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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Fora o sentido de "curado", todos os outros significados da palavra "sarado" são de gíria. Brasileira. E (bem) bagaceira.


[Part. de sarar.] 
Adjetivo. 

1.
Que sarou. 
2.
Bras. Gír. V. valentão (1). 
3.
Bras. Gír. Forte, rijo, resistente: 
“Seu Maneco, cabra sarado, duro que nem aroeira, curtia uma vontade doida de saborear uma fumacinha de fumo de rolo.” (Nélson de Faria, Tiziu e Outras Estórias, p. 13.)
 

4.
Bras. Gír. Guloso, comilão, glutão. 
5.
Bras. Gír. Esperto, sabido, velhaco, finório. 
6.
Bras. Gír. Malhado1 (3).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

“Um dos grandes mistérios da história politica brasileira é compreender por que, afinal, os próceres do regime militar deixaram um jovem e desconhecido metalúrgico Luís Inácio da Silva, sem origem partidária e sem referência, sem grandes articulações, de repente se transformar em grande líder. Lula tem estrela? Sorte? É um predestinado? Ou teria sido construído, meticulosamente, nos arquivos secretos da ditadura? Fala-se inclusive, entre os militares da repressão, que Lula seria invenção do general Golbery do Couto e Silva, em armação com o empresário Mario Garnero. Será? Lula foi a peça sindical na estratégia de distensão tramada pelo Golbery – o que não sei dizer é se Lula sabia ou não sabia que estava desempenhando esse papel. (...) Daí em diante, Lula no poder e o próprio PT foram descartando pessoas e facções internas à esquerda de sua opção conservadora. Foram descartando também as organizações que atuam como movimentos sociais, abandonando ou atenuando programas e projetos. Inicialmente, para trazer o apoio do latifúndio e do grande capital a sua pessoa e a seu governo. Depois, para agregar a sua base política o que de mais representativo há do remanescente oligarquismo brasileiro e da obsoleta, e não raro corrupta, dominação patrimonial." (Hugo Studart/Livre Imprensa)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Série Capas Lindas 2013:



Paavoharju - Joko sinä tulet tänne alas tai minä nousen sinne

domingo, 27 de outubro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O Pearl Jam bateu a pelada Miley Cyrus e foi pela 5ª vez ao topo da tabela da Billboard.
Ninguém até agora escreveu em língua portuguesa na internet que o narrador Paulo Brito, da RBS TV, quando terminou o jogo do Inter ontem, falou que o Grêmio estava classificado ANTES de começarem as cobranças de pênalti contra o Corínthians. Eu e meus colegas acreditamos, inclusive nos surpreendemos quando teve pênalti. Muito estranho... E depois o Alexandre Pato chutou daquele jeito. Foi comprado e o Paulo Brito já sabia?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Bienal de São Paulo e essas 24 marcas patrocinadoras/apoiadoras assinando embaixo da palavra grafada como "gratuíta".


Colocar o nome do fotógrafo em fotos é tão ruim, na minha opinião, quanto colocar o nome do cineasta fixo num canto da tela, no filme inteiro; ou colocar uma vinheta com o nome da banda num ponto determinado de cada música de um disco. É ruído, atrapalha, é uma heresia em meio à transcendência, é vaidade ou ganância pela autoria; e é inútil, pois não impede que alguém leve a fotografia até o photoshop e arranque aquela assinatura fora.


Dilma diz que é um crime privatizar o Pré-Sal e a Petrobrás.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013



"Esse deve ter sido um dos mais sinistros encontros que já experienciei", disse Stephen Fry, depois de ter conversado com o deputado brasileiro Jair Bolsonaro...

domingo, 20 de outubro de 2013

"Uma biografia sempre é uma fraude, uma tentativa de dar sentido aos acasos e imprevistos que formam a nossa trajetória, os quais racionalizamos para nos proteger do real aleatório e sempre imprevisível." (Pierre Bordieu)
"Naquela noite ele quis mamar, então levantei minha camisola. Eu não preciso fazer nada, meu peito tá logo ali, ele chupa. Isso sempre me faz sentir tristeza e sede. Mas elas são invertidas; a sede tem a profundidade e o tom que a tristeza deveria ter: é sede como uma dor, um lamento, um soluço. E a tristeza é pateticamente limitada ao nível da sede, é só um gole de emoção, muito encolhido num franzir de rosto, saciável."

