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terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
Tem um cara que tira foto da escova de dente dele, com a pasta de dente, TODA VEZ que ele escova, do mesmo ângulo.
sábado, 25 de fevereiro de 2006
(Na verdade, a ordem é Edgard Verèse [esq] e Karlheinz Stockhausen [dir].)
Em 1933, quando Varèse ainda não havia mudado de Paris para os Estados Unidos, ele escreveu para a Fundação Guggenheim e para os Laboratórios Bell tentando conseguir apoio para desenvolver um estúdio de música eletrônica. Sua composição seguinte, 'Ecuatorial', finalizada em 1934, contém partes para theremins.
O louco Stockhausen diz que explora os aspectos psicológicos e acústicos fundamentais da música. (Os principais aspectos.)
Glenn Branca: Symphony No. 13, "Hallucination City" (for 100 electric guitars)
March 29, 2006, 8:00 PM
Walt Disney Concert Hall
111 S. Grand Avenue
Los Angeles, CA
(323) 850-2000
All seats $10.
March 29, 2006, 8:00 PM
Walt Disney Concert Hall
111 S. Grand Avenue
Los Angeles, CA
(323) 850-2000
All seats $10.
Estatísticas de anteontem do input_output na Trama Virtual.
(* O MP3 de Aço, Asfalto, Plástico foi trocado, isso quer dizer que havia muito mais hits e downloads, cuja estatítica foi perdida nessa troca.)
downloads
1. no wave apprentice - 95 hits / 43 downloads
2. joelho - 89 hits / 29 downloads
3. escombros - 59 hits / 28 downloads
4. cada vez mais - 28 hits / 24 downloads
5. banho quente - 34 hits / 21 downloads
6. albatroz - 41 hits / 19 downloads
7. indústria brasileira de lavadoras automáticas - 40 hits / 14 downloads
7. aço, asfalto, plástico* - 48 hits / 14 downloads
8. polissonografia (parte 1) - 50 hits / 8 downloads
8. polissonografia (parte 2) - 19 hits / 8 downloads
8. polissonografia (parte 3) - 18 hits / 8 downloads
hits (streaming)
1. no wave apprentice - 95 hits / 43 downloads
2. joelho - 89 hits / 29 downloads
3. escombros - 59 hits / 28 downloads
4. polissonografia (parte 1) - 50 hits / 8 downloads
5. aço, asfalto, plástico* - 48 hits / 14 downloads
6. albatroz - 41 hits / 19 downloads
7. indústria brasileira de lavadoras automáticas - 40 hits / 14 downloads
8. banho quente - 34 hits / 21 downloads
9. cada vez mais - 28 hits / 24 downloads
10. polissonografia (parte 2) - 19 hits / 8 downloads
11. polissonografia (parte 3) - 18 hits / 8 downloads
(* O MP3 de Aço, Asfalto, Plástico foi trocado, isso quer dizer que havia muito mais hits e downloads, cuja estatítica foi perdida nessa troca.)
downloads
1. no wave apprentice - 95 hits / 43 downloads
2. joelho - 89 hits / 29 downloads
3. escombros - 59 hits / 28 downloads
4. cada vez mais - 28 hits / 24 downloads
5. banho quente - 34 hits / 21 downloads
6. albatroz - 41 hits / 19 downloads
7. indústria brasileira de lavadoras automáticas - 40 hits / 14 downloads
7. aço, asfalto, plástico* - 48 hits / 14 downloads
8. polissonografia (parte 1) - 50 hits / 8 downloads
8. polissonografia (parte 2) - 19 hits / 8 downloads
8. polissonografia (parte 3) - 18 hits / 8 downloads
hits (streaming)
1. no wave apprentice - 95 hits / 43 downloads
2. joelho - 89 hits / 29 downloads
3. escombros - 59 hits / 28 downloads
4. polissonografia (parte 1) - 50 hits / 8 downloads
5. aço, asfalto, plástico* - 48 hits / 14 downloads
6. albatroz - 41 hits / 19 downloads
7. indústria brasileira de lavadoras automáticas - 40 hits / 14 downloads
8. banho quente - 34 hits / 21 downloads
9. cada vez mais - 28 hits / 24 downloads
10. polissonografia (parte 2) - 19 hits / 8 downloads
11. polissonografia (parte 3) - 18 hits / 8 downloads
Firefriend, a nova banda do Yury Hermuche (Frank Poole). Vale a pena, além de tudo, ver as fotos ali indicadas.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
input_output Eu contenho todos os meus anos dentro de mim
2005
Open Field/Peligro
Há mais na música brasileira para além de pagode, samba e baile funk. Também há no "país irmão" (que tem uns impressionantes 186 milhões de habitantes) espaço e massa crítica para trabalhar e assimilar, com inevitáveis idiossincrasias, a música de vanguarda. É nesse campo que se posiciona 'Eu contenho todos os meus anos dentro de mim', de input_output, que não é mais do que uma das incarnações de Douglas Dickel, habitante de Porto Alegre que é ainda guitarrista da banda pós-rock Blanched, entre muitas outras actividades. É um disco experimental, lo-fi, por vezes industrial, de colagens (com destaque para sons de filmes), mas de músicas curtas (à volta dos três minutos, com a excepção do último tema).
O álbum tem uma estética claramente fragmentada e abstracta, talvez inspirada nas várias actividades que Dickel mantém ao mesmo tempo, ou no seu gosto pela matemática. Quanto ao processo de composição, nada melhor que citar a entrevista do músico ao Bodyspace: "Fiz as primeiras experiências este ano, quando revi o filme Contacto, do Robert Zemeckis, e lembrei que eu tinha uma fascinação pela ficção científica e pelo carácter alienígena, digamos assim, da estática de rádio, e lembrei-me que o meu pai tivera um rádio de ondas curtas, Philco Transglobe. Comprei um outro, por sorte encontrei essa raridade, e decidi usar samples de rádios estrangeiras em músicas. No entanto, a digitalização desses sons é difícil, tanto que usei somente um, de uma rádio oriental, em 'Aço, Asfalto, Plástico' - que, aliás, foi a primeira experiência com qualidade suficiente para garantir a sua entrada num álbum. Por isso comecei a experimentar de forma mais prática: coloquei o Soundforge para gravar e, utilizando um walkman com sintonia analógica, rodei o disco de sintonia para lá e para cá, aleatoriamente. Depois, ouvi o resultado gravado e seleccionei trechos que serviriam como bases, loops e até mesmo batidas, no lugar da bateria. Então surgiu a estética do input_output."
Resolvida que está a questão da origem do projecto, falemos de algumas das músicas: 'Caminho' tem uma batida cava, em jeito de pulsação cardíaca, e termina com uma melodia de caixa de música (um ursinho à corda, ao que parece); 'Escombros' é construída em volta de um baixo hipnótico e de um ambiente sombrio, com o auxílio de uma voz feminina; 'Albatroz' reproduz o célebre monólogo do "saco de plástico" de American Beauty, complementado, numa segunda parte, por um trabalho minimalista de guitarra eléctrica em loop; 'Banho Quente' traz uma batida e um groove electroclash, por entre vocalizações distorcidas e blips electrónicos.
O título 'Eu contenho todos os meus anos dentro de mim' remete para uma espécie de viagem interior: a faixa-título, a primeira, não é mais do que Dickel a tocar uma canção popular-infantil, com quatro anos. À medida que o álbum avança, vai havendo uma componente mais rock, mais facilmente assimilável, apesar de estarmos na presença de um disco nocturno, para ouvir no silêncio: há um convite à reflexão, nos momentos em que a palavra entra em cena. Pode dizer-se, em última análise, que um disco com uma percentagem significativa de "corta e cola" será sempre um objecto muito pessoal. Mas com um pouco de imaginação esses momentos também podem ser nossos.
