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sábado, 30 de janeiro de 2010

O universo é música, Douglas Dickel.
Frank Jorge compartilhou diálogos no Facebook.


Chapolin: - Nossa, minha mãe! O abominável monstro das neves.
Outro: - O quê? Sua mãe é o abominável monstro das neves?
Chapolin: - Não seu idiota, minha mãe é uma exclamação.
Outro: - Ahhh, pensava que sua mãe fosse uma cozinheira.


João Gilberto: - O vento está escabelando as árvores.
Enfermeira: - Mas João, as árvores não têm cabelos!?!
João responde: - E algumas pessoas não têm poesia.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Fossati quer que Kléber (não o Pereira, que está chegando) seja o goleador.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010



GREENE, Brian. O universo elegante.

"A relatividade geral também derrubou as concepções anteriores do espaço e do tempo mostrando que eles não só são influenciados pelo movimento do observador, mas também podem empenar-se e curvar-se em reação à presença da matéria ou da energia. Essas distorções no tecido do espaço e do tempo, como veremos, transmitem a força da gravidade de um lugar a outro. A maioria de nós dá como certo que o nosso universo tem três dimensões espaciais, mas isso não é verdade segundo a teoria das cordas, que afirma que o nosso universo tem muito mais dimensões do que parece - dimensões recurvadas, que ocupam espaços mínimos no tecido espacial. Essas incríveis observações a respeito da natureza do espaço e do tempo são tão essenciais que nos servirão como guias em tudo o que a partir daqui se disser. Na verdade, a teoria das cordas é a história do espaço e do tempo a partir de Einstein. (...)

"Tudo o que se vê no mundo terrestre e na abóbada celeste parece ser feito de combinações de elétrons, quarks up e quarks down. Não existe nenhuma indicação experimental de que qualquer uma dessas três partículas seja formada por algo ainda menor. Mas muitas experiências indicam que o universo conta também com outras partículas de matéria. Em meados da década de 50, Frederick Reines e Clyde Cowan comprovaram experimentalmente a existência de uma quarta espécie de partícula fundamental, chamada neutrino — cuja existência já fora prevista por Wolfgang Pauli no início dos anos 30. É extremamente difícil detectar um neutrino, partícula fantasma que só muito raramente interage com qualquer outra espécie de matéria: um neutrino com nível normal de energia pode atravessar com facilidade um bloco de chumbo com a espessura de muitos trilhões de quilômetros sem experimentar a menor perturbação em seu movimento. Você pode sentir-se muito aliviado com isso, porque agora mesmo, enquanto está lendo esta frase, bilhões de neutrinos lançados ao espaço pelo Sol estão atravessando o seu corpo, assim como toda a Terra, em suas longas e solitárias viagens através do cosmos.

"Os físicos continuaram a provocar choques entre partículas, usando tecnologias cada vez mais poderosas e níveis de energia cada vez mais altos, recriando, por um momento, condições que nunca mais ocorreram depois do bigbang. Entre os traços deixados pêlos estilhaços dessas colisões, eles procuravam outros componentes fundamentais, que se iam somando a uma lista sempre crescente de partículas. Eis o que eles encontraram: mais quatro quarks — charm, strange, bottom e top — e outro primo do elétron, ainda mais pesado, chamado tau, assim como duas partículas com propriedades similares às do neutrino (chamadas neutrino do múon e neutrino do tau, para distingui-las do neutrino original, que passou a chamar-se neutrino do elétron). Essas partículas são produzidas em colisões a altas energias e sua existência é efêmera; elas não são componentes de nada que possamos encontrar normalmente. Mas a história ainda não terminou. Cada uma dessas partículas tem uma antiparticula que lhe corresponde como par — com igual massa, mas oposta a ela em outros aspectos, como a carga elétrica (assim como as cargas relativas a outras forças que discutiremos abaixo). A antiparticula do elétron, por exemplo, chama-se pósitron. Os físicos pesquisaram a estrutura da matéria até a escala de um bilionésimo de bilionésimo de metro e verificaram que tudo o que foi encontrado até agora — seja na natureza, seja produzido artificialmente nos gigantescos despedaçadores de átomos — consiste de combinações das partículas dessas três famílias, ou dos seus pares de antimatéria.

