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domingo, 30 de junho de 2013

Debates interessantes estão acontecendo na tevê desde as "ocupações das ruas" (Gabeira chama tecnicamente assim), e este é um deles, entre o ecologista já mencionado, um físico especialista em redes e um jornalista do coletivo de mídia N.IN.JA.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Cada vez que sentimos uma forte onda de medo, raiva ou ciúme, podemos fazer algo para cuidar dessa energia negativa para ela não nos destruir. Não é preciso haver nenhum conflito entre um elemento e outro de nosso ser. Tem que haver apenas um esforço para cuidar e ser capaz de transformar. Precisamos ter uma atitude não violenta para com o nosso sofrimento. As emoções têm raízes profundas em nós. Eles são muito fortes, achamos que não vamos sobreviver se nós as deixarmos existir. Negamos e suprimimos até que finalmente explodimos e causamos mal a nós mesmos e aos outros. Mas a emoção é apenas uma emoção. Ela vem, permanece por um tempo, e então ela vai embora. Por que devemos nos ferir ou aos outros apenas por causa de uma emoção? Somos muito mais do que as nossas emoções." (Thich Nhât Hanh)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Dilma daz reunião de emergência com governadores, ministros, assessores, prefeitos, parlamentares...

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Me parece que, ainda que se discorde das depredações, é perigoso deixar de reconhecê-la como uma forma de manifestação. É perigoso porque, ao fazê-lo, se promove um silenciamento: ao deixar de escutá-la em suas diferenças, fecha-se a porta para a compreensão de um aspecto que, querendo ou não, é uma face importante das muitas tensões produzidas pelo fenômeno. E é perigoso deixar de reconhecê-la como parte, ainda que indesejável, para todos os outros manifestantes, hoje protegidos no amplo guarda-chuva representado pela 'maioria pacífica'; (...) os limpinhos contra os sujinhos. Como se sabe, os maniqueísmos nunca fazem bem para a compreensão histórica. (...) Outro risco é que todo comportamento considerado indesejável poderá transformar aquele que até então era 'manifestante' num 'vândalo', um conceito que tem se mostrado bastante mutável, elástico e flutuante.

"Houve um certo susto com relação ao que é o povo nas ruas – e não apenas por parte das autoridades. Quando o povo vai às ruas, é sempre incontrolável e imprevisível. É ingenuidade pensar que será apenas bonito, como se, de repente, as pessoas todas expressassem somente bons sentimentos. São humanos os que estão nas ruas, com todos os seus desvãos. São os mesmos que xingam no trânsito, cometem pequenas ou até grandes vilanias no dia a dia, vomitam discursos de ódio protegidos pelo anonimato. O Brasil é um país violento, ao contrário do que se diz, e não só por conta dos homicídios e dos arrastões, mas pela violência contida nas relações cotidianas de todos nós, do mau atendimento em toda parte à intolerância com o outro em sua mínima diferença. Se há algo que as redes sociais já nos mostraram é o quão profundos são os desvãos humanos, aqui, em todo canto. É com isso que temos de lidar, tanto dentro quanto fora. Compreendo a decepção de alguns com 'o povo', mas, lamento, o pacote é completo.

"Se existe uma potência possível, ela se dá na coragem de sustentar nossas incertezas. Uma das melhores frases desses dias sem nome é do poeta Carlito Azevedo, no Facebook: – Quem não estiver confuso, não está bem informado." (Eliane Brum)
O primeiro passo da Dilma foi ótimo.





















Rosane de Oliveira, mais reacionária que o Lasier Martins, publica hoje em seu blog o que chama de "Manual do manifestante violento" (veja abaixo). No entanto, o espaço destinado a comentários, ali onde tem um balão de diálogo seguido do número zero, não existe.

Melhor analista dos protestos, ao vivo na TVCom, na última quinta-feira, 20 de junho de 2013: professor Alvaro Oxley Rocha.



"Os partidos políticos tendem a transformar as demanadas públicas legítimas em projetos pessoais de poder, ou projetos de grupo para o poder. Isso é perigoso para quem acredita nas velhas fórmulas. Nós temos que estar abertos para o novo. É evidente que nós precisamos entender que este é um recado muito claro para o problema da legitimidade. Se nós não entendermos claramente que essa turma está exigindo uma resposta nova da política e da democracia em função da legitimidade, isso vai continuar crescendo e vai provocar uma crise muito maior. Se o pessoal da política, do Congresso Nacional, não entender o recado de que encheu a democracia ou presidencialismo de coalisão, que é o presidencialismo de corrupção, não se vota nada no Congresso sem pagar, tudo vira em corrupção... Essa fórmula encheu... do troca cargo por voto. Se eles não processarem isso, vão ter que processar da pior maneira. A nossa política, se não cortar na carne, em algum momento vai se tornar mais grave. Não estou querendo ser o arauto do horror, mas vocês estão vendo, isso está acontecendo."

domingo, 23 de junho de 2013

O Ivan é valente.

