Toda criança tem sempre uma figura por trás, que é um cachorro.
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
O riso dos outros
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Augusto Darde:
Pessoal que critica o "politicamente correto" parece não se tocar de uma coisa. Dizendo coisas como "e fdp, pode falar??", querem dar a entender que o "politicamente correto" é um controle quase ditatorial sobre as declarações. "Não se pode mais falar nada, se foi a criatividade, a alegria, o humor!", lamentam.
Não, não se foi o humor. Muito menos a criatividade ou a alegria. E, muito menos, o "politicamente correto" seria uma ditadura. Não tentem acusar o "politicamente correto" de conservador.
Conservador é você, que reclama "Não se pode mais falar nada!". Você quer voltar a um suposto tempo ideal onde "Tudo podia", onde tudo era alegre e onde as pessoas não se ofendiam, eram fortes, não eram "frescas". Não: as pessoas sempre se ofenderam. As pessoas cansaram de se ofender.
O "politicamente correto" pede o novo. Pede que todos sejamos criativos. O humor deve ser reformulado. As piadas devem ser atualizadas para o presente. A graça não deve mais vir da ofensa ao próximo. Vocês não conseguem ver que o "politicamente correto" é justamente o contrário do conservadorismo? O "politicamente correto" é a voz que convoca as mentes criativas, que sabem rir do real humor inteligente, não do fraquíssimo e velho humor que humilha. O "politicamente correto" é o novo e veio pra ficar. Adaptem-se, mentes inertes.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
<< Guardar a raiva para si mesmo pode até provocar algumas doenças, como alergias, asma brônquica, dermatites, síndrome do intestino irritável e fibromialgia. No entanto, ainda são poucas as pessoas que percebem essa associação. "Às vezes você sai de uma reunião com uma enorme dor de cabeça, termina um almoço com muita dor de estômago e não percebe que isso está associado ao fato de não ter se posicionado como gostaria. Quando chega em casa, pensa em tudo o que deveria ter falado e não teve coragem naquele momento. E se sente muito mal por isso", diz Denise Gimenez Ramos, psicóloga e professora titular do programa de pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP. >> (Elisa Correa/Vida Simples)
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim
esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo.
(Manoel de Barros)
Prezo a velocidade
das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim
esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância
de ser feliz por isso.
Meu quintal
É maior do que o mundo.
(Manoel de Barros)
domingo, 28 de setembro de 2014
"Num artigo na revista The Atlantic de abril, Hanna Rosin lembra que, nos EUA, em 1971, 80% das crianças de oito anos iam para escola sozinhos. Em 1990, só 9% pareciam ser considerados capazes dessa 'ousadia';. Não temos os números de hoje, mas, se a tendência tiver continuado, não deve haver mais ninguém ou quase. O que aumentou neste período, segundo Rosin, não foi a segurança, mas as fobias das crianças, que ficaram com medo dos comportamentos que lhes foram proibidos. Ou seja, as crianças não podem mais subir numa árvore; o número de acidentes em que uma criança cai de uma árvore não muda, mas aumenta o número de crianças que tem medo de alturas. Se o mundo não é mais perigoso do que já foi, o que aconteceu? Por que nos tornamos supervisores compulsivos de nossas crianças? Pois bem, o mundo não é mais hostil do que já foi, mas nossa confiança nele diminuiu, e talvez compensemos nossa falta de confiança protegendo nossas crianças da hostilidade que nós enxergamos no mundo. Proteger excessivamente nossas crianças as torna mais desconfiadas – não mais seguras. Se quiséssemos que nossas crianças fossem confiantes, seria preciso que elas fossem mais autônomas. A autonomia produz confiança; a proteção, ao contrário, produz insegurança." (Contardo Calligaris)
Dez razões por que o PSDB não deve voltar à Presidência
(Bertone de Oliveira Sousa)
3. O PSDB é o partido do grande empresariado e dos arrochos salariais. As políticas econômicas do governo FHC estabilizaram a economia, mas em detrimento do poder aquisitivo dos trabalhadores. Com FHC, a inflação era de 9,2% ao ano, com Lula e Dilma, é de 5,9%. Não por acaso, em 1996 a Folha noticiou que o governo FHC foi considerado péssimo por 25% da população. Curiosamente, até os mais ricos demonstraram insatisfação com essa política desastrosa do ex-presidente, segundo a mesma matéria.
4. O PSDB é o partido das filas de desempregados. De acordo com o IBGE, o índice de desemprego mais do que dobrou durante os dois mandatos de FHC como presidente: de 4,5 milhões no final de 1994, foi para 11,5 milhões no final de 2000. Quem não se lembra que quase diariamente os jornais noticiavam filas quilométricas de desempregados nas grandes capitais do país apinhando quarteirões, se submetendo a mal-estares resultantes do calor e de muitas horas de espera, além de inúmeras humilhações para conseguir uma vaga de emprego? Já o governo petista bateu recordes de redução do desemprego. Segundo edição de maio da revista Exame, no último mês de abril o desemprego recuou quase cinco por cento e em março o índice de desempregados chegava a 1,1 milhão de pessoas.
(Bertone de Oliveira Sousa)
3. O PSDB é o partido do grande empresariado e dos arrochos salariais. As políticas econômicas do governo FHC estabilizaram a economia, mas em detrimento do poder aquisitivo dos trabalhadores. Com FHC, a inflação era de 9,2% ao ano, com Lula e Dilma, é de 5,9%. Não por acaso, em 1996 a Folha noticiou que o governo FHC foi considerado péssimo por 25% da população. Curiosamente, até os mais ricos demonstraram insatisfação com essa política desastrosa do ex-presidente, segundo a mesma matéria.
