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sábado, 30 de junho de 2012

Medo
Ignorância
Ódio
Raiva
Budismo


“Se todos sob o Céu reconhecem o belo como belo,
assim conhecerão o feio.
Se todos sob o Céu reconhecerem o bem como bem,
Assim conhecerão o mal.
Ser e Não-Ser engendram-se mutuamente,
Fácil e difícil completam-se,
Longo e curto delimitam-se,
Alto e baixo regulam-se,
Tom e som harmonizam-se,
Antes e depois sucedem-se.
Por isso o Santo-Homem pratica o Não-agir e ensina sem falar.
Os Dez Mil seres agem, e ele não lhes recusa ajuda.
Produz sem apropriar-se, trabalha sem nada esperar em troca.
Realiza obras meritórias sem apegar-se a elas
E justamente por isso suas obras perduram.”
(Lao Tsé. Tao Te King-verso 2)


Não-agir, para o taoísmo, não significa nada fazer. Significa integrar-se, participar das coisas sem querer mudá-las por simples vontade nossa. Isso quer dizer que devemos fazer parte da natureza sem tentar domá-la, sem tentar fazer com que ela tenha o nosso rosto.

Isso significa estar sempre em comunhão com ela. Isso é Não-agir. É pura ação integradora. A Natureza (Os dez mil seres) já tem uma atuação normal e própria. Nós somos parte dela. Quando tentamos tirá-la do seu curso estamos lutando contra ela e não cumprindo a parte que nos cabe na composição do seu corpo.

A natureza é um organismo igual ao nosso. Quando a ferimos, agimos como células cancerosas que se rebelam contra as leis naturais que regem a vida do organismo e destroem o seu equilíbrio.

O homem sábio (o Homem-Santo) não lhe recusa colaboração. O que ele faz é sempre para acrescentar, nunca para subtrair. E dessa forma realiza obras meritórias, porque não faz para ele, mas sim para o todo ao qual pertence. Por isso suas obras perduram.

Lao Tsé, o inspirado autor do Tao Te King foi um filósofo chinês que viveu há mais de dois mil e quinnhentos anos. Ele escreveu o Tao Te King para lembrar aos seus compatriotas chineses que o homem tinha uma grande responsabilidade em relação á saúde do planeta, porque ela era como o nosso próprio corpo. Se ele ficasse doente, nós também ficaríamos. Se ele morresse, nós também morreríamos.

Isso mostra, que desde aqueles longinquos dias os homens já agiam como vermes, roendo o próprio cadáver. Não mudamos muito desde então, mas a esperança morre por último e enquanto ela viver teremos uma chance. Enquanto isso,é bom reler Lao Tsé. (João Anatalino)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sorria!
(Contardo Calligaris)*


Na frente da câmara fotográfica, ninguém precisa nos dizer Sorria!; espontaneamente, simulamos grandes alegrias, sorrindo de boca aberta. Em regra, hoje, os retratos são propaganda de pasta de dentes - se você não acredita, passeie pelo Facebook, onde muitos compartilham seus álbuns, rivalizando para ver quem parece melhor aproveitar a vida. 


O hábito de sorrir na foto se estabeleceu quando as câmaras fotográficas portáteis banalizaram o retrato. Mas é duvidoso que nossos sorrisos tenham sido inventados para essas câmaras. É mais provável que as câmaras tenham surgido para satisfazer a dupla necessidade de registrar (e mostrar aos outros) nossa suposta 'felicidade' em duas circunstâncias que eram novas ou quase: a vida da família nuclear e o tempo de férias. 


De fato, o álbum de fotos das crianças e o das férias são os grandes repertórios do sorriso. No primeiro, ao risco de parecerem idiotas de tanto sorrir, as crianças devem mostrar a nós e ao mundo que elas preenchem sua missão: a de realizar (ou parecer realizar) nossos sonhos frustrados de felicidade. 


De uma longa época em que nossa maneira e talvez nossa capacidade de enfrentar a vida eram resumidas por uma espécie de seriedade intensa, passamos a uma época em que saber viver coincidiria com saber sorrir e rir. Nessa passagem, não há só uma mudança de expressão: o passado parece valorizar uma atenção focada e reflexiva, enquanto nós parecemos valorizar a diversão. Ou seja, no passado, saber viver era focar na vida; hoje, saber viver é se distrair dela.


Ao longo do século 19, antes que o sorriso deturpasse os retratos, a "felicidade" e a alegria excessivas eram, aliás, sinais de que o retratado estava dilapidando seu tempo, incapaz de encarar a complexidade e a finitude da vida.
___________________________
* Contém edições deste blogueiro.
"SUCESSO é a possibilidade de jogar com cartas diferentes das que nos foram entregues na distribuição inicial, no começo do jogo. Jogar da melhor maneira possível com as cartas recebidas é a ideia de um sujeito do século XIX." (Contardo Calligaris)


“Os críticos dizem assim: vocês ficam em casa postando enquanto poderiam sair e encontrar pessoas reais. Mas isso realmente acontece sempre? Toda vez que você sai rola uma integração com as pessoas no bar? Isso não existe. Não nos apaixonamos ou conhecemos pessoas interessantes todo dia. É uma hipervalorização desta ideia.” (Contardo Calligaris)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

@vidasimples
Pessoas que assumem suas fraquezas são mais seguras, e não agradadoras compulsivas.


