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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sábado, 29 de dezembro de 2012

Trevor Link:
Near the end of Hannah Takes the Stairs, there’s a moment between Hannah (Greta Gerwig) and Matt (Kent Osborne) that is particularly impressive. Whereas Kissing on the Mouth(2005) and LOL(2006) focus largely on the obstacles to communication and on frustrated attempts at intimacy, this scene between Hannah/Greta and Matt/Kent is perhaps the first genuinely unguarded moment in Joe Swanberg’s films. Filmmaker Tom Russell has also isolated this moment, writing in early 2008 (at a time Hannah was Swanberg’s most recent film) that the scene is the “best moment” in all of Swanberg’s work. Noting the moment’s “emotional complexity,” Russell further praises Swanberg’s direction, arguing that although Gerwig might have had a huge role in creating this moment, it is nevertheless true that “an actor cannot create a moment like that in a vacuum.” Hannah is the first film in Swanberg’s body of work where we actually see this mask slip. And what is remarkable about this moment is not just the sight of someone without the lid sealed tightly over the currents of her emotion life but instead how affecting it is to see someone in the midst of revealing herself, someone who doesn’t even yet know that she is about to bare herself before another person but who is figuring everything out in the moment.
The complex process by which an individual processes her emotions in the moment and responds to the presence of another human being is made visible through Gerwig’s (the actor’s) own struggle to let her character (Hannah) emerge through her performance. If Swanberg’s approach to acting can seem unpolished and even crude, there is a purpose to it: by handing over to the audience performances that are not (what we would consider) fully-formed, Swanberg shows the uncanny ruptures of social interaction gone rogue. What we all know to exist but are disturbed by actually witnessing, our deepest emotions are now uncanny breaches of a superficial culture. In this scene, Gerwig’s Hannah is having a conversation with Osborne’s Matt, a coworker. Hannah has been dating another coworker, Paul (Andrew Bujalski), but when problems arise between them, she predictably gravitates toward Matt.
After hanging out a few times, alone or with others, Hannah and Matt have a conversation at her home, after which they begin to kiss (with the suggested possibility that they then have sex). Hannah is not only navigating the complexities of a workplace romance in the context her, Paul, and Matt all working closely together, she is also attempting to make sense of her newfound feelings for Matt. In situations like these, we invariably put up fronts, wear masks, because not only might emotional directness be dangerous, it would also sound strangely and fruitlessly awkward. It’s not just that we don’t tell each other how we really feel, it’s that the shortest distance in this case is not a straight line. Human relationships are inherently messy, requiring that we take circuitous routes in order to arrive at some form of honesty and candor. The result is often uncanny: the proper functioning of our social equipment breaks down and our emotional innards uncontrollably spill out for all to see. Much like the work of an actor, this is the result of a process of “arriving at” someplace honest, a locality not visible on the maps of social interaction.
This is exactly what occurs between Hannah and Matt. After hearing Matt reveal his struggles with depression, including his very vulnerable need for anti-depressant medication, Hannah is moved to see beyond her narcissistic use of Matt as a diversion from the problems in her relationship with Paul. No doubt, she had always been aware that other people have problems that rise above her own, but in this moment, another human being’s needs unabatingly push back against her own self-involvement. As Hannah/Greta sputters, attempting to corral in her loose thoughts and feelings, we do not see a volitional unmasking but rather the spasmodic breakdown of the numerous screens that project social competence despite the churning of emotions underneath. Like the air being sliced clean through, Gerwig’s performance disturbs the complacent normalcy that pervaded Swanberg’s work up until this point. It is perhaps also the first moment of what we might call “drama” to appear in a Swanberg film, though these moments appear liberally in his subsequent films.

This is exactly what occurs between Hannah and Matt. After hearing Matt reveal his struggles with depression, including his very vulnerable need for anti-depressant medication, Hannah is moved to see beyond her narcissistic use of Matt as a diversion from the problems in her relationship with Paul. No doubt, she had always been aware that other people have problems that rise above her own, but in this moment, another human being’s needs unabatingly push back against her own self-involvement. As Hannah/Greta sputters, attempting to corral in her loose thoughts and feelings, we do not see a volitional unmasking but rather the spasmodic breakdown of the numerous screens that project social competence despite the churning of emotions underneath. Like the air being sliced clean through, Gerwig’s performance disturbs the complacent normalcy that pervaded Swanberg’s work up until this point. It is perhaps also the first moment of what we might call “drama” to appear in a Swanberg film, though these moments appear liberally in his subsequent films.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
If algum lusófono:
- foi corajoso para ver A Torinói Ló;
- não se matou após ou durante o filme;
- não ficou sem vontade de nunca mais ouvir falar no assunto;
- ficou angustiado e curioso para saber se existe algum socorro na internet;
deve, then, visitar esta página, de cujo autor eu não encontrei a assinatura.
"Tudo está arruinado, mas posso dizer que foram eles que arruinaram e degradaram tudo. Porque esse tipo de cataclisma não viria sem uma inocente ajuda humana. Pelo contrário... Estou falando da mente humana, da sua capacidade de julgar a si mesma. E claro que Deus tem uma mão nisso, ou, ouso dizer: tem parte nisso. E, seja qual for a sua parte, é a criação mais horrível que se pode imaginar. Porque, você vê, o mundo foi degradado. Então não importa o que eu digo, porque tudo foi degradado assim que foi adquirido, e visto que eles adquiriram tudo de forma sorrateira, insidiosa, eles degradaram tudo. Porque tudo que eles tocam, e eles tocam tudo, foi degradado. E assim será até o triunfo final, até o triunfante final. Adquire, destroi. Destroi, adquire. Posso escolher outras palavras, se você quiser: toca, destroi e com isso adquire, ou toca, adquire e então destroi. E tem sido assim por séculos. Sempre, sempre e sempre. Às vezes dissimuladamente, às vezes arrogantemente, às vezes, delicadamente, às vezes violentamente... mas sempre e sempre. Sempre da mesma forma, como um ataque de ratos em uma emboscada."
- foi corajoso para ver A Torinói Ló;
- não se matou após ou durante o filme;
- não ficou sem vontade de nunca mais ouvir falar no assunto;
- ficou angustiado e curioso para saber se existe algum socorro na internet;
deve, then, visitar esta página, de cujo autor eu não encontrei a assinatura.
"Tudo está arruinado, mas posso dizer que foram eles que arruinaram e degradaram tudo. Porque esse tipo de cataclisma não viria sem uma inocente ajuda humana. Pelo contrário... Estou falando da mente humana, da sua capacidade de julgar a si mesma. E claro que Deus tem uma mão nisso, ou, ouso dizer: tem parte nisso. E, seja qual for a sua parte, é a criação mais horrível que se pode imaginar. Porque, você vê, o mundo foi degradado. Então não importa o que eu digo, porque tudo foi degradado assim que foi adquirido, e visto que eles adquiriram tudo de forma sorrateira, insidiosa, eles degradaram tudo. Porque tudo que eles tocam, e eles tocam tudo, foi degradado. E assim será até o triunfo final, até o triunfante final. Adquire, destroi. Destroi, adquire. Posso escolher outras palavras, se você quiser: toca, destroi e com isso adquire, ou toca, adquire e então destroi. E tem sido assim por séculos. Sempre, sempre e sempre. Às vezes dissimuladamente, às vezes arrogantemente, às vezes, delicadamente, às vezes violentamente... mas sempre e sempre. Sempre da mesma forma, como um ataque de ratos em uma emboscada."
