Ah, agora eu entendi os Cartolas! "No festival, os gaúchos mostraram seu som influenciado por roqueiros contemporâneos, a exemplo de Supergrass, Radiohead e Franz Ferdinand, e também por clássicos como Beatles e Kinks. No repertório, estavam músicas como Original de Fábrica e Sujeito Boa Praça, e também Cara de Vilão, que está tocando direto em algumas rádios de Porto Alegre, a exemplo da Ipanema." (Poarock)
[Complemento indicado pelo Bruno, nos comentários deste post.] Marcos Casé, do jornal A Tarde: "Mas o principal fato negativo ficou por conta da organização do festival, que, para começar no horário marcado, permitiu que o grupo (Ronei e OLDB) tocasse sem a presença dos jurados, o que aconteceu também com a Volpina, de Sorocaba (SP), segunda a subir no palco. Atrasados, os jurados - a cantora Pitty, os jornalistas Lúcio Ribeiro e Sílvio Essinger, o produtor musical Carlos Eduardo Miranda, o diretor da MTV Mauro Bedaque e os curadores do festival, Constança Scofield e Wagner Vianna, do Estúdio Toca do Bandido - só assistiram ao vivo a partir do show da terceira banda, exatamente a Cartolas. Depois de muita discussão, se os primeiros shows teriam que ser repetidos, ficou acertado que o júri veria a gravação feita pela MTV para avaliar a performance do Ronei e da Volpina. Pior para as bandas, que não puderam ser analisadas no calor e na emoção do palco."
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quarta-feira, 30 de novembro de 2005
terça-feira, 29 de novembro de 2005
Roger Lerina: "Quem não mandou muito bem no Claro que [sic] É Rock, no sábado, em São Paulo, foi o querido Sonic Youth, banda surgida em Nova York no começo dos anos 80. O quinteto - cuja mistura de distorção e melodia deu as tintas para o movimento grunge [copiou o ERRO do UOL!] - fez um show muito aquém das antológicas apresentações no Free Jazz Festival de 2000, no Rio e em São Paulo. A apresentação de uma hora da banda teve músicas do mais recente álbum, Sonic nurse (2004), como Dude ranch nurse e New Hampshire, além de temas dos mais de 20 anos de trajetória, tipo Empty page [copiou MAIS UM ERRO do UOL!! essa música não foi tocada...], Schizophrenia e Teenage riot. A viagem de guitarras dissonantes de Thurston Moore e comparsas até que engrenou em alguns momentos, quando os integrantes se dedicavam todos a cultuar em cena a microfonia - mas, na maior parte do tempo, o jato sônico não decolou." (Contracapa/ZH) Quem quiser manifestar indignação, como o Muriel fez, contracapa@zerohora.com.br.
O Guilherme Darisbo gentilmente indicou a entrevista do input_output para o Bodyspace.net no blog do Antena; o Júnior Garcia, no blog da Bleff; e o Felipe "Mack" Oliveira, baterista do vindouro input_output LIVE, no seu blog. É de gentilezas que se faz o cenário independente.
O Renan achou raras fotos do palco dos Nine Inch Nails aqui. E eis a que melhor representa o meu deslumbramento.
segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Melhores shows.
1. Nine Inch Nails
2. Sonic Youth
3. Roger Waters
4. Massive Attack
5. The Arcade Fire
6. The Flaming Lips
1. Nine Inch Nails
2. Sonic Youth
3. Roger Waters
4. Massive Attack
5. The Arcade Fire
6. The Flaming Lips
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Aqui, as fotos que eu, o Renan e o Mateus tiramos da JORNADA e todas as da imprensa que ilustram o que eu escrevi no post abaixo. Vi o começo da space bubble do Wayne num vídeo disponível no hotsite da Claro e quase chorei (ainda não chorei...).
domingo, 27 de novembro de 2005
Update: retirei as fotos que aqui estavam coladas para melhor visualização do post. Elas estão reunidas num álbum virtual indicado no post acima.

Sim. NIN. O que dizer? O que que é isso?? "Nós vamos demorar uns seis dias para entender o que aconteceu aqui." (Rafa - da MTV, segundos antes de anunciar que Os Cartolas ganharam a gravação de um CD, dois videoclipes e uma van adesivada)
Fantômas não tocaram nenhuma do 'Director's cut', o que significa doença pura. Mike Patton de bigode e cabelo lambido de gel latindo no microfone, e gritando agudo como uma menininha fã de Good Charlotte (aliás, ponto absurdamente negativo do festival).
Foi bonito ver a bonita Mrs. Coyne, acompanhando, com uma câmera fotográfica, o maridão, que, em pessoa, comandou toda a montagem do palco dos Flaming Lips. Começaram com 'Bohemian rapsody', do Queen, e terminaram com 'War pigs', do Black Sabbath. Ponto alto: 'She don't use jelly', com o Steven Drozd - vestido de papai noel inflável - varrendo na guitarra.
Iggy Pop trouxe o punk. O cara é o pai de todos - Sonic Youth, Flaming Lips. Antes dele, só Velvet; antes do Velvet, só Beatles.
Sonic Youth: não pareceu real. Thurston trepou com a guitarra, e eu lembrei da matéria sobre músicas para trepar, que a Cris está fazendo para a revista Void, e da relação intrínseca entre música e sexo que eu destaquei nas minhas respostas. Quase encostei na guitarra do Lee Ranaldo, pelo menos deu para ver o carão dele. O Thurston também esfregou a guitarra na câmera e ficou se escondendo dela embaixo das pernas do cameraman. Gênio. A Kim Gordon empurrou um cameraman agaixado, pela lente da câmera, e o cara caiu de costas. O Lee Ranaldo tentou atacar uma lente com a guitarra, mas o cara se esquivou.
O tempo de 1h20min foi totalmente insuficiente para os Flaming Lips e o Sonic Youth. Os Lips, de antigas, só tocaram a da vaselina. O Sonic Youth não tocou nenhuma do 'Murray street' (apesar de o UOL ter noticiado que tocaram 'Empty page' e que "os Stooges estão para o punk, assim como o Sonic Youth está para o grunge"...), nenhuma do 'NYC ghosts & flowers', nenhuma do 'A thousand leaves', do 'EJSTNS' apenas 'Bull in the heather' e não tocaram 'Dirty boots'. Ponto alto: 'Skip-tracer'... "Hello, twenty-fifteen!!!!"
NIN. Nine Inch Nails. Eu não esperava mais nada, depois de ter visto a banda da minha vida. Fiquei chocado. Ficamos. Estávamos podres de cansados, então ficamos longe do palco. No ponto médio exato entre os palcos A e B. E ali o volume já era ensurdecedor. O único show ALTO. GUITARRAS altas. Tudo alto, e a voz também - todos os vocais estavam límpidos. Começaram com 'Wish', motherfuckers! O equipamento de luz (não há fotos por enquanto desse equipamento em São Paulo, por isso as que aqui estão são de um show na França), 10x mais toneladas do que o equipamento das outras bandas, parecia um comunicador alienígena. Só vendo. Inacreditável. Podres, não conseguimos não dançar loucamente todas as músicas do filho da puta do agora careca Trent Reznor - chamado de "o mais superestimado" pelo José Flávio Júnior na revista Vip. Fecharam com 'Head like a hole'. Inacreditável. Chocante.

Um diálogo por torpedos, na manhã seguinte:
Douglas - Have you passed through this night?
Muriel - O q foi aquilo?!
Sim. NIN. O que dizer? O que que é isso?? "Nós vamos demorar uns seis dias para entender o que aconteceu aqui." (Rafa - da MTV, segundos antes de anunciar que Os Cartolas ganharam a gravação de um CD, dois videoclipes e uma van adesivada)
Fantômas não tocaram nenhuma do 'Director's cut', o que significa doença pura. Mike Patton de bigode e cabelo lambido de gel latindo no microfone, e gritando agudo como uma menininha fã de Good Charlotte (aliás, ponto absurdamente negativo do festival).
Foi bonito ver a bonita Mrs. Coyne, acompanhando, com uma câmera fotográfica, o maridão, que, em pessoa, comandou toda a montagem do palco dos Flaming Lips. Começaram com 'Bohemian rapsody', do Queen, e terminaram com 'War pigs', do Black Sabbath. Ponto alto: 'She don't use jelly', com o Steven Drozd - vestido de papai noel inflável - varrendo na guitarra.
Iggy Pop trouxe o punk. O cara é o pai de todos - Sonic Youth, Flaming Lips. Antes dele, só Velvet; antes do Velvet, só Beatles.
Sonic Youth: não pareceu real. Thurston trepou com a guitarra, e eu lembrei da matéria sobre músicas para trepar, que a Cris está fazendo para a revista Void, e da relação intrínseca entre música e sexo que eu destaquei nas minhas respostas. Quase encostei na guitarra do Lee Ranaldo, pelo menos deu para ver o carão dele. O Thurston também esfregou a guitarra na câmera e ficou se escondendo dela embaixo das pernas do cameraman. Gênio. A Kim Gordon empurrou um cameraman agaixado, pela lente da câmera, e o cara caiu de costas. O Lee Ranaldo tentou atacar uma lente com a guitarra, mas o cara se esquivou.
O tempo de 1h20min foi totalmente insuficiente para os Flaming Lips e o Sonic Youth. Os Lips, de antigas, só tocaram a da vaselina. O Sonic Youth não tocou nenhuma do 'Murray street' (apesar de o UOL ter noticiado que tocaram 'Empty page' e que "os Stooges estão para o punk, assim como o Sonic Youth está para o grunge"...), nenhuma do 'NYC ghosts & flowers', nenhuma do 'A thousand leaves', do 'EJSTNS' apenas 'Bull in the heather' e não tocaram 'Dirty boots'. Ponto alto: 'Skip-tracer'... "Hello, twenty-fifteen!!!!"
