução. Porque, uma vez que a decisão está tomada, nós só conseguimos ser eficientes se seguirmos em frente de forma decidida, sem a distração de dúvidas sobre se a decisão está correta ou não.
O mais extraordinário sobre a criatividade é que, se você apenas mantiver sua mente descansando do assunto, cedo ou tarde você receberá uma recompensa do seu inconsciente.
- Espaço (“Você não consegue brincar, e consequentemente ser creativo, se você está sob suas habituais pressões.”)
- Tempo (“Não basta criar espaço; você precisa criar seu espaço por um período determinado.”)
- Tempo (“Dê à sua mente o maior tempo possível para vir com alguma coisa original, e aprenda a tolerar o desconforto de ponderar tempo e indecisão.)
- Confiança (“Nada vai impedi-lo de ser criativo tão eficientemente quanto o medo de errar.”)
- Humor (“O principal sentido evolucionário do humor é que ele nos leva do modo fechado ao modo aberto mais rapidamente do que qualquer outra coisa.”)
Precisamos estar no modo aberto quando estamos ponderando sobre um problema — but! — quando uma solução aparece, precisamos mudar para o modo fechado a fim de implementar essa solução. Porque, uma vez que a decisão está tomada, nós só conseguimos ser eficientes se seguirmos em frente de forma decidida, sem a distração de dúvidas sobre se a decisão está correta ou não.
O mais extraordinário sobre a criatividade é que, se você apenas mantiver sua mente descansando do assunto, cedo ou tarde você receberá uma recompensa do seu inconsciente.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Os cientistas observaram, com base na leitura de ondas cerebrais [surgiu uma versão portátil do eletroencefalograma], que voluntários ficam mais calmos ao verem cenas da natureza. Os ambientes naturais evocam a "fascinação suave", um termo para a contemplação silenciosa, durante a qual o cérebro pode reiniciar os recursos sobrecarregados da atenção e reduzir a fadiga mental. (FSP)
sábado, 13 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Cure for pain: Morphine
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Eleanor Friedberger - Stare at the sun
sexta-feira, 5 de abril de 2013
"O potencial das crianças modernas tem duas propriedades: ele é genérico (ou seja, não é fundado em nenhuma observação específica, é uma espécie de a priori: criança tem grande potencial, em tudo) e ele deve dar seus frutos espontaneamente, sem esforço algum da parte da criança. Nossos rebentos são dotadíssimos para esporte, desenho, criação, música, ciência, estudo, línguas estrangeiras etc. E, se os resultados escolares forem péssimos, as crianças nunca são preguiçosas, elas só estão desperdiçando seu 'incrível potencial'. Há uma cumplicidade de todos ao redor dessa ideia. Os pais querem que as crianças sejam tudo o que eles não conseguiram ser na vida. Pior, eles querem que as crianças cumpram essa missão sem esforços, por milagre (o milagre do 'potencial')." (Contardo Calligaris)
"Um ingrediente que nos define: o conjunto das vidas que deixamos de viver - porque não foi possível, porque alguém nos impediu, porque ficamos com medo, porque escolhemos outro caminho, porque a sorte não quis. Algumas vidas não vividas são alternativas descartadas pela inércia da nossa história ou porque o desejo da gente é dividido, e escolher implica perder o que não escolhemos. Outras são acasos que não aconteceram (é possível passar pela vida sem encontrar ninguém ou encontrando muitos, mas todos na hora errada)." (Contardo Calligaris)
quinta-feira, 4 de abril de 2013
"Podemos respirar com o sofrimento: Inspirando, eu sei que eu estou sofrendo. Expirando, eu sorrio para meu sofrimento. Nós podemos muito bem fazer amizade com o nosso sofrimento, como parte de nosso esforço para transformá-lo. Se nós o reconhecermos e chamá-lo pelo seu nome verdadeiro, então podemos fazer as pazes com ele e não sofreremos tanto. Temos que produzir a paz em nós mesmos e reduzir o sofrimento em nós mesmos em primeiro lugar, porque nós representamos o mundo. Muitos de nós têm medo do mal-estar, e nossa tendência natural é tentar fugir dele. Isso se tornou um hábito coletivo. Há uma epidemia de medicar-se com álcool, drogas, sedativos e tranquilizantes para escapar do nosso sofrimento. Mas a Primeira Nobre Verdade sugere que devemos ficar e reconhecer o nosso sofrimento. Se não entendermos o sofrimento, não podemos entender a felicidade. A manipulação do sofrimento é uma arte. Se você sabe como lidar com sua dor, sua tristeza e seu medo, sabe como criar felicidade. A arte de criar felicidade e a arte de manipulação de sofrimento são a mesma coisa." (Thich Nhât Hanh)
Cientistas encontram portais no campo magnético da Terra
Portais, na ficção científica (e em jogos de computador), são passagens capazes de transportar você para pontos distantes no espaço e no tempo ou, ainda, para outra dimensão. Na vida real, não chegam a tanto, mas não deixam de ser um fenômeno surpreendente.
