No seriado Twin Peaks, criado por David Lynch e Mike Frost e desenvolvido por uma equipe de roteiristas e diretores, há um personagem chamado The Log Lady, ou Senhora do Tronco. Acredito que seja a voz do Lynch na história toda, uma espécie de oráculo enigmático como o Mestre dos Magos da Caverna do Dragão. Em cada episódio da série, há uma Log Lady's Intro, algo como, bastante mal comparando, a moral do Gorpo no final do He-Man. Ela é interpretada por Catherine E. Coulson, protagonista de 'Amputee', um dos primeiros curtas do David Lynch, assim como Jack Nance, protagonista de 'Eraserhead', primeiro longa do diretor, faz o Pete Martell no seriado. Outra pessoa que esteve em longas conhecidos, além do Kyle MacLachlan (Agent Dale Cooper) e da Lara Flynn Boyle (Donna), é a - linda - Sherilyn Fenn (Audrey Horne), a Helena, de 'Encaixotando Helena'. Mas voltando à Senhora do Tronco, eis aqui os melhores trechos das introduções dos episódios que eu e a Manu vimos até agora.
"Às vezes idéias, assim como homens, pulam na sua frente e dizem 'oi!'. Elas introduzem-se a si mesmas, essas idéias, com palavras. Mas e elas são palavras? Essas idéias falam tão estranho. Tudo aquilo que vemos neste mundo é baseado nas idéias de alguém. Algumas são destrutivas, algumas são construtivas. Algumas idéias podem chegar na forma de um sonho. Eu posso dizer de novo: algumas idéias chegam na forma de um sonho. [Introducing David Lynch's creative mind.]"
"Há tristeza neste mundo, por nós sermos ignorantes em uma porção de coisas. Sim, nóis somos ignorantes em muitas coisas bonitas - coisas como a verdade. Então a tristeza, em nossa ignorância, é muito real. As lágrimas são reais. O que é essa coisa chamada lágrima? Há pequenos condutos - condutos lacrimais - para produzir essas lágrimas quando a tristeza aparece. E quando ela vem, nós perguntamos: 'Essa tristeza que me faz chorar, essa tristeza que faz meu coração chorar, ela terá fim?' E a resposta, obviamente, é sim. Um dia a tristeza acabará. [É o que eu sempre digo. Uma vez eu tentei manter-me triste. Não consegui.]"
"Os olhos são o espelho da alma, alguém disse. Então nós encaramos os olhos de perto para enxergarmos a natureza da alma. Às vezes, àquelas vezes horrorosas em que enxergamos olhos que não têm alma, vemos a escuridão e então refletimos: onde está a beleza? Não há beleza nos olhos sem alma. [É o que eu sempre penso. E há muitos assim.]"
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segunda-feira, 21 de novembro de 2005
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