"Assim como as cordas de um piano ou de um violino têm frequências ressonantes em que vibram de maneira especial — e que os nossos ouvidos percebem como as notas musicais e os seus tons harmônicos —, o mesmo também ocorre com os laços da teoria das cordas. Veremos, no entanto, que em vez de produzir notas musicais, os tipos de vibração preferidos pelas cordas na teoria das cordas dão lugar a partículas cujas massas e cargas de força são determinadas pelo padrão oscilatório da corda. O elétron é uma corda que vibra de uma maneira, o quark up é uma corda que vibra de outra maneira, e assim por diante. Desse modo, longe de constituir um conjunto caótico de dados experimentalmente verificados, as propriedades das partículas, na teoria das cordas, são manifestações de uma única característica física: os padrões ressonantes de vibração — ou seja, a "música" — dos laços fundamentais das cordas. A mesma ideia aplica-se também às forças da natureza. Veremos que as partículas de força também se associam a padrões de vibração das cordas, e, desse modo, tudo o que existe, toda a matéria e todas as forças, está unificado sob o mesmo princípio das oscilações microscópicas das cordas — as "notas" que as cordas tocam.

"Um reducionista ferrenho afirmaria que não há aí limitação alguma e que, em princípio, absolutamente tudo, desde o big-bang até as fantasias oníricas, pode ser descrito em termos de processos físicos microscópicos que envolvem os componentes fundamentais da matéria. Se você souber tudo a respeito dos componentes, diria ele, você compreenderá tudo."
Precisa legenda?



"O problema com qualquer conceito diferente é que gera imediatamente imensos imitadores." (Bryan Ferry a João Lisboa)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010



"Ser trágico não é ser pessimista, talvez realista seja a palavra certa. A violência, inerente ao Homem, é o que nos torna trágicos, ainda que tentemos buscar o lado belo da vida. E o teatro, mesmo quando mostra atrocidades, é belo. A arte mostra a beleza do feio." (Marcelo Adams)

domingo, 24 de janeiro de 2010



"What's happening? What's happening?"



"Afinal de conta, ao longo de hora e meia de espectáculo, os Cantos de Maldoror são servidos ao público [pelos Mão Morta] através de uma imensa opulência de pequenos pormenores. E, já agora, quando o espectáculo sair para a rua em formato DVD, vai haver oportunidade de prestar atenção as vezes que se quiser. A tudo. Esta foi a penúltima noite de Maldoror, o espectáculo. A 3 de Maio, em Braga, encerra-se definitivamente este período na vida da banda. É o fechar de pano para uma experiência raríssima no panorama musical português e até, de certa forma, por esse mundo, de tão fora de moda que ficaram as produções deste género. Por um lado, envolvem sempre grande empenho das pessoas que nelas participam. E, hoje, a nova cronometria da indústria musical -- gravar discos com cada vez maior frequência, fazer digressões pelo mesmo continente duas ou três vezes por ano -- não deixa grande espaço para projectos de longo prazo. Por outro lado, envolvem grandes investimentos quase nunca rentabilizáveis à bilheteira." (Vítor Junqueira)

sábado, 23 de janeiro de 2010

[o cego e a inoftálmica]

o cego e a inoftálmica
era uma vez
um consultório de olhos
era muito legal sentar naquelas cadeiras com binóculos que faziam barulhinhos
este? ou este? este? ou este?
del arroyo parecia o próprio david lynch

os dois se encontraram na saída das consultas
na sala de desespera
os dois com os olhos esbugalhados pelo colírio
enxergando oceanos de fumaça pelas calçadas desprotegidas
um de cada lado
e o cego e a infoftálmica
caminharam juntos
[poema sem nome e em duas vozes]

a brisa sopra folhas em meus ouvidos
algumas são verdes, algumas são secas
tocam suavemente a cartilagem imóvel
da minha orelha ainda quente
e ansiosa
e saborosa
as folhas deslizam sobre a roupa amarrotada que encobre o meu corpo
correm alegres por cada morrinho que faz a malha felpuda e doce
aos poucos meus pés se deslocam do chão
minha cabeça pende pra trás e pairo em forma de lua
lua reluzente na noite sombria, clarividente em pleno dia
a música fraca dos lobos uivantes, as pintas bonitas que tenho na fronte
uma floresta que brota de folhas que caem
uma floresta que cai nas folhas em branco
e preenche o vazio de linhas não escritas
em cores e imagens bonitas
em dores suaves inéditas
e movimentos delicados e inebriantes
e tudo que se pode fazer num sábado ensolarado

(escrito por angela francisca e douglas dickel via facebook)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

They worked together in 1995.

