"Nunca me interessei em fazer algo erótico, pornográfico, radical, mas sempre achei que o comportamento sexual reflete precisamente o estado de espírito dessa pessoa. Não acho a idéia de duas pessoas juntas sem intimidade atraente." (Vincent Gallo, diretor-ator-compositor)
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quinta-feira, 31 de julho de 2003
O humor é uma das minhas coisas preferidas.
Quando eu era criança, fiz paródias de marcas de produtos numa daquelas folhas de risque&rabisque. Quando eu era adolescente, fiz várias edições, com lápis 6B e papel A4 dobrado no meio, de um gibi de humor inspirado na revista Mad chamado Ameba. Quando eu estava na Unisinos, fiz três edições de um programa de rádio inspirado em Monty Python chamado Rádio Trash. (O professor Sérgio Endler liberou o grupo que fazia o programa de outras tarefas e provas - ganhávamos nota só pelo Trash. E até hoje o Endler mostra o programa como exemplo para os novos alunos de radiojornalismo. Um dos integrantes era o Fabiano Baldasso, que tinha o primeiro contato com programas de rádio e que acabou tornando-se repórter esportivo da Rádio Gaúcha.) Ainda na universidade, comecei a fazer - acabou não sendo editado - o Monte Pai, Tom, que era para ser um vídeo de esquetes do Monty Python traduzidos e encenados por mim e alguns colegas no estúdio de tevê da Unisinos. E eu tenho todo esse material guardado! (Um dia eu vou digitalizar tudo.) Tive também o Nonzine, um site de contos nonsense.
O humor era um dos meus focos de criação, junto com a música e o jornalismo musical. Hoje já não é mais. Entraram na roda coisas como a poesia. Mas ele ficou no meu ser.
A Manuela diz que eu sou engraçado e performático :D
Quando eu era criança, fiz paródias de marcas de produtos numa daquelas folhas de risque&rabisque. Quando eu era adolescente, fiz várias edições, com lápis 6B e papel A4 dobrado no meio, de um gibi de humor inspirado na revista Mad chamado Ameba. Quando eu estava na Unisinos, fiz três edições de um programa de rádio inspirado em Monty Python chamado Rádio Trash. (O professor Sérgio Endler liberou o grupo que fazia o programa de outras tarefas e provas - ganhávamos nota só pelo Trash. E até hoje o Endler mostra o programa como exemplo para os novos alunos de radiojornalismo. Um dos integrantes era o Fabiano Baldasso, que tinha o primeiro contato com programas de rádio e que acabou tornando-se repórter esportivo da Rádio Gaúcha.) Ainda na universidade, comecei a fazer - acabou não sendo editado - o Monte Pai, Tom, que era para ser um vídeo de esquetes do Monty Python traduzidos e encenados por mim e alguns colegas no estúdio de tevê da Unisinos. E eu tenho todo esse material guardado! (Um dia eu vou digitalizar tudo.) Tive também o Nonzine, um site de contos nonsense.
O humor era um dos meus focos de criação, junto com a música e o jornalismo musical. Hoje já não é mais. Entraram na roda coisas como a poesia. Mas ele ficou no meu ser.
A Manuela diz que eu sou engraçado e performático :D
[feliz]
que semana boa!
tem sol lá fora
e tem sol aqui dentro.
a semana toda.
todos os dias dela.
é a minha melhor semana
de todos os meus tempos
dos meus últimos tempos.
Hoje é um dia de sol, lindo.
Doug fugiu do trabalho para me ver.
E se identifica no interfone como "saudades".
E me abraça e me beija e fica sorrindo tanto. E eu só sei fazer o mesmo.
The happiest girl on earth.
que semana boa!
tem sol lá fora
e tem sol aqui dentro.
a semana toda.
todos os dias dela.
é a minha melhor semana
de todos os meus tempos
dos meus últimos tempos.
Hoje é um dia de sol, lindo.
Doug fugiu do trabalho para me ver.
E se identifica no interfone como "saudades".
E me abraça e me beija e fica sorrindo tanto. E eu só sei fazer o mesmo.
The happiest girl on earth.
Arrancaram o Truman da minha porta, que estava lá desde o natal de 2001, por raiva da música alta que o Marcos andou ouvindo de madrugada, enquanto eu estava na casa do meu corpo, e não na dos meus móveis. Que injustiça, nem era dele, do responsável pela música alta, aquele Truman. Era meu, e era de estimação.
quarta-feira, 30 de julho de 2003
A Manu raspou o cabelo.
"É a cara dela. Ficou bárbaro. Diz pra ela que eu a admiro mais um pouco." (Márcia Pupe)
"Eu também! Ai... ficou muito bem pra ela! Ela não tem cara de guri." (Andréa Marques)
"Que chique! Não é pra qualquer carinha!" (Daniella Bernardes)
"O cabelo raspado ressaltou o pescoço grande dela (que eu acho lindo) e os movimentos da cabeça e do pescoço (que eu acho lindos) e as expressões faciais, que são bastante marcantes nela (e que eu acho lindas). Deixou também ela com uma aparência mais leve (e um peso mais leve, também...). É mais legal de fazer carinho. Vou até sugerir que ela adote este corte." (Douglas Dickel)
"É a cara dela. Ficou bárbaro. Diz pra ela que eu a admiro mais um pouco." (Márcia Pupe)
"Eu também! Ai... ficou muito bem pra ela! Ela não tem cara de guri." (Andréa Marques)
"Que chique! Não é pra qualquer carinha!" (Daniella Bernardes)
"O cabelo raspado ressaltou o pescoço grande dela (que eu acho lindo) e os movimentos da cabeça e do pescoço (que eu acho lindos) e as expressões faciais, que são bastante marcantes nela (e que eu acho lindas). Deixou também ela com uma aparência mais leve (e um peso mais leve, também...). É mais legal de fazer carinho. Vou até sugerir que ela adote este corte." (Douglas Dickel)
terça-feira, 29 de julho de 2003
Three years ago...
lenhador · I wanna be a lumberjack !!
Mensagem 393 de 2772
De: "Manuela Martini Colla"
Data: Qua Ago 9, 2000 12:14 am
Assunto: Re: [lenhador] (a) mostra grátis
Sim!
Contanto que o vômito não seja no meu quarto, oks.
Manu, meio assustada.
___________________________
Manuela Martini Colla
"This is your life and it's ending one minute at a time." Tyler Durden
----- Original Message -----
From: Luciano Monteiro
To: lenhador@egroups.com
Sent: Tuesday, August 08, 2000 11:56 PM
Subject: [lenhador] (a) mostra grátis
>
> Manuela
>
> Eu, o Douglas e a Madi estamos pensando em realizar a I Mostra
> Intermunicipal do Vale do Sinos de Sketches do e Vídeos Inspirados em
Monty
> Python Acompanhados por Vinho para Vomitar Depois.
>
> O local seria a tua casa.
>
> Topas?
>
>
>
>
> Para deixar de ser um lenhador,
> mande um e-mail em branco para:
> lenhador-unsubscribe@egroups.com
lenhador · I wanna be a lumberjack !!
Mensagem 393 de 2772
De: "Manuela Martini Colla"
Data: Qua Ago 9, 2000 12:14 am
Assunto: Re: [lenhador] (a) mostra grátis
Sim!
Contanto que o vômito não seja no meu quarto, oks.
Manu, meio assustada.
___________________________
Manuela Martini Colla
"This is your life and it's ending one minute at a time." Tyler Durden
----- Original Message -----
From: Luciano Monteiro
To: lenhador@egroups.com
Sent: Tuesday, August 08, 2000 11:56 PM
Subject: [lenhador] (a) mostra grátis
>
> Manuela
>
> Eu, o Douglas e a Madi estamos pensando em realizar a I Mostra
> Intermunicipal do Vale do Sinos de Sketches do e Vídeos Inspirados em
Monty
> Python Acompanhados por Vinho para Vomitar Depois.
>
> O local seria a tua casa.
>
> Topas?