"Em momentos como o que se vive no Brasil, cria-se um caldo de cultura em que crescem tentativas de intimidação e coação à imprensa, uma das instituições que asseguram a democracia. Zero Hora, como maior jornal do Estado, virou alvo desses grupos ultrarradicais, que só enxergam a liberdade de expressão e de imprensa como obstáculos a suas causas. A quem interessa calar a imprensa? A quem interessa inviabilizar um jornal e silenciar seus jornalistas? Zero Hora não é contra protestos ou críticas. Pelo contrário. Incentivamos o diálogo, a pluralidade de opiniões e os questionamentos a nosso trabalho." (Marta Gleich, editora)

Na última quinta-feira, protegeram a ZH, mas não protegeram o comércio e os moradores da João Pessoa, por exemplo: Panambra, lojinhas e pequenos estabelecimentos foram depredados. Pessoas ficaram aterrorizadas em casa. Uma jornalista da Band, colega de vocês, foi assaltada naquelas imediações, no exercício do seu ofício. “Vidas” (a “prioridade” da BM) e “patrimônio” em risco, não é mesmo??? E tudo isso ocorreu por quê? Porque, para a “proteção” da “liberdade de expressão e de imprensa” da ZH (que querem “calar”), pessoas - que se manifestavam pacificamente na Avenida Ipiranga - tomaram balas de borracha e bombas de gás (o fator “detonador” dos tumultos e do oportunismo dos vândalos). E por que isso ocorreu? Decerto, porque a liberdade de manifestação, dos que estavam na rua, tem, enquanto direito fundamental, valor inferior ao direito de "liberdade de imprensa e de expressão" dos que estavam no prédio da ZH - este, um direito "absoluto", por acaso? (Jorge Silva)

sábado, 22 de junho de 2013

"Esses movimentos não são racionais, são sonhadores, poéticos, caóticos, inconsequentes, ao contrário do que a razão construiu, e falhou; antes esse papel era das 'esquerdas'. Esses adultos jovens sabem que os partidos e líderes tradicionais sempre transformam demandas públicas legítimas em projetos pessoais de poder. Não adianta tentar mentir. Não vai funcionar." (Alvaro Oxley Rocha)

"O que é mais duro, creio eu, é abandonar a postura de 'dono da verdade', e entender que o consenso acabará se formando, porque em algum momento não haverá mais saída, e todo paradoxo encontra seus limites." (Alvaro Oxley Rocha)
Maracanã arrepiante.



PC Siqueira explica bem.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Juremir Machado da Silva:
Aumento das passagens do transporte coletivo? É importante, mas não é só isso. Este é apenas o fator desencadeante que motiva as pessoas que não aguentam mais palhaçadas no Congresso Nacional, corrupção generalizada, e não querem continuar omissos e acomodados. As trombetas do despertar soaram fortes, e os jovens saltaram do berço esplêndido, para as ruas. 
E aí, a todas as sementes geradas nesses episódios exemplares – a decepção partidária, o desamparo político, a frustração da ordem judicial, a corrupção galopante e disseminada -, somou-se a IMPUNIDADE, terrível germe que se multiplica como metástases de um câncer. E, quando a impunidade passa a ser REGRA no país, todos os cidadãos encontram-se na condição de também não cumprir as leis. 
Enquanto a Presidente Dilma diz que “as manifestações são legítimas e coisas da Democracia”, e a oposição “vê recado a ser escutado”, entendemos que ambos consideram-se “fora” dos ataques desencadeados, isentos de responsabilidade, quando na verdade estão no núcleo das insatisfações. “O problema não é conosco”, “nosso governo tem o apoio da maioria da população” – parecem justificar. Grave e irresponsável engano. O governante forte e decisivo toma posições que impõem respeitabilidade e firmeza, não compactuando, não se aliando, mas denunciando a impunidade e, exigindo medidas severas dos órgãos competentes. O que não tem acontecido. 
O presidente da Câmara Federal mostrou-se surpreso, por desconhecer a motivação dessas pessoas, capazes de promover tais tumultos. Quer a resposta? Convide o Presidente do Senado e, em dupla, olhem-se no espelho.
 
Poema contra o reacionário bem comportado
(...)
Estou farto do reacionário bem comportado
que não deixa mudar o mundo por educação.
Não se mexe no que dá tão certo por estar errado.
Estou farto do antipetista fanático
que se acha não ideológico e fantástico
enquanto destila bílis e mesquinharia.
Estou farto dessa tola engenharia
que prega o fim de direita e esquerda
como um triunfo da sua ideologia.
Estou farto dos que tentam me cooptar
Enganar, embrulhar, adaptar, empalar.
(...)
"O valor intangível dessas manifestações é avisar aos políticos, administradores públicos, governantes de todos os níveis que o país que pensavam que jamais reagiria aos desaforos sequenciais não está mais disposto a permanecer em silêncio diante de tantos e tão frequentes abusos do cotidiano brasileiro. Se na economia nem todos os erros são fáceis de serem entendidos, na política as ofensas ao sentimento do país foram criando a vontade de ir para as ruas." (Miriam Leitão)