O registo de estreia de input_output é experimental, mas não é cansativo ou demasiado absorvente e denso: há momentos de plena ortodoxia e de "bem-estar", correspondentes a abordagens mais mainstream. Visto dessa perspectiva, poucos discos conseguem equilibrar tão bem facetas quase inconciliáveis num objecto artístico minimamente homogéneo. 'Eu contenho todos os meus anos dentro de mim' é um convite a uma primeira abordagem a facetas mais ousadas da música moderna. "Ouça nos fones", aconselha-se na nota de capa. A experiência é recomendável.
João Pedro Barros
20_02_06
2005
Open Field/Peligro
Há mais na música brasileira para além de pagode, samba e baile funk. Também há no "país irmão" (que tem uns impressionantes 186 milhões de habitantes) espaço e massa crítica para trabalhar e assimilar, com inevitáveis idiossincrasias, a música de vanguarda. É nesse campo que se posiciona 'Eu contenho todos os meus anos dentro de mim', de input_output, que não é mais do que uma das incarnações de Douglas Dickel, habitante de Porto Alegre que é ainda guitarrista da banda pós-rock Blanched, entre muitas outras actividades. É um disco experimental, lo-fi, por vezes industrial, de colagens (com destaque para sons de filmes), mas de músicas curtas (à volta dos três minutos, com a excepção do último tema).
O álbum tem uma estética claramente fragmentada e abstracta, talvez inspirada nas várias actividades que Dickel mantém ao mesmo tempo, ou no seu gosto pela matemática. Quanto ao processo de composição, nada melhor que citar a entrevista do músico ao Bodyspace: "Fiz as primeiras experiências este ano, quando revi o filme Contacto, do Robert Zemeckis, e lembrei que eu tinha uma fascinação pela ficção científica e pelo carácter alienígena, digamos assim, da estática de rádio, e lembrei-me que o meu pai tivera um rádio de ondas curtas, Philco Transglobe. Comprei um outro, por sorte encontrei essa raridade, e decidi usar samples de rádios estrangeiras em músicas. No entanto, a digitalização desses sons é difícil, tanto que usei somente um, de uma rádio oriental, em 'Aço, Asfalto, Plástico' - que, aliás, foi a primeira experiência com qualidade suficiente para garantir a sua entrada num álbum. Por isso comecei a experimentar de forma mais prática: coloquei o Soundforge para gravar e, utilizando um walkman com sintonia analógica, rodei o disco de sintonia para lá e para cá, aleatoriamente. Depois, ouvi o resultado gravado e seleccionei trechos que serviriam como bases, loops e até mesmo batidas, no lugar da bateria. Então surgiu a estética do input_output."
Resolvida que está a questão da origem do projecto, falemos de algumas das músicas: 'Caminho' tem uma batida cava, em jeito de pulsação cardíaca, e termina com uma melodia de caixa de música (um ursinho à corda, ao que parece); 'Escombros' é construída em volta de um baixo hipnótico e de um ambiente sombrio, com o auxílio de uma voz feminina; 'Albatroz' reproduz o célebre monólogo do "saco de plástico" de American Beauty, complementado, numa segunda parte, por um trabalho minimalista de guitarra eléctrica em loop; 'Banho Quente' traz uma batida e um groove electroclash, por entre vocalizações distorcidas e blips electrónicos.
O título 'Eu contenho todos os meus anos dentro de mim' remete para uma espécie de viagem interior: a faixa-título, a primeira, não é mais do que Dickel a tocar uma canção popular-infantil, com quatro anos. À medida que o álbum avança, vai havendo uma componente mais rock, mais facilmente assimilável, apesar de estarmos na presença de um disco nocturno, para ouvir no silêncio: há um convite à reflexão, nos momentos em que a palavra entra em cena. Pode dizer-se, em última análise, que um disco com uma percentagem significativa de "corta e cola" será sempre um objecto muito pessoal. Mas com um pouco de imaginação esses momentos também podem ser nossos.
O registo de estreia de input_output é experimental, mas não é cansativo ou demasiado absorvente e denso: há momentos de plena ortodoxia e de "bem-estar", correspondentes a abordagens mais mainstream. Visto dessa perspectiva, poucos discos conseguem equilibrar tão bem facetas quase inconciliáveis num objecto artístico minimamente homogéneo. 'Eu contenho todos os meus anos dentro de mim' é um convite a uma primeira abordagem a facetas mais ousadas da música moderna. "Ouça nos fones", aconselha-se na nota de capa. A experiência é recomendável.
João Pedro Barros
20_02_06
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Mínimo Intenso na seção de exposições do Guia de Cidades do Terra e Mínimo Intenso no Photos, o portal de fotografia do UOL.
E, na TVCom, seis vezes:
Quinta/23 - 22:00
Sexta/24 - 03:00
Sexta/24 - 15:00
Sábado/25 - 15:00
Domingo/25 - 11:15
Domingo/25 - 15:00
E, na TVCom, seis vezes:
Quinta/23 - 22:00
Sexta/24 - 03:00
Sexta/24 - 15:00
Sábado/25 - 15:00
Domingo/25 - 11:15
Domingo/25 - 15:00
domingo, 19 de fevereiro de 2006
Que formação e que repertório!
QUINTA - 23 FEVEREIRO - 22 HORAS
BAR ABBEY ROAD - Rua Pedro Adams Filho, 4334 - Novo Hamburgo/RS
Julio Porto - guitarra (Ultramen)
Marcos Rübenich - bateria (Walverdes)
Sergio Tavares - voz e guit. (Arnaldos, Nonsense)
Mauricio Sanches - baixo (Waffers)
O set list do Tributo Nirvana tem 20 músicas, abrangendo todos os
discos da banda (Bleach, Incesticide, Nevermind, In Utero).
- Floyd The Barber
- Blew
- Negative Creep
- Love Buzz
- About a Girl
- Sliver
- Molly's Lips
- On a Plain
- In Bloom
- Stay Away
- Territorial Pissings
- Drain You
- Lounge Act
- Come As You Are
- Smells Like Teen Spirit
- Lithium
- Breed
- Serve The Servants
- Heart Shaped Box
- Rape Me
QUINTA - 23 FEVEREIRO - 22 HORAS
BAR ABBEY ROAD - Rua Pedro Adams Filho, 4334 - Novo Hamburgo/RS
Julio Porto - guitarra (Ultramen)
Marcos Rübenich - bateria (Walverdes)
Sergio Tavares - voz e guit. (Arnaldos, Nonsense)
Mauricio Sanches - baixo (Waffers)
O set list do Tributo Nirvana tem 20 músicas, abrangendo todos os
discos da banda (Bleach, Incesticide, Nevermind, In Utero).
- Floyd The Barber
- Blew
- Negative Creep
- Love Buzz
- About a Girl
- Sliver
- Molly's Lips
- On a Plain
- In Bloom
- Stay Away
- Territorial Pissings
- Drain You
- Lounge Act
- Come As You Are
- Smells Like Teen Spirit
- Lithium
- Breed
- Serve The Servants
- Heart Shaped Box
- Rape Me
Transcrição completa, conforme prometi, dos trechos surreais da entrevista coletiva com o Bob Dylan, em San Francisco, dezembro de 1965, contidos no filme 'No direction home'.
- Você prefere música com mensagem sutil ou óbvia?
- Com o quê?
- Mensagem sutil ou óbvia?
- Com uma mensagem... Que música com mensagem?
- Como 'Eve destruction' e coisas assim.
- Prefiro isso a quê?
- Não sei, mas suas músicas deveriam conter uma mensagem sutil.
- Mensagem sutil?
- Bem, supostamente deveriam ter.
- Onde leu isso?
- Numa revista de cinema.
- Ah, meu deus...
- Pensa em si basicamente como um cantor ou um poeta?
- Penso em mim como um homem que canta e dança, sabe?
