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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Yorgo Lanthimos em "Como estragar uma carreira em 10 anos: de vencedor do Un Certain Regard, de Cannes, em 2009, com 'Kynodontas', a campeão de indicações aos Oscars, em 2019, com 'The favourite', incluindo Melhor Atriz para uma atriz que engordou".



Olivia Colman engordou 16 Kg pra ganhar o Oscar... 😑
"Estudar o Caminho [de Buda] é estudar a si próprio. Estudar a si próprio é esquecer-se de si próprio. Esquecer-se de si próprio é tornar-se iluminado por todas as coisas do universo." (Dogen Zenji)
"Para muitos, a gênese do ateísmo está na percepção de que o Deus apresentado por alguns religiosos é bem pior do que nós." (Fábio de Melo)
Complemento implícito, por minha conta: 'Mas não é. Somos, nós mesmos, impiedosos. Imagem e semelhança.'
Como eu descobri o plano de dominação evangélico – e larguei a igreja 
(Túlio Gustavo/Intercept)
 
"Em junho de 2009, aconteceria o Congresso Nacional dos 7 Montes, que tinha por objetivo reunir cristãos e lideranças de todos os lugares do Brasil para convocar uma grande mobilização em prol da necessidade de a Igreja ir além das suas quatro paredes para conquistar espaços para o Reino de Deus – o que eles chamaram de '7 montes da sociedade', a saber: 1) artes e entretenimento, 2) mídia e comunicação, 3) governo e política, 4) economia e negócios, 5) educação e ciência, 6) família, 7) igreja e religião. (...) Por convicções pessoais, nunca acreditei que fosse aquele o jeito certo de fazer as coisas na igreja. Era tudo muito roteirizado e com muitas táticas que me faziam sentir estar vendendo alguma coisa ao invés de estar pregando a fé. Incomodava-me muito, principalmente, a rigorosa hierarquia criada entre discípulos e discipuladores. (...) Antes de sair, lembro como fosse hoje o que disse aos pastores: 'Eu tenho certeza que isso vai funcionar. É uma excelente ferramenta de marketing e foi feito pra dar certo. Mas eu não acho que seja isso que Jesus queira que façamos'."
“Legítima defesa aplicada à ação policial vai exatamente na contramão da profissionalização das polícias. A polícia tem que ser bem treinada para administrar suas emoções e não agir como cidadão comum”, diz Jacqueline Sinhoretto, da diretoria do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais.
"Plea bargain - Em 2017, a revista The Atlantic nos Estados Unidos fez uma longa reportagem sobre como cada vez mais os pequenos delitos não iam mais para o tribunal. Quem decide, no final das contas, a pena do delito passam a ser o promotor e o advogado de defesa, por meio de um acordo. A presunção de inocência acaba indo pro vinagre rapidinho. Se você é acusado de um crime, o promotor vem com a proposta: você assume a culpa e ganha uma pena leve, ínfima até. Mas, se não assumir, o caso vai para o tribunal e o promotor vai pedir pena máxima para o seu crime. Boa parte da população não confia nada no sistema de Justiça - que são justamente os grupos mais vulneráveis, os candidatos preferenciais a população carcerária. Em 2013, a Human Rights Watch publicou um relatório mostrando como o plea bargain é uma violação de direitos constitucionais, gerando sentenças rígidas e injustas. Num país como o Brasil, com a força das milícias, vamos ver outro desdobramento: inocente alegando culpa simplesmente por medo de que criminosos executem ele ou sua família. Diante de tudo isso, por que então colocar o plea bargain na mesa? Simples: números! Sem sobrecarregar o Judiciário, você consegue uma enorme quantidade de sentenças e acaba dando a impressão de que está combatendo a criminalidade." (Fernando L'Ouverture, no twitter)