"O amor é uma espécie de preconceito. A gente ama o que precisa, ama o que faz sentir bem, ama o que é conveniente. Como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse? Mas a gente nunca conhece." (Charles Bukowski)
A Cia. Espaço em Branco, com a qual colaboro no vindouro Homem que não vive da glória do passado, concorre em quatro categorias no Prêmio Açorianos pelo seu Teresa e o aquário.

Melhor atriz
Araci Esteves (Marleni)
Isandria Fermiano (O Sobrado)
Liane Venturella (Dentrofora)
Sissi Venturin (Teresa e o Aquário)
Tânia Farias (O Amargo Santo da Purificação)

Melhor cenografia
Cia. Espaço em Branco (Teresa e o Aquário)
Elcio Rossini (Marleni, O Sobrado e Dentrofora)
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (O Amargo Santo da Purificação)

Melhor iluminação
Acosta (O Bairro)
Claudia de Bem (Dentrofora, O Sobrado e Marleni)
Liliane Vieira (Teresa e o Aquário)

Melhor dramaturgia
Celso Zanini, Elisa Heidrich, Isandria Fermiano, Marina Kerber, Mirah Laline e Rodrigo Fiatt (O Sobrado)
Diones Camargo e Cia. Espaço em Branco (Teresa e o Aquário)
Marco Fronchetti (O Bairro)
Rodrigo Monteiro (O Vendedor de Palavras)
Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (O Amargo Santo da Purificação)
Linda capa do vindouro novo disco dos canadenses New Pornographers. São eles A.C. Newman (que compôs nove das novas músicas), Dan Bejar (três), Neko Case, John Collins, Kurt Dahle, Kathryn Calder, Todd Fancey e Blaine Thurier. Participarão Annie Clark (St. Vincent), Zach Condon (Beirut) e Will Sheff (Okkervil River).

"Para mim já não existe uma necessidade tão premente de ser obrigatoriamente inovador. Não tenho a certeza de que ser 'novo', apresentar sempre um trabalho original, seja forçosamente o que conta. Já não estou seguro da importância da originalidade. Na minha música atravesso o mesmo debate que, por exemplo, acontece na pintura: o confronto entre a vanguarda e os figurativos. Será que, nestes tempos confusos, é mais importante propor permanentemente declarações de originalidade ou apresentar antes ideias de fundo sólidas e agarrarmo-nos a elas? Infelizmente, eu vacilo entre uma posição e outra. Não adoptei uma atitude de força para um dos lados. Porque, sendo o liberal que sou, agradam-me ambas as posições, sou capaz de entender os dois lados da discussão. (...) Acabo por ficar um pouco em equilíbrio entre os dois." (David Bowie a João Lisboa)

"Habitualmente não ligo ao que se passa no interior do mainstream. No momento em que alguma coisa gravita para o centro, tende a cair sob a sua tirania, perde poder e é assimilada e dissipada nesse processo. Os elementos de informação cultural realmente interessantes tendem sempre a flutuar na periferia do mainstream. E sempre foi essa a área cultural que me interessou." (David Bowie a João Lisboa)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

"Houve um período em que Thurston e eu estávamos fazendo campanha para gravarmos um álbum com dois pianos, baixo e bateria. Pensamos que seria uma alternativa interessante, e poderíamos usar no piano o mesmo tipo de tonalidades que usamos nas guitarras. Mas nossos principais interesses ainda são as guitarras e a banda de rock." (Lee Ranaldo)
"Numerosos são os historiadores e críticos de arte que estabelecem um marco histórico em torno do qual desenvolvem seu pensamento. Ao tentar compreender o surgimento da arte moderna, Nicolas Bourriaud, em 'Formes de vie', define como divisor de águas a racionalização do trabalho, ainda no século XIX. Para Bourriaud, a modernidade artística surge ao mesmo tempo em que se instauram as práticas de divisão do trabalho, quando a produção industrial passa a reduzir o esforço humano a uma repetição de gestos imutáveis e cronometrados, condicionando o comportamento do homem. Em sua relação com o tempo e com o espaço, o homem se repete – levanta-se todos os dias no mesmo horário, para percorrer o mesmo trajeto em direção ao local de trabalho, onde exercerá os mesmos gestos repetidos em um ritmo pré-determinado, só então reencontrado um pequeno tempo/espaço não normatizado, onde possa simplesmente existir. Dessa forma, o que o fordismo e o taylorismo impõem, em última instância, é a separação entre a produção de bens materiais e a produção de si. Não há, nessa economia da produção industrial, espaço ou tempo para gestos que não contenham em si um fator remuneratório, gestos de individuação. Nesse contexto, a modernidade inaugura uma prática artística que contraria a produção industrial, ao propor a não separação entre os gestos de produção e os gestos de individuação, ao unir trabalho – a obra de arte – à vida do indivíduo – o artista/autor. Então, tanto quanto um quadro ou uma escultura, a modernidade artística valoriza também certos gestos de existência, certos modos de viver, valendo o imperativo principal que poderia se formular assim: faça de sua vida uma obra de arte." (Christina Fornaciari)
Le grand Piaf. Gabriel Pardal. Paralepípedos.