"Quando reclamamos, o fazemos através de palavras, gestos e emoções. É todo um processo de desgaste e perda de energia, tanto para o que reclama quanto para o que ouve. Todo o nosso bem-estar é 'envenenado' quando começamos com as reclamações e lamentações." (Bruno Soalheiro, psicólogo)
"Reclamar é uma maneira de chamar atenção para si mesmo. Muitas pessoas reclamam muito por terem baixa autoestima, por se sentirem inseguras ou como desculpa para não se expandirem, para não se esforçarem." (Emilce Shrividya Starling)
"Diz-se no budismo que quem se queixa tem falta de compreensão." (Sadhakamc)
"Os defeitos que nos preocupam nos outros deveriam ser reconhecidos em nós mesmos com o mesmo interesse. Os defeitos dos outros são um reflexo dos nossos próprios, pois do contrário não seríamos capazes de reconhecê-los. Quando vemos alguém com raiva ou exibindo-se com ostentação, nós reconhecemos esses defeitos por já termos experienciado esses estados em nós mesmos. Nós sabemos como essas reações emocionais surgem e como as sentimos." (Ayya Khema)
"Reclamar é uma maneira de chamar atenção para si mesmo. Muitas pessoas reclamam muito por terem baixa autoestima, por se sentirem inseguras ou como desculpa para não se expandirem, para não se esforçarem." (Emilce Shrividya Starling)
"Diz-se no budismo que quem se queixa tem falta de compreensão." (Sadhakamc)
"Os defeitos que nos preocupam nos outros deveriam ser reconhecidos em nós mesmos com o mesmo interesse. Os defeitos dos outros são um reflexo dos nossos próprios, pois do contrário não seríamos capazes de reconhecê-los. Quando vemos alguém com raiva ou exibindo-se com ostentação, nós reconhecemos esses defeitos por já termos experienciado esses estados em nós mesmos. Nós sabemos como essas reações emocionais surgem e como as sentimos." (Ayya Khema)
domingo, 23 de dezembro de 2012
"Trabalhos cada vez mais numerosos esclarecem as estruturas do imaginário e a função simbolizante da imaginação. Não se admite hoje desconhecer realidades tão atuantes. Todas as ciências do homem, como as artes e as técnicas que delas derivam, encontram símbolos no caminho. Devem conjugar esforços para decifrarem os enigmas que esses símbolos propõem; associam-se para mobilizar a energia condensada que neles se encerra. Seria dizer pouco que vivemos num mundo de símbolos; um mundo de símbolos vive em nós." (CHEVALIER e GHEERBRANT, Dicionário de Símbolos)
"O símbolo, como categoria transcendente da 'altura', do supraterrestre, do infinito, revela-se ao homem por inteiro, tanto à sua inteligência quanto à sua alma. O simbolismo é um dado imediato da consciência total, isto é, do homem que se descobre a si mesmo como tal, do homem que toma consciência de sua posição no Universo; essas descobertas primordiais estão ligadas de modo tão orgânico ao seu drama, que o próprio simbolismo determina tanto a atividade de seu subconsciente como as mais nobres expressões de sua vida espiritual." (Mircea Eliade)
"A análise que fragmenta e pulveriza é impotente para captar a riqueza do símbolo; a intuição nem sempre o consegue; para isso, ela deve ser eminentemente sintética e simpática, isto é, partilhar e provar uma certa visão do mundo. Porque o símbolo tem, como privilégio, concentrar sobre a realidade de partida todas as forças evocadas por cada uma dessas imagens e por suas análogas, em todos os planos do cosmos e em todos os níveis da consciência. Cada símbolo é um microcosmo, um mundo total." (Chevalier & Gheerbrant)
"O desconhecido do símbolo não é, com efeito, o vazio da ignorância; é, sobretudo, o indeterminado do pressentimento. Uma imagem vetorial recobrirá esse indeterminado de um véu que será, ao mesmo tempo, uma primeira indicação ou revelação. Consequentemente, o símbolo exerce função de substituto. Aos olhos do psicanalista e do sociólogo, de modo figurativo, substitui, à guisa de resposta, solução ou satisfação, uma pergunta, um conflito ou um desejo que permanecem em suspenso no inconsciente. O símbolo exprime o mundo percebido e vivido tal como o sujeito experimenta, não em função de razão crítica e no nível de sua consciência, mas em função de todo o seu psiquismo, afetivo e representativo, principalmente no nível do inconsciente." (Chevalier & Gheerbrant)
"O símbolo, como categoria transcendente da 'altura', do supraterrestre, do infinito, revela-se ao homem por inteiro, tanto à sua inteligência quanto à sua alma. O simbolismo é um dado imediato da consciência total, isto é, do homem que se descobre a si mesmo como tal, do homem que toma consciência de sua posição no Universo; essas descobertas primordiais estão ligadas de modo tão orgânico ao seu drama, que o próprio simbolismo determina tanto a atividade de seu subconsciente como as mais nobres expressões de sua vida espiritual." (Mircea Eliade)
"A análise que fragmenta e pulveriza é impotente para captar a riqueza do símbolo; a intuição nem sempre o consegue; para isso, ela deve ser eminentemente sintética e simpática, isto é, partilhar e provar uma certa visão do mundo. Porque o símbolo tem, como privilégio, concentrar sobre a realidade de partida todas as forças evocadas por cada uma dessas imagens e por suas análogas, em todos os planos do cosmos e em todos os níveis da consciência. Cada símbolo é um microcosmo, um mundo total." (Chevalier & Gheerbrant)
"O desconhecido do símbolo não é, com efeito, o vazio da ignorância; é, sobretudo, o indeterminado do pressentimento. Uma imagem vetorial recobrirá esse indeterminado de um véu que será, ao mesmo tempo, uma primeira indicação ou revelação. Consequentemente, o símbolo exerce função de substituto. Aos olhos do psicanalista e do sociólogo, de modo figurativo, substitui, à guisa de resposta, solução ou satisfação, uma pergunta, um conflito ou um desejo que permanecem em suspenso no inconsciente. O símbolo exprime o mundo percebido e vivido tal como o sujeito experimenta, não em função de razão crítica e no nível de sua consciência, mas em função de todo o seu psiquismo, afetivo e representativo, principalmente no nível do inconsciente." (Chevalier & Gheerbrant)
sábado, 22 de dezembro de 2012
“Se as gravadoras não levam meu trabalho para as rádios, se ele não toca em nenhum lugar, para que eu faço música? Não tive e nem vou ter nenhum retorno financeiro com minha obra, mas meu prazer, minha alegria, continua sendo tocar. Por isso, as minhas músicas eu quero mais é que sejam pirateadas. Quero mais é que as pessoas toquem, ouçam, a conheçam. E pra mim, quem reclama da pirataria é quem faz música apenas para vender. Meu valor não são as notas de dinheiro. São as notas musicais.” (Hermeto Pascoal)
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Graham Lambkin - Amateur doubles (2012)
"Quando olhamos para a história da ética, vemos que o utilitarismo inglês é o modo dominante da vida contemporânea. Jeremy Bentham (1748-1832), pai do utilitarismo, chegou mesmo a pensar num cálculo utilitário para otimizar a felicidade. O cálculo utilitário tem seis passos:
1. Intensidade: o prazer dever ser o mais intenso possível.
2. Duração: o prazer deve durar o máximo de tempo possível.
3. Certeza: cuidado para não produzir um prazer que não é o que você deseja com aquele ato.
4. 'Remoticidade' (remoteness): o prazer deve causar efeito imediato ou o mais rápido possível.
5. Fecundidade: o prazer A deve gerar o prazer A1, o A2 e assim por diante.
6. Pureza: cuidado para não gerar desprazer ao invés de prazer." (Luiz Felipe Pondé)
1. Intensidade: o prazer dever ser o mais intenso possível.
2. Duração: o prazer deve durar o máximo de tempo possível.
3. Certeza: cuidado para não produzir um prazer que não é o que você deseja com aquele ato.
4. 'Remoticidade' (remoteness): o prazer deve causar efeito imediato ou o mais rápido possível.
5. Fecundidade: o prazer A deve gerar o prazer A1, o A2 e assim por diante.
6. Pureza: cuidado para não gerar desprazer ao invés de prazer." (Luiz Felipe Pondé)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Peróla indie rock lo-fi deste ano em Portugal. Uma dupla de irmãs.
domingo, 16 de dezembro de 2012
"As pessoas estão ficando desligadas justamente porque a vida está mais segura e confortável." (Eugenio Mussak)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Por que o Brasil odeia o Corinthians?
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Uma ação popular na Justiça diz que o terreno escolhido para a Arena do Grêmio, nas proximidades de um rio, é um "pântano drenado" e fica em área de preservação permanente, na rota de migração de aves. Afirma ainda que o solo é contraindicado para construções e que, se chover em excesso, há riscos. Um dos autores da contestação é Henrique Wittler. O engenheiro afirma que ali ficava o único aterro sanitário da cidade até os anos 70. "Cobrir o lixão [com a obra] fará com que o chorume vá para o rio. Não poderiam, sem um laudo especial, liberar a área", disse Wittler. O estádio, de 60 mil lugares, deve ser entregue em 2012. (Folha, 23/09/2011)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
"Seu pai era uma criança de cinco anos de idade, antes de se tornar um pai. Como um menino de cinco anos de idade, ele foi bastante vulnerável. Ele podia se machucar muito facilmente por seu avô ou sua avó, e por outras pessoas. Então, se às vezes ele foi duro ou difícil, talvez fosse por causa da forma como o menino de cinco anos de idade nele foi tratado. Talvez ele tenha sido ferido quando era criança.
"Se você entender isso, talvez você não fique mais com raiva dele. Você pode ter compaixão por ele. Se você tem uma foto de seu pai com cinco anos de idade, pode olhar para isso durante a meditação. Olhe para ele quando ele tinha cinco anos de idade, inspire e expire e você vai ver a criança de cinco anos de idade que ainda está viva nele e em você também.
"Quando sua mãe tinha cinco anos, ela também era vulnerável e frágil. Ela pode ter ficado ferida com muita facilidade, e ela pode não ter tido um professor ou um amigo que a ajudasse a curar. Assim, a ferida e a dor continuam nela. É por isso que às vezes ela pode ter se comportado de maneira não gentil com você. Se você puder ver a sua mãe como uma menina de cinco anos de idade, frágil, então você poderá perdoá-la muito facilmente com compaixão. A menina de cinco anos de idade, que era sua mãe está sempre viva nela e em você." (Thich Nhât Hanh)
"Se você entender isso, talvez você não fique mais com raiva dele. Você pode ter compaixão por ele. Se você tem uma foto de seu pai com cinco anos de idade, pode olhar para isso durante a meditação. Olhe para ele quando ele tinha cinco anos de idade, inspire e expire e você vai ver a criança de cinco anos de idade que ainda está viva nele e em você também.
"Quando sua mãe tinha cinco anos, ela também era vulnerável e frágil. Ela pode ter ficado ferida com muita facilidade, e ela pode não ter tido um professor ou um amigo que a ajudasse a curar. Assim, a ferida e a dor continuam nela. É por isso que às vezes ela pode ter se comportado de maneira não gentil com você. Se você puder ver a sua mãe como uma menina de cinco anos de idade, frágil, então você poderá perdoá-la muito facilmente com compaixão. A menina de cinco anos de idade, que era sua mãe está sempre viva nela e em você." (Thich Nhât Hanh)
Jae Rhim Lee - Minha mortalha de cogumelos (TED)
domingo, 2 de dezembro de 2012
The chemical origins of life.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
"Três semanas numa sala, sem comida, sono ou companhia. Quando você chega no nono dia, começa a acessar coisas realmente malucas. Você não tem nenhum estímulo externo, então seu inconsciente começa a preencher os vazios. Eu começo a sentir que estou canalizando espíritos. Eu estava convencida de que minha música era um presente de Deus. Era como se eu soubesse exatamente o que fazer a seguir, como se minhas músicas já estivessem previamente escritas."
