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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"De fato, Porto Alegre vem sendo alvo de uma onda de vandalismo. Os espaços públicos da cidade estão sendo privatizados. A especulação imobiliária avança sobre áreas públicas e de preservação ambiental. A população mais pobre está sendo empurrada cada vez mais para a periferia. A criminalização das áreas frequentadas pela juventude é crescente. O maior grupo midiático da cidade defende abertamente a subordinação do interesse público aos interesses comerciais do setor imobiliário. E as chamadas forças de segurança estão aí para defender essa agenda e seus agentes públicos e privados. Mas as ruas começam a opor resistência aos vândalos e ela pode estar só começando." (RSurgente)


@douglasdickel
Muitos materiais gravados no local foram apreendidos ou quebrados pela Brigada Militar (via Sul21) #vandalismo

“Fizemos uma REAÇÃO TÉCNICA proporcional à violência contra policiais”, diz major da BM (via Sul21)

"Parece mais preocupação com um boneco de plástico do que com a vida das pessoas”, avalia Patrícia Couto, Ouvidora Estadual de Seg. Pública.

"Na próx. vamos identificar todos. Estamos monitorando essas pessoas que ficam combinando pela net e não avisam o que vão fazer." (major BM)

As mulheres foram agredidas com puxões pelos cabelos, além de xingamentos de policiais que as chamavam de “vagabundas”. (Sul21)

Após o tumulto, policiais do Pelotão de Operações Especiais (BM) e da Guarda Municipal ordenaram que todos se ajoelhassem. (Sul21)


‎"Um dos três Guardas tomou distância e bateu-me forte com o porrete na cabeça. Caí imediatamente e um lençol de sangue se abriu sob mim. Os amigos que tentaram me socorrer foram inicialmente dissipados até que houve o entendimento de que eu realmente não podia ficar alí sangrando sozinho. O Guarda Municipal que me bateu com toda força na cabeça (mesmo estando eu em postura de rendido) sabia que podia podia ser fatal, não sabia? O comandante da Guarda Municipal, Eliandro Oliveira de Almeida, disse à Zero Hora que não houve registro de excessos por parte da Guarda. Sim, quem registraria a própria atitude terrorista?" (Germán Álvarez)





"Para o lado de lá da prefeitura, excluída por um cordão, cada centímetro da porta era minuciosamente resguardado. O responsável pelo cuidado tão preciso da 'casa do povo', provocou uma menina que estava ao meu lado, pedindo para ela voltar à sua frente e levantar seu cartaz, caso 'tivesse coragem'. Ela foi e, sem medo algum, empunhou em cima da cabeça: 'desaFORTUNA-TI'. O bravo engravatado riu, tirou uma foto com câmera digital, e do alto de tantas escadas, tomadas por inúmeros fardados, lançou: 'Tu é nada'. Quando insistimos para que falasse seu nome, recuou, virou o rosto, ignorou que existíamos. (...) Câmeras fotográficas e celulares dos que tentavam registrar as cenas mais violentas foram arrancadas e quebradas. Nenhum policial possuía identificação na farda, e todos negavam-se peremptoriamente em conceder seu nome. Perguntou mais de uma vez? Vai apanhar também. (...) O batalhão de choque perseguia os que tentavam fugir – depois de estes já dispersos. Vi meninas sendo arrastadas pelos cabelos. Vi um menino voluntariamente render-se, encostar-se na parede com muita pacificidade e, de braços abertos, sem oferecer qualquer resistência, tomar choque por mais de um minuto." (Marcelli Cipriani)


Danos morais. Agressão em desigualdade de condições.


"Olha, tou surpresa com o número de defensores da 'lei e ordem' na minha timeline (isso que ela já anda bem selecionada). No fim não deixo de pensar que talvez a gente, como grupo, mereça o que tem. Na mídia, na política, na polícia. Infelizmente." (Svendla Chaves)


"Eu, sujeito reles, fantasiava destruir o Tatu da Copa, criatura bizarra a qual nos foi delegado o poder de escolher o nome (dentre alternativas semelhantemente esdrúxulas). Não o fiz. E não sei exatamente quais as consequências de encontrar na realidade algo que habita o plano da fantasia. Talvez fosse necessário manter a ordem – gosto de pensar nisso e esquecer o quão arbitrário e contextual é o conceito de ordem. Alguém precisou se recusar a levantar de bancos de ônibus, enfiar barras de ferro nas engrenagens das fábricas, queimar sutiãs e apanhar muito da polícia para garantir coisas que, hoje, consideramos parte da ordem." (Gustavo Mano)


"Numa sociedade do espetáculo, como a nossa, nada mais natural que nos revoltemos contra imagens: a Opus Dei, a Estrela da Morte, o tatuzão de Ramos... Enquanto bandeiras forem queimadas existirá algum ar respirável. Estamos no plano da informação, que se aja cada vez mais. Imagens versus imagens. Combate. Viva o contra-senso." (João de Ricardo)


"Clara Villas Bôas Não existe justificativa para a truculência da polícia. Os manifestantes estavam desarmados e mesmo que tivessem destruído o boneco inflável primeiro, a polícia jamais poderia agir de tal forma. Eu pensava que a ditadura já havia terminado e sinto profunda tristeza ao ver jovens defendendo tamanha estupidez." (Clara Villas Bôas)

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