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domingo, 30 de setembro de 2012

"O círculo é indivisível e indestrutível, portanto imortal. Divindo em duas metades iguais, o quadrado original se perde, ao passo que o círculo mantém sua identidade do começo ao fim. O zero também é similarmente indestrutível, pois não pode ser modificado por adição, subtração, multiplicação ou divisão." (Sallie Nichols)
Dia da Árvore & Dia do Índio: datas que só são comemoradas pelas criancinhas no jardim de infância, com trabalhinhos de artes; Adultos e o Mercado de Trabalho não precisam de árvores, muito menos de índios.
Parece que o nível de serotonina no organismo tem um micro e um macro ciclo, equivalentes aos ciclos de rotação e translação da Terra. (Ver padrões do universo.) Mas isso está fora a Educação, porque não interessa ao Mercado de Trabalho.
Eu sonhei que estava indo de ônibus pra Oásis. No meio do caminho, numa parada, acordei de um cochilo e perguntei pro motorista se ali era Oásis, ele disse que sim. Só que não era verdade. Tentei voltar ao ônibus, mas ele já estava partindo. Do ponto onde eu fiquei, era tão longe caminhar de volta quanto caminhar até o meu destino. Então, sem ação, fiquei ali, e anoiteceu. Conforme o tempo foi passando, passei a gostar daquele local. Gostei tanto que não quis mais sair de lá.

Eu sonhei que fui parar num lugar que não era a partida nem o destino, e que isso parecia um fato terrível, mas que acabou sendo um ponto novo, necessário, importante e, inclusive, melhor.

(Ver, logo abaixo, O Enforcado...)
"Nossa verdadeira casa, nosso verdadeiro lar é o aqui e agora. É apenas no aqui e agora que temos nosso verdadeiro refúgio. É algo que você pode fazer exatamente agora – não é algo para para ter esperança de se obter. Por que não me daria essa alegria?" (Thich Nhât Hanh)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Esses dias perguntei ao tarô o que seria, afinal, da música na minha vida, uma pergunta que acaba abrangendo o questionamento da arte toda na minha vida e a consequente falta de motivação atual. Ele me respondeu com O Enforcado. Sallie Nichols:


Ficamos apreensivos ao ver-lhe a cabeça, sede do pensar racional, assim degradada, e ansiamos por libertar-lhe os membros amarrados de modo que ele possa caminhar rumo a novas consecuções. Para o homem ocidental é difícil tolerar a inatividade forçada.

O seu contato com as águas subterrâneas maternais sugere o batismo e uma vida nova. A natureza talvez o conserve assim confinado em suas mãos para que ele possa emergir de novo do ventre dela como criatura renascida. Poder-se-ia imaginar que, à semelhança de um infante recém-nascido, ele está sendo seguro pelos calcanhares a fim de poder levar umas palmadas e renascer para uma nova vida. O herói é aqui retratado, com muita competência, suspenso entre os dois polos da existência: o nascimento e a morte. Todos sentimos a solidão e o desamparo da nossa suspensão sobre o abismo eterno. Um isolamento ou prova de resistência dessa natureza, tão terrível, desempenha uma parte importante em todos os ritos de iniciação. Às vezes, por exemplo, o iniciado é obrigado a passar a noite sozinho numa caverna escura ou numa floresta, onde precisa enfrentar uma possível morte física e resistir a ela, sem nenhuma outra ajuda além da sua força interior e dos seus recursos.

Como os animais mantidos prisioneiros na Roda da Fortuna, o Enforcado é uma vítima do Destino, à mercê dos deuses, tão indefeso quanto os animais, mas com esta diferença: ele tem uma oportunidade de aceitar o destino conscientemente e deslindar-lhe o significado, ao passo que os animais só poderão, na melhor das hipóteses, suportar a própria situação.

Pendurado no limbo, a sua posição lhe parece cheia de ambiguidades: de um lado, oscila precariamente sobre um abismo mas, visto por outro prisma, foi-lhe poupado o fado de cair num precipício. Externamente, está imobilizado mas, bem no fundo de si mesmo, agita-se a dança da libertação.