Em observações feitas recentemente por uma equipe da NASA, foram encontrados portais no campo magnético da Terra. “São locais onde o nosso campo magnético se conecta com o do sol, criando caminhos com mais de 150 milhões quilômetros de extensão”, explica o físico Jack Scudder, da Universidade de Iowa (EUA).
Esses portais magnéticos, também chamados de “Pontos-X”, abrem e fecham várias vezes por dia. Normalmente, estão localizados a dezenas de milhares de quilômetros da superfície terrestre, onde fortes ventos solares atingem o campo magnético do planeta.
A maioria deles é pequena e dura pouco, mas alguns são gigantescos e demoram para se fechar. Através deles, correm toneladas de partículas energéticas, aquecendo a atmosfera da Terra, causando tempestades magnéticas e auroras boreais.
Em 2014, a NASA planeja lançar naves para coletar informações e, assim, poder estudar o fenômeno. Encontrar portais não é fácil, já que eles abrem e fecham sem aviso e são invisíveis a olho nu. Ao analisar um projeto antigo, porém, Scudder descobriu uma forma de localizá-los.
No final da década de 90, a nave Polar da NASA passou anos na magnetosfera da Terra e encontrou vários Pontos-X/Portais durante a missão. Usando dados coletados por essa nave, é possível calibrar equipamentos que indiquem a presença das estranhas passagens magnéticas.
Portais, na ficção científica (e em jogos de computador), são passagens capazes de transportar você para pontos distantes no espaço e no tempo ou, ainda, para outra dimensão. Na vida real, não chegam a tanto, mas não deixam de ser um fenômeno surpreendente.
Em observações feitas recentemente por uma equipe da NASA, foram encontrados portais no campo magnético da Terra. “São locais onde o nosso campo magnético se conecta com o do sol, criando caminhos com mais de 150 milhões quilômetros de extensão”, explica o físico Jack Scudder, da Universidade de Iowa (EUA).
Esses portais magnéticos, também chamados de “Pontos-X”, abrem e fecham várias vezes por dia. Normalmente, estão localizados a dezenas de milhares de quilômetros da superfície terrestre, onde fortes ventos solares atingem o campo magnético do planeta.
A maioria deles é pequena e dura pouco, mas alguns são gigantescos e demoram para se fechar. Através deles, correm toneladas de partículas energéticas, aquecendo a atmosfera da Terra, causando tempestades magnéticas e auroras boreais.
Em 2014, a NASA planeja lançar naves para coletar informações e, assim, poder estudar o fenômeno. Encontrar portais não é fácil, já que eles abrem e fecham sem aviso e são invisíveis a olho nu. Ao analisar um projeto antigo, porém, Scudder descobriu uma forma de localizá-los.