>
>
>
>
> Para deixar de ser um lenhador,
> mande um e-mail em branco para:
> lenhador-unsubscribe@egroups.com
O álbum do projeto musical do David Lynch, Blue Bob, foi gravado entre abril de 1998 e março de 2000 no Asymmetrical Studio. "Blue Bob is a music idea based on the pounding machinery of the smokestack industry and the raw amplified birth of rock and roll. The music is inspired by machines, fire, smoke and electricity. By submerging itself in the ever reverberating golden past, Blue Bob is trying to poke forward."
David Lynch - Bass, Guitar, Drums, Voices, Producer, Engineer, Slide Guitar, Drum Machine, Design, Mixing, Photography, Instrumentation, Electric Percussion, Vocal Effect, Drum Effects, Guitar (Tremolo), Crowd Noise
John Neff - Bass, Guitar, Drums, Vocals, Voices, Producer, Ensemble, Drum Machine, Mixing, Wah Wah Guitar, Instrumentation, Electric Percussion, Sound Design, Ambience, Guitar Effects
David Lynch - Bass, Guitar, Drums, Voices, Producer, Engineer, Slide Guitar, Drum Machine, Design, Mixing, Photography, Instrumentation, Electric Percussion, Vocal Effect, Drum Effects, Guitar (Tremolo), Crowd Noise
John Neff - Bass, Guitar, Drums, Vocals, Voices, Producer, Ensemble, Drum Machine, Mixing, Wah Wah Guitar, Instrumentation, Electric Percussion, Sound Design, Ambience, Guitar Effects
Terry Jones, John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam com Graham Chapman e Michael Palin
A última vez em que os integrantes do Monty Python reuniram-se em público foi em 7 de março de 1998, no U.S. Comedy Arts Festival em Aspen, Colorado, EUA (foto acima). Na época, eu era redator de música e cinema da rádio Unisinos e eu redigi tal notícia :)
"No, not the Knights Who Say Nee..."
"The same!"
"Come on!"
"I will not buy this record, it is scratched."
Os alienígenas que salvaram Brian, na Roma Antiga.
segunda-feira, 28 de julho de 2003
Miopia e a trilha que eu ajudei a fazer: visto e ouvida na Europa:
El Economista
Portal de Contenido
Hoy, Viernes 25 de julio del 2003.
Destacan cineastas latinos en europa
Madrid - La XVIII edición del Festival Internacional de Cine "Cinema Jove" contará con una importante representación de largometrajes y cortometrajes procedentes de América Latina, informaron hoy los organizadores.
Este festival, que se realizará del 14 al 21 de junio próximo en Valencia, en la costa este de España, rendirá un homenaje al director Richard Lester, considerado como un transgresor de los formulismos de la industria británica de la década de los años 60.
En la sección de largometrajes optarán al premio Lunas de Valencia, las cintas mexicanas "Tiempo Real", de Frabricio Prada; "Zurdo", de Carlos Salcés, y "Japón" de Carlos Reygadas; la uruguaya "La Espera", de Aldo Garay, y la argentina "Caja Negra" de Luis Ortega.
El número de candidaturas latinoamericanas en el apartado de cortometrajes es mucho mayor - cerca de 40 filmes inscritos - provenientes de nueve países diferentes.
Destaca Brasil con 12 cortometrajes de excelente factura como "Oxalá" de Célio Dutra o "Miopía" de Muriel Paraboni, seguido de México cuyos noveles cineastas colaron siete obras como "Veneno" de Montserrat Larque, o "La suerte" de Fernando Eimbcke, entre otras.
Este año el ciclo temático del festival estará dedicado al "Nuevo Cine Argentino", y se mostrarán las películas más recientes de los jóvenes cineastas de ese país sudamericano que han ocupado un sitio relevante en Festivales como Sundance, Rotterdam y Berlín.
El Teatro Principal de Valencia será la sede donde, el domingo 22 de junio, se darán a conocer los largo y cortometrajes ganadores, merecedores de las Lunas de Valencia, indicaron los organizadores.
(Notimex)
El Economista
Portal de Contenido
Hoy, Viernes 25 de julio del 2003.
Destacan cineastas latinos en europa
Madrid - La XVIII edición del Festival Internacional de Cine "Cinema Jove" contará con una importante representación de largometrajes y cortometrajes procedentes de América Latina, informaron hoy los organizadores.
Este festival, que se realizará del 14 al 21 de junio próximo en Valencia, en la costa este de España, rendirá un homenaje al director Richard Lester, considerado como un transgresor de los formulismos de la industria británica de la década de los años 60.
En la sección de largometrajes optarán al premio Lunas de Valencia, las cintas mexicanas "Tiempo Real", de Frabricio Prada; "Zurdo", de Carlos Salcés, y "Japón" de Carlos Reygadas; la uruguaya "La Espera", de Aldo Garay, y la argentina "Caja Negra" de Luis Ortega.
El número de candidaturas latinoamericanas en el apartado de cortometrajes es mucho mayor - cerca de 40 filmes inscritos - provenientes de nueve países diferentes.
Destaca Brasil con 12 cortometrajes de excelente factura como "Oxalá" de Célio Dutra o "Miopía" de Muriel Paraboni, seguido de México cuyos noveles cineastas colaron siete obras como "Veneno" de Montserrat Larque, o "La suerte" de Fernando Eimbcke, entre otras.
Este año el ciclo temático del festival estará dedicado al "Nuevo Cine Argentino", y se mostrarán las películas más recientes de los jóvenes cineastas de ese país sudamericano que han ocupado un sitio relevante en Festivales como Sundance, Rotterdam y Berlín.
El Teatro Principal de Valencia será la sede donde, el domingo 22 de junio, se darán a conocer los largo y cortometrajes ganadores, merecedores de las Lunas de Valencia, indicaron los organizadores.
(Notimex)
sexta-feira, 25 de julho de 2003
dias de aura cinzenta
claridade constante
que não muda
que não oscila
opacidade plana
que não se exalta
que não se altera
constância concreta
que não tem volume
que não tem paixão
estabilidade
continuidade
perenidade
permanência
estática
inércia
constante
dias de aura avarenta
dias de cara limpa
dias de cara amassada
dias de cara enxugada
dias de cara cinzenta
e alma prateada
resplandescente
e absolutamente
fragilizada
dias de alma latente
dias de alma aviltada
dias de alma acuada
dias de alma tensa
dias de alma enganada
e desenganada
e enganada outra vez
tola
quase sempre equivocada
dias de alma assim
e apenas sutilmente
lacrimejante
e então umidamente
colada
no dorso
dos ossos
da pele úmida
e nervosa
tensa
tensa
tensa
e sempre temerosa
são mesmo dias de alma cinzenta
talvez à espera
de uma alvorada
luz estática
luz que irrita
luz que não muda
que não figura
e que não desfigura
luz de mentira
que esconde as sombras
que esconde a fluidez
da história
do tempo
que esconde a perspectiva
e que faz o instante
parecer estático
há que se acomodar o tenso espírito
nalgum lugar donde exista vista para a alvorada
de onde mesmo o céu chuvoso e cinza
ofereça a vaga idéia de que o tempo corre
de que o tempo muda
de que o tempo transforma
tempo
que não deixa de ser constante
que não deixa de ser estática
que não deixa de ser ausência
ausência que espera estática
esta concretamente abstrata
iluminada palavra esperança
que não deixa de ser tudo o que existe
e que não deixa mesmo de ser apenas vã
luz
tempo
esperança
ausência
acostuma-te com esta vida, alma tensa
[muriel paraboni]
claridade constante
que não muda
que não oscila
opacidade plana
que não se exalta
que não se altera
constância concreta
que não tem volume
que não tem paixão
estabilidade
continuidade
perenidade
permanência
estática
inércia
constante
dias de aura avarenta
dias de cara limpa
dias de cara amassada
dias de cara enxugada
dias de cara cinzenta
e alma prateada
resplandescente
e absolutamente
fragilizada
dias de alma latente
dias de alma aviltada
dias de alma acuada
dias de alma tensa
dias de alma enganada
e desenganada
e enganada outra vez
tola
quase sempre equivocada
dias de alma assim
e apenas sutilmente
lacrimejante
e então umidamente
colada
no dorso
dos ossos
da pele úmida
e nervosa
tensa
tensa
tensa
e sempre temerosa
são mesmo dias de alma cinzenta
talvez à espera
de uma alvorada
luz estática
luz que irrita
luz que não muda
que não figura
e que não desfigura
luz de mentira
que esconde as sombras
que esconde a fluidez
da história
do tempo
que esconde a perspectiva
e que faz o instante
parecer estático
há que se acomodar o tenso espírito
nalgum lugar donde exista vista para a alvorada
de onde mesmo o céu chuvoso e cinza
ofereça a vaga idéia de que o tempo corre
de que o tempo muda
de que o tempo transforma
tempo
que não deixa de ser constante
que não deixa de ser estática
que não deixa de ser ausência
ausência que espera estática
esta concretamente abstrata
iluminada palavra esperança
que não deixa de ser tudo o que existe
e que não deixa mesmo de ser apenas vã
luz
tempo
esperança
ausência
acostuma-te com esta vida, alma tensa
[muriel paraboni]
Discos que baixei na íntegra, ou terminei de baixar, no Soulseek nos últimos dias:
1. Wire - Pink flag
2. The Modern Lovers - The modern lovers
3. Placebo - Sleeping with ghosts
4. Bluebob (David Lynch & John Neff) - Bluebob
5. Graham Coxon - Kiss of morning
6. Ocean Color Scene - The best of
7. Massive Attack - 100th window
8. David Bowie - Heroes
Próximas vítimas:
1. Zombies - Odessey & oracle
2. David Bowie - Low
3. Richard Hell & The Voivoids - Blank generation
4. Mogwai - Happy songs for happy people
5. David Bowie - The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars
6. David Bowie - Lodger
7. Lou Reed - Berlin
8. Sex Pistols - Nevermind the bollocks
9. Television - Marquee moon
Indicações da punk rock prom queen que podem entrar na roda:
1. Gang Of Four - Entertainment
2. The Raincoats - The raincoats
3. The Replacements - Sorry ma, forgot to take out the trash
4. The Jesus And Mary Chain - Psychocandy
E eu já devo ter discos completos, porém ainda não organizados, de:
1. Blonde Redhead
2. Built To Spill
3. Arab Strap
4. Mão Morta
Obrigado, Universo.
