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sábado, 29 de novembro de 2008

"Bokonon nos diz: 'Quem ama é um mentiroso,/Para si mesmo ele mente./Quem vê a verdade é um tolo,/Só pensa, não ama nem sente!" (VONNEGUT, Kurt. Cama-de-gato.)

"No limite, pode-se perguntar se comer e viver de modo sadio, não correr riscos, nunca ultrapassar a dosagem prescrita significam realmente viver, ou melhor, se a vida racional não é uma vida demente. Não é loucura pretender erradicar nossa loucura? (...) A sabedoria deve saber que contém em si mesma uma contradição; é inteiramente loucura viver muito sabiamente. Devemos reconhecer que na loucura, que é o amor, há a sabedoria do amor. No amor da sabedoria, ou da filosofia, falta amor. O importante na vida é o amor. Com todos os perigos que ele contém." (MORIN, Edgar. Amor, poesia, sabedoria. 1997.)
David Cronenberg e Viggo Mortensen são duas das pessoas de cinema com mais regularidade em termos de qualidade hoje. 'Marcas de violência' e 'Senhores do crime' estiveram entre os melhores filmes de seus anos - e dos últimos anos - e Viggo surpreende por sua dedicação ao personagem: para viver o russo Nikolai, Viggo conviveu com ladrões no interior da Rússia.

A máfia russa retratada no filme, Vor V Zakone, tem como integrantes pessoas que registram tudo sobre si por meio de tatuagens. Assim, na prisão, por exemplo, todo mundo sabe quem é aquela pessoa, não há como esconder. A tatuagem que significa que o sujeito é um Vor é a rosa dos ventos: duas são tatuadas, cada uma perto de cada ombro, ou uma é tatuada no joelho, significando que o sujeito não se ajoelha para ninguém. Abaixo, um mafioso Vor e a minha namorada.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008



Alexandre Alliatti/GloboEsporte.com: "O Inter pegou a mania de se alimentar de títulos continentais e agora tem a faca e o queijo nas mãos para engordar sua coleção de canecos gringos. Guerreiro, o time colorado superou a expulsão precoce de Guiñazu e bateu o Estudiantes por 1 a 0 no estádio Ciudad de La Plata na noite desta quarta-feira. O triunfo no primeiro jogo da decisão deixa a equipe gaúcha em vias de ganhar a Copa Sul-Americana. Se for confirmado, será sua quinta taça estrangeira em três anos. Alex, ainda no primeiro tempo, marcou de pênalti o gol vermelho. O resultado quebrou uma invencibilidade de 43 partidas do Estudiantes em casa. É a quinta vitória consecutiva do Inter na Sul-Americana, competição que ainda não foi conquistada por brasileiros. Com o resultado, a equipe de Tite joga até por empate no jogo da volta, na quarta da semana que vem, em um Beira-Rio entupido por 50 mil torcedores. (...)"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Depois do jogador do Botafogo que deu cartão vermelho para o árbitro, este alemão...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O futebol tem sorte de ter eu e o Leonardo entre seus adeptos.


Conmebol pifa.
Publicado por Leonardo Fleck em 12/nov/2008

Estão falando por aí que a Conmebol dará de presente uma vaga na Libertadores de DOIS MIL E NOVE (2009) pro campeão da Sulamericana DE DOIS MIL E OITO (2008) torneio que AINDA não terminou. Numa tentativa desesperada de salvar uma competição menor e por pressões dos patrocinadores da mesma, já cansados de aportar milhões nesse torneio de bairro que não interessa a nenhum clube que tenha algo melhor a fazer, possivelmente será anunciada pela entidade ainda no mês de novembro.

Agora, pensemos.

