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terça-feira, 19 de abril de 2016
"Segundo a medicina tibetana, a origem das doenças é a nossa ignorância. Não saber que não sabe. Não ver com clareza. Quando vemos com clareza, não temos que pensar. Quando não vemos claramente, colocamos o pensamento para funcionar. E, quanto mais pensamos, mais ignorantes somos, mais confusão criamos. (...) O maior problema no Ocidente é o medo. O medo é o assassino do coração humano. Com medo, é impossível ser feliz e fazer felizes os outros. A maneira de enfrentar o medo é com aceitação. O medo é resistência ao desconhecido. (...) Acreditamos ter muitos problemas, mas, na realidade, nosso problema é que não os temos. Nos acostumamos a ter nossas necessidades básicas satisfeitas, de modo que qualquer pequena contrariedade nos parece um problema. Então, ativamos a mente e começamos a dar voltas e mais voltas sem conseguir solucioná-la. Se o problema tem solução, já não é um problema. Se não tem, também não." (Lama Tulku Lobsang Rinpoche)
Juventude de artistas do indie: Frankie Cosmos (22), Grimes (28), Haim (24, 27 e 30), Lady Lamb The Beekeeper (26), Best Coast (29), Empress Of (26), Courtney Barnett (28), Arca (26), Chelsea Wolfe (32), Waxahatchee (27), Natalie Prass (30), Deep Sea Diver (32), Marika Hackman (24), FKA twigs (28), Wye Oak (29), Laura Marling (26), Julia Holter (31), Kimbra (26), Keaton Henson (28).
"Les Brésiliens le connaissent à peine. Discret, élégant, un brin glacial, Michel Temer fait partie de ces aristocrates qui s’adossent rarement à leur chaise. C’est cet homme de l’ombre, fils d’immigrés libanais, professionnel de la politique et des intrigues parlementaires qui, demain, pourrait gouverner le Brésil. Presque par accident. « Si le destin m’y conduit, je serai prêt à assumer la fonction », a-t-il assuré au quotidien O Estado de Sao Paulo, mercredi 13 avril." (Le Monde)
APENAS 36 DOS DEPUTADOS SE ELEGERAM COM SEUS PRÓPRIOS VOTOS - Os outros 477 eleitos foram "puxados" por votos dados à legenda ou a outros deputados de seu partido ou coligação. Em 2010 apenas 33 deputados se elegeram com seus próprios votos. (Câmara Legislativa Federal)
“Tchau, querida”: atitudes machistas e sutis que ainda diminuem as mulheres
"Não, querida, você não entendeu o que eu estava dizendo”
“Querida, deixe-me explicar melhor para você”
“Tchau, querida”
As placas levantadas em verde e amarelo na Câmara dos Deputados nesse domingo, 17, e a despedida cínica de alguns deputados ao manifestar apoio ao processo de impeachment de Dilma Rousseff foram sentidas como uma dose cavalar de silenciamento por mulheres que também já foram essas “queridas”, um dia; nada mais é do que um tratamento irônico e condescendente, questionador. Dilma não era querida pelos 367 deputados que votaram a favor do impeachment, e sim mais uma mulher incapaz de compreender e assumir o governo federal. A palavra “Querida”, nesse caso, traz uma carga sexista e incapacitante por trás.
Desconsiderar o posicionamento de uma mulher, relevar seus sentimentos e opiniões, apropriar-se de ideias e promover interrupções constantes e desnecessárias são demonstrações de machismo bem comuns e, muitas vezes, invisíveis. Durante a votação do impeachment, por exemplo, mulheres foram interrompidas diversas vezes pelos gritos dos deputados na hora de declarar o voto, fosse ele favorável ou não ao processo. Em casos de deputadas do PT ou da base aliada, a situação era ainda mais grave.
Essa interrupção é chamada de “manterrupting”, junção de “man” (homem) e “interrupting” (interrupção). Além dela, existem outras palavrinhas em inglês que conseguem traduzir comportamentos de caráter sexista aproveitados para silenciar, subtrair e deslegitimar a argumentação das mulheres. A gente explica alguns logo a seguir:
GASLIGHTING
Exagero, loucura, alucinação… Quantas vezes, numa discussão, o posicionamento feminino é simplificado a esse ponto? Gaslighting não passa de uma prática manipulativa que tenta desmerecer a mulher, de modo que ela questione a própria sanidade, memória, percecpção ou coerência. Trata-se de uma violência emocional muito comum em relacionamentos abusivos, como no caso do filme “Gaslight”, de 1944, que originou o termo. Na trama, o personagem Gregory Anton tenta enlouquecer a esposa Paula, brincando com as luzes de casa para que a própria perca a percepção da realidade. As expressões mais comuns, nesse caso, são: “Você está louca”, “para de surtar”, “que exagero”, “como você é dramática” e por aí vai.
MANTERRUPTING
Como a gente disse ali em cima, manterrupting é a interrupção repentina e desnecessária da fala de uma mulher. Uma pesquisa da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que senadores do sexo masculino são tidos como mais competentes devido à habilidade de discursar com entusiasmo para os eleitores. O mesmo não vale para as senadoras, porém; enquanto os homens são ovacionados pelos discursos, elas são são tidas como menos competentes ou agressivas demais na oratória. Para dar uma “segurada” na onda das mulheres, portanto, é necessário interrompê-las diversas vezes, embora essa seja uma atitude deselegante e condenada entre os homens.
MANSPLAINING
Além da interrupção, existe a tentativa de explicar o óbvio a uma mulher, mesmo que ela esteja certa ou coerente em sua argumentação. Novamente, é como se os homens precisassem validar o que a colega ou parceira está dizendo, dando a última palavra, ou apenas desmerecendo o que ela tem a dizer. Não faz sentido, mas é uma prática atrelada à interrupção masculina. “Não, querida, você não está entendendo” é um exemplo bem recorrente nesses momentos. Soraya L. Chemaly, especialista em teorias de gênero, feminismo e cultura afirma que a resposta das mulheres, nesses casos, deve reforçar a obviedade da argumentação masculina, como quem diz: “pois é, exatamente o que eu acabei de dizer”.
