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quarta-feira, 31 de março de 2010

Xiu Xiu



"O Homem é extremamente autoral e sensível, é um espetáculo onde se percebe a minúcia e oscilações de um processo artístico que tem consistência humana. A Cia. Espaço em Branco há anos vem desenvolvendo linguagem, na introdução de tecnologia em cena, não só como um aparato plástico pronto, que é colocado no dia da estreia, mas algo que acompanha o processo, que é construído junto, que produz comunicação e flui com o corpo. Sem contar dos textos autorais, e das quebras de linearidade espaciais e sensoriais. E mais o Homem é interativo, todos fazem tudo, a luz é feita dentro e fora do palco, ele brinca com o tema do dentro e do fora do corpo, tanto com o público quanto com a tecnologia. Também com o músico que faz a trilha, os videomakers, todos estão em cena, em performance. O ator/performer atua, mas os 'técnicos' estão em arte presencial, em live art. Aqui eu vejo uma conexão bárbara com a performance arte." (Andressa Cantergiani)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mais uma modelo "gordinha" se destaca: Crystal Renn.
Estreia em Porto Alegre 'A caixa', novo filme do diretor de 'Donnie Darko'.
Com quem já me acharam parecido.
(Atualização de número doze.)

01. Claudio Dickel
02. Cláudio Heinrich
03. Carlos Alberto Ricceli
04. Brad Pitt
05. Beavis
06. Daniel Feix
07. Liam Gallagher
08. Mateus Nachtergaele
09. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta
25. André Agassi
26. Justin Timberlake
27. Devendra Banhart
28. Joaquin Phoenix
29. Roger Galera Flores
30. Charles Baudelaire
31. Mister Maker
32. Pablo Horacio Guiñazu
" . . . 'Homem que não vive da glória do passado', uma produção que não merece nem mesmo a gentileza de um aplauso, apesar de haver nela muito estudo envolvido, mesmo que não saibamos muito bem qual estudo é esse. Signos são lidos a partir de códigos. Não havendo possibilidade de leitura de um código, os signos não são retirados da vida, não se tornam passíveis de leitura, não atingem a secundidade (Peirce), não são estruturáveis (Levi-Strauss e Greimas), não comunicam nada (Eco). Significante e significado (Saussure) são dois lados de uma mesma moeda. Não há como haver um só lado numa moeda. Ela não existe apenas com um lado. O espetáculo de João de Ricardo, até agora, não existe porque não pode ser lido e, pelo que ele mesmo informa, deve apenas ser sentido. E o que se sente é o tédio de ler um livro em japonês sem entender o que significam 'aqueles desenhos que parecem letras'. (...) Quanto ao personagem, o interesse vem pela problematização dele, esse um ser que, diferente do que se vende na publicidade do espetáculo, tem pouca relação com o homem moderno comum. A solidão contemporânea, tema já outras vezes tratados em outros espetáculos da Cia. Espaço em Branco, aqui é tratada de forma caricata. Não há sustentação dramatúrgica para o personagem, esse que se mistura com o encenador por terem ambos o mesmo nome e a mesma idade. A solidão vivida pelo homem contemporâneo é interna. O homem se sente só entre muitas pessoas. Alguém que não sai de casa, que não faz sexo e que só come miojo e vê TV em nada se parece comum e que, por isso, para ser um personagem e não apenas a proposta de, precisa de um contexto que dê a ele chance de se estabelecer enquanto elemento de uma narrativa. A narrativa não acontece apesar de vários elementos serem postos em cena. (...) Mas, em nada um elemento se relaciona com o outro e aqui voltamos à parte em que tratamos sobre a ausência de um código. O Apocalipse, último livro da bíblia e o mais imagético dos 72 (ou 73 dependendo se ela for católica ou protestante), é citado, talvez, como desculpa para a bagunça conceitual ou ausência de conceito. Mas é importante destacar que a carnavalização de Nietzsche e também estudada por Bakhtin nada tem com isso. Lá não há assistência e só participação. Aqui há o histrionismo de um ator e também de seu grupo querendo utilizar elementos da performance art e dos usos de som e de vídeo (já cansados de serem usados lá nos anos 70) para discutir um tema batido e que, podendo como todos ser trazido ao palco de forma inteligente, não é feito nem de forma inteligível." (Rodrigo Monteiro)

"Douglas Dickel conduz uma sonoplastia carregada de significados que faz desse momento inicial a única parte interessante de toda a peça (que dura mais de duas horas!). (...) Imagens belíssimas são dispostas. Um trabalho de luz e uma trilha sonora dignas de elogios efusivos." (Rodrigo Monteiro)

domingo, 28 de março de 2010

Ganhei um beijo de língua sem palavras.