O presidente da Conmebol é o Nicolás Leoz. O paraguaio Nicolás Leoz. No ano do centenário do Olímpia, um clube paraguaio, vejam vocês, o Olímpia foi campeão da Libertadores. Quem tem um pouco de memória vai lembrar que o Olímpia eliminou o Grêmio nas semi-finais daquele ano após o juiz mandar repetir, de forma criminal, uma cobrança de penalty defendida pelo Eduardo Martini. Fomos eliminados no apito e o Olímpia, um clube paraguaio, assim como presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, consagrou-se campeão no ano do seu centenário. Mas Nicolás Leoz não é apenas paraguaio, Nicolás Leoz é paraguaio e sócio do Sport Clube 2006 desde 1971 clube que comemora cem anos em 2009 (mesmo ano em que os gremistas comemorarão o centenário do massacre do primeiro Gre-nal 10×0). Não bastasse isso tudo, o Sport Club 2006 é um dos clubes que não tem nada melhor pra fazer e que, vejam vocês, tem colocado todos os seus titulares disponíveis (menos os que se cagaram) pra jogar tal torneio de bairro. Cheira a diarréia com vômito isso daí, não é verdade?

Agora pensemos mais um pouquinho.

A Conmebol da tratamento diferenciado pra Boca e River CONVIDANDO as duas equipes pra jogar a Sulamericana, exato, exato, CONVIDANDO eles, ignorando os critérios de classificação (o que no Brasil é tratado de prêmio consolação pelo fracasso na vaga a Libertadores). E como convidar não é o suficiente pra Conmebol, esses dois clubes estreiam na TERCEIRA rodada. Não é HERMOSO? Depois, quando os brasileiros resolvem jogar com o dente-de-leite, juvenis e reservas, e em alguns casos mais radicais, de nem ao menos mandar os seus técnicos (como fez o Palmeiras) pra acompanhar os jogos, os gênios da Conmebol, presidida pelo paraguaio e sócio do Sport Club 2006 (clube que comemora cem anos em 2009, mesmo ano em que os gremistas comemorarão o centenário do massacre do primeiro Gre-nal 10x0) Nicolás Leoz e, claro, pressionados pelos patrocinadores, mudará as regras do jogo, vejam vocês, DURANTE a competição.

Pensemos mais um pouquinho e chega, por que cansa pensar.

A Conmebol, que nunca conseguiu dar credibilidade pra Sulamericana, terminará arruinado de vez a Libertadores. Depois de AFEMINAR essa competição CONVIDANDO equipes (não importam que sejam mexicanas), e aumentar o número de participantes por país, diminuindo assim o mérito daqueles que suavam sangue pra chegar ao final de seus campeonatos nacionais como campeao ou vice, agora abrirá de vez a porta com mais uma forma de acesso. Convenhamos, regras que sao mudadas DURANTE o jogo nao inspiram muita credibilidade, menos ainda aqueles que por estas mudancas decidem.


Douglas Dickel
24/nov/2008 | 12:55

Como esses Sport Club 2006 são influentes, não? Ele mandam em todo (o) mundo. Devem ter uma equipe de magos hipnotizadores ou transformam ossos em ouro pra pagar todos esses favorecedores. O bom é que o nosso Copero está fora da política do planeta Terra, pois somos vikings e highlanders puros de alma. Infelizmente somos alvo de toda e qualquer conspiração do futebol mundial, e só por isso tomamos 4 do SC2006 em 2008. Ainda bem que fomos desclassificados por querer pelo SC2006 da copinha, aquela segunda divisão da América, a fim de priorizar o Brasileirão e tomar 4 do Vitória (um de bicicleta), que não vencia há oito partidas.


Leonardo Fleck
24/nov/2008 | 15:03

Fala Doug, não precisa se passar por gremista pra ter comentário aprovado aqui, é só ler bem o endereço do site e saber que tratamos das coisas de GRÊMIO aqui. Dessa vez passou.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

ZERO HORA
20 de novembro de 2008
SUL-AMERICANA
Tango final

Inter faz 4 a 0 no Chivas e espera por Estudiantes ou Argentinos Jrs
DIOGO OLIVIER

Foi uma vaga na final com a marca da maturidade de um clube que alcança a sua quarta decisão continental em três anos. O 4 a 0 sobre o Chivas, ontem, no Beira-Rio, somado ao 2 a 0 de Guadalajara, revelam um time que se acostumou a disputar títulos de envergadura. Assim, depois da Libertadores, do Mundial e da Recopa, agora o Inter vai buscar a Copa Sul-Americana contra o vencedor de Estudiantes e Argentinos Juniors, que se enfrentam hoje (sic).