"No fim das contas, minhas músicas são sobre coisas não explícitas ou sobre as quais eu realmente não quero falar. Por isso minhas letras são obscuras. Eu tenho problemas nas entrevistas por causa disso: racionalizar algo é a forma mais irracional de um ser humano se expressar. Por isso que é bonito, porque é irracional e não explícito."
"Eu me lembro de ter visto algumas entrevistas que diziam como a Enya produz seus vocais, então eu tento fazer um monte daquilo."
Grimes
"No fim das contas, minhas músicas são sobre coisas não explícitas ou sobre as quais eu realmente não quero falar. Por isso minhas letras são obscuras. Eu tenho problemas nas entrevistas por causa disso: racionalizar algo é a forma mais irracional de um ser humano se expressar. Por isso que é bonito, porque é irracional e não explícito."
"Eu me lembro de ter visto algumas entrevistas que diziam como a Enya produz seus vocais, então eu tento fazer um monte daquilo."
Grimes
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
As revelações de 2012
no cinema e na música >>
![]() |
| Brit Marling (Sound Of My Voice) |
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| Claire Boucher (Grimes) |
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
É incrível a sincronia entre a conjunção Netuno em Peixes e a carta do tarô O Enforcado.
"Por volta das 16h30 do dia 3 de fevereiro, Netuno, o deus dos mares e das águas, deixou definitivamente o signo de Aquário e começou sua caminhada pelo signo de Peixes. Em sua própria casa, já que Netuno rege este signo, podemos esperar por algumas transformações importantes no âmbito pessoal e coletivo. Netuno permanece em Peixes, seu domicílio, durante 14 anos e, nesse tempo, aprenderemos que a força do Universo atua além do nosso controle. Portanto, Netuno em Peixes nos convoca para o aprendizado da fé e da entrega, independente da nossa vontade, pois acontecimentos regidos por esse deus estão fora do nosso controle. As energias de Netuno estão situadas no mais profundo do nosso inconsciente e ultrapassam os limites da razão. Portanto, a lógica não servirá de nada na ajuda dos processos netunianos que todos iremos vivenciar. O único caminho que teremos diante desse deus é o da rendição e da entrega. Somente quando entendermos sua sutileza e ausência de limites poderemos entendê-lo e trabalhar unidos a essa força. Portanto, nada de tentar resistir, se defender e racionalizar os acontecimentos trazidos por Netuno em Peixes. Devemos nos fundir e não resistir a ele." (Eunice Ferrari)
"Netuno em Peixes desintegra e desconstitui realidades. Assim, o senso de objetividade e os propósitos ficam cada vez mais confusos, despertando questionamentos a respeito do que é real e qual o sentido da vida. A falta de sentido, assim como a natureza insidiosa netuniana – onde a diluição e a inação são ideias extremamente sedutoras – podem levar à depressão. Pode-se notar o aumento crescente de casos de ansiedade (angústia) e depressão no coletivo nos dias atuais." (Giane Portal)
Para Libra:
"A expressão-chave para Libra pode ser a quebra da idealização nos relacionamentos. Não é raro que Libra sonhe de olhos abertos, romantize as relações e espere com toda a sinceridade que o outro seja exatamente como Libra desejaria. Tem vivido muita pressão desde 2008 e 2009 quando várias influências se conjugaram para que Libra começasse a mudar as suas atitudes diante da vida. Primeiro, ganhando mais consciência da sua força pessoal, depois, conseguindo estabelecer critérios na seleção das parcerias – em qualquer nível – e fortalecendo a identidade, se mostrando mais teimoso e insistente em relação a suas vontades. É possível que alguns librianos descubram na segunda metade da vida, que passaram um bom tempo procurando alguém ou alguma situação que somente existia dentro deles mesmos. O que Plutão, Urano e Saturno estão realizando, é um trabalho de quebra dessas idealizações, o que pode gerar muito sofrimento mas é o caminho para a construção de uma vida verdadeira. Dizer adeus a fantasias e ilusões ou em outras palavras, deixar de mentir para si mesmo. O ganho? A experiência concreta da vida e chances maiores de realização em qualquer nível." (Andreia Modesto)
"Por volta das 16h30 do dia 3 de fevereiro, Netuno, o deus dos mares e das águas, deixou definitivamente o signo de Aquário e começou sua caminhada pelo signo de Peixes. Em sua própria casa, já que Netuno rege este signo, podemos esperar por algumas transformações importantes no âmbito pessoal e coletivo. Netuno permanece em Peixes, seu domicílio, durante 14 anos e, nesse tempo, aprenderemos que a força do Universo atua além do nosso controle. Portanto, Netuno em Peixes nos convoca para o aprendizado da fé e da entrega, independente da nossa vontade, pois acontecimentos regidos por esse deus estão fora do nosso controle. As energias de Netuno estão situadas no mais profundo do nosso inconsciente e ultrapassam os limites da razão. Portanto, a lógica não servirá de nada na ajuda dos processos netunianos que todos iremos vivenciar. O único caminho que teremos diante desse deus é o da rendição e da entrega. Somente quando entendermos sua sutileza e ausência de limites poderemos entendê-lo e trabalhar unidos a essa força. Portanto, nada de tentar resistir, se defender e racionalizar os acontecimentos trazidos por Netuno em Peixes. Devemos nos fundir e não resistir a ele." (Eunice Ferrari)
"Netuno em Peixes desintegra e desconstitui realidades. Assim, o senso de objetividade e os propósitos ficam cada vez mais confusos, despertando questionamentos a respeito do que é real e qual o sentido da vida. A falta de sentido, assim como a natureza insidiosa netuniana – onde a diluição e a inação são ideias extremamente sedutoras – podem levar à depressão. Pode-se notar o aumento crescente de casos de ansiedade (angústia) e depressão no coletivo nos dias atuais." (Giane Portal)
Para Libra:
"A expressão-chave para Libra pode ser a quebra da idealização nos relacionamentos. Não é raro que Libra sonhe de olhos abertos, romantize as relações e espere com toda a sinceridade que o outro seja exatamente como Libra desejaria. Tem vivido muita pressão desde 2008 e 2009 quando várias influências se conjugaram para que Libra começasse a mudar as suas atitudes diante da vida. Primeiro, ganhando mais consciência da sua força pessoal, depois, conseguindo estabelecer critérios na seleção das parcerias – em qualquer nível – e fortalecendo a identidade, se mostrando mais teimoso e insistente em relação a suas vontades. É possível que alguns librianos descubram na segunda metade da vida, que passaram um bom tempo procurando alguém ou alguma situação que somente existia dentro deles mesmos. O que Plutão, Urano e Saturno estão realizando, é um trabalho de quebra dessas idealizações, o que pode gerar muito sofrimento mas é o caminho para a construção de uma vida verdadeira. Dizer adeus a fantasias e ilusões ou em outras palavras, deixar de mentir para si mesmo. O ganho? A experiência concreta da vida e chances maiores de realização em qualquer nível." (Andreia Modesto)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
"A cidade se expressa, vibra, vive. E uma cidade só se faz com gente na rua. Mas, para isso, as pessoas precisam se sentir seguras nas ruas. Os cidadãos precisam sentir que há legitimidade - o que é muito importante, mas altamente subjetivo. Explico: o Estado precisa ser considerado legítimo pelos cidadãos. É corrupto? É íntegro? Está dedicado a atender às necessidades dos mais vulneráveis para construir, de alguma maneira, uma sociedade mais igualitária? Se há legitimidade, os cidadãos tendem a compreender e cumprir determinadas normas, reportar e pedir punição aos que violam essas normas.
"Em Bogotá, nas zonas mais marginais da cidade, construímos bibliotecas, colégios de luxo, jardins sociais, programas de nutrição, projetos de infraestrutura. Uma das principais ideias era levar escolas, tão boas quanto os melhores colégios particulares, para os cantos mais pobres da cidade. Queríamos mostrar respeito pela dignidade humana. Se o Estado não respeita a vida humana, por que os bandidos o fariam? É uma questão de igualdade, o que é muito diferente de simplesmente dar esmola aos mais pobres. Uma cidade precisa de símbolos de igualdade e de democracia." (Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, economista e historiador, phD pela Universidade de Paris)
"Em Bogotá, nas zonas mais marginais da cidade, construímos bibliotecas, colégios de luxo, jardins sociais, programas de nutrição, projetos de infraestrutura. Uma das principais ideias era levar escolas, tão boas quanto os melhores colégios particulares, para os cantos mais pobres da cidade. Queríamos mostrar respeito pela dignidade humana. Se o Estado não respeita a vida humana, por que os bandidos o fariam? É uma questão de igualdade, o que é muito diferente de simplesmente dar esmola aos mais pobres. Uma cidade precisa de símbolos de igualdade e de democracia." (Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, economista e historiador, phD pela Universidade de Paris)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
"If irony is the ethos of our age — and it is — then the hipster is our archetype of ironic living. (...) Where can we find other examples of nonironic living? What does it look like? Nonironic models include very young children, elderly people, deeply religious people, people with severe mental or physical disabilities, people who have suffered, and those from economically or politically challenged places where seriousness is the governing state of mind. (...) Is your style an anti-style? (...) The ironic life is certainly a provisional answer to the problems of too much comfort, too much history and too many choices, but it is my firm conviction that this mode of living is not viable and conceals within it many social and political risks. (...) People may choose to continue hiding behind the ironic mantle, but this choice equals a surrender to commercial and political entities more than happy to act as parents for a self-infantilizing citizenry. (...)" (Christy Wampole/NYTimes)
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Música 'Before we run', do vindouro disco de 2012 do Yo La Tengo, 'Fade'.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Num chão de brinquedos, como eu e o input_output! Grimes, ao vivo na KEXP, rádio da Universidade de Washington.