De tanto amor.

By Angela Francisca

Eu olhei nos olhos dele.
Senti o cheiro do homem que grudava na minha pele.
Deixei me molhar em suor, em gotas que repousaram na minha alma.
Desejei a eternidade em nosso caminho juntos.
Quis ter um filho.
Quis chorar.
Quis ser dele e nada mais.
'Segundo andar' do Hotel é lançado nos mares de Portugal, Europa. Obrigado, Pedro, sr. Test Tube.



Runtime: 47'45''

«Hotel is a Brazilian musical project based on a collective series of improvisation works, founded by Douglas Dickel (input_output, Blanched), and inspired by Joshua Homme’s famous 'Desert Sessions'. Hotel began in 2006 at the Live Studio, in Porto Alegre, when Dickel brought together musicians from the local indie & post-rock scene. Hotel is about the introducing of new artists who never played together before, to each other, for a few hours. The gathered musicians try some spontaneous ideas or rhythms, or pick up stuff.

Songs are written & recorded “on the spot”, simultaneously, and in matters of four hours or so.

“Térreo” - the first release - means a Hotel’s 'ground floor', and joined, in 2006, Yury Hermuche (FireFriend, Frank Poole) on guitar, Renan Stiegemeier (Andina, Farveste) on bass, Marcelo Koch (Blanched) on drums, and Dickel on guitar, noisy toys and mixing. It is still available for free through this link. It was originally released by Peligro Discos in 2007.

“Segundo Andar” means a Hotel’s 'second floor', and joined, in 2007, Leonardo Brawl (Fruet & Os Cozinheiros, Subtropicais) on bass, Rodrigo Souto (Andina) on drums, and Mateus D’Almeida (Andina, Farveste) and Dickel on guitars and synthetizers.

'Segundo Andar' is clearly influenced by many nineties and 00's post-rock bands at his core, like GYBE! among others less famous, but one can also detect many traces of Sonic Youth's best guitar melodies from the eighties and the Geffen's best years, Yo La Tengo's numerous digressive instrumentals and even Glenn Branca's intempestive compositions and improvisations. All wrapped up with a really nice jazzy vibe.

This is really good stuff to nod your head too. If you have a truly indie heart, that is.»

- Pedro Leitão, with some biographical info taken from 'Hotel's blogspot webpage.

sexta-feira, 26 de março de 2010



Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar

Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecheclair
De repente
A gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar

Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar

Tens um não sei que
De paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou


"Vemos o tempo como um meio de salvação, quando, na verdade, ele é o grande obstáculo para a salvação. Imaginamos que não podemos chegar lá a partir do ponto em que estamos ou de que somos neste momento, porque não nos sentimos completos ou bons o bastante. Mas a verdade é que o aqui e agora é o único ponto de partida para poder chegar lá. 'Chegamos' lá ao perceber que já estamos lá. Encontramos Deus no momento em que descobrimos que não precisamos procurar Deus. Portanto, não existe apenas um caminho para a salvação. Entretanto, só existe um ponto de acesso: o Agora. Não existe salvação longe deste momento. Você está só, sem uma companhia? Acesse o Agora a partir da sua solidão. Você tem um relacionamento? Acesse o Agora a partir desse relacionamento. Não existe nada que possamos fazer, ou obter, que nos aproxime mais da salvação do que o momento presente. Não podemos fazer isso no futuro. Ou fazemos agora ou simplesmente não fazemos." (TOLLE, Eckhart. O poder do agora.)


26 de março de 2010 | N° 16286AlertaVoltar para a edição de hoje
OPINIÃOTEATRO
Quebra de protocolo
Cia. Espaço em Branco encena “Homem que Não Vive da Glória do Passado” no Teatro de Câmara Túlio Piva

Não é qualquer grupo que inicia suas atividades com um espetáculo tão bem acabado como Extinção – A Impossibilidade Física da Morte na Mente de Alguém Vivo, o primeiro que a Cia. Espaço em Branco, de Porto Alegre, montou, em 2005, e um dos melhores daquele ano. Desde então, eles têm investido cada vez mais em elementos que estavam em estágio embrionário, como a integração entre linguagens (teatro, artes visuais, música etc) e o uso da tecnologia, com projetores, TVs e filmadoras em cena, em peças como Andy/Edie e Teresa e o Aquário.