“Descobrir o destemor é o resultado de trabalharmos a
delicadeza do coração humano.” (Chogyam Trungpa)

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, foi quem introduziu na psicologia moderna o estudo do simbolismo e, explorando no inconsciente, pôde explicar e estabelecer leis. Uma delas, de importância para a Grafologia, é a lei que Freud denominou de tradução. Explica-se nela que o subconsciente traduz em símbolos, e depois em imagens visuais, todos aqueles elementos da psique que residem na profundidade de nossa alma. Há diferenças em cada indivíduo que partem da composição bioquímica de suas células nervosas e da atividade de suas glândulas endócrinas. Desde os centros nervosos nasce uma corrente psicomotora que passa ao braço, cotovelo, antebraço e à mão, para plasmar sobre o papel a tradução de um pensamento ou de uma emoção que se projetam em forma de símbolos para o espaço gráfico. A diferença entre cada sujeito faz que essas diferentes imagens simbólicas reflitam na gráfica do espaço as mais dissímiles vivências." (Alicia Regueiro)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"Nas últimas décadas verificou-se uma avalanche de reclamatórias, assoberbando o Judiciário Trabalhista. Para uma minoria, a crença é que a má-fé associada à impunidade dos Reclamantes seja a principal causa da chamada Indústria da Reclamatória, além do despreparo técnico e preventivo das empresas, que, agindo assim, contribuem para reforçar a impunidade dos Reclamantes desleais. Pretendemos concluir, com isso, que o aparato legislativo e os princípios do Direito do Trabalho que outrora refletiam a necessidade de proteção ao trabalhador explorado, hoje, têm sido usados de forma demasiadamente elástica, principalmente no processo do trabalho, chegando, ao ponto de encorajar a deslealdade dos Reclamantes." (Bel. Renata Kerkhoff)






"Um juízo de admissibilidade recursal excessivamente elastecido pela benevolência para com os proteladores inveterados levou a execução trabalhista ao ponto crítico da quase estagnação. Nesse contexto, deixar de aplicar o rigor saudável da legislação mais recente implica compactuar com a indústria da reclamatória a perder de vista e fortalecer o círculo vicioso pelo qual o empregador se vê estimulado a não pagar, compelindo o empregado a procurar seus direitos na Justiça mediante reclamatórias que vão tramitando cada vez mais lentamente à medida em que a execução se prolonga, com manifesto favorecimento ao devedor, privilegiado ainda mais com o pleno acesso recursal." (Des. WILMA NOGUEIRA DE ARAUJO VAZ DA SILVA)

sábado, 23 de junho de 2012

"Toda esta tarde falou-se de 'desenvolvimento sustentável' e de tirar grandes massas da pobreza. Mas, o que passa por nossas cabeças nesses discursos? Eu te digo: o modelo de desenvolvimento e consumo das sociedades ricas! Mas, podem 7 ou 8 bilhões de pessoas no planeta terem o mesmo grau de consumo e desperdício que têm as mais opulentas sociedades ocidentais? A economia de mercado criou uma sociedade de mercado, escrava da competição. Estamos governando a globalização ou é a globalização que nos governa? É possível falar de solidariedade e que estamos todos juntos em uma economia que está baseada na competição impiedosa? Até onde chega nossa fraternidade? Nada disso que digo é para negar a importância desse evento. Ao contrário, o desafio que temos adiante é de uma magnitude de caráter colossal. Mas, a grande crise não é ecológica, é política! O homem não governa mais as forças que criou, hoje são as forças que governam o homem. Ninguém vem ao planeta para ser explorado, e sim tentando ser feliz. Nem um bem vale como a vida, isso é elementar! A vida não pode nos escapar trabalhando e trabalhando para consumir mais. Se a sociedade de consumo é o motor, então, deter o consumismo é deter o fantasma da economia. Esse hiper-consumo é o que está destruindo planeta. Que faz com que as coisas tenham que durar pouco para vender muito. Não se pode mais fabricar coisas duráveis por causa do mercado, e por ele temos que trabalhar, ser uma civilização de consumo, e estamos num círculo vicioso... Esses são problemas de caráter político! Que nos exigem começar a lutar por outra cultura. Não estamos propondo uma volta do homem às cavernas ou um monumento ao atraso, mas sim que não sejamos governados pelo mercado. Temos é que governar o mercado! Epicuro e Sêneca já diziam: 'pobre não é quem tem pouco mas sim quem necessita infinitamente muito'. Essa é uma chave de caráter cultural! Nesse eterno pague-conta-pague-conta, quando a pessoa quer acordar é um velho reumático e lhe roubaram a vida. Esse é o destino da vida humana? Essas são coisas muito elementares. O desenvolvimento não pode ser contra a felicidade, tem que ser a favor da felicidade humana, do amor pela Terra, das relações humanas de cuidar dos filhos, de ter amigos! Esse é o tesouro mais importante que temos. Quando lutamos pelo meio ambiente, o primeiro elemento do ambiente se chama felicidade humana, obrigado." (José Mujica)


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Os monges budistas têm sentimentos de raiva? (Yahoo Respostas)

Com certeza, os monges tem as mesmas sensações que você. A diferença talvez seja o que eles fazem com tais sensações. Você talvez as julgue e interprete como raiva. Algumas pessoas transferem tais sensações para ações como quebrar objetos, bater em pessoas etc. Outras apenas observam as sensações sem reprimi-las. Sentem-nas integralmente. Esta é a postura da meditação. E afinal, o que importa saber para você se os monges buditas sentem ou não raiva? A pergunta não seria "O que eu posso fazer com a minha raiva"? A meditação não combate a raiva. A meditação não combate nada. Não está contra nada. Muito pelo contrário. Acolhe aquilo que vem da maneira que vier. (Meditação - Instituto União)

A melhor definição para Sistema (The Evil One) é a 12ª dentre 22 do Aurélio Eletrônico 6.0.1:
  • hábito particular; costume, uso.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