Acabei de cantar, do nada, 'I wanna be your dog', no Art&Bar, com o Bruno da A Red So Deep e mais dois caras que eu não conheço. O Bruno Galera cantou A do Chris Isaak e depois rolou essa. "Now I am Patsy Cline" - improvisei, hehe.
De: Roberto Malater Guimaraes
Enviada: qua 20/1/2010 13:51
Para: Douglas Dickel
Assunto: post-rock


Hi, Doug!
Qual se poderia considerar o marco inicial do post-rock?



De: Douglas Dickel
Enviada em: quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 14:50
Para: Roberto Malater Guimaraes
Assunto: RES: post-rock


Roberto!

O rótulo foi criado em 1994, pelo jornalista inglês Simon Reynolds, para definir o estilo do álbum Hex, da banda Bark Psychosis, em resenha na revista Mojo. Depois disso, Reynolds desenvolveu a idéia na Wire Magazine, e o termo passou a ser utilizado para agrupar os referidos artistas. Apesar da origem com os Bark Psychosis, Slint costuma ser considerada a banda precursora do estilo, com Spiderland.

Cronologia de primeiros discos das bandas importantes. Quando há um disco entre parênteses, é que a banda teve outros discos anteriormente que não eram post-rock.

1991 - Slint (Spiderland) [USA]
1991 - Talk Talk (Laughing stock) [INGLATERRA]

1992 - Cul De Sac [USA]
1993 - Gastr Del Sol [USA]
1994 - Bark Psychosis [INGLATERRA]
1994 - Low [USA]
1994 - Tortoise [USA]
1997 - Mogwai [ESCÓCIA]
1997 - Sigur Rós [ISLÂNDIA]
1998 - Godspeed You! Black Emperor [CANADÁ]


De: Roberto Malater Guimaraes
Enviada: qua 20/1/2010 15:09
Para: Douglas Dickel
Assunto: RES: post-rock


Wow!!!
Muito bom!
Me lembrei de te provocar com a pergunta porque ontem, depois de muito "namorar" com o DVD da apresentação do "Talk Talk" em Montreaux, em 1986, finalmente o comprei.
Assistindo-o direto quase duas vezes seguidas, e curtindo um monte uma das minhas bandas favoritas (e das mais injustiçadas, diga-se), me dei conta de que o disco "Spirit Of Eden", de 1988, pode ser considerado o verdadeiro precursor do post-rock. Me certifiquei de que há defensores dessa tese. Tenho essa preciosidade, essa maravilha da Arte, em vinil.
Tenta baixar esse disco. Aliás, tenta baixar, também, o "Laughing Stock" e o "The Colour Of Spring"! Duvido que não gostes... hehehe
Abração!



De: Douglas Dickel
Enviada em: quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 14:50
Para: Roberto Malater Guimaraes
Assunto: RES: post-rock


Acho que baixei uma vez e não gostei muito.
Mas, sim, há quem diga!

Allmusic:

The musical foundation for post-rock crystallized in 1991, with the release of two very different landmarks: Talk Talk's Laughing Stock and Slint's Spiderland. Laughing Stock was the culmination of Talk Talk's move away from synth-pop toward a moody, delicate fusion of ambient, jazz, and minimalist chamber music; Spiderland, meanwhile, was full of deliberate, bass-driven grooves, mumbled poetry, oblique structures, and extreme volume shifts. While those two albums would influence many future post-rock bands, the term itself didn't appear until critic Simon Reynolds coined it as a way to describe the Talk Talk-inspired ambient experiments of Bark Psychosis.