- Senhor Dylan, sei que não gosta de rótulos e provavelmente está certo, mas, para nós que estamos bem acima dos 30, poderia se rotular e talvez nos dizer qual é o seu papel?
- Bem, eu me rotulo como bem abaixo dos 30. E o meu papel é ficar aqui tanto quanto puder.
- É considerado por muita gente símbolo do movimento de protesto do país, para os jovens. O senhor vai participar da manifestação do Vietnam Day Committee em frente ao hotel Paramount, esta noite?
- Estarei ocupado esta noite.
"As coisas fugiram do controle. Sabe, caíram no... Você me pergunta se escrevo canções surreais, mas esse tipo de atividade é que é surreal. Não tinha respostas para essas perguntas, não mais do que qualquer outro artista, na verdade. Mas isso não impediu a imprensa, nem as pessoas, ou quem quer que seja, de me fazerem esses questionamentos. Por alguma razão a imprensa achava que os artistas tinham as respostas para todos esses problemas da sociedade. O que se pode dizer sobre isso? É algo meio absurdo."
- Senhor Dylan, parece muito relutante em falar sobre o fato de que é um artista popular, na verdade dos mais populares.
- O que quer que eu diga?
- Bem, não entendo por quê.
- Bem, o que quer que eu diga a respeito?
- Bem, parece de ter vergonha de admitir que é... de falar a respeito...
- Bem, eu não estou com vergonha. O que quer exatamente que eu fale? Quer que eu pule e diga 'Aleluia' e quebre as câmeras e faça algo estranho? Diga-me. Diga-me, faço o que mandar. De não puder fazer, acharei alguém que faça o que quer.
- O senhor não sabe por que razão ou não tem idéia de por que é popular, isso é o que me interessa.
- Na verdade, nunca me esforcei para isso. Aconteceu, sabe? Aconteceu, como tudo acontece.
- Você prefere música com mensagem sutil ou óbvia?
- Com o quê?
- Mensagem sutil ou óbvia?
- Com uma mensagem... Que música com mensagem?
- Como 'Eve destruction' e coisas assim.
- Prefiro isso a quê?
- Não sei, mas suas músicas deveriam conter uma mensagem sutil.
- Mensagem sutil?
- Bem, supostamente deveriam ter.
- Onde leu isso?
- Numa revista de cinema.
- Ah, meu deus...
- Pensa em si basicamente como um cantor ou um poeta?
- Penso em mim como um homem que canta e dança, sabe?
- Senhor Dylan, sei que não gosta de rótulos e provavelmente está certo, mas, para nós que estamos bem acima dos 30, poderia se rotular e talvez nos dizer qual é o seu papel?
- Bem, eu me rotulo como bem abaixo dos 30. E o meu papel é ficar aqui tanto quanto puder.
- É considerado por muita gente símbolo do movimento de protesto do país, para os jovens. O senhor vai participar da manifestação do Vietnam Day Committee em frente ao hotel Paramount, esta noite?
- Estarei ocupado esta noite.
"As coisas fugiram do controle. Sabe, caíram no... Você me pergunta se escrevo canções surreais, mas esse tipo de atividade é que é surreal. Não tinha respostas para essas perguntas, não mais do que qualquer outro artista, na verdade. Mas isso não impediu a imprensa, nem as pessoas, ou quem quer que seja, de me fazerem esses questionamentos. Por alguma razão a imprensa achava que os artistas tinham as respostas para todos esses problemas da sociedade. O que se pode dizer sobre isso? É algo meio absurdo."
- Senhor Dylan, parece muito relutante em falar sobre o fato de que é um artista popular, na verdade dos mais populares.
- O que quer que eu diga?
- Bem, não entendo por quê.
- Bem, o que quer que eu diga a respeito?
- Bem, parece de ter vergonha de admitir que é... de falar a respeito...
- Bem, eu não estou com vergonha. O que quer exatamente que eu fale? Quer que eu pule e diga 'Aleluia' e quebre as câmeras e faça algo estranho? Diga-me. Diga-me, faço o que mandar. De não puder fazer, acharei alguém que faça o que quer.
- O senhor não sabe por que razão ou não tem idéia de por que é popular, isso é o que me interessa.
- Na verdade, nunca me esforcei para isso. Aconteceu, sabe? Aconteceu, como tudo acontece.
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E, no livro, as pessoas estão deixando AVALIAÇÕES ("bom", "ótimo" etc.), em vez de deixarem, de fato, COMENTÁRIOS, no campo "Comentários e e-mail". Não era para elas se sentirem obrigadas a escrever uma palavra (qualquer) naquele campo, ele existe para quem realmente desejar COMENTAR. (Não fui mais lá desde a abertura, pretendemos ir hoje à tarde.)
sábado, 18 de fevereiro de 2006
O comentário que mais me tocou foi o da Tatiana Martins, a primeira dama do Lavajato. Ela disse que as minhas fotografias fizeram-na lembrar da infância dela, que era quando ela prestava atenção naquele tipo de coisas que eu fotografei. Eu me arrepiei quando ela disse isso, porque tem tudo a ver comigo e com a minha criação, vide o título do disco do input_output, vide o texto de divulgação, dizendo que eu sugiro uma viagem na direção do inconsciente infantil, do centro.
Achei divertido o comentário do Cidade, que ficou sabendo da exposição pelo Radar: "O Douglas desevolveu uma técnica de falar sobre todos os projetos dele em um minuto e meio..."
Confirmou-se a curiosidade do ser humano movida pela racionalidade, pois todo mundo me puxava para fazer um tour pelos corredores da galeria e explicar o que era cada uma das fotos. As pessoas precisam saber o que é, não se limitando a senti-las. Tudo bem, provavelmente eu faria o mesmo. Ou não.
Cerca de dez pessoas estavam lá não pela exposição em si. Um cego foi ver as fotos (?!), e ele apalpava (!!) todos os salgadinhos do coquetel, causando revolta em todo mundo que queria comer salgadinhos sem, digamos com eufemismo, impressões digitais. Assim como O Cego (fiquei sabendo que ele é folclórico, figura certeira em todos os coquetéis), havia mais alguns que estavam lá só pela comida. E mais alguns outros que estavam lá só porque estão em todas as aberturas de exposições: talvez porque, assim, eles, frustrados na criação artística, se sintam inseridos no meio; talvez porque eles se achem gênios da arte e considerem importantíssimas as suas presenças; talvez porque tenham outro tipo de loucura que eu não sei qual é.
Foi uma surpresa ver a Priscila, que voltou da Carolina do Norte, e a Betânia, que voltou de Londres. O Francisco foi o primeiro a chegar, com a esposa. Também foram Leonardo, Daniel Matos, Egon, Piguie, Laura, Ieve, Bruno, Bruno Galera, Júlia, Valdir, João Perassolo, Daniela, Ramiro, Lissandra, Renata, Ingrid, Priscila Stankowski, Daniel Chiochetta, Carlos D, Tatiana, Darisbo, Muriel, Andréia, Isabela, Rafaella, Andressa, Giane, Drégus, Cidade, Mack, Carlos Nascimento, João do Processual, Zé do Xerox, Fernanda, Bernardo, Lilly, mais algumas pessoas que eu posso ter esquecido agora e a Josiane e a minha mãe, que ficaram até o final, nem sei como agradecer.
Com a divulgação, cada vez eu me surpreendo mais. Segunda-feira a TVCom gravará comigo, lá na Galeria, para o programa Palco ("programa semanal de informação e entretenimento que mostra um panorama cultural da cidade, apresentando entrevistas, reportagens especiais, agenda cultural, shows, comentários, exposições de arte e lançamentos de livros"), que geralmente é apresentado pela Maria Paula Letti, mas ela está de férias e será a Lu Adams - conheço esse nome, só não lembro de onde. O horário do programa não é informado no site. E terça-feira será a vez da TVE, que também fará imagens comigo para um programa que eu ainda não sei qual é, porque marcaram comigo de forma indireta.