"O comportamento defensivo se externa quando a pessoa, através de suas desconfianças, percebe perigo no grupo, desgastando assim suas energias numa autodefesa. Há pessoas inseguras ou medrosas, que nunca estão no seu natural. Colocam-se sempre na defensiva, preocupadas consigo mesmas, num esforço desmedido em saber como estão sendo vistas pelos outros, como devem fazer para serem identificadas de forma mais favorável: como vencer, impressionar, manter-se impune ou, então, como reduzir ou evitar um ataque por antecipação. (...) No mundo dos defensivos, existem dois tipos de pessoas: a melosa e a agressiva. As duas assumem atitudes errôneas. A melosa apela para a chantagem emocional, fazendo-se de vítima quando deseja esconder-se atrás de uma desculpa. Agindo assim, pensa que impressiona ou comove seu interlocutor. Os que se colocam na defensiva através da agressividade não querem se sentir expostos (e por isso criam uma barreira de medo que afasta as pessoas) ou desejam impressionar de alguma forma aqueles que deles se aproximam. Esses ficarão sozinhos na vida. Há outra forma de agredir: a daqueles que ficam sempre em cima do muro, tentando levar vantagem e tirar partido dos dois lados. Esses são uns coitados. Têm um trabalho insano para se equilibrar entre duas posições e, no final, desagradam a todos e a si mesmos." (Maria Helena Brito Izzo, psicóloga)
"Como todo organismo vivo, o ser humano tem uma forte propensão a manter constante sua tensão interior: é o principio de constância, análogo ao princípio de homeostesia da fisiologia. As condutas e os mecanismos psíquicos, no sentido de evitar toda tensão nova ou sua redução (sedução)." (Philippe Jeammet, Michel Reynaud, Silla Consoli)
"O poema tem que ser um relâmpago. Ele tem que iluminar a tua cara, bater na tua cara como uma coisa vital. Não é profissão, não. E talvez poesia não seja nem literatura. É uma coisa tão extemporânea, tão fora das normas que, ou a poesia é a pura literatura ou ela não é literatura. Ninguém faz literatura objetivamente, a não ser aqueles escritores americanos de best-sellers. A objetividade se refere muito mais ao artesanato, à técnica, ao domínio da linguagem. Em matéria de arte, a técnica é imprescindível mas não suficiente." (Ferreira Gullar)
"A criança é criativa porque é crescimento e se cria a si própria. É como um rei, porque impõe ao mundo as suas ideias, os seus sentimentos e as suas fantasias. Ignora o mundo do acaso, pré-elaborado, e constrói o seu próprio mundo de ideais. Tem uma sexualidade própria. Os adultos cometem um pecado bárbaro ao destruir a criatividade da criança pelo roubo do seu mundo, sufocando-a com um saber artificial e morto, e orientando-a no sentido de finalidades que lhe são estranhas. A criança é sem finalidade, cria brincando e crescendo suavemente; se não for perturbada pela violência, não aceita nada que não possa verdadeiramente assimilar; todo o objeto em que toca vive, a criança é cosmos, mundo, vê as últimas coisas, o absoluto, ainda que não saiba dar-lhes expressão: mas mata-se a criança ensinando-a a ater-se a finalidades e agrilhoando-a a uma rotina vulgar a que, hipocritamente, se chama realidade." (Robert Musil)
"Consciente do sofrimento causado pela fala inconsequente e por minha falta de habilidade em ouvir os outros, eu me comprometo a cultivar a fala amável e a escuta compassiva para aliviar o sofrimento, e promover a reconciliação e a paz em mim mesmo e entre as pessoas. A fala pode ser construtiva ou destrutiva. Falar com consciência plena pode trazer felicidade real; a fala sem consciência pode matar. Quando alguém nos diz alguma coisa que nos anima e alegra, este é o maior presente que nos pode dar. Às vezes, alguém nos diz alguma coisa tão cruel e aflitiva que gostaríamos de fugir e cometer suicídio; perdemos toda a esperança, toda nossa alegria de viver. Muitas pessoas precisam mentir para ter sucesso como políticos ou vendedores. Um diretor de uma empresa de comunicações me disse que se lhe fosse permitido dizer a verdade sobre os produtos de sua companhia, as pessoas não os comprariam. Ele diz coisas positivas sobre os produtos, mas sabe que não correspondem à verdade; evita falar dos efeitos negativos dos produtos. Ele sabe que está mentindo e sente-se mal com isso. Muitas pessoas estão presas a situações parecidas. Também na política as pessoas mentem para angariar votos. É por isso que podemos falar de uma indústria da mentira." (Thich Nhât Hanh)
"Olhe novamente para este ponto. Este é o lar. Isto somos nós. Nele todos que você ama, todos que você conhece, todos que você ouviu falar, cada ser humano que já existiu, viveram sua vida. O conjunto de nossa alegria e sofrimento, milhares de religiões confiantes, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destridor da civilização, cada rei e camponês, todo casal jovem apaixonado, cada pai e mãe e criança esperançosa, inventor e explorador, cada professor de moral, cada político corrupto, cada superstar, cada líder supremo, cada santo e pecador na história de nossa espécie viveu aqui - num grão de poeira suspenso em um raio de sol." (Carl Sagan)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Programa-009 by Revelações*Douglasdickel on Mixcloud




Obrigado aos ouvintes da minha "rádio" Revelações!

A proibição do uso de sacolinhas plásticas em São Paulo começou em janeiro de 2012. No entanto, os supermercados começaram a cobrar pela venda de sacolas biodegradáveis. O Ministério Público e o Procon intervieram. Foi determinado o fim definitivo da venda das sacolas biodegradáveis. Agora uma petição contra a proibição das sacolinhas foi feita pelo Plastivida, pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idecon) e pelo SOS Consumidor, e o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo acatou. Para o Plastivida, o preço das sacolinhas já estava embutido no valor dos produtos, e por isso os consumidores devem ter acesso às embalagens. Ainda segundo a assessoria de imprensa do órgão, com a suspensão da validade do acordo os supermercados terão que voltar a fornecer as sacolinhas, ou poderão ser acionados pelos órgãos de defesa do consumidor. (G1)
O cair das máscaras faz parte do processo delusório da vida, do nosso processo de amadurecimento.

Corajoso é aquele que se mostra como de fato é frágil, imperfeito - sem tanto medo de sofrer.

Passamos boa parte do tempo nos protegendo, usando caixas e escudos imaginários, para evitar que outros percebam nossos defeitos.

Parar de ser reativo diante de uma crítica ou comentário pode ser um bom começo para tirar as primeiras amarras.

Um bravo não precisa de tantos escudos e proteções porque já encarou a si mesmo sem fugir e se olhou verdadeiramente no espelho. (@VidaSimples)
Lord.