BROPRIATING
Já que as mulheres são interrompidas e corrigidas com mais frequência, apropriar-se de suas ideias é tarefa simples e corriqueira. É isso que significa a junção de “bro” (mano, cara) e “apropriating” (apropriação): quando um homem se aproveita das ideias ou argumentos de uma mulher sem lhe dar os devidos créditos, como se fosse o autor daquele pensamento.
"Eduardo Cunha pode ter um milhão de defeitos, mas ele é um gênio, é um jogador de xadrez. Ele é frio, e todo gênio é frio." (Pastor Marco Feliciano)
Michel Temer e a Indireta Já
(Fernando Molica)
<< Mais do que o impeachment de Dilma, o que está em jogo é a volta, ainda que provisória, da eleição indireta para presidente da República. Em 1992, buscava-se retirar Fernando Collor de Mello do poder — a ascensão do vice, Itamar Franco, não era o objetivo principal de daquele processo.
Agora, o jogo é claro. Em busca de sua eleição e de carona na impopularidade de Dilma, Michel Temer faz campanha, negocia cargos, aprontou discurso de posse e divulgou, em outubro, seu programa de governo. Batizado de ‘Uma ponte para o futuro’ e chamado de “Plano Temer” por Moreira Franco — um dos principais aliados do vice —, o texto traduz anseios do empresariado e ajuda a explicar a articulação que, ao gritar “Indireta já!”, quer fazer do vice o novo presidente.
As propostas, que tentam organizar a economia, dificilmente seriam vitoriosas numa eleição direta. Assim, o atalho escolhido para eleger Temer representa uma oportunidade única de defender o ajuste como parte de um plano de salvação nacional. Como o atual vice não seria candidato à reeleição, ele poderia arcar com o ônus da impopularidade trazida pela adoção de medidas duras: no esboço de seu discurso, Temer alertou que haverá necessidade de “sacrifícios”.
O plano defende o fim “de todas as indexações, seja para salários ou benefícios previdenciários”. Reajustes, entre eles o do salário mínimo, seriam negociados com o Congresso, e não haveria garantia de reposição da inflação. Aposentados também perderiam direito ao salário mínimo dos trabalhadores ativos: “(...) é indispensável que se elimine a indexação de qualquer benefício ao valor do salário mínimo”, diz a proposta. O programa também prevê idades mínimas para a aposentadoria, 65 anos para homens e 60 anos para mulheres.
O documento quer flexibilizar a aplicação das leis trabalhistas — defende que “convenções coletivas prevaleçam sobre as normais legais, salvo quanto aos direitos básicos”. O Plano Temer pretende acabar com a obrigatoriedade constitucional de se gastar com Educação 18% da receita resultante de impostos.
O governo também deixaria de ter que aplicar na Saúde 15% de sua receita corrente líquida.
A eleição de Temer, se vingar, será indireta, mas seu programa não poderia ser mais direto. >>
(Fernando Molica)
<< Mais do que o impeachment de Dilma, o que está em jogo é a volta, ainda que provisória, da eleição indireta para presidente da República. Em 1992, buscava-se retirar Fernando Collor de Mello do poder — a ascensão do vice, Itamar Franco, não era o objetivo principal de daquele processo.
Agora, o jogo é claro. Em busca de sua eleição e de carona na impopularidade de Dilma, Michel Temer faz campanha, negocia cargos, aprontou discurso de posse e divulgou, em outubro, seu programa de governo. Batizado de ‘Uma ponte para o futuro’ e chamado de “Plano Temer” por Moreira Franco — um dos principais aliados do vice —, o texto traduz anseios do empresariado e ajuda a explicar a articulação que, ao gritar “Indireta já!”, quer fazer do vice o novo presidente.
As propostas, que tentam organizar a economia, dificilmente seriam vitoriosas numa eleição direta. Assim, o atalho escolhido para eleger Temer representa uma oportunidade única de defender o ajuste como parte de um plano de salvação nacional. Como o atual vice não seria candidato à reeleição, ele poderia arcar com o ônus da impopularidade trazida pela adoção de medidas duras: no esboço de seu discurso, Temer alertou que haverá necessidade de “sacrifícios”.
O plano defende o fim “de todas as indexações, seja para salários ou benefícios previdenciários”. Reajustes, entre eles o do salário mínimo, seriam negociados com o Congresso, e não haveria garantia de reposição da inflação. Aposentados também perderiam direito ao salário mínimo dos trabalhadores ativos: “(...) é indispensável que se elimine a indexação de qualquer benefício ao valor do salário mínimo”, diz a proposta. O programa também prevê idades mínimas para a aposentadoria, 65 anos para homens e 60 anos para mulheres.
O documento quer flexibilizar a aplicação das leis trabalhistas — defende que “convenções coletivas prevaleçam sobre as normais legais, salvo quanto aos direitos básicos”. O Plano Temer pretende acabar com a obrigatoriedade constitucional de se gastar com Educação 18% da receita resultante de impostos.
O governo também deixaria de ter que aplicar na Saúde 15% de sua receita corrente líquida.
A eleição de Temer, se vingar, será indireta, mas seu programa não poderia ser mais direto. >>
As dinastias da Câmara
(El País)
<< O professor de ciência política da UnB Luis Felipe Miguel observa que em diversas áreas é comum que os filhos sigam a carreira dos pais. O problema no caso da política é que ela não deveria ser considerada uma profissão. “Na política, isso é mais sério, pois ela deveria ser uma atividade aberta a todos os cidadãos”, diz. Diferentemente de outras áreas, continua o professor, nem sempre há isso de os filhos se aproximarem pela familiaridade com as profissões dos pais. “Há, sim, estratégias das próprias famílias para manter os espaços de poder, com filhos ou parentes que são muitas vezes empurrados para ocupar essas posições, quem sabe até contra as próprias inclinações. Isso é sim ruim pra democracia.”
Para Miguel, as estratégias de manutenção dos clãs no poder acabam por torná-los uma espécie de empreendimento – uma vez que a política também é vista em muitos casos como forma de enriquecimento pessoal –, com projetos bem definidos para a ocupação até mesmo de espaços que credenciam para a disputa eleitoral.
Para o professor da UnB, como o processo eleitoral brasileiro é marcado pela desinformação e despolitização, pontos como o discurso e as propostas dos candidatos e mesmo a reputação ou a probidade do familiar que pede os votos não fazem diferença. “O que as famílias políticas controlam e legam na verdade são os contatos com financiadores, com controladores de currais eleitorais, com uma teia de apoiadores que disputam outros cargos, esse savoir-faire e esses recursos que dão aos herdeiros uma série de vantagens nas disputas eleitorais”, explica Miguel.