1. Wire - Pink flag
2. The Modern Lovers - The modern lovers
3. Placebo - Sleeping with ghosts
4. Bluebob (David Lynch & John Neff) - Bluebob
5. Graham Coxon - Kiss of morning
6. Ocean Color Scene - The best of
7. Massive Attack - 100th window
8. David Bowie - Heroes
Próximas vítimas:
1. Zombies - Odessey & oracle
2. David Bowie - Low
3. Richard Hell & The Voivoids - Blank generation
4. Mogwai - Happy songs for happy people
5. David Bowie - The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars
6. David Bowie - Lodger
7. Lou Reed - Berlin
8. Sex Pistols - Nevermind the bollocks
9. Television - Marquee moon
Indicações da punk rock prom queen que podem entrar na roda:
1. Gang Of Four - Entertainment
2. The Raincoats - The raincoats
3. The Replacements - Sorry ma, forgot to take out the trash
4. The Jesus And Mary Chain - Psychocandy
E eu já devo ter discos completos, porém ainda não organizados, de:
1. Blonde Redhead
2. Built To Spill
3. Arab Strap
4. Mão Morta
Obrigado, Universo.
Rodrigo Amarante – Pensa que já é difícil a gente fazer um arranjo que nos deixe felizes e seja suficientemente rico, amplo, enfim, que nos satisfaça. Aí não existe a possibilidade de quando a gente estiver fazendo a música, pensar na crítica, até porque… Quem é a crítica? É um cara que pensa diferente do outro, que pensa diferente do outro, que pensa diferente do outro. Particularmente, eu acho que não existe uma maioria chamada de grande público. Grande público é uma situação mais do que um grupo de pessoas. Dessa forma, não há como pensar nisso. (...)
Marcelo Camelo – (...) Tem um cara que mandou pro site uma interpretação de Todo Carnaval Tem Seu Fim, falando que era uma música sobre os trabalhadores e que a frase "pinta o estandarte de azul" fazia menção à carteira de trabalho. O cara entrou nessa viagem e acabou acreditando piamente que era isso. Mas, por um lado, a música em geral é sempre inspirada por alguma coisa às vezes específica. A gente tem isso dentro da gente e em algumas músicas até se sente melhor dividindo sobre o que elas são, mas, na maioria dos casos a gente deixa essa lacuna ser preenchida e mais se diverte assistindo essa lacuna sendo preenchida do que concorda, discorda ou acha que aquilo acrescentou algum valor à música. Arte é expressão individual e fala de um pra um, não fala para grupos e tal. O que nossa música faz dentro daquela pessoa é que nos interessa. Isso que é bonito de ver, independente do que a pessoa achou textualmente ou qual a interpretação dela. Mais interessa o que ela causou mesmo.
Marcelo Camelo – (...) Tem um cara que mandou pro site uma interpretação de Todo Carnaval Tem Seu Fim, falando que era uma música sobre os trabalhadores e que a frase "pinta o estandarte de azul" fazia menção à carteira de trabalho. O cara entrou nessa viagem e acabou acreditando piamente que era isso. Mas, por um lado, a música em geral é sempre inspirada por alguma coisa às vezes específica. A gente tem isso dentro da gente e em algumas músicas até se sente melhor dividindo sobre o que elas são, mas, na maioria dos casos a gente deixa essa lacuna ser preenchida e mais se diverte assistindo essa lacuna sendo preenchida do que concorda, discorda ou acha que aquilo acrescentou algum valor à música. Arte é expressão individual e fala de um pra um, não fala para grupos e tal. O que nossa música faz dentro daquela pessoa é que nos interessa. Isso que é bonito de ver, independente do que a pessoa achou textualmente ou qual a interpretação dela. Mais interessa o que ela causou mesmo.
"O minimalismo tem dois objetivos principais: reafirmar a tonalidade e diminuir o material para composição (daí o nome do estilo). Ele se baseia sobre a repetição constante e hipnótica de pequeninas células rítmicas e melódicas, quase sem modulação. O resultado são obras relativamente longas que apresentam dois ou três temas, todos pequenos, que são repetidos indefinidamente." (Guia On-Line de Música Erudita) "Uma obra pode resumir-se à execução de apenas duas notas. Em geral, o mesmo som é repetido à exaustão. A música minimalista nasce com a série Composições 1960, criada por La Monte Young (1935-). O destaque é Terry Riley (1935-), autor de Em Dó (In C)." "Vindo da música negra (Can), da experimental (Faust), da eletrônica (Neu!), do rock de Detroit (Ash Ra Tempel), do free jazz (Cluster), da psicodelia (Amon Düul II) ou simplesmente de máquinas (Kraftwerk) o ritmo é fator fundamental na caracterização do krautrock. Usando-o como fio condutor por experimentações sonoras diversas, o rock alemão do começo dos anos 70 transformavam o ritmo numa porta para uma quarta dimensão musical, onde não importa quanto tempo dura uma canção e sim o transe que o ouvinte é submetido. (...) as "novas formas" de criação e gravação propostas pelo pós-rock são quase que inteiramente criadas do nada por estes alemães esquisitos. A lógica do sampler nasceu dele, quando a máquina sequer existia, com o baixista Holger Czukay, do Can, fazendo malabarismos e maravilhas com dois microfones e dois gravadores. New wave (Talking Heads, Pere Ubu, Devo) e pós-punk (Fall, PiL, Gang Of Four, Suicide, toda a cena no wave nova-iorquina) procuraram discos de kraut para inspiração." (Alexandre Matias, no London Burning)
quinta-feira, 24 de julho de 2003
quarta-feira, 23 de julho de 2003
Está acontecendo bastante. Eu pensossinto que eu desejo uma letra de música que represente o que eu estou pensandossentindo, e eis que uma que diz TUDOEXATAMENTE aterrissa na minha mente, com procedência de lugar nenhum. E então eu a posto.