O koan é um problema que o discípulo do zen deverá resolver, mas cuja solução não se atinge pelo pensamento intelectual. Os koans mais famosos foram compilados por Mumon Ekai (1183-1260) sob o título de Mumonkan - a Porta sem porta. Eles são as portas para a verdade e para a libertação. Mas estas não são portas já abertas, mas portas a abrir, daí que no próprio Mumonkan se possa ler:

«O grande caminho não tem porta,
Milhares de estradas lá vão dar.
Aquele que atravessa essa porta sem porta
Caminha livremente entre o céu e a terra.»
“Ter carros estacionados na rua é uma decisão política”, diz ex-prefeito de Bogotá

Urbanista, Enrique Peñalosa foi prefeito da capital da Colômbia entre 1998 e 2001
(Felipe Prestes/Sul21)


Prefeito de Bogotá entre 1998 e 2001, o urbanista Enrique Peñalosa defende que os carros cedam cada vez mais espaço para passeios públicos, ciclovias e transporte público. Isto inclui restrições ao uso de carros, como a proibição do estacionamento em determinadas regiões das cidades. “Calçadas são um direito do cidadão. Ter carros estacionados é uma decisão política. Não há nada técnico, nem legal que obrigue a ter vagas. Estacionar não é um direito constitucional”, disse, durante palestra em Porto Alegre, na noite desta segunda (18), parte da programação do Fronteiras do Pensamento.

Peñalosa afirmou que só a restrição ao uso de carros diminuiu os engarrafamentos em cidades como Londres e Zurique. Segundo ele, nem os 1,8 mil quilômetros de metrô da capital britânica seriam capazes de diminuir o alto fluxo de veículos automotores, o que foi conquistado com a cobrança de taxas para circular em certos locais, ou rodízios. “A política de transporte público em cidades como Nova Iorque e Londres pensa em como reduzir o número de carros. Em cidades como Bogotá, São Paulo ou Porto Alegre os secretários de Transporte sempre pensam em como facilitar a circulação de carros, o que não dá certo”, disse.

Como exemplo do que disse, mostrou que a maioria das grandes cidades dos Estados Unidos tem quilômetros e mais quilômetros de autopistas e as estatísticas revelam que isto não diminui os engarrafamentos. Ao contrário, elas estimulam ainda mais o deslocamento de automóvel. “Tratar os engarrafamentos com vias maiores é como apagar fogo com gasolina”, resumiu.

Enrique Peñalosa afirmou que nas sociedades capitalistas a igualdade possível não dá a todos as mesmas posses, mas procura dar a todos tratamento igualitário. Por isto, as prefeituras devem criar espaços “peatonais” – palavra do espanhol, que designa ruas exclusivas para pedestres, ou “calçadões” – e ciclovias, além de estimular o transporte público. Peñalosa afirmou que os espaços para pedestres devem ser a prioridade. “Em uma boa cidade, as pessoas estão do lado de fora, não em shopping centers. Em uma boa cidade, não vamos de carro comprar pão e leite. Somos pedestres, necessitamos caminhar”, disse.

(...) “Como temos democracia, ônibus devem ter prioridade sobre os carros”, disse Peñalosa. Ele defendeu que se tenha muitos espaços exclusivos para ônibus nas ruas das cidades. Ele exemplificou dizendo que em uma hipotética escassez de combustível, a prioridade seria o transporte público. “O mesmo ocorre quando falta espaço nas cidades. Ônibus enfrentar engarrafamento é irracional”. Ao mostrar uma foto em que um ônibus tem um corredor exclusivo a sua frente e, ao lado, carros estão trancados, brincou. “Isto é um símbolo da democracia”.

O urbanista esclareceu, contudo, que não é contra o uso de carros. “Não sou um radical anti-carro. No final do século XX, as pessoas perceberam que cometemos erros. Carros são maravilhosos. Sou contra que todos usem ao mesmo tempo. Defendo que é preciso cobrar impostos para quem usa carros em determinados horários e locais”.

Peñalosa também defendeu que as cidades apostem mais em ônibus do que em metrô, por diversos motivos. Um deles é que o metrô é caro, e os BRTs (Bus Rapid Transit), por exemplo, apenas tomam para si espaços entre os milhares de quilômetros de vias já construídos nas grandes cidades. Outro fator é de qualidade de vida. “Por que meter os usuários embaixo da terra?”, questionou. Além disto, ressaltou que mesmo em Londres, com seus 1,8 mil quilômetros de metrô, os ônibus carregam 1 milhão de pessoas a mais que o transporte subterrâneo.

terça-feira, 19 de junho de 2012



The power of the Cat.
Anatomicamente, o pescoço tem sido descrito como a parte mais sutil do corpo humano. Além de conter conexões vitais entre boca e estômago, nariz e pulmões, cérebro e coluna, o pescoço abriga os principais vasos sanguíneos que ligam coração e cérebro. Cercando essas conexões existem complexos grupos de músculos que permitem que a cabeça execute toda uma gama de movimentos que transmitem importantes mensagens nas interações sociais.

Tradicionalmente, a figura feminina é dotada de uma gracioso "pescoço de cisne", enquanto a figura masculina exibe um "pescoço de touro". Essas diferenças são bastante reais. O pescoço feminino é mais longo e mais delgado, enquanto o masculino é mais curto e mais grosso. Isso ocorre em parte porque a mulher tem um tórax mais curto - e seu osso esterno é mais baixo em relação à coluna que o do homem - e em parte porque a musculatura do homem é mais forte. Não há dúvida de que essa diferença se estabeleceu durante a longa fase caçadora da evolução humana, quando os machos, que possuíam um pescoço mais forte, levavam vantagem em situações de violência física.