E segunda e terça seguem as gravações da Pelicano, a partir das 21h...
Achei divertido o comentário do Cidade, que ficou sabendo da exposição pelo Radar: "O Douglas desevolveu uma técnica de falar sobre todos os projetos dele em um minuto e meio..."
Confirmou-se a curiosidade do ser humano movida pela racionalidade, pois todo mundo me puxava para fazer um tour pelos corredores da galeria e explicar o que era cada uma das fotos. As pessoas precisam saber o que é, não se limitando a senti-las. Tudo bem, provavelmente eu faria o mesmo. Ou não.
Cerca de dez pessoas estavam lá não pela exposição em si. Um cego foi ver as fotos (?!), e ele apalpava (!!) todos os salgadinhos do coquetel, causando revolta em todo mundo que queria comer salgadinhos sem, digamos com eufemismo, impressões digitais. Assim como O Cego (fiquei sabendo que ele é folclórico, figura certeira em todos os coquetéis), havia mais alguns que estavam lá só pela comida. E mais alguns outros que estavam lá só porque estão em todas as aberturas de exposições: talvez porque, assim, eles, frustrados na criação artística, se sintam inseridos no meio; talvez porque eles se achem gênios da arte e considerem importantíssimas as suas presenças; talvez porque tenham outro tipo de loucura que eu não sei qual é.
Foi uma surpresa ver a Priscila, que voltou da Carolina do Norte, e a Betânia, que voltou de Londres. O Francisco foi o primeiro a chegar, com a esposa. Também foram Leonardo, Daniel Matos, Egon, Piguie, Laura, Ieve, Bruno, Bruno Galera, Júlia, Valdir, João Perassolo, Daniela, Ramiro, Lissandra, Renata, Ingrid, Priscila Stankowski, Daniel Chiochetta, Carlos D, Tatiana, Darisbo, Muriel, Andréia, Isabela, Rafaella, Andressa, Giane, Drégus, Cidade, Mack, Carlos Nascimento, João do Processual, Zé do Xerox, Fernanda, Bernardo, Lilly, mais algumas pessoas que eu posso ter esquecido agora e a Josiane e a minha mãe, que ficaram até o final, nem sei como agradecer.
Com a divulgação, cada vez eu me surpreendo mais. Segunda-feira a TVCom gravará comigo, lá na Galeria, para o programa Palco ("programa semanal de informação e entretenimento que mostra um panorama cultural da cidade, apresentando entrevistas, reportagens especiais, agenda cultural, shows, comentários, exposições de arte e lançamentos de livros"), que geralmente é apresentado pela Maria Paula Letti, mas ela está de férias e será a Lu Adams - conheço esse nome, só não lembro de onde. O horário do programa não é informado no site. E terça-feira será a vez da TVE, que também fará imagens comigo para um programa que eu ainda não sei qual é, porque marcaram comigo de forma indireta.
E segunda e terça seguem as gravações da Pelicano, a partir das 21h...
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Fotos de algumas das 64 pessoas que estiveram ontem na abertura da minha exposição fotográfica, Mínimo Intenso, na Galeria dos Arcos do Gasômetro. Obrigado a todos os que foram - e a todos os que quiseram ir mas não puderam - e a todos os comentários.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Os discos novos da Cat Power e dos Flaming Lips (sim! estou ouvindo agora!) não são mais-do-mesmo, não decepcionam e são calcados nas melodias. Embora não causem maravilhamento instantâneo, têm forte potencial para, depois de audições suficientes, figurarem entre os melhores de 2006, com o perdão da antecipação.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Exposição fotográfica é MUITO mais fácil de divulgar do que evento de música. Mínimo Intenso já está até no ClicNessa. Radar/TVE foi hoje, foi massa. O Leo Felipe tocou no assunto polêmico de se ser um "multi-artista". Amanhã é a abertura, e a parte triste é que três das pessoas mais importantes para mim não estarão presentes, porque estão em São Paulo, Punta Del Este e Torres, respectivamente. Manu, Tony e Bruna. (Sem contar o Sérgio, em Brasília.) É claro que a "culpa" não é de vocês, viu? Eu sei que não é "por mal". E sei que estão aproveitando bastante, os três. E a energia que esses três sempre me dão rende um estoque que duraria meses. Abraços demorados.
Está lá na capa. "input_output é o trabalho 'solo / individual / de-um-homem-só' de Douglas Dickel. Membro da guitar band Pelicano e da Blanched, de pós-rock, o gaúcho criou o projeto para exercitar seu lado mais autoral. Seu primeiro CD, Eu contenho todos os meus anos dentro de mim, foi lançado no final do ano passado pelo selo Open Field, ligado à distribuidora Peligro. Misturando elementos acústicos e eletrônicos, e buscando promover um árido diálogo entre o experimentalismo e a canção, o disco pode parecer 'difícil' para ouvidos leigos. Dickel afirma que de fato busca certo 'estranhamento'. Mas isso não quer dizer que seu som seja impenetrável. Em entrevista à TramaVirtual, o músico explicou o projeto." (Dagoberto Donato)
E hoje eu pesquisei na seção de Destaques, e vi que, nos Destaques do Rio Grande do Sul, a Blanched está em 1º, à frente dos Cartolas e do Júpiter Maçã.
1 Blanched
2 Cabaret HiTeC
3 Os Efervescentes
4 Estação Zoo
5 DEUS E O DIABO
6 Pull Down
7 Hipnóticos
8 Suco Eléctrico
9 Tony da Gatorra
10 carlo pianta
11 Jardineiros
12 O BADULAQUE
13 ABRIL
14 OS FLUTUANTES
15 Cartolas
16 MOTEL FLAMINGO
17 The Nobs
18 Júpiter Maçã
19 winston
20 LARANJA FREAK
O input_output só aparece detalhando Eletrônico e IDM (1º no RS e 3º no Brasil). (Eu mudei de pós-rock/experimental/minimal para eletrônico/IDM/minimal.)
Rio Grande do Sul:
1 input_output
2 ian martinez
3 Psicopatas de Jesus
4 OssomossO
Brasil:
1 Wiz Kid
2 Jait
3 input_output
4 Xepah
5 ian martinez
6 Bala - Re:Combo Remixes 2004
7 ELETRONIC GROCER
8 Tchilli rodriguez
9 Unfactory
10 mendigo
11 planc Tone
12 Amalgama Lo-Fi
13 Psicopatas de Jesus
14 Ndelay
15 Speed
16 Afrofuturismo
17 OssomossO
18 Julian Barg
Colocando o input_output em Outros/Experimental, só para testar, ele fica em 1º lugar nos Destaques do Rio Grande do Sul e em 15º nos do Brasil.
E hoje eu pesquisei na seção de Destaques, e vi que, nos Destaques do Rio Grande do Sul, a Blanched está em 1º, à frente dos Cartolas e do Júpiter Maçã.
1 Blanched
2 Cabaret HiTeC
3 Os Efervescentes
4 Estação Zoo
5 DEUS E O DIABO
6 Pull Down
7 Hipnóticos
8 Suco Eléctrico
9 Tony da Gatorra
10 carlo pianta
11 Jardineiros
12 O BADULAQUE
13 ABRIL
14 OS FLUTUANTES
15 Cartolas
16 MOTEL FLAMINGO
17 The Nobs
18 Júpiter Maçã
19 winston
20 LARANJA FREAK
O input_output só aparece detalhando Eletrônico e IDM (1º no RS e 3º no Brasil). (Eu mudei de pós-rock/experimental/minimal para eletrônico/IDM/minimal.)