A culpa é toda da Fiat e do Johnnie Walker.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

— Sabemos que cerca de 200 pessoas estavam trabalhando no prédio na hora das manifestações, assim como em outros meios de comunicação. Temos de proteger essas pessoas. É nossa prioridade preservar as vidas — explicou o porta-voz e chefe do setor de Comunicação Social da BM, tenente-coronel Eviltom Pereira Diaz.
"Chega! Se isso significar, aos senhores, medo, lamento, é a hora de sentir medo pela democracia que os senhores não ajudaram a construir em 25 anos." (Antônio Marcelo Pacheco)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Foto por Leonardo Monteiro.
"Discursinho de pacifismo versus vandalismo me parece jogada de manutenção do PODER pelas ELITES. Aquela galera que tomou Brasília ontem poderia muito bem ter quebrado as janelas e jogados todos os computadores do Congresso na rua. Aqui em POA os 12.000 poderiam ter marchado em cima da tropa de choque, facinho. Não tem cavalo e bomba que aguente uma multidão enfurecida. O negócio que os donos do poder sentiram a água batendo na bunda e agora estão rezando para que a merda não exploda no ventilador. Sou pacífico e acredito que o pacifismo é uma postura interior de equilibrio. Chamo apenas a atenção sobre a INSISTÊNCIA da mass-media sobre isso. Me parece tentativa de cooptação destas potências revolucionárias. Me parece a criação de um slogan amedrontado feito por aqueles que TEMEM mudanças pois se borram ao cogitar perder $$$$$. Sigamos apaixonados e atentíssimos, cada vez mais." (João de Ricardo)


"Espero que possamos olhar no dia de hoje também para nós mesmos e combater a corrupção que faz parte de atitudes diárias: furar o sinal, exceder a velocidade, levar vantagem no troco, tomar para nós o que não é de direito são também formas de desonestidade. Se cada pessoa no país evitar o uso da 'malandragem' não será mais preciso brigar contra a corrupção, ela terá morrido antes de começar." (Wagner Pacheco)


"E repetir-me-ei, porque é oportuno: A cada ação voltada a transformar a realidade existe uma inação reacionária de igual intensidade, mas no sentido do estupor." (Christian Benvenuti)

terça-feira, 18 de junho de 2013




Não temos tempo de temer ninguém. Cartazes que dizem tudo sobre os protestos no Brasil.


Mais um vídeo didático e incentivador! PC Siqueira, quem diria.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Isso que se vê por aí será o verdadeiro legado da Copa. Ninguém contava com esse efeito colateral. Obrigado, Brasil, por acordar." (Henrique Fanti)

É por acaso coincidir com o fato de que a nossa presidenta é a pessoa mais poderosa do mundo e o Brasil empresta dinheiro pros Estados Unidos e pra Europa?

"Quando o movimento é pulverizado, com certeza surgem muitos tipos de interessados, o que também faz parte da democracia. Mas acho que o momento é de abrir espaço para o máximo de pessoas insatisfeitas se manifestarem, sem julgamento de valor e críticas mais profundas sobre a diversidade de interesses específicos dos grupos envolvidos. Pelo menos por enquanto, cada coisa a seu tempo. Passinhos de bebê em direção à evolução. Agora é hora catarse. Depois, da análise." (Tainá Müller)

"É miopia dos governos acreditar que estas manifestações são infladas por ações políticas. Isso mostra o quanto eles estão distantes dos anseios da população." (Romário)


"Um babaca no microfone gritava 'Acabou o amor, isso aqui vai virar Turquia'. Acabou o amor coisa nenhuma. Agora que começou." (Tainá Müller)

O jornalismo esportivo tava dando de relho no jornalismo "político".







domingo, 16 de junho de 2013

"O Buda disse: 'Se em algum momento de sua vida você adotar uma ideia ou uma percepção como a verdade absoluta, você fecha a porta de sua mente. Este é o fim da busca da verdade. E não apenas você já não procurará a verdade, mas mesmo se a verdade vier em pessoa e bater à sua porta, você se recusará a abrir. O apego a visões, o apego a ideias, o apego às percepções são o maior obstáculo para a verdade.'" (Thich Nhât Hanh)

Sua ação, o que você faz, depende de quem você é. A qualidade de sua ação depende da qualidade do seu ser. Suponha que você queira oferecer felicidade a alguém. Você está ansioso para fazer uma pessoa feliz. Esta é uma boa ideia, mas se você mesmo não está feliz, não pode fazer isso. Para fazer outra pessoa feliz, você mesmo tem que ser feliz. Portanto, há uma ligação entre o fazer e o ser. Se você não conseguir ser, você não pode ter êxito em fazer.

A felicidade se torna possível quando nos damos conta de que temos um caminho, quando sabemos para onde estamos indo. Se você não tem a impressão de que está no caminho certo, se não sabe aonde está indo, você sofre, se sente perdido e confuso. Felicidade é sentir que você está no caminho certo a cada momento. Você não precisa chegar ao final do caminho para ser feliz. Você está feliz aqui e agora.