NIN. Nine Inch Nails. Eu não esperava mais nada, depois de ter visto a banda da minha vida. Fiquei chocado. Ficamos. Estávamos podres de cansados, então ficamos longe do palco. No ponto médio exato entre os palcos A e B. E ali o volume já era ensurdecedor. O único show ALTO. GUITARRAS altas. Tudo alto, e a voz também - todos os vocais estavam límpidos. Começaram com 'Wish', motherfuckers! O equipamento de luz (não há fotos por enquanto desse equipamento em São Paulo, por isso as que aqui estão são de um show na França), 10x mais toneladas do que o equipamento das outras bandas, parecia um comunicador alienígena. Só vendo. Inacreditável. Podres, não conseguimos não dançar loucamente todas as músicas do filho da puta do agora careca Trent Reznor - chamado de "o mais superestimado" pelo José Flávio Júnior na revista Vip. Fecharam com 'Head like a hole'. Inacreditável. Chocante.
Um diálogo por torpedos, na manhã seguinte:
Douglas - Have you passed through this night?
Muriel - O q foi aquilo?!
sábado, 26 de novembro de 2005
Chegamos às 1h40 no aeroporto de Guarulhos, e o ônibus da Gol que sairia às 2h rumo a São Paulo, ao aeroporto de Congonhas, não apareceu. A empresa das linhas aéreas inteligentes alegou que o ônibus é uma cortesia e que, portanto, não tem comprometimento com a sua real ocorrência. O próximo chegou às 4h, e pudemos dormir por 30 minutos no banco de fato reclinável - o do avião não chegava a reclinar 5º. Chegando no Congonhas, escolhemos um local para dormir. E o fizemos, das 5h às 6h, diante de prováveis observações pelas pessoas que passavam pelo trio. Acordamos e pegamos um ônibus (Pinheiros) até perto da casa do Galera, onde estamos agora e onde dormiremos hoje à noite. Descemos e fomos até um boteco do outro lado da Av. Brigadeiro de Faria Lima. Tomamos um suco de laranja cada um, o Renan e o Mateus comeram pastéis de queijo e eu ainda tomei um café pingado. Estava precisando urgentemente de um banheiro, e a busca foi tragicômica. Até que consegui um banheiro-sauna, num bar. Nele, meus companheiros beberam cerveja e foi a minha vez de comer um pastel de queijo. Então chegou a hora de virmos até aqui. Tomei um banho e agora o Mateus está tocando violão como um bêbado e o Daniel e a Tainá acabaram de voltar do seu café da manhã. Descansaremos mais um pouco até rumarmos à Chácara do Jóquei. Este é e será um dia longo.
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Um cara pegou fitas em decomposição e botou-as para tocar. O resultado foram quatro discos e uma resenha exaltadora da Pitchfork. (Estou baixando uma faixa aqui, 20 megas.)
William Basinski
The Disintegration Loops I-IV
[2062; 2003]
Rating: 9.4
William Basinski
The Disintegration Loops I-IV
[2062; 2003]
Rating: 9.4
entrevistas
input_output
25_11_2005
Douglas Dickel é o homem dos mil ofícios de Porto Alegre. Pelo menos a crer pela extensíssima lista de projectos - nas mais vastas áreas - em que participa ou participou. Senão veja-se: faz parte de bandas como os Blanched e os Pelicano, tocou em bandas como Tom Bloch e Poliéster, concebeu o projecto O Restaurante do Fim do Universo (um projecto de covers de rock alternativo que está, de momento, adormecido), fez a banda-sonora para a curta-metragem Miopia, do director Muriel Paraboni (trabalho assinado com o cognome Animinimal), participou em fanzines, foi editor do MusicZine e membro do projecto O Apanhador e escreveu para as revistas Aplauso e Rock Press, é DJ em festas, é radialista formado pela Fundação Educacional Padre Lândell de Moura e trabalhou na rádio Unisinos FM 103.3. Para além disso, lançou em Setembro de 2004 o seu primeiro livro intitulado Ambivalência e expõe virtualmente as suas fotografias minimalistas/abstracionistas, tendo já programada a sua primeira exposição física para o período de 14 de Março a 23 de Abril de 2006, na Galeria dos Arcos do Centro Cultural Usina do Gasómetro. Agora a sua nova aventura é o projecto input_output, e foi precisamente com essa alcunha que lançou este ano o disco Eu contenho todos os anos dentro de mim no selo Open Field/Peligro, um disco que apesar de conter alguns elementos explorados em projectos anteriores mostra Douglas Dickel na busca de novos territórios como a música electrónica, colagens e ruído. A estreia do projecto input_output foi concebida entre a Primavera de 1977 e o Outono de 2005 e foi realizada no Outono de 2005 em Porto Alegre, no Brasil, no estúdio Big Beng. Em conversa descontraída com Douglas Dickel abordou-se a sua música (aquilo que resulta dela, aquilo que a inspira) e a sua multidisciplinaridade, memórias de longa data e inspirações, assim como o estado da música brasileira a um nível mais periférico.

Quando se pensa em música dita alternativa feita no Brasil pensa-se imediatamente em cidades como São Paulo. Como são as coisas a esse nível em Porto Alegre?
Não sei exactamente como responder a essa pergunta. Prefiro restringir-me a dizer que há um programa da rádio Unisinos, de São Leopoldo, o Freak Show, realizado pelo Porsche, que tem trazido há cerca de 10 anos aos ouvintes daqui os sons mais alternativos de todo o planeta. Outro destaque é a dupla João Perassolo e Éverton Vargas da Costa, da festa Noisy, uma festa mensal de discotecagens que têm apostado também em novos artistas ditos alternativos. Inclusive com algumas parcerias com o selo Peligro, de São Paulo.
Como é a vida fora dos Blanched? Como surgiu e como foi a gravação desde disco sob a alcunha de input_output?
Sempre tive vontade de fazer a minha música individual, um projecto autoral, tanto que equipei o meu computador com softwares como o Soundforge, Xakewalk e Reason, mas passei alguns anos sem ter ideia de como dar o primeiro passo. Fiz as primeiras experiências este ano, quando revi o filme Contacto, do Robert Zemeckis, e lembrei que eu tinha uma fascinação pela ficção científica e pelo carácter alienígena, digamos assim, da estática de rádio, e lembrei-me que o meu pai tivera um rádio de ondas curtas, Philco Transglobe. Comprei um outro, por sorte encontrei essa raridade, e decidi usar samples de rádios estrangeiras em músicas. No entanto, a digitalização desses sons é difícil, tanto que usei somente um, de uma rádio oriental, em ?Aço, Asfalto, Plástico? - que, aliás, foi a primeira experiência com qualidade suficiente para garantir a sua entrada num álbum. Por isso comecei a experimentar de forma mais prática: coloquei o Soundforge para gravar e, utilizando um walkman com sintonia analógica, rodei o disco de sintonia para lá e para cá, aleatoriamente. Depois, ouvi o resultado gravado e seleccionei trechos que serviriam como bases, loops e até mesmo batidas, no lugar da bateria. Então surgiu a estética do input_output. Os Blanched pararam no final do ano passado, porque o líder, Leonardo Fleck, passou um tempo em Londres. Isso facilitou esse mergulho no meu projecto individual e a criação de uma banda nova, Pelicano. O Leonardo voltou na semana passada, mas o retorno dos Blanched ainda não foi acertado, porque um dos integrantes mudou-se para São Paulo. Mas voltando ao input_output, o que posso dizer é que os processos de criação e de gravação foram practicamente concomitantes, ou seja, não houve criação prévia, planeamento de estética ou de resultados, deixei fluir. Empolguei-me, e, com a descoberta de um método de composição, em dois meses eu estava com material para preencher um álbum, e em outros dois meses eu conclui as mixagens. Tive a felicidade, se não é isso que ocorre com todo o indivíduo em projecto a solo, de criar exactamente o som que eu estivera procurando em outras bandas e não encontrara. Quanto mais se aproximava o momento de o meu projecto nascer, mais eu tentava encontrar esse som específico, que estava na minha cabeça mas que eu ainda não sabia qual era e se sequer existia. E porquê um projecto individual? Porque é a única forma de realizar um trabalho totalmente autoral, paralelo aos trabalhos colectivos, e eu tinha - e tenho - essa necessidade. Além do mais, sozinho é possível ousar de forma incontinente sem que se coloque em risco a reputação dos companheiros.
O que significa a frase "Eu contenho todos os anos dentro de mim", o título do disco do projecto input_output?
Surgiu-me, essa frase, quando visitei a escola onde estudei dos 6 aos 16 anos, que ajudou a formar o meu imaginário, o meu inconsciente, mas que não visitava há dez anos. Sentei-me numa escada onde costumava sentar para comer meu lanche, e senti como se aquele momento mágico não fosse apenas 2004, mas 1984, 1985, 1986... 2003, 2004 - eu realmente senti todos os anos dentro de mim, e fiquei feliz com aquilo, chorei por minutos, porque eu costumava pensar que a minha mudança da infância e da adolescência insegura para uma vida adulta mais livre fosse como uma troca de pessoa, e não era. Continuo a ser aquela criança também. Todas as experiências se acumulam, e essa é a riqueza do ser humano, que a maioria, infelizmente, nega, quando chega à vida adulta. A frase, então, materializou-se num sarau chamado ?Póquet - Ruído & Literatura?, do qual participei lendo um poema com esse teor, contendo frases repetitivas como "Eu tenho 1 ano, eu tenho dois anos...", e assim por diante. Era a terceira vez em que eu participava no Póquet, e o ruído, desta vez, era o de brinquedos musicais, incluindo o ursinho à corda usado em ?Caminho?. Na primeira faixa sou eu, com quatro anos, a tocar ?Marcha Soldado? (uma canção popular-infantil daqui) tão desafinado que pareço o Syd Barrett... é a primeira gravação minha a tocar violão; no fundo, rosnando, é a Barbie, uma beagle que me acompanhou da infância até a adolescência; e, no final da faixa, as vozes são da minha avó materna e da minha mãe, na secretária electrónica. E a segunda música contém o ursinho que eu tocava na hora de dormir, quando era criança.