Homem que Não Vive da Glória do Passado, em cartaz de sextas a domingos, até 11 de abril no Teatro de Câmara Túlio Piva, na Capital (confira detalhes no roteiro do Guia hagah), faz parte dessa busca por uma síntese que borre os limites entre os discursos artísticos. Mais do que testar onde começa e onde termina cada um desses domínios, propõe alargar o conceito de teatro, abrir espaço para o novo.

O espetáculo tem atuação de João de Ricardo, que divide a direção com Bruno Gularte Barreto. A dupla também assina o texto, baseado em uma história criada por Barreto: na clausura de um quarto, um homem descobre que todas as mulheres do mundo subitamente morreram. Misture-se a isso uma crítica sobre o conceito de sucesso pessoal e profissional nos tempos atuais.

Do início ao fim, há uma aposta na quebra do protocolo teatral. A peça começa ainda no saguão do teatro, com uma intervenção informal de João de Ricardo, que conduz o público para dentro. As primeiras 20 pessoas que compram ingresso assistem à parte inicial de um lugar diferenciado, em cima do palco – com a cortina fechada. Do outro lado, na plateia, os demais assistem ao que se passa por meio de um vídeo em tempo real. Mas a estratégia de separar o público (apenas na primeira parte, frise-se) parece movida mais por uma limitação física do teatro do que por uma concepção cênica. E frustra a maior parte dos espectadores, que não experimenta o espetáculo em sua plenitude.

Homem que Não Vive... é um trabalho que não tem medo de arriscar, mas está aquém do que a companhia, em outras ocasiões, já mostrou que pode oferecer. A utilização dos recursos tecnológicos não avança muito em relação ao que já foi feito. A projeção em vídeo que ocupa toda a parede frontal à plateia e o palco nu compõem um espaço cênico cartesiano, que não condiz com a proposta fragmentária do discurso. As diferentes linguagens utilizadas – performance, videoarte, música etc – dialogam entre si, mas não se integram em uma síntese orgânica a serviço do espetáculo.

Por fim, falta um ritmo que confira dinâmica entre as sequências que compõem a peça, com duração de duas horas – que poderiam ser consideravelmente enxugadas. Homem que Não Vive... aponta caminhos, e isso é notável, mas não faz brilhar o talento que a Cia. Espaço em Branco tem.

fabio.pri@zerohora.com.br
FÁBIO PRIKLADNICKI
"Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava sangue. Ela e o mar. Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões." (LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres.)
Roubo Invertido: em vez de tirar um livro da livraria e levá-lo pra casa, levar um livro de casa e inseri-lo na prateleira da livraria.

Livraria: Saraiva do Praia de Belas
Livro: Ambivalência
Seção: Literatura Nacional
Subseção: Poesia

O que acontecerá quando alguém tentar passar o código de barras no caixa? Venderão o livro pra pessoa interessada? Darão o livro pra pessoa interessada? Deitar-no-ão fora? N.D.A.?

terça-feira, 23 de março de 2010

Vou share este vídeo com o David Lynch.



Sabe, eu acho que ele me viu, aquele dia, quando apertei a sua mão? A mim pareceu que ele me olhou de verdade e me viu.

terça-feira, 16 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010



Sonhei que eu estava me aproximando de uns cinco ou seis animais, mas olhando para apenas um deles. Quando cheguei perto, vi que ele era um urso usando máscara, disfarçado. Aí me afastei, porque lembrei que ele podia me matar, assim como foi morto o Timothy. Afastando-me, percebi que os outros indivíduos também eram ursos.

"Divindade cultual mais antiga do mundo que é considerada como sendo um símbolo do inconsciente, ligado à terra-mãe, e é uma representação simbólica de nossos instintos. A energia do urso é a energia que procura a sua verdade mais profunda, e com a descoberta desta verdade você é agraciado com o mel da vida - a doçura que vem com o saber de quem você realmente é. A energia do urso o ajuda a ir para dentro e tocar o grande vazio de onde a criação e você vieram. Entrando no silêncio nos damos a oportunidade de retornar ao mundo mais forte e mais sábio. O urso também nos ensina que parar de pensar não é o fim do mundo; com sua energia podemos ver que somos muito mais do que nossos pensamentos. Portanto, tire uma folga e explore o seu interior. Do lugar do urso podemos ver que a vida é mais parecida com um sonho e que o nosso verdadeiro eu não é tão amarrado aos assuntos terrenos."

