| Janeiro | Dagoberto | tornozelo esquerdo |
| Janeiro | Tinga | lesão muscular na coxa direita |
| Janeiro | Dalton | estiramento no joelho direito |
| Janeiro | D’Alessandro | entorse no tornozelo |
| Fevereiro | Nei | artroscopia no joelho direito |
| Fevereiro | Guiñazu | entorse no joelho esquerdo |
| Fevereiro | Tinga | lesão muscular na coxa direita |
| Março | D’Alessandro | lesão muscular na coxa esquerda |
| Março | Guiñazu | inchaço no joelho esquerdo |
| Março | Dátolo | dores na coxa direita |
| Abril | Tinga | lesão na coxa direita |
| Abril | Dagoberto | lesão muscular na coxa esquerda |
| Abril | Moledo | tendinite no joelho esquerdo |
| Abril | D’Alessandro | lesão muscular na coxa esquerda |
| Maio | Kleber | cirurgia de hérnia inguinal |
| Maio | D’Ale | lesão muscular na coxa esquerda |
| Maio | João Paulo | lesão no tornozelo direito |
| Junho | Moledo | adutor no músculo da coxa esquerda |
| Junho | Bolívar | dores no quadril |
| Junho | Dátolo | cirurgia de hérnia inguinal |
| Junho | Bolatti | lombalgia |
| Junho | Fabrício | entorse no tornozelo direito |
| Junho | Kleber | lesão muscular na coxa direita |
| Julho | Otávio | Fissura na fíbula esquerda |
| Julho | Dagoberto | lesão muscular na coxa direita |
| Julho | Nei | edema na coxa esquerda |
| Julho | D’Ale | lesão muscular na coxa esquerda |
| Agosto | Kleber | Lesão muscular na coxa esquerda |
| Agosto | Juan | estiramento na coxa esquerda |
| Agosto | Elton | entorse no tornozelo direito |
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Jogadores do Inter lesionados em 2012 (fonte: GloboEsporte)
The voice in your head
(Eckhart Tolle)
Quando não conseguimos mudar nossa mente, é por causa da própria mente, ou o que eu chamo de "a voz dentro da cabeça". Muitas pessoas sequer sabem que têm essa voz. Mas ela está ali atrapalhando, criando um diálogo interior sem fim. Às vezes a voz está inclusive num diálogo, porque ela se divide em duas e você começa a falar com você mesmo. A conversa é tão incessante que parece um rumor contínuo de geladeira ou ar condicionado que está no ambiente com você e, depois de um tempo, você não o ouve mais.
A voz dentro da sua cabeça também cria um monte de problemas que não são realmente problemas. São coisas que ainda não aconteceram, coisas que podem acontecer amanhã ou semana que vem. Ouvir problemas irreais tem outro nome: preocupação. É isso que a voz na sua cabeça faz. Ela pensa "e se...". Ela choraminga. Ela tortura, e você pode não mais ter o senso da alegria de viver.
Quando você está numa situação em que você não sabe o que vai fazer a seguir, a voz da cabeça começa a reclamar de qualquer coisa, inclusive coisas não relacionadas à situação: o clima, quão ruim está a economia, como sua vida não toma essa direção e por que todo mundo, menos você, parece imaginar coisas. Reclamação não traz nada senão peso. Dá a você um grande saco de pedras para carregar nas costas por aí, enquanto você tenta imaginar o que vai fazer, e, em muitos casos, "previne" você de tomar qualquer atitude.
Agora imagine que a voz repentinamente para. Você se dá conta, Wow, como tudo está lindamente quieto! Disso é exatamante o que você precisa para tomar uma decisão efetiva. Você precisa estar presente. Você precisa estar livre de qualquer coisa que não seja o que está acontecendo neste exato momento.