Estar no "caminho certo" tem a ver com os modos muito concretos que você vive sua vida a cada momento. É possível viver conscientemente cada momento de sua vida diária. Isso faz você feliz, e também faz as pessoas ao seu redor felizes. Mesmo se você não tem "feito" nada ainda para torná-los felizes, uma vez que você esteja andando nesse caminho e é feliz assim, você se torna companhia agradável, refrescante e compassiva, e as pessoas se beneficiam de estar perto de você. Olhe para a árvore no jardim da frente: a árvore não parece fazer qualquer coisa. Ele apenas está lá, vigorosa, fresca e bonita. Esse é o milagre de ser. Se uma árvore for menos do que uma árvore, então todos nós vamos estar em apuros. Se uma árvore pode ser uma árvore real, há esperança, há alegria. 
(Thich Nhât Hanh)
Analisando só do ponto de vista psicológico. Os manifestantes vão falar com a polícia, não vão falar com a população nem com a prefeitura, que está esvaziada na hora do protesto. Os policiais assumem seu papel na encenação e vão preparados para reagir a qualquer (aguardado) excesso de manifestantes. Os manifestantes se revoltam mais com o aparato militar e ficam mais agressivos, que é o que eles queriam, para catarse e para vitimização e martirização. Os policiais ficam aliviados de finalmente poderem exercer o poder que lhes foi prometido ao entrar na corporação. Instintos de guerra, os mesmos que estão em todos os confrontos, entre palestinos e israelenses por exemplo. A motivação racional sempre é um pretexto, tem por baixo fundações psicológicas de sombra, de tanathos diriam os freudianos.



"Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados." (Manuel Castells)


ENTREVISTADOR: O que você acha de estrelas da música pop da atualidade, como Lady Gaga?

ROGER WATERS: Eu não conheço ninguém com menos de 40 anos que faça música boa. Lady Gaga é um pesadelo, ela me deixa doente, é nojenta. É tudo sobre o espetáculo de estilo, não tem conteúdo ou amor. Lady Gaga, você é estúpida! Ninguém deve se preocupar com você.

RUY RABELLO (uma pessoa avulsa): Eu cresci ouvindo Pink Floyd e a Gaga é a única pessoa no mainstream que eu tenho interesse e ouço. A mensagem política de Born This Way tem muito a ver (claro, em um diferente contexto histórico) com a temática do The Wall. Mas tudo bem, o Roger sempre teve uma personalidade meio "bullier", duvido que o David Gilmour diria isso se a visse sentada ao piano. Mas anyway, como ela está inserida no contexto do mainstream que é realmente é formado por pessoas que se encaixam nessa definição do Roger, ela é muito frequentemente (e erroneamente) vista como "farinha do mesmo saco" de celebridades artificiais e vazias. É uma pena. Vale ressaltar que ela também tem muitos fãs retardados, o que dificulta um tanto as coisas.

"Os baderneiros vandalizaram a economia de famílias efetuando obras sem concorrência, transparência, aprovação popular ou avaliação técnica, superando em até 1.000 vezes os valores e prazos previstos inicialmente no contrato. Os baderneiros destruíram grandes áreas verdes e de moradia, invadindo e expulsando pessoas de suas casas através de grupos armados e máquinas de demolição instituindo ainda toque de recolher em muitas dessas regiões. Os estelionatários efetuaram grandes saques aos cofres públicos a fim de custear estas operações junto a uma rede internacional de megaeventos e de especulação financeira. Os vândalos reunidos jogaram sprays de pimenta e bombas de gás nos cidadãos que discordavam com esta política. O chefes da quadrilha, não satisfeitos, difamaram os cidadãos divergentes em horário nobre de tv através de noticiários irresponsáveis. Por fim, espancaram, sequestraram e enclausuraram repórteres, fotógrafos e outros que procuravam registrar essa calamidade à democracia. Faz-se urgente coibir esta malta de vândalos, baderneiros e agressores que estão esculhambando a ordem pública." (Carlos D Medeiros)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Um alvo mais do que justo. Mas ficaram magoados.




 

"O jornalista vai ao protesto para trabalhar; o policial militar, também. Nenhum deles mobiliza o protesto. Ambos portam armas de grosso calibre; as do jornalista, a princípio, não-letais. Quando os jornalistas, que estão trabalhando como os policiais, são agredidos, isso vira notícia. O manifestante pode ser mal-interpretado, pode ser tratado como vagabundo, canalha, covarde, filho da puta. O jornalista, não; ele sempre está ali para trabalhar. Isso não quer dizer que o jornalista é melhor que ninguém. Se o ativista pacífico, que leva flores, apanha, isso também é notícia, e importante. A diferença é que o ativista que leva flores pode ser confundido com o ativista que resolve quebrar vidros e apedrejar lojas, por aqueles que desconhecem a genealogia do protesto. O jornalista, não: ele certamente não estava ali para quebrar nada." (Luís Felipe dos Santos)

quarta-feira, 12 de junho de 2013

"Quando surge um sintoma, é sinal que o estresse passou dos limites" 
alerta a psicóloga Ana Maria Rossi, especialista em estresse no trabalho
(Juliano Machado/Portal do TRT4)

A psicóloga Ana Maria Rossi preside a International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR). É doutora em Psicologia Clínica e Comunicação Verbal. Especializou-se em estresse e biofeedback na Florida State University e na Menninger Foundation (EUA). É licenciada pela Biofeedback Society of America, precursora das técnicas de autocontrole e biofeedback no Brasil.