Rio Grande do Sul:
1 input_output
2 ian martinez
3 Psicopatas de Jesus
4 OssomossO
Brasil:
1 Wiz Kid
2 Jait
3 input_output
4 Xepah
5 ian martinez
6 Bala - Re:Combo Remixes 2004
7 ELETRONIC GROCER
8 Tchilli rodriguez
9 Unfactory
10 mendigo
11 planc Tone
12 Amalgama Lo-Fi
13 Psicopatas de Jesus
14 Ndelay
15 Speed
16 Afrofuturismo
17 OssomossO
18 Julian Barg
Colocando o input_output em Outros/Experimental, só para testar, ele fica em 1º lugar nos Destaques do Rio Grande do Sul e em 15º nos do Brasil.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Melhor texto de divulgação até agora.
GALERIA DOS ARCOS MOSTRA 'MÍNIMO INTENSO'
Fotógrafo mostra resultado de suas andanças pela cidade com uma snapshot
A galeria dos Arcos, em Porto Alegre, recebe a partir do próximo dia 16 de fevereiro a mostra Mínimo Intenso do fotógrafo Douglas Dickel. A exposição traz 50 fotografias que retratam o que há de mais sublime em cenas consideradas cotidianas, em cidades como Curitiba, Estância Velha e Porto Alegre. Sempre com uma câmera digital no bolso, Dickel revela em suas obras um teor abstrato e minimalista. Na ocasião, o fotógrafo lançará uma série de postais com as fotos da mostra. (Fotosite)
***
Entrará um texto sobre o input_output amanhã, na Trama Virtual.
GALERIA DOS ARCOS MOSTRA 'MÍNIMO INTENSO'
Fotógrafo mostra resultado de suas andanças pela cidade com uma snapshot
A galeria dos Arcos, em Porto Alegre, recebe a partir do próximo dia 16 de fevereiro a mostra Mínimo Intenso do fotógrafo Douglas Dickel. A exposição traz 50 fotografias que retratam o que há de mais sublime em cenas consideradas cotidianas, em cidades como Curitiba, Estância Velha e Porto Alegre. Sempre com uma câmera digital no bolso, Dickel revela em suas obras um teor abstrato e minimalista. Na ocasião, o fotógrafo lançará uma série de postais com as fotos da mostra. (Fotosite)
***
Entrará um texto sobre o input_output amanhã, na Trama Virtual.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
Hoje foi a vez do jornal O Sul dar uma nota no alto da página 5 do caderno Magazine. E a Rádio Gaúcha gravou uma entrevista-de-uma-pergunta, por telefone, de surpresa (bizarro!), para o programa Gaúcha no Fim de Semana, que vai ao ar sábado, às 10h30. Ao mesmo tempo, a Trama Virtual manifestou vontade de fazer uma matéria com o input_output, talvez finalmente saia algo sobre o disco na Zero Hora, com o gancho do Prêmio London Burning e do futuro lançamento em Portugal, e serei fonte para uma reportagem da Fran Sperb sobre "carisma na internet", para uma revista feminina. (Na foto do thumbnail, Manu pilotando a equipe de montagem da exposição. Terminei de montar hoje.)

Mais fotos das gravações do disco da Pelicano no flickr do Bruno e no meu.
Mais fotos das gravações do disco da Pelicano no flickr do Bruno e no meu.
domingo, 12 de fevereiro de 2006
O Diário de Carlo Pianta:
7 de fevereiro de 2006 terça
Dia inteiro na produtora, dificuldade em achar as vozes necessárias para jingle da prefeitura de Criciúma.
Enfim a coisa foi, espero que tudo seja aprovado.
Chego em casa perto da hora de chegar a banda Pelicano para iniciarmos as gravações deles.
Sitting rápido. Melhor que nada.
Chegam os Pelicanos, gravamos quase todos os baixos, 6 de 8.
Muito legal o som deles! Participa da banda o agitado Douglas Dickel, ex-aluno e agitador de muitas coisas interessantes.
http://www.geocities.com/douglasdickel
http://www.flickr.com/photos/douglasdickel
7 de fevereiro de 2006 terça
Dia inteiro na produtora, dificuldade em achar as vozes necessárias para jingle da prefeitura de Criciúma.
Enfim a coisa foi, espero que tudo seja aprovado.
Chego em casa perto da hora de chegar a banda Pelicano para iniciarmos as gravações deles.
Sitting rápido. Melhor que nada.
Chegam os Pelicanos, gravamos quase todos os baixos, 6 de 8.
Muito legal o som deles! Participa da banda o agitado Douglas Dickel, ex-aluno e agitador de muitas coisas interessantes.
http://www.geocities.com/douglasdickel
http://www.flickr.com/photos/douglasdickel
No dia 18 de abril sai mais um disco dos The Fiery Furnaces, que lançaram dois em 2005. 'Bitter tea' não sairá pela gravadora da dupla, a Rough Trade, mas pelo Fat Possum, um selo do Mississippi - de blues, é claro. "'Bitter tea' is a very girly record: bouncy and full of candy-colored sounds. There's backwards stuff on every song. A lot of backwards singing, a lot of backwards everything in the texture of the music."
O Massive Attack está trabalhando no sucessor de '100th window', 'Weather underground', mas não o lançará antes de 2007. Robert "3-D" Del Naja e o produtor Neil Davidge estão em estúdio com o pessoal da banda TV On The Radio (?!) e com a antiga colaboradora Liz Fraser (dos Cocteau Twins, que cantou 'Teardrop').
Outro disco de banda-que-não-lança-nada-há-alguns-anos e que sairá em breve é o novo do Built To Spill. E o Radiohead, que está sem gravadora, quando será que lança?
O Massive Attack está trabalhando no sucessor de '100th window', 'Weather underground', mas não o lançará antes de 2007. Robert "3-D" Del Naja e o produtor Neil Davidge estão em estúdio com o pessoal da banda TV On The Radio (?!) e com a antiga colaboradora Liz Fraser (dos Cocteau Twins, que cantou 'Teardrop').
Outro disco de banda-que-não-lança-nada-há-alguns-anos e que sairá em breve é o novo do Built To Spill. E o Radiohead, que está sem gravadora, quando será que lança?
Um dos pais da música eletrônica eletroacústica.
Eu não tinha percebido que o Tony, na sua lista de melhores de 2005, colocou o input_output e antes de Lightning Bolt (uma das bandas preferidas dele), Sigur Rós, Architecture In Helsinki e Foo Fighters (esses dois ficaram entre os meus dez favoritos do ano passado).