PÓQUET OITO [CANÍCULA]: RUÍDO, CAOS, PUTZ, ALGUÉM VAI DESCOBRIR... & LITERATURA
PORTANTO, DESTA VEZ:
PAULO SCOTT + FLU
PAULA TEITELBAUM + 4NAZZO
CARLOS GERBASE
BOLIVAR ALMEIDA
OS ESTETAS DO FRACASSO
CARLOS HAHN
E MAIS OS IMPERDÍVEIS:
HERON HEINZ + CLÁUDIA BARBISAN + DESIRÉE + EDUARDO K.
JIMI JOE + SIMONE CARVALHO + CELSO COELHO
DOUGLAS + PILLA + MURIEL + DICKEL + GUIGUI + PARABONI
APRESENTAÇÃO: ALESSANDRA MARDER
ZELIG - DIA 06 DE AGOSTO - QUARTA-FEIRA - 22H30MIN
PORTANTO, DESTA VEZ:
PAULO SCOTT + FLU
PAULA TEITELBAUM + 4NAZZO
CARLOS GERBASE
BOLIVAR ALMEIDA
OS ESTETAS DO FRACASSO
CARLOS HAHN
E MAIS OS IMPERDÍVEIS:
HERON HEINZ + CLÁUDIA BARBISAN + DESIRÉE + EDUARDO K.
JIMI JOE + SIMONE CARVALHO + CELSO COELHO
DOUGLAS + PILLA + MURIEL + DICKEL + GUIGUI + PARABONI
APRESENTAÇÃO: ALESSANDRA MARDER
ZELIG - DIA 06 DE AGOSTO - QUARTA-FEIRA - 22H30MIN
terça-feira, 22 de julho de 2003
Imaginem-lembrem o som do campo de força deste escudo do Homem-Pássaro...
Os Herculóides
"Super Gêmeos, ativar!"
Todos da Hanna-Barbera, aqui! (Só não consegui, na corrida, foto linkable do Muttley.)
No glamour portoalegresense, as pessoas tendem a demonstrar auto-suficiência emocional. Não se impressione, nem adquira este hábito (opinião), eles geralmente viram uns escrotos. Eu só acho que você é um talento e têm a estrela do sucesso independente da imagem que você vai projetar. Você não precisa ser auto-suficiente ou racional. Faça só o que você gosta mesmo. Você é passional. Esse é o teu diferencial nesse ambiente: você é humana. E tenho certeza que você continua musa. (Trecho editado por mim do Parklife. Com o perdão do sem-aspas, mas é que eu assino embaixo.)
Sempre acontece o ciúme materno, como o meu caso com a pequena Alice, relatado em algum lugar dos arquivos deste blog. Este caso aqui foi relatado no site Parklife, que era uma novela online autobiográfica da qual a Manuela participava:
Episódio 38 – 19 de janeiro de 2001.
Aconteceu o seguinte: tinha um menino de uns 5 anos de idade sentado ao meu lado. Eu coloquei os fones de ouvido, muitas bregalovesongs rolariam até chegar ao meu destino. O menino se escora no meu braço, e dorme no meu colo. Adorei isso, mas a mãe dele apareceu uma meia hora depois, me fuzilando com o olhar e acordando o menino, mesmo quando eu disse não estar incomodada com a presença dele ali. Proteção... Talvez só entenda isso daqui a alguns anos. Ou não.
Episódio 38 – 19 de janeiro de 2001.
Aconteceu o seguinte: tinha um menino de uns 5 anos de idade sentado ao meu lado. Eu coloquei os fones de ouvido, muitas bregalovesongs rolariam até chegar ao meu destino. O menino se escora no meu braço, e dorme no meu colo. Adorei isso, mas a mãe dele apareceu uma meia hora depois, me fuzilando com o olhar e acordando o menino, mesmo quando eu disse não estar incomodada com a presença dele ali. Proteção... Talvez só entenda isso daqui a alguns anos. Ou não.
"A valsa é originária das regiões campesinas da Áustria e da Alemanha, e o seu advento remonta ao final do século XVIII. Inspirada nos "Landler" (dança campestre mais antiga), era, a princípio, uma simples marcação de compasso para proporcionar o ritmo necessário à dança, usualmente executada por um pequeno conjunto composto de violino, viola e guitarra. Sua característica alegre e envolvente levou-a à preferência de todos, com exceção das classes aristocráticas e camadas sociais mais altas, que a consideravam indecente e licenciosa, sendo inclusive proibida em algumas partes da Inglaterra. Já no tocante à música, a valsa é caracterizada pelo compasso ternário de três quartos e por andamentos que variam do lento ao allegro, trazendo tradicionalmente uma nítida acentuação no primeiro tempo, e desenvolvendo-se por meio de melodias fluentes e graciosas."
"O compasso ternário da valsa é usado, em geral, para expressar sentimentos delicados, para mencionar episódios românticos ou propor atitudes amorosas. Claro que Tom Waits não foi o primeiro a pegar esse padrão, deformá-lo e confrontá-lo com seu oposto, para provocar o estranhamento. Mas, pelo menos na canção popular, ninguém logrou efeitos tão assustadoramente eloqüentes quanto ele." (Compositor denuncia o absurdo do homem)
"Dança de andamento bastante vivo, escrita em compasso ternário, cujo paradigma mais em voga foi a valsa vienense." (Glossário de termos musicais)
"A valsa surgiu na Áustria e deu origem a dança com pares enlaçados." (Portal do Gaúcho)
segunda-feira, 21 de julho de 2003
Estou preparando uma coletânea de valsas do rock, algo que presumo que seja inédito. Vai ser um CD e tanto para dançar. Já coletei os seguintes títulos, e se alguém souber de outros, por favor, sugira.
1. Lady, your roof brings me down / Scott Weiland
2. A wolf at the door / Radiohead
3. See-saw / Pink Floyd
4. Velvet waltz / Built To Spill
5. Everybody hurts [ou] She just wants to be / R.E.M.
6. She's leaving home / The Beatles
7. The abandoned hospital ship / The Flaming Lips
8. Mexico / Cake
9. Red mosquito / Pearl Jam
10. My sweet prince / Placebo
1. Lady, your roof brings me down / Scott Weiland
2. A wolf at the door / Radiohead
3. See-saw / Pink Floyd
4. Velvet waltz / Built To Spill
5. Everybody hurts [ou] She just wants to be / R.E.M.
6. She's leaving home / The Beatles
7. The abandoned hospital ship / The Flaming Lips
8. Mexico / Cake
9. Red mosquito / Pearl Jam
10. My sweet prince / Placebo
domingo, 20 de julho de 2003
sexta-feira, 18 de julho de 2003
quinta-feira, 17 de julho de 2003
"No fundo do palco apenas uma tela branca com o nome do mais novo album deles, MWNG... Logo depois imagens refletidas mostravam trovões, tempestades e até mesmo a imagem de uma televisão fora-do-ar. Tais imagens iam se transformando em diversas outras, como pessoas e imagens psicodélicas." (algo português sobre um show dos Super Furry Animals)
touching from a distance
the story of ian curtis & joydivision
by debborah curtis (ian's wife)
'with love to Natalie' (their daughter)
the story of ian curtis & joydivision
by debborah curtis (ian's wife)
'with love to Natalie' (their daughter)
"Chegamos no início do show da Blanched. Foi impressionante o som, estava bom, como o Rafael falou, dava para sentir vibrar no corpo os volumes. Apesar de curto, sem dúvida foi o show mais intenso, diria que o show onde os integrantes tocavam para si, e gostando. Não parecia o Tear, estava bonito mesmo, mas depois, no final, quando os outros shows rolavam com a iluminação menor, tive a sensação de que no show deles as luzes estavam todas acesas. Isso deveria ser pior, mas na verdade aos poucos o Tear voltou a ser o Tear, aquele jeito meio de bailão." (Thiane, sobre o show de sábado da Blanched)
Quatro dedos meus, dois de cada mão, estão com aquelas pelezinhas levantadas perto da unha, que ficam incomodando e doendo, e dá vontade de arrancar com os dentes, mas só um alicate de cutículas é eficiente. Isso e a gripe - e a tensão muscular generalizada provocada pelo frio-da-porra - são meus tormentos físicos de agora.
quarta-feira, 16 de julho de 2003
Perfeição é harmonia entre qualidades e DEFEITOS, inexistindo qualquer juízo maniqueísta. No dicionário, a idéia de perfeição está ligada à idéia de completude.