"Carl pressionou meu pé para baixo e eu empurrei o dele para cima. Isso é uma coisa que fizemos na primeira vez que dormimos juntos, é um gesto com sete anos de idade. Nós na verdade nunca tivemos um namoro decente; nós nos conhecemos numa festinha na qual logo descobrimos que estávamos os dois nos recuperando de uma separação. Quando paramos de falar sobre nossos ex, já estávamos juntos havia um ano. Empurrei o pé de Carl para cima e ele pressionou o meu para baixo. Se o gesto fosse uma pessoa, estaria agora no ensino médio. Mas são só alguns movimentos. Mesmo assim, eu me sinto mais perto dele quando fazemos isso do que em qualquer outro momento. É como se nossos pés tivessem uma relação perfeita, honesta e amorosa, mas, dos tornozelos para cima, estamos perdidos. Empurro de novo, mas ele não pressiona de volta; ele está dormindo."

"Comecei a ligar para o número. Instantcast.com explicava que a sua força de vontade para apertar [redial] por horas seguidas _é_ o processo de seleção. Essa é a maneira real, profissional, de se candidatar a esse emprego, do mesmo jeito que alguém tenta ganhar ingressos num programa de rádio. Os diretores estão em busca de gente que queira fazer quase tudo, mas que fique com prazer fazendo quase nada, por horas e horas. Enquanto eu apertava [redial], visitei diversos websites sobre figuração, e esses tinham links pra sites sobre estrelas de Hollywood, e esses tinham links para sites sobre estrelas de filme pornô e por fim me vi olhando a webcam pessoal de uma bela moça chamada Savannah Banks. Savannah não estava nua, como eu teria imaginado. Estava em sua mesa de trabalho, primeiro fazendo alguma coisa do tipo pagar contas e depois dando telefonemas. Parecia que ela estava checando mensagens, mas, depois de um tempo, percebi que apertava [redial], como eu. De repente tive certeza de que ela estava tentando o número do elenco do 'Olá, Maxamillion, adeus, Maxamillion'." (JULY, Miranda. É claro que você sabe do que estou falando.)
Jimmy Nelson fotografou tribos excêntricas pelo mundo todo.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Parobé bem no meio da capa do jornal O Sul. Colorados parobeenses no Grenal da Arena.
"A produção científica brasileira gera cada vez mais artigos, mas poucos produtos inovadores. Quando se trata de pedir registro de novas patentes à OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), os números são embaraçosos. Em 2012, os EUA entraram com 50 mil novos pedidos; China, 17 mil; Coreia do Sul, 11.000. Brasil? Pouco mais de 600. Por que o Brasil vai mal em inovação intensiva em tecnologia quando o mundo nos vê criativos e empreendedores? Nossa criatividade voltada ao mercado é bem-sucedida: o aclamado design das Havaianas e os cosméticos ecologicamente corretos da Natura são bons exemplos. Mas a inovação brasileira é do tipo 'adaptação criativa', não a schumpeteriana 'destruição criativa', que reinventa setores e inaugura ciclos econômicos. É a isso que convida a política industrial de substituição de importações dos últimos dez anos." (MARCOS TROYJO)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Antoniya Ivanova


A artista plástica Joana César, 39 anos, espalha frases a decifrar por muros, calçadas e viadutos do Rio de Janeiro. Ela criou um alfabeto próprio, aos 12 anos de idade, para manter em segredo as confissões de seus diários e, anos depois, levou o trabalho para as ruas.

Segundo ela, os textos espalhados pelas ruas falam de assuntos femininos, intimidades, um pouquinho de erotismo, medos, inseguranças, maluquices, perdas. Um mundo a decifrar.


terça-feira, 15 de outubro de 2013



Karina Eibatova


Congo-born, France-based artist Olivier de Sagazan integrates painting, photography, sculpture and performance into a very unique hybrid practice! His existential performance series, "Transfiguration," involves the artist building layers of clay and paint onto his face and body and then shedding them to reveal "an animalistic human who is seeking to break away from the physical world."
"Despedida" do Lasier Martins: propaganda política antecipada e ilegal RBS/PDT. O "jornalista" concorrerá ao Senado em 2014.