Para Ricardo Costa Oliveira, cientista político e sociólogo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os elos de parentesco “são um fenômeno social e político do atraso” e estão intimamente ligados ao conservadorismo. “É uma relação direta. A maioria dos deputados federais com menos de 40 anos é de família política. Eles herdam não só o capital, mas a visão de mundo e as pautas conservadoras. Assim, temos jovens que defendem o que os avôs já defendiam”, explica.
“Historicamente essas dinastias políticas tendem a se formar mais à direita do que à esquerda. Aqueles que ocupam posições na elite política pertencem aos segmentos privilegiados da sociedade, estão numa posição de elite, com as vantagens materiais e simbólicas associadas a isso, e quem ocupa essas posições tem mais incentivos para ser conservador”, analisa Miguel. Quando as novas gerações tentam se adaptar aos novos tempos, em geral não fazem nada mais do que modernizar velhos discursos. >>
(El País)
<< O professor de ciência política da UnB Luis Felipe Miguel observa que em diversas áreas é comum que os filhos sigam a carreira dos pais. O problema no caso da política é que ela não deveria ser considerada uma profissão. “Na política, isso é mais sério, pois ela deveria ser uma atividade aberta a todos os cidadãos”, diz. Diferentemente de outras áreas, continua o professor, nem sempre há isso de os filhos se aproximarem pela familiaridade com as profissões dos pais. “Há, sim, estratégias das próprias famílias para manter os espaços de poder, com filhos ou parentes que são muitas vezes empurrados para ocupar essas posições, quem sabe até contra as próprias inclinações. Isso é sim ruim pra democracia.”
Para Miguel, as estratégias de manutenção dos clãs no poder acabam por torná-los uma espécie de empreendimento – uma vez que a política também é vista em muitos casos como forma de enriquecimento pessoal –, com projetos bem definidos para a ocupação até mesmo de espaços que credenciam para a disputa eleitoral.
Para o professor da UnB, como o processo eleitoral brasileiro é marcado pela desinformação e despolitização, pontos como o discurso e as propostas dos candidatos e mesmo a reputação ou a probidade do familiar que pede os votos não fazem diferença. “O que as famílias políticas controlam e legam na verdade são os contatos com financiadores, com controladores de currais eleitorais, com uma teia de apoiadores que disputam outros cargos, esse savoir-faire e esses recursos que dão aos herdeiros uma série de vantagens nas disputas eleitorais”, explica Miguel.
Para Ricardo Costa Oliveira, cientista político e sociólogo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), os elos de parentesco “são um fenômeno social e político do atraso” e estão intimamente ligados ao conservadorismo. “É uma relação direta. A maioria dos deputados federais com menos de 40 anos é de família política. Eles herdam não só o capital, mas a visão de mundo e as pautas conservadoras. Assim, temos jovens que defendem o que os avôs já defendiam”, explica.
“Historicamente essas dinastias políticas tendem a se formar mais à direita do que à esquerda. Aqueles que ocupam posições na elite política pertencem aos segmentos privilegiados da sociedade, estão numa posição de elite, com as vantagens materiais e simbólicas associadas a isso, e quem ocupa essas posições tem mais incentivos para ser conservador”, analisa Miguel. Quando as novas gerações tentam se adaptar aos novos tempos, em geral não fazem nada mais do que modernizar velhos discursos. >>
Eduardo Cunha Presidente - "Que Deus abençoe a todos vocês."
"#CamaraIndependente #DemocraciaForte"
"#CamaraIndependente #DemocraciaForte"
Quem apoia diminuição de liberdades (em 64 ou 16) age assim por recalque, porque essas pessoas não vão precisar dessas liberdades extintas, porque elas não utilizam a vida a tal ponto de precisar de liberdades. Dessa forma, fica todo mundo meio nivelado no amorfismo; todo mundo em casa, com "bons costumes", na frente do JN. "Já que eu não faço nada, vocês também não vão fazer, seus vagabundos!"
Euclides Bitelo: "Brasil: um país onde piás com menos de 30 dizem que bom mesmo era nos tempos da ditadura e velhos com mais de 60 querem limitar a internet."
sexta-feira, 15 de abril de 2016
ASSINTONIA
(Michel Temer)
Falta-me tristeza.
Instrumento mobilizador
Dos meus escritos.
Não há tragédia
À vista.
Nem lembranças
De tragédias passadas.
Nem dores no presente.
Lamentavelmente
Tudo anda bem.
Por isso
Andam mal
Os meus escritos.
(Michel Temer)
Falta-me tristeza.
Instrumento mobilizador
Dos meus escritos.
Não há tragédia
À vista.
Nem lembranças
De tragédias passadas.
Nem dores no presente.
Lamentavelmente
Tudo anda bem.
Por isso
Andam mal
Os meus escritos.
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LFV — Foi o fim da ilusão petista de mudar o Brasil?
Dona História — Mais, mais. Foi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância. Um governo para os pobres, mais do que um incômodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima. Era isso que estava acontecendo.
Dona História — Mais, mais. Foi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância. Um governo para os pobres, mais do que um incômodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima. Era isso que estava acontecendo.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1688239314762554&id=1611692072417279
"Minha questão é profissional. Sou jornalista formada e trabalho na área há 4 anos. Hoje estou na função que acredito gostar mais: sou repórter. Adoro meu trabalho, mas perco muitos momentos importantes por conta dos horários. Trabalhei em todos os feriados dos últimos três anos. A empresa é pequena, e me sinto escravizada. Minha escala é trabalhar 12 dias corridos e folgar dois. Fico extremamente cansada. Mesmo assim, é o melhor local para um jornalista trabalhar em minha cidade. Tenho todos os meus direitos e eles nunca atrasaram meu salário em um dia. O valor pago é baixo, mas realmente estou bem com o salário pago atualmente. Por enquanto. Minha questão é que sempre fico com muito medo de estar abrindo mão de estar com meus amigos e família por uma profissão."