Referindo-se a esse estado psicológico, Jung escreve: "O paciente precisa estar só para descobrir o que o sustenta quando já não pode sustentar-se. Somente essa experiência poderá dar-lhe uma base indestrutível." Antes que novos galhos possam desenvolver-se no topo, as raízes precisam penetrar mais fundo e espalhar-se mais amplamente para suportar o novo crescimento.

domingo, 23 de setembro de 2012

"Ao ascender economicamente, a 'nova classe média' parece se apropriar da visão de mundo da classe média tradicional – talvez com mais pragmatismo e certamente com muito mais pressa. Em vez de lutar coletivamente por escola pública de qualidade, saúde pública de qualidade, transporte público de qualidade, o caminho é individual, via consumo: escola privada e plano de saúde privado, mesmo que sem qualidade, e carro para se livrar do ônibus, mesmo que fique parado no trânsito. O núcleo a partir do qual são eleitas as prioridades não é a comunidade, mas a família." (Eliane Brum)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Revi 'A scanner darkly' ontem. É curioso que as duas personagens que a Winona Ryder interpreta se chamem Audrey e Donna, nome de duas personagens de Twin Peaks. Homenagem do Richard Linklater ao David Lynch. Digo, do David Lynch ao Philip K. Dick!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

'Prometheus' vale por ela assim como a versão americana da Lisbeth Salander vale por sua "sucessora", Mara Rooney.

domingo, 16 de setembro de 2012

"São Paulo vai parar. Como eu disse, já tem 7 milhões de automóveis em São Paulo e entram mil por dia. Vai parar, entrar em colapso! E as pessoas não param de comprar. É um sonho meio imaturo de consumo, esse de ter o seu carrinho. Se a gente ficar comprando carro e pagando em 5 anos, em 2 não vai ter mais onde enfiar o carro, vai ter que colocar numa garagem. E numa garagem, com o problema de moradia que tem em São Paulo, dá pra morar uma família. Quer dizer, o custo do automóvel é um absurdo!" (Paulo César Pereio)

sábado, 15 de setembro de 2012

‎"A realidade é que, como em qualquer outra banda, você nunca consegue quantificar quem fez o quê. Mas o Pink Floyd não teria sido o Pink Floyd se não houvesse o Rick. Eu acho que há um sentimento agora - especialmente depois de toda a guerra que se passou com Roger e David tentando deixar claro qual a contribuição de cada um dos dois - que talvez Rick tenha sido empurrado para o segundo plano. Porque o som do Pink Floyd é mais do que a coisa de guitarra, baixo e bateria. Rick foi o som que costurou tudo isso." (Nick Mason)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

"Insisto: a poligamia não é a 'relação do futuro' ou 'do presente'. Os poligâmicos não estão mais conectados à natureza humana 'em sua mais profunda verdade'. Um discurso de alguns partidários da poligamia, próximo do de alguns partidários do bissexualismo, 'a sociedade está se desprendendo do passado e caminhando rumo ao futuro das relações humanas' - não pode. As relações humanas 'ideais' não caminham rumo à poligamia nem rumo ao bissexualismo. O que acontece é somente uma maior aceitação cultural de sensibilidades e escolhas diversas. Se tu, poligâmico ou bissexual, considera as relações heterossexuais e monogâmicas como parte do passado, tu é apenas um hippie. Se tu, com tua sensibilidade, te acredita cultivador da mais profunda verdade da raça humana, tu é um hippie. Apenas alguém que se molda a partir de filosofias new age de meio século atrás. Tu não é especial. Achar que tuas escolhas são especiais, modernas e 'o caminho da humanidade' - isso é retrógrado. Se a sociedade caminha para algum lugar, é somente em direção a um ambiente onde idiossincrasias e sensibilidades são aceitas em sua diversidade. Não há o caminho do sucesso. Não há o verdadeiramente natural. Há os sujeitos e o diverso." (Augusto Darde)
Óculos do Google: computador de olho.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"Enquanto enxergarmos a nós mesmos como aquele que ama, e o outro como aquele que é amado, enquanto dermos mais valor a nós mesmos do que aos outros, e nos considerarmos diferentes dos outros, não teremos atingido a verdadeira equanimidade." (Thich Nhât Hanh)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012

1. Pedir privacidade ao Facebook numa postagem não muda nada.
2. Quem se preocupa mesmo é melhor sair do Facebook.
3. Quem se preocupa mesmo é melhor sair da internet*.
4. É preciso mesmo se preocupar? Não pode ser uma troca de favores?
Uma internet vasta e livre em troca de estatísticas.