Como nasceu a direcção essencialmente electrónica seguida em "Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim"? É uma área na qual já vinha trabalhando nos últimos tempos?
Como nasceu realmente eu não sei. Uma área que faz parte de mim é o minimalismo - que também está presente na electrónica. A matemática sempre foi a minha disciplina predilecta, então há uma influência dela na minha arte. "Caos Organizado", como disse uma vez um professor meu.
Como surgiu o apoio para o lançamento do disco através do selo Open Field / Peligro? A que tipo de projectos se dedica essa editora? É um selo activo na música alternativa no Brasil?
A Peligro Discos já havia procurado os Blanched para vender o nosso segundo EP, Blanched Toca Angelopoulos. O editor com quem eu sempre contactei veio pôr música numa festa em Porto Alegre, e eu entreguei uma cópia da master para a sua apreciação quanto a lançá-lo pela Peligro. No fim das contas eles abraçaram a ideia. Open Field é propriamente a editora - o selo, como chamamos aqui. Peligro é o braço, da mesma equipa, responsável pelas vendas, pela Internet e em festas das quais participam. Era a minha única opção, por escolha, no Brasil. Se eles não aceitassem, eu iria lançar independente. Porque é a editora brasileira que se dedica a promover o maior número de bandas de pós-rock e rock alternativo mundial que me agradam, têm total profissionalismo e óptimos projectos visuais. Além disso, eu sabia que eram boa gente. O selo Open Field já lançou seis discos e o sítio Peligro já tem um catálogo de, acredito, centenas de discos da melhor música mundial.
É complicado editar um disco de música alternativa no Brasil? Quais são as opções?
Eu tinha as duas opções de que falei, mas as duas teriam praticamente o mesmo custo: 450 reais, cerca de 195 dólares, actualmente. Recebi 57 cópias do disco para eu mesmo vender e recuperar o investimento. E com o Open Field / Peligro tenho uma divulgação mais profissional e a assinatura dessa bela equipa. Para um artista em inicio de carreira, qualquer referência é de suma importância para chamar a atenção do ouvinte. O meu maior trunfo financeiro foi gravar totalmente em casa, inclusive explorando ao máximo as limitações decorrentes disso. Os Blanched, por exemplo, gastaram no mínimo 1 300 dólares, no câmbio actual, apenas com horas de estúdio para gravarmos Blanched Toca Angelopoulos. Um disco com 15 faixas teria um orçamento impraticável de estúdio para um artista independente de classe média, que recebe o equivalente a 400 dólares por mês. Gravei em casa, com microfone Sony, mas pequeno, de brinquedo, usando efeitos na voz para esconder a eventual baixa qualidade da gravação. A maior dificuldade dos alternativos no Brasil está na hora de vender. Ninguém quer pagar por um disco alternativo nacional. Querem ganhá-los. Em compensação não choram na hora de pagar o preço de mercado das majors - algo como 17 dólares (40 reais), mais do que o dobro. E, como é o próprio artista que tem de vender, muitas vezes, ele sente-se constrangido de vender um pedaço seu, de oferecer um pedaço seu. Então muitas vezes deixa de oferecer, ou não tem coragem de cobrar.
Existe alguma cultura de lançamentos em CD-R ou netlabels no Brasil?
Não sei responder com exactidão. Mas destaco uma netlabel que conheci este mês, o colectivo Antena [n.r.: http://www.antena.art.br]. Eles promoveram duas noites históricas este mês de noise electrónico aqui em Porto Alegre, com destaque para o Lavajato, de São Paulo.
Estrearam há pouco tempo dois videoclipes de faixas do álbum, um realizado por Antônio Xerxenesky e outro pelo próprio Douglas. Como decorreu a concepção desses videoclipes?
O meu foi feito de forma lo-fi, também: no Windows Movie Maker, justapondo quatro imagens diferentes nos momentos adequados da música, que é ?Cada Vez Mais?. As imagens foram feitas na minha câmara fotográfica digital, e portanto têm aquela textura totalmente lo-fi. O do Antônio foi feito também em casa, mas com uma mini-DV, a preto e branco, utilizando a namorada como actriz/modelo vivo e explorando o minimalismo de forma diferente da minha e usando também referências ao cinema fantástico de Dario Argento e companhia.
Pretende mostrar o seu trabalho na Europa, tanto no que diz respeito à edição do disco como em actuações ao vivo?
Parece-me utópico, mas tenho esperança. Falei com a Bor Land, que me indicou umas distribuidoras. Ainda não as visitei virtualmente.
Como tem sido a reacção do público brasileiro a Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim? Já apresentou o seu trabalho ao vivo? Como funcionam as coisas nos concertos?
Por enquanto o que tive foram os comentários de amigos aos quais mostrei o disco antes de lançá-lo e durante a audição do álbum na festa do seu lançamento. O Open Field / Peligro ainda está para fazer a divulgação a nível nacional, principalmente em São Paulo. Estou a aguardar o contacto da jornalista que fará o trabalho. Quanto aos concertos, estou a começar agora a formação ao vivo do projecto. Fiz um ensaio com o baterista, dos Viana Moog, com quem há tempos quero trabalhar. No próximo encontro testaremos; como guitarrista, o baixista dos Pelicano, pois eu tocarei baixo distorcido. A ideia é fazer arranjos para guitarra, baixo e bateria baseados nas músicas do disco, o que significa que as versões serão bastante diferentes da gravação. E essa é a intenção, para que o show surpreenda. O baixo distorcido já é algo raro por aqui. A inversão do guitarrista com o baixista também vai ajudar nisso. De samples, utilizaremos somente os essenciais. Estou empolgado e optimista, ansioso para tocar o disco ao vivo. O Guilherme Barrella, da editora, quer que toquemos em São Paulo. Veremos se será possível financeiramente. As passagens aéreas, para um trio, ida e volta, corresponderiam a 360 dólares, 830 reais.
Como olha para a experiência O Restaurante do Fim do Universo, o projecto onde fazia covers de bandas de rock alternativo?
Fazer covers também é bastante prazeroso para mim, pretendo retomar um dia esse projecto, seja com quem for. Foi curto, teve apenas dois shows.
Possui alguma paixão pelo sampling? Numa das faixas de "Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim" ouve-se o monólogo de uma famosa cena de Beleza Americana...
Sim! Esse do filme eu fiquei meio assim de usar, porque não pedi autorização, mas ficou tão ligado à música que não tive como cortá-lo. Uma outra que tinha um sample de Buffalo '66 foi cortada, para evitar o excesso, já que ?Qualquer Lugar / Somewhere? contém samples de Alice no País das Maravilhas e Waking Life. A partir de agora, evitarei os samples de obras alheias. Em ?Caminho? há um sample de dobradiças de portas, do filme aqui chamado A professora de Piano, do alemão Michael Haneke. Já com o sample de ?Indústria Brasileira de Lavadoras Automáticas? eu não me incomodo, porque foi um recorte de uma notícia da rádio, que não tem uma autoria a ser comprometida.
Na sua página na Internet é possível ver listas dos seus filmes, discos, filhos da puta, vídeos, e livros. Curiosamente, nenhum disco dessa lista parece ser uma possível influência para "Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim"...
Falaram em Radiohead... Mas, realmente, não construí meu som em cima das referências. Se elas apareceram, cada ouvinte é que poderá vê-las ao seu modo, de acordo com suas próprias relações inconscientes. Somente depois de fazer o disco é que conheci dois artistas a que o meu trabalho pode ser comparado, mesmo que à distância. Um é o re:, que é muito concretista e é da editora canadiana Constellation Records, e outro é o Fennesz, que é mais ambient.
Quais são os discos que têm passado pelo leitor de CDs nos últimos tempos?
Grandaddy e Sparklehorse. In Your Honor, dos Foo Fighters, há alguns meses. Mais recentemente, The Robot Ate Me com On vacation e os dois mais recentes dos Stars. Sempre passam Yo La Tengo, Sonic Youth e Radiohead. Tenho gostado mais de Múm e The Microphones. Descobri The Arcade Fire e The Polyphonic Spree. Conheci recentemente também Blue Afternoon, do Barrella; Tetine, um duo brasileiro radicado em Londres; e Vincent Gallo, o multigénio. Ouvi esta semana o Uh Uh Her, da PJ Harvey, e impressionei-me (de novo) com a intensidade dela - da voz e de tudo. Não se espera inovações, mas a intensidade... escola Patti Smith.
Além da música, dedica-se a várias outras áreas como a poesia, a fotografia e até escreveu sobre música e trabalhou na rádio. Como é conciliar todas estas áreas? Qual é aquela que lhe dá mais prazer?