Outra diferença de gênero em relação ao pescoço é a presença do pomo-de-adão, que é muito mais evidente nos homens que seu correspondente no pescoço das evas. Isso ocorre porque as mulheres têm cordas vocais menores - o que lhes dá uma voz mais aguda e exige uma caixa vocal menor. As cordas vocais femininas têm cerca de 13 mm, enquanto as masculinas chegam a 18 mm. A laringe da mulher é cerca de 30% menor que a do homem, e fica colocada mais alto na garganta, o que a faz menos proeminente. Essa diferença laríngea não surge até a puberdade, quando a voz masculina "engrossa". A voz da mulher adulta é mais infantil, mantendo uma frequência entre 230 e 255 ciclos, enquanto a voz masculina atinge entre 130 e 145 ciclos por segundo. (A mulher nua - um estudo do corpo feminino/ Desmond Morris: [tradução Eliana Rocha] - São Paulo, Globo, 2005)


Desmond Morris - A Mulher Nua

segunda-feira, 18 de junho de 2012



Entra seco e sai cu milho sangrando.
"Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo. Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda." (Martha Medeiros)

Procuram-se mulheres que pensam assim.

domingo, 17 de junho de 2012

"É possível que os pensamentos criem trilhas no cérebro e, depois de repetir pensamentos negativos, eles viciem nesse estímulo repetitivo específico. E fica muito difícil redirecionar esses sentimentos negativos." (Psicoterapeuta no filme 'Downloading Nancy')

sábado, 16 de junho de 2012

ACORDA!


A máquina do tempo precisa ser é DESinventada, e ela se chama mente não-saudável humana. A capacidade de se transportar para o passado e para o futuro é usada por nós com demasia extrema.


Best Coast Bethany Consentino
A preferência é SEMPRE do CORPO humano. Não é do automóvel e não é da bicicleta.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Contardo Calligaris escreve sobre Elize Matsunaga, mas poderia ser sobre Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha): "Se você ama uma mulher que por acaso é prostituta, aí, tudo bem; mas, se você ama essa mulher POR ELA SER prostituta, atenção: nesse caso, seria sábio você se familiarizar com a fantasia que sustenta seu amor. Qual é, em geral, a fantasia em questão? Se você se apaixonar por uma prostituta (ex ou não, tanto faz) e quiser se casar com ela, recomendo apenas uma cautela, que não tem nada a ver com sua futura mulher e tudo a ver com você. Em regra, o desejo de um homem que se apaixona por prostitutas (e planeja 'redimi-las') é sustentado por uma fantasia (inconsciente) de vingança - contra a mulher e contra ele mesmo, por ter se deixado seduzir. Explico. A sexualidade de muitos homens é patologicamente neurótica: eles olham para o sexo pelo buraco da fechadura do quarto dos pais. Nessa ótica infantil, não se salva ninguém: é 'puta' qualquer mulher que vai com os outros, ou seja, todas as mulheres são 'putas', inclusive a mãe (surpreendentemente), porque ela vai com pai, padrasto e companhia - enquanto, para a gente, ela só tem carinho contido."
St. Vincent + David Byrne = Love This Giant!


"Na Ásia, dizemos que há três fontes de energia - a sexual, a da respiração e a do espírito. Tinh, a energia sexual, é a primeira. Quando você tem mais energia sexual do que precisa, vai haver um desequilíbrio no seu corpo e no seu ser. A segunda fonte de energia é khi, a energia da respiração. A vida pode ser descrita como um processo de queima. Para queimar, cada célula do nosso corpo precisa de nutrição e oxigênio. Na nossa vida cotidiana, temos de cultivar nossa energia praticando a respiração adequada. Nós nos beneficiamos do ar e do seu oxigênio, e por isso precisamos estar certos de ter à disposição ar não poluído. Algumas pessoas cultivam seu khi parando de fumar e de falar, ou praticando respiração consciente depois de falar muito. Quando você fala, tome tempo para respirar. Em Plum Village, cada vez que ouvimos o sino da mente alerta, cada um pára o que estiver fazendo e respira conscientemente três vezes. Praticamos isto para cultivar e preservar nossa energia khi. A terceira fonte de energia é thân, a energia espiritual. Quando você não dorme à noite, perde um pouco desse tipo de energia. Seu sistema nervoso fica exausto e você não consegue estudar ou praticar meditação bem, ou tomar boas decisões. Você fica sem a mente clara devido à falta de sono ou por preocupar-se demais. Preocupação e ansiedade secam esta fonte de energia." (Thich Nhât Hanh)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Uma história geral da realização pessoal. Parece bem certo que nenhum de nós duvidaria que em nossos tempos temos muito mais recursos científicos e tecnológicos, o que traduziria, a grosso modo, que temos muito mais facilidades, opções, recursos, possibilidades, melhorias, … e várias outras palavras poderiam ser utilizadas para dizer que temos boas coisas. A informática, a internet, os computadores… modificaram nossos modos de vida. No entanto, grosseria maior seria pensar que somos privilegiados na história da humanidade. E se tivéssemos uma história do desenvolvimento das emoções e sentimentos humanos, certamente que não seria tão fácil para alguém dizer, senão para os mais apressados e superficiais, que nossa época seria também a que tenha mais realização pessoal e afetiva. Pelo contrário, talvez estaríamos pensando se não estamos na época mais medíocre e pobre de afetos positivos e de realização pessoal. Podemos até considerar os bens materiais de nossa época, porque se tirarmos o sabor passageiro de quem acabou de 'se realizar' com a compra do automóvel do ano, a história pode ficar ainda mais catastrófica." (Adriel)

terça-feira, 12 de junho de 2012



Natalie Portman e Paul McCartney.
O adulto desmontado
Cada vez mais pessoas crescidas teimam em continuar vivendo como adolescentes e já não existem referências claras sobre o que é ser adulto e se comportar como tal. Por que anda tão difícil envelhecer?
(Mariana Sgarioni/Superinteressante)