O técnico Tite deve ter aplicado uma vacina tripla anti-salto em seus jogadores. O Inter entrou em campo como se precisasse vencer de goleada, ainda que pudesse perder por um gol de diferença. Não perdeu uma dividida sequer. Isso nada tem a ver com técnica ou estratégia de jogo, mas mostrou-se fundamental. O técnico Efraím Flores marcou pressão no campo do Inter, a partir dos atacantes Medina e Santana. De nada adiantou. O Inter de quatro decisões em três anos parece não se espantar com mais nada.

Nada de drama, tensão, nervosismo, matizes épicos. Não foi preciso nada disso para o Inter chegar à final inédita para o futebol brasileiro. Tudo aconteceu com naturalidade.

Todos os movimentos do jogo tiveram um maestro. D'Alessandro rigorosamente regeu os seus companheiros. Quando a bola não parava no ataque, ele girava para cá e para lá, chamando a falta. Se a marcação apertava, insistia no toque de primeira com Magrão, Guiñazu pelo meio. Vez por outra abria pelos lados e tornava a tabelar com Bolívar e Marcão. A cadência do argentino matou os mexicanos.

Nada mais justo que a goleada tivesse a assinatura de D'Alessandro também no placar. A 19 minutos, converteu pênalti sofrido por ele mesmo. Carregou a bola na área até o o zagueiro Ocampo derrubá-lo. Já caiu de braços abertos, no melhor estilo catimbeiro argentino. Aos 36 minutos, pediu a bola para cobrar falta na entrada da área. Ninguém ousou contestá-lo. O goleiro Hernández se esticou todo, mas não conseguiu alcançar o seu cantinho esquerdo, ao pé da trave.

Enquanto isso, Lauro fazia polichinelos na sua área, para se aquecer um pouco. Do ponto de vista defensivo, o Inter beirou à perfeição. Índio, Álvaro, Bolívar e Marcão não perderam um lance sequer pelo alto.

O terceiro gol poderia ter sido olímpico. Em escanteio cavado por D'Alessandro, contra três marcadores, Taison imprimiu uma curva que quase traiu Hernández. Nilmar apareceu por trás do goleiro e completou de cabeça, aos 43.

Ao garantir vaga na final tão cedo, o Inter transformou o segundo tempo em mera formalidade. Tite deu-se ao luxo de preservar D'Alessandro, com cartão amarelo. Andrezinho entrou. O gol de Nilmar, a 25 minutos, serviu apenas para deflagrar os gritos de "olé" da torcida, contra o time de um país que adora touradas, como o México.

Agora, resta saber com quem será o último tango: Estudiantes ou Argentinos Jrs.



terça-feira, 18 de novembro de 2008

O grande não
Ter firmeza de atitude e saber negar é uma arte que pode transformar sua vida. Descubra por que é legal não ser legal o tempo inteiro
(Liane Alves/Vida Simples)

(...) Todo mundo tem medo de dizer não. Mas algumas pessoas têm mais medo que as outras. Principalmente as que apostam as fichas num mundo mais gentil, em formas mais conciliadoras e pacíficas no caso de disputas. Para essas pessoas, o não parece conter uma agressividade intolerável, uma palavra que aponta para um caminho sem volta em direção ao confronto. No geral, elas têm pouca habilidade para respostas rápidas ou facilidade em sustentar posições contra o fogo cerrado de um inimigo mais dinâmico. Então, para elas fica mais fácil morrer por dentro e dizer sim. (...)