E já o humor...

esquivar: Retirar-se ou afastar-se dissimuladamente. Furtar-se, eximir-se. Evitar; fugir. Deixar de fazer algo. Escapar, livrar-se, safar-se

assumir: Assumir a responsabilidade dos seus atos. Admitir. Aceitar a própria condição. Pôr-se ereto ou em pé; endireitar-se.


(Para J^ e Cv.)


amargura: Tristeza, sofrimento, mágoa; amargor. Sofrimento arraigado de dor e ressentimento; acrimônia, azedume.

amargo: Cheio de ressentimento; vivamente magoado; amargurado, sofrido.
> "Dois dão o mesmo trabalho que um. Só gasto mais em ração". 

Qual é o problema desse diálogo na calçada? É verdade. Eu tenho três gatos. Dois são menos trabalho do que um, porque eles convivem.


> O brasileiro classe média tem um carro com insulfilme, "dá mais segurança, não se consegue ver direito quem tá dentro", pois bandidos costumam roubar carros com uma pessoa, mas não com duas, preferem carecas aos homens de bigode, e jamais se meteriam com alguém vestindo uma camisa havaiana.

Os bandidos preferem carecas aos homens de bigode e jamais se meteriam com alguém vestindo uma camisa havaiana?


> O brasileiro classe média nunca nega os caramelos e amendoins que a companhia aérea lhe oferece. 

Era pra negar? É feio aceitar? Classe alta não aceita?


> Durante o voo, o brasileiro classe média não lê, dorme. 

Qual é o problema?? É pra ler no ônibus também? Classe alta lê?


> Em solo estrangeiro, será reconhecido menos pelos maus modos do que pelos ostentosos e deslocados tênis de corrida, os quais, a seus olhos de brasileiro classe média, parecem adequados para qualquer ocasião.

A mim também parecem, por que não? É contra a etiqueta?


> O brasileiro classe média não faz, compra pronto. 

A população mundial se chama "brasileiro classe média".


> O brasileiro classe média pedindo pão no supermercado: "Me dá cinco. Bem clarinhos". 

????


> O brasileiro classe média flagrado enquanto conduzia em alta velocidade: "Essa indústria da multa, vou te contar". O brasileiro classe média atendendo ao celular no meio do filme: "Alô? Tô no cinema! Me liga depois!" Senhoras e senhores, é muita jequice.

Não é "jequice", é falta de ética e de caráter.
Caitlin FitzGerald interpreta a esposa do William Masters, no seriado Masters of Sex.

domingo, 13 de outubro de 2013

"Se você tivesse que elencar os melhores momentos da história da música pop, o verão de 1997 provavelmente não estaria em seu top 50. Ela não é exatamente lembrada como uma era dourada, e com uma boa razão: a música número um da metade de junho até o final de agosto foi I'll Be Missing You, do Puff Daddy; os principais álbuns eram Spice Girls' Spice, Bob Carlisle's Butterfly Kisses (Shades of Grace) e a trilhas sonora dos Homens de Preto. E também um desenvolvimento histórico importante aconteceu nessa época, e involveu a morte não-oficial do gênero uma vez chamado de 'alternativo'. Eu trouxe isso à tona porque eu acredito que estamos no meio de uma fase similarmente significante neste outono de 2013 — exatamente a morte da versão atual do alternativo, o 'indie'. No mês passado, houve uma série de lançamentos — Haim's Days Are Gone, Chvrches' The Bones of What You Believe, Lorde's Pure Heroine, Icona Pop's This Is... Icona Pop e 1975's 1975 — que foram classificados como 'indie pop', ostensivamente porque se posicionam foram do pop tradicional, assim como o Pearl Jam um dia foi classificado como fora do rock tradicional. Mas, nesses discos, em som e forma, não há nada estranho ou experimental. (O mesmo pode ser dito de discos pop lançados no começo deste ano, como Charli XCX's True Romance, AlunaGeorge's Body Music e Ariana Grande's Yours Truly.) São bem produzidos, grudam, agradam e são feitos nos moldes das tendências de successo. Eles são simplesmente discos pop que são pop." (Steven Hyden/Grantland)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

