
Joan Miró. Blue II. 1961. Oil on canvas. 270 x 355 cm.
Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France.
Afixei uma réplica da pintura acima na parede do meu local de trabalho, acima do monitor do meu computador.
- Eu não tô entendendo esses quadros aí - disse um advogado, usando plural pelos pôsteres de guepardo e do In Rainbows, logo ao lado).
- Mas arte não é de entender. Cada um pode ter a sua interpretação.
- Isso aí uma criança foi lá e fez e acham bonito.
- Não. Criança não faz isso. Isso é do Miró.
- O que será que ele entendeu quando fez, então?
- O artista também não precisa entender.
- Tu é da área também, por isso tu tá falando isso?
- Sim.
- ...
- Tá, as bolinhas pretas podem ser pedras... ou reticências rumo ao infinito.
- Tá, e o vermelho?
- Aí tem que pensar o que pode ser o azul. Se o azul for tristeza, o vermelho pode ser uma fagulha de alegria.
- Putz! É muito profundo isso. Eu não consigo entender.

3 comentários:
h!
mediação ;)
"O azul pode ser alegria e o vermelho pode ser tristeza", disse uma colega minha.
Mediação - só imagino...
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