No final da década de 90, a nave Polar da NASA passou anos na magnetosfera da Terra e encontrou vários Pontos-X/Portais durante a missão. Usando dados coletados por essa nave, é possível calibrar equipamentos que indiquem a presença das estranhas passagens magnéticas.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Marcela Donini: Não sou baderneira
Sou usuária de ônibus, estou insatisfeita – para não usar uma palavra impublicável – com o aumento. Admito que ao ler as notícias sobre as primeiras manifestações o fiz com pessimismo e já me conformava em ter de arcar com esse gasto. Achei que não ia dar em nada. Ao ler declarações infelizes e preconceituosas de colegas jornalistas e autoridades, fui ficando ainda mais insatisfeita. Quando vi que uma nova manifestação estava marcada e que muita gente estava assim, muito insatisfeita, como eu, decidi que iria participar do protesto. Percebi que se tratava de um desejo de grande parte da população e que, se o que estava ao meu alcance era ir pra rua gritar, eu deveria ir.
Quando cheguei em frente à prefeitura, onde uma amiga me aguardava, ela me relatou o medo que sentiu ao ver tanto policiamento, algo que foi se mostrando desproporcional à medida em que a multidão tomava as ruas. Fizemos cartazes e encontramos os manifestantes na Avenida Salgado Filho. Uma massa barulhenta e pacífica. Eu sei – e vi, na segunda – que tem muito político que pega carona em situações como essa e gente que depreda o patrimônio – e quero deixar claro que repudio qualquer ato de violência. Mas assim é uma manifestação popular, heterogênea. Se um ou dois manifestantes que picham os muros não são ignorados pela imprensa e pelo poder público, muito menos podem ser desconsiderados os milhares de outros que caminharam pelas ruas defendendo um preço mais justo na passagem e que têm a seu favor o Ministério Público de Contas, que já se manifestou a favor da redução da tarifa. Ou seja, estão longe de ser um bando de ignorantes.
Faço um apelo à prefeitura: que ouça essas pessoas e que cessem as declarações infelizes que incitam a enxergar esta, que é uma manifestação popular legítima, com olhos preconceituosos. Eu não sou baderneira, estou muito longe de queimar ônibus ou agredir quem quer que seja e ouso afirmar que está comigo a maioria das pessoas que vi caminhando ou que aplaudiam a passeata das janelas de casa ou veículos.
Ir às ruas para defender uma causa não é “coisa de desocupado”, assim como andar de ônibus não é só para “quem não pode pagar R$ 300 por um show” (como a declaração preconceituosa de um agente da EPTC). Quinta-feira é dia de protesto de novo. E eu vou estar lá.
Sou usuária de ônibus, estou insatisfeita – para não usar uma palavra impublicável – com o aumento. Admito que ao ler as notícias sobre as primeiras manifestações o fiz com pessimismo e já me conformava em ter de arcar com esse gasto. Achei que não ia dar em nada. Ao ler declarações infelizes e preconceituosas de colegas jornalistas e autoridades, fui ficando ainda mais insatisfeita. Quando vi que uma nova manifestação estava marcada e que muita gente estava assim, muito insatisfeita, como eu, decidi que iria participar do protesto. Percebi que se tratava de um desejo de grande parte da população e que, se o que estava ao meu alcance era ir pra rua gritar, eu deveria ir.
Quando cheguei em frente à prefeitura, onde uma amiga me aguardava, ela me relatou o medo que sentiu ao ver tanto policiamento, algo que foi se mostrando desproporcional à medida em que a multidão tomava as ruas. Fizemos cartazes e encontramos os manifestantes na Avenida Salgado Filho. Uma massa barulhenta e pacífica. Eu sei – e vi, na segunda – que tem muito político que pega carona em situações como essa e gente que depreda o patrimônio – e quero deixar claro que repudio qualquer ato de violência. Mas assim é uma manifestação popular, heterogênea. Se um ou dois manifestantes que picham os muros não são ignorados pela imprensa e pelo poder público, muito menos podem ser desconsiderados os milhares de outros que caminharam pelas ruas defendendo um preço mais justo na passagem e que têm a seu favor o Ministério Público de Contas, que já se manifestou a favor da redução da tarifa. Ou seja, estão longe de ser um bando de ignorantes.