Fizemos uma seleção de dicas a partir de livros que falam sobre a melhor maneira de sustentar uma negação. Aqui estão alguns dos conselhos básicos:

. Ser muito legal pode não ser legal. Experimente ser egoísta de vez em quando.
. Se discordar, discorde logo de cara, no começo da conversa
. O não precisa ter força. Boa alimentação, exercícios vocais e vitalidade auxiliam.
. Se não tiver certeza do seu sim, enrole. Ou peça tempo para pensar.
. Não sorria quando estiver aponto de explodir. Aprenda a fechar a cara.
. Mude de opinião quantas vezes quiser.
. Diga como se sente e não acuse o outro, colocando-o na defensiva.
. Não abra muito espaço para contra-argumentos. Reafirme o seu não.
. A negação precisa ser firme. Mas não precisa ser agressiva
. Imagine sempre que tudo vai dar certo. Costuma funcionar.

domingo, 16 de novembro de 2008

"Propostas para visitar lugares desconhecidos são lições de dança oferecidas por Deus." (VONNEGUT, Kurt. Cama-de-gato.)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

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Opa!
Está sabendo do projeto de lei que será votado no Senado que prevê prática de crime para qualquer tipo de troca de arquivos pela internet?
Então, por favor, leia este post e depois assine esta petição online.
Repasse para seus contatos.
Valeu!
Edilson
Estadão, Rolling Stone e Radiohead advertem: Radiohead no Brasil em março de 2009.
Club d'Essai
apresenta

Objetos de Estimação/Coleções Particulares – Expedição Porto Alegre

Procure não perder nada entre os dias 14 e 23 de novembro,
mas se esta for uma condição inevitável, lembre-se onde isto ocorreu.

Acompanhe seus próprios passos diariamente neste período em www.clubdessai.blogspot.com


Uma estranha expedição pela cidade de Porto Alegre.

Colecionadores invisíveis, vendados com tecido branco, em uma busca por coisas perdidas, esquecidas ou abandonadas, o mergulho de um paciente exercício de observação que somente a sensível percepção da cegueira permite. Um grupo disperso, à espreita, a espera da distração que concede o esquecimento, a perda, ou ainda, silenciosamente, aguardando a ruptura que conduz ao inevitável abandono. A função deste grupo é recolher tudo, e assim nascerá uma coleção.

Esta expedição marca o início do projeto Objetos de Estimação/Coleções Particulares, do Club d'Essai, tendo como sequência uma exposição, uma possibilidade de devolução aos verdadeiros donos da matéria tangível ou não, recolhida pelos colecionadores.

A expedição ocorrerá de 14 a 23 de novembro, e poderá ser acompanhada através do blog [www.clubdessai.blogspot.com] onde diariamente será publicado um registro distinto sobre a busca.


O projeto Objetos de Estimação/Coleções Particulares terá no mês de novembro a realização de sua versão definitiva em Porto Alegre, depois de uma muito bem sucedida exibição na This Is Not A Gallery [www.thisisnotagallery.com] em outubro na cidade de Buenos Aires. As imagens da realização do projeto na Argentina podem ser conferidas em:
http://picasaweb.google.com/clubdessai


Objetos de Estimação/Coleções Particulares
Expedição [intervenção urbana], de 14 a 23 de novembro. www.clubdessai.blogspot.com
Exposição [instalação interativa], de 24 a 28 de novembro.
Subsolo do Instituto Goethe Porto Alegre [24 de outubro, 112], das 09h às 22h.
Alex faz cara de mau para marcar o gol de falta que estava devendo havia um bom tempo. Inter 2x0 Chivas, rumo à final da Copa Sul-Americana, que, segundo o diretor de futebol do Grêmio, André Krieger, é a terceira divisão do continente.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O PONTAL DA HIPOCRISIA
Juremir Machado
(Correio do Povo 12/11/2008)

Está marcada para amanhã, se a Justiça deixar, a votação, na Câmara dos Vereadores, do projeto Pontal do Estaleiro. A malandragem costuma adotar expressões modernosas para enganar os incautos: revitalização, embelezamento, criação sustentável de empregos, adoção de um perfil urbanístico de Primeiro Mundo. Tudo conversa fiada. A mesma turma que pretendia se apropriar de quase toda a orla do Guaíba na época do governo Collares, com um papinho semelhante, voltou ao ataque para tentar o golpe do novo milênio. Comprou a área do antigo Estaleiro Só por míseros R$ 7,2 milhões, preço vil em função da lei que impede a construção de prédios residenciais no local, e pretende, mudando a lei, ganhar rios de dinheiro. Estrategicamente, os vereadores deixaram a votação para depois das eleições. A manobra não passou.