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
Primeiro vídeo da Coco Gordon-Moore, com seu grupo Big Nils. O curioso é que, ao contrário dos pais, ela não toca nenhum instrumento - na banda.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A delicadeza islandesa da Emiliana Torrini.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
"Amamos falar, é um prazer. Mas se não praticar a plena atenção, então você pode apenas deixar ser carregado para longe pela fala. Você pode ter opiniões sobre tudo, mas isso pode não ser o que a outra pessoa precisa. O que a outra pessoa precisa é seu entendimento, seu amor e seu insight – não ideias, mas uma realidade viva." (Thich Nhât Hanh)
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
E a gente caminhando de mão dada de qualquer maneira. Eu quero que esse momento dure a vida inteira. E além da vida ainda de manhã no outro dia. Se for eu e você.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Porto Alegre Sobre a Máquina Oito Betina Monteiro Cadu Tenório
terça-feira, 6 de novembro de 2012
[Esta é a postagem 6666 deste blog.]
"Rigor nada tem a ver com o que a academia se tornou com o passar dos anos: um antro de política lobista e de burocracia da produtividade a serviço da morte do pensamento. A universidade está morta e só não sente o cheiro do cadáver quem tem vocação para se alimentar de lixo. Não existiria filosofia se nossos patriarcas, de Platão a Nietzsche, tivessem que preencher o Lattes, fazer relatórios Capes ou serem 'produtivos'. Todos seriam o que, aos poucos, nos transformamos: burocratas mudos da própria irrelevância. Analfabetos do pensamento." (Luiz Felipe Pondé)
"Rigor nada tem a ver com o que a academia se tornou com o passar dos anos: um antro de política lobista e de burocracia da produtividade a serviço da morte do pensamento. A universidade está morta e só não sente o cheiro do cadáver quem tem vocação para se alimentar de lixo. Não existiria filosofia se nossos patriarcas, de Platão a Nietzsche, tivessem que preencher o Lattes, fazer relatórios Capes ou serem 'produtivos'. Todos seriam o que, aos poucos, nos transformamos: burocratas mudos da própria irrelevância. Analfabetos do pensamento." (Luiz Felipe Pondé)
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Mas que barbaridade... O recorde da choradeira infinita, do fazer-se de vítima... Zero Hora de hoje:
VIUVEZ POR ALGUÉM VIVO
QUASE PERFEITO — Consultório sentimental de Carpinejar
“Tive um relacionamento que começou em 2004 e terminou em 2011. Foram muitas idas e vindas, quase enlouqueci. Terapias, remédios, emagrecimento e distúrbio hormonal fizeram parte da minha vida. No último término, decidi ficar bem, deixar a vida me levar, mas não está sendo fácil. Engordei dez quilos, me sinto cada dia mais infeliz. No próximo mês, faz um ano que estou solteira. Conheci pessoas que me fizeram balançar e se uma delas quisesse me levar a sério eu não estaria tão mal. Mas o amor esta banalizado, o carinho e o respeito com o próximo não existem mais. Abraços! Jane”
Querida Jane,
Não se permite trair o seu marido. Incorporou a personalidade dele a ponto de não saber mais qual é a própria.
É como viuvez de alguém que está vivo por aí. Não arranja ninguém porque não tolera a ideia de que o outro possa ser melhor e ocupar a majestade da ausência. Não aceita ter sofrido em vão por um sujeito que não merecia, então perdura o sofrimento para glorificar a perda (uma dívida feita somente de juros).
Quando um homem se aproxima, já arruma uma série de desculpas para evitar intimidade.
Ou porque é indiferente ou porque é grosseiro ou porque é apressado ou porque não tem bom hálito ou porque palita os dentes.
Nossa, é exigência em demasia. Não há como ser aprovado no concurso público de seu coração.
Não sai para valer, cria júris. É capaz de perdoar todos os problemas de personalidade do ex, mas jamais admitir qualquer escorregão de quem se aproxima.
A questão é que não pretende superar o luto. Transforma a ruptura na pior fase de sua vida (nem terapia, remédio, lugares diferentes, nada aplacou a vontade de reatar). Há um exagero emocional em seu depoimento: “quase enlouqueci, engordei dez quilos, quero sumir”.
É como se quisesse provar que tentou tudo e fracassou, que o amor antigo é mais forte do que sua força de vontade.
Mentira! Sequer batalhou um pouco, não começou a se arriscar, não abandonou o altar fúnebre, não largou a data do término. Vem contando os dias do divórcio tal viciado enumerando a abstinência. Desde o princípio, não enxerga a solteirice de forma positiva.
Censura sua felicidade. Prefere sofrer o conhecido a experimentar uma alegria inesperada.
VIUVEZ POR ALGUÉM VIVO
QUASE PERFEITO — Consultório sentimental de Carpinejar
“Tive um relacionamento que começou em 2004 e terminou em 2011. Foram muitas idas e vindas, quase enlouqueci. Terapias, remédios, emagrecimento e distúrbio hormonal fizeram parte da minha vida. No último término, decidi ficar bem, deixar a vida me levar, mas não está sendo fácil. Engordei dez quilos, me sinto cada dia mais infeliz. No próximo mês, faz um ano que estou solteira. Conheci pessoas que me fizeram balançar e se uma delas quisesse me levar a sério eu não estaria tão mal. Mas o amor esta banalizado, o carinho e o respeito com o próximo não existem mais. Abraços! Jane”
Querida Jane,
Você é fiel ao relacionamento mesmo separada.
Não se permite trair o seu marido. Incorporou a personalidade dele a ponto de não saber mais qual é a própria.
É como viuvez de alguém que está vivo por aí. Não arranja ninguém porque não tolera a ideia de que o outro possa ser melhor e ocupar a majestade da ausência. Não aceita ter sofrido em vão por um sujeito que não merecia, então perdura o sofrimento para glorificar a perda (uma dívida feita somente de juros).
Quando um homem se aproxima, já arruma uma série de desculpas para evitar intimidade.
Ou porque é indiferente ou porque é grosseiro ou porque é apressado ou porque não tem bom hálito ou porque palita os dentes.
Nossa, é exigência em demasia. Não há como ser aprovado no concurso público de seu coração.
Permanece sabotando interessados sem perceber. É um boicote involuntário. Sempre encontra algum defeito no próximo pretendente, sempre acha alguma falha imperdoável que impede a relação, sempre cria restrições para não se apaixonar.
Não sai para valer, cria júris. É capaz de perdoar todos os problemas de personalidade do ex, mas jamais admitir qualquer escorregão de quem se aproxima.
A questão é que não pretende superar o luto. Transforma a ruptura na pior fase de sua vida (nem terapia, remédio, lugares diferentes, nada aplacou a vontade de reatar). Há um exagero emocional em seu depoimento: “quase enlouqueci, engordei dez quilos, quero sumir”.
É como se quisesse provar que tentou tudo e fracassou, que o amor antigo é mais forte do que sua força de vontade.
Mentira! Sequer batalhou um pouco, não começou a se arriscar, não abandonou o altar fúnebre, não largou a data do término. Vem contando os dias do divórcio tal viciado enumerando a abstinência. Desde o princípio, não enxerga a solteirice de forma positiva.
Censura sua felicidade. Prefere sofrer o conhecido a experimentar uma alegria inesperada.
sábado, 3 de novembro de 2012
- Hoje quero falar da forma de uma coisa. E essa coisa é o lume. Que forma isso pode ter? No fundo, o que é um lume? Uma luz bem fraca? De onde pode vir?
- De uma vela?
- E do que mais?
- De um olhar?
- Sim.
- De um reflexo?
- De um material reluzente?
- Dizemos "o lume da esperança".
- Sem dúvida.
- Do crepúsculo ou da aurora? Falamos do primeiro lume da aurora.
- Esta palavra tem uma conotação positiva ou negativa? Um lume.
- Uma coisa que desejamos ver?
- Isso faz pensar em que, como forma, como representação? Podemos dizer que é um resto, um traço de luz?
- O que escapa da escuridão?
- Bom. Em geral, um lume implica luz e escuridão. O que acham?
- Eu estava relendo um texto de Tadao Ando em que ele diz que não encontramos mais, nas casas, "um canto onde algo reluza, onde algo aconteça". Pensem nisso, porque isso falta nos seus projetos. O problema é que para vocês a luz é algo evidente, Mas falta alguma coisa, essa sutileza que faz a diferença. Algo que podemos chamar de "percurso". Vocês abordam a luz de uma forma muito literal, muito mecânica. Ela deve ser também a expressão de uma dúvida. Devem recomeçar do zero, repensar a edificação a partir do interior, da escuridão, como se começassem com uma massa de sombras. Para começar, me digam uma palavra associada à escuridão. Respondam sem pensar, não precisam ser originais.
- A noite.
- O vazio.
- Um segredo.
- A morte.
- Estão vendo? A arquitetura se preocupa com todas essas palavras.
- Vamos falar disso tudo, mas pensei em uma coisa, algo essencial ligado a tudo isso.
- O passado?
- Quase. A memória.
("Un amour de jeunesse", Mia Hansen-Løve, 2011)
- De uma vela?