Wikipédia em inglês:

Post-rock appears to take a heavy influence from late 1960s U.S. group The Velvet Underground and their “dronology” – “a term that loosely describes fifty percent of today’s post rock activity.” The “Krautrock” of the 1960s and ’70s would also exert a strong influence on post-rock, particularly via the “motorik”, or characteristic rhythm of much Krautrock. British group Public Image Ltd (PiL) were also pioneers, described by the NME as “arguably the first post-rock group.” Their second album Metal Box (1979) almost completely abandoned traditional rock and roll structures in favor of dense, repetitive dub -and krautrock- inspired soundscapes and John Lydon’s cryptic, stream-of-consciousness lyrics. The year before Metal Box was released, PiL bassist Jah Wobble declared, “rock is obsolete.” Flowers of Romance (1981), their third album, was an even more radical departure, emphasizing rattling percussion and abstract tape music.


Os Silver Apples, além dos Velvet (com as "varridas") e do krautrock alemão (com as batidas "motorik"), podem ser um dos avôs do gênero, na minha opinião:

Silver Apples are a psychedelic electronic music duo from New York City composed of Simeon Coxe III, who performs as Simeon, on a primitive synthesizer of his own devising (also named The Simeon), and until his death in 2005, drummer Danny Taylor. The group was active between 1967 and 1969, before reforming in the mid 1990s. They were one of the first groups to employ electronic music techniques extensively within a rock idiom, and their minimalistic style, with its pulsing, driving beat and frequently discordant modality, anticipated not only the experimental electronic music and krautrock of the 1970s, but underground dance music and indie rock of the 1990s as well.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Quando [nós, os Velvet Underground,] tocávamos no Dom, havia um grupo de três raparigas que vinham a todos os concertos, o que nos intrigava. Mas nenhum de nós tentou uma aproximação. E elas continuavam a aparecer. Não diziam nada, limitavam-se a ficar ali e olhar para nós. Até que, um dia, se atreveram a ir ao camarim. Mas, mesmo aí, tudo o que se passou foram apenas trocas de olhares, como se existisse um acordo no sentido de poderem estar ali, sem precisarem de falar. E todos apreciávamos isso, como se se tratasse apenas de um encontro espiritual, entre dois grupos de pessoas solitárias. Era esse o denominador comum." (John Cale para João Lisboa)

sábado, 16 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Padrões contemporâneos de relacionamento humano.

1. A escreve para B
2. B não responde
3. Depois de um tempo, B escreve para A como se não tivesse deixado de responder algo
4. A não responde para B
5. B cobra a resposta de A
6. A responde e B volta a ignorar

1. A escreve para B
2. B não responde
3. A escreve de novo para B, perguntando se ele não recebeu o e-mail anterior
4. B não responde
5. A encontra pessoalmente B, que sequer comenta que não pôde responder ou que esqueceu

terça-feira, 12 de janeiro de 2010





Diz-se que faz uma aproximação entre Nova York e San Francisco. Best Coast. Já ouviu (falar)? Eu ainda não, só vi - estas imagens. Bethany Consentino é o nome da moça.



[quatro mãos na horizontal de luz apagada quase dormindo]
douglas dickel e juliana brizola

de glóbulos, de bolhas
que espumam no roxo do vácuo.
sentimentos embalados a vácuo.
excrementos lavajados a jato.
sacolas embrulhadas no prato.
sapóliuns engolidos no grito.
ciscos quentes em meu ventre.
sabonete de sangue.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010



Because I am the collector: "O Douglas é um colecionador." (Muriel Paraboni)
"O mau pintor sabe, de alguma maneira, que o é, e por isso tem uma inquestionável má consciência. Não fiz mais do que ajudar o grande Panizo del Valle a enfrentar a realidade. Ajudálo a compreender que a pintura não é nada se não for perigosa." (VILA-MATAS, Enrique. Suicídios exemplares.)
Qual é a sua ordem de preferência? No Facebook, em um grupo reduzido de amigos, a de número TRÊS está "ganhando".

domingo, 10 de janeiro de 2010

Peguei o vírus, a porra do csrss.exe. Consegui movendo-o da pasta system32 para a raiz do C, e então eu o renomeei para txt.