4. O PSDB é o partido das filas de desempregados. De acordo com o IBGE, o índice de desemprego mais do que dobrou durante os dois mandatos de FHC como presidente: de 4,5 milhões no final de 1994, foi para 11,5 milhões no final de 2000. Quem não se lembra que quase diariamente os jornais noticiavam filas quilométricas de desempregados nas grandes capitais do país apinhando quarteirões, se submetendo a mal-estares resultantes do calor e de muitas horas de espera, além de inúmeras humilhações para conseguir uma vaga de emprego? Já o governo petista bateu recordes de redução do desemprego. Segundo edição de maio da revista Exame, no último mês de abril o desemprego recuou quase cinco por cento e em março o índice de desempregados chegava a 1,1 milhão de pessoas.
A contribuição de Luciana Genro ao debate político presidencial
<< O sistema tributário brasileiro é um absurdo. É regressivo. Isso significa que, proporcionalmente, paga mais quem tem menos dinheiro. Luciana Genro tem uma proposta para começar a corrigir essa aberração. Taxar em 5% ao ano fortunas acima de 50 milhões de reais. Com seu estilo divertido e incisivo, amplificado pelo indomado sotaque gaúcho, ela diz que quer taxar o “ricaço”, e não o “riquinho”. Luciana Genro está propondo algo que vigora na Escandinávia, e que explica, em grande parte, o avanço extraordinário da sociedade da região. Os escandinavos ricos se orgulham de pagar altos impostos, porque sabem que só assim você vive em sociedades saudáveis, em que você anda nas ruas sem medo de ser morto. Os brasileiros ricos se orgulham de sonegar, sob a alegação – sem nexo e sem sustentação em nada real – de que a carga tributária brasileira é “a maior do mundo”. As grandes companhias de jornalismo alimentam essa falácia, com um noticiário repetitivo e maroto que leva o leitor a crer que paga impostos escandinavos. O objetivo dessa campanha é legitimar os truques que as empresas de mídia – e tantas outras – cometem para sonegar os impostos. >>
<< “Liberdade de expressão, como a que temos, é a liberdade de expressão dos donos das empresas de jornalismo”, ela disse. Esse monopólio da opinião, que tanto mal causou ao Brasil, só começou a ser rompido com o surgimento da internet. A internet trouxe uma pluralidade de ideias que enriqueceu fabulosamente o debate político nacional. Todo jornalista sabe dessa verdade doída, embora muitos finjam que não é assim. A liberdade de expressão, na grande mídia, é limitada aos proprietários. A pluralidade não pode depender da internet. Tem que estar na lei. Para evitar concentração de mídia, nos Estados Unidos a legislação veda que o New York Times seja dono, por exemplo, de uma cadeia de televisão, ou de rádio. As leis antimonopólio americanas jamais permitiriam uma empresa como as Organizações Globo: os Marinhos espalham sua influência e seus interesses por virtualmente todos os meios possíveis, de jornal a tevê, de rádio a revista. A questão da mídia é tão complicada, no Brasil, que ela acabou fora do programa de Dilma, mesmo com muitos líderes petistas lutando para que estivesse dentro. >>
<< O sistema tributário brasileiro é um absurdo. É regressivo. Isso significa que, proporcionalmente, paga mais quem tem menos dinheiro. Luciana Genro tem uma proposta para começar a corrigir essa aberração. Taxar em 5% ao ano fortunas acima de 50 milhões de reais. Com seu estilo divertido e incisivo, amplificado pelo indomado sotaque gaúcho, ela diz que quer taxar o “ricaço”, e não o “riquinho”. Luciana Genro está propondo algo que vigora na Escandinávia, e que explica, em grande parte, o avanço extraordinário da sociedade da região. Os escandinavos ricos se orgulham de pagar altos impostos, porque sabem que só assim você vive em sociedades saudáveis, em que você anda nas ruas sem medo de ser morto. Os brasileiros ricos se orgulham de sonegar, sob a alegação – sem nexo e sem sustentação em nada real – de que a carga tributária brasileira é “a maior do mundo”. As grandes companhias de jornalismo alimentam essa falácia, com um noticiário repetitivo e maroto que leva o leitor a crer que paga impostos escandinavos. O objetivo dessa campanha é legitimar os truques que as empresas de mídia – e tantas outras – cometem para sonegar os impostos. >>
<< “Liberdade de expressão, como a que temos, é a liberdade de expressão dos donos das empresas de jornalismo”, ela disse. Esse monopólio da opinião, que tanto mal causou ao Brasil, só começou a ser rompido com o surgimento da internet. A internet trouxe uma pluralidade de ideias que enriqueceu fabulosamente o debate político nacional. Todo jornalista sabe dessa verdade doída, embora muitos finjam que não é assim. A liberdade de expressão, na grande mídia, é limitada aos proprietários. A pluralidade não pode depender da internet. Tem que estar na lei. Para evitar concentração de mídia, nos Estados Unidos a legislação veda que o New York Times seja dono, por exemplo, de uma cadeia de televisão, ou de rádio. As leis antimonopólio americanas jamais permitiriam uma empresa como as Organizações Globo: os Marinhos espalham sua influência e seus interesses por virtualmente todos os meios possíveis, de jornal a tevê, de rádio a revista. A questão da mídia é tão complicada, no Brasil, que ela acabou fora do programa de Dilma, mesmo com muitos líderes petistas lutando para que estivesse dentro. >>
sábado, 27 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
"Em grandes avenidas, em praticamente todas as trocas de sinal um carro passará no vermelho. Pode conferir. É notável constatar que no Brasil o 'amarelo' virou 'verde' para os motoristas. E o 'vermelho', nos primeiros segundos, se tornou uma espécie de 'amarelo'. Vai que dá, diz a voz da inconsciência. Vários metros antes da faixa de segurança os condutores já sabem que o amarelo se tornará em seguida vermelho. Sabem que não dará tempo. E vão." (Sérgio Xavier Filho)
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terça-feira, 23 de setembro de 2014
Juremir Machado @juremirm · 21 de set
Desesperados, alguns pedem que se troque de assunto. Não suportam mais a presença do Aranha arrancando-os do armário do racismo.