Dia em que eu nasci: 24
Soma dos algarismos do ano em que eu nasci: 1+9+7+7= 24
Quantidade de anos que faltam para eu me aposentar, se passar a reforma da previdência como está: 24
Multiplicação entre si dos algarismos diferentes de zero do ano em que vou me aposentar (2043), se passar a reforma da previdência como está: 2x4x3= 24
Idade com a qual eu comecei a contribuir para o INSS: 24

Contribuição da amiga Célia Maschmann:

24: o três de paus ou o coração (no baralho LeNormand).
Olhar para fora usando os recursos internos. Capacidade de ação plena, pensamento claro, possibilidades infinitas.
Amor puro, coração limpo, sede de aventura.
UOL – A maneira como a morte passou a ser tratada mudou com o tempo?
Maria Julia Kovács – A grande mudança se processou na passagem do século 19 para o 20, com o desenvolvimento da medicina, principalmente na sua busca de cura e de tratamentos cada vez mais sofisticados. Do ponto de vista médico, a morte passou a ser vista como fracasso profissional. Então, houve a interdição do tema, isolamento de pessoas que estão morrendo em salas e corredores distantes nos hospitais, além da exploração de técnicas que pudessem postergá-la a todo custo. Assim se criou a "distanásia", um processo muito sério de medicalização e prolongamento do processo de morte, que pode vir acompanhado de muito sofrimento.
Qual o lado bom e o ruim de prolongar a vida com os novos tratamentos?
Há benefícios, como permitir que pessoas com o diagnóstico de doenças sem cura vivam por muito tempo e com menos efeitos colaterais. A maior desvantagem é que muita gente não está conseguindo morrer naturalmente. Os maiores prejudicados nesse ponto são os idosos, com doenças crônicas e degenerativas. Eles são submetidos a uma série de intervenções inúteis, porque não se concebe a ideia de que possam morrer. Isso acaba ampliando o sofrimento do doente e de seus familiares, que os vê em situações muito graves, quase mortas, entubadas, sem a possibilidade de se comunicar. Prolongar a vida em UTIs é uma praga moderna.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

"O segredo para encontrar o nível mais profundo do outro encontrar o nível mais profundo em si mesmo. Sem encontrá-lo em si, você não vai conseguir vê-lo no outro." (Eckhart Tolle)
Não existe nenhum projeto no Brasil dos últimos dez anos tão bem organizado e tão bem sucedido quanto o projeto antipetista. Pra construir, não teve nada. Mas, pra destruir o maior partido de esquerda, a eficiência, a união de forças e o planejamento, desde 2005 (Mensalão), são impressionantes, fenomenais.
"Sempre foi considerada muito enigmática a expressão 'servidão voluntária', porque a servidão é alguma coisa à qual você é submetido contra a sua vontade. Então como é possível uma servidão voluntária? É esse enigma que em um jovem francês do século 16 resolveu enfrentar - ele se chama La Boétie. Ele escreveu um texto que ficou conhecido como 'O discurso da servidão voluntária'. Qual é a originalidade do La Boétie? Na tradição do pensamento político e da filosofia política, os pensadores dedicaram, se não um livro, um ensaio, um parágrafo para falar sobre a tirania. Mas eles sempre focalizaram a tirania a partir da figura do tirano, que é descrito com um homem cheio de vícios, corrupto, mau, dominador, opressor. La Boétie mudou o foco da questão e, em vez de ir ao tirano, ele foi aos tiranizados. Ele perguntou por que os tiranizados aceitam o tirano. A resposta clássica que sempre se deu foi que o tirano tem as fortalezas, tem as armas, tem os exércitos, tem o conjunto das leis e dos juízes na sua mão, ou seja, ele domina toda a sociedade, então você não tem outro jeito senão, por medo ou por complacência, se submeter à ele. Aí o La Boétie diz que, se nós olharmos o tirano, nós vamos ver que ele é um homem como qualquer outro: dois olhos, dois ouvidos, uma boca, duas mãos, dois pés. Como explicar que ele tenha milhões de olhos nos vigiando, que ele tenha milhões de orelhas nos espionando? Como explicar que ele tenha milhões de mãos que nos esganam, milhões de pés que nos pisoteiam? De onde veio esse corpo fantástico do tirano? E ele diz: fomos nós que o demos para ele. Nós demos para ele os nossos olhos, os nossos ouvidos, as nossas mãos, as nossas bocas, os nossos pés, os nossos filhos, a nossa alma; nós entregamos a nossa honra para que ele nos dominasse e fizesse de nós o que quisesse, e é por isso que a nossa servidão é voluntária. Mas a questão é: por que fazemos isso? E a resposta do La Boétie é terrível: porque nós todos somos tiranetes. Cada um de nós, do lugar em que está, quer submeter, dominar e controlar aquele que está abaixo. Portanto, a sociedade inteira é tirânica. A tirania não é um acontecimento que depende do mau caratismo do tirano: ela depende de uma sociedade que está construída tiranicamente pelo desejo de dominar o outro e, portanto, a servidão voluntária tem como causa nós mesmos." (Marilena Chauí)