O cara só usa bermudão e camiseta tipo skatista, fala gíria e masca chiclete sem parar, mora com os pais, nunca se preocupou em aprender a fazer um nó de gravata (ele só tem uma, comprada para o casamento do melhor amigo), se nega a assumir o relacionamento com a “ficante” oficial há mais de um ano, e, para completar, acha que previdência não é assunto que lhe deva despertar interesse. Há alguns anos, tal descrição certamente seria referente a um rapaz de 18 anos. Acontece que as fronteiras etárias se tornaram nebulosas: atualmente o perfil acima também corresponde a muitos homens de 35 ou 40 anos. Eles fazem parte de uma turma que anda com uma certa dificuldade – para não dizer aversão – de encarar a vida adulta como ela é conhecida. Aquela vida chata, mas inevitável, cheia de responsabilidades e suas consequências. Como, por exemplo, trocar a lâmpada queimada da geladeira, lembrar de pagar o seguro do carro, usar terno e gravata ou salto alto quando for necessário, concordar em estabelecer vínculos verdadeiros com os outros. Enfim, aceitar a maturidade e assumir de vez o controle da própria vida. Está parecendo papo de gente careta? Cuidado, você pode ser o cara descrito ali atrás: um adultescente em potencial.


Por que é difícil crescer?

Não faz tanto tempo (coisa de 30 ou 40 anos atrás), as opções de estilo de vida eram um tanto restritas. As mulheres eram educadas para se casar e ter filhos. Já os homens, para serem chefes de família e manterem um emprego estável. Quando atingiam esse estágio, pronto, se tornavam adultos aos olhos de todos. E o que fugisse disso causava uma certa indignação. O negócio é que os dias de hoje – ainda bem – permitem outras escolhas que não são mais marginalizadas. É possível não casar, trocar de emprego toda hora, não ter filhos, deixar a faculdade para mais tarde, morar fora do país... o leque é infinito. “Isso é bom, por um lado, uma vez que a vida passou a ser menos restritiva”, afirma a psicóloga Maria Tereza Maldonado, autora do livro Maturidade. “Mas, por outro, gerou a cultura do transitório, do descartável, algo típico do comportamento adolescente que não se preocupa em se responsabilizar por nada. Ninguém quer mais nada a longo prazo que gere comprometimento, uma vez que isso implica renúncias, tolerância, paciência e, principalmente, maturidade emocional.”

Existe também um aspecto mercadológico na adultescência. A partir do período pós-guerra, tudo o que remete à juventude passou a ser extremamente valorizado. Não é cool comprar fixador de dentaduras, mas é bacana ostentar uma calça jeans de cintura baixa – não interessa se o “corpitcho” já não tem o vigor dos 20 anos. Não é surpreendente que o fenômeno só atinja indivíduos das classes mais abonadas, que podem se dar ao luxo de manter o estilo de vida juvenil indefinidamente (ou cujos pais têm condições de bancar esse luxo).

Antigamente, mesmo esses bem-nascidos tinham uma senha para ingressar na idade adulta: o fim dos estudos (e a consequente entrada no mercado de trabalho), quando o cidadão passava a ganhar seu próprio dinheiro e se sustentar sozinho. Isso acontecia, em geral, no fim da faculdade. Agora, a vida escolar pode se alongar ad aeternum: as pós-graduações e os cursos de extensão podem esticar a fase de estudos e a dependência financeira até por volta dos 27 anos. Sem contar que a conclusão da universidade não significa mais nenhuma garantia de emprego. Debaixo do teto e proteção dos pais, fica bem mais difícil mesmo saber onde fica o botijão de gás.

Biologicamente falando, existe ainda outra justificativa para os garotões de meia-idade: no ser humano, a adolescência tem idade certa para começar, a entrada na puberdade, por volta dos 11 anos. Mas não tem idade para terminar. Por isso, nas culturas primitivas, existiam rituais de passagem, justamente para marcar a diferença entre jovens e adultos. Até hoje, diversas etnias continuam promovendo esses rituais, por vezes bem dolorosos inclusive (veja quadro ao lado), mas indispensáveis para a entrada no convívio com os mais velhos. “Crescer invariavelmente dói, não tem jeito. O negócio é que as sociedades mais complexas acabaram criando uma cultura de proteção excessiva à criança e ao adolescente, que acaba não preparando para a vida adulta”, diz Francisco Assumpção, psiquiatra de crianças e professor do Instituto de Psicologia da USP. “Os pais assumem toda a responsabilidade pelo filho durante muito tempo. Portanto, é muito mais confortável continuar debaixo das asas de quem resolve tudo pra você. Afinal, ser adulto é não apenas correr riscos como também bancar o preço desses riscos.”


Maturidade = caretice

Mas o que acontece quando os adultescentes têm filhos? Aí é que está. Como a idade cronológica dessa turma passa dos 30, é evidente pensar que a geração dos eternos imaturos está procriando. O fenômeno tem chamado tanto a atenção que, segundo a revista americana New York, já existe até um nome para esses pais: os grups. Trata-se de uma contração da palavra grown-ups (“adultos”, em inglês), e se refere a um episódio do seriado Jornada nas Estrelas em que aparece um planeta governado por crianças, uma vez que os adultos desapareceram vítimas de um vírus. Existem vários tipos de grups: aqueles que escutam as mesmas músicas dos filhos, se vestem da mesma forma e que são ainda mais agitados do que as crianças. Ou ainda aqueles que disputam com eles o chocolate, o controle remoto da televisão, o videogame, o tempo na internet, a minissaia. O comportamento de não tomar nenhuma decisão para não ter que abrir mão de nada, que deveria ser típico do adolescente, passa a ser dos pais. “A mãe e o pai servem para dar referências, concentrar o poder decisório, para definir um sistema hierárquico. É por essa falha que vem sendo comum os jovens chamarem seus pais pelo nome e se referirem a eles como irmãos”, diz Assumpção.