O excesso falso de complexificação leva à simplificação barata. Racismo é racismo. Aranha foi vítima de racismo. O resto é papo de torcedor.
O pior racista é o que sempre encontra uma justificativa aparentemente não racista para os seus atos.
Aranha foi chamado de Branca de Neve. Só porque não havia racismo na jogada. Gremistas são péssimos humoristas.
Racismo de torcedor exige um motivo para se manifestar. Se o goleiro fosse branco, os insultos seriam outros. Até vovó sabe disso.
Todo cara mala chama de chato quem revela a sua malice e faz aflorar os seus preconceitos. Aranha arrancou do armário boa parte do RS.
Aranha tem razão: RS é um dos Estados mais racistas do país.
O Brasil inteiro está vendo corretamente o que aconteceu no caso Aranha. Por que será que só RS está vendo diferente?
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"Nossas dificuldades são de ideias, não de ação. Não é o que devíamos fazer, que é meramente uma ideia; o importante é agir. A ação só é possível sem o processo de cálculo, que é resultado de autoproteção, de memória, de relação – pessoal, individual, coletiva e assim por diante." (Krishnamurti)
sábado, 20 de setembro de 2014
1.
2.
"A reação que descrevi, me colocando como vítima, é forçar a barra. Ela se sustenta no direito que eu tenho de chamar alguém de otário e exigir que essa pessoa não se ofenda. E esse direito simplesmente não existe. Como a base é irreal, todo o processo de me transformar em vítima se torna sem sentido, ridículo. Como vocês notaram. (...) Por falar em ofensa, espero que vocês tenham entendido o que quis fazer. E me perdoem pelo método violento de fazer. A gente sempre pode evitar. Eu simplesmente não quis. Achei que ia ser mais fácil assim. Pensem nos seus atos." (Fagner, gremista, GremioLibertador.com)
3.
"Nota ao imbecil que foi ao estádio vaiar o Aranha: tu é o tio do Pavê. Um cara completamente sem noção exigindo o direito de ser escroto. Um nenê de três aninhos babo com o tio Alanha bobo e cala de meleca que num mi dexa xingá. A tua vaia foi a coisa mais vergonhosa de TODOS os tempos do Grêmio. Um imbecil sem moral que se acha injustiçado como um cara que atropelou uma criança e põe a culpa nela porque ela estava fora da faixa. Tu é o que eu mais desprezo no mundo. E espero mesmo que o Grêmio tome 145 jogos de suspensão, só pra tu te foder mesmo. Cresce, otário. (Não se aplica, obviamente, à minoria irrisória que não se deixou levar pelos babacas. A vocês, muito obrigado por serem gente)." (Fagner, gremista, GremioLibertador.com)
Caros amigos,
sei que o blog é um espaço importante para a manifestação e pediria que vocês publicassem esse desabafo. Há anos as direções de festa estão querendo acabar com algo que faz parte da tradição de todas: o meu direito de fazer a piada do Pavê.
O quê seria de uma festa de família sem eu para perguntar, na hora da sobremesa: “é pa vê ou pá comê?” A minha pergunta é o momento mais esperado dela. Não existe festa sem a piada do Pavê. É um modelo de festa que todas as outras festas imitam. Eu inaugurei uma nova maneira de curtir a festa, um clímax. Todos vão para a festa esperando eu fazer a piada do Pavê. Dizem que já não é mais como era, que perdeu a graça. Que é CHATICE minha! Como se alguma coisa tão grande quanto a piada do Pavê fosse passageira! A piada do Pavê é a alma da festa. Sem ela a festa parece um velório.
É a turma da patrulha do comicamente correto que vem com seu marxismo cultural transformar a festa, que é uma festa, bonita, com Pavê, em uma bundamolice. Onde já se viu uma festa sem a piada do pavê? É uma censura absurda impedir alguém de dizer “É PA VÊ OU PA COMÊ” quando um Pavê aparece na mesa! É aquilo que querem que tu pense: que a piada do Pavê é errada. Não é! Ela é certa!
Mas se isso tudo ainda não fez vocês acreditarem, pelo menos sejam sensatos. A culpa não é minha, é do Pavê. Pa vê é uma junção gramatical que une um verbo (ver) com uma preposição (para). Não é nada chato e sem noção, é GRAMÁTICA. É CIÊNCIA. Eu vou continuar gritando pelo meu direito de dizer É PA VÊ OU PA COMÊ. Na próxima festa vai ser mais forte. Eu não posso ser tachado assim, de chato, por falar uma coisa que é tão legal. Isso é injustiça.
Jamais me calarão.
Tiozão do Pavê.
2.
"A reação que descrevi, me colocando como vítima, é forçar a barra. Ela se sustenta no direito que eu tenho de chamar alguém de otário e exigir que essa pessoa não se ofenda. E esse direito simplesmente não existe. Como a base é irreal, todo o processo de me transformar em vítima se torna sem sentido, ridículo. Como vocês notaram. (...) Por falar em ofensa, espero que vocês tenham entendido o que quis fazer. E me perdoem pelo método violento de fazer. A gente sempre pode evitar. Eu simplesmente não quis. Achei que ia ser mais fácil assim. Pensem nos seus atos." (Fagner, gremista, GremioLibertador.com)
3.