Olhe para a beleza ao redor, ouça os pássaros e barulho das folhas da árvores, e do nada você se dá conta de que isso é que é estar presente. Mas você não tem que esperar estar numa atividade perigosa ou adentrar a selva. Você pode estar presente em qualquer lugar, em qualquer situação, simplesmente movendo o foco de sua atenção para longe do pensamento e para dentro da vitalidade do seu corpo inteiro.
Na verdade, você está apto a continuar com sua atividade normal — e é aí que intuição aparece. Porque você está conectado com a presença, você também se conecta a uma inteligência creativa que é muito maior que pensamento analítico. É muito comum que a decisão surja espontaneamente.
Em última instância, eu acredito, não importa se você escolhe esse ou aquele caminho. Se você está presente quando toma a sua decisão, você estará presente na situação seguinte — e estará pronto para fazer as escolhas assim que forem necessárias. É claro que você sempre poderia ter feito as coisas de outro modo. Mas o mais importante não é o que você faz, mas como você faz — o estado de consciência traz você para o processo, que vai lhe deixar sentir a vitalidade de todas as suas experiências.
(Eckhart Tolle)
Quando não conseguimos mudar nossa mente, é por causa da própria mente, ou o que eu chamo de "a voz dentro da cabeça". Muitas pessoas sequer sabem que têm essa voz. Mas ela está ali atrapalhando, criando um diálogo interior sem fim. Às vezes a voz está inclusive num diálogo, porque ela se divide em duas e você começa a falar com você mesmo. A conversa é tão incessante que parece um rumor contínuo de geladeira ou ar condicionado que está no ambiente com você e, depois de um tempo, você não o ouve mais.
A voz dentro da sua cabeça também cria um monte de problemas que não são realmente problemas. São coisas que ainda não aconteceram, coisas que podem acontecer amanhã ou semana que vem. Ouvir problemas irreais tem outro nome: preocupação. É isso que a voz na sua cabeça faz. Ela pensa "e se...". Ela choraminga. Ela tortura, e você pode não mais ter o senso da alegria de viver.
Quando você está numa situação em que você não sabe o que vai fazer a seguir, a voz da cabeça começa a reclamar de qualquer coisa, inclusive coisas não relacionadas à situação: o clima, quão ruim está a economia, como sua vida não toma essa direção e por que todo mundo, menos você, parece imaginar coisas. Reclamação não traz nada senão peso. Dá a você um grande saco de pedras para carregar nas costas por aí, enquanto você tenta imaginar o que vai fazer, e, em muitos casos, "previne" você de tomar qualquer atitude.
Agora imagine que a voz repentinamente para. Você se dá conta, Wow, como tudo está lindamente quieto! Disso é exatamante o que você precisa para tomar uma decisão efetiva. Você precisa estar presente. Você precisa estar livre de qualquer coisa que não seja o que está acontecendo neste exato momento.
Olhe para a beleza ao redor, ouça os pássaros e barulho das folhas da árvores, e do nada você se dá conta de que isso é que é estar presente. Mas você não tem que esperar estar numa atividade perigosa ou adentrar a selva. Você pode estar presente em qualquer lugar, em qualquer situação, simplesmente movendo o foco de sua atenção para longe do pensamento e para dentro da vitalidade do seu corpo inteiro.
Na verdade, você está apto a continuar com sua atividade normal — e é aí que intuição aparece. Porque você está conectado com a presença, você também se conecta a uma inteligência creativa que é muito maior que pensamento analítico. É muito comum que a decisão surja espontaneamente.