- E do que mais?
- De um olhar?
- Sim.
- De um reflexo?
- De um material reluzente?
- Dizemos "o lume da esperança".
- Sem dúvida.
- Do crepúsculo ou da aurora? Falamos do primeiro lume da aurora.
- Esta palavra tem uma conotação positiva ou negativa? Um lume.
- Uma coisa que desejamos ver?
- Isso faz pensar em que, como forma, como representação? Podemos dizer que é um resto, um traço de luz?
- O que escapa da escuridão?
- Bom. Em geral, um lume implica luz e escuridão. O que acham?
- Eu estava relendo um texto de Tadao Ando em que ele diz que não encontramos mais, nas casas, "um canto onde algo reluza, onde algo aconteça". Pensem nisso, porque isso falta nos seus projetos. O problema é que para vocês a luz é algo evidente, Mas falta alguma coisa, essa sutileza que faz a diferença. Algo que podemos chamar de "percurso". Vocês abordam a luz de uma forma muito literal, muito mecânica. Ela deve ser também a expressão de uma dúvida. Devem recomeçar do zero, repensar a edificação a partir do interior, da escuridão, como se começassem com uma massa de sombras. Para começar, me digam uma palavra associada à escuridão. Respondam sem pensar, não precisam ser originais.
- A noite.
- O vazio.
- Um segredo.
- A morte.
- Estão vendo? A arquitetura se preocupa com todas essas palavras.
- Vamos falar disso tudo, mas pensei em uma coisa, algo essencial ligado a tudo isso.
- O passado?
- Quase. A memória.
("Un amour de jeunesse", Mia Hansen-Løve, 2011)
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Primeiros 12 minutos de Sound Of My Voice.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
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Another Earth e Sound Of My Voice foram escritos pela Brit Marling e tiveram suas estreias em Sundance 2011.
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
2. Os relatos dos manifestantes agredidos foram impressionantes, impactando aos presentes e gerando ainda mais indignação. Só pra citar alguns exemplos, brigadianos impediram pacientes do HPS de pegar os exames e orientações médicas, mesmo com pontos na cabeça; pressionaram funcionários do HPS e pacientes fizeram raio x algemados e impedidos de usar colete de chumbo contra radiação; usaram as dependências do hospital como salas de espancamento, e ao receberem denúncias de um advogado proferiram "o próximo a apanhar é o advogado deles. OAB e merda pra mim é a mesma coisa". E uma das mais bizarras: "vocês estão apanhando por terem votado em quem votaram".
1. Hoje pela manhã aconteceu na câmara municipal de Porto Alegre uma audiência pública que debateu o ocorrido no Largo Glênio Peres, dia 4 de outubro no fatídico "episódio tatu bola". A reunião foi aberta a toda a sociedade, e tiveram como convidados Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), Instituto Geral de Perícias (IGP), Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Urbana (SMDHSU), Prefeitura Municipal de Porto Alegre (PMPA), manifestantes agredidos e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS), que havia confirmado a participação mas misteriosamente não apareceu. A Reunião foi solicitada à CEDECONDH pela vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), atendendo pedidos de pessoas que foram agredidas no Largo Glênio Peres.
3. O posicionamento de todas as instâncias ali representadas (inclusive pelo representante da segurança urbana e prefeitura) foi de indignação e não-aceitação à ação da brigada e guarda municipal. Entre os encaminhamentos está uma nova audiência, dessa vez com o prefeito Fortunati (que entra de férias amanhã) para que possa ouvir e debater os abusos no Largo Glênio Peres e no HPS, além de processo para investigar a compra do tatu inflável da coca cola (patrimônio privado) com recursos públicos da prefeitura. Se necessário, será convocada audiência também com o governador Tarso.
4. Estamos acompanhando, e assim que nova audiência for marcada anunciaremos por aqui e participaremos.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Só consegui encontrar, em toda a internet, uma pessoa escrevendo com propriedade sobre o filme incomentável Hors Satan, do Bruno Dumont.
Mario Salazar, peruano de Lima:
Cuando vemos un filme muchos queremos que nos sorprendan, que nos enseñen algo nuevo pero sin tomarnos el pelo, sin que nos vendan gato por liebre o que terminemos aplaudiendo cuando honestamente queremos rascarnos la cabeza, o sea no entendimos nada, en esa conjunción entre misterio y claridad se encuentra la última película de Bruno Dumont.
Usando los momentos precisos y apoyando repetidas veces la idea central, se mueve el filme por la visualidad del panorama que nos hace ver pequeños, pedestres, el campo francés se hace prodigo en esa inmensidad y desconocimiento en pugna, tan afín a los seres humanos desde que empezaron a filosofar, a preguntar, a entender, desde que decidimos subsistir o buscar soluciones. El que tiene la salvación en esta trama es un hombre con habilidades paranormales que representa un cierto enigma para el espectador, un ente inclasificable, no es un santo porque también hace el mal (el fuego sobre el territorio agreste), ni tampoco parece un demonio porque a su vez ayuda a los demás (la niña enferma) y reza a alguna deidad, pura, por el tipo de ritual; sobre él hay ambigüedad, en su persona los actos también salvan a través de la violencia y hasta del asesinato, como en el acto salvaje contra el guardabosques con la justificación del miedo y resguardo que se puede entender del contraste con el caso de la violación y muerte, protegiendo a quien quiere, aun de sí mismo, bajo su inexplicable libertad. Lo que nos quiere decir el relato es que nuestro personaje principal a pesar de ser especial no es más que un hombre o se parece mucho a una parte de ellos, imperfecto en sus pasiones, inconsciente, vacío, no siempre en control de la situación, a la riendas de un destino vagabundo e impredecible, es en pocas palabras un ser salvaje aun en estado de poder mediar con la muerte o la locura. ¿Tiene un fin? No, en absoluto, se mueve en la simplicidad de la austeridad, en una perenne contradicción, en lo indeterminable, como con la muchacha que cuida, que dice no tener sentimientos pero lo ama o se conmueve y se enoja tras el disparo de un ciervo, la que tampoco es proba. Nos movemos hacia la inexistencia de los valores convencionales, de nuestra humanidad, ¿será ese el mensaje? No sabemos con exactitud. Podemos identificar muchos de los actos como sensibles a nuestra esencia, aunque las reglas están quebradas en pos de otra forma de justicia anómala, pero que está a razón de alguna causa de seguridad o de mejora. La atmósfera de limbo es la tergiversación o manipulación de la religión o algo más fácil de ubicar en el protagónico, puede tratarse de un brujo, sacándole la vuelta a una forma desgastada y cotidianamente infantil, solamente que en la cinematografía de Dumont lo dibuja con rasgos serios, secos y ordinarios.
El filme es austero, las vistas panorámicas son bellas y apabullantes, el paisaje rustico remite al poder de la naturaleza, de lo primigenio, los actores apenas hablan, manifiestan con el cuerpo en el gesto de apoyar la cabeza en el hombro, en la rutina o en la larga caminata de retorno, se da profundidad a las miradas, posan, guardan silencio, dejan que la cámara los indague y los exhiba tranquilos, mientras el ecran nos dice que hay un insondable misterio, que somos tan humanos, y hasta perversos. Sin embargo la elipsis de quien es, de donde viene el ente especial con poderes, no se resuelve, habiendo de fondo un reclamo de involución, un hueco en el paradigma de la inteligencia, de una “superioridad” proclive a la corrupción, en un colectivo tantas veces reprobable, y no se juzga a nadie sino se actúa para subsistir, ese es el problema, cuando el orden se pervierte aun bajo todas las ventajas posibles, aunque en la creatividad de una ficción se enriquezca y entretenga más un producto cinematográfico.
Dumont es audaz sacando sustancia y juego intelectual a una historia de estructura sencilla pero visualmente atractiva aun siendo intencionalmente repetitiva, sosegada, minimalista, demorándose y auscultando el entorno como si fuera un mapa el cual estamos delimitando. Se puede fijar con facilidad su trama y al mismo tiempo el magma se mueve en vastedad, y es que economiza y magnifica muy bien resaltando un objeto de estudio (gracias a la injerencia argumental imaginativa de una variante que pone un contexto particular, el único verdadero aporte), nuestra humanidad, filosofa sobre ella, de ahí se puede derivar a los vínculos afectivos, a los rasgos sociales, a la decadencia. En la realización se puede ver la calidad de esteta de Kubrick, la trasgresión de Pasolini, la reflexión de Bergman o la austeridad de Kiarostami, que dice el galo son sus referentes artísticos en el séptimo arte.
Mario Salazar, peruano de Lima:
Cuando vemos un filme muchos queremos que nos sorprendan, que nos enseñen algo nuevo pero sin tomarnos el pelo, sin que nos vendan gato por liebre o que terminemos aplaudiendo cuando honestamente queremos rascarnos la cabeza, o sea no entendimos nada, en esa conjunción entre misterio y claridad se encuentra la última película de Bruno Dumont.