Sujeito difícil de lidar: aquele que fica magoado por motivos forçados ou inventados - ou seja, não por sensibilidade, mas talvez por gosto de ser vítima e acusador, talvez por preguiça de ser alguém que não se magoa por motivos forçados ou inventados. É uma postura socialmente defensiva e sabotadora. Hipóteses: "Vou ficar magoado antes que o outro seja o 'autor' da minha mágoa. Só quem me magoa sou eu." Em alguns casos, é utilizada essa tática para culpar o outro pela própria incapacidade de construir uma relação.
"Sei por exemplo que, como bissexual, o subgrupo mais invisibilizado da comunidade LGBT, estou quatro vezes mais propensa a pensar em suicídio do que os heterossexuais e duas vezes mais do que lésbicas e gays, segundo reportagem da Vice. E, como mulher bi, tenho 2,6 vezes mais chances de ser estuprada do que minhas amigas hétero e 3,5 a mais do que as lésbicas. Além disso, segundo um estudo da revista Journal of Public Health, tenho 64% mais chances de ter um distúrbio alimentar do que uma lésbica, 37% a mais de me automutilar e 26% a mais de ter depressão." (Bruna de Lara/The Intercept)
Paola Carosella: "A morte de um jovem negro em mãos de um segurança gera infinitamente menos indignação, revolta e raiva que a morte de um cachorro em mãos de um segurança."
Karol Marques @flambs_: "O princípio é básico: presunção de inocência não existe pro negro e pro pobre. O cachorro é indefeso, o negro tem que provar postumamente que não merecia morrer."
"Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país", diz o deputado Per-Arne Håkansson, do partido Social-Democrata.
Até 1957, os deputados do Parlamento sueco não recebiam sequer salário: ganhavam apenas contribuições feitas pelos membros dos partidos.
(...) A decisão de introduzir o pagamento de salário aos parlamentares foi tomada, segundo consta nos arquivos do Parlamento, após chegar-se à conclusão de que nenhum cidadão deveria ser "impedido de tornar-se um deputado por razões econômicas". Mas o valor do salário não deveria "ser alto a ponto de se tornar economicamente atraente".

(...) O erário público paga apartamentos funcionais (a políticos com base eleitoral fora da capital, e que não possuem imóvel próprio em Estocolmo) exclusivamente para os parlamentares. A cônjuges de deputados, familiares e afins, é negado o benefício de morar ou até mesmo pernoitar em propriedade do Estado sem pagar. Se a mulher de um deputado do interior decide viver no apartamento funcional da capital com o marido, cabe a ela arcar com a metade do valor do aluguel.
(...) Também são os próprios parlamentares que cozinham e cuidam da limpeza da casa. Faxina gratuita nos apartamentos funcionais, segundo o setor de administração do Parlamento sueco, só uma vez por ano, durante o recesso parlamentar de verão.
(...) Para o cientista político sueco Rune Premförs, "Representantes políticos devem também ser representantes do povo em termos de não se atribuir condições privilegiadas".
(BBC)


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