Depois que escrevi sobre esse assunto, há alguns dias, tenho recebido toneladas de insultos de pretensos modernos. Por favor, mandem mais. Dizem-me que a área é privada. Pois devia ter sido comprada por essa merreca pelo município de Porto Alegre ou pelo Estado. É um espaço que deve ser público. Mais de 20 entidades vêm protestando contra essa privatização do pôr-do-sol. Indicam que haverá engarrafamento na avenida Padre Cacique, bloqueio do sol e do vento e aumento da produção cloacal. A lei estabelece que a orla é área de proteção permanente. O pessoal da grana, que sonha com um janelão à beira do rio, acha que basta mudar a lei. Afinal, eles têm os meios que movem o mundo. Eu já pensei em ter uma cabana no meio do Parcão. Só para deitar na rede e olhar as patricinhas correndo. Não tenho dinheiro para eliminar os obstáculos ao meu projeto. Além disso, teria de ver também as peruas. Outra idéia genial seria um espigão de 50 andares no meio da Redenção. Tudo pela modernidade.

Dá para embelezar o Pontal do Estaleiro com jardins, quadras de esportes, bares, restaurantes, teatros, museus e uma infinidade de equipamentos de interesse coletivo. A verdade é que há um novo mecanismo de chantagem na praça. Internacional e Grêmio querem estádios novos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014. Só atingirão esse objetivo vendendo os Eucaliptos e o Olímpico. Quem pode comprar condiciona o negócio à mudança da lei para que seja possível construir arranha-céus de mais de 30 andares. O Estaleiro é apenas a ponta de uma jogada para pisotear as leis de proteção ambiental e alterar o perfil urbanístico de Porto Alegre de modo a saciar enfim o apetite vertical dos ganhadores de dinheiro como esporte principal. Atenção, o mundo mudou. Aquilo que se podia fazer 30 anos atrás agora não desce mais redondinho.

O cartel dos espigões terá de enfrentar a resistência da população. Estudantes e ambientalistas devem acorrentar-se ao longo do território ameaçado para defendê-lo do avanço inimigo. Parte da mídia faz ouvidos de mercador aos que gritam. Afinal, interesses imobiliários conjugados podem reduzir a liberdade de expressão sem que isso faça corar os jornalistas. Por trás de cada discurso sobre os benefícios da modernidade, sempre tão arrogantes e especializados, esconde-se a mais velha das ambições: ganhar dinheiro fácil e levar vantagem em tudo. A Câmara dos Vereadores vai virar uma Bombonera. Os representantes do povo sentirão o bafo da massa na hora de votar.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

No dia 2 de março de 2009 vem ao mundo 'Invaders must die', finalmente um novo disco do Prodigy. Dave Grohl tocou bateria em 'Run with wolves'.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Antônio [Xerxenesky]
Finalista do Açorianos
"O 'Areia nos dentes' é um dos três finalistas ao prêmio de melhor narrativa longa no Açorianos. Concorre ao lado de dois nomes pesadíssimos da área, como o mega-premiado João Gilberto Noll e o Marcelo Carneiro da Cunha. Provavelmente não levo nem pipoca pra casa, mas ter sido selecionado já foi tri massa."

domingo, 9 de novembro de 2008



Foto de Alexandre Lops. Legenda, no site do Inter: "Sandro cabeceia para fazer 3x0". É bom esse Sandro.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008



"Durante o show estava rolando o jogo Boca x Inter, em Buenos Aires, pela Copa Sul-Americana, vencido pela equipe gaúcha por 2 a 1. Entre um grito e outro de comemoração dos colorados (seguido pelas vaias gremistas, claro), Stipe, Mike Mills (baixo) e Peter Buck (guitarra) tocaram Man-Sized Wreath, Electrolite, Imitation of Life (também muito aplaudida, mesmo com o refrão desacelerado), Walk Unafraid e o hit absoluto The One I Love." (Danilo Fantinel/Volume)



"O Boca Juniors estava desde 2003 sem perder jogos internacionais na Bombonera." (Nando Gross)