"Use cada sinal vermelho ou sinal de pare como uma oportunidade para respirar conscientemente e voltar ao momento presente. Pode ser comum pensar na luz vermelha do sinal como sua inimiga, impedindo-o de atingir seu objetivo de chegar ao trabalho na hora certa. Mas, na verdade, a luz vermelha é sua amiga, ajudando você a resistir ao impulso de correr e chamando-o de volta para o aqui e agora. Na próxima vez que você estiver preso no trânsito, seja na estrada ou no meio da cidade, não lute. Apenas aceite. É inútil lutar. Sente-se e sorria para si mesmo. Saiba que você está vivo e que o momento presente é o único momento da vida disponível para você. Não o desperdice. Saiba que este momento tem o potencial para ser uma maravilha." (Thich Nhât Hanh)
"Quando eu pego um pedaço de pão, gosto de olhar para ele e sorrir. O pedaço de pão é um embaixador do cosmos, oferecendo alimentação e apoio. Olhando profundamente o pedaço de pão, eu vejo a luz do sol, as nuvens e a Mãe Terra. Sem a luz do sol, sem a água, sem o solo, o trigo não pode crescer. Sem as nuvens, não haveria chuva para as culturas do trigo." (Thich Nhât Hanh)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"Para o vice-presidente do Brasil, queremos comida, colégio e carro. A casa, a saúde, o saneamento e o transporte em comum ficam para o Dia de São Nunca. Como tem sido assim, o país dobrou o número de automóveis na última década. (...) Vigora a mística de que o carro é o Santo Graal. E tome corte de impostos, prestações em 48 meses, imagens sexy que o associam à limpeza e à fluidez. O indivíduo imagina que é livre numa solitária metálica que solta fumaça e mal se mexe. Porque pior do que ela só a cela coletiva do transporte público." (Mario Sergio Conti)
Sky Ferreira - Night time, my time

Na série Capas Lindas de 2013. A fotografia é de Gaspar Noé, diretor francês de cinema ('Irreversible').
A demagogia da mobilidade
10 de outubro de 2013
(O Estado de S.Paulo)

Ao levantar a bandeira (eleitoral) da mobilidade urbana, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, assumiram o papel de defensores dos sem-carro e passaram a combater, sem pensar nas consequências, a multidão dos que se atrevem a sair às ruas em seus automóveis, mesmo tendo de enfrentar grandes congestionamentos todos os dias. Os congestionamentos são cada vez maiores, mas a dupla já começa a acumular resultados "positivos" nessa batalha, mais do que ousada, demagógica.

Ela deve melhorar a arrecadação da Prefeitura com o aumento das multas de trânsito e, assim, ajudar a pagar os subsídios às empresas de ônibus, que, com o congelamento da tarifa, devem atingir no próximo ano a impressionante quantia de R$ 1,65 bilhão.

Estima-se que os recursos provenientes das multas crescerão 22% em 2014, atingindo R$ 1,2 bilhão, um novo recorde. Nos primeiros oito meses deste ano, dos 6,4 milhões de multas aplicadas aos motoristas que circulam pela capital, 352,5 mil foram flagrantes de invasões em corredores e faixas exclusivas de ônibus, registrados por um exército de 1,5 mil fiscais de trânsito da CET e mais 690 da São Paulo Transportes (SPTrans).