A falsa perfeição, a Perfeição George Lucas Pós Retorno De Jedi, em pessoas não existe (nem de modo falso) e só serve para destruir (o contrário de construir), assim como os cupins estragam uma porta.
A falsa perfeição, a Perfeição George Lucas Pós Retorno De Jedi, em pessoas não existe (nem de modo falso) e só serve para destruir (o contrário de construir), assim como os cupins estragam uma porta.
Voltando a "O que 7.358.482 eleitores decidirem, será feito". Descobri que a oração está na voz passiva analítica. Acredito que o sujeito seja indeterminado e que o trecho até a vírgula - certa ou errada - seja o objeto direto. Só não sei que tipo de objeto direto é esse (começando com "o que" e contendo um verbo) e ainda não sei se a vírgula é permitida, exigida ou proibida (eu preciso saber da regra para me satisfazer e bater o martelo).
O sol está voltando, e isso me alegra.
Novas reflexões minhas geram hipótese para que os livros do Schopenhauer não sejam jogados no lixo. A minha vida está (muito) boa, faz algum tempo. A felicidade gerada pelo amor, pelo exercício do sentido da vida, permeia todos os segundos dos meus dias. Isso contraria a teoria do Schop, de que não existe felicidade, mas apenas cessações MOMENTÂNEAS da dor. Eis que reflito sobre as recaídas que às vezes vêm a mim, aquelas que atribuo ao inferno pós-revelhão e seu conseqüente trauma. Mas tais recaídas podem vir de mesmo antes, da época do trabalho de conclusão e do desemprego, em que a depressão instalou-se em mim. Mas podem vir de mesmo antes, de toda a forma como eu fui criado, dos traumas que surgiram já na infância. Mas podem vir de mesmo antes, da NATUREZA HUMANA. Tais recaídas podem ser uma reação natural do organismo à felicidade aguda. Porque elas parecem não ter origem. Tentar explicá-las é cometer injustiça com um inocente, é azedar algo que nem tem prazo de validade. Então a esperteza neste caso é ficar calmo, detectar tal peculiaridade do organismo humano e esperar passar - a própria calma e o carinho da namorada ou dos amigos podem catalizar a contra-reação. Quando passa, o salto da alma é tão grande que dá uma alegria e uma indignação quanto à existência do estado anterior. Antes disso, os sintomas são de depressão - desânimo geral e indignação pela falta de motivo direto. Tais recaídas servem para que a felicidade seja, de fato, dividida em momentos. No caso do amor em mim, momentos longos. Mas servem, de fato, para que os livros do Shopenhauer não sejam jogados no lixo.
Novas reflexões minhas geram hipótese para que os livros do Schopenhauer não sejam jogados no lixo. A minha vida está (muito) boa, faz algum tempo. A felicidade gerada pelo amor, pelo exercício do sentido da vida, permeia todos os segundos dos meus dias. Isso contraria a teoria do Schop, de que não existe felicidade, mas apenas cessações MOMENTÂNEAS da dor. Eis que reflito sobre as recaídas que às vezes vêm a mim, aquelas que atribuo ao inferno pós-revelhão e seu conseqüente trauma. Mas tais recaídas podem vir de mesmo antes, da época do trabalho de conclusão e do desemprego, em que a depressão instalou-se em mim. Mas podem vir de mesmo antes, de toda a forma como eu fui criado, dos traumas que surgiram já na infância. Mas podem vir de mesmo antes, da NATUREZA HUMANA. Tais recaídas podem ser uma reação natural do organismo à felicidade aguda. Porque elas parecem não ter origem. Tentar explicá-las é cometer injustiça com um inocente, é azedar algo que nem tem prazo de validade. Então a esperteza neste caso é ficar calmo, detectar tal peculiaridade do organismo humano e esperar passar - a própria calma e o carinho da namorada ou dos amigos podem catalizar a contra-reação. Quando passa, o salto da alma é tão grande que dá uma alegria e uma indignação quanto à existência do estado anterior. Antes disso, os sintomas são de depressão - desânimo geral e indignação pela falta de motivo direto. Tais recaídas servem para que a felicidade seja, de fato, dividida em momentos. No caso do amor em mim, momentos longos. Mas servem, de fato, para que os livros do Shopenhauer não sejam jogados no lixo.
"A banda do Douglas:
Tem um baterista que eu quase não vi, então prefiro não opinar.
Tem um tecladista ultra mega concentrado que parece ser gente finíssima.
Tem um vocalista que canta pouco(no sentido quantitativo) e de cabeça baixa.
Tem uma flautista que deixa as músicas muito bonitas.
Tem um guitarrista que parece estar sempre olhando para os outros pra ver se está tudo ok.
E tem o Rodrigo Barba e o Marcelo Camelo no baixo. Sim os dois no baixo." (Arthur)
Tem um guitarrista que está sempre olhando para os outros para ver o quanto está tudo OK.
Tem um baterista que eu quase não vi, então prefiro não opinar.
Tem um tecladista ultra mega concentrado que parece ser gente finíssima.
Tem um vocalista que canta pouco(no sentido quantitativo) e de cabeça baixa.
Tem uma flautista que deixa as músicas muito bonitas.
Tem um guitarrista que parece estar sempre olhando para os outros pra ver se está tudo ok.
E tem o Rodrigo Barba e o Marcelo Camelo no baixo. Sim os dois no baixo." (Arthur)
Tem um guitarrista que está sempre olhando para os outros para ver o quanto está tudo OK.
"Queria ter aguentado mais tempo sentada durante a Blanched, porque o bom é esquecer que existe corpo durante aquelas músicas. Só que o corpo não deixou ser esquecido porque o chão era frio demais. É música para ouvir a 2 metros da banda com o som muito alto e muito silêncio ao redor. Para não tocar em ninguém por perto e se deixar tocar. É um tempo sem tempo, música sem dança, sentimento isolado que segue o que eles ali querem que siga." (Josiane)
terça-feira, 15 de julho de 2003
"estou com saudades! faço questão de carregar vocês queridos junto comigo nas minhas caixas de mudanças. e eu tenho mudado bastante e rápido. isso é bom :) e ruim ao mesmo tempo porque não tive tempo de parar pra juntar tudo o que quero e preciso carregar. assim às vezes carrego gravetos e pedras no meio das flores. mas tudo bem, depois cato as flores igual se cata feijão. porque quero que na minha casa só tenha natureza viva." (gabi)
"Interpretações sobre o amor. Podem ser ambíguas, preconceituosas e se vc estiver com espírito de PORCO podem ser irônicas também." (Thiane, colega de observação da vida)
segunda-feira, 14 de julho de 2003
Estou louco para tirar umas férias. Com a Manuela. Em Brasília. Uma hipótese seria no final de agosto, emendando com a ida a da Blanched a Curitiba. Como será que vai estar a agenda diária da Gabriela, nossa anfitriã, naqueles dias? Eu quero rever ela, o Tiago/John Voyers, o Sérgio Euclides, o Cauê, a Mariana, o Orlando, o Hamilton, o Manuel, o Diogo, o Wesley, a Tati, conhecer a Cecília (recém-nascida filha dela) e o Moisés e ver o Rafael. Passar na lojinha de CDs usados que engordou minha cedeteca e no Sebinho, onde eu comprei livros - também usados - como o do Nietzsche e o do Huxley. Comer no Habib's da Asa Sul e, de preferência, beber o suco de amora deles. Comprar no Pão de Açúcar 24 Horas - por que diabos Porto Alegre não tem um supermercado 24 horas? Só não vou poder, infelizmente, dirigir naquele trânsito agradável, porque não vou estar de carro. Mostrar para a Manuela todos esses amigos meus, e a quadra onde eu morei, de onde nós começamos a conversar por e-mail, e onde eu estava quando nós falamos pelo telefone pela primeira vez, e para onde ela mandou alguns CDs de presente. Rever toda a imagem surreal da cidade planejada, da Brás-ilha longe de todo o resto, o céu com nuvens perto e planas. Sentir um clima que não é o pior de todos, como o daqui. Ver se tem camiseta nova legal na Kingdom Comics, no Conic. Passear no Parque da Cidade. Sentir-se num avião que não decola e ter o McDonald's como restaurante mais barato do lugar. E, com a Manuela, descansar de tudo-aqui e namorar, não-quietinhos e quietinhos.