http://papodehomem.com.br/trabalhar-demais-ate-que-ponto-id-5
http://papodehomem.com.br/trabalhar-demais-ate-que-ponto-id-5
"No decorrer dos últimos séculos, pode-se observar que a ideia da morte vem perdendo, na consciência coletiva, sua onipresença e sua força de evocação. Esse processo se acelera em suas últimas etapas. Durante o século XIX, a sociedade burguesa produziu, com as instituições higiênicas e sociais, privadas e públicas, um efeito colateral que inconscientemente talvez tivesse sido seu objetivo principal: permitir aos homens evitarem o espetáculo da morte. Morrer era antes um episódio público na vida do indivíduo, e seu caráter era altamente exemplar: recordem-se as imagens da idade Média, nas quais o leito de morte se transforma num trono em direção ao qual se precipita o povo, através das portas escancaradas. Hoje, a morte é cada vez mais expulsa do universo dos vivos. Antes não havia uma só casa e quase nenhum quarto em que não tivesse morrido alguém. Hoje, os burgueses vivem em espaços depurados de qualquer morte e, quando chegar sua hora, serão depositados por seus herdeiros em sanatórios e hospitais." (Walter Benjamin)
"O consenso, também chamado equilíbrio social, é um estado precário, sendo mais um construto teórico-prático que efetivo consenso normativo generalizado. O consenso, nesse sentido, existe como expressão ideológica das resultantes das forças de dominação e coerção ou de exploração de uma sociedade e é, por consequência, precário e mutável. O conflito social favorece a divisão da sociedade em grupos de pressão, instituições (particularmente partidárias) que disputam o poder que, de fato, permanece com as elites dominantes." (Mauro Schiavi)
"A sentença, por intermédio do comando específico a ela agregado, gerador da coisa julgada material, produz para os litigantes segurança e estabilidade jurídica na questão. Porem, deixa a parte sucumbente, em regra, insatisfeita quando o mesmo não acaba ocorrendo, também o autor, nas hipóteses de improcedência, ou de acolhimento parcial de pretensão. Trata-se de um típico ato de império, portanto, de violência admitida pelo sistema, representada pela imposição da ordem jurídica aos jurisdicionados litigantes, em que exista, necessariamente, correlação com a solução da lide sociológica. Em contrapartida, o acordo firmado pelas partes traz ínsita a pressuposição de aceitação mútua de questões conflituosas existentes entre eles. Por isso, a composição amigável fortalece a pacificação social, compondo a lide jurídica e o conflito intersubjetivo de interesses." (Joel Dias Figueira Júnior)
domingo, 10 de abril de 2016
Ainda bem que a Fiona Apple não gravou, em seu disco When the Pawn Hits the Conflicts He Thinks like a King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight and He'll Win the Whole Thing 'fore He Enters the Ring There's No Body to Batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand and Remember That Depth Is the Greatest of Heights and If You Know Where You Stand, Then You Know Where to Land and If You Fall It Won't Matter, Cuz You'll Know That You're Right, um cover da música Several Species of Small Furry Animals Gathered Together in a Cave and Grooving with a Pict, com participação da banda The Silver Mt. Zion Memorial Orchestra and Tra-La-La Band with Choir.
No caminho de duas quadras e meia até o trabalho, eu posso cumprimentar, se estiverem na janela, no pátio ou na calçada, os seguintes amigos: 7 cachorros (Bíbi, Pepê, Cigano, Ica, Sofia, Lady, Pita), 12 gatos (Mafu e seu irmão preto, Doberrô, Neguinha, Lilica, Lolita, mamãe siamesa e seu filhote, Raíssa, Pepê e mais dois) e uma papagaia (Princesa).
"É uma violência contra a criança legitimar todas as suas ações sem ajudá-la a introjetar valores e princípios que a instrumente para um convívio social de qualidade. Toda vez que um pai/mãe se recusa a explicar e fazer cumprir uma regra (que quase sempre tem um princípio legítimo por trás) ele está jogando seu filho aos leões fora de casa."
"Os homens não são treinados para lidar com seres essencialmente emocionais e costumam ter uma dificuldade extra de criar vínculos. Especialmente se, além disso, existir uma barreira com a mãe da criança. Não é incomum muitas mulheres buscarem em seus filhos aliados para combater a solidão pessoal, criando um pacto de que naquele mundo mãe-filho tudo será perfeito, sem máculas. Os homens, portanto, perdem de 10 a 0 diante desse concorrente mirim e, estabelecida uma alienação psicológica parental, nem sabem explicar." (Frederico Mattos)
"Os homens não são treinados para lidar com seres essencialmente emocionais e costumam ter uma dificuldade extra de criar vínculos. Especialmente se, além disso, existir uma barreira com a mãe da criança. Não é incomum muitas mulheres buscarem em seus filhos aliados para combater a solidão pessoal, criando um pacto de que naquele mundo mãe-filho tudo será perfeito, sem máculas. Os homens, portanto, perdem de 10 a 0 diante desse concorrente mirim e, estabelecida uma alienação psicológica parental, nem sabem explicar." (Frederico Mattos)
O algoz
(Frederico Mattos)
Esse papel costuma ser incorporado por pessoas do contra, ou por aquelas cheias de opinião, transparência e verdades para jogar na cara de todo mundo. Justificada por um passado de dor, resolveu colocar as mangas para fora e esbravejar sua mágoa.
Por tentar estancar sua ferida com dureza, essas pessoas se tornam implacáveis, começam a culpar todos pelo que atravessaram, não raro os atacando como um manifesto de sua dor.
Sem perceber, o que parecia ser contra-ataque começa a se tornar procedimento padrão. Atacam diante da menor suspeita de serem ofendidas. O resultado tende a ser desastroso, machucam, mutilam e colocam a perder suas relações mais íntimas. A agressividade não raro é sua marca pessoal, seja em forma de violência ou frieza emocional.
(Frederico Mattos)
Esse papel costuma ser incorporado por pessoas do contra, ou por aquelas cheias de opinião, transparência e verdades para jogar na cara de todo mundo. Justificada por um passado de dor, resolveu colocar as mangas para fora e esbravejar sua mágoa.
Por tentar estancar sua ferida com dureza, essas pessoas se tornam implacáveis, começam a culpar todos pelo que atravessaram, não raro os atacando como um manifesto de sua dor.
Sem perceber, o que parecia ser contra-ataque começa a se tornar procedimento padrão. Atacam diante da menor suspeita de serem ofendidas. O resultado tende a ser desastroso, machucam, mutilam e colocam a perder suas relações mais íntimas. A agressividade não raro é sua marca pessoal, seja em forma de violência ou frieza emocional.