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 I n t e r n a l N a m e C S R S S . E x e € .  L e g a l C o p y r i g h t © M i c r o s o f t C o r p o r a t i o n . A l l r i g h t s r e s e r v e d . <
 O r i g i n a l F i l e n a m e C S R S S . E x e j %  P r o d u c t N a m e M i c r o s o f t ® W i n d o w s ® O p e r a t i n g S y s t e m @   P r o d u c t V e r s i o n 5 . 1 . 2 6 0 0 . 2 1 8 0 D  V a r F i l e I n f o $  T r a n s l a t i o n °  ` d0h0¬0°011N1h1ˆ1”1»1$242>2F2Q2¸34ƒ4�4¦4F5[5—5«5»5Ð5ä5y6…6’6¸6Ï6Ö6ð6ü67a7à7888ä8ö89

sábado, 9 de janeiro de 2010

Como eu passei trinta e dois anos, três meses e duas semanas sem conhecer as melodias de BY THIS RIVER, do Brian Eno (trilha sonora de LA STANZA DEL FIGLIO), e WATERLOO SUNSET, dos Kinks, duas das canções mais lindas do mundo, HOW?

Da primeira, existe cover do Marin L. Gore (Depeche Mode); da segunda, existe de Elliot Smith/Ben Harper/Ray Davies, Def Leppard (o melhor!) e... David Bowie.


"Escute seu próprio riacho." (Chögyam Trungpa)


Jasmine Trinca. 'La stanza del figlio' (2001) é o filme que eu sabia que não tinha visto mas que deveria para formar a minha lista dos melhores filmes da década. Nani Moretti, que protagoniza 'Caos calmo', escreve, dirige e atua. A película é perfeita em termos de realidade/convicção, filmando a vida do jeito que ela é, carina & triste. O mais bonito é ver uma família harmoniosa, apesar dos pesares. Giovanni Sermonti é um psicanalista, e muitos trechos de pacientes sendo analisados são mostrados para a construção de uma teia satisfatória do que é il mondo das relações interpessoais & intrapessoais. Mas agora vou destacar a figlia, e não o figlio. Ou melhor, a atriz que interpreta Irene: que também deve entrar atrasada na minha lista das famosas mais bonitas da década - entre as cinco primeiras, com certeza. Muito dentro do meu conceito de beleza, que, necessariamente, inclui os movimentos, a energia e a expressão.




"Eu não gosto de cinema." (Humberto Gessinger)
"Eu não gosto de música." (Claudio Dickel)
Ben Frost
By the Throat
[Bedroom Community; 2009]
8.4
(Grayson Currin/Pitchfork)


Talvez seja 'By the throat', o brutal-sugestivo nome do quinto LP do (produtor australiano radicado na Islândia) Ben Frost, que dá ao álbum sua reputação ameaçadora. Talvez sejam os três lobos na capa, o título apropriadamente rabiscado em uma fonte inclinada de filme de ação. Ou pode ser simplesmente a música, que distribui novas ansiedades com cada alteração (...).

Nenhum equívoco é necessário, 'By the throat' é um álbum sinistro. Ouça alto. Tema os lobos. Mas o trabalho de Frost é mais do que uma sala de terrores: instrumentais vívidos, que parecem ameaçar de cara, mas também soam algo de triumfante quando ouvidos de novo - novos detalhes tornam-se cruciais. 'By the throat' pode assustar na primeira audição, e pode chocar na 12ª. Mas, em algum lugar nesse meio tempo, Frost - que é uma espécie de novo dramaturgo musical e arranjador - pode apenas lhe mostrar o forro prateado de todos esses medos.

Mesclando samples de música concreta com uma produção eletrônica exorbitante e os convidados Amiina (quarteto de cordas) e Nico Muhly (compositor), Frost puxa ideias de fontes longínquas e abertas - seu trabalho instrumental tem traços de rock, heavy metal e rap. Reúne influências de metal, dark-wave, hip-hop e harsh-noise, misturando tudo em um template de barulho-e-colapso que tem muito a ver com Aphex Twin e com o compositor experimental Anton Webern. (...)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Placar em tempo real do número de mortes e de nascimentos.