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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Vítimas e predadores
(Lair Ribeiro)


Há pelo menos 40 mil anos as pessoas têm encarado a vida como se fossem vítimas ou predadores, partindo da falsa premissa da escassez do Universo. Veja como funciona:

Vítima – Quem escolhe o modelo “vítima” pensa e age como se vivesse em um Universo escasso, e se dá por satisfeito com as migalhas que é capaz de conseguir. Para uma vítima, qualquer coisa é suficiente, já que vive em um ambiente de escassez. Sempre com medo de perder o pouco que conseguiu, ela não gosta de encarar a realidade e prefere fechar os olhos para o que acontece a seu redor. Uma vítima prefere não fazer escolhas, e, diante das dificuldades, foge ou permanece imóvel, o que a torna presa fácil para predadores.

Predador – Quem adota o estilo “predador” pensa e age como controlador do pouco que há no Universo. Para um predador, nada é o bastante: ele está sempre querendo mais e, diante das dificuldades, age com rapidez, sempre determinado a ganhar, passando por cima de tudo o que estiver na sua frente. E faz isso em qualquer lugar: na sociedade em que vive, nas empresas em que atua e na sua própria casa. Existe um pouco desses padrões de comportamento implantado em cada um de nós. Como estratégia, não podemos eliminá-los totalmente. Há ocasiões em que precisamos fazer o papel de vítimas e outras, em que precisamos nos comportar como predadores, por uma questão de sobrevivência.

Os modelos baseados na vítima e no predador limitam bastante a forma de apreciar e usufruir deste mundo em constante mudança.

Lidando com predadores – Predadores jogam o jogo do ganha-perde, que implica o ganho pessoal a qualquer custo. Ou seja: eles são capazes de “tudo” pelo que desejam. Portanto, para conviver com predadores, todo cuidado é pouco. Para lidar com eles, é preciso:

• Descobrir quem são e como são.
• Reconhecer que são fortes.
• Não se esconder deles.
• Não se juntar a outras vítimas, para não ser confundido com elas.
• Em caso de confrontos, enfrentá-los de igual para igual.
• Em caso de ataque, impedir a todo custo que vejam o estrago causado.
• Poupar energia, evitando ir contra a corrente.
• Aprender o jogo do ganha-ganha e ter sempre um parceiro por perto.
"Uma única palavra, ação ou pensamento compassivos de nossa parte têm o poder de aliviar o sofrimento de outra pessoa, trazendo alegria. Uma única palavra é capaz de proporcionar conforto e confiança, eliminar dúvidas, ajudar alguém a não cometer um erro, reconciliar um conflito, ou abrir a porta da libertação. Uma ação pode salvar a vida de alguém ou ajudar essa pessoa a aproveitar uma oportunidade rara. Um pensamento também tem o mesmo poder, porque os pensamentos sempre conduzem a palavras e ações. Quando existe compaixão no coração, qualquer pensamento, palavra ou ação são capazes de produzir milagres." (Thich Nhât Hanh)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

‎"O maior problema do futebol hoje é a falta de convivência entre os jogadores. Dentro do ônibus, a gente combinava gestos pra sinalizar jogadas. Hoje todos estão com aqueles fones gigantes, um maior do que o outro, ninguém fala com ninguém." (Valdo)
"O maior objetivo é não ter um propósito em tudo. Isso coloca a gente de acordo com a natureza." (John Cage)
"Eu não consigo entender por que as pessoas estão com medo das novas ideias. Estou com medo das antigas." (John Cage)
"If you listen to Beethoven or to Mozart you see they are always the same. But if you listen the traffic you see it is always different." (John Cage)

terça-feira, 4 de setembro de 2012


Hysterical Literature




There’s a video involved. I leave it up to you whether you read or watch first.