Usando los momentos precisos y apoyando repetidas veces la idea central, se mueve el filme por la visualidad del panorama que nos hace ver pequeños, pedestres, el campo francés se hace prodigo en esa inmensidad y desconocimiento en pugna, tan afín a los seres humanos desde que empezaron a filosofar, a preguntar, a entender, desde que decidimos subsistir o buscar soluciones. El que tiene la salvación en esta trama es un hombre con habilidades paranormales que representa un cierto enigma para el espectador, un ente inclasificable, no es un santo porque también hace el mal (el fuego sobre el territorio agreste), ni tampoco parece un demonio porque a su vez ayuda a los demás (la niña enferma) y reza a alguna deidad, pura, por el tipo de ritual; sobre él hay ambigüedad, en su persona los actos también salvan a través de la violencia y hasta del asesinato, como en el acto salvaje contra el guardabosques con la justificación del miedo y resguardo que se puede entender del contraste con el caso de la violación y muerte, protegiendo a quien quiere, aun de sí mismo, bajo su inexplicable libertad. Lo que nos quiere decir el relato es que nuestro personaje principal a pesar de ser especial no es más que un hombre o se parece mucho a una parte de ellos, imperfecto en sus pasiones, inconsciente, vacío, no siempre en control de la situación, a la riendas de un destino vagabundo e impredecible, es en pocas palabras un ser salvaje aun en estado de poder mediar con la muerte o la locura. ¿Tiene un fin? No, en absoluto, se mueve en la simplicidad de la austeridad, en una perenne contradicción, en lo indeterminable, como con la muchacha que cuida, que dice no tener sentimientos pero lo ama o se conmueve y se enoja tras el disparo de un ciervo, la que tampoco es proba. Nos movemos hacia la inexistencia de los valores convencionales, de nuestra humanidad, ¿será ese el mensaje? No sabemos con exactitud. Podemos identificar muchos de los actos como sensibles a nuestra esencia, aunque las reglas están quebradas en pos de otra forma de justicia anómala, pero que está a razón de alguna causa de seguridad o de mejora. La atmósfera de limbo es la tergiversación o manipulación de la religión o algo más fácil de ubicar en el protagónico, puede tratarse de un brujo, sacándole la vuelta a una forma desgastada y cotidianamente infantil, solamente que en la cinematografía de Dumont lo dibuja con rasgos serios, secos y ordinarios.
El filme es austero, las vistas panorámicas son bellas y apabullantes, el paisaje rustico remite al poder de la naturaleza, de lo primigenio, los actores apenas hablan, manifiestan con el cuerpo en el gesto de apoyar la cabeza en el hombro, en la rutina o en la larga caminata de retorno, se da profundidad a las miradas, posan, guardan silencio, dejan que la cámara los indague y los exhiba tranquilos, mientras el ecran nos dice que hay un insondable misterio, que somos tan humanos, y hasta perversos. Sin embargo la elipsis de quien es, de donde viene el ente especial con poderes, no se resuelve, habiendo de fondo un reclamo de involución, un hueco en el paradigma de la inteligencia, de una “superioridad” proclive a la corrupción, en un colectivo tantas veces reprobable, y no se juzga a nadie sino se actúa para subsistir, ese es el problema, cuando el orden se pervierte aun bajo todas las ventajas posibles, aunque en la creatividad de una ficción se enriquezca y entretenga más un producto cinematográfico.
Dumont es audaz sacando sustancia y juego intelectual a una historia de estructura sencilla pero visualmente atractiva aun siendo intencionalmente repetitiva, sosegada, minimalista, demorándose y auscultando el entorno como si fuera un mapa el cual estamos delimitando. Se puede fijar con facilidad su trama y al mismo tiempo el magma se mueve en vastedad, y es que economiza y magnifica muy bien resaltando un objeto de estudio (gracias a la injerencia argumental imaginativa de una variante que pone un contexto particular, el único verdadero aporte), nuestra humanidad, filosofa sobre ella, de ahí se puede derivar a los vínculos afectivos, a los rasgos sociales, a la decadencia. En la realización se puede ver la calidad de esteta de Kubrick, la trasgresión de Pasolini, la reflexión de Bergman o la austeridad de Kiarostami, que dice el galo son sus referentes artísticos en el séptimo arte.
Imaginamos outros mundos e outros planetas como algo com leis completamente diferentes, porque queremos muito, com toda a nossa força e otimismo, que em algum outro lugar não fosse assim como aqui. Mas aposto, e chego a conseguir ver, um planeta da galáxia Z, com uma pessoa inútil deitada no sofá, bebendo uma cerveja e esperando que os familiares a ajudem, porque eles sempre a ajudarão.
domingo, 28 de outubro de 2012
Se os tubarões fossem homens, de Brecht, por Antônio Abujamra.
Fui obrigado por mim mesmo a ver Emmanuelle, hoje, com 17 anos de atraso.
Em homenagem à Sylvia Kristel, que faleceu há algumas semanas. E não é ruim.
Em homenagem à Sylvia Kristel, que faleceu há algumas semanas. E não é ruim.
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| A pinta no seio é imprescindível... |
sábado, 27 de outubro de 2012
Melhor e mais forte cena de 'A brand new life (une vie toute neuve)', filme franco-coreano, menção especial no Festival de Berlim de 2009.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
"Constato que há adolescentes que fogem para a aparente 'frieza' da alexitimia (dificuldade de demonstrar sentimentos) porque, de fato, eles não aguentam o excesso de emoções teatralizadas pelos pais. Nesse caso, qual é o transtorno? A falta de emoções dos filhos? Ou o excesso das emoções dos pais baby boomers? A máscara que pesa e nos sufoca talvez não seja a cara impassível que esconderia nossas emoções reprimidas. As máscaras que pesam e nos sufocam talvez sejam as que vestimos para expressar e teatralizar emoções excessivas e obrigatórias, que todos esperam de nós." (Contardo Calligaris)
"Se eu posso dizer algo a você, é convidá-lo a olhar em profundidade e reconhecer o inimigo real. Este inimigo não é uma pessoa. Este inimigo é um modo de pensar que tem trazido muito sofrimento para todos. Esta é uma oportunidade para sentarmos, ficarmos calmos e fazermos apenas isso - identificar o inimigo real e procurar maneiras de removê-lo." (Thich Nhât Hanh)
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
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| Foto: Ieve Holthausen |
A moda fisgou Helen ainda criança. Durante as férias de verão na casa da avó, espiava as primas mais velhas folheando revistas dedicadas ao métier e ficava hipnotizada. “As publicações tinham uma mística que eu não entendia”, diz. Aos 12 anos, já colecionava imagens de moda: passava as tardes criando colagens com as páginas. Mesmo assim, foi preciso começar dois cursos superiores diferentes (e desistir deles) até se render. Já estudando para se formar estilista, pediu a uma amiga que fizesse em crochê um vestido que idealizara. “Ele percorria uma gradação de cores desde o verde-chão até o azul do céu mais profundo. Batizei a peça de Dandy Lion”, conta Helen, que sem perceber recuperava então uma tradição familiar com o trabalho manual – sua mãe tricotava suéteres e ela mesma sabe fazer tricô e crochê. Em pouco tempo, abandonou o tecido plano para se dedicar somente às duas técnicas. Seu processo criativo ainda remete às colagens: está sempre procurando o que há de mais luminoso e onírico. (Revista Bravo)
As cores bonitas da Helen Rödel
domingo, 21 de outubro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
"Você sabe se você é sólido ou não. É sólido quando está plenamente estabelecido no aqui e agora. O passado não pode te pegar e o futuro não pode te pegar. Solidez e liberdade não são duas coisas distintas." (Thich Nhât Hanh)
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
A Tainá Müller protagoniza esta propaganda bastante simpática:
terça-feira, 16 de outubro de 2012
"Duka pode ser explicado de forma simples a partir do fato de que, quando temos alegrias, elas são sempre, simultaneamente, sementes de sofrimento. Dizemos que esta é uma experiência cíclica — é como uma roda girando entre as polaridades de estar bem e estar mal. Gostaríamos de encontrar o freio quando estamos na região de felicidade, e gostaríamos de acelerar quando estamos tristes. Às vezes achamos que encontramos um controle de velocidade desse tipo, mas logo surgem problemas nessa tentativa de controle." (Lama Samten)
domingo, 14 de outubro de 2012
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| Rinko Kikuchi e seu olhar: destaques do filme Map of the Sounds of Tokyo, da Isabel Coixet. Melhor visto gigante. |
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Finalmente eu descobri, na internet: beija-flor-dourado. Eu odeio o beija-flor-dourado. Estou morrendo todos os dias com o harsh noise do beija-flor-dourado. Se eu acordo de manhã cedo pra ir no banheiro, pra voltar a dormir eu tenho que colocar protetores auriculares (sério) pra não ouvir esse canto (?) insuportavelmente agudo e monocórdico e longo e psicótico. INFERNO! Como é que um bichinho bonitinho como o beija-flor pode ser responsável por esse massacre auditivo diário?