"Nota ao imbecil que foi ao estádio vaiar o Aranha: tu é o tio do Pavê. Um cara completamente sem noção exigindo o direito de ser escroto. Um nenê de três aninhos babo com o tio Alanha bobo e cala de meleca que num mi dexa xingá. A tua vaia foi a coisa mais vergonhosa de TODOS os tempos do Grêmio. Um imbecil sem moral que se acha injustiçado como um cara que atropelou uma criança e põe a culpa nela porque ela estava fora da faixa. Tu é o que eu mais desprezo no mundo. E espero mesmo que o Grêmio tome 145 jogos de suspensão, só pra tu te foder mesmo. Cresce, otário. (Não se aplica, obviamente, à minoria irrisória que não se deixou levar pelos babacas. A vocês, muito obrigado por serem gente)." (Fagner, gremista, GremioLibertador.com)
Matheus Pichonelli, Carta Capital:
<< Não bastasse tanta ofensa - à sua cor, ao seu caráter e à sua inteligência - Aranha voltou a campo como vilão. Desta vez, não ouviu xingamentos racistas das arquibancadas, mas vaias. Muitas. Cada uma delas era o triunfo do direito de ofender sobre o direito de se sentir ofendido. Ou de reagir à ofensa. As vaias eram o referendo aos gritos de "macaco" do último duelo. Eram o recado de que tanto faz o que existe debaixo da epiderme: o que vale é ganhar o jogo. É se dar bem. É levar vantagem. E qualquer reação a isso é apenas “esparrela” [substantivo qualificado pelo Felipão]. (...) Os repórteres queriam saber por que ele se negava a se encontrar com a torcedora que o ofendera e que estava sedenta por um abraço e pelo seu perdão. O circo dava ao goleiro o papel de Meursault, o personagem de O Estrangeiro, de Albert Camus, condenado não por um crime, mas por não ter chorado no enterro da mãe. O circo queria ver o goleiro chorar. De preferência, abraçado com a agressora. Queria ver o circo pegar fogo. Aranha, de novo, novamente, outra vez, respirou fundo. E respondeu algo como: “Ir lá, abraçar ela, e toca uma música e tudo mais. Aquela cena toda e só depois dos comerciais… Isso pra mim não adianta. Eu não quero". Aranha talvez não soubesse, mas acabava de desmontar a “esparrela” armada para ele. Percebeu, muito antes dos homens de seu tempo, o que era um circo. Um circo midiático. E o rejeitou. Como rejeitou a ofensa que agora tantos querem minimizar como “melindre”. >>
<< Não bastasse tanta ofensa - à sua cor, ao seu caráter e à sua inteligência - Aranha voltou a campo como vilão. Desta vez, não ouviu xingamentos racistas das arquibancadas, mas vaias. Muitas. Cada uma delas era o triunfo do direito de ofender sobre o direito de se sentir ofendido. Ou de reagir à ofensa. As vaias eram o referendo aos gritos de "macaco" do último duelo. Eram o recado de que tanto faz o que existe debaixo da epiderme: o que vale é ganhar o jogo. É se dar bem. É levar vantagem. E qualquer reação a isso é apenas “esparrela” [substantivo qualificado pelo Felipão]. (...) Os repórteres queriam saber por que ele se negava a se encontrar com a torcedora que o ofendera e que estava sedenta por um abraço e pelo seu perdão. O circo dava ao goleiro o papel de Meursault, o personagem de O Estrangeiro, de Albert Camus, condenado não por um crime, mas por não ter chorado no enterro da mãe. O circo queria ver o goleiro chorar. De preferência, abraçado com a agressora. Queria ver o circo pegar fogo. Aranha, de novo, novamente, outra vez, respirou fundo. E respondeu algo como: “Ir lá, abraçar ela, e toca uma música e tudo mais. Aquela cena toda e só depois dos comerciais… Isso pra mim não adianta. Eu não quero". Aranha talvez não soubesse, mas acabava de desmontar a “esparrela” armada para ele. Percebeu, muito antes dos homens de seu tempo, o que era um circo. Um circo midiático. E o rejeitou. Como rejeitou a ofensa que agora tantos querem minimizar como “melindre”. >>
"É escandaloso, mas nós olhamos todos os outros a partir do nosso mundo. É uma vergonha isso. A gente precisa tentar olhar o outro dentro do mundo dele. Quanto mais próximo a pessoa chegar disso, melhor terapeuta ela vai ser – melhor qualquer coisa, melhor namorado. A pessoa não entende a mente do outro; pior ainda: treina o outro para ele ter as qualidades que ela precisa que ele tenha. Nós estamos super-aprisionados! Então, a primeira qualidade necessária é a sabedoria do espelho: entender como o outro vê a realidade, como ele espelha a realidade. Daí brota compaixão, porque o outro está fazendo coisas complicadas, e brota amor, porque a gente vê qualidades no outro." (Lama Padma Samten)
"A moralidade está ligada à simplicidade da vida. Quanto menos demandarmos, mais tempo temos. Quanto menos coisas tivermos, menos coisas nos têm. É alguma coisa que se aproxima do pensamento dos ecologistas. Quanto mais objetos temos, sejam do que tipo que forem, mais eles precisam de nós para manutenção. No mínimo, tirar o pó. Ter uma prateleira para colocar aquilo, ter um espaço dentro de casa onde se possa colocar aquilo. A maior parte dos objetos que temos são perecíveis: existem por um tempo, depois eles se estragam, e a gente tem que repor. Então, se fizermos a conta, quanto mais objetos nós temos, mais temos que comprar coisas, e mais espaço a gente precisa ter para colocar as coisas que a gente já tem – e mais tempo a gente tem que dispor não só para comprar outros, quanto para manutenção, para arrumar espaço para colocá-los, e manter o cuidado. Então vamos ficando ocupados. Em algum nível, podemos chamar isso de quebra de moralidade. O nosso tempo começa a se desperdiçar. Mas, se a pessoa tem uma vida mais simples, com menos coisas, melhor. Quanto mais caras as coisas que a pessoa tem, mais dinheiro ela tem que ter para repor as coisas caras que ela tem." (Lama Padma Samten)
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quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Maria Rezende dizendo Everton Behenck.