Se vocês conhecessem meu chefe e minha chefe-imediata, saberiam o quanto foi glorioso ouvir o seguinte comentário do meu chefe: "O senhor Douglas sabe das coisas". Isso porque a estagiária não estava conseguindo acertar na redução para tirar xerox de um artigo de jornal, e eu consegui de primeira. Minha habilidade com a informática também deixam meus colegas de trabalho espantados. (Inclusive alguns insistem em dizer que eu sou um hacker. "Um hacker do bem, mas um hacker.") E é tudo questão de raciocínio lógico.
sexta-feira, 11 de julho de 2003
Assobiei para um vira-lata na calçada, na frente do portão dum edifício. Ele levantou as orelhas como alerta, mas correu para o outro lado, achando que o chamado viera de lá. Eu disse "Aqui...". E então ele percebeu, fez a volta e veio falar comigo. Fiz carinho na cabecinha dele, ele era preto. Uma moradora que estava chegando viu a minha relação com o cãozinho e sorriu muito.
terça-feira, 8 de julho de 2003
"Hoje estou como o albatroz, que dorme voando. Me sinto forte e o cansaço já ficou tão esticado que nem incomoda mais. Me sinto plenamente feliz como deve se sentir quem voa dormindo, depois de um longo período no chão. Sinto vontade de chorar diante das minhas imagens favoritas: cortinas dançando e as coisas imperceptíveis que me emocionam e a voz bela cantando... imagens que me movem, mas que me deixam derramar apenas contemplação, nada mais que isso. Parecem me dizer que diante da minha vista existem somente estes brilhos que aparecem unicamente pra mim. E que a cada vez que chego mais perto destes brilhos, chego perto de mim mesma. E que eu preciso olhar olhar olhar olhar olhar contemplar.... Olho fixamente e a vista parece nunca se esgotar. Ainda não cheguei nem perto do fundo, e isso me dá vontade de cavar cada vez mais. As coisas se aproximam com uma música rasgante, gentilmente retalham o meu tórax e arrancam de dentro tudo o que eu tenho guardado numa caixa vermelha, todas as lágrimas cristalizadas. Isso deixa o vôo mais leve." (Gabriela)
"Vi Antes de Amanhecer aos pedaços na segunda.
Não lembrava do quanto gosto dessas conversas. Do quanto gosto de filmes de coversa. Nada mais simples.
(...)
Tenho uma bela lista de dias que agradeceria se pudessem ser "dias da marmota" , se pudesse escolher meu feitiço do tempo.
Já pensou?" (Josiane)
Não lembrava do quanto gosto dessas conversas. Do quanto gosto de filmes de coversa. Nada mais simples.
(...)
Tenho uma bela lista de dias que agradeceria se pudessem ser "dias da marmota" , se pudesse escolher meu feitiço do tempo.
Já pensou?" (Josiane)
Neil Innes era quem compunha, cantava e tocava para o Monty Python. Ele, junto com o Eric Idle, fizeram o documentário The Rutles, parodiando o Anthology, dos Beatles.
segunda-feira, 7 de julho de 2003
Estas músicas dos Beatles foram cantadas por estas pessoas, num tributo organizado há algum tempo pelo João Barone:
Ob-la-di ob-la-da - Samuel Rosa
Revolution 1 - Frejat
Golden slumbers/Carry that weight/The end - Cássia Eller
Nowhere man - Beto Guedes
Martha my dear - Zélia Duncan
Penny Lane - Flávio Venturini
Till there was you - Fernanda Takai
The long and winding road - Zizi Possi
In my life - Zé Ramalho
Because - João Bosco
All you need is love - todo mundo
Twist and shout - todo mundo
Ob-la-di ob-la-da - Samuel Rosa
Revolution 1 - Frejat
Golden slumbers/Carry that weight/The end - Cássia Eller
Nowhere man - Beto Guedes
Martha my dear - Zélia Duncan
Penny Lane - Flávio Venturini
Till there was you - Fernanda Takai
The long and winding road - Zizi Possi
In my life - Zé Ramalho
Because - João Bosco
All you need is love - todo mundo
Twist and shout - todo mundo
sexta-feira, 4 de julho de 2003
Tirei foto do meu localzinho de trabalho. Depois vou publicá-la com as indicações de cada ferramenta. Minha chefe-imediata percebeu o flash e fez um ah de quem está fazendo manha porque não foi avisada de que iria sair numa foto. Eu disse que não tinha tirado dela, e então ela fez uma cara de quem ouviu uma frase dita com propósito de corte. No restaurante, a menina do caixa perguntou de quem eu ia tirar foto. Respondi que já tinha tirado, de uma vira-lata, e que ela tinha se assustado. Acho que ela também se assustou, com essa minha resposta.
Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Que idéia atroz! No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Isso fazia com que Nietzsche dissesse que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht).
Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda sua esplêndida leveza.
Mas, na verdade, será atroz o peso e bela a leveza?
O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo, a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira.
Por outro lado, a ausência total de fardo faz comque o ser humano se torne mais leve do que o ar, que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes*.
Então, o que escolher? O peso ou a leveza?
(KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Cap. 2.)
*Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro em que animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da “história universal”: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. – Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado o suficiente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. (...) Mas se pudéssemos entender-nos com a mosca, perceberíamos então que também ela bóia no ar com esse páthos e sente em si o centro voante deste mundo. (NIETZSCHE, Friedrich. Sobre verdade e mentira. Cap. 1.)
Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda sua esplêndida leveza.
Mas, na verdade, será atroz o peso e bela a leveza?
O mais pesado fardo nos esmaga, nos faz dobrar sob ele, nos esmaga contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, a mulher deseja receber o peso do corpo masculino. O fardo mais pesado é, portanto, ao mesmo tempo, a imagem da mais intensa realização vital. Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira.
Por outro lado, a ausência total de fardo faz comque o ser humano se torne mais leve do que o ar, que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes*.
Então, o que escolher? O peso ou a leveza?
(KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. Cap. 2.)
*Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem-número de sistemas solares, havia uma vez um astro em que animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da “história universal”: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. – Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado o suficiente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz, quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. (...) Mas se pudéssemos entender-nos com a mosca, perceberíamos então que também ela bóia no ar com esse páthos e sente em si o centro voante deste mundo. (NIETZSCHE, Friedrich. Sobre verdade e mentira. Cap. 1.)
quinta-feira, 3 de julho de 2003
Língua portuguesa.
1) Pontue a seguinte frase: "Isso me lembra que barulho irritante quem faz se diverte."
2) Se a pontuação da seguinte frase não estiver correta, faça as correções necessárias e justifique-as: "O que 7.358.482 eleitores decidirem, será feito." (Após, identifique a função sintática de cada termo.)
1) Pontue a seguinte frase: "Isso me lembra que barulho irritante quem faz se diverte."
2) Se a pontuação da seguinte frase não estiver correta, faça as correções necessárias e justifique-as: "O que 7.358.482 eleitores decidirem, será feito." (Após, identifique a função sintática de cada termo.)
Não existe barulho mais irritante do que o de sola barulhenta de calçado. Ainda mais que a maioria dessas solas acompanha calçados desconfortáveis. E ainda mais que os seus donos geralmente fazem questão de que tal barulho seja produzido. Por exemplo, minha chefe-imediata está usando um tamanco de sola alta, o qual ela faz questão de ARRASTAR de um lado para o outro, aqui. Parece até que ela caminha de um lado para o outro exatamente para FICAR ARRASTANDO o troço. Isso me lembra que barulho irritante quem faz se diverte.