<< "Quando Pedro fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo." Essa frase de Sigmund Freud revela algo interessante sobre as pessoas que adoram fazer discursos eruditos: elas próprias carecem de profundidade. Atendo pessoas diariamente que na primeira consulta trazem o discurso pronto do que são, do motivo de suas dores emocionais e até tentando me induzir a um diagnóstico e uma solução. Respiro fundo, olho nos olhos, sorrio, dou espaço, abro conversas menos apressadas e conclusivas. >> (Frederico Mattos)
A IDEIA
(Augusto dos Anjos)
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.
(Augusto dos Anjos)
De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...
Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica.
LOS HERMANOS E A GERAÇÃO Y
POR PAULO DA COSTA E SILVA
Carta Capital
Tenho lido na internet alguns textos falando sobre a “geração Y” – a geração daqueles que nasceram entre o fim da década de 1970 e meados dos anos 1990. Em geral são textos que adotam o ponto de vista dos pais desses “novos adultos”. A julgar pelo que vem sendo escrito, a geração Y anda meio infeliz. O problema estaria, sobretudo, na relação com a esfera do trabalho, na inserção profissional que é via de acesso para o mundo adulto. Grosso modo, os textos pintam um retrato semelhante desses “novos adultos”, que é mais ou menos o seguinte: jovens mimados, filhos de uma classe média confortável, com excelente formação e uma auto-estima inflada; jovens que nunca tiveram que lutar por nada e que se julgam demasiadamente especiais, esperando, por conta disso, que as vitórias no mundo lá fora (leia-se, no mercado de trabalho) sejam relativamente fáceis, como se fossem um desdobramento natural de sua genialidade. Jovens imbuídos de imensa ambição, mas que não possuem a disposição necessária para enfrentar eventuais sacrifícios. Apenas um desejo de fôlego curto, infantil, típico de uma geração que se acostumou a receber tudo de mão beijada.
Enfim, seria mais ou menos esse o perfil psicológico da geração Y, a causa de seu mal-estar. O antídoto, da parte dos pais, é claro que nem água: menos protecionismo; é preciso deixar os filhos “aprenderem com a vida”; deixar que fiquem livres para “enfrentar o mundo”. E aqui reside o ponto fraco desses argumentos: eles falham surpreendentemente ao não indagar sobre que “mundo” é esse que os Y’s devem enfrentar. Em outras palavras, eles retiram a geração Y do contexto histórico no qual está inserida, reduzindo a discussão à esfera psicológica das relações familiares. Como se fosse a mesma coisa iniciar a vida adulta nos anos 1970 ou nos anos 2000. Tudo se torna uma questão de força pessoal diante dos desafios da vida. Ao perder de vista o contexto maior, questões que são coletivas passam a ser sentidas como sendo puramente individuais. Ao mesmo tempo, retira-se o solo real sobre o qual as expectativas e sonhos da geração Y se erguem. A questão passa a ser exclusivamente a de saber se o Y é suficientemente competente ou não; se está ou não à altura das imposições cada vez maiores do mercado de trabalho. Se é eficiente e competitivo. Se tem condições de ser um vencedor.
POR PAULO DA COSTA E SILVA
Carta Capital
Tenho lido na internet alguns textos falando sobre a “geração Y” – a geração daqueles que nasceram entre o fim da década de 1970 e meados dos anos 1990. Em geral são textos que adotam o ponto de vista dos pais desses “novos adultos”. A julgar pelo que vem sendo escrito, a geração Y anda meio infeliz. O problema estaria, sobretudo, na relação com a esfera do trabalho, na inserção profissional que é via de acesso para o mundo adulto. Grosso modo, os textos pintam um retrato semelhante desses “novos adultos”, que é mais ou menos o seguinte: jovens mimados, filhos de uma classe média confortável, com excelente formação e uma auto-estima inflada; jovens que nunca tiveram que lutar por nada e que se julgam demasiadamente especiais, esperando, por conta disso, que as vitórias no mundo lá fora (leia-se, no mercado de trabalho) sejam relativamente fáceis, como se fossem um desdobramento natural de sua genialidade. Jovens imbuídos de imensa ambição, mas que não possuem a disposição necessária para enfrentar eventuais sacrifícios. Apenas um desejo de fôlego curto, infantil, típico de uma geração que se acostumou a receber tudo de mão beijada.
Enfim, seria mais ou menos esse o perfil psicológico da geração Y, a causa de seu mal-estar. O antídoto, da parte dos pais, é claro que nem água: menos protecionismo; é preciso deixar os filhos “aprenderem com a vida”; deixar que fiquem livres para “enfrentar o mundo”. E aqui reside o ponto fraco desses argumentos: eles falham surpreendentemente ao não indagar sobre que “mundo” é esse que os Y’s devem enfrentar. Em outras palavras, eles retiram a geração Y do contexto histórico no qual está inserida, reduzindo a discussão à esfera psicológica das relações familiares. Como se fosse a mesma coisa iniciar a vida adulta nos anos 1970 ou nos anos 2000. Tudo se torna uma questão de força pessoal diante dos desafios da vida. Ao perder de vista o contexto maior, questões que são coletivas passam a ser sentidas como sendo puramente individuais. Ao mesmo tempo, retira-se o solo real sobre o qual as expectativas e sonhos da geração Y se erguem. A questão passa a ser exclusivamente a de saber se o Y é suficientemente competente ou não; se está ou não à altura das imposições cada vez maiores do mercado de trabalho. Se é eficiente e competitivo. Se tem condições de ser um vencedor.
domingo, 3 de abril de 2016
Eu jamais clicaria num link "Fotos que te surpreenderão"... Quem a pessoa que escreve isso acha que é? (Os melhores artistas do mundo suam sangue tentando a vida inteira descobrir - pelo menos um - algo que vai surpreender os outros.) Quem é que pode ter certeza de que a outra pessoa vai se surpreender? Se fosse possível saber esse tipo de coisa, o surpreendente não existiria. E tudo teria menos graça.