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
"Pense nisto: quando dão a você de presente um relógio estão dando um pequeno inferno enfeitado, uma corrente de rosas, um calabouço de ar. Não dão somente o relógio, muitas felicidades e esperamos que dure porque é de boa marca, suíço com âncora de rubis; não dão de presente somente esse miúdo quebra-pedras que você atará ao pulso e levará a passear. Dão a você — eles não sabem, o terrível é que não sabem — dão a você um novo pedaço frágil e precário de você mesmo, algo que lhe pertence mas não é seu corpo, que deve ser atado a seu corpo com sua correia como um bracinho desesperado pendurado a seu pulso. Dão a necessidade de dar corda todos os dias, a obrigação de dar-lhe corda para que continue sendo um relógio; dão a obsessão de olhar a hora certa nas vitrines das joalherias, na notícia do rádio, no serviço telefônico. Dão o medo de perdê-lo, de que seja roubado, de que possa cair no chão e se quebrar. Dão sua marca e a certeza de que é uma marca melhor do que as outras, dão o costume de comparar seu relógio aos outros relógios. Não dão um relógio, o presente é você, é a você que oferecem para o aniversário do relógio." (Julio Cortazar)
Até quando vamos continuar passando reto no semáforo amarelo?
Não só no trânsito. Em TUDO. Passar no sinal amarelo é a corrupção itself.
Não só no trânsito. Em TUDO. Passar no sinal amarelo é a corrupção itself.
Sobre a compaixão irada:
"A ação compassiva que corta a negatividade é a ação que impede que a desvirtude seja cometida. Assim se evita o sofrimento da vítima, mas também, e principalmente, o sofrimento daquele que está agindo negativamente. Com essa motivação precisamente clara, e com quaisquer meios que estejam disponíveis, o praticante deve abandonar sua zona de conforto e agir de forma antipática, impopular, não compreendida pelos outros e facilmente criticável. Quando a presença de algumas pessoas faz mal para nós é melhor se afastar ou persistir no convívio? Depende do seu nível de prática. Se você consegue praticar, o que é melhor, você não se afasta. Se não consegue praticar, você humildemente reconhece a sua própria incapacidade, e se afasta." (Padma Dorje)
"A ação compassiva que corta a negatividade é a ação que impede que a desvirtude seja cometida. Assim se evita o sofrimento da vítima, mas também, e principalmente, o sofrimento daquele que está agindo negativamente. Com essa motivação precisamente clara, e com quaisquer meios que estejam disponíveis, o praticante deve abandonar sua zona de conforto e agir de forma antipática, impopular, não compreendida pelos outros e facilmente criticável. Quando a presença de algumas pessoas faz mal para nós é melhor se afastar ou persistir no convívio? Depende do seu nível de prática. Se você consegue praticar, o que é melhor, você não se afasta. Se não consegue praticar, você humildemente reconhece a sua própria incapacidade, e se afasta." (Padma Dorje)
Paradoxo de Fermi: onde estão as outras Terras? Possibilidades mais cogitadas:
1: a vida superinteligente pode ter visitado a Terra antes de estarmos aqui.
2: a galáxia foi colonizada, mas nós moramos em uma área despovoada.
3: todo o conceito de colonização física é comicamente atrasado para uma espécie mais avançada.
4: há civilizações predatórias e assustadoras lá fora, e as formas de vida mais inteligentes sabem que não devem transmitir sinais e divulgar sua localização.
5: existe apenas uma única inteligência superior, uma civilização “superpredadora” que é muito mais avançada que todas as outras e mantém as coisas assim, exterminando qualquer civilização que ultrapasse um certo nível de inteligência.
6: há muito barulho e atividade lá fora, mas nossas tecnologias são muito primitivas e nós estamos procurando pelas coisas erradas.
7: civilizações mais avançadas sabem sobre nós e estão nos observando, mas se ocultam de nós (a “Hipótese do Zoológico”).
8: civilizações superiores existem à nossa volta, mas somos primitivos demais para percebê-las.
9: nós estamos completamente enganados sobre nossa realidade. O universo pode ser um holograma. Há até mesmo a chance de que sejamos parte de uma simulação de computador de algum pesquisador de outro mundo, e outras formas de vida simplesmente não foram programadas na simulação.
1: a vida superinteligente pode ter visitado a Terra antes de estarmos aqui.
2: a galáxia foi colonizada, mas nós moramos em uma área despovoada.
3: todo o conceito de colonização física é comicamente atrasado para uma espécie mais avançada.
4: há civilizações predatórias e assustadoras lá fora, e as formas de vida mais inteligentes sabem que não devem transmitir sinais e divulgar sua localização.
5: existe apenas uma única inteligência superior, uma civilização “superpredadora” que é muito mais avançada que todas as outras e mantém as coisas assim, exterminando qualquer civilização que ultrapasse um certo nível de inteligência.
6: há muito barulho e atividade lá fora, mas nossas tecnologias são muito primitivas e nós estamos procurando pelas coisas erradas.
7: civilizações mais avançadas sabem sobre nós e estão nos observando, mas se ocultam de nós (a “Hipótese do Zoológico”).
8: civilizações superiores existem à nossa volta, mas somos primitivos demais para percebê-las.
9: nós estamos completamente enganados sobre nossa realidade. O universo pode ser um holograma. Há até mesmo a chance de que sejamos parte de uma simulação de computador de algum pesquisador de outro mundo, e outras formas de vida simplesmente não foram programadas na simulação.
MINHA ANÁLISE DE GREVE OU NÃO-GREVE:
Os servidores do judiciário federal de RS (TRT4), MT (TRT23) e MG (TRT3) estão suspendendo suas greves esta semana porque, semana passada, decretaram suspensão os servidores das seguintes regiões:
BA (TRT5)
DF/TO (TRT10)
PI (TRT22)
RJ (TRT1)
RN (TRT21)
SC (TRT12)
SP interior (TRT15)
SP capital (TRT2)
Elas decretaram suspensão por "dificuldades de manter a mobilização". Nós, porque não adianta apenas 3 regiões estarem em greve, dentre 24, sendo que entre as 3 não está uma região-chave, que é a do DF/TO. (Se não me engano essa foi a 9ª greve para a mesma pauta; foi a 2ª greve do ano para a mesma pauta, e talvez haja uma 3ª ainda em 2014...)