1) Broken Social Scene - broken social scene
2) Clap Your Hands Say Yeah - clap your hands say yeah
3) A Silver Mt. Zion - horses in the sky
4) Animal Collective - feels
5) Arab Strap - the last romance
6) The Decemberists - picaresque
7) Stars - set yourself on fire
8) Hrsta - stem stem in electro
9) Sufjan Stevens - illinois
10) Malcolm Middleton - into the woods
11) Input_Output - eu contenho todos os meus anos dentro de mim
12) Lightning Bolt - hypermagic mountain
13) Of Montreal - the sunlandic twins
14) Wolf Parade - apologies to queen mary
15) Sigur Rós - takk
16) The Kills - no wow
17) Architecture in Helsinki - in case we die
18) Vitalic - ok cowboy
19) Sons and Daughters - the repulsion box
20) Mew - and the glass handed kites
21) Giant Drag - hearts and unicorns
22) Franz Ferdinand - you could have it so much better
23) CocoRosie - noah's ark
24) The Boy Least Likely To - best party ever
25) Test Icicles - for screening purposes only
26) Maximo Park - a certain trigger
27) Sleater-Kinney - the woods
28) Xiu Xiu - la foret
29) Hangedup - clatter for control
30) Foo Fighters - in your honor
31) 65daysofstatic - one time for all time
32) Bell Orchestre - recording a tape in the colour of light
33) Red Sparowes - at the soundless dawn
34) The Books - lost and safe
35) Artificial - free usa
36) Boards of Canada - campfire headphase
1) Broken Social Scene - broken social scene
2) Clap Your Hands Say Yeah - clap your hands say yeah
3) A Silver Mt. Zion - horses in the sky
4) Animal Collective - feels
5) Arab Strap - the last romance
6) The Decemberists - picaresque
7) Stars - set yourself on fire
8) Hrsta - stem stem in electro
9) Sufjan Stevens - illinois
10) Malcolm Middleton - into the woods
11) Input_Output - eu contenho todos os meus anos dentro de mim
12) Lightning Bolt - hypermagic mountain
13) Of Montreal - the sunlandic twins
14) Wolf Parade - apologies to queen mary
15) Sigur Rós - takk
16) The Kills - no wow
17) Architecture in Helsinki - in case we die
18) Vitalic - ok cowboy
19) Sons and Daughters - the repulsion box
20) Mew - and the glass handed kites
21) Giant Drag - hearts and unicorns
22) Franz Ferdinand - you could have it so much better
23) CocoRosie - noah's ark
24) The Boy Least Likely To - best party ever
25) Test Icicles - for screening purposes only
26) Maximo Park - a certain trigger
27) Sleater-Kinney - the woods
28) Xiu Xiu - la foret
29) Hangedup - clatter for control
30) Foo Fighters - in your honor
31) 65daysofstatic - one time for all time
32) Bell Orchestre - recording a tape in the colour of light
33) Red Sparowes - at the soundless dawn
34) The Books - lost and safe
35) Artificial - free usa
36) Boards of Canada - campfire headphase
Bruno: "Amanhã [hoje, domingo] eu e o Douglas começaremos a gravar as primeiras partes de guitarra do vindouro disco da Pelicano. Estou deveras ansioso. Não entro num estúdio pra meter a mão na massa desde 2001, salvo engano. É cansativo, enervante, mas divertido demais. A melhor parte será, depois de gravar as bases, inventar coisas para enriquecer o produto. Em algumas músicas, ouço distorções sem sentido vindo do espaço e dando em nada, e quero tentar colocar isso em ação. Espero não me arrepender de optarmos pelo timbre de amplificadores pré-valvulados. Faz tempo que cansei dessa ditadura do som cremoso. Teremos bons pedais (Big Muff, Turbo Distortion, um Rat insano feito pelo Hugo pro Douglas), três guitarras diferentes (sendo uma Gibson com humbuckers cedida gentilmente pelo Mateus) e o ouvido privilegiado do Pianta para reger o caos. Vai ser massa."
"A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre terá uma programação intensa em 2006 em suas galerias dedicadas a mostras fotográficas. Alguns dos projetos que serão expostos foram escolhidos através de ddital aberto aos fotógrafos interessados. Em seleção realizada em novembro de 2005, um júri composto pelo Coordenador de Cinema, Vídeo e Foto Bernardo de Souza e pelos fotógrafos Guilherme Lund e Adriane Vasquez selecionou, para a Galeria dos Arcos, Marcelo Donadussi, de Porto Alegre, com uma série fotográfica sob curadoria de Jaqueline Joner. Para a Galeria Lunara foram selecionados os fotógrafos Jorge Soledar, de Porto Alegre, com a mostra "Puzzleman Lights", e o paranaense Tom Lisboa, com sua proposta de "Polaroides (in)visíveis". Outra mostra prevista para a Galeria dos Arcos já no inicio de 2006 é "Mínimo Intenso", de Douglas Dickel, que teve seu projeto aprovado pelo Fumproarte, com 50 fotografias. Em breve será divulgado o cronograma de exposições do ano de 2006, e mais detalhes sobre as outras mostras. Informações pelo 51-3212-5928." (Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul/Portal Imprensa - Revista Imprensa Online)
Saiu mais no "destaque de fotografia" do site da Secretaria Municipal de Cultura, no Qual É A Boa?, no PAlegre, na Contracapa do Segundo Caderno da Zero Hora de ontem e no blog do Eduardo Nasi.
Saiu mais no "destaque de fotografia" do site da Secretaria Municipal de Cultura, no Qual É A Boa?, no PAlegre, na Contracapa do Segundo Caderno da Zero Hora de ontem e no blog do Eduardo Nasi.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Gostei desta minha frase contida num comentário ao Tony. "A obra artística tem mais do artista do que a visão que ele próprio tem de si mesmo."
Depois de tantos filmes ruins, durante meses ('Videodrome' é infelizmente uma merda), finalmente vi dois filmes bons, e suas qualidades estão basicamente em suas histórias de paixão (1) e amor (2). Chorei em cenas dos dois.

(1) 'Jornada da alma' ('The keeper soul') é sobre Sabina Spielrein ["spielrein" quer dizer "fair play"], uma russa internada na Suíça em 1904, com 19 anos e o diagnóstico de histeria. Carl Gustav Jung assumiu o caso dela e utilizou pela primeira vez os métodos da psicanálise de seu mestre, Freud, que inclui um relacionamento profundo com o (a) paciente. A história começa com a angústia da Sabina ("When I'm dead, I want Dr. Jung to have my head, only he is to open and accept, I want my body to be cremated, and the ashes to be scattered beneath an old tree, in which is written: 'I too was a human being'."), até que muitas coisas acontecem no filme.
(2) 'Johnny e June' ('Walk the line') ainda nem estreiou, não há imagens do filme na internet, mas eu e a Manu assistimos a ele ontem, em pré-estréia no Cinesystem do Shopping Total. São as histórias do Johnny Cash & do Johnny Cash com a June Carter (abaixo uma foto dos próprios).

"June morreu no dia 15 de meio de 2003 e Johnny a seguiu quatro meses depois, em 12 de setembro." Arrepio.
(1) 'Jornada da alma' ('The keeper soul') é sobre Sabina Spielrein ["spielrein" quer dizer "fair play"], uma russa internada na Suíça em 1904, com 19 anos e o diagnóstico de histeria. Carl Gustav Jung assumiu o caso dela e utilizou pela primeira vez os métodos da psicanálise de seu mestre, Freud, que inclui um relacionamento profundo com o (a) paciente. A história começa com a angústia da Sabina ("When I'm dead, I want Dr. Jung to have my head, only he is to open and accept, I want my body to be cremated, and the ashes to be scattered beneath an old tree, in which is written: 'I too was a human being'."), até que muitas coisas acontecem no filme.
(2) 'Johnny e June' ('Walk the line') ainda nem estreiou, não há imagens do filme na internet, mas eu e a Manu assistimos a ele ontem, em pré-estréia no Cinesystem do Shopping Total. São as histórias do Johnny Cash & do Johnny Cash com a June Carter (abaixo uma foto dos próprios).
"June morreu no dia 15 de meio de 2003 e Johnny a seguiu quatro meses depois, em 12 de setembro." Arrepio.
Minha exposição de fotos financiada pelo Fumproarte, 'Mínimo intenso', abre no próximo dia 16, daqui a duas quintas-feiras! Vai ser na Galeria dos Arcos, da Usina do Gasômetro, com 50 fotografias à mostra e lançamento de cartões-postais com imagens enquadradas por mim. O coquetel de abertura começa às 19h30, quinta-feira, dia 16, e a Galeria dos Arcos fica no andar térreo do Gasômetro (Av. Pres. João Goulart, 551, Porto Alegre). A exposição poderá ser visitada até 12 de março, de terça a domingo, das 9 às 21 horas. (Veja a divulgação da Secretaria Municipal de Cultura.)
Coloquei o improviso do input_output lá no Tramavirtual, em três partes, porque eles aceitam somente arquivos com no máximo 10 Mb - mas ouça as três partes coladas, emendadas. E incluí também o MP3 de 'Indústria brasileira de lavadoras automáticas', que ainda não estava lá.