Ana - Existem pesquisas científicas que dizem que o melhor para o trabalhador são períodos de férias mais curtos e mais frequentes ao longo do ano. A pessoa acumula estresse durante 11 meses e aí tem 30 dias em que é obrigada a relaxar. Muitas vezes só essa obrigação de descansar em um tempo limitado gera mais estresse que o trabalho.

Portal - Quais seriam as principais causas de estresse no trabalho?

Ana - Em primeiro lugar, a grande simultaneidade de tarefas, o que gera longas jornadas de trabalho e mesmo assim a pessoa não tem tempo de executar todas as atividades. A maioria das pessoas está correndo contra o relógio, com a sensação de que sempre está devendo alguma coisa. Também a falta de reconhecimento: às vezes as pessoas tentam fazer aquilo que sabem e gostam, mas nunca se sentem gratificadas, não são reconhecidas. Então, perdem a motivação, perdem o entusiasmo pelo seu trabalho. E, ainda, o problema das relações interpessoais no ambiente de trabalho, que geram consequências na vida fora dele. Existem outras causas, é claro, mas estas seriam as principais.

Portal - Existe resistência por parte dos empregadores quanto a medidas de adequação das jornadas, como introdução de pausas para descanso ou mesmo redução da carga horária diária?

Ana - Infelizmente aqui no Brasil e em diversos outros países do mundo existe a ideia de que quanto mais tempo o profissional ficar no trabalho mais dedicado ele é. Os empresários não se dão conta de que se não houver um equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional, o trabalhador pode ficar 18 horas no trabalho, mas vai cometer mais erros, vai haver mais incidência de acidentes do trabalho, vai ficar muito mais cansado. Pode até produzir mais, mas com menos qualidade. Temos que tentar mudar a cabeça dos empresários nesse sentido.

Portal - Como identificar o momento em que o nível de estresse requer tratamento?

Ana - Infelizmente, na nossa sociedade ocidental, o sintoma e a doença são sinais de que o nível de estresse passou dos limites. Se a pessoa sempre dormiu bem e de repente passa a ter insônia, é um sinal de desequilíbrio; a pessoa tinha dores de cabeça três vezes por semana, agora tem cinco... Então o sintoma se modificou quanto à frequência, intensidade ou duração, sinal de que houve um agravamento da situação. Ou seja, o aparecimento de um sintoma ou a alteração de um sintoma já existente pode ser um sinal de que é hora de parar. Mas as pessoas normalmente não param: se têm dificuldade para dormir, tomam remédio; se o estômago fica ruim, tomam digestivos... E então o sintoma vira doença.

Texto: Juliano Machado (Secom/TRT4)

terça-feira, 11 de junho de 2013


CSS - Planta (2013)
(Lawrence Day/The Line Of Best Fit)

Multi-instrumentalist and prime CSS composer Adriano Cintra recently unceremoniously cut ties with the band, citing the fact that fame had gone to the rest of the their heads and the fact they couldn’t play their instruments properly as a reason: Harsh words from the outgoing creative force. Cansei De Ser Sexy aren’t mourning the loss of Cintra though, his parting words have had little effect. There’s a definite, clear change in direction on their fourth LP but it doesn’t seem to be of any detriment. The now-foursome are excavating new territories in their sound, and eschew the gimmicky neon ADHD-ness and nu-rave/funktronica of previous offerings, instead opting for subtler tropical electronics and lithe filth-pop.

Produced by Mr. Golden Fingers himself, Dave Sitek, Planta nurtures a deeper sound. The bratty sleaze and facetious lyrics are long gone, and now the Brazilian femme fatales exhibit a serious streak in their synthpop. Gone are the jagged coquettish chirrups, CSS now harness the power of adult electronica. It’s a far more laidback record, even through the elements of sincerity, as everything seems to adhere to a newfound fluidity rather than exploding like a glitter-filled piñata – any sawing synthesiser riffs have rounded edges and the guitar licks are sanded down. But that’s not to say they’ve lost their appeal. Perhaps the edge has vanished, but like many bands do a decade into their career – they’re maturing. It’s a shame it took Cintra’s departure to galvanise them into donning growed-up masks, but at least they now own a sound that they won’t cringe at as the hurtle towards/past the big 3-0.