Parte dessa dificuldade deve-se aos sindicatos e/ou sindicados (ainda) ligados ao PT, que acham que as greves podem atrapalhar a reeleição da Dilma. Muitos desses aderiram às greves só para miná-las por dentro. Ou é partidarismo acima do classismo, ou é que a questão financeira deles - e só a deles - se resolve com cargos de familiares dentro do governo, que é do partido.
Outra parte da dificuldade se deve a fatores como:
• preguiça ("eu não vou fazer greve de novo", "o que eu vou fazer lá embaixo?", "prefiro continuar ganhando cada vez menos", "depois vou ter que lidar com o trabalho acumulado"),
• medo (do desconhecido, de ser "comunista", de represálias da administração, de pressão da chefia, do "que os meus pais - ou amigos - conservadores vão pensar de mim?"),
• comodidade (medo ou preguiça de sair da rotina),
• falta de politização (alienação, "grevista é vagabundo", "sou contra as greves") e/ou
• pessimismo ("a gente não vai conseguir ganhar nada", "essa greve vai ter menos adesão").
Até semana passada, eram 11 regiões em greve, nem metade do total de 24. Sequer entraram na greve: AC/RO (TRT14), AL (TRT19), AM/RR (TRT11), AP/PA (TRT8), CE (TRT7), ES (TRT17), GO (TRT18), MA (TRT16), MS (TRT24), PB (TRT13), PR (TRT9), PE (TRT6), SE (TRT20).
O que se passa com as pessoas do Brasil? Reclamam tanto e não querem fazer nada? Não querem fazer greve, não querem votar, não querem abrir mão de nada?
Os servidores do judiciário federal de RS (TRT4), MT (TRT23) e MG (TRT3) estão suspendendo suas greves esta semana porque, semana passada, decretaram suspensão os servidores das seguintes regiões:
BA (TRT5)
DF/TO (TRT10)
PI (TRT22)
RJ (TRT1)
RN (TRT21)
SC (TRT12)
SP interior (TRT15)
SP capital (TRT2)
Elas decretaram suspensão por "dificuldades de manter a mobilização". Nós, porque não adianta apenas 3 regiões estarem em greve, dentre 24, sendo que entre as 3 não está uma região-chave, que é a do DF/TO. (Se não me engano essa foi a 9ª greve para a mesma pauta; foi a 2ª greve do ano para a mesma pauta, e talvez haja uma 3ª ainda em 2014...)
Parte dessa dificuldade deve-se aos sindicatos e/ou sindicados (ainda) ligados ao PT, que acham que as greves podem atrapalhar a reeleição da Dilma. Muitos desses aderiram às greves só para miná-las por dentro. Ou é partidarismo acima do classismo, ou é que a questão financeira deles - e só a deles - se resolve com cargos de familiares dentro do governo, que é do partido.
Outra parte da dificuldade se deve a fatores como:
• preguiça ("eu não vou fazer greve de novo", "o que eu vou fazer lá embaixo?", "prefiro continuar ganhando cada vez menos", "depois vou ter que lidar com o trabalho acumulado"),
• medo (do desconhecido, de ser "comunista", de represálias da administração, de pressão da chefia, do "que os meus pais - ou amigos - conservadores vão pensar de mim?"),
• comodidade (medo ou preguiça de sair da rotina),
• falta de politização (alienação, "grevista é vagabundo", "sou contra as greves") e/ou
• pessimismo ("a gente não vai conseguir ganhar nada", "essa greve vai ter menos adesão").
Até semana passada, eram 11 regiões em greve, nem metade do total de 24. Sequer entraram na greve: AC/RO (TRT14), AL (TRT19), AM/RR (TRT11), AP/PA (TRT8), CE (TRT7), ES (TRT17), GO (TRT18), MA (TRT16), MS (TRT24), PB (TRT13), PR (TRT9), PE (TRT6), SE (TRT20).
O que se passa com as pessoas do Brasil? Reclamam tanto e não querem fazer nada? Não querem fazer greve, não querem votar, não querem abrir mão de nada?
Item 10 do programa de governo da Luciana Genro quanto a Reforma Política:
Proibição da veiculação de pesquisas eleitorais por todos os meios de comunicação durante o período eleitoral, inclusive na Internet, e tipificação como grave crime eleitoral para o descumprimento desse dispositivo.