"Se o Boca Juniors preferiu escalar reservas, azar dele." (Wianey Carlet)



"O Grêmio teve crescimento no primeiro turno porque foi eliminado cedo de duas competições e fez uma boa preparação para o Brasileirão. No segundo turno, os adversários já começaram a vê-lo como inimigo e a preparação de todos era a mesma." (Wanderley Luxemburgo)
Sensacional.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

É sobre a arte, com ênfase na literatura, mas pode ser sobre a comunicabilidade (e o sentimento de comunicabilidade) em geral. A seguir, trecho do post do Daniel Galera publicado em 26/10/2005 no finado blog Ranchocarne e respostado por ocasião do recente suicídio do David Foster Wallace.

"Quem já tentou escrever ou filmar ou desenhar ou compor alguma coisa certamente passou pela experiência de elaborar uma idéia imensa, complexa, perfeita em sua forma e suas interconexões, uma condensação abstrata de inúmeras opiniões e sentimentos, só pra sentir a quase total incapacidade de transformar aquela idéia abstrata em palavras, imagens, sons quando chega a hora de botar a mão na massa. Quando se sobrevive ao processo, mesmo o resultado bom é somente a ponta do iceberg da idéia original, e no máximo se pode ter a expectativa de que a obra resultante tenha a capacidade de apertar os botões certos nos leitores/ ouvintes/ espectadores para que, com alguma sorte, reflitam em seu inconsciente uma parte daquilo que nos moveu a buscar um meio de expressão pra começo de conversa. É como se todos vivêssemos dentro de quartos fechados (e essa analogia é emprestada do conto do DFW [David Foster Wallace], já vou avisando), ligados a todos os demais quartos somente por buracos de fechadura. É muito pouco para transmitirmos o que se passa dentro de nosso quarto. Tentamos encontrar truques para descrever nossa estante de livros, o papel de parede que escolhemos, o modo como a lua cheia ilumina a cama em determinadas noites. Tocamos nosso som favorito no volume máximo, torcendo pra que alguém do outro lado da porta escute e goste também. Mas é sempre tão pouco. Então o negócio é aproveitar o buraquinho da fechadura da melhor maneira possível. Escrever é como sussurrar uma história pelo buraco. Um filme é como mostrar uma seqüência de imagens pelo buraco, e por aí vai. (Ok, agora estou desenvolvendo a analogia ao meu gosto, como já devem ter percebido). E raramente, muito raramente, bem na hora que a gente bota o olho no buraco, tem alguém espiando exatamente ali no mesmo instante. É claro que o quarto é ilusório. No fundo não existem paredes. Mas saber disso não ajuda muito, não é mesmo?

"Arrisco dizer que escrever é a forma mais mentalmente extenuante de tentar transmitir nosso fluxo interior de pensamentos e impressões. As palavras são pecinhas muito pequenas, com regras de encaixe manhosas, chatinhas. Tentar transformar um clarão intuitivo em uma seqüência linear de palavras pode ser bem complicado. Mas é possível, e bons livros estão cheios de momentos 'pára tudo', porque um conjunto de páginas triunfante consegue transmitir algo da mesma forma que três segundos de alguns filmes ou algumas músicas. O poder ocasional de um olhar de um ator em um filme ou de um refrão de uma música às vezes me deixa em uma espécie de estado de graça, e buscar esse efeito em parágrafos e páginas às vezes me parece uma tarefa tão imensa que quase acredito, por um instante, que escrever é coisa de louco (não é)."