quarta-feira, 10 de março de 2010

"O que me surpreende é o fato de que, em nossa sociedade, a arte tenha se transformado em algo relacionado apenas a objetos e não a indivíduos ou à vida; que a arte seja algo especializado ou feito por especialistas que são artistas. Entretanto, não poderia a vida de todos se transformar numa obra de arte? Por que deveria uma lâmpada ou uma casa ser um objeto de arte, e não a nossa vida?" (Foucault)
"Os homens não deixam de fabricar um guarda-sol que os abriga, por baixo do qual traçam um firmamento e escrevem suas opiniões; mas o poeta, o artista abre uma fenda no guarda-sol, rasga até o firmamento, para fazer passar um pouco do caos e enquadrar numa luz brusca, uma visão que aparece através da fenda. Então, segue a massa dos imitadores, que remendam o guarda-sol com uma peça que parece vagamente com a visão; e a massa dos glosadores que preenchem a fenda com opiniões: comunicação. Será preciso sempre outros artistas para fazer outras fendas e restituir assim a incomunicável novidade que não mais se podia ver." (DELEUZE e GUATTARI. O que é a filosofia?. 1992, p. 261-261.)

terça-feira, 9 de março de 2010



"Eu trabalhei com Mark Linkous por algumas semanas apenas, mas foi o suficiente para perceber que ele era uma das pessoas mais abertas, sinceras e sem afetação que eu já conheci. Ele era completamente não-defensivo e entusiástico a respeito das coisas que ele amava, e dava aos músicos com que ele trabalhava liberdade para serem criativos e darem o melhor deles. Antes de vê-lo trabalhando eu nunca tinha dado muita importância a sua música, mas durante essas sessões ele me impressionou tremendamente e eu estava realmente querendo vê-lo de novo e terminar o disco." (Steve Albini estava sendo o produtor do novo e agora inacabado disco do Sparklehorse)

segunda-feira, 8 de março de 2010

input_output 2 sai este ano. Título? Talvez 'Disparate hibernante'. Vou pedir autorização à autora para usar a expressão e o desenho.


Estreia do HOMEM que Não Vive da Glória do Passado
19/3
sexta-feira
21h
Teatro de Câmara Túlio Piva
R$ 20

João de Ricardo: direção e performance
Douglas Dickel: música, samples e performance de apoio
Carina Sehn: luz e performance de apoio
Bruno Gularte Barreto: direção e vídeo
Pedro Karam: vídeo e performance de apoio
Caroline Barrueco: vídeo
Sissi Venturin: produção e muito mais
"Dê um passo na direção dos deuses e eles darão dez passos na sua direção. Mas esteja preparado." (Joseph Campbell)



sério

[Do lat. seriu.]
Adjetivo.
Que merece atenção, cuidado, consideração; importante:
Que tem valor, mérito, importância:
Feito com cuidado, desvelo, diligência:
Positivo, real; verdadeiro, sincero:
Que age com honradez; honrado, honesto:
Que não transgride as regras da moral sexual:
Estreia dia 19, às 21h, no Teatro de Câmara Túlio Piva.

homem que não vive da glória do passado

sábado, 6 de março de 2010

MOYERS: A pessoa certa? Como é que se escolhe a pessoa certa?

CAMPBELL: O coração lhe dirá. É preciso que seja assim.

MOYERS: O ser interior.

CAMPBELL: Eis o mistério.

MOYERS: Você reconhece seu outro eu.

CAMPBELL: Bem, não sei, mas há uma luz que cintila e algo em você lhe diz que é essa a pessoa certa.



Foto de família.

fomos amarrados com fita e jornal
e nos tornamos um único ser.
depois, fui vendado na volta ao gasômetro,
e eu guiava-os, os sem-venda,
e a angela francisca me ajudava com a mão.

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Imaginemos, por um instante, que a humanidade fosse transportada a um país utópico, onde os pombos voem já assados, onde todo o alimento cresça do solo espontaneamente, onde cada homem encontre sua amada ideal e a conquiste sem qualquer dificuldade. Ora, nesse país, muitos homens morreriam de tédio ou se enforcariam nos galhos das árvores, enquanto outros se dedicariam a lutar entre si, a se estrangular, a se assassinar uns aos outros." (Schopenhauer)
Simplicidade
(Eugênio Mussak)

A palavra é formada por duas outras de origem latina: sin, que significa único, um só, e plex, que quer dizer dobra. Ser simples significa ter uma só dobra, ao contrário do complexo, que tem várias.