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Manual para Quem se Distrai Facilmente (Miranda July)
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Lady Gaga + DJ Zedd
domingo, 7 de outubro de 2012
"Eles [o PT] defendem tanto os automóveis, as multinacionais, que eu me sinto conunista perto deles." (Paulo Salim Maluf)
Um projeto de lei da prefeitura aprovado pela Câmara Municipal na última quarta-feira (14) permite que somente a Feira do Peixe aconteça no local. (Sul21)
"A existência de um estacionamento no Largo Glênio Peres trará um público mais qualificado ao Mercado Público. Enfrentávamos, historicamente, um processo de depredação do largo, de ocupação abusiva e excessiva. Passam em torno de 400 mil pessoas por dia por ali, uma feira tem garantia de público e vende bem. Um pai de santo ou um pastor evangélico que se instale ali arrebanha muitos fiéis. Mas querem tomar conta de tudo. Querem o largo, o quadrante e, se possível, todas as lojas do segundo andar (do Mercado Público). Tem que ter limite, tchê! São que nem criança.” (Valter Nagelstein, PMDB, Secretário Municipal de Indústria e Comércio)
"A existência de um estacionamento no Largo Glênio Peres trará um público mais qualificado ao Mercado Público. Enfrentávamos, historicamente, um processo de depredação do largo, de ocupação abusiva e excessiva. Passam em torno de 400 mil pessoas por dia por ali, uma feira tem garantia de público e vende bem. Um pai de santo ou um pastor evangélico que se instale ali arrebanha muitos fiéis. Mas querem tomar conta de tudo. Querem o largo, o quadrante e, se possível, todas as lojas do segundo andar (do Mercado Público). Tem que ter limite, tchê! São que nem criança.” (Valter Nagelstein, PMDB, Secretário Municipal de Indústria e Comércio)
"E assim te ensinam a calar, te ensinam a não sair de casa e a pagar caro pela segurança e ainda te convencem de que a violência institucional é legítima, afinal, são baderneiros e chinelões os que saem por aí gritando porque não têm mais nada para fazer da vida. Quem não tem dinheiro não tem direito à inclusão e quem não silencia é baderneiro. O que escapa aos olhos de quem está ocupado demais cuidando apenas da própria vida e acreditando na versão das notícias veiculadas na grande mídia é que a 'inclusão' de que gozam também é violenta, sendo fruto de uma política repressiva, de justificação da desigualdade como algo natural. As pessoas se acostumam a só sair de casa para irem a lugares fechados consumir, se acostumam a viver e trabalhar para sustentar e manter esse consumo." (Ariane)
sábado, 6 de outubro de 2012
Esta é budista. Melhor texto até agora sobre o "confronto do tatu", no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre. Angela Francisca:
Acho que é fundamental a gente se manifestar contra o ato violento que aconteceu no largo. Na minha opinião estamos lidando com um problema imenso e sem fronteiras. O que aconteceu aqui, acontece em muitos outros lugares. Envolvendo pessoas diferentes e circunstâncias geográficas diferentes, mas no fundo diz respeito sempre à mesma coisa: dificuldade em lidar com a raiva e falta de experiência de amor na vida das pessoas.
Acho que as pessoas precisam brigar menos e se abraçar mais. O brigadiano que age com estupidez, provavelmente, nunca teve uma experiência de amor e compaixão na vida. E o manifestante que em meio a uma manifestação pacífica atira pedras não consegue lidar de forma positiva com a própria raiva e canalizar para uma atitude mais eficaz.
No entanto, nesse todo, o mais urgente é cobrar das instituições uma posição ativa de controle e fiscalização das atitudes da Brigada. Porque no campo individual a ação é impossível. A corporação, como entidade pública de defesa, está agindo em nome de uma coletividade e deveria ter tomado ações dentro do que lhe cabe: proteger o cidadão e jamais atacá-lo e humilhá-lo.
Que essa experência sirva para que a ação violenta não seja mais creditada como vitoriosa. Qualquer lado que atue de forma violenta está atuando contra toda a humanidade, contra nossa possibilidade de crescimento social. Somos parte de uma totalidade que não diferencia farda, roupa civil ou ausência de vestes. Somos o mundo - e este está em colapso dentro de uma história repleta de guerras que causam dor e têm resultados questionáveis.
Que nossas vozes possam ser brandas quando nossos corações forem violados pela raiva. Que nossos braços sejam fortes para se manterem firmes e ofertarem abraços aos espíritos carentes de afeto. Que nossas palavras encontrem ecos e se repliquem em nome da compreensão e da convivência paícifica entre os distintos.
"Amar a si mesmo é a fundação do amor aos outros. Se você ama alguém, o maior presente que pode dar é a sua presença verdadeira. Quando a mente não está com o corpo, não estamos presentes para tocar a vida profundamente. Vida está disponível apenas no momento presente. O passado já foi, o futuro ainda não chegou. A questão é se estamos disponíveis ao reino. No budismo chamamos de Terra Pura do Buda e sabemos que a Terra Pura está em nossos corações. Se você tem a energia da plena consciência e concentração que nos ajuda a estar no aqui e agora, então a Terra Pura estará disponível aqui e agora." (Thich Nhât Hanh)
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
"De fato, Porto Alegre vem sendo alvo de uma onda de vandalismo. Os espaços públicos da cidade estão sendo privatizados. A especulação imobiliária avança sobre áreas públicas e de preservação ambiental. A população mais pobre está sendo empurrada cada vez mais para a periferia. A criminalização das áreas frequentadas pela juventude é crescente. O maior grupo midiático da cidade defende abertamente a subordinação do interesse público aos interesses comerciais do setor imobiliário. E as chamadas forças de segurança estão aí para defender essa agenda e seus agentes públicos e privados. Mas as ruas começam a opor resistência aos vândalos e ela pode estar só começando." (RSurgente)
@douglasdickel
Muitos materiais gravados no local foram apreendidos ou quebrados pela Brigada Militar (via Sul21) #vandalismo
“Fizemos uma REAÇÃO TÉCNICA proporcional à violência contra policiais”, diz major da BM (via Sul21)
"Parece mais preocupação com um boneco de plástico do que com a vida das pessoas”, avalia Patrícia Couto, Ouvidora Estadual de Seg. Pública.
"Na próx. vamos identificar todos. Estamos monitorando essas pessoas que ficam combinando pela net e não avisam o que vão fazer." (major BM)
As mulheres foram agredidas com puxões pelos cabelos, além de xingamentos de policiais que as chamavam de “vagabundas”. (Sul21)
Após o tumulto, policiais do Pelotão de Operações Especiais (BM) e da Guarda Municipal ordenaram que todos se ajoelhassem. (Sul21)
"Um dos três Guardas tomou distância e bateu-me forte com o porrete na cabeça. Caí imediatamente e um lençol de sangue se abriu sob mim. Os amigos que tentaram me socorrer foram inicialmente dissipados até que houve o entendimento de que eu realmente não podia ficar alí sangrando sozinho. O Guarda Municipal que me bateu com toda força na cabeça (mesmo estando eu em postura de rendido) sabia que podia podia ser fatal, não sabia? O comandante da Guarda Municipal, Eliandro Oliveira de Almeida, disse à Zero Hora que não houve registro de excessos por parte da Guarda. Sim, quem registraria a própria atitude terrorista?" (Germán Álvarez)
"Para o lado de lá da prefeitura, excluída por um cordão, cada centímetro da porta era minuciosamente resguardado. O responsável pelo cuidado tão preciso da 'casa do povo', provocou uma menina que estava ao meu lado, pedindo para ela voltar à sua frente e levantar seu cartaz, caso 'tivesse coragem'. Ela foi e, sem medo algum, empunhou em cima da cabeça: 'desaFORTUNA-TI'. O bravo engravatado riu, tirou uma foto com câmera digital, e do alto de tantas escadas, tomadas por inúmeros fardados, lançou: 'Tu é nada'. Quando insistimos para que falasse seu nome, recuou, virou o rosto, ignorou que existíamos. (...) Câmeras fotográficas e celulares dos que tentavam registrar as cenas mais violentas foram arrancadas e quebradas. Nenhum policial possuía identificação na farda, e todos negavam-se peremptoriamente em conceder seu nome. Perguntou mais de uma vez? Vai apanhar também. (...) O batalhão de choque perseguia os que tentavam fugir – depois de estes já dispersos. Vi meninas sendo arrastadas pelos cabelos. Vi um menino voluntariamente render-se, encostar-se na parede com muita pacificidade e, de braços abertos, sem oferecer qualquer resistência, tomar choque por mais de um minuto." (Marcelli Cipriani)
Danos morais. Agressão em desigualdade de condições.
"Olha, tou surpresa com o número de defensores da 'lei e ordem' na minha timeline (isso que ela já anda bem selecionada). No fim não deixo de pensar que talvez a gente, como grupo, mereça o que tem. Na mídia, na política, na polícia. Infelizmente." (Svendla Chaves)
"Eu, sujeito reles, fantasiava destruir o Tatu da Copa, criatura bizarra a qual nos foi delegado o poder de escolher o nome (dentre alternativas semelhantemente esdrúxulas). Não o fiz. E não sei exatamente quais as consequências de encontrar na realidade algo que habita o plano da fantasia. Talvez fosse necessário manter a ordem – gosto de pensar nisso e esquecer o quão arbitrário e contextual é o conceito de ordem. Alguém precisou se recusar a levantar de bancos de ônibus, enfiar barras de ferro nas engrenagens das fábricas, queimar sutiãs e apanhar muito da polícia para garantir coisas que, hoje, consideramos parte da ordem." (Gustavo Mano)
"Numa sociedade do espetáculo, como a nossa, nada mais natural que nos revoltemos contra imagens: a Opus Dei, a Estrela da Morte, o tatuzão de Ramos... Enquanto bandeiras forem queimadas existirá algum ar respirável. Estamos no plano da informação, que se aja cada vez mais. Imagens versus imagens. Combate. Viva o contra-senso." (João de Ricardo)
"Clara Villas Bôas Não existe justificativa para a truculência da polícia. Os manifestantes estavam desarmados e mesmo que tivessem destruído o boneco inflável primeiro, a polícia jamais poderia agir de tal forma. Eu pensava que a ditadura já havia terminado e sinto profunda tristeza ao ver jovens defendendo tamanha estupidez." (Clara Villas Bôas)
@douglasdickel
Muitos materiais gravados no local foram apreendidos ou quebrados pela Brigada Militar (via Sul21) #vandalismo
“Fizemos uma REAÇÃO TÉCNICA proporcional à violência contra policiais”, diz major da BM (via Sul21)
"Parece mais preocupação com um boneco de plástico do que com a vida das pessoas”, avalia Patrícia Couto, Ouvidora Estadual de Seg. Pública.