Faço um apelo à prefeitura: que ouça essas pessoas e que cessem as declarações infelizes que incitam a enxergar esta, que é uma manifestação popular legítima, com olhos preconceituosos. Eu não sou baderneira, estou muito longe de queimar ônibus ou agredir quem quer que seja e ouso afirmar que está comigo a maioria das pessoas que vi caminhando ou que aplaudiam a passeata das janelas de casa ou veículos.
Ir às ruas para defender uma causa não é “coisa de desocupado”, assim como andar de ônibus não é só para “quem não pode pagar R$ 300 por um show” (como a declaração preconceituosa de um agente da EPTC). Quinta-feira é dia de protesto de novo. E eu vou estar lá.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Enrique Peñalosa
Há trinta anos, na América Latina, se falássemos de cidades, iríamos falar de necessidades para a sobrevivência. Estaríamos falando de como ter água potável, rede de esgotos, o mínimo do mínimo para sobreviver. Agora já estamos passando para uma segunda etapa: já não são as necessidades para sobreviver, mas sim as necessidades para sermos felizes. Do que necessitamos para sermos felizes? Não basta somente ter água potável, mas sim ter acesso a parques, a atividades esportivas, a atividades culturais.
Que seja propício para o desenvolvimento mais pleno de nosso potencial e para a nossa felicidade?
Como ter um ambiente que seja belo e no qual nos sintamos bem?
Temos cidades há 5 mil anos, mas automóveis apenas nos últimos 80 anos. E os automóveis deformaram completamente as cidades. Por exemplo, antes dos automóveis, os ricos de uma cidade queriam que suas casas estivessem na via principal da cidade. Bastou chegarem os automóveis e saíram correndo! Abandonaram os centros das cidades, se afastando o máximo possível. As pessoas deixaram de se integrar. Foram se isolando cada vez mais as classes sociais, curiosamente... Acredito que é possível que tenhamos cidades completamente diferentes. Com muito mais verde, com melhores espaços para pedestres, com melhor mobilidade.
O que fizemos nos últimos 80, 100 anos é um enorme erro, que acredito será visto como um grande equívoco na história da humanidade. Claramente, o principal problema das cidades do mundo moderno é que tenderam a estender-se, com baixa densidade, em função do automóvel e suas autopistas. As pessoas vão para cada vez mais longe. E, obviamente, são construídos ambientes nos quais as pessoas precisam do automóvel para comprar um pão, um leite. Nos quais as casas são grandes e consomem muita energia, com ar-condicionado, calefação. Nos quais estamos totalmente dependentes do automóvel.
Mas, por outro lado, é claro que as pessoas não querem viver em um centro urbano tradicional, de cimento, concreto. Não querem uma Hong Kong ou Manhattan. Creio que há a oportunidade de se conceber uma cidade diferente, nova. Por exemplo, por que não pensamos em cidades onde tenhamos centenas de quilômetros de parques lineares? Que pudéssemos atravessar a cidade por meio de parques lineares com 50 metros de largura, com verde? Uma rede de centenas de quilômetros onde as pessoas poderiam locomover-se em bicicletas, sem nenhum risco, em autopistas para bicicletas? Que projetássemos a cidade com redes de vias exclusivas para ônibus, para pedestres e para ciclistas, desde o começo?
O conflito não é somente pelo recurso, mas sim pelo espaço. O recurso mais valioso que tem uma cidade é o seu espaço para circulação. Poderíamos encontrar petróleo e diamantes embaixo de Porto Alegre, e ainda assim não seria tão valioso como este espaço de circulação, este recurso. Portanto, a pergunta é: como dividir este espaço de circulação entre pedestres, bicicletas, transporte público e carros? E esta não é uma decisão técnica. Não existe um nível “natural” de uso de um automóvel em uma cidade. Se houvesse mais espaço para os carros em Nova York ou Londres, haveria mais carros. E se houvesse menos espaço, haveria menos carros. Logo, esta é uma decisão política: como queremos distribuir este espaço?