População Mundial Actual
Número de Nascimentos este Ano
Número de Nascimentos Hoje
Número de Mortes este Ano
Número de Mortes Hoje
Crescimento da População de Hoje (Nascimentos - Mortes)

E outras mil estatísticas em tempo real.
"Quando choramos os mortos é sempre por nós mesmos que choramos. Morre-se absolutamente em solidão, por mais que se esteja na companhia do moribundo, não se pode ir com ele do ser ao não ser." (Adriel)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"A crise que ora acomete o nosso estilo moderno de viver precisa ser vista como diretamente vinculada a uma maneira de se compreender o mundo e de sobre ele agir, maneira que se veio identificando como tributária dessa forma específica de atuação da razão humana: a forma instrumental, calculante, tecnicista, de se pensar o real. Se há uma crise, esta deve ser primordialmente debitada àquele modelo de conhecimento que, originário das esferas científicas (nas quais, deixe-se claro, ele cumpre seu papel), com rapidez se espalhou por todos os interstícios de nossa vida diária, respaldando a economia, a produção industrial e mesmo a educação e a maioria de nossos atos cotidianos. Tal conhecimento, tendo (epistemologicamente) negado desde os seus primórdios o acesso sensível do ser humano ao mundo, veio num crescendo, desumanizando nosso planeta e as nossas relações sociais ao generalizar-se de modo indiscriminado." (Duarte Jr.)


Vem aí disco novo da dupla Angela Seo e Ches Smith, os Xiu Xiu: 'Dear God, I hate myself'.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Wallpaper.

É bom sentir
calor de vez
em quando.
Pra nos darmos
conta de que
estamos vivos.

Reencher a piscina depois
de ter retirado dela todo
o barro que a havia invadido.
Da nudez.
(Ângela Francisca)

Ainda me espanto com o espanto de alguns ao se depararem com a nudez dos corpos humanos.

Nascemos nus. Somos naturalmente nus.

O que nos monta e cobre e encobre são mascaras e capas e escudos adquiridos artificialmente.

Percebo que aqueles que mais se chocam com a nudez ou que ficam mais horrorizados com ela, são aqueles que pouco contato têm com a nudez própria.

E dessa vez falo não da nudez do corpo mas a nudez do eu.

São aqueles que desconhecem a si mesmos e escondem de si próprios o seu espírito nu.
São os que ainda acreditam que são o que mostram; que a superfície é o real; e que o que desconhecem não existe.


E a alma vasta e impura de sua própria existência lhes surpreende e assusta.
A nudez.
Leitores daqui: os blogs estão proliferados. Entrar blog a blog, para quem entra em muitos, tornou-se uma tarefa hercúlea. Existe o Bloglines, em que se cadastram blogs de que se houver publicação nova, ele avisa. Existe o Seguir Este Blog, que registra as atualizações no Painel do Blogger. Descobri ontem que também existe um cadastramento de endereços que recebem um e-mail a cada nova postagem. Portanto, se alguém quiser ter seu endereço incluído, manifeste-se. Aí pode entrar no blog somente quando o post interessar, ou lê-lo no e-mail mesmo.
Atire no Dramaturgo - um blog de Mário Bortolotto

05/01/2010

esclarecendo : Eu levei três tiros. Eu podia ter morrido. Fiquei dois dias na Santa Casa entre a vida e a morte. Pelo que eu fiquei sabendo, bem mais pra lá do que pra cá. Fiquei sabendo que meus amigos lá fora faziam vigilia por mim. Eu sobrevivi. Pode ter sido pela equipe competentissima de médicos da Santa Casa. Pode ter sido pelo desejo dos meus amigos leais. Pode ter sido pela fria e amorosa determinação da Fernanda e do Brum que me trouxeram milagrosamente em tempo pra Santa Casa. Pode ter sido pela corrente de fé que se instaurou e que se propagou como uma corrente elétrica veloz e que não conhece barreiras ou limites. Pode ter sido uma porrada de coisas desde as lágrimas da minha filha e da minha irmã até às orações de um garoto que mal me conhece, só leu um livro meu e por isso se tornou quase íntimo. Tem coisa mais fudida? Pode ter sido tudo isso. E as pessoas me perguntam "e agora? O que é que muda?" Eu respondo: Na minha maneira de pensar, praticamente nada. Na minha maneira de sentir, bastante. Sou o mesmo cara e não me arrependo de nada. Tá certo. Se eu tivesse mais sóbrio, tentaria negociar com os bandidos. Daria todo o meu dinheiro e tudo certo. Eu sou do Jardim do Sol, de Londrina. Já fiz isso outras vezes. Não partiria pro enfrentamento franco, direto e suicida que foi o que fiz e que resultou nas tres balas que o cara disparou em mim. Mas jamais eu ia deitar no chão como eles pediram pra gente fazer. Porra nenhuma. De onde eu vim, não se negocia dessa maneira. Eles foram folgados e agressivos (agredindo fisicamente amigas nossas) com uma rapaziada tranquila que tava ali tomando sua cerveja de saidera fim de noite total. Eu não estou aqui pregando a reação nesse tipo de acontecimento. Talvez o melhor mesmo seja deitar no chão. Eu só sei que se tivessem mais alguns amigos malucos como o Carcarah naquele bar, a gente tinha enfiado o revólver no rabo daquele filho da puta. Eles acham que nós somos um bando de viadinhos sensíveis e indefesos. Tenho certeza que eles não pensam mais assim. A gente mostrou pra eles que não é bem assim. Eles não conseguiram levar porra nenhuma e o filho da puta ainda teve que descarregar a arma em mim. E eu tô vivo e escrevendo. Então nisso tudo eu só me arrependo de não ter tentado argumentar com mais sobriedade como já fiz outras vezes. O problema é que eu não tava sóbrio pra isso e aconteceu a merda que aconteceu. Espero que isso nunca mais aconteça. Por isso uma de minhas resoluções nova vida é que vou procurar me manter no prumo. Beber só até onde sei que seguro a onda. Por isso adeus meu bom e sagrado whisky. Vc é daquelas mulheres que tiram a gente do centro e sinceramente aí não vejo mais graça. Vou me unir ao Paulão em sua pesquisa por novas marcas de cerveja. Acho que vai ser bacana também. Estou trocando meu querido Jack Daniels pela não menos querida Guiness e irmãs. Tá tudo certo. Mas de agora em diante quando o cara quiser me acertar vai ter que ouvir uma argumentação abalizada antes de me deixar no meio da rua sangrando como um porco e não somente um "atira filho da puta".