I’ve never understood vibrators. I’ve gone on record numerous times saying various versions of “I dislike them all except for Lelo’s Nea which I really only appreciate aesthetically.” I think it’s the buzzing that bothers me. I’ve posed for plenty of photospreads with toys, but I’ve always seen them as a poor substitute for a person and I’ve never had an orgasm from one. Less than a month ago I was on a panel at Exxxotica with some of the adult industry’s most successful female performers. Someone in the audience asked what our favorite vibrator was, and every single one of the other women shouted “Hitachi” in unison. That night I received an email from Clayton asking if I’d be interested in his new project.


He’s filming women sitting at a table reading literature. The twist is the things going on below the table. I like these sorts of things… This Empty Love was the first video work I enjoyed doing, making hardcore work with Digital Playground an interesting option later. I think the interesting parts of sex are in the hints of what can’t be seen. Penetrative sex, after all, is an exploration of something dark, moist, and cavelike.





I’ve chosen a section of Supervert’s “Necrophilia Variations.” I’m fascinated by Supervert and their (his?) body of work. I went with the Necrophilia themed volume because I’m currently in an oddly non-morbid obsession with something triangulated by the way an orgasm affects brain chemistry, the reasons behind the french nickname of la petite mort, and why my mind goes completely blank when I’m at the height of a sexual experience. There’s something in there, death and sex, maybe change or growth, and I’ve been focused on it since shortly before I posted “Touch.” Sometimes I can brush this concept with my fingertips, but I can’t grab hold and inspect it yet. The only way to understand is to wallow in anything that might hold a clue until it all clicks together (or am distracted by something shiny… but it would have to be *really* shiny.) Tl;dr: That’s the book that felt right.


I’ve been told to dress as I would for a date with a man, not a boy. I’m wearing a dress from Vivienne Westwood’s Anglomania collection last year. The cut limits the range of motion of my arms, but ideally I wouldn’t need to open my own doors or feel the desire to talk on my phone while on a date with a man. My makeup is simple, my heels very high but relatively practical, and my panties are both sophisticated and expensive. Also, damp in the gusset. Sexually speaking I really enjoy things that I can’t predict and things that are new to me. This attempting-to-read-aloud-and-maintain-composure while being sexually stimulated game is new. The video camera adds a dash of exhibitionism which I always appreciate. Most interesting, though, is the Hitachi that my vagina is about to be making very good friends with for the first time.


When I tell Clayton’s lovely assistant for the evening that I’ve never experienced the Hitachi, her eyes light up. I’ve obviously gotten myself into the most fun kind of trouble. Lights get set and everyone assumes their positions. My underwear lays on the floor out of frame. As I start reading, my disbelief is suspended. I forget what is about to happen. The first touch on my thigh sends all available blood to my vulva. I continue to enunciate properly, focusing on the text. I’ve broken a sweat. If this goes on for much longer my hair will be plastered to my head with perspiration as though I’ve been working out or engaging in acrobatic man/woman penetrative fucking. I stumble over a word, my concentration breaks as I go back to pronounce it correctly. Neither the Hitachi or the woman wielding it will be denied, but in the interests of art (and because this feels so beautifully filthy I don’t want it to stop yet) I hold out as long as I can. This section of the world that I’m inhabiting slows down, zooms in. Like a stretched rubber band it suddenly contracts, and I am lovingly punched with an orgasm.





I giggle-pant, hands on the table. Once enough pieces of my mind have come back I deliver the closing line.

domingo, 2 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012



Scott Walker
Se ideias bonitas só atraem e deslumbram, se elas não são colocadas/colocáveis em prática imediatamente, só atrapalham, são um entrave para o movimento. Acho que dá pra chamar isso de inteligência prática. Rara.