This album is as much about personal revolution for the band as it is about exotic pop charmers. They’ve used the time to come to terms with the loss of Cintra and create a sonic identity beyond his input, and it turns out that they didn’t really need him, and, just maybe, he was stalling their progress.
Telefones celulares podem trazer malefícios ao organismo
(Wilson Rondó/Medicina Ortomolecular e Nutrologia)


Quando vejo a quantidade de pessoas usando celulares durante períodos muito longos, lembro logo do cigarro. Você deve estar se perguntando por que faço essa relação. Na verdade, o telefone celular e o cigarro têm muito mais em comum do que pode parecer. Na década de 1920 o cigarro estava tão em moda, que seus benefícios para a saúde foram publicados até no Journal American Medical Association! Quase um século se passou antes de leis serem criadas para proteger a população dos malefícios causados pela nicotina e pelas outras 1500 substâncias tóxicas contidas no cigarro.

Estamos passando pelo mesmo processo com os celulares. Há muitos estudos sobre o assunto. Um deles acompanhou usuários por 10 anos e verificou um aumento de 400% de tumores cerebrais. Como esse estudo foi feito com poucas pessoas e outros fatores também foram associados ao aumento dos tumores, poucos o levaram sério.

Mesmo assim, não espere resoluções institucionais ou proibições do governo. Comece já a se proteger: evite se expor demais à radiação eletromagnética desses aparelhos. Além de indícios que ela abre as portas para tumores cerebrais, ela pode agredir as células sanguíneas, lesar o DNA, danificar nervos, causar lesões oculares, alterações do sono, fadiga, dor de cabeça e, acredita-se, pode acelerar autismo e mal de Alzheimer.

Crianças pequenas e mulheres grávidas, em especial, são vítimas fáceis dessa radiação. No caso dos pequenos a ação do celular é mais perigosa pois eles estão menos protegidos porque seu cérebro está em formação e possuem os ossos do crânio menos espessos que os de adultos. Por isso, antes de dar um celular para o seu filho, pense se não é muito cedo para ele correr esse risco.

Já as gestantes devem evitar falar no celular para proteger seu bebê de problemas futuros. Um estudo feito na Califórnia mostrou que mulheres que usam celular durante a gestação tinham o dobro de chances de ter filhos imperativos e com problemas de aprendizado.


Como se proteger do celular

Não adianta ser radical. Hoje em dia é quase impossível não usar o aparelho, principalmente para aqueles que têm uma rotina de trabalho bastante intensa. Sugiro usar o celular com moderação, manter o aparelho longe do corpo quando ligado, evitar passar o dia com ele no bolso, fazer ligações só onde a recepção do sinal é boa e não passar mais de 10 minutos em uma mesma ligação.

Outra dica importante é não dormir com o aparelho ligado e perto do corpo. Fico assustado quando ouço jovens dizendo que dormem com o celular embaixo do travesseiro. Esse hábito não deixa o corpo se recuperar das ondas eletromagnéticas que recebemos durante o dia inteiro.

Se o seu celular tiver tecnologia headset, sempre faça as ligações usando os fones de ouvido. Isso afasta a fonte de emissão de ondas eletromagnéticas de nossa cabeça. 

Com essas dicas é possível amenizar os efeitos desse aparelho em nosso organismo. E se você ainda tem dúvidas sobre assunto, lembre-se do cigarro e de todos que por descuido acabaram tendo a saúde afetada por ele antes que seu consumo fosse controlado. Não vale a pena correr esse risco com os aparelhos celulares.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Conheço vários ateus teístas. Eles se apegam a um DISCURSO ateu, mas sua visão de mundo é baseada (sem que eles se dêem por isso) num modelo teísta de existência. Eles vivem como se o universo tivesse sido “criado”, como se tivesse sido “criado” por uma inteligência e, ainda, como se essa inteligência fosse similar à humana. Eles vivem como se fossem o centro de um mundo construído pra eles, por uma inteligência que se parece com a deles. E dessa confusão eles sequer tiram proveito ascético, uma vez que não vivem assim por fé, mas por desatenção e egoísmo, eu acho. Pensam “Deus não existe!” e pronto-acabou. Param de pensar. 
Não consideram o universo como algo além de um imenso enigma-caleidoscópio para maravilhar nossos prazeres ociosos e oferecer ensejo às nossas punhetinhas semióticas. Inventam, dogmáticos, o certo e o errado. O bom e o ruim; e o melhor e o pior e o mais-ou-menos e o bem melhor que o outro e quase lá e um-pouquinho-assim-inclinado-ali-pra-esquerda-aí-mais-um-pouquinho-vai-aí-tá-PERFEITO! E aplicam |justo| e |injusto| ao infinito aleatório do mundo, como se houvesse um velhote de barba branca ali por trás, pra ser condenado ou agradecido. Pensam no vazio como algo pejorativo, por tentarem observá-lo de longe sem coragem de penetrá-lo.  
Eu não sou teísta. Antes de saber que eu era zen budista, eu já não era teísta.
Antes de descobrir que era zen budista, eu me sentia isolado. E descobrir, no virar das páginas, que minha visão de mundo tinha uma escola para si – e que tinha sido estudada, praticada, aprimorada e teorizada por gerações e gerações de pessoas muito mais talentosas do que eu – foi e tem sido como encontrar um grande amor.  
Zen budismo não é uma religião, como a maioria das pessoas as entendem. É uma prática. É uma prática baseada em certa visão de mundo, com o intuito de atingir maestria em determinada habilidade que o ser humano pode desenvolver. É algo palpável, que você pode experimentar. Não é uma questão de fé – embora a fé também seja necessária no desenvolvimento dessa habilidade. O zen budismo te pede, às vezes, que dê o “Salto de Fé” do Indiana Jones. Há um buraco vazio e você deve dar um passo à frente. Em outras palavras, eles dizem que você deve entrar na caverna do dragão; na boca do tigre. É preciso ter fé pra dar aquele passo – mas depois de pular, você pode sentir no vazio o chão prometido. Não é como se ficássemos pra sempre acreditando que há um caminho no vazio, mas sem nenhum lugar pra pisar e confirmar. Zen budismo é andar no vazio – não é ACREDITAR que se pode fazê-lo. 
(Daniel Abreu de Queiroz)