A divulgação de pesquisas eleitorais tem representado um instrumento de manipulação de opiniões e distorção do debate eleitoral. Não raro aparecem também denúncias dos mais diversos tipos sobre práticas viciadas de consultas, manipulação dos resultados e entrevistas incompletas. Ao mesmo tempo, resultados de pesquisas de boca de urna têm se demonstrado absolutamente equivocados, distantes da realidade dos votos quando os resultados das urnas são apurados. Por fim, a sugestão das pesquisas eleitorais inverte a lógica do bom debate político: ao invés de permitir ao eleitor a escolha das melhores propostas, faz com que os partidos moldem suas propostas ao sabor do suposto ânimo do eleitorado.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
"Quanto mais ideias, quanto mais ideais você tem, mais inativo você é. Por favor, veja isto: quando você age a partir de uma ideia, você não está ativo, pois está vivendo sua vida em um mundo de ficção sem qualquer realidade. Assim, fugir, adiar, oferecer continuidade, que lhe dá um hábito, e funcionar no hábito – isso é memória e, portanto, mecânico. A vida não é mecânica; ela tem que ser vivida, sua ação mudando a cada minuto. Assim, as ideias oferecem um meio de adiar a ação." (Krishnamurti)
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
"Você é violento – violento em seu gesto, em seu pensamento, em seu sentimento, em sua ação. Por que você não pode olhar essa violência? Você só pode olhar um objeto ou um fato, ou o que seja, quando não existe ideal, nem opinião, nem julgamento; É isso. Então o fato gera uma intensidade de ação no imediato. Só quando você tem ideias sobre um fato, você adia a ação. Quando você percebe factualmente que é violento, então você pode olhar isto, pode examinar; então pode aprender tudo sobre isto, a natureza da violência, se é possível libertar-se ou não; não como uma ideia, mas realmente." (Krishnamurti)
domingo, 14 de setembro de 2014
"O capitalismo — e não o carbono — é que está na origem das alterações climáticas que, em busca do lucro, nos conduzem inexoravelmente para um apocalipse ambiental. Se o próprio capitalismo é uma causa principal das alterações climáticas, não faz sentido esperar que as grandes corporações, mesmo que associadas a grupos ambientais, ponham o planeta à frente do lucro. Agora só os movimentos sociais de massas nos podem salvar. Porque sabemos para onde vai o sistema atual, se não for contido. Precisamos nos libertar do fundamentalismo de mercado e implementar um planejamento a longo prazo, uma legislação rigorosa das empresas, mais impostos, mais despesa do governo e reverter privatizações para devolver a infraestrutura-chave ao controle público. A Terra não é nosso prisioneiro, nem paciente, nem máquina, nem, de facto, um monstro nosso. É todo o nosso mundo. E a solução para o aquecimento global não é consertar o mundo, é consertar-nos a nós mesmos. Em vez de restaurar o equilíbrio ambiental, experiências científicas com o planeta e as consequências desconhecidas de se criar um mundo Frankenstein, em que vários países lançam projetos simultaneamente de tecno-consertos, irão apenas perturbar ainda mais o equilíbrio da terra, cada um criando uma série de novos problemas, exigindo uma cadeia sem fim de mais consertos. É necessário um desinvestimento, não para levar companhias de combustíveis fósseis à falência, mas o que para levar à falência a sua reputação e tirar-lhes poder político. E mais importante ainda, o desinvestimento abre a porta ao reinvestimento." (NAOMI KLEIN)
"A tolerância não pode ser irrestrita. Ela tem um limite: a intolerância. A tolerância não pode servir para acobertar a intolerância. Há um jogo retórico no ar: a tolerância teria de ser total, abarcando inclusive a intolerância, para não ser intolerante. Falso. Erro lógico. Limite da própria linguagem. Tem muita gente confundindo respeito à diferença com respeito ao preconceito. É uma confusão astuciosa da parte de alguns e ingênua da parte de outros. Um argumento de má-fé ou de pobreza intelectual." (Juremir Machado)
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
"Por que formulamos ideias realmente? Formamos ideias, se a pessoa observar a si mesma, quando há desatenção. Quando você está completamente ativo, o que exige total atenção – que é ação – nisso não há ideia; você está agindo." (Krishnamurti)
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"Quando se trabalha com ‘field recordings’, o gravador/compositor tem memória do momento em que determinado som foi gravado e do que quer que tenha acontecido nesse momento; quando mais tarde ele volta a ouvir a gravação e se lembra desse momento, a situação e o som podem impor a sua própria estrutura na sua imaginação e invocar sentimentos que levam a determinadas decisões dentro da composição. Isto pode ir tão longe quanto podemos até considerar que existem estruturas ‘auto-compostas’ no interior dos ‘field recordings’, de forma nenhuma linguísticas, mas que ganham sentido linguístico dependendo da imaginação e das capacidades associativas do ouvinte. (...) Prefiro uma abordagem fragmentada a uma baseada em 'drones', o que me permite retrabalhar as gravações originais, procurando algo que soe diferente em termos de tom, timbre e de espectro de frequência, mas também algo que seja mais atómico, como, por exemplo, os ataques individuais num instrumento. Desta forma, estou de certa forma a voltar à música instrumental. Já percebi que, quando modelo os sons, tenho uma predilecção por algumas curvas de volume em detrimento de outras. Algumas destas formas são recorrentes em diferentes composições – elas têm que passar nos 'meus testes'. Estes testes avaliam proporções (tempo/volume) assim como a dinâmica de uma peça. Pode-se dizer que existe algo como um som típico, o que deriva em larga medida dos métodos, i.e. da forma como retrabalho as gravações de campo. Isto, quero dizer a modelação dos 'samples' a partir de 'field recordings', já foi comparada com a construção dos seus próprios instrumentos. Mas, de facto, é a primeira instância da própria composição, especialmente quando trabalhas com segmentos vindos do material original." (Marc Behrens)
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
"Eu não estou dizendo que devíamos ser estúpidos, desinformados, obtusos; mas por que conferimos tal extraordinária importância à mente, ao pensamento, ao intelecto? Se a pessoa não dá importância ao intelecto, dá importância ou a valores sensatos, ou a emoções. Mas, como a maior parte das pessoas tem vergonha de emoções e valores sensatos, elas adoram o intelecto." (Krishnamurti)
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Hypeness.com.br :
Ela foi estuprada em seu próprio colchão, dentro de seu dormitório na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. A queixa contra o estuprador não foi aceita pela instituição e para protestar, ela usou a arte. Emma Sulkowicz, estudante de 23 anos, vai carregar o colchão onde o crime aconteceu até que o rapaz seja expulso da universidade – demore isso uma semana ou até o fim da graduação.
O comovente protesto se tornou o projeto final para seu bacharelado em Artes Visuais. Intitulado “Carry That Weight” (“Carregue Este Peso”, em português), o ato tem um poderoso valor simbólico ao trazer para o espaço público um assunto pesado e angustiante, que costuma ser deixado no âmbito particular. A artista se propõe a escancarar sua intimidade com o objetivo de dar visibilidade à causa. Afinal, ela não foi a primeira estudante a ser estuprada no campus e, infelizmente, não será a última.