O xis da questão é: amadurecer, virar gente grande, não precisa ser algo obrigatoriamente chato, como todo mundo pensa. Claro que pode usar bermuda e jogar videogame com os filhos. Mas existe uma diferença do ponto de vista emocional – é ele que conta. “Uma pessoa que passou da fase adolescente para a fase adulta é aquela que adquiriu a capacidade de tomar conta da própria vida, de responsabilizar-se por si mesma e por aqueles que precisam dela”, afirma Maria Tereza. Só isso. Ninguém é obrigado a deixar crescer um bigodão, cultivar a barriga de chope, comprar um carro sedã ou começar a ouvir Ray Conniff para entrar no enfadonho mundo dos adultos. Também não precisa casar, ter filhos, um emprego estável com carteira assinada, almoçar na casa da sogra, e criar labradores sorridentes correndo nos jardins de uma casa própria.

Nada disso define um sujeito maduro – essas são apenas escolhas de um determinado estilo de vida, que ficou impregnado na nossa mente como o estereótipo de adulto. “É preciso relativizar essa definição de amadurecimento, uma vez que normalmente ela vem contaminada por um senso moral” , diz o psiquiatra Luiz Cuschnir, da USP, autor do livro Homem – Um Pedaço Adolescente. “O que significa ser adulto? Ele é um sujeito que trabalha honestamente pelo país, é chefe de família, tem filhos? Como saber se ele, nos bastidores, não tem atitudes infantis como manter mil amantes, humilhar a esposa, sonegar imposto de renda ou puxar o tapete dos colegas de trabalho? Esse cara continuaria sendo adulto mesmo assim?”

O que importa de verdade não é a aparência, muito menos a escolha do estilo de vida. O que vale é a maturidade emocional. E isso um surfista ou roqueiro pode ter muito mais do que um bem-sucedido empresário.


Aceitar a própria idade

Para atingir a idade adulta com dignidade, a primeira coisa a lembrar é que não tem jeito: nossas células têm um tempo de vida e ninguém permanece criança para sempre. Ou seja: por mais que exista uma enxurrada de propagandas exaltando o valor e a beleza da eterna juventude, você vai, sim, ficar velho, querendo ou não. Então, um bom começo é fazer as pazes com o tempo. “Se você envelhecer sem amadurecer, certamente estará em débito com sua vida emocional, psíquica e física”, diz Luiz Cuschnir. Por outro lado, para a manutenção do equilíbrio, é preciso preservar para sempre dentro de nós o lado criança e adolescente da vida – é ele, por exemplo, que nos oferece a capacidade de aprender sempre, de nos adaptar a novas situações, de estar abertos a novidades e a um mundo de descobertas.

Mas qual seria então o ponto ideal do amadurecimento? Primeiro, tudo vai depender da referência e dos olhos de quem observa: uma criança de rua que trabalha desde os 5 anos de idade pode ser muito madura. Depende do que a gente valoriza como maturidade. Segundo Cuschnir, “o amadurecimento está ligado à forma como sua estrutura emocional se ajusta ao meio em que vive. Não dá para ir de chinelos a um casamento. Nem deixar de declarar o imposto de renda. Isso seria sinal de imaturidade, de alguém que não se adapta ao meio em que vive. Mas é perfeitamente possível fazer a declaração em casa, em 5 minutos, antes de jogar uma partida de videogame. E de chinelos”.









Oscar é Inter é 10 é Brasil


sábado, 9 de junho de 2012

Programa-008 by Revelações*Douglasdickel on Mixcloud

Atenção Gabriel Pardal, atenção Gabriel Pardal. Sob encomenda, com prazer. Para noites com angústia.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

‎"Estou consciente de que a felicidade depende da minha mente e não de condições externas, e que posso ser feliz no momento presente, bastando me lembrar de que já possuo todas as condições para isso." (Thich Nhât Hanh)


‎"O sentimento de generosidade e a capacidade de sermos generosos não bastam. Precisamos também expressar nossa generosidade. Podemos achar que não dispomos de tempo para fazer as pessoas felizes - dizemos: 'tempo é dinheiro', mas tempo é mais do que dinheiro. A vida é bem mais do que usar o tempo para ganhar dinheiro. O tempo é para se viver, para compartilhar a alegria e a felicidade com os outros. Os ricos são normalmente os menos capazes de fazer os outros felizes. Apenas os que têm tempo podem fazê-lo." (Thich Nhât Hanh)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Achei uma carta 10 de Paus na calçada ontem.

A carta 10 de Paus [como arcano menor] significa que você se encontra subjugado por um fardo pesado, seja este provocado por alguma tarefa árdua que exija grande responsabilidade, encargos acrescidos que não param de lhe dificultar a vida ou até mesmo um fardo emocional que o tem deprimido.

Independentemente do que o está a afligir, tente ponderar sobre o assunto, pense no que poderá ser alterado na sua vida que venha a ter o impacto que deseja. Você poderá estar demasiado conformado com a sua rotina diária, que deixou de vislumbrar o mais além, deixou de pensar nos seus objetivos reais, no que realmente deseja e anseia.

Tente delegar tarefas, organize o trabalho distribuindo-o por outros que o possam ajudar. Lembre-se que pedir ajuda ou fazer algo em conjunto com outras pessoas não é pejorativo, antes pelo contrário, revela em si a sua capacidade de coordenação e orientação e poderá até vir a dar-lhe uma maior satisfação pessoal do que se tivesse que fazer tudo sozinho. (Web-tarot.com)


O décimo arcano maior é a Roda da Fortuna.