Excepto escrever sobre música, o que não faço mais, todas dão igualmente prazer. Mas a música é o meu carro-chefe, toco violão desde os quatro anos e, das três áreas, é a mais catártica. Trabalhar na rádio não tive mais oportunidade de o fazer. Eu ando a querer actuar mais como DJ. Acho natural conviver com todas essas actividades. Sou um sujeito ansioso e tenho muita energia criativa para gastar, então a arte é o meu dom e a minha necessidade. As carreiras de poeta e de fotógrafo também tiveram bons inícios, e elas todas estão interligadas. As capas do input_output e de Blanched Toca Angelopoulos são fotos minhas, por exemplo, e uso poemas como letras das músicas. Esta semana um novo amigo que é poeta e professor de letras disse que um poema meu tem uma "bela plasticidade". Ao mesmo tempo alguns dizem que a minha música parece uma banda sonora. E já ouvi que os poemas são musicais e que as fotos são poesia. A transcendência é uma só, o indizível é um só, apesar de lhe darem os nomes de poesia, fotografia, música.
André Gomes
input_output
25_11_2005
Douglas Dickel é o homem dos mil ofícios de Porto Alegre. Pelo menos a crer pela extensíssima lista de projectos - nas mais vastas áreas - em que participa ou participou. Senão veja-se: faz parte de bandas como os Blanched e os Pelicano, tocou em bandas como Tom Bloch e Poliéster, concebeu o projecto O Restaurante do Fim do Universo (um projecto de covers de rock alternativo que está, de momento, adormecido), fez a banda-sonora para a curta-metragem Miopia, do director Muriel Paraboni (trabalho assinado com o cognome Animinimal), participou em fanzines, foi editor do MusicZine e membro do projecto O Apanhador e escreveu para as revistas Aplauso e Rock Press, é DJ em festas, é radialista formado pela Fundação Educacional Padre Lândell de Moura e trabalhou na rádio Unisinos FM 103.3. Para além disso, lançou em Setembro de 2004 o seu primeiro livro intitulado Ambivalência e expõe virtualmente as suas fotografias minimalistas/abstracionistas, tendo já programada a sua primeira exposição física para o período de 14 de Março a 23 de Abril de 2006, na Galeria dos Arcos do Centro Cultural Usina do Gasómetro. Agora a sua nova aventura é o projecto input_output, e foi precisamente com essa alcunha que lançou este ano o disco Eu contenho todos os anos dentro de mim no selo Open Field/Peligro, um disco que apesar de conter alguns elementos explorados em projectos anteriores mostra Douglas Dickel na busca de novos territórios como a música electrónica, colagens e ruído. A estreia do projecto input_output foi concebida entre a Primavera de 1977 e o Outono de 2005 e foi realizada no Outono de 2005 em Porto Alegre, no Brasil, no estúdio Big Beng. Em conversa descontraída com Douglas Dickel abordou-se a sua música (aquilo que resulta dela, aquilo que a inspira) e a sua multidisciplinaridade, memórias de longa data e inspirações, assim como o estado da música brasileira a um nível mais periférico.
Quando se pensa em música dita alternativa feita no Brasil pensa-se imediatamente em cidades como São Paulo. Como são as coisas a esse nível em Porto Alegre?
Não sei exactamente como responder a essa pergunta. Prefiro restringir-me a dizer que há um programa da rádio Unisinos, de São Leopoldo, o Freak Show, realizado pelo Porsche, que tem trazido há cerca de 10 anos aos ouvintes daqui os sons mais alternativos de todo o planeta. Outro destaque é a dupla João Perassolo e Éverton Vargas da Costa, da festa Noisy, uma festa mensal de discotecagens que têm apostado também em novos artistas ditos alternativos. Inclusive com algumas parcerias com o selo Peligro, de São Paulo.
Como é a vida fora dos Blanched? Como surgiu e como foi a gravação desde disco sob a alcunha de input_output?
Sempre tive vontade de fazer a minha música individual, um projecto autoral, tanto que equipei o meu computador com softwares como o Soundforge, Xakewalk e Reason, mas passei alguns anos sem ter ideia de como dar o primeiro passo. Fiz as primeiras experiências este ano, quando revi o filme Contacto, do Robert Zemeckis, e lembrei que eu tinha uma fascinação pela ficção científica e pelo carácter alienígena, digamos assim, da estática de rádio, e lembrei-me que o meu pai tivera um rádio de ondas curtas, Philco Transglobe. Comprei um outro, por sorte encontrei essa raridade, e decidi usar samples de rádios estrangeiras em músicas. No entanto, a digitalização desses sons é difícil, tanto que usei somente um, de uma rádio oriental, em ?Aço, Asfalto, Plástico? - que, aliás, foi a primeira experiência com qualidade suficiente para garantir a sua entrada num álbum. Por isso comecei a experimentar de forma mais prática: coloquei o Soundforge para gravar e, utilizando um walkman com sintonia analógica, rodei o disco de sintonia para lá e para cá, aleatoriamente. Depois, ouvi o resultado gravado e seleccionei trechos que serviriam como bases, loops e até mesmo batidas, no lugar da bateria. Então surgiu a estética do input_output. Os Blanched pararam no final do ano passado, porque o líder, Leonardo Fleck, passou um tempo em Londres. Isso facilitou esse mergulho no meu projecto individual e a criação de uma banda nova, Pelicano. O Leonardo voltou na semana passada, mas o retorno dos Blanched ainda não foi acertado, porque um dos integrantes mudou-se para São Paulo. Mas voltando ao input_output, o que posso dizer é que os processos de criação e de gravação foram practicamente concomitantes, ou seja, não houve criação prévia, planeamento de estética ou de resultados, deixei fluir. Empolguei-me, e, com a descoberta de um método de composição, em dois meses eu estava com material para preencher um álbum, e em outros dois meses eu conclui as mixagens. Tive a felicidade, se não é isso que ocorre com todo o indivíduo em projecto a solo, de criar exactamente o som que eu estivera procurando em outras bandas e não encontrara. Quanto mais se aproximava o momento de o meu projecto nascer, mais eu tentava encontrar esse som específico, que estava na minha cabeça mas que eu ainda não sabia qual era e se sequer existia. E porquê um projecto individual? Porque é a única forma de realizar um trabalho totalmente autoral, paralelo aos trabalhos colectivos, e eu tinha - e tenho - essa necessidade. Além do mais, sozinho é possível ousar de forma incontinente sem que se coloque em risco a reputação dos companheiros.
O que significa a frase "Eu contenho todos os anos dentro de mim", o título do disco do projecto input_output?
Surgiu-me, essa frase, quando visitei a escola onde estudei dos 6 aos 16 anos, que ajudou a formar o meu imaginário, o meu inconsciente, mas que não visitava há dez anos. Sentei-me numa escada onde costumava sentar para comer meu lanche, e senti como se aquele momento mágico não fosse apenas 2004, mas 1984, 1985, 1986... 2003, 2004 - eu realmente senti todos os anos dentro de mim, e fiquei feliz com aquilo, chorei por minutos, porque eu costumava pensar que a minha mudança da infância e da adolescência insegura para uma vida adulta mais livre fosse como uma troca de pessoa, e não era. Continuo a ser aquela criança também. Todas as experiências se acumulam, e essa é a riqueza do ser humano, que a maioria, infelizmente, nega, quando chega à vida adulta. A frase, então, materializou-se num sarau chamado ?Póquet - Ruído & Literatura?, do qual participei lendo um poema com esse teor, contendo frases repetitivas como "Eu tenho 1 ano, eu tenho dois anos...", e assim por diante. Era a terceira vez em que eu participava no Póquet, e o ruído, desta vez, era o de brinquedos musicais, incluindo o ursinho à corda usado em ?Caminho?. Na primeira faixa sou eu, com quatro anos, a tocar ?Marcha Soldado? (uma canção popular-infantil daqui) tão desafinado que pareço o Syd Barrett... é a primeira gravação minha a tocar violão; no fundo, rosnando, é a Barbie, uma beagle que me acompanhou da infância até a adolescência; e, no final da faixa, as vozes são da minha avó materna e da minha mãe, na secretária electrónica. E a segunda música contém o ursinho que eu tocava na hora de dormir, quando era criança.
Como nasceu a direcção essencialmente electrónica seguida em "Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim"? É uma área na qual já vinha trabalhando nos últimos tempos?
Como nasceu realmente eu não sei. Uma área que faz parte de mim é o minimalismo - que também está presente na electrónica. A matemática sempre foi a minha disciplina predilecta, então há uma influência dela na minha arte. "Caos Organizado", como disse uma vez um professor meu.
Como surgiu o apoio para o lançamento do disco através do selo Open Field / Peligro? A que tipo de projectos se dedica essa editora? É um selo activo na música alternativa no Brasil?
A Peligro Discos já havia procurado os Blanched para vender o nosso segundo EP, Blanched Toca Angelopoulos. O editor com quem eu sempre contactei veio pôr música numa festa em Porto Alegre, e eu entreguei uma cópia da master para a sua apreciação quanto a lançá-lo pela Peligro. No fim das contas eles abraçaram a ideia. Open Field é propriamente a editora - o selo, como chamamos aqui. Peligro é o braço, da mesma equipa, responsável pelas vendas, pela Internet e em festas das quais participam. Era a minha única opção, por escolha, no Brasil. Se eles não aceitassem, eu iria lançar independente. Porque é a editora brasileira que se dedica a promover o maior número de bandas de pós-rock e rock alternativo mundial que me agradam, têm total profissionalismo e óptimos projectos visuais. Além disso, eu sabia que eram boa gente. O selo Open Field já lançou seis discos e o sítio Peligro já tem um catálogo de, acredito, centenas de discos da melhor música mundial.
É complicado editar um disco de música alternativa no Brasil? Quais são as opções?
