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terça-feira, 19 de junho de 2012

Anatomicamente, o pescoço tem sido descrito como a parte mais sutil do corpo humano. Além de conter conexões vitais entre boca e estômago, nariz e pulmões, cérebro e coluna, o pescoço abriga os principais vasos sanguíneos que ligam coração e cérebro. Cercando essas conexões existem complexos grupos de músculos que permitem que a cabeça execute toda uma gama de movimentos que transmitem importantes mensagens nas interações sociais.

Tradicionalmente, a figura feminina é dotada de uma gracioso "pescoço de cisne", enquanto a figura masculina exibe um "pescoço de touro". Essas diferenças são bastante reais. O pescoço feminino é mais longo e mais delgado, enquanto o masculino é mais curto e mais grosso. Isso ocorre em parte porque a mulher tem um tórax mais curto - e seu osso esterno é mais baixo em relação à coluna que o do homem - e em parte porque a musculatura do homem é mais forte. Não há dúvida de que essa diferença se estabeleceu durante a longa fase caçadora da evolução humana, quando os machos, que possuíam um pescoço mais forte, levavam vantagem em situações de violência física.

Outra diferença de gênero em relação ao pescoço é a presença do pomo-de-adão, que é muito mais evidente nos homens que seu correspondente no pescoço das evas. Isso ocorre porque as mulheres têm cordas vocais menores - o que lhes dá uma voz mais aguda e exige uma caixa vocal menor. As cordas vocais femininas têm cerca de 13 mm, enquanto as masculinas chegam a 18 mm. A laringe da mulher é cerca de 30% menor que a do homem, e fica colocada mais alto na garganta, o que a faz menos proeminente. Essa diferença laríngea não surge até a puberdade, quando a voz masculina "engrossa". A voz da mulher adulta é mais infantil, mantendo uma frequência entre 230 e 255 ciclos, enquanto a voz masculina atinge entre 130 e 145 ciclos por segundo. (A mulher nua - um estudo do corpo feminino/ Desmond Morris: [tradução Eliana Rocha] - São Paulo, Globo, 2005)


Desmond Morris - A Mulher Nua

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