"A normose pode ser considerada como o conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir aprovados por um consenso ou pela maioria de pessoas de uma determinada sociedade, que levam a sofrimentos, doenças e mortes. Em outras palavras: que são patogênicas ou letais, executadas sem que os seus autores e atores tenham consciência da natureza patológica." (Pierre Weil)
"A característica comum a todas as formas de normoses é seu caráter automático e inconsciente. Podemos falar, no caso, do espírito de rebanho. A maior parte dos seres humanos, talvez por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à crítica. Por comodismo, as pessoas seguem ou repetem o que dizem os jornais; já que está impresso, deve estar certo! Quantas pessoas aderem a uma ideologia, religião ou partido político só porque está na moda ou para ser bem vistas pelos demais? Uma maneira disfarçada de manipular as opiniões e mudar os sistemas de valores é anunciar que são adotados pela maioria da população. Nesse sentido, toda normose é uma forma de alienação. Facilita a instalação de regimes totalitários ou sistemas de dominação. (…) A tomada de consciência da normose e de suas causas constitui a verdadeira terapia para a crise contemporânea." (Pierre Weil)
"A característica comum a todas as formas de normoses é seu caráter automático e inconsciente. Podemos falar, no caso, do espírito de rebanho. A maior parte dos seres humanos, talvez por preguiça e comodidade, segue o exemplo da maioria. Pertencer à minoria é tornar-se vulnerável, expor-se à crítica. Por comodismo, as pessoas seguem ou repetem o que dizem os jornais; já que está impresso, deve estar certo! Quantas pessoas aderem a uma ideologia, religião ou partido político só porque está na moda ou para ser bem vistas pelos demais? Uma maneira disfarçada de manipular as opiniões e mudar os sistemas de valores é anunciar que são adotados pela maioria da população. Nesse sentido, toda normose é uma forma de alienação. Facilita a instalação de regimes totalitários ou sistemas de dominação. (…) A tomada de consciência da normose e de suas causas constitui a verdadeira terapia para a crise contemporânea." (Pierre Weil)
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sábado, 2 de abril de 2016
Carlos Castilho, Observatório de Imprensa:
3. As pessoas comuns sentem os efeitos da insegurança informativa de forma diferente. Quem vestiu a camiseta partidária tem menos preocupações porque de certa forma transferiu suas dúvidas para uma instituição ou liderança. O que o partido ou dirigente partidário decidirem, é o que vale e é verdadeiro. Já os que não militam em organizações políticas e decidiram pensar pela própria cabeça estão mergulhados na incerteza, que é angustiante e que motiva a pergunta do início deste artigo.
2. O certo é que perdemos o conforto de depositar em alguém ou em alguma instituição a tarefa de nos dizer o que é certo ou errado, justo ou injusto, necessário ou supérfluo. E na atual conjuntura de crise nacional, não temos nem um jornal plenamente confiável e nem uma televisão acima de qualquer suspeita. Não podemos nem mais acreditar no que dizem governantes, políticos, magistrados, pesquisadores e líderes religiosos. Suas declarações e ações respondem a interesses ou estratégias partidárias e nos faltam elementos para identificá-los e compreendê-los.
1. Fomos, em grande parte, educados na tradição cristã de que há uma verdade absoluta. Os antigos acreditavam que ela emanava de divindades. Hoje, a cultura ocidental tende a transferir a certeza informativa para empresas, como jornais, e instituições como os tribunais, juízes e cortes supremas. No entanto, depois da revolução nas tecnologias de informação provocada pela internet, até esta certeza começou a ser posta em dúvida graças à divulgação massiva de dados, fatos, eventos e processos antes ocultos sob o manto do sigilo e da omissão noticiosa.
3. As pessoas comuns sentem os efeitos da insegurança informativa de forma diferente. Quem vestiu a camiseta partidária tem menos preocupações porque de certa forma transferiu suas dúvidas para uma instituição ou liderança. O que o partido ou dirigente partidário decidirem, é o que vale e é verdadeiro. Já os que não militam em organizações políticas e decidiram pensar pela própria cabeça estão mergulhados na incerteza, que é angustiante e que motiva a pergunta do início deste artigo.
2. O certo é que perdemos o conforto de depositar em alguém ou em alguma instituição a tarefa de nos dizer o que é certo ou errado, justo ou injusto, necessário ou supérfluo. E na atual conjuntura de crise nacional, não temos nem um jornal plenamente confiável e nem uma televisão acima de qualquer suspeita. Não podemos nem mais acreditar no que dizem governantes, políticos, magistrados, pesquisadores e líderes religiosos. Suas declarações e ações respondem a interesses ou estratégias partidárias e nos faltam elementos para identificá-los e compreendê-los.
1. Fomos, em grande parte, educados na tradição cristã de que há uma verdade absoluta. Os antigos acreditavam que ela emanava de divindades. Hoje, a cultura ocidental tende a transferir a certeza informativa para empresas, como jornais, e instituições como os tribunais, juízes e cortes supremas. No entanto, depois da revolução nas tecnologias de informação provocada pela internet, até esta certeza começou a ser posta em dúvida graças à divulgação massiva de dados, fatos, eventos e processos antes ocultos sob o manto do sigilo e da omissão noticiosa.