Eu tinha as duas opções de que falei, mas as duas teriam praticamente o mesmo custo: 450 reais, cerca de 195 dólares, actualmente. Recebi 57 cópias do disco para eu mesmo vender e recuperar o investimento. E com o Open Field / Peligro tenho uma divulgação mais profissional e a assinatura dessa bela equipa. Para um artista em inicio de carreira, qualquer referência é de suma importância para chamar a atenção do ouvinte. O meu maior trunfo financeiro foi gravar totalmente em casa, inclusive explorando ao máximo as limitações decorrentes disso. Os Blanched, por exemplo, gastaram no mínimo 1 300 dólares, no câmbio actual, apenas com horas de estúdio para gravarmos Blanched Toca Angelopoulos. Um disco com 15 faixas teria um orçamento impraticável de estúdio para um artista independente de classe média, que recebe o equivalente a 400 dólares por mês. Gravei em casa, com microfone Sony, mas pequeno, de brinquedo, usando efeitos na voz para esconder a eventual baixa qualidade da gravação. A maior dificuldade dos alternativos no Brasil está na hora de vender. Ninguém quer pagar por um disco alternativo nacional. Querem ganhá-los. Em compensação não choram na hora de pagar o preço de mercado das majors - algo como 17 dólares (40 reais), mais do que o dobro. E, como é o próprio artista que tem de vender, muitas vezes, ele sente-se constrangido de vender um pedaço seu, de oferecer um pedaço seu. Então muitas vezes deixa de oferecer, ou não tem coragem de cobrar.
Existe alguma cultura de lançamentos em CD-R ou netlabels no Brasil?
Não sei responder com exactidão. Mas destaco uma netlabel que conheci este mês, o colectivo Antena [n.r.: http://www.antena.art.br]. Eles promoveram duas noites históricas este mês de noise electrónico aqui em Porto Alegre, com destaque para o Lavajato, de São Paulo.
Estrearam há pouco tempo dois videoclipes de faixas do álbum, um realizado por Antônio Xerxenesky e outro pelo próprio Douglas. Como decorreu a concepção desses videoclipes?
O meu foi feito de forma lo-fi, também: no Windows Movie Maker, justapondo quatro imagens diferentes nos momentos adequados da música, que é ?Cada Vez Mais?. As imagens foram feitas na minha câmara fotográfica digital, e portanto têm aquela textura totalmente lo-fi. O do Antônio foi feito também em casa, mas com uma mini-DV, a preto e branco, utilizando a namorada como actriz/modelo vivo e explorando o minimalismo de forma diferente da minha e usando também referências ao cinema fantástico de Dario Argento e companhia.
Pretende mostrar o seu trabalho na Europa, tanto no que diz respeito à edição do disco como em actuações ao vivo?
Parece-me utópico, mas tenho esperança. Falei com a Bor Land, que me indicou umas distribuidoras. Ainda não as visitei virtualmente.
Como tem sido a reacção do público brasileiro a Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim? Já apresentou o seu trabalho ao vivo? Como funcionam as coisas nos concertos?
Por enquanto o que tive foram os comentários de amigos aos quais mostrei o disco antes de lançá-lo e durante a audição do álbum na festa do seu lançamento. O Open Field / Peligro ainda está para fazer a divulgação a nível nacional, principalmente em São Paulo. Estou a aguardar o contacto da jornalista que fará o trabalho. Quanto aos concertos, estou a começar agora a formação ao vivo do projecto. Fiz um ensaio com o baterista, dos Viana Moog, com quem há tempos quero trabalhar. No próximo encontro testaremos; como guitarrista, o baixista dos Pelicano, pois eu tocarei baixo distorcido. A ideia é fazer arranjos para guitarra, baixo e bateria baseados nas músicas do disco, o que significa que as versões serão bastante diferentes da gravação. E essa é a intenção, para que o show surpreenda. O baixo distorcido já é algo raro por aqui. A inversão do guitarrista com o baixista também vai ajudar nisso. De samples, utilizaremos somente os essenciais. Estou empolgado e optimista, ansioso para tocar o disco ao vivo. O Guilherme Barrella, da editora, quer que toquemos em São Paulo. Veremos se será possível financeiramente. As passagens aéreas, para um trio, ida e volta, corresponderiam a 360 dólares, 830 reais.
Como olha para a experiência O Restaurante do Fim do Universo, o projecto onde fazia covers de bandas de rock alternativo?
Fazer covers também é bastante prazeroso para mim, pretendo retomar um dia esse projecto, seja com quem for. Foi curto, teve apenas dois shows.
Possui alguma paixão pelo sampling? Numa das faixas de "Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim" ouve-se o monólogo de uma famosa cena de Beleza Americana...
Sim! Esse do filme eu fiquei meio assim de usar, porque não pedi autorização, mas ficou tão ligado à música que não tive como cortá-lo. Uma outra que tinha um sample de Buffalo '66 foi cortada, para evitar o excesso, já que ?Qualquer Lugar / Somewhere? contém samples de Alice no País das Maravilhas e Waking Life. A partir de agora, evitarei os samples de obras alheias. Em ?Caminho? há um sample de dobradiças de portas, do filme aqui chamado A professora de Piano, do alemão Michael Haneke. Já com o sample de ?Indústria Brasileira de Lavadoras Automáticas? eu não me incomodo, porque foi um recorte de uma notícia da rádio, que não tem uma autoria a ser comprometida.
Na sua página na Internet é possível ver listas dos seus filmes, discos, filhos da puta, vídeos, e livros. Curiosamente, nenhum disco dessa lista parece ser uma possível influência para "Eu Contenho Todos os Anos Dentro de Mim"...
Falaram em Radiohead... Mas, realmente, não construí meu som em cima das referências. Se elas apareceram, cada ouvinte é que poderá vê-las ao seu modo, de acordo com suas próprias relações inconscientes. Somente depois de fazer o disco é que conheci dois artistas a que o meu trabalho pode ser comparado, mesmo que à distância. Um é o re:, que é muito concretista e é da editora canadiana Constellation Records, e outro é o Fennesz, que é mais ambient.
Quais são os discos que têm passado pelo leitor de CDs nos últimos tempos?
Grandaddy e Sparklehorse. In Your Honor, dos Foo Fighters, há alguns meses. Mais recentemente, The Robot Ate Me com On vacation e os dois mais recentes dos Stars. Sempre passam Yo La Tengo, Sonic Youth e Radiohead. Tenho gostado mais de Múm e The Microphones. Descobri The Arcade Fire e The Polyphonic Spree. Conheci recentemente também Blue Afternoon, do Barrella; Tetine, um duo brasileiro radicado em Londres; e Vincent Gallo, o multigénio. Ouvi esta semana o Uh Uh Her, da PJ Harvey, e impressionei-me (de novo) com a intensidade dela - da voz e de tudo. Não se espera inovações, mas a intensidade... escola Patti Smith.
Além da música, dedica-se a várias outras áreas como a poesia, a fotografia e até escreveu sobre música e trabalhou na rádio. Como é conciliar todas estas áreas? Qual é aquela que lhe dá mais prazer?
Excepto escrever sobre música, o que não faço mais, todas dão igualmente prazer. Mas a música é o meu carro-chefe, toco violão desde os quatro anos e, das três áreas, é a mais catártica. Trabalhar na rádio não tive mais oportunidade de o fazer. Eu ando a querer actuar mais como DJ. Acho natural conviver com todas essas actividades. Sou um sujeito ansioso e tenho muita energia criativa para gastar, então a arte é o meu dom e a minha necessidade. As carreiras de poeta e de fotógrafo também tiveram bons inícios, e elas todas estão interligadas. As capas do input_output e de Blanched Toca Angelopoulos são fotos minhas, por exemplo, e uso poemas como letras das músicas. Esta semana um novo amigo que é poeta e professor de letras disse que um poema meu tem uma "bela plasticidade". Ao mesmo tempo alguns dizem que a minha música parece uma banda sonora. E já ouvi que os poemas são musicais e que as fotos são poesia. A transcendência é uma só, o indizível é um só, apesar de lhe darem os nomes de poesia, fotografia, música.
André Gomes
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
"Reznor chegou hoje [ontem, 22] de manhã à capital paulista. À tarde foi almoçar numa churrascaria, a Fogo de Chão."
"... [Mikle Patton] afirma ter certeza de que o grupo deixará muitos chateados. 'É música difícil, que pede que o público realmente preste atenção, e, às vezes, em festivais, nós não somos uma banda que agrada a todos', ele comenta em entrevista á Folha de S. Paulo. Outro problema a ser enfrentado pelo Fantomas é um desfalque. Dave Lombardo, baterista da banda [e do Slayer], não virá para as apresentações do Claro q é Rock. No lugar do músico tocará Terry Bozzio, conhecido por subir aos palcos com Frank Zappa e Jaff Beck."
"... [Mikle Patton] afirma ter certeza de que o grupo deixará muitos chateados. 'É música difícil, que pede que o público realmente preste atenção, e, às vezes, em festivais, nós não somos uma banda que agrada a todos', ele comenta em entrevista á Folha de S. Paulo. Outro problema a ser enfrentado pelo Fantomas é um desfalque. Dave Lombardo, baterista da banda [e do Slayer], não virá para as apresentações do Claro q é Rock. No lugar do músico tocará Terry Bozzio, conhecido por subir aos palcos com Frank Zappa e Jaff Beck."
terça-feira, 22 de novembro de 2005
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
No seriado Twin Peaks, criado por David Lynch e Mike Frost e desenvolvido por uma equipe de roteiristas e diretores, há um personagem chamado The Log Lady, ou Senhora do Tronco. Acredito que seja a voz do Lynch na história toda, uma espécie de oráculo enigmático como o Mestre dos Magos da Caverna do Dragão. Em cada episódio da série, há uma Log Lady's Intro, algo como, bastante mal comparando, a moral do Gorpo no final do He-Man. Ela é interpretada por Catherine E. Coulson, protagonista de 'Amputee', um dos primeiros curtas do David Lynch, assim como Jack Nance, protagonista de 'Eraserhead', primeiro longa do diretor, faz o Pete Martell no seriado. Outra pessoa que esteve em longas conhecidos, além do Kyle MacLachlan (Agent Dale Cooper) e da Lara Flynn Boyle (Donna), é a - linda - Sherilyn Fenn (Audrey Horne), a Helena, de 'Encaixotando Helena'. Mas voltando à Senhora do Tronco, eis aqui os melhores trechos das introduções dos episódios que eu e a Manu vimos até agora.