Os donos dos 7 milhões de veículos da capital parecem não ter importância. Eles seriam apenas pessoas egoístas que rejeitam o transporte público. É como se não tivessem compromissos diários, serviços a prestar e nenhuma relevância para a vida econômica e social da cidade. (...)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"O ideal, no futuro, para o mundo inteiro, é se cobrar mais pelo uso do carro, em combustíveis, em pedágios ou estacionamentos. Com esses recursos pode-se dar um transporte público melhor e mais barato à população. Na minha opinião, o que foi feito nos últimos 90 anos é um desastre. Foi feito muito mais para a mobilidade dos carros do que para os humanos. E, mesmo assim, não funciona para a mobilidade dos carros." (Enrique Peñalosa)
"'O Black Bloc' não é uma organização estável, articulada a partir de algum obscuro comando central e que pressupusesse algum tipo de filiação permanente. Ora, tratar um black bloc desta forma seria o mesmo que tratar uma greve, um piquete ou uma panfletagem como um movimento. Nunca é demais lembrar que um 'black bloc' (assim, com artigo indefinido e em letras minúsculas) é um 'bloco negro', ou seja: um grupo de militantes que optam por se vestir de negro e cobrir o rosto com máscaras da mesma cor para evitar serem identificados e perseguidos pelas forças da repressão. Fazer isso não significa se filiar a uma determinada organização ou movimento." (Bruno Fiuza)
"Se desejamos a felicidade e queremos evitar o sofrimento, é preciso que alimentemos a coletividade de seres e nos harmonizemos com todo o universo. Somos dependentes do ambiente em todas as suas formas. Não dependemos apenas do ambiente vivo, mas também de estruturas 'não-vivas'. Dependemos, por exemplo, do calor irradiado pelo ambiente e da gravidade do planeta. Esse é o olhar da responsabilidade universal, a base indispensável e prioritária. Os educadores e a escola deveriam abordar esse tema. Deveria ser um tema subjacente a todas as nossas atividades. Não faz sentido, por exemplo, um cientista criar perturbações ao ambiente. Todas as atividades de todos os seres deveriam estar relacionadas ao princípio de responsabilidade universal. No que diz respeito à legislação, podemos entender o princípio de responsabilidade universal como uma extensão natural da declaração universal dos direitos humanos. Para verdadeiramente preservar a vida humana precisamos do princípio da responsabilidade universal." (Lama Samten)
Da série Capas Lindas de 2013.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ittetsu Nemoto, um monge budista, faz oficinas sobre a morte para os suicidas no seu templo. Pede aos participantes que imaginem que foram diagnosticados com câncer e que têm três meses para viver. Pede que escrevam o que querem fazer nestes três meses. Em seguida, pede que imaginem que têm um mês de vida; depois uma semana; depois dez minutos. Quase todos começam a chorar no decorrer do exercício, Nemoto entre eles. Um homem que participou da oficina vinha há tempo falando com Nemoto em querer morrer. Tinha 38 anos e nos últimos dez anos fora internado várias vezes num hospital psiquiátrico. Na hora do exercício de escrita, ele ficou ali parado e chorando. Quando Nemoto veio ver como andava, viu um papel em branco. O homem explicou que não tinha nada a dizer quanto às perguntas pois nunca tinha pensado a respeito. Tudo o que havia pensado era em querer morrer; nunca no que fazer com a vida. Mas não tendo nunca realmente vivido, como poderia pensar em querer morrer? Este insight foi curiosamente libertador. O homem voltou ao trabalho de maquinista numa fábrica. Antes, era tão adverso à companhia humana que só conseguia funcionar dentro de certas capacidades limitadas, mas agora conseguia falar com as pessoas e foi promovido. (Larissa MacFarquhar/The New Yorker, tradução de Robin Geld, divulgação de Elena Filme)
"O Ho-ong Kong continua lindo"... CNN coloca Hong Kong no Brasil.

Das exigências de camarim da Claire Boucher (Grimes).
"Vivemos com grades nas portas dos nossos apartamentos. Saímos de casa para caminhar nos parques desejando sorver ar fresco, sentir cheiro de plantas, contemplar o voo dos passarinhos, ver crianças correndo e experimentar uma estranha e passageira sensação de segurança e de liberdade ao mesmo tempo. Um parque gradeado fere a minha mais primitiva noção de autonomia. Parece uma confissão de que a humanidade já nada mais espera de si mesma." (Juremir Machado da Silva) 

Renata disse:
8 de outubro de 2013 às 16:57
O parque Germânia é cercado e também alvo de assaltos, venda de drogas e os mesmos tipos de perigo que assistimos na redenção. Já vi gente ser assaltada durante o dia sem qualquer constrangimento, então parece que as grades não influenciam muito nesse ponto.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