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

LISTA DE GASTOS POR PONTO
Folha salarialGasto por ponto
InternacionalR$ 3,2 miR$ 400 mil
SantosR$ 2 miR$ 300 mil
FluminenseR$ 1,7 miR$ 300 mil
PalmeirasR$ 2,8 miR$ 275,4 mil
São PauloR$ 2,3 miR$ 225,5 mil
FlamengoR$ 2 miR$ 210,5 mil
Atlético-MGR$ 1,2 miR$ 175,6 mil
Atlético-PRR$ 1 miR$ 171,4 mil
CruzeiroR$ 1,5 miR$ 155,2 mil
BotafogoR$ 1,2 miR$ 146,9 mil
SportR$ 800 milR$ 114,2 mil
CoritibaR$ 890 milR$ 108,9 mil
NáuticoR$ 650 milR$ 108,3 mil
VitóriaR$ 800 milR$ 106,6 mil
VascoR$ 600 milR$ 105,8 mil
GoiásR$ 700 milR$ 87,5 mil
GrêmioR$ 850 milR$ 85 mil
Pioneiros.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Juliana, Ricardo e Bruno, leitores deste blog que gostam de soccer.

O psicológico deve ser um dos principais fatores para o desempenho no futebol. Falo por experiência própria, jogando futsal ano passado, e falo como única explicação para a irregularidade do Inter este ano. Ele tem ótimos jogadores, entre eles o louco Guiñazu e o Alex, considerado o melhor jogador brasileiro atuando neste país na atualidade; ele ganhou de 2x0 do São Paulo, de 4x1 do Palmeiras e de 4x1 do Grêmio - os três times que estão em primeiro no Campeonato Brasileiro hoje.

Também o psicológico - se não for o fim de uma fase astral boa - deve ser o motivo da queda recente do Grêmio. E não há nada mais motivador do que vencer um Gre-Nal, assim como nada mais desmotivante que perder um Gre-Nal. No dia 28 de agosto, o Grêmio comemorou a desclassificação para o Inter na Copa Sul-Americana. No jornal, ficou escrito que todos os que estavam no Olímpico naquele dia saíram contentes. Eu e o meu colega Leandro ficamos indignados e previmos que o resultado não seria tão feliz assim para os gremistas, embora eles acreditassem que sim.

O que o Grêmio deveria ter feito era desclassificar o Inter, e, depois sim, então poderiam colocar até os torcedores para jogarem na fase seguinte - contra o Universidad Católica.

Antes da desclassificação, o Grêmio tinha 72% de aproveitamento no Brasileirão. Foram 22 jogos, 48 pontos ganhos e somente 2 derrotas (9% de derrotas). Depois da desclassificação, o painel foi completamente outro: 45% de aproveitamento, sendo 11 jogos, 15 pontos e 4 derrotas (36% de derrotas). Veja o quadro completo abaixo.


São Paulo 0 x 1 Grêmio
Grêmio 0 x 0 Flamengo
Grêmio 2 x 0 Náutico
Vasco 2 x 1 Grêmio
Grêmio 2 x 1 Fluminense
Goiás 0 x 3 Grêmio
Grêmio 3 x 0 Atlético-PR
Grêmio 1 x 1 Internacional
Botafogo 2 x 0 Grêmio
Santos 1 x 1 Grêmio
Grêmio 2 x 1 Portuguesa
Sport 2 x 2 Grêmio
Grêmio 1 x 0 Cruzeiro
Figueirense 1 x 7 Grêmio
Grêmio 1 x 1 Palmeiras
Coritiba 0 x 1 Grêmio
Grêmio 2 x 0 Vitória
Grêmio 1 x 0 Ipatinga
Atlético-MG 0 x 4 Grêmio
Grêmio 1 x 0 São Paulo
Flamengo 2 x 1 Grêmio
Náutico 1 x 1 Grêmio

72% de aproveitamento
22 jogos
48 pontos
2 derrotas
9% de derrotas


SUL-AMERICANA
Grêmio 2 x 2 Internacional (e o Grêmio "comemora" a declassificação...)


Grêmio 2 x 1 Vasco
Fluminense 0 x 0 Grêmio
Grêmio 1 x 2 Goiás
Atlético-PR 0 x 0 Grêmio
Internacional 4 x 1 Grêmio
Grêmio 2 x 1 Botafogo
Grêmio 2 x 0 Santos
Portuguesa 2 x 0 Grêmio
Grêmio 1 x 0 Sport
Cruzeiro 3 x 0 Grêmio
Grêmio 1 x 1 Figueirense

45% de aproveitamento
11 jogos
15 pontos
4 derrotas
36% de derrotas