Países que mais consomem agrotóxicos ("fitossanitários"):
01. Brasil: US$ 10 bilhões
02. Estados Unidos: US$ 7,3 bilhões
03. China: US$ 4,8 bilhões
04. Japão: US$ 3,3 bilhões
05. França: US$ 2,8 bilhões
06. Alemanha: US$ 2,1 bilhões
07. Canadá: US$ 1,9 bilhão
08. Argentina: US$ 1,7 bilhão
09. Índia: US$ 1,5 bilhão
10. Itália: US$ 1,3 bilhão
Rios mais poluídos do Brasil em 2012:
01. Tietê (SP)
02. Iguaçu (PR)
03. Ipojuca (PE)
04. Sinos (RS)
05. Gravataí (RS)
06. Velhas (MG)
07. Capibaribe (PE)
08. Caí (RS)
09. Paraíba do Sul (RJ, MG, SP)
10. Doce (MG, ES)
01. Brasil: US$ 10 bilhões
02. Estados Unidos: US$ 7,3 bilhões
03. China: US$ 4,8 bilhões
04. Japão: US$ 3,3 bilhões
05. França: US$ 2,8 bilhões
06. Alemanha: US$ 2,1 bilhões
07. Canadá: US$ 1,9 bilhão
08. Argentina: US$ 1,7 bilhão
09. Índia: US$ 1,5 bilhão
10. Itália: US$ 1,3 bilhão
Rios mais poluídos do Brasil em 2012:
01. Tietê (SP)
02. Iguaçu (PR)
03. Ipojuca (PE)
04. Sinos (RS)
05. Gravataí (RS)
06. Velhas (MG)
07. Capibaribe (PE)
08. Caí (RS)
09. Paraíba do Sul (RJ, MG, SP)
10. Doce (MG, ES)
"A gente pensa que a nossa saúde depende de um sistema médico, mas a nossa saúde depende de como nós estamos vivendo." (Lama Samten)
"A gente leva o sofrimento muito a sério, como se ele fosse uma coisa sólida, mas não é: ele muda num estalar de dedos, ele muda quando muda a visão." (Lama Samten)
"Pacifique as relações em todas as direções. Isso é muito importante. Porque, se uma relação não está pacificada, se ela está aflitiva, ela vai roubar tempo e energia, e aí você não consegue andar. Você fica paralisado, só resolvendo obstáculos. Esse ponto se confunde com a noção de simplicidade: quanto mais você estiver envolvido com coisas, mais as coisas vão te chamar, e aí também você não vai conseguir andar direito. Em uma analogia hidráulica, é preciso ter uma base maior para a caixa de água não transbordar. Simplificar a vida é melhor. Quando você reduz a necessidade financeira, você pode trabalhar menos. E se você é realmente rico, recompre a sua vida, pra viver de uma forma mais lúcida." (Lama Samten)
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6 emoções perturbadoras (ligadas aos 6 reinos)
1. Orgulho (reino dos deuses)
2. Inveja e Ciúmes (reino dos asuras ou semi-deuses)
3. Desejo e Apego (reino dos humanos)
4. Obtusidade Mental e Preguiça (reino dos animais)
5. Carência e Insatisfatoriedade (reino dos fantasmas famintos)
6. Raiva e Medo (reino dos infernos)
1. Orgulho (reino dos deuses)
2. Inveja e Ciúmes (reino dos asuras ou semi-deuses)
3. Desejo e Apego (reino dos humanos)
4. Obtusidade Mental e Preguiça (reino dos animais)
5. Carência e Insatisfatoriedade (reino dos fantasmas famintos)
6. Raiva e Medo (reino dos infernos)
Não existe interesse em discutir política; existe interesse em fazer parte de um grupo que se opõe diametralmente a outro. É a mesma lógica de torcida gre-nal, de gangues de tráfico, israelenses e palestinos, ateus russos e católicos ortodoxos, Stones e Beatles, cachorreiros e gateiros etc. ∞
"Como a gente entra na roda da vida? A gente entra por três animais. O primeiro deles é o javali, que corresponde a nossa identidade. Se vocês olharem dentro deste javali, vão encontrar várias definições, diferentes pessoas vão se descrever de forma diferente. Uma das chaves da reflexão sobre isso é pensarmos: 'Eu já me descrevi de vários modos e agora me descrevo desta forma, hoje. Mas no passado eu também acreditava que eu era aquilo que eu descrevia. Se eu não era aquilo e aquilo desapareceu, como é que eu tenho uma noção de continuidade?' O que nos dá esta sensação de poder dizer 'no passado eu fiz isso, eu pensei que eu era aquilo, depois eu fiz aquilo'? Como é que tem alguma coisa contínua dentro disso? A gente deveria pensar sobre o que nos dá a sensação de continuidade no meio dessas experiências múltiplas." (Lama Samten)
Eugênio Bucci, Observatório de Imprensa:
A solução só surgirá quando houver um diálogo público e aberto entre lideranças que saibam desprender-se das agendas partidárias, sem se desprenderem jamais da Constituição federal. Acontece que o diálogo pressupõe maturidade das lideranças, e temos tido escassez de maturidade – e também de boas lideranças.
Podemos dizer, sem nenhum exagero, que a sorte do Brasil depende desta possibilidade improvável: o diálogo maduro, responsável e eficaz. (...)
Sem pontes de diálogo, não há boas perspectivas. Recentemente o vice-presidente Michel Temer falou em pontes. Nada mais acertado. Mas é preciso levar em conta, também, que pontes servem para incluir, não para excluir. Pontes que deixem de fora setores expressivos da vida política nacional não unem, dividem.
Uma ponte, digamos, por hipótese, entre PMDB e PSDB não é necessariamente parte da solução. Pode ser apenas um conchavo entre parceiros que, sozinhos, são só parte do problema. Diante do caso de polícia em que se converteu a República, com corruptos saindo pelo ladrão e ladrões despencando das rampas de Brasília, a autoridade moral do PMDB, cujos caciques indiciados confraternizam em atos solenes posando de cardeais da virtude, é, no mínimo, limitada. O PMDB, como o PT, não apenas não pune os seus corruptos notórios, como os adula oficialmente. Quanto ao PSDB, bem, todo mundo está vendo: seus líderes foram hostilizados nas manifestações de domingo e contra o senador Aécio Neves, entre outros, pesam acusações sérias.
Uma ponte entre PSDB e PMDB não basta. (Sem falar que essa metáfora da ponte – que é boa, muito boa, desde Sófocles, há 2.500 anos – tem implicações canhestras nas terras brasileiras. Por aqui proliferam pontes superfaturadas, faraônicas e cheias de guichês de pedágio a preços igualmente faraônicos. Sejamos responsáveis – e prudentes – também no uso dessa metáfora.) (....)
A solução só surgirá quando houver um diálogo público e aberto entre lideranças que saibam desprender-se das agendas partidárias, sem se desprenderem jamais da Constituição federal. Acontece que o diálogo pressupõe maturidade das lideranças, e temos tido escassez de maturidade – e também de boas lideranças.
Podemos dizer, sem nenhum exagero, que a sorte do Brasil depende desta possibilidade improvável: o diálogo maduro, responsável e eficaz. (...)
Sem pontes de diálogo, não há boas perspectivas. Recentemente o vice-presidente Michel Temer falou em pontes. Nada mais acertado. Mas é preciso levar em conta, também, que pontes servem para incluir, não para excluir. Pontes que deixem de fora setores expressivos da vida política nacional não unem, dividem.