"A reflexão sobre as eternas revoluções da Roda pode ajudar-nos a experimentar a simultaneidade de todos os opostos - até as forças aparentemente irreconciliáveis chamadas nascimento e morte. Meditando sobre esta carta experimentamos um mundo não criado no tempo — um sistema que começa e acaba interminavelmente. Quando aquietamos a respiração e sincronizamos as batidas do coração com o movimento da Roda, estabelecemos ligação com o nosso próprio nascer e o nosso próprio morrer; e não como dois acontecimentos discretos, que marcarão o princípio e o fim de uma experiência linear chamada vida, mas como dois aspectos sempre presentes de um processo contínuo, cujas revoluções se estendem até o infinito. Nesses momentos experimentamos a Roda como se ela se movesse através de todo o tempo, fiando ciclos contínuos de nascimento, morte e renascimento. Nessas ocasiões já não achamos o seu movimento um gesto estéril e repetitivo, uma ondulação incessante do dia para a noite e da noite para o dia. Começamos a sentir que cada alvorada sucessiva traz um dia inteiramente novo e que a escuridão e cada noite nos envolve de novo em seu ventre negro. Em tais momentos de introvisão nossos ossos e tendões zunem com nova vida e nosso sangue canta com todo o conhecimento seguro de que nos levantamos cada dia recém-nascidos." (Sallie Nichols)


Avaliando a foto acima: o I0 pode ser visto como ô e º, o que não significa nada, mas também como io e oi, sendo que io (i_o, input_output) é a minha "pergunta feita ao tarô". O dez de cima parece alguém de olhos fechados botando a boca no trombone, e o dez de baixo parece, nesse ponto de vista, alguém de olhos bem abertos e de boca fechada com expressão de resignação, quase tristeza. Talvez signifique que a "resposta" é que eu devo "olhar" menos e "falar" mais.


"A meditação sobre a Roda dramatiza a ideia de que os momentos de nossas vidas não são acontecimentos que, de repente, jorram do nada numa data predeterminada do calendário. Em vez disso são parte de um processo em permanente mutação, no qual o passado se funde no presente e o presente, por seu turno, se inclina para o futuro. O fato de nos ligarmos com a Roda em um dado momento de nossas vidas pode ajudar-nos a aceitar os paradoxos daquele momento. Podemos visualizar o presente fixo num determinado ponto da Roda da Fortuna e observar que esse instante no tempo já se move para outra fase da experiência à medida que a Roda gira. Parece que quanto mais pudermos olhar firme para o momento presente e aceitá-lo como o que Jung não raro denominava uma 'história assim mesmo', mais capazes seremos de observar a Roda como um todo e antecipar o movimento do seu giro." (Sallie Nichols)
Foto: Alexandre Lops

Zagueiro Rodrigo Moledo demonstrando concentração e vontade na boa vitória do Inter sobre o São Paulo hoje.



Oscar Emboaba 16 Inter Internacional Seleção Brasileira

terça-feira, 5 de junho de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

“Na busca da sabedoria, o primeiro estágio é calar, o segundo é ouvir, o terceiro é memorizar, o quarto é praticar e o quinto é ensinar.” (Rabi Salomon Ibn Garibol)

“O sábio não diz o que sabe e o tolo não sabe o que diz.” (Provérbio Chinês)

“O maior prazer de um homem sábio é bancar o tolo diante de um tolo que banca o sábio.” (Confúcio)

“Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.” (Gandhi)

“Só existem dois dias do ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã.” (Dalai Lama)

“Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?” (Confúcio)

“Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.” (Confúcio)

“Nas quedas é que o rio cria energia.” (Hermógenes)

"Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo apenas de ficar parado." (Provérbio Chinês)
A iniciativa é um requisito fundamental para aqueles que desejam mudar circunstâncias, criar oportunidades e vencer na vida. Uma pessoa de iniciativa é aquela capaz de dar o primeiro passo, que, mesmo caindo, tem força, coragem e disposição para se levantar e que não espera por condições ideais para agir. De fato, todas as conquistas e avanços desfrutados pela humanidade partiram de pessoas com essas características.

Para gerar mudanças é preciso quebrar barreiras, romper limites, vencer a si, dar o primeiro passo, não esperar algo acontecer. Enfim, é preciso assumir para si a responsabilidade da transformação. Desenvolver a virtude da iniciativa requer coragem e o desejo de criar uma história. Para isso, é preciso vencer, por exemplo, o orgulho, a arrogância e a posição cômoda de esperar que os outros façam algo para mudar.

Ao vencer corajosamente os problemas que se apresentam no dia-a-dia, o valor é naturalmente criado em si mesmo. O drama da infinita criação de valor começa com as ações de uma única pessoa. Mudar a si é também mudar o ambiente.

Quais seriam, então, as características fundamentais de uma pessoa de iniciativa? Pode-se concluir que elas reuniram basicamente três características:

1) Determinação - Quando há coragem para agir, as oportunidades surgem. É o que afirmam os ditados: "Querer é poder" e "Se alguém tiver a vontade de agir, descobrirá a oportunidade”. O princípio budista de itinen sanzen (três mil mundos num único momento da vida) esclarece os misteriosos poderes da mente em um simples momento. O itinen, ou determinação, capacita um indivíduo a manifestar ilimitada sabedoria e habilidade. A determinação de uma única pessoa pode ser extremamente sutil.

2) Ação eficaz e esforço contínuo - O sucesso é obtido pelo acúmulo de constante empenho. Dessa forma, alimentar os sonhos sem um trabalho sério só aumentará a ansiedade, tornando a pessoa frustrada diante da situação real. O budismo ensina que é na ação que o indivíduo demonstra aquilo em que ele acredita. Ou seja, se uma pessoa acredita em algo, mas age de forma diferente, estará contrariando sua própria crença. Nesse sentido, a coerência de pensamento ou desejo e a ação é fundamental.

3) Senso de missão - Ter consciência da própria missão e responsabilidade pelo ambiente em que se encontra é o que possibilita as pessoas a não desviarem de seu curso e a vencerem todas as adversidades que se antepõem a elas. Foi exatamente assim que viveram grandes personalidades mundiais.

Todas as pessoas podem reunir essas características. Para isso, é preciso desejar ser diferente, e não apenas ser levado pelas tendências. É preciso ter o desejo de ser aquela gota em um lago que, mesmo minúscula, é capaz de criar ondas de expansão. Sem dúvida, é uma tarefa que requer paciência. Porém, certamente proporcionará um senso de missão cumprida e de grande satisfação.

Pelo fato de termos problemas a desafiar é que podemos transformar nossos desejos mundanos em iluminação, orando e tentando assegurar a melhor solução. Os problemas constituem um trampolim para um maior desenvolvimento e crescimento. (Revista Terceira Civilização – Edição 459)