Senti agora um cheiro parecido com o do sabonete com que os meus pais davam banho na Barbie - uma beagle que a gente tinha. Deu saudade. Vendo, sábado, o rotweiller do filme Amores Perros, deu também saudade do Buster. Ele pulava em mim e colocava as patas da frente nos meus ombros, e eu abraçava ele apertado, encostando minha cara na dele, e ele emitia sons e expressões faciais de gostar muito daquilo. (Ele foi vice-campeão brasileiro da raça!...) Os dois morreram de velhos, quando eu já não mais morava com eles. Não vejo a hora de conhecer a Mog!
"Todos nós éramos loucos por garotas. E vou te contar uma coisa: as mulheres perceberam imediatamente. Foram os homens que ficaram confusos. As mulheres sabiam (...). E elas nos adoraram por isso, porque a gente tinha culhão pra se vestir e agir daquele jeito. Era divertido pra elas." (Jerry Nolan, baterista dos New York Dolls, que se maquiavam e usavam roupas femininas)
"Não pensei que nenhum deles fosse heterossexual. Achei que todos eles fossem gays." (Leee Childers, então fotógrafo da Melody Maker)
"Não pensei que nenhum deles fosse heterossexual. Achei que todos eles fossem gays." (Leee Childers, então fotógrafo da Melody Maker)
Uma questão que estava em pauta aqui antes de eu encontrar o amor eram as diferenças NATURAIS entre os homens e as mulheres, dentre elas a maior afinidade dos homens com a criação artística, especialmente a genial.
Uma coisa que eu não tinha falado ainda é que, certa noite, eu e o Muriel conversávamos na hora de dormir, quando a luz apagada cataliza a fluência das semioses, e chegamos a uma conclusão clara: se as mulheres não criam, elas servem de inspiração para praticamente toda a criação dos homens (e eu não conseguiria dizer qual papel é mais importante nessa história toda). Isso porque, em cada espécie animal, um dos sexos é o mais atraente - como o pavão macho, que tem a cauda grande e colorida; mal comparando: entre os pavões, as fêmeas é que fariam arte.
(Lembrando aos menos atentos que esta minha generalização deve-se ao fato de que há MUITO mais gênios homens do que mulheres, não porque QUALQUER homem tem maior capacidade criativa do que QUALQUER mulher. E lembrando, também, que machismo é algo que não existe no meu universo, portanto estas observações são meramente analíticas.)
Mas o mote mesmo deste post é que eu li no Please Kill Me que a Patti Smith chegou à mesma conclusão: "A maior parte dos meus poemas são escritos para mulheres porque as mulheres são mais inspiradoras. Quem são os maiores artistas? Os homens. Em quem eles se inspiram? Nas mulheres."
Uma coisa que eu não tinha falado ainda é que, certa noite, eu e o Muriel conversávamos na hora de dormir, quando a luz apagada cataliza a fluência das semioses, e chegamos a uma conclusão clara: se as mulheres não criam, elas servem de inspiração para praticamente toda a criação dos homens (e eu não conseguiria dizer qual papel é mais importante nessa história toda). Isso porque, em cada espécie animal, um dos sexos é o mais atraente - como o pavão macho, que tem a cauda grande e colorida; mal comparando: entre os pavões, as fêmeas é que fariam arte.
(Lembrando aos menos atentos que esta minha generalização deve-se ao fato de que há MUITO mais gênios homens do que mulheres, não porque QUALQUER homem tem maior capacidade criativa do que QUALQUER mulher. E lembrando, também, que machismo é algo que não existe no meu universo, portanto estas observações são meramente analíticas.)
Mas o mote mesmo deste post é que eu li no Please Kill Me que a Patti Smith chegou à mesma conclusão: "A maior parte dos meus poemas são escritos para mulheres porque as mulheres são mais inspiradoras. Quem são os maiores artistas? Os homens. Em quem eles se inspiram? Nas mulheres."
quarta-feira, 2 de julho de 2003
"Tem algo violento dentro de mim. Bonito, mas violento. É violento quando olho pra folha com um rabisco pra eu completar, me machuca. Dói. Criar dói e por isso não tenho criado nada. Porque dói e eu estou morrendo de medo da dor, eu não quero dor. Na verdade, eu nunca quis. Medrosa.
Mas não há escolha porque o que está preso dói dentro também. Doerá enquanto eu não criar nada, dói enquanto eu tento criar algo. Dói e parece que eu estou cheia de crianças mortas aqui dentro. Elas precisam sair no papel, mas dói demais. Dá vontade de chorar. Eu sou (estou) fraca para a arte. Tem que ter coragem e eu não tenho ainda. Preciso apanhar muito dos lápis e papéis. Não é nada bonito, não é nada nobre, não é nada mágico: criar dói.
Sei que posso. Mas não sei o que me impede. (...)" (Gabriela)
Mas não há escolha porque o que está preso dói dentro também. Doerá enquanto eu não criar nada, dói enquanto eu tento criar algo. Dói e parece que eu estou cheia de crianças mortas aqui dentro. Elas precisam sair no papel, mas dói demais. Dá vontade de chorar. Eu sou (estou) fraca para a arte. Tem que ter coragem e eu não tenho ainda. Preciso apanhar muito dos lápis e papéis. Não é nada bonito, não é nada nobre, não é nada mágico: criar dói.
Sei que posso. Mas não sei o que me impede. (...)" (Gabriela)
A Jamile me desenhou dormindo no colo da Manuela. A Jamile... não consigo escrever mais nada... (Apenas uma observação: parece os desenhos com giz-de-cera da Gabriela - "as pessoas de alma bonita estão sempre interligadas".)
A banda do Juba no primeiro Fórum Social Mundial chamava-se Davos Pra Porra. A segunda banda de rock "de música própria" que eu tive foi com o Juba e se chamava Larissa No Penhasco. A primeira foi com o Muriel (veja você) e com o Gastão-dono-do-falecido-BR3 (veja você) e se chamava Gato Progressivo Delay - ou Neo Gato Progressivo - por causa de um gato que morava no bumbo da bateria e que sentia conforto com as batidas. Minha primeira banda de rock foi uma cover de Pink Floyd; era boa. Nas três eu toquei teclado, embora na Larissa eu tenha tocado também outros instrumentos. Depois delas, eu tentei parar de apertar teclas atrás de estantes, mas ainda teve a Tom Bloch, na qual eu também toquei guitarra no show de Pixies. Mas foi com a Poliéster que eu comecei a acimentar-me a uma guitarra.
O Juba já tocou numa banda chamada Planeta Terra Cidade Tóquio Como Todas Outras Metrópoles Tóquio Enfrenta Um Dos Maiores Problemas Da Humanidade A Poluição Haverá Um Dia Em Que A Terra A Água E O Ar Serão Letais Para Toda E Qualquer Forma De Vida Quem Poderá Intervir.
Inclusive foi o meu conhecimento disto que me fez dizer no Mídia Café, do qual eu, ele e o Rodrigo participamos, tocando, em 2001 (a Manuela esteve na platéia, só um parêntese), para o seu apresentador, o onipotente Bira (o cara que faz a voz dos comerciais do Banrisul, ex-professor de teatro da Unisinos), que o nome da nossa banda escrevia-se Sensaio, mas pronunciava-se Treatwrobbler Mangrove. Se você já tinha ouvido ou lido eu falar sobre isso, perdoe-me, porque eu nunca vou cansar de contar uma proeza minha como esta, histórica.
^ ^
oO
(oo)
Inclusive foi o meu conhecimento disto que me fez dizer no Mídia Café, do qual eu, ele e o Rodrigo participamos, tocando, em 2001 (a Manuela esteve na platéia, só um parêntese), para o seu apresentador, o onipotente Bira (o cara que faz a voz dos comerciais do Banrisul, ex-professor de teatro da Unisinos), que o nome da nossa banda escrevia-se Sensaio, mas pronunciava-se Treatwrobbler Mangrove. Se você já tinha ouvido ou lido eu falar sobre isso, perdoe-me, porque eu nunca vou cansar de contar uma proeza minha como esta, histórica.