"Finalizando, peço desculpas a todos por qualquer falta e, neste sentido, saibam que, para mim, não há rancores, somente a frustração de não ter proporcionado melhores resultados e conquistas ao Sport Club Internacional." (Dunga)
"A brevíssima janela que o The Voice abre aos artistas deixa muita coisa do lado de fora da moldura. Nessa injusta condição avaliativa, a saída mais óbvia são as performances vocais. Em todo programa dessa natureza o que mais vemos são as interpretações quase rococós, repletas de vibratos, timbres de gargantas arranhadas e rostos espremidos de tanta 'visceralidade'. Não há medida nessa batalha de demonstrar (como se isso fosse possível) tudo que se sabe. Por isso gostei de você Simona Talma. Admiro muito a sua coragem de não negar a própria natureza; e quem lhe conhece sabe que não seria de outra forma. Nesse sentido fiquei muito feliz pelo Brown quando aos 45 do segundo tempo entendeu o que se passava. Em sua apresentação ele foi o grande vencedor. Entendeu sem entender, entendeu com o sensível, mas ainda com dificuldade para elaborar um discurso condizente. Chamou de frágil aquilo que ainda não compreende claramente na razão daquele programa, mas que eu apostaria que brevemente vai substituir por desnudamento, transparência, verdade, escolha, natureza... Por isso Simona, tenha paciência com o Brown. Acho que ele merece uma chance no momento em que vira a cadeira e se dispõe a caminhar junto. Acredito muito na incompletude das pessoas, principalmente quando elas se mostram abertas àquilo que é diferente de sua próprias convenções. Em um exercício de imaginação, fico aqui pensando em pessoas como Otto ou Marcelo Camelo em situação similar à sua, ou qualquer outro artista que não mascara a sua natureza por traz de nenhum modelo." (César Ferrario)
Os progressistas do atraso
(Nelson Motta)

A história confirma: voto obrigatório é coisa de ditaduras, de esquerda ou de direita, como forma de legitimar o ilegítimo e dar uma aparência de democracia ao regime. Em democracias de verdade, os cidadãos interessados em participar do processo eleitoral se inscrevem, fazem campanha, doam dinheiro para seus candidatos e votam. Quem não vota não pode reclamar dos resultados das eleições e de suas consequências.

Enquanto isso, no Senado, num arremedo de reforma política, a proposta de tornar o voto facultativo foi derrotada por 16 x 6 na Comissão de Constituição e Justiça. Petistas e tucanos se uniram na defesa do atraso: “O voto obrigatório tem sido um instrumento importante para incorporar as massas ao processo democrático. A supressão do voto popular contribuirá para a elitização da política brasileira”, disse um deles.

Obrigar as massas a votar não é incorporá-las, é usá-las como massa de manobra no processo eleitoral. Que elitização é essa de abrir o processo eleitoral a qualquer um que queira participar? É óbvio que alguém que não quer votar em ninguém, mas é obrigado, vai votar nos piores candidatos. Se ele tiver algum escolhido, não é preciso obrigá-lo. Até na Venezuela o voto é facultativo.

Mas o Estado-babá obriga o cidadão a participar com seu voto inconsciente, irresponsável e aleatório, que tem como consequência um Congresso cada vez pior. Hoje 100 milhões de brasileiros têm internet, temos mais celulares do que habitantes, todo mundo pode se informar sobre o que quiser, quando quiser, onde quiser. Mas, se não quiser votar, é um direito, é menos um voto em branco, nulo ou num picareta.

Dos políticos e suas propostas é que vem a motivação para os cidadãos se inscreverem e votarem. É disso que eles têm medo. Uns, que a classe média tenha preguiça de sair de casa para votar, outros, que os grotões não votem sem algum estímulo, ou ameaça. É como eles veem o povo brasileiro, e ninguém quer pagar para ver o que ele quer.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

- Quem quer viver num mundo melhor e mais harmônico?
- Quem está disposto a abandonar esse modelo de consumismo desenfreado para alcançar isso?


Meus preferidos entre os (por mim recém conhecidos) 198 Métodos de Ação Não-Violenta, de Gene Sharp.


65. Permanência em casa (toda população permanece em casa, normalmente com o objetivo de demonstrar ao adversário o seu grau de unidade e autodisciplina)

69. Desaparecimento coletivo (toda a população de uma área abandona suas casas e desaparece)

161. Molestamento não-violento (uma combinação de ações que produzem uma pressão individual e pública sobre um ou mais indivíduos engajados numa atividade recriminável)

185. Falsificação (de dinheiro, documentos etc.) com motivos políticos