"Às vezes idéias, assim como homens, pulam na sua frente e dizem 'oi!'. Elas introduzem-se a si mesmas, essas idéias, com palavras. Mas e elas são palavras? Essas idéias falam tão estranho. Tudo aquilo que vemos neste mundo é baseado nas idéias de alguém. Algumas são destrutivas, algumas são construtivas. Algumas idéias podem chegar na forma de um sonho. Eu posso dizer de novo: algumas idéias chegam na forma de um sonho. [Introducing David Lynch's creative mind.]"
"Há tristeza neste mundo, por nós sermos ignorantes em uma porção de coisas. Sim, nóis somos ignorantes em muitas coisas bonitas - coisas como a verdade. Então a tristeza, em nossa ignorância, é muito real. As lágrimas são reais. O que é essa coisa chamada lágrima? Há pequenos condutos - condutos lacrimais - para produzir essas lágrimas quando a tristeza aparece. E quando ela vem, nós perguntamos: 'Essa tristeza que me faz chorar, essa tristeza que faz meu coração chorar, ela terá fim?' E a resposta, obviamente, é sim. Um dia a tristeza acabará. [É o que eu sempre digo. Uma vez eu tentei manter-me triste. Não consegui.]"
"Os olhos são o espelho da alma, alguém disse. Então nós encaramos os olhos de perto para enxergarmos a natureza da alma. Às vezes, àquelas vezes horrorosas em que enxergamos olhos que não têm alma, vemos a escuridão e então refletimos: onde está a beleza? Não há beleza nos olhos sem alma. [É o que eu sempre penso. E há muitos assim.]"
"Às vezes idéias, assim como homens, pulam na sua frente e dizem 'oi!'. Elas introduzem-se a si mesmas, essas idéias, com palavras. Mas e elas são palavras? Essas idéias falam tão estranho. Tudo aquilo que vemos neste mundo é baseado nas idéias de alguém. Algumas são destrutivas, algumas são construtivas. Algumas idéias podem chegar na forma de um sonho. Eu posso dizer de novo: algumas idéias chegam na forma de um sonho. [Introducing David Lynch's creative mind.]"
"Há tristeza neste mundo, por nós sermos ignorantes em uma porção de coisas. Sim, nóis somos ignorantes em muitas coisas bonitas - coisas como a verdade. Então a tristeza, em nossa ignorância, é muito real. As lágrimas são reais. O que é essa coisa chamada lágrima? Há pequenos condutos - condutos lacrimais - para produzir essas lágrimas quando a tristeza aparece. E quando ela vem, nós perguntamos: 'Essa tristeza que me faz chorar, essa tristeza que faz meu coração chorar, ela terá fim?' E a resposta, obviamente, é sim. Um dia a tristeza acabará. [É o que eu sempre digo. Uma vez eu tentei manter-me triste. Não consegui.]"
"Os olhos são o espelho da alma, alguém disse. Então nós encaramos os olhos de perto para enxergarmos a natureza da alma. Às vezes, àquelas vezes horrorosas em que enxergamos olhos que não têm alma, vemos a escuridão e então refletimos: onde está a beleza? Não há beleza nos olhos sem alma. [É o que eu sempre penso. E há muitos assim.]"
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
Grandaddy
'Artist's choice: below the radio'
(2004)
Jason Lytle: Se você gosta de nós, você realmente deveria ouvir isto:
1 We Live Again Beck 3:02
2 Burned By the Sun Beulah 2:45
3 Color Bars Earlimart 3:31
4 Run Snow Patrol 5:55
5 Wild Was the Night Goldenboy 3:21
6 Bottom Line Man Giant Sand 4:39
7 The Little Acorn Fruit Bats 6:00
8 Comin' Up Empty Again Home 3:39
9 If We Could Go Backwards Jackpot 4:43
10 I Fell Handsome Family 4:14
11 Sand Canyon Little Wings 4:28
12 Motion Suggests Pavement 3:14
13 For the Damaged Blonde Redhead 2:57
14 Twisted Layer Virgil Shaw 4:01
15 Nature Anthem ? 3:35
E este disco é um entre as duas compilações e os três EPs que eu ainda não tenho dessa fantástica banda.
'Artist's choice: below the radio'
(2004)
Jason Lytle: Se você gosta de nós, você realmente deveria ouvir isto:
1 We Live Again Beck 3:02
2 Burned By the Sun Beulah 2:45
3 Color Bars Earlimart 3:31
4 Run Snow Patrol 5:55
5 Wild Was the Night Goldenboy 3:21
6 Bottom Line Man Giant Sand 4:39
7 The Little Acorn Fruit Bats 6:00
8 Comin' Up Empty Again Home 3:39
9 If We Could Go Backwards Jackpot 4:43
10 I Fell Handsome Family 4:14
11 Sand Canyon Little Wings 4:28
12 Motion Suggests Pavement 3:14
13 For the Damaged Blonde Redhead 2:57
14 Twisted Layer Virgil Shaw 4:01
15 Nature Anthem ? 3:35
E este disco é um entre as duas compilações e os três EPs que eu ainda não tenho dessa fantástica banda.
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Olha que loucura esse http://www.vincentgallo.com/contact.
This is a personal contact page for me, Vincent Gallo. As it is personal, I would like to say a few things about this contact address. Do not send me scripts, as I have never read a script in my life, including ones to films I've acted in, and ones that I've written and directed. I only accept legal pay or play offers from attorneys, please don't tell me about the film you're going to make one day. I'll be dead long before that happens, any day now maybe. Do not ask for signed photographs as I do not keep any photographs of myself and never had a head shot. Keep checking the merchandise page. Eventually, I will try to offer signed photos.
If you'd like to send a nude photo of yourself and you were BORN a female, please do so. I would be happy though with a simple photo of your face. It is nice to see the face of someone who writes me. I will only accept JPEG attachments. I will try my best to answer all email that is not offensive or unreasonable. But please be patient.
WARNING: To all bitter or jealous or unemployed or frustrated or mean or nasty or under-loved or under-paid or under-hung men and butchy girls. Think before you write to me. THINK HOW SMALL AND SILLY YOU APPEAR WHEN ANGRY JEALOUS AND BITTER--WRITING TO ME LIKE A SCORNED FAN.
This is a personal contact page for me, Vincent Gallo. As it is personal, I would like to say a few things about this contact address. Do not send me scripts, as I have never read a script in my life, including ones to films I've acted in, and ones that I've written and directed. I only accept legal pay or play offers from attorneys, please don't tell me about the film you're going to make one day. I'll be dead long before that happens, any day now maybe. Do not ask for signed photographs as I do not keep any photographs of myself and never had a head shot. Keep checking the merchandise page. Eventually, I will try to offer signed photos.
If you'd like to send a nude photo of yourself and you were BORN a female, please do so. I would be happy though with a simple photo of your face. It is nice to see the face of someone who writes me. I will only accept JPEG attachments. I will try my best to answer all email that is not offensive or unreasonable. But please be patient.
WARNING: To all bitter or jealous or unemployed or frustrated or mean or nasty or under-loved or under-paid or under-hung men and butchy girls. Think before you write to me. THINK HOW SMALL AND SILLY YOU APPEAR WHEN ANGRY JEALOUS AND BITTER--WRITING TO ME LIKE A SCORNED FAN.
Fly Pan Am - 'Fly Pan Am' (1999)
Um disco para entrar na lista dos melhores de todos os tempos. Banda canadense da Constellation Records liderada pelo Roger Teller-Craig, um dos guitarristas do Godspeed You! Black Emperor. O projeto foi formado para executar a idéia original do GY!BE, que era de explorar ao máximo a repetição minimalista e texturas noise de fundo ou invadindo a área e deixando os músicos um pouco para lá. Belas melodias convivem com dissonâncias e atonalismos.

"fly pan am playfully explore the tensions between modernist tropes and pop irreverence without succumbing to cloying irony or mock seriousness. the straight-up metronomic drumming, with its obstinate refusal to add flourishes or fills, establishes a foundation upon which bass and guitar lines weave and shift with a naïve rigour. the music is sometimes wilfully infuriating in its pursuit of an idea (i.e. track 3, which after a lovely series of harmonic changes, culminates in the repetition of a half-tone interval for over 10 minutes, while the digitalia of local electronic/actuelle musician alex st.onge takes over), and challenges the listener to construct an underlying narrative out of sonic collage (i.e. tracks 2 & 4, each in three parts). tape-based experimentation by all the members of the group add drones, transitional accents, and abrupt interruptions to the live band material."
Um disco para entrar na lista dos melhores de todos os tempos. Banda canadense da Constellation Records liderada pelo Roger Teller-Craig, um dos guitarristas do Godspeed You! Black Emperor. O projeto foi formado para executar a idéia original do GY!BE, que era de explorar ao máximo a repetição minimalista e texturas noise de fundo ou invadindo a área e deixando os músicos um pouco para lá. Belas melodias convivem com dissonâncias e atonalismos.