"Na próx. vamos identificar todos. Estamos monitorando essas pessoas que ficam combinando pela net e não avisam o que vão fazer." (major BM)
As mulheres foram agredidas com puxões pelos cabelos, além de xingamentos de policiais que as chamavam de “vagabundas”. (Sul21)
Após o tumulto, policiais do Pelotão de Operações Especiais (BM) e da Guarda Municipal ordenaram que todos se ajoelhassem. (Sul21)
"Um dos três Guardas tomou distância e bateu-me forte com o porrete na cabeça. Caí imediatamente e um lençol de sangue se abriu sob mim. Os amigos que tentaram me socorrer foram inicialmente dissipados até que houve o entendimento de que eu realmente não podia ficar alí sangrando sozinho. O Guarda Municipal que me bateu com toda força na cabeça (mesmo estando eu em postura de rendido) sabia que podia podia ser fatal, não sabia? O comandante da Guarda Municipal, Eliandro Oliveira de Almeida, disse à Zero Hora que não houve registro de excessos por parte da Guarda. Sim, quem registraria a própria atitude terrorista?" (Germán Álvarez)
"Para o lado de lá da prefeitura, excluída por um cordão, cada centímetro da porta era minuciosamente resguardado. O responsável pelo cuidado tão preciso da 'casa do povo', provocou uma menina que estava ao meu lado, pedindo para ela voltar à sua frente e levantar seu cartaz, caso 'tivesse coragem'. Ela foi e, sem medo algum, empunhou em cima da cabeça: 'desaFORTUNA-TI'. O bravo engravatado riu, tirou uma foto com câmera digital, e do alto de tantas escadas, tomadas por inúmeros fardados, lançou: 'Tu é nada'. Quando insistimos para que falasse seu nome, recuou, virou o rosto, ignorou que existíamos. (...) Câmeras fotográficas e celulares dos que tentavam registrar as cenas mais violentas foram arrancadas e quebradas. Nenhum policial possuía identificação na farda, e todos negavam-se peremptoriamente em conceder seu nome. Perguntou mais de uma vez? Vai apanhar também. (...) O batalhão de choque perseguia os que tentavam fugir – depois de estes já dispersos. Vi meninas sendo arrastadas pelos cabelos. Vi um menino voluntariamente render-se, encostar-se na parede com muita pacificidade e, de braços abertos, sem oferecer qualquer resistência, tomar choque por mais de um minuto." (Marcelli Cipriani)
Danos morais. Agressão em desigualdade de condições.
"Olha, tou surpresa com o número de defensores da 'lei e ordem' na minha timeline (isso que ela já anda bem selecionada). No fim não deixo de pensar que talvez a gente, como grupo, mereça o que tem. Na mídia, na política, na polícia. Infelizmente." (Svendla Chaves)
"Eu, sujeito reles, fantasiava destruir o Tatu da Copa, criatura bizarra a qual nos foi delegado o poder de escolher o nome (dentre alternativas semelhantemente esdrúxulas). Não o fiz. E não sei exatamente quais as consequências de encontrar na realidade algo que habita o plano da fantasia. Talvez fosse necessário manter a ordem – gosto de pensar nisso e esquecer o quão arbitrário e contextual é o conceito de ordem. Alguém precisou se recusar a levantar de bancos de ônibus, enfiar barras de ferro nas engrenagens das fábricas, queimar sutiãs e apanhar muito da polícia para garantir coisas que, hoje, consideramos parte da ordem." (Gustavo Mano)
"Numa sociedade do espetáculo, como a nossa, nada mais natural que nos revoltemos contra imagens: a Opus Dei, a Estrela da Morte, o tatuzão de Ramos... Enquanto bandeiras forem queimadas existirá algum ar respirável. Estamos no plano da informação, que se aja cada vez mais. Imagens versus imagens. Combate. Viva o contra-senso." (João de Ricardo)
"Clara Villas Bôas Não existe justificativa para a truculência da polícia. Os manifestantes estavam desarmados e mesmo que tivessem destruído o boneco inflável primeiro, a polícia jamais poderia agir de tal forma. Eu pensava que a ditadura já havia terminado e sinto profunda tristeza ao ver jovens defendendo tamanha estupidez." (Clara Villas Bôas)
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Pessoas com pouca capacidade ou vontade de elaboração psicológica encaram o infortúnio como punição. Ficam choramingando, azedas. Infortúnio é ensinamento, é aprendizado. Por exemplo, a prisão deveria ser ensinamento. Encarando como punição, é claro que o preso não vai aprender nada, pelo contrário. Assim como qualquer um que se assume como vítima e tem sede de qualquer tipo de revanche.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
"O nosso próprio gostar e não gostar. O que eu gosto é bom, o que eu não gosto é ruim. Os que gostam do que eu gosto, eu amo e me identifico, os que não gostam do que eu gosto, eu odeio e são meus inimigos. Alguém emocionalmente está vivendo além desses julgamentos e crenças? Não existe amor no reino do eu. Apenas gostar/não gostar e aceitar/rejeitar diferentes. Desse ponto de vista, que diferença existe entre as pessoas? Sei lá, estamos todos numa confusão muito parecida, achando que o que é diferente da gente é que está errado. Nunca a nossa crença e julgamentos. E cada lado saí pra rua para defender sua bandeira do que é bom e correto. E daí as guerras." (Renato Parada)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Ainda sobre a carta do tarô O Enforcado: o bebê, antes de nascer, está numa espera, de cabeça para baixo, prestes a sofrer uma grande transformação.
“Todo ator tem que ser sem-vergonha e afetado, no sentido de ser cheio de afeto. Quando vejo um ator técnico demais, que não leva seu coração para o personagem, eu começo a bocejar. Tem um monte de gente assim. Aquilo é uma merda, não serve para mim.” (Amora Mautner, filha do Jorge Mautner e diretora da novela Avenida Brasil)
“O centro nervoso e criativo de minha filha vem de sua capacidade de absorção de várias linguagens, que ela elabora em associações intensas que se multiplicam ao infinito e que ela transforma em arte constante. Amora nunca perde o eixo e sua arte é como vastas florestas cheias de galhos, folhas, flores, pássaros, borboletas, luzes, troncos de árvores fincadas num solo de fertilidade amazônica! Com céu azul, chuvas e relâmpagos! Amora é como a graça divina, que Deus me concebeu.” (Jorge Mautner, sobre a filha, Amora, 37, diretora da novela Avenida Brasil)
“O centro nervoso e criativo de minha filha vem de sua capacidade de absorção de várias linguagens, que ela elabora em associações intensas que se multiplicam ao infinito e que ela transforma em arte constante. Amora nunca perde o eixo e sua arte é como vastas florestas cheias de galhos, folhas, flores, pássaros, borboletas, luzes, troncos de árvores fincadas num solo de fertilidade amazônica! Com céu azul, chuvas e relâmpagos! Amora é como a graça divina, que Deus me concebeu.” (Jorge Mautner, sobre a filha, Amora, 37, diretora da novela Avenida Brasil)
"Quando nossos olhos examinam ao redor, nós vemos uma realidade que é limitada. Ela parece neutra, mas é limitada. Ela é limitada pelas concepções emocionais que nós portamos. É ingenuidade nós imaginarmos que o que nós pensamos é suficientemente amplo, que aquilo que nós vemos é suficientemente amplo." (Lama Samten)
Depois de formado no ensino superior, tive três empregos: Jornal NH (3 meses), PGE (4 anos e meio) e TRT (o atual). O primeiro e o segundo aparecem recorrentemente nos meus sonhos na forma de pesadelos. O terceiro é oposto aos outros dois. Eu já não imaginava possível um emprego onde me sentisse bem - não imaginava que poderia ser TÃO melhor.
Meu professor de física em Taquara sendo entrevistado pela Ana Maria Braga.
domingo, 30 de setembro de 2012
"O círculo é indivisível e indestrutível, portanto imortal. Divindo em duas metades iguais, o quadrado original se perde, ao passo que o círculo mantém sua identidade do começo ao fim. O zero também é similarmente indestrutível, pois não pode ser modificado por adição, subtração, multiplicação ou divisão." (Sallie Nichols)
Dia da Árvore & Dia do Índio: datas que só são comemoradas pelas criancinhas no jardim de infância, com trabalhinhos de artes; Adultos e o Mercado de Trabalho não precisam de árvores, muito menos de índios.
Parece que o nível de serotonina no organismo tem um micro e um macro ciclo, equivalentes aos ciclos de rotação e translação da Terra. (Ver padrões do universo.) Mas isso está fora a Educação, porque não interessa ao Mercado de Trabalho.
Eu sonhei que estava indo de ônibus pra Oásis. No meio do caminho, numa parada, acordei de um cochilo e perguntei pro motorista se ali era Oásis, ele disse que sim. Só que não era verdade. Tentei voltar ao ônibus, mas ele já estava partindo. Do ponto onde eu fiquei, era tão longe caminhar de volta quanto caminhar até o meu destino. Então, sem ação, fiquei ali, e anoiteceu. Conforme o tempo foi passando, passei a gostar daquele local. Gostei tanto que não quis mais sair de lá.
Eu sonhei que fui parar num lugar que não era a partida nem o destino, e que isso parecia um fato terrível, mas que acabou sendo um ponto novo, necessário, importante e, inclusive, melhor.
(Ver, logo abaixo, O Enforcado...)
Eu sonhei que fui parar num lugar que não era a partida nem o destino, e que isso parecia um fato terrível, mas que acabou sendo um ponto novo, necessário, importante e, inclusive, melhor.
(Ver, logo abaixo, O Enforcado...)
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
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