E, além disso, criar espaços distintos, onde claramente o ser humano viva sem o ruído, sem a ameaça dos veículos motorizados. Espaços totalmente diferentes daqueles que temos hoje. Realmente, acredito que estamos tão, tão, tão equivocados que é quase difícil consertar o que temos, quase nos toca repensá-lo de uma maneira muito diferente. O tema da mobilidade, por exemplo, que é um dos que mais interessa aos cidadãos. A mobilidade é um tema político, não é um tema técnico. Se dermos faixas exclusivas para os ônibus em todas as ruas da cidade nas quais eles passam, em um mês resolvemos a questão da mobilidade de qualquer cidade. Mas é um tema de decisão política.
Se tivéssemos ônibus excelentes, com ar-condicionado, vias exclusivas, limpos, com internet, ruas em boas condições, boas calçadas aos lados. Há muitas mudanças que podemos começar a fazer, já! Há áreas da cidade as quais é possível demolir e refazer, não é? É importante ter clareza de que as cidades não duram para sempre. Vi há pouco um documentário sobre as cavernas de Chauvet, na França, onde há uma arte belíssima, maravilhosa. Claramente, aqueles que pintaram esses cavalos e esses desenhos maravilhosos nas paredes das cavernas de Chauvet eram pessoas sensíveis, inteligentes, com capacidade de abstração. E essas cavernas, esses desenhos têm mais de 32 mil anos. Obviamente, nenhuma das cidades atuais durará 32 mil anos. É possível que nenhum dos edifícios atuais dure 32 mil anos.
Aqui o grande obstáculo para a mudança ainda é a desigualdade. A desigualdade é a principal causa dos problemas. Por exemplo, muitos cidadãos de alta renda da Colômbia e do Brasil sentem-se muito orgulhosos porque sabem utilizar muito bem o metrô em Paris ou Nova Iorque, e lá entram no metrô junto aos cidadãos mais pobres daquela sociedade. Mas jamais entrariam no transporte público de sua própria cidade, junto aos pobres de sua cidade. Isso para eles parece que...
O que necessitamos é de uma cidade que se conceba para integrar todas as classes. Não uma cidade que seja de shoppings. Porque as galerias de compras, os centros comerciais, os shoppings são quase clubes, concebidos para um estrato social, no qual os outros estratos, seguramente, em shoppings de ricos os cidadãos pobres não se sentem à vontade, se sentem mal, ainda que não proíbam sua entrada. Necessitamos de uma sociedade na qual ricos e pobres se encontrem juntos ao andar de bicicleta, em parques, no transporte público, nas atividades culturais. Não estou falando de que não existam ricos e pobres. Estou falando de uma cidade na qual ninguém se sinta inferior, na qual não se sintam excluídos, na medida do possível.
Como latino-americano, vou à Ásia e digo: “Por favor!”. O processo de urbanização mais recente que há no mundo é o da América Latina. Que de 1950 até o ano 2000, basicamente, passou de ser 30, 35, 40, 50% urbano para 80, 90% urbano. Na Ásia, na China, na Índia, e inclusive na África, deveriam observar o que aconteceu na América Latina, não para aprender o que deve ser feito, mas para aprender o que não se deve fazer! Porque se vê tudo aquilo que fizemos tão mal e o seguimos fazendo mal.
Por exemplo, as terras nos arredores da cidade deveriam ser públicas, para poder planejar bem o crescimento da cidade. Não onde um dono de terras decida urbanizá-las, mas sim em lugares ótimos. Em um território ótimo, com grandes parques, com projetos completamente diferentes. Vejo o que está acontecendo na Índia e digo: “Mas, por favor!”. Como é que... hoje já está tão claro o que não se deve fazer. Porque, por exemplo, quando a América Latina estava crescendo, ainda estávamos no “Reino do Carro” e foram feitas cidades para os carros, como Brasília. E estavam sendo construídas estradas em todo o mundo, na Europa, nos Estados Unidos.