Emma e mais duas alunas prestaram queixa na instituição sobre o mesmo estuprador. A audiência interna sobre o caso, que aconteceu sete meses após o crime, considerou impossível afirmar que os estupros aconteceram, inocentando o estuprador. A estudante afirma ter medo de sair de seu quarto e evita estar perto de pessoas que, por algum traço físico, lembrem-na do rapaz. As consequências não se limitam ao trauma do ato e se ampliam ao julgamento recebido por pessoas que diziam ser suas amigas. “Eu perdi amigos porque algumas pessoas simplesmente não entendem o que significa ser estuprada”, afirmou.
Ela foi estuprada em seu próprio colchão, dentro de seu dormitório na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. A queixa contra o estuprador não foi aceita pela instituição e para protestar, ela usou a arte. Emma Sulkowicz, estudante de 23 anos, vai carregar o colchão onde o crime aconteceu até que o rapaz seja expulso da universidade – demore isso uma semana ou até o fim da graduação.
O comovente protesto se tornou o projeto final para seu bacharelado em Artes Visuais. Intitulado “Carry That Weight” (“Carregue Este Peso”, em português), o ato tem um poderoso valor simbólico ao trazer para o espaço público um assunto pesado e angustiante, que costuma ser deixado no âmbito particular. A artista se propõe a escancarar sua intimidade com o objetivo de dar visibilidade à causa. Afinal, ela não foi a primeira estudante a ser estuprada no campus e, infelizmente, não será a última.
Emma e mais duas alunas prestaram queixa na instituição sobre o mesmo estuprador. A audiência interna sobre o caso, que aconteceu sete meses após o crime, considerou impossível afirmar que os estupros aconteceram, inocentando o estuprador. A estudante afirma ter medo de sair de seu quarto e evita estar perto de pessoas que, por algum traço físico, lembrem-na do rapaz. As consequências não se limitam ao trauma do ato e se ampliam ao julgamento recebido por pessoas que diziam ser suas amigas. “Eu perdi amigos porque algumas pessoas simplesmente não entendem o que significa ser estuprada”, afirmou.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
José Saramago, sobre ditadura econômica.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Blanched - Blanched toca Angelopoulos (2008) ... entre os 150 melhores discos nacionais de todos os tempos, em votação convocada pelo BotequimDeIdeias.com.br (Floga-se), com 59 votantes. Blanched era uma banda surgida em Novo Hamburgo que tinha como integrantes eu, Marcelo Koch, Daniel Galera, Leonardo Fleck e Priscila Wachs.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Duas notas
(Olavo de Carvalho)
(1) Um segundo turno entre Marina e Dilma é a PERFEIÇÃO FINAL da ocupação do Brasil pelo Foro de São Paulo. Resumir a escolha a dois candidatos genericamente "de esquerda", como Lula e FHC, ou Lula e Serra, é uma coisa. Outra completamente diversa é entregar tudo a DOIS MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO, comprometidos até às vísceras com o objetivo de "restaurar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu".
(2) Concessõezinhas à política econômica liberal são periódicas e tradicionais na estratégia comunista e não significam absolutamente nenhuma mudança no rumo essencial da política revolucionária. Vocês já esqueceram que a própria Dilma colocou no seu ministério liberais notórios como Jorge Gerdau e Guilherme Afif Domingos? Eduardo Gianetti, Neca Setúbal e tutti quanti pagarão caríssimo pela ilusão de que é possível manipular comunistas.
(Olavo de Carvalho)
(1) Um segundo turno entre Marina e Dilma é a PERFEIÇÃO FINAL da ocupação do Brasil pelo Foro de São Paulo. Resumir a escolha a dois candidatos genericamente "de esquerda", como Lula e FHC, ou Lula e Serra, é uma coisa. Outra completamente diversa é entregar tudo a DOIS MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO, comprometidos até às vísceras com o objetivo de "restaurar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu".
(2) Concessõezinhas à política econômica liberal são periódicas e tradicionais na estratégia comunista e não significam absolutamente nenhuma mudança no rumo essencial da política revolucionária. Vocês já esqueceram que a própria Dilma colocou no seu ministério liberais notórios como Jorge Gerdau e Guilherme Afif Domingos? Eduardo Gianetti, Neca Setúbal e tutti quanti pagarão caríssimo pela ilusão de que é possível manipular comunistas.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
“Qual é a relação entre algo que você faz e o estado de alegria? Você vai gostar de qualquer atividade em que estiver totalmente presente, qualquer atividade que não seja apenas para atingir um objetivo. Não é a ação que você performa que lhe traz alegria, mas o profundo senso de estar vivo que flui dentro de você.” (Eckhart Tolle)
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
"Acho que foi o Todorov quem disse (mais ou menos assim) que a democracia nos reúne para que a gente resolva qual é a melhor maneira de nos separar. Não sou nem nunca fui filiado a qualquer partido, já votei em vários, tenho amigos em alguns. Neste que é o maior período democrático da nossa história (25 anos, sete eleições consecutivas), o Brasil não parou de melhorar e não há nada que indique que vá parar de melhorar agora. Votei no Lula, desde sempre até ajudar a elegê-lo em 2002, com o palpite de que um governo popular, o primeiro em 502 anos, talvez pudesse enfrentar com mais vigor o grande problema brasileiro: a desigualdade social. (...) Meu palpite estava certo. A desigualdade brasileira continua grande e cruel mas está, finalmente, diminuindo. A elite brasileira, fundada e perpetuada no escravismo, luta para manter seus privilégios a qualquer custo. Eles são donos dos bancos, das grandes construtoras, fábricas e empresas, das tevês, rádios, jornais e portais da internet e defendem ferozmente sua agradável posição. A única maneira de enfrentar seu enorme poder é no voto. (...) Voto contra, muito contra, a autonomia do Banco Central, que tira do governante, eleito pelo nosso voto, o poder de guiar o desenvolvimento segundo critérios sociais . . . " (Jorge Furtado)
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