O Sonic Youth terminou de gravar e agora está mixando o novo CD, que talvez se chame 'Do you believe in the rapture?', ao invés do já anunciado 'Sonic life'. Thurston Moore diz que a banda espera lançar o álbum em junho, e que ele terá 11 ou 12 faixas. De acordo com ele, a saída do Jim O'Rourke determinou a cara do novo disco. "Nossos últimos discos estavam mais complexos por causa de um novo elemento musical na banda. Este será mais rock, curiosamente uma volta ao estilo original do Sonic Youth. Eu estou cantando seis músicas, Kim cinco e Lee uma [ah, só...]." (CMJ)
O Tony me passou uma quote do Perassolo: "Esta é a última Noisy. A festa deixa de existir e passa a agir somente como produtora. Ou seja: onde você encontrar nosso logo, pode confiar. (Já temos dois eventos incríveis programados para março, fiquem ligados). E por que terminar? Simples: porque as coisas têm início, meio e fim." A foto acima foi no aniversário de um ano da Poa Róque Town, na última sexta-feira. O três da foto discotecamos na primeira Noisy de que eu participei; depois, eu toquei em mais três. Que venham os novos inícios, meios e fins. Update sobre o Fora da Casinha: tentaremos que seja no Circuito Bar.
domingo, 5 de fevereiro de 2006
Hello,
You have a file named "input_output - polissonografia.mp3" (15882 KB) from douglasdickel waiting for download.
douglasdickel says:
Polissonografia - single de entressafra do input_output; 16:56 de improviso. Batidas e vozes por Rodrigo Souto, exceto os gemidos de prazer.
You can click on the following link to retrieve your file. The link will expire in 7 days and will be available for a limited number of downloads.
input_output - polissonografia.mp3 (15882 KB)
The YouSendIt Team
You have a file named "input_output - polissonografia.mp3" (15882 KB) from douglasdickel waiting for download.
douglasdickel says:
Polissonografia - single de entressafra do input_output; 16:56 de improviso. Batidas e vozes por Rodrigo Souto, exceto os gemidos de prazer.
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input_output - polissonografia.mp3 (15882 KB)
The YouSendIt Team
É engraçado o jeito como as coisas acontecem, é fascinante.
Eu gostei de Chemical Brothers e de Prodigy desde que os ouvi pela primeira vez. De Portishead e Massive Attack, e Tricky, idem. Mas eram artistas isolados no meu rol de gostos, representantes de estilos específicos - big beat e trip hop.
Em outubro de 2000, 'Kid A' recém lançado pelo Radiohead, saiu uma matéria no MusicZine, que eu editava na época, com três opiniões sobre o sucessor de 'OK computer'. Na chamada de capa, "Kid A surpreende com experimentalismo eletrônico e quase sem guitarras". E a minha opinião era: "O Radiohead escolheu mudar, mas ficou parecendo que o motivo foi falta de inspiração. (...) De resto, seis faixas que mexem com pseudomaluquices e timbres frios e fracos que lembram Aphex Twin (...)."
Era a primeira vez que um artista de que eu gostava tinha descoberto a eletrônica, mas foi um baque, não era aquilo que eu esperava do Radiohead naquele momento. Depois, acabei gostando do disco, e inclusive ele e o 'Amnesiac' tornaram-se os discos que eu mais ouço da banda.
Algum tempo depois, na época do lançamento de 'Yoshimi' e 'Think tank', eu escrevi um post aqui questionando se dali a algum tempo não haveria mais bandas fazendo rock sem eletrônica.
Passado mais um tempo nesse meu filmezinho, chegou a época em que eu descobri o que eu tinha que fazer, como criador, e descobri isso ao procurar um som que eu desejava ouvir, mas esse som não existia, era o meu que estava por vir. Então fiz o disco do input_output. Alguns meses mais tarde, o André Gomes fez aquele entrevista comigo para o site português Bodyspace. Uma das questões perguntava como se dava a minha relação com a música eletrônica:
Como nasceu a direcção essencialmente electrónica seguida em Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim? É uma área na qual já vinha trabalhando nos últimos tempos?
Como nasceu realmente eu não sei. Uma área que faz parte de mim é o minimalismo - que também está presente na electrónica. A matemática sempre foi a minha disciplina predilecta, então há uma influência dela na minha arte. "Caos Organizado", como disse uma vez um professor meu.
Fiquei refletindo sobre esse trecho e não sei como e quando exatamente eu comecei a ir atrás de sons eletrônicos no All Music Guide e no Soulseek. Então foi a minha vez de, através de um input, descobrir conscientemente a música eletrônica, que já tinha aparecido na forma de output, na minha criação. Ela aumenta enormemente o leque de possibilidades criativas ousadas e provocadoras de sensações físicas.
Descobri Oval, Autechre, Dntel, Pita, Pan Sonic, Múm etc., o que acabou abrindo a minha mente também para projetos com elementos de eletrônica pop, como Architecture In Helsinki e The Fiery Furnaces, e projetos de avant-pop, como Animal Collective. Até de rap eu fui atrás.
***
Ontem eu instalei dois softwares sintetizadores que eu havia baixado. O GranuLab é autosuficiente, você aciona o play e ele toca um som que você vai modulando em vários parâmetros, através do "método de síntese granular". Cada configuração legal que você fizer é possível salvar em um patch, e depois de vários patchs salvos dá para ficar viajando de um para o outro, e ele faz a transição de uma configuração para a outra como se fosse manualmente, ou seja, como se fosse você mexendo nos "botões". Já o CrusherXLive é semelhante ao Max/MSP que o Dennis McNulty usa: você tem espaço para carregar quatro samples seus e pode ficar jogando com eles, e modulando cada um deles. Concomitantemente, há um sintetizador, no painel, que você pode acionar juntamente com os samples. Nesse, fiquei improvisando por mais de uma hora e gravei o resultado. Com alguma edição, pode se transformar num single do input_output.
Eu gostei de Chemical Brothers e de Prodigy desde que os ouvi pela primeira vez. De Portishead e Massive Attack, e Tricky, idem. Mas eram artistas isolados no meu rol de gostos, representantes de estilos específicos - big beat e trip hop.
Em outubro de 2000, 'Kid A' recém lançado pelo Radiohead, saiu uma matéria no MusicZine, que eu editava na época, com três opiniões sobre o sucessor de 'OK computer'. Na chamada de capa, "Kid A surpreende com experimentalismo eletrônico e quase sem guitarras". E a minha opinião era: "O Radiohead escolheu mudar, mas ficou parecendo que o motivo foi falta de inspiração. (...) De resto, seis faixas que mexem com pseudomaluquices e timbres frios e fracos que lembram Aphex Twin (...)."
Era a primeira vez que um artista de que eu gostava tinha descoberto a eletrônica, mas foi um baque, não era aquilo que eu esperava do Radiohead naquele momento. Depois, acabei gostando do disco, e inclusive ele e o 'Amnesiac' tornaram-se os discos que eu mais ouço da banda.
Algum tempo depois, na época do lançamento de 'Yoshimi' e 'Think tank', eu escrevi um post aqui questionando se dali a algum tempo não haveria mais bandas fazendo rock sem eletrônica.
Passado mais um tempo nesse meu filmezinho, chegou a época em que eu descobri o que eu tinha que fazer, como criador, e descobri isso ao procurar um som que eu desejava ouvir, mas esse som não existia, era o meu que estava por vir. Então fiz o disco do input_output. Alguns meses mais tarde, o André Gomes fez aquele entrevista comigo para o site português Bodyspace. Uma das questões perguntava como se dava a minha relação com a música eletrônica:
Como nasceu a direcção essencialmente electrónica seguida em Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim? É uma área na qual já vinha trabalhando nos últimos tempos?
Como nasceu realmente eu não sei. Uma área que faz parte de mim é o minimalismo - que também está presente na electrónica. A matemática sempre foi a minha disciplina predilecta, então há uma influência dela na minha arte. "Caos Organizado", como disse uma vez um professor meu.