Outra coisa: o nome desse blog é "Atire no Dramaturgo", homenagem ao clássico livro "Atire no pianista" do grande David Goodis e vai continuar assim. Foda-se quem não consegue entender isso.

Muito carola entrou nesse blog reclamando que não agradeci à Deus por minha recuperação. Vamos deixar uma coisa bem clara. Sou católico, fui seminarista por cinco anos, acredito em Deus do jeito mais simples possível. Sou grato à Ele por ter me ajudado a sobreviver, mas não vou transformar esse blog num veículo de propagação evangélica. Meu lance com Deus eu acerto com Ele e com mais ninguém. Ou voces se esqueceram do segundo mandamento? Não usar o santo nome de Deus em vão. Rezem suas orações, exibam sua fé com essa gritaria sem propósito que só perturba o merecido sono de Deus, mas não venham me encher o saco com a carolice hipócrita de voces. Que eu saiba, Deus não nomeou nenhum de voces pra puxar a minha orelha.

Falo isso porque depois do incidente, caiu muito paraquedista nesse blog, gente que não faz a menor idéia pra quem estão escrevendo e tentando se comunicar. Gente que nunca leu um texto meu, nunca viu uma peça minha e entra aqui pra falar besteira, dar conselhos e lições de moral. Já deu no saco, falou? Vão ler algum livro do paulo coelho e me deixem em paz. Voces já viveram muito tempo sem saber da minha existência. Continuem me ignorando. Nós não temos nada a ver um com o outro.




Escrito por Mário Bortolotto às 16h51

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quem gosta de mulher linda e simpática, de fado e de voz poderosa tem que dar uma vasculhada em Carminho pela internet. Ela é uma cantora portuguesa cujo álbum 'Fado', de 2009, foi considerado pelo confiável sítio Bodyspace.net um dos melhores do ano que acabou de acabar. Sua estreia nos palcos foi com 12 anos de idade. Além de tudo isso, ela tem um blog chamado Soldados do Cozido, que é um diário sobre a volta ao mundo que ela fez.



Please.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010



O espetáculo 'Teresa e o aquário', da companhia com a qual colaboro atualmente, foi selecionado para o 16º Janeiro de Grandes Espetáculos, festival que ocorre anualmente em Recife. As apresentações serão nos dias 13 e 14 de janeiro, às 19h, no Teatro Marco Camarotti - Sesc de Santo Amaro.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O fim do mundo. O começo de tudo. USHUAIA 2010. É aqui.

Vale a pena - apesar da sensação de déja vù de quem já viu 'All the real girls', 'Mochileiro das galáxias' e 'Alta-fidelidade'. É carismático à John Cusack o Joseph Gordon-Levitt, que fez o Cameron em '10 coisas que eu odeio em você'. Vale a pena para refletir sobre relacionamentos amorosos. Sobre o que é o amor e o que é o apaixonamento.