^ ^
oO
(oo)
terça-feira, 1 de julho de 2003
De: manu colla
Para: douglasdickel
Assunto: please, don't walk all over me
Data: Mon, 30 Jun 2003 15:09:37 -0300
A explicação para o fim do girlietalk. Escrevi agorinha.
Your ears are full but you're empty
Holding out your heart
To people who never really
Care how you are
Hoje acordei com vontade de escrever. Contar que eu às vezes eu durmo toda enrolada, parecendo um caramujo. Que eu gosto de quindins e de livros. Desconfio de gente que é indiferente a cachorros, não gosta de Beatles e brinca de aperto de mão forte. Adoro dias ensolarados, camisetinhas engraçadinhas coloridas e tudo mais. Ando desenvolvendo uma fixação por gatos, adoro passear de braços dados e dançar na sala da minha casa – sozinha, com a Jô, com a Josi ou com o Doug.
Mas hoje também me peguei pensando em assuntos chatos. E, quando as coisas dão errado, tu pode simplesmente se trancar no quarto escutando Neil Young. “They give you this, but you pay for that”. “Be on my side, I’ll be on your side”. Coisas desse tipo.
O que me fez pensar é até simples: uma das piores coisas que podiam ser feitas aconteceu: colocar as pessoas em compartimentos, em saquinhos, juntas ou separadas em grupinhos pequenos ou maiores, aumentáveis por circunstância (ou não, whatever). Eu nunca fui muito boa em formular hipóteses, mas tenho essa mania de vasculhar o motivo de tudo, ou pelo menos brincar com as possibilidades, mesmo que elas não sejam agradáveis.
Caso alguém tenha alguma dúvida, minhas três melhores amigas são minha mãe (ui, miss), minha irmã (que é quem melhor me conhece) e a Dani (lá de Nova Prata). Eu sei como essas coisas se constroem, e me chateia ver um bilhão de empecilhos se colocarem diante das pessoas mesmo antes delas se conhecerem direito. Quem foi pau no cu quando com quem, quando aconteceu e, principalmente, de quem é a culpa. Agora tem entrevista para tudo – esse é o sistema de logística deste novo mundo. As gavetinhas de classificação também vão além – se tu é amigo de x, tu não pode ser amigo de y. É uma rede às avessas, um círculo bem fechado, e eu estou ousando meter a porcaria do meu nariz hebreu nele.
Meu maior pesadelo, eu lembro, era uma festa de aniversário que juntasse todos os meus amigos. Eu me orgulho de ter bastante gente sempre por perto, e gente diferente, gente que eu genuinamente amo, gente completamente diferente entre si. Tem certas coisas que vou guardar dentro de mim pra sempre – e, nesta lista, incluem-se alguns amigos sagrados, vocês-sabem-quem, real topeka people, a família e a srta. Roberta Brandalise (que, sim, merece uma categoria só para ela). A festa de aniversário aconteceu quando comecei a postar no popsong2, lembro que teve bastante gente tirando sarro da minha cara, teve gente fechando a cara, teve stalker conhecido como sempre e também duas ou três pessoas muito legais, que acabaram ficando até hoje – alguns que nem conheço pessoalmente, mas que já arrancaram lágrimas e sorrisos meus, ou simplesmente despertaram aquele sentimento bom de camaradagem “ei, acho que seríamos bons amigos”. A festa acabou aqui, porque dessa vez eu cansei, recolhi meus brinquedos, quero ser Greta Garbo. Sim, provavelmente terei outro blog, mas o formato vai ser diferente – a minha mania de indicar links, as letras de música e alguns textos. Mas só.
Se quiserem conversar, ó: mmcolla@terra.com.br. O telefone de casa é só pedir, o endereço idem. Encontros são o delírio da massa roqueira. Só não quero ficar misturando as coisas, dando motivo pra neguinho ter assunto nos fins de tarde chatos de domingo.
E o pior é que tem gente legal nessa bagaça. Gente de quem eu gosto, e faz tempo. Por que simplesmente a gente não se dá bem?
Eu não sei.
(“simplória!”)
Para: douglasdickel
Assunto: please, don't walk all over me
Data: Mon, 30 Jun 2003 15:09:37 -0300
A explicação para o fim do girlietalk. Escrevi agorinha.
Your ears are full but you're empty
Holding out your heart
To people who never really
Care how you are
Hoje acordei com vontade de escrever. Contar que eu às vezes eu durmo toda enrolada, parecendo um caramujo. Que eu gosto de quindins e de livros. Desconfio de gente que é indiferente a cachorros, não gosta de Beatles e brinca de aperto de mão forte. Adoro dias ensolarados, camisetinhas engraçadinhas coloridas e tudo mais. Ando desenvolvendo uma fixação por gatos, adoro passear de braços dados e dançar na sala da minha casa – sozinha, com a Jô, com a Josi ou com o Doug.
Mas hoje também me peguei pensando em assuntos chatos. E, quando as coisas dão errado, tu pode simplesmente se trancar no quarto escutando Neil Young. “They give you this, but you pay for that”. “Be on my side, I’ll be on your side”. Coisas desse tipo.
O que me fez pensar é até simples: uma das piores coisas que podiam ser feitas aconteceu: colocar as pessoas em compartimentos, em saquinhos, juntas ou separadas em grupinhos pequenos ou maiores, aumentáveis por circunstância (ou não, whatever). Eu nunca fui muito boa em formular hipóteses, mas tenho essa mania de vasculhar o motivo de tudo, ou pelo menos brincar com as possibilidades, mesmo que elas não sejam agradáveis.
Caso alguém tenha alguma dúvida, minhas três melhores amigas são minha mãe (ui, miss), minha irmã (que é quem melhor me conhece) e a Dani (lá de Nova Prata). Eu sei como essas coisas se constroem, e me chateia ver um bilhão de empecilhos se colocarem diante das pessoas mesmo antes delas se conhecerem direito. Quem foi pau no cu quando com quem, quando aconteceu e, principalmente, de quem é a culpa. Agora tem entrevista para tudo – esse é o sistema de logística deste novo mundo. As gavetinhas de classificação também vão além – se tu é amigo de x, tu não pode ser amigo de y. É uma rede às avessas, um círculo bem fechado, e eu estou ousando meter a porcaria do meu nariz hebreu nele.
Meu maior pesadelo, eu lembro, era uma festa de aniversário que juntasse todos os meus amigos. Eu me orgulho de ter bastante gente sempre por perto, e gente diferente, gente que eu genuinamente amo, gente completamente diferente entre si. Tem certas coisas que vou guardar dentro de mim pra sempre – e, nesta lista, incluem-se alguns amigos sagrados, vocês-sabem-quem, real topeka people, a família e a srta. Roberta Brandalise (que, sim, merece uma categoria só para ela). A festa de aniversário aconteceu quando comecei a postar no popsong2, lembro que teve bastante gente tirando sarro da minha cara, teve gente fechando a cara, teve stalker conhecido como sempre e também duas ou três pessoas muito legais, que acabaram ficando até hoje – alguns que nem conheço pessoalmente, mas que já arrancaram lágrimas e sorrisos meus, ou simplesmente despertaram aquele sentimento bom de camaradagem “ei, acho que seríamos bons amigos”. A festa acabou aqui, porque dessa vez eu cansei, recolhi meus brinquedos, quero ser Greta Garbo. Sim, provavelmente terei outro blog, mas o formato vai ser diferente – a minha mania de indicar links, as letras de música e alguns textos. Mas só.
Se quiserem conversar, ó: mmcolla@terra.com.br. O telefone de casa é só pedir, o endereço idem. Encontros são o delírio da massa roqueira. Só não quero ficar misturando as coisas, dando motivo pra neguinho ter assunto nos fins de tarde chatos de domingo.
E o pior é que tem gente legal nessa bagaça. Gente de quem eu gosto, e faz tempo. Por que simplesmente a gente não se dá bem?
Eu não sei.
(“simplória!”)
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