domingo, 9 de junho de 2013

Os físicos modernos mostram-nos que o movimento e os ritmos são propriedades essências da matéria, que toda matéria – tanto na Terra como no Espaço externo – está envolvida numa continua dança cósmica. Os mestres orientais possuem uma visão dinâmica do universo semelhante à da Física moderna. Quando o ritmo da dança se modifica, o som que produz também se modifica. Cada átomo canta incessantemente sua canção e o som, a cada momento, cria formas densas e sutis. (De algum lugar da internet.)

"Sim, o universo é uma dança. E nós somos os dançarinos que participam deste evento mágico. A dança e os dançarinos existem juntos. Como haverá dança sem o dançarino? E como haverá dançarino sem dança?" (Swami Sambodh Naseeb)

“The eye movement is the color of the dance. Without that, nothing. The footwork and the hands is not enough. We use the big brush to paint the sound: that’s the jingles. The hand for [smaller] things. And the color the last. The structure is OK, but the color comes from your eyes. I see the rhythm everywhere. The rhythm of the ocean, how the waves are coming. And the air also is dancing. If the tree is moving, all the branches and leaves, it’s dancing. As my fingers are dancing, the leaf is also moving. So in my view, the whole universe is dance.” (Birju Maharaj)


(OLDS, Linda E. Metaphors of interrelatedness.)



Reações das plantas a vários estímulos traduzidas em sons. Por Leslie García, artista sonora.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Pergunte-se: há alegria, fluidez e luz no que estou fazendo? Se não há, então o tempo está se sobrepondo ao momento presente, e a vida está sendo percebida como um fardo uma luta difícil." (Eckhart Tolle)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Gato não é bobo. Numa fazenda em Taquara. (G1)


Um grupo de 20 voluntários se reuniu por uma semana no município de Brunete, na Espanha, para mandar cocô pelo correio aos donos dos animais que não recolhem as fezes dos mascotes. Para colocar em prática o plano, os voluntários seguiam as pessoas que não recolhiam os dejetos de seus animais e iniciavam uma conversa informal. "Com o nome do cão e a raça foi possível identificar o proprietário a partir das informações em um banco de dados na Câmara Municipal", explicou um porta-voz do conselho para o jornal "The Telegraph". Os voluntários então colocaram as fezes em caixas com a inscrição "propriedade perdida" e as entregaram na casa dos donos. A campanha foi realizada de graça por uma empresa de publicidade que ganhou o prêmio "Sol de Plata" em um festival de propaganda. No total, foram feitas 147 entregas na cidade de 10 mil habitantes. Como resultado, o número de fezes de animais nas ruas da cidade caiu em 70%. No ano anterior, uma outra iniciativa similar fez com que um "cocô" controlado remotamente perseguisse os donos mal-educados. (F5)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

"A escola é a primeira socialização não controlada pelos pais e é necessário que assim seja. Com o olhar vigilante e onipresente da família não se cresce. Crescemos quando resolvemos sozinhos nossos problemas, quando administramos entre os colegas as querelas nem sempre fáceis. Entre as crianças, inúmeras de rusgas se resolvem sozinhas, os pais nem ficam sabendo, e é ótimo que assim seja. O bullying deve ser combatido, mas não dessa forma. O preço a pagar pela suposta segurança compromete a essência de uma das funções da escola, que é aprender a viver em sociedade sem os pais e a sua proteção, evocada pela presença da câmera. Na sala de aula e no pátio da escola cada um vale por si. É preciso aprender a respeitar e ser respeitado. Nós todos já passamos por isso e sabemos como era difícil. Não existe outra forma, é isso ou a infantilização perpétua. A transição da casa para a escola nunca vai ser amena. Essa proposta de vigilância não se ancora em razões pedagógicas e sim na angústia dos pais em controlar seus filhos. Não creio que seja a escola que reivindicam câmeras, mas quem a paga. São os pais inseguros que querem estender seu olhar para onde não devem. Existe uma correlação forte entre pais controladores e filhos imaturos, adolescentes eternos que demoram para assumir responsabilidades. É possível cuidar dos nossos filhos mesmo permitindo a eles experiências longe dos nossos olhos. A escola é deles, esse é o seu espaço e seu desafio." (Mario Corso)