Uma ponte, digamos, por hipótese, entre PMDB e PSDB não é necessariamente parte da solução. Pode ser apenas um conchavo entre parceiros que, sozinhos, são só parte do problema. Diante do caso de polícia em que se converteu a República, com corruptos saindo pelo ladrão e ladrões despencando das rampas de Brasília, a autoridade moral do PMDB, cujos caciques indiciados confraternizam em atos solenes posando de cardeais da virtude, é, no mínimo, limitada. O PMDB, como o PT, não apenas não pune os seus corruptos notórios, como os adula oficialmente. Quanto ao PSDB, bem, todo mundo está vendo: seus líderes foram hostilizados nas manifestações de domingo e contra o senador Aécio Neves, entre outros, pesam acusações sérias.
Uma ponte entre PSDB e PMDB não basta. (Sem falar que essa metáfora da ponte – que é boa, muito boa, desde Sófocles, há 2.500 anos – tem implicações canhestras nas terras brasileiras. Por aqui proliferam pontes superfaturadas, faraônicas e cheias de guichês de pedágio a preços igualmente faraônicos. Sejamos responsáveis – e prudentes – também no uso dessa metáfora.) (....)
"Recentemente fui informado de que há rumores dando conta de que, entre a magnitude de adeptos das redes, poderia existir um remotíssimo e obscuro percentual de usuários que conseguiriam, nestes dias de turbulência política, passar infensos à esta bipolaridade. Eu digo com tranquilidade que nunca vi essas pessoas nem na minha timeline nem no meu feed de notícias e isso, pelo menos no meu universo de observação, reforça a ideia de que, diante da atual crise política, todos sucumbiram ao delírio voluntário – ao próprio e ao alheio – ainda que por motivos e em graus diferentes. (...) Muitas pessoas se queixam, nas próprias redes sociais, de uma excessiva bipolaridade no campo político e, desde os movimentos de junho de 2013 e das últimas eleições presidenciais, contatos (ou 'amigos') exigem-se condutas e posicionamentos. A isenção é tolerada, mas também mal vista nas redes sociais. Muito mais que uma divisão entre 'governistas' e 'oposição', ricos ou pobres, brancos ou pretos, homens ou mulheres, a aposta na dicotomia de opiniões muitas vezes é um artifício pelo qual os indivíduos angariam aprovação dos demais, mas a cisão de opiniões políticas, diferentemente da opinião esportiva ou religiosa, implica sempre num jogo de confiança e desconfiança. Racionalmente, se diante de um caso crítico, por exemplo envolvendo crimes penais ou administrativos, uma pessoa não é capaz de posicionar-se claramente, é muito difícil para ela conseguir sustentar uma imagem de isenção dali em diante. Erving Goffman, sociólogo canadense falecido em 1982 e que nunca estudou as redes sociais, matou esta charada 70 anos atrás, quando publicou, em 1959, o seu 'A representação do eu na vida cotidiana'. Para ele, a projeção que uma pessoa faz ao atrelar-se a um grupo social identificado sob uma opinião predominante, mesmo que obsequiosamente, resume para aquele momento em toda a sua identidade individual." (Lúcio Carvalho/Observatório de Imprensa)
Carlos Castilho, Observatório de Imprensa:
<< O que a Globo sabe fazer magistralmente é manipular contextos, como por exemplo, a alocação de tempos para acusação e defesa. Uma denúncia feita por algum delator no processo Lava Jato recebe um detalhamento que toma vários minutos enquanto a defesa merece rápidas e burocráticas menções do tipo “todas as doações foram registradas de acordo com a lei eleitoral”, “não comentamos inquéritos em andamento”, ou “ainda não tivemos acesso aos autos do processo”, sem falar no lacônico “não conseguimos contato com...”.
Discutir a legalidade de tal processo é chover no molhado porque a emissora sempre vai alegar que seguiu o preceito jornalístico da consulta à parte atacada ou agredida. A questão é a diferença de tempo e detalhamento. Na maioria dos casos de divulgação de denúncias por delação premiada não houve da parte dos telejornais da TV Globo a preocupação em apresentar de forma detalhada os argumentos da outra parte. Assim, o telespectador acabou sempre ficando sob o efeito do impacto da denúncia, mesmo aqueles que não acreditaram nela.
(...) Outro exemplo da manipulação de contextos foi dado pela TV Globo no caso da hostilização de funcionários da empresa por desafetos políticos na atual conjuntura política no país. A emissora enquadrou os eventos como agressões à liberdade de imprensa quando na realidade eles são uma consequência da polarização político-ideológica na qual a Globo é parte. Atirar ovos e tomates, ou xingar funcionários tem tudo a ver com irritação e divergências políticas, e nada a ver com violações do direito de expressar opiniões. >>
<< O que a Globo sabe fazer magistralmente é manipular contextos, como por exemplo, a alocação de tempos para acusação e defesa. Uma denúncia feita por algum delator no processo Lava Jato recebe um detalhamento que toma vários minutos enquanto a defesa merece rápidas e burocráticas menções do tipo “todas as doações foram registradas de acordo com a lei eleitoral”, “não comentamos inquéritos em andamento”, ou “ainda não tivemos acesso aos autos do processo”, sem falar no lacônico “não conseguimos contato com...”.
Discutir a legalidade de tal processo é chover no molhado porque a emissora sempre vai alegar que seguiu o preceito jornalístico da consulta à parte atacada ou agredida. A questão é a diferença de tempo e detalhamento. Na maioria dos casos de divulgação de denúncias por delação premiada não houve da parte dos telejornais da TV Globo a preocupação em apresentar de forma detalhada os argumentos da outra parte. Assim, o telespectador acabou sempre ficando sob o efeito do impacto da denúncia, mesmo aqueles que não acreditaram nela.
(...) Outro exemplo da manipulação de contextos foi dado pela TV Globo no caso da hostilização de funcionários da empresa por desafetos políticos na atual conjuntura política no país. A emissora enquadrou os eventos como agressões à liberdade de imprensa quando na realidade eles são uma consequência da polarização político-ideológica na qual a Globo é parte. Atirar ovos e tomates, ou xingar funcionários tem tudo a ver com irritação e divergências políticas, e nada a ver com violações do direito de expressar opiniões. >>
Tendências infantis que nos impedem de viver o presente. Jetsunma Tenzin Palmo:
Paciência é o antidoto para raiva. Jetsunma Tenzin Palmo:
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