Há uma diferença fundamental entre ser simples e ser simplório. Os simples resolvem a complexidade, os simplórios a evitam. Eu conheço pessoas sofisticadas, intelectualizadas, que levam uma vida plena, realizam trabalhos difíceis, apreciam leituras profundas e têm hábitos peculiares. E continuam sendo pessoas descomplicadas. Conheço também pessoas simplórias, com pouca profundidade, que realizam trabalhos repetitivos, que têm poucas ambições, que apreciam rotinas e evitam os sustos de uma vida aventurosa. E mesmo assim são pessoas complicadas, para elas tudo é muito difícil, em geral impossível.

Não, ser simples não significa evitar o complexo, abrir mão da sofisticação, negar a profundidade, contentar-se com o trivial. Ser simples significa olhar com olhos plácidos a esfinge da complexidade e decifrá- la muito antes de correr o risco de ser por ela devorado. Carregam uma leveza própria das pessoas que decidiram não complicar, sem abrir mão de seus desejos, projetos, objetos, pequenos luxos, enfim, da vida normal. Pessoas assim, que fazem a opção da simplicidade, têm alguns traços comuns. Identifico cinco deles:

• São desapegadas: não acumulam coisas, fazem uso racional de suas posses, doam o que não vão usar mais.

• São assertivas: vão direto ao ponto com naturalidade, mesmo que seja para dizer não, sem medo de decepcionar, não “enrolam” nem sofisticam o vocabulário desnecessariamente.

• Enxergam beleza em tudo: em uma flor no campo e em um quadro de Renoir; em uma modinha de viola e em uma sinfonia de Mahler; em um pastel de feira e na alta gastronomia.

• Têm bom humor: são capazes de rir de si mesmas e, mesmo diante das dificuldades, fazem comentários engraçados, reduzindo os problemas à dimensão do trivial.

• São honestas: consideram a verdade acima de tudo, pois ela é sempre simples e, ainda que possa ser dura, é a maneira mais segura de se relacionar com o mundo.


Foto de família.

Fomos amarrados com fita e jornal
e nos tornamos um único ser.
Depois, fui vendado na volta ao gasômetro,
e eu guiava os sem-venda,
e a Angela Francisca me ajudava com a mão.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ladies and gentlemen we are floating in space

All I want in life's a little bit of love
To take the pain away
Getting strong today
A giant step each day
Wise men say
Only fools rush in
Only fools rush in
But i, I can't help
I can't help falling
Falling in love with you

I will love you till I die
And I will love you all the time
So please put your sweet hand in mine
And float in space and drift in time

All my time until I die,
We'll float in space just you and i
And I will love you till I die
And I will love you all the time
So please put your sweet hand in mine
We'll float in space just you and i

Wise men say
Only fools rush in
But I can't help
Falling in love with you

Fox in the snow, where do you go
To find something you could eat?
Cause the word out on the street is you are starving
Don't let yourself grow hungry now
Don't let yourself grow cold
Fox in the snow

Girl in the snow, where do you go
To find someone who will do?
To tell someone all the truth before it kills you
They listen to your crazy laugh
Before you hang a right
And disappear from sight
What do they know anyway?
You'll read it in a book
What do they know anyway?
You'll read it in a book tonight
"Estudos têm demonstrado que o escaneamento dos cérebros dos indivíduos apaixonados exibe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental. O amor cria uma atividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede, e drogas pesadas, criando polimerase - uma enzima que catalisa a reação de polimerização de ácidos nucleicos a partir dos seus monômeros. As polimerases mais comuns são a RNA polimerase e a DNA polimerase." (Wikipédia)

I am completely completely completely in love ♥ what a sweet sickness,
...........................................................(with)



terça-feira, 2 de março de 2010

(Sol em Libra) Pode parecer indeciso aos olhos dos outros, mas na realidade o que precisa é de tempo para pesar todos os prós e contras.

(Mercúrio Sextil Marte) Você tem uma mente extremamente perspicaz e geralmente toma decisões mais rapidamente do que a maioria das pessoas.

(Marte Trígono Urano) Você é uma pessoa extremamente dinâmica e capaz de realizar tarefas em uma torrente de atividade em metade do tempo que levaria o comum dos mortais. Quando decide agir, bate como um raio.

(Lua na 2ª Casa) Algumas pessoas podem achá-lo materialista e possessivo, mas você é uma pessoa muito generosa, desde que se sinta em segurança.
"Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que idéia atroz! No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Isso fazia com que Nietzsche dissesse que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht). Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda sua esplêndida leveza. Mas, na verdade, será atroz o peso e bela a leveza? O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo, a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira. Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes. Então, o que escolher? O peso ou a leveza?" (KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Cap. 2.)