"fly pan am playfully explore the tensions between modernist tropes and pop irreverence without succumbing to cloying irony or mock seriousness. the straight-up metronomic drumming, with its obstinate refusal to add flourishes or fills, establishes a foundation upon which bass and guitar lines weave and shift with a naïve rigour. the music is sometimes wilfully infuriating in its pursuit of an idea (i.e. track 3, which after a lovely series of harmonic changes, culminates in the repetition of a half-tone interval for over 10 minutes, while the digitalia of local electronic/actuelle musician alex st.onge takes over), and challenges the listener to construct an underlying narrative out of sonic collage (i.e. tracks 2 & 4, each in three parts). tape-based experimentation by all the members of the group add drones, transitional accents, and abrupt interruptions to the live band material."
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
AUSÊNCIA DO SUICIDAL TENDENCIES NO CLARO Q É ROCK
A Claro recebeu a confirmação agora ao meio-dia de que a banda Suicidal Tendencies NÃO VIRÁ MAIS AO BRASIL. O vocalista do grupo, Mike Muir, está com hérnia de disco e foi proibido pelos médicos de fazer qualquer viagem, o que inviabiliza a presença da banda no festival.
Em substituição ao Suicidal, a Claro está trazendo a banda FANTOMAS, do ex-vocalista do Faith No More, Mike Patton.
No mais, a Claro pede desculpas pelo transtorno, porém reforça que a ausência da banda foge completamente ao controle da empresa. (...)
Desculpas?? OBRIGADO :~
A Claro recebeu a confirmação agora ao meio-dia de que a banda Suicidal Tendencies NÃO VIRÁ MAIS AO BRASIL. O vocalista do grupo, Mike Muir, está com hérnia de disco e foi proibido pelos médicos de fazer qualquer viagem, o que inviabiliza a presença da banda no festival.
Em substituição ao Suicidal, a Claro está trazendo a banda FANTOMAS, do ex-vocalista do Faith No More, Mike Patton.
No mais, a Claro pede desculpas pelo transtorno, porém reforça que a ausência da banda foge completamente ao controle da empresa. (...)
Desculpas?? OBRIGADO :~
Milagre \o/
A Blanched conseguiu vencer o histórico de azar e, com a ajuda indispensável do João, da Noisy, fará o primeiro show desde 2003 em Porto Alegre, no dia 22 de dezembro, no Beco. Um show raro, pode ser o último, quem sabe?, porque os integrantes estão partindo para outras partes do mundo. Mais detalhes em seguida.
A Blanched conseguiu vencer o histórico de azar e, com a ajuda indispensável do João, da Noisy, fará o primeiro show desde 2003 em Porto Alegre, no dia 22 de dezembro, no Beco. Um show raro, pode ser o último, quem sabe?, porque os integrantes estão partindo para outras partes do mundo. Mais detalhes em seguida.
Pan Sonic (ex-Panasonic) é uma das minhas melhores descobertas musicais recentes, banda formada pelos finlandeses Mika Vainio e Ilpo Väisänen e ligada à Sähkö Recordings. O disco Kulma foi a trilha sonora do meu último experimento com ácido, ocorrido ontem. Massive Attack 'Angel' foi literalmente sensacional ao ouvi-la, de pé, no T2, passe livre, com aquele calor de fim do mundo: as pessoas e os suores combinavam maravilhosamente com a música. Nova conclusão sobre a dosagem: é melhor tomar 1/4, de manhã, porque, quanto menos, mais demora para fazer efeito, mas depois ele não se estende tanto.
O Rafael Cavalcanti passou-me um disco da banda Broadcast, 'Haha sound', pelo MSN. Achei interessante, na linha indie eletrônico do Stereolab, só que melhor - eu não gosto da voz da Laetitia Sadier. Ele disponibilizou outro disco dos caras no Yousendit. Se alguém quiser baixar. Ele fica lá até o fim da semana. Eu não posso baixar agora porque antes eu preciso passar para CD os discos eu que já baixei, deslotando, assim, meu HD (não havia espaço nem para criar uma pasta vazia...).
Depois, pesquisando mais sobre as bandas dessa linha, achei interessantes Lali Puna e The Notwist.
Depois, pesquisando mais sobre as bandas dessa linha, achei interessantes Lali Puna e The Notwist.
terça-feira, 15 de novembro de 2005
'Mr. Beast' é o novo álbum do Mogwai, e será lançado pela Matador no dia 6 de março. Dizem que é o disco mais pesado deles desde 'Young team'. O produtor desta vez é Tony Doogan e 'Friend of the night' e 'Robocop vs. the Orange Walk' são alguns títulos de músicas. Já se falou que usariam pedais flanger. E o empresário do Mogwai, Alan McGee (que vai receber um input_output das mãos da Mariana Prates!) disse que 'Mr. Beast' é "provavelmente o maior disco de art rock em que eu estive envolvido desde 'Loveless', do My Bloody Valentine."
O resultado do motivo pelo qual eu não estive escrevendo muito aqui é o seguinte: meu HD acabou de lotar com discos baixados no soulseek. Uma brincadeira nova para mim é o last.fm (antigo audioscrobbler), um sistema que "puxa" as músicas que você está ouvindo no seu player, através de um plugin instalado, e faz estatísticas acerca das suas audições. Depois de 300 músicas ouvidas, o sistema define a sua "vizinhança", indicando os neighbours musicais, aqueles que estão ouvindo com a maior semelhança possível as mesmas músicas e bandas que você. No mais, estamos tentando realizar um show especial da Blanched no dia 22 de dezembro. Torçam. Estou viciado no seriado Twin Peaks.
sexta-feira, 11 de novembro de 2005
Bandas cujos discos eu já baixei esta semana ou ainda estou baixando:
Future Sound Of London, Fly Pan Am, Pan Sonic, CocoRosie, The Damned, Múm, Lou Reed & John Cale, Nina Persson, Grandaddy, Arab Strap, Experimental Audio Research, The Coral, AjaxFree, LaNOISA, Lavajato, John Zorn & Mike Patton, Roger Waters, Autechre, Stealing Orchestra, Love, Radian, Gus Gus, Syd Barrett, Babyshambles, Trobbing Gristles, The Microphones, Laibach, Rammstein, Yann Tiersen, Sleater-Kinney, Fridge, Clinic, The Beta Band.
***
O e-mail que enraiveceu uns caras que faziam piadas sobre mim:
Algo ou alguém é estranho enquanto que o observador não o conhece. Depende do nível de coragem/covardia (em seus sentidos literais-factuais) do observador aproximar-se do desconhecido ou não. Caso a decisão seja pelo "não", o mais fácil para a preservação do ego é inventar idéias que diminuam o algo ou alguém desconhecido, para que ele, o observador, tenha a ilusão de ter saído vitorioso diante do desafio que natureza lhe impôs. Tratando-se especificamente de alguém, a invenção preferida para a preservação do ego do observador menos corajoso é a de que o desconhecido é homossexual. Tratando-se especificamente de alguém, ou seja, um ser humano, cada indivíduo é diferente do outro. Quando dois ou mais parecem iguais, é porque estão utilizando algum tipo de máscara ou seguindo algum tipo de código de grupo. Desta forma, parecer diferente é o normal, o natural.
Future Sound Of London, Fly Pan Am, Pan Sonic, CocoRosie, The Damned, Múm, Lou Reed & John Cale, Nina Persson, Grandaddy, Arab Strap, Experimental Audio Research, The Coral, AjaxFree, LaNOISA, Lavajato, John Zorn & Mike Patton, Roger Waters, Autechre, Stealing Orchestra, Love, Radian, Gus Gus, Syd Barrett, Babyshambles, Trobbing Gristles, The Microphones, Laibach, Rammstein, Yann Tiersen, Sleater-Kinney, Fridge, Clinic, The Beta Band.
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O e-mail que enraiveceu uns caras que faziam piadas sobre mim:
Algo ou alguém é estranho enquanto que o observador não o conhece. Depende do nível de coragem/covardia (em seus sentidos literais-factuais) do observador aproximar-se do desconhecido ou não. Caso a decisão seja pelo "não", o mais fácil para a preservação do ego é inventar idéias que diminuam o algo ou alguém desconhecido, para que ele, o observador, tenha a ilusão de ter saído vitorioso diante do desafio que natureza lhe impôs. Tratando-se especificamente de alguém, a invenção preferida para a preservação do ego do observador menos corajoso é a de que o desconhecido é homossexual. Tratando-se especificamente de alguém, ou seja, um ser humano, cada indivíduo é diferente do outro. Quando dois ou mais parecem iguais, é porque estão utilizando algum tipo de máscara ou seguindo algum tipo de código de grupo. Desta forma, parecer diferente é o normal, o natural.
terça-feira, 8 de novembro de 2005
TOM BLOCH
OCIDENTE ACÚSTICO
QUINTA
10/11
22:00
OCIDENTE ACÚSTICO
QUINTA
10/11
22:00
O Nine Inch Nails vem completo ao Brasil. Depois de alguns problemas médicos, o baterista Jerome Dillon está de volta à banda. Outro que também já está com passagem marcada é o guitarrista Jim O'Rourke, do Sonic Youth. Ele deve se afastar da banda para tocar projetos pessoais, mas garantiu que faz os shows brasileiros.
O show dos NIN contará com 25 tons de equipamento. Com a cenografia completa da turnê 'With teeth', eles vêm com seu próprio avião fretado. As outras atrações limitar-se-ão a 5 toneladas de material cada.
O show dos NIN contará com 25 tons de equipamento. Com a cenografia completa da turnê 'With teeth', eles vêm com seu próprio avião fretado. As outras atrações limitar-se-ão a 5 toneladas de material cada.
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
Adicionem-me no MSN: dichtet. Passem-me seus usernames do Soulseek.