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Brasil subiu dez posições na lista dos países que mais exportaram armas convencionais (aviões de combate, tanques, veículos armados, helicópteros, artilharia, mísseis, entre outros) entre 2008 e 2012. No período, as exportações nacionais no setor aumentaram 167%, na comparação com o período de 2003-2007. Com isso, o País passou de 31º maior exportador, para 21º, segundo relatório do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), publicado na noite deste domingo 17, ao qual CartaCapital teve acesso com exclusividade no Brasil. (Carta Capital)

O governo brasileiro comemora o sucesso da importante campanha de desarmamento. O passo dado, no entanto, está incompleto. Encobre o fato lamentável de o Brasil integrar o terceiro bloco de países exportadores de armas de fogo e munições. Na oferta de armas e munições, está na companhia da Itália, Áustria, Suíça e Argentina. Fica atrás apenas de EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha. Assim, a indústria bélica nacional engorda com uma fatia do lucro de US$ 290 bilhões anuais do mercado planetário. (CC)

As bombas de fragmentação são proibidas por acordo internacional: não têm alvo preciso, desabrocham no ar em milhares de bolas de aço que atingem a população civil em áreas imensas. Israel foi acusado de lançar tais bombas sobre a população palestina de Gaza, e, se o fez, o acusado de produzir e exportar as bombas foi o Brasil. Cujo governo posou de contrário aos ataques à população palestina. (CC)

Os mutilados por pisar inadvertidamente em mina camuflada, resto de algum conflito estúpido, compõem uma tragédia africana que tem comovido o mundo. Crianças, em geral, esses mutilados são os que escapam da mortandade feita pelas minas deixadas no chão de vários países. Em grande parte das minas recuperadas, graças sobretudo a entidades de benemerência europeias, está preservada a inscrição: "Made in Brazil". (Instituto Humanitas Unisinos)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Aula de hoje: faixa de pedestres.

Caí na Vogue italiana hoje e me deparei com estas bonitas imagens que compartilho aqui.


Foto: Eve Adrienne Szumowska
Foto: Alessandra Gregori



domingo, 2 de junho de 2013

"Os motivos da superpresença de gaúchos nas letras brasileiras são os mesmos dos limites do processo, o que implica conter as ousadias e investir em linguagem acessível, assim como implica dialogar com os temas demandados socialmente, em detrimento das ousadias temáticas. Implica não ser literatura de vanguarda. Por isso há muito mais "mainstream" do que vanguarda, invenção." (Luis Augusto Fischer)
"A ação às 3 da madrugada diz tudo: a prefeitura quis pegar os manifestantes durante o sono; ela teve medo da reação popular que veria a ação acordada, à luz do dia; o horário impediu que os jornais impressos de hoje (não acredito que o fizessem, mas…) estampassem fotos e amanhã, se elas saírem, já será feriadão… Enfim, tudo leva a crer numa ação pusilânime, realizada na calada da noite. Tudo foi planejado como se fosse um crime. Tudo foi feito no horário preferencial dos ladrões, a madrugada. Tudo foi feito para que a população não visse a ação, como se esta, a ação, fosse anônima. Sugiro que Fortunati também passe a usar este horário para seus eventos e inaugurações." (Milton Ribeiro)
A Yoko Ono disse no Twitter que, recentemente, dois cientistas que pesquisavam a criação das ondas do mar chegaram à conclusão que cada uma delas - cada uminha, que nem diria o Charles Watson - afeta o oceano inteiro.


FREE AMINA - Trailer from Femen France on Vimeo.




Femen for turkish revolution from Femen France on Vimeo.

sábado, 1 de junho de 2013

O antropólogo Roberto DaMatta diz que não se pode dissociar o comportamento omisso dos brasileiros da prática do “jeitinho”. Para ele, o fato de o povo não lutar por seus direitos, em maior ou menor grau, também pode ser explicado pelas pequenas infrações que a maioria comete no dia-a-dia. “Molhar a mão” do guarda para fugir da multa, estacionar nas vagas para deficientes ou driblar o engarrafamento ao usar o acostamento das estradas são práticas comuns e fazem o brasileiro achar que não tem moral para reclamar do político corrupto. “Existe um elo entre todos esses comportamentos. Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto”, diz o antropólogo.

Segundo International Stress Management Association – em pesquisa com mais de com 1.000 profissionais – praticamente metade dos brasileiros analisados (47%) apresentam um comportamento agressivo quando algo dá errado e tende a negar a participação no erro. Percentual altíssimo se comparado aos países orientais e alguns europeus, os quais não ultrapassam os 14%. (Babuwin)