Fiquei refletindo sobre esse trecho e não sei como e quando exatamente eu comecei a ir atrás de sons eletrônicos no All Music Guide e no Soulseek. Então foi a minha vez de, através de um input, descobrir conscientemente a música eletrônica, que já tinha aparecido na forma de output, na minha criação. Ela aumenta enormemente o leque de possibilidades criativas ousadas e provocadoras de sensações físicas.
Descobri Oval, Autechre, Dntel, Pita, Pan Sonic, Múm etc., o que acabou abrindo a minha mente também para projetos com elementos de eletrônica pop, como Architecture In Helsinki e The Fiery Furnaces, e projetos de avant-pop, como Animal Collective. Até de rap eu fui atrás.
***
Ontem eu instalei dois softwares sintetizadores que eu havia baixado. O GranuLab é autosuficiente, você aciona o play e ele toca um som que você vai modulando em vários parâmetros, através do "método de síntese granular". Cada configuração legal que você fizer é possível salvar em um patch, e depois de vários patchs salvos dá para ficar viajando de um para o outro, e ele faz a transição de uma configuração para a outra como se fosse manualmente, ou seja, como se fosse você mexendo nos "botões". Já o CrusherXLive é semelhante ao Max/MSP que o Dennis McNulty usa: você tem espaço para carregar quatro samples seus e pode ficar jogando com eles, e modulando cada um deles. Concomitantemente, há um sintetizador, no painel, que você pode acionar juntamente com os samples. Nesse, fiquei improvisando por mais de uma hora e gravei o resultado. Com alguma edição, pode se transformar num single do input_output.
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retrospectivas
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006
CURSO DE INTRODUÇÃO AO GUITAR CRAFT
Aberto a participantes de qualquer nível, do totalmente iniciante ao avançado. Serão apresentadas as técnicas básicas do Guitar Craft, empregando a nova afinação (NST). Pré-requisito para participar do Level 1, dirigido por Robert Fripp [King Crimson, David Bowie 'Scary monsters']. Será realizado de 17 a 19 de fevereiro de 2006.
Local: Casa de Encontro São Lorenzo de Brindisi
Rua Paulino Chaves, 291
Bairro Santo Antonio - Porto Alegre
Diretor: Ignacio Gracian - Violonista argentino instrutor da Guitar Craft
Para se cadastrar responda a estas perguntas:
- Quem é você? (Nome, relação com o violão.)
- Por que deseja participar do curso?
- Qual é o seu objetivo em relação ao curso?
Envie as respostas para pereyrajorge*hotmail.com ou para carlomp*terra.com. O custo total do curso é de R$ 250,00. O caráter residencial do mesmo inclui alojamento e refeições.
Aberto a participantes de qualquer nível, do totalmente iniciante ao avançado. Serão apresentadas as técnicas básicas do Guitar Craft, empregando a nova afinação (NST). Pré-requisito para participar do Level 1, dirigido por Robert Fripp [King Crimson, David Bowie 'Scary monsters']. Será realizado de 17 a 19 de fevereiro de 2006.
Local: Casa de Encontro São Lorenzo de Brindisi
Rua Paulino Chaves, 291
Bairro Santo Antonio - Porto Alegre
Diretor: Ignacio Gracian - Violonista argentino instrutor da Guitar Craft
Para se cadastrar responda a estas perguntas:
- Quem é você? (Nome, relação com o violão.)
- Por que deseja participar do curso?
- Qual é o seu objetivo em relação ao curso?
Envie as respostas para pereyrajorge*hotmail.com ou para carlomp*terra.com. O custo total do curso é de R$ 250,00. O caráter residencial do mesmo inclui alojamento e refeições.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Gravei em MP3 o uso do input_output como trilha no programa Enfoque, hoje, na TVE do Paraná. (Foram três arquivos, três músicas: 'Escombros', 'Joseph Campbell' e 'Joelho'.) Mas esta parte eu perdi de gravar: "... e, de fundo, a banda gaúcha de pós-rock, inpúti_outipúti." Foi massa, de qualquer forma. Obra do Abonico Smith (ex-colaborador da Bizz e editor do site Bacana), apesar de ele ter escrito para mim, no messenger, "o disco é muito estranho".
Date: Thu, 2 Feb 2006 12:45:15 -0200
Subject: input output no enfoque
From: "abonico"
To: "flavia.durante"
CC: "douglasdickel"
oi flavia! oi douglas!
input output hj na trilha do enfoque!
Vcs podem ver ai por parabolica (1320mhz, polarização horizontal, para toda a america latina) ou no site da emissora (www.pr.gov.br/rtve) [TVE de Curitiba]
o enfoque vai ao ar às 19h40.
Subject: input output no enfoque
From: "abonico"
To: "flavia.durante"
CC: "douglasdickel"
oi flavia! oi douglas!
input output hj na trilha do enfoque!
Vcs podem ver ai por parabolica (1320mhz, polarização horizontal, para toda a america latina) ou no site da emissora (www.pr.gov.br/rtve) [TVE de Curitiba]
o enfoque vai ao ar às 19h40.
O input_output está/ficou em terceiro na votação do público do prêmio London Burning 2005, com 10 votos (obrigado!). O Flanicx está/ficou em primeiro com 27 e o Cansei De Ser Sexy em segundo com 16. O próprio Flanicx votou no input_output e deixou um scrap para mim dizendo que viu influência de Boards Of Canada. Ainda tem a votação da crítica, que, se não me engano, tem peso maior para a pontuação final.
(Update: ficou. "1.2.2 MELHOR DISCO DE ELETRÔNICA - Cinco discos serão selecionados para a grande final. O vencedor será escolhido por votação do público pela Internet." E a votação encerrou anteontem. No Prêmio 2004, a Blanched ficou em segundo na categoria Melhor Demo/EP/CD-R.)
Os ensaios do input_output combo seguem, e no mais recente incoroporamos o meu Roland JX-3P como segundo synth da banda, junto com o Alesis Micron do Mateus. Ficou maravilhoso. Não vejo a hora de estreiar.
As baterias do disco da Pelicano já estão gravadas, terça-feira é a vez do baixo.
Estou estraçalhado de ansiedade com os preparativos da minha exposição de fotos. O coquetel de abertura será no dia 16, quinta-feira, às 19h30, lá na Galeria dos Arcos (Gasômetro).
Amanhã vou atrás de teclados Casio usados, aspiradores de pó barulhentos e Game Boy. Há dois cartuchos para esse videogame que o transformam em sintetizador: o NanoLoop e o LittleSoundDJ. Compacto, barato e lo-fi, não preciso de mais nada. Mas parece que esses cartuchos não estão mais à venda em lojas, só se conseguem usados. Vamos ver se os camelôs não conseguem uns piratas.
(Update: ficou. "1.2.2 MELHOR DISCO DE ELETRÔNICA - Cinco discos serão selecionados para a grande final. O vencedor será escolhido por votação do público pela Internet." E a votação encerrou anteontem. No Prêmio 2004, a Blanched ficou em segundo na categoria Melhor Demo/EP/CD-R.)
Os ensaios do input_output combo seguem, e no mais recente incoroporamos o meu Roland JX-3P como segundo synth da banda, junto com o Alesis Micron do Mateus. Ficou maravilhoso. Não vejo a hora de estreiar.
As baterias do disco da Pelicano já estão gravadas, terça-feira é a vez do baixo.
Estou estraçalhado de ansiedade com os preparativos da minha exposição de fotos. O coquetel de abertura será no dia 16, quinta-feira, às 19h30, lá na Galeria dos Arcos (Gasômetro).
Amanhã vou atrás de teclados Casio usados, aspiradores de pó barulhentos e Game Boy. Há dois cartuchos para esse videogame que o transformam em sintetizador: o NanoLoop e o LittleSoundDJ. Compacto, barato e lo-fi, não preciso de mais nada. Mas parece que esses cartuchos não estão mais à venda em lojas, só se conseguem usados. Vamos ver se os camelôs não conseguem uns piratas.
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