Bloquearam, quinta-feira, no trabalho, o Flickr, o meu blog, a Peligro (!), o Claro Q É Rock, a Pitchfork e o blog do Bruno (!!) - sites que, exceto o meu blog, somente eu acesso. Não bloquearam ainda o Yahoo, o Livejournal, o Google e o Unipeak.
***
"Tava falando com o Rodrigo esses dias, sobre a admiração que temos pelo teu caráter empreendedor. São tuas ações que mais nos estimulam." (Daniel Chiapinotto)
***
Múm. Texturas extremamente lo-fi, PODRES até, convivem com hi-fi e timbres macios/esféricos de batidas, acordeon e xilofone e da voz mais-que-doce das gêmeas da Islândia. E as melodias são lindas porém sempre contêm alguma seqüência estranha de acordes. É a beleza da confusão. Indicações: as faixas 2 e 3 e 7 de 'Finally we are no one' e a faixa 2 de 'Summer make good'.
Os títulos das masterpieces:
'Weeping rock, rock'
'Green grass of tunnel'
'We have a map of the piano'
'Now there's that fear again'
Baixem!
'Weeping rock, rock' tem uma seqüência de acordes mortalmente invejada por mim: C#m F#m B C# e aí reinicia em C#m. É de chorar. Ocorrência semelhante, em que a tônica passa de maior para menor (ou vice-versa): 'The fool on the hill' (Beatles): D G D G Em A D F#m Em A Dm Gm C Dm - e aí volta para D. Em 'Hey you' (Pink Floyd), não é a tônica, mas é um outro acorde da escala tonal cuja terça muda de menor para maior: Em Dm Em Dm D G F#m Em Bm Am Em.
O Múm é Gunnar Örn Tynes, Örvar Þóreyjarson Smárason, Gyða Valtýsdóttir e Kristín Anna Valtýsdóttir. O grupo se conheceu em 1997 tocando numa festa de crianças. Smárason mudou sua percepção musical depois de ter ouvido Aphex Twin e então decidiu que iria abandonar os "guitar-based concepts".
***
O input_output continua em terceiro entre os mais vendidos nacionais da Peligro. Na frente do Hurtmold. Atrás apenas de Nancy e Tony da Gatorra. Goood.
***
RELAÇÃO DOS SELECIONADOS - CONCURSO POEMAS NO ÔNIBUS
Antônio Luiz Almada Prestes - Conjugando a vida
Bianca Tais Zanini - Armadilha
CeciLia Cassal - Dote para um recomeço
Celia Maria Maciel - Sedução
Clovis da Rolt - Encontro em cada desventura
Elder Boschi da Cruz - Cores [esse cara é bom!]
Ernani Glorio Marchioretto - Placas
Evandro M. Della Giustina - Beleza
Fabrício Limberger - Ícaro me ensinou a voar
Germana Konrath - Das definições (I)
Gilmar Caio - O segredo do teu olhar
Guayra Teixeira Coelho - In extremis
Josímara Tonella-Estiagarribia - Devaneio de um grão de areia
Leandro Machado dos Santos - Ainda que torta e sem fio
Leonardo Manoel Paredes - Entre os dentes
Luis Eduardo Pinto - Namorada
Luis Vicente Susin - Amanhecendo
Luiz Fernando Fontes de Albuquerque - Melhoridade
Marcelo Domingues D´Ávila - Lua urbana
Márcia Maia - simples
Marcos Satoru Kawanami - Soneto ao idiota
Marcus Vinicius Crestani - Ao entrar no ônibus e sentar ao teu lado
Maria Alice S. F. de Menezes - Primeiro amor
Maria Teresinha Dufan Silva - Último ato
Marli Cristina Tasca Marangoni - O silêncio não é ausência
Murilo Alexandre Eidt - Já tomei banho de chuva, ...
Rafael Vecchio - Um haikai [esse também sempre entra!]
Sergio Napp - Pele
Sueli Silvânia da Silva - Cacos e cacarecos
Wagner Paz Machado - É carnaval
(SMC)
***
A Ana Maria Bahiana começa a resenha de 'Chaos and creation in the backyard', o novo disco do Paul McCartney, fazendo uma crônica sobre aquele momento em que as pessoas começam a ter como centro da sua vida o passado e a se referir a ele como 'no meu tempo', "... como se o tempo fosse de alguém, e como se fosse mais seu então do que agora."
***
Ontem, lendo os poemas do "Ambivalência" (principalmente os teus),
tive um surto de escrever no meu caderno. Acho que consegui terminar a
letra da minha música e sedimentei algumas idéias de forma
absolutamente mágica. Tive que interromper meu ato de ir deitar para
dormir umas três vezes, pra poder anotar tudo que aparecia.
Isso já tinha acontecido raramente, mas nunca pareceu tão lúcido (ou
relevante). Por isso achei bom compartilhar.
( ),
Bruno Galera
bgalera[arroba]gmail.com
http://www.insanus.org/bigmuff
***
Kristin & Régine são filhas da puta.
(Múm) (Arcade Fire)
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"Tava falando com o Rodrigo esses dias, sobre a admiração que temos pelo teu caráter empreendedor. São tuas ações que mais nos estimulam." (Daniel Chiapinotto)
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Múm. Texturas extremamente lo-fi, PODRES até, convivem com hi-fi e timbres macios/esféricos de batidas, acordeon e xilofone e da voz mais-que-doce das gêmeas da Islândia. E as melodias são lindas porém sempre contêm alguma seqüência estranha de acordes. É a beleza da confusão. Indicações: as faixas 2 e 3 e 7 de 'Finally we are no one' e a faixa 2 de 'Summer make good'.
Os títulos das masterpieces:
'Weeping rock, rock'
'Green grass of tunnel'
'We have a map of the piano'
'Now there's that fear again'
Baixem!
'Weeping rock, rock' tem uma seqüência de acordes mortalmente invejada por mim: C#m F#m B C# e aí reinicia em C#m. É de chorar. Ocorrência semelhante, em que a tônica passa de maior para menor (ou vice-versa): 'The fool on the hill' (Beatles): D G D G Em A D F#m Em A Dm Gm C Dm - e aí volta para D. Em 'Hey you' (Pink Floyd), não é a tônica, mas é um outro acorde da escala tonal cuja terça muda de menor para maior: Em Dm Em Dm D G F#m Em Bm Am Em.
O Múm é Gunnar Örn Tynes, Örvar Þóreyjarson Smárason, Gyða Valtýsdóttir e Kristín Anna Valtýsdóttir. O grupo se conheceu em 1997 tocando numa festa de crianças. Smárason mudou sua percepção musical depois de ter ouvido Aphex Twin e então decidiu que iria abandonar os "guitar-based concepts".
***
O input_output continua em terceiro entre os mais vendidos nacionais da Peligro. Na frente do Hurtmold. Atrás apenas de Nancy e Tony da Gatorra. Goood.
***
RELAÇÃO DOS SELECIONADOS - CONCURSO POEMAS NO ÔNIBUS
Antônio Luiz Almada Prestes - Conjugando a vida
Bianca Tais Zanini - Armadilha
CeciLia Cassal - Dote para um recomeço
Celia Maria Maciel - Sedução
Clovis da Rolt - Encontro em cada desventura
Elder Boschi da Cruz - Cores [esse cara é bom!]
Ernani Glorio Marchioretto - Placas
Evandro M. Della Giustina - Beleza
Fabrício Limberger - Ícaro me ensinou a voar
Germana Konrath - Das definições (I)
Gilmar Caio - O segredo do teu olhar
Guayra Teixeira Coelho - In extremis
Josímara Tonella-Estiagarribia - Devaneio de um grão de areia
Leandro Machado dos Santos - Ainda que torta e sem fio
Leonardo Manoel Paredes - Entre os dentes
Luis Eduardo Pinto - Namorada
Luis Vicente Susin - Amanhecendo
Luiz Fernando Fontes de Albuquerque - Melhoridade
Marcelo Domingues D´Ávila - Lua urbana
Márcia Maia - simples
Marcos Satoru Kawanami - Soneto ao idiota
Marcus Vinicius Crestani - Ao entrar no ônibus e sentar ao teu lado
Maria Alice S. F. de Menezes - Primeiro amor
Maria Teresinha Dufan Silva - Último ato
Marli Cristina Tasca Marangoni - O silêncio não é ausência
Murilo Alexandre Eidt - Já tomei banho de chuva, ...
Rafael Vecchio - Um haikai [esse também sempre entra!]
Sergio Napp - Pele
Sueli Silvânia da Silva - Cacos e cacarecos
Wagner Paz Machado - É carnaval
(SMC)
***
A Ana Maria Bahiana começa a resenha de 'Chaos and creation in the backyard', o novo disco do Paul McCartney, fazendo uma crônica sobre aquele momento em que as pessoas começam a ter como centro da sua vida o passado e a se referir a ele como 'no meu tempo', "... como se o tempo fosse de alguém, e como se fosse mais seu então do que agora."
***
Ontem, lendo os poemas do "Ambivalência" (principalmente os teus),
tive um surto de escrever no meu caderno. Acho que consegui terminar a
letra da minha música e sedimentei algumas idéias de forma
absolutamente mágica. Tive que interromper meu ato de ir deitar para
dormir umas três vezes, pra poder anotar tudo que aparecia.
Isso já tinha acontecido raramente, mas nunca pareceu tão lúcido (ou
relevante). Por isso achei bom compartilhar.
( ),
Bruno Galera
bgalera[arroba]gmail.com
http://www.insanus.org/bigmuff
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Kristin & Régine são filhas da puta.
(Múm) (Arcade Fire)
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