Mas, hoje em dia, poderiam ser feitos projetos completamente distintos. Há algo interessante com as cidades. Atualmente, a economia de mercado reina triunfante, a propriedade privada e o capitalismo. E há quase um consenso de que quanto menos intervenha o Estado, melhor funciona a economia. Mas, no caso das cidades, é totalmente o contrário. No caso das cidades, o Estado tem que intervir em tudo. Porque o Estado tem que determinar de que largura são as ruas, as calçadas, de que altura são os edifícios, deveria intervir muito mais nos terrenos urbanos. Uma cidade não pode ser feita sem um mínimo de regras. E são regras subjetivas, porque não há uma norma científica que determine a largura das ruas, das calçadas, a altura dos edifícios. É uma criação artística coletiva.
Mas, hoje em dia, poderiam ser feitos projetos completamente distintos. Há algo interessante com as cidades. Atualmente, a economia de mercado reina triunfante, a propriedade privada e o capitalismo. E há quase um consenso de que quanto menos intervenha o Estado, melhor funciona a economia. Mas, no caso das cidades, é totalmente o contrário. No caso das cidades, o Estado tem que intervir em tudo. Porque o Estado tem que determinar de que largura são as ruas, as calçadas, de que altura são os edifícios, deveria intervir muito mais nos terrenos urbanos. Uma cidade não pode ser feita sem um mínimo de regras. E são regras subjetivas, porque não há uma norma científica que determine a largura das ruas, das calçadas, a altura dos edifícios. É uma criação artística coletiva.
Os cidadãos podem participar muito mais. Como eles querem que seja a cidade? Mas, obviamente, há que se ter certo conhecimento, tal como para pintar. Para pintar se necessita talento, mas se necessitam certos conhecimentos mínimos de técnica, como se misturam as cores, quais são as consequências. Há coisas que parecem ser, mas que não são. Em Bogotá, tomamos uma decisão interessante. Toda primeira quinta-feira do mês de fevereiro, não há carros na cidade. E isso em uma cidade de 8 milhões de habitantes. É um exercício interessante, primeiramente porque demonstra que, contrariamente ao que pensam muitos, a cidade pode funcionar sem carros.
Desde que não seja uma cidade demasiado ampla, de subúrbios, como nos Estados Unidos, mas uma cidade mais ou menos compacta, como Curitiba, poderia perfeitamente funcionar sem carros. Somente com base em bicicletas, a pé, em transporte público, táxis, ônibus. Este exercício ajuda com que as pessoas comecem a imaginar coisas diferentes. Tivemos mais de 600 projetos enquanto estive na Prefeitura, nos quais cidadãos propunham projetos, os projetavam eles mesmo e eram contratadas organizações da comunidade para a sua construção. Eram pequenos projetos de 40, 50, 60 mil dólares, com organizações comunitárias, mas eu diria que o mais importante era que a obra era a construção da comunidade, era a construção da autoestima.
Como seria se tivéssemos uma varinha mágica? E nós temos a varinha mágica! A varinha mágica chama-se “o tempo”. Pode ser que para um ser humano 100 anos seja muito, mas para a história do mundo 100 anos não é nada. Logo, se conseguirmos ter claro o que queremos, e talvez não o consigamos em 1 ano, em 5 ou em 10, mas seguramente que em 100 ou 200 anos sim. Sempre me chamaram a atenção as catedrais medievais, góticas. Porque levavam 200, 300 anos para serem construídas. Não porque houvesse problemas com as empreiteiras, mas sim porque eram projetadas para que fossem construídas em 100, 200 anos. Então me pergunto: o que, hoje em dia, sonhamos para daqui a 100 anos? Quase nada que não se possa realizar em 5 anos tem importância.
Portanto, temos que nos libertar um pouco e ter um pouco mais de visão de longo prazo, porque creio que nos tornamos extremamente “curto-prazistas”, e todos os nossos projetos, se não se terminam em 5 ou 10 anos, não existem. Creio que temos que nos libertar, nós possuímos esta varinha mágica, e que os jovens tenham claro que eles a possuem.
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