Em última instância, eu acredito, não importa se você escolhe esse ou aquele caminho. Se você está presente quando toma a sua decisão, você estará presente na situação seguinte — e estará pronto para fazer as escolhas assim que forem necessárias. É claro que você sempre poderia ter feito as coisas de outro modo. Mas o mais importante não é o que você faz, mas como você faz — o estado de consciência traz você para o processo, que vai lhe deixar sentir a vitalidade de todas as suas experiências.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
"Você tem dois jardins: o seu próprio e o da pessoa a quem você ama. Primeiro, você tem de cuidar do seu próprio jardim e se tornar um mestre na arte da jardinagem. Em cada um de nós, há flores e há também lixo. O lixo é a raiva, o medo, a discriminação e o ciúme em nós. Se você regar o lixo, irá fortalecer as sementes negativas. Se você regar as flores da compaixão, da compreensão e do amor, irá fortalecer as sementes positivas. O que você faz crescer é por sua própria conta. Se você não souber como praticar a rega seletiva em seu próprio jardim, não terá sabedoria suficiente para ajudar a regar as flores no jardim da pessoa que você ama." (Thich Nhât Hanh)
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Tudo ou nada
(Roberto Shinyashiki)
É um ponto final em situações que se arrastam há anos sem solução.
Um rompimento definitivo de uma forma padronizada de lidar com a vida.
Tudo ou nada é demolir um muro que o impossibilita de seguir adiante.
É uma maneira de recuperar a dignidade abalada.
É uma ruptura com a maneira de administrar a sua vida...
É quebrar as grades da gaiola que o impedem de voar...
Será que teu momento tudo ou nada é agora?
As decisões consistentes
Tudo ou nada é uma decisão que você toma em um momento de despertar da consciência. Mas não basta só isto: é preciso algo mais... Uma decisão radical é insuficiente se a gente não tomar uma atitude do tipo tudo ou nada. Um despertar de consciência pode ser muito pouco sem uma mudança radical na maneira de agir. A maioria das pessoas toma decisões superficiais: elas apenas anunciam suas decisões, não mudam as atitudes. Não dizem adeus ao passado, não abandonam velhos hábitos. Assim, com a mesma rapidez que decidem algo, desistem.
É preciso ter decisões consistentes, que resultem em atitudes. Somente uma mudança de atitude após uma decisão cria verdadeiras mudanças na vida de uma pessoa. Se você decidir deixar a segurança de um relacionamento sem amor e abrir seu coração para uma nova relação, vai precisar encara as consequências. Terá de pagar a conta de cada passo dado e sentir orgulho de superar cada novo desafio. Vai precisar aprender a celebrar cada pequena vitória. Quem não souber enfrentar essas consequências logo sentirá a necessidade de voltar para aquele relacionamento sem amor.
Se você resolver sair da casa de seus pais e morar sozinho, precisará assumir o estilo de vida que seu dinheiro puder manter. Terá de aprender a cuidar das suas roupas, fazer supermercado, esquentar comida congelada, tudo isso gastando somente o que é viável para o seu orçamento. É lógico que também poderá decorar sua casa do jeito que quiser e trazer seus amigos sem dar satisfação a ninguém. O importante é perceber que, com a liberdade, você recebe um brinde chamado responsabilidade. Sua autonomia deverá ser conquistada dia a dia, até que essa nova forma de viver esteja consolidada.
Se você mudar de profissão, precisará se esforçar para adquirir novos conhecimentos e se desenvolver. Terá de enfrentar uma fase de adaptação. Enfrentar o novo. Ser humilde para aprender o que você não sabe. Muitas vezes, os projetos não terão a mesma qualidade que você estava acostumado a atingir. Talvez demore algum tempo até os pedidos dos clientes chegarem. Pode ser que a insegurança apareça em alguns momentos, quando os resultados não forem os esperados. Nesse período de transição, será preciso ter muita fé e determinação para que as dificuldades não o conduzam de volta ao passado.
O mesmo vai acontecer se você sair do emprego que não o satisfaz. Terá também de passar por um período de transição e executar muitas tarefas que geralmente não são agradáveis, como enviar currículos para empresas em busca de trabalho, fazer entrevistas, passar por processos de seleção cansativos e enfrentar toda uma variedade de situações de pressão. Se você não estiver realmente determinado, poderá se acomodar na situação desagradável do antigo emprego.
Essa mesma situação se passa com quem decide trabalhar em um sistema de negócio, que vem crescendo a cada dia, as pessoas utilizam seus relacionamentos para vender produtos aos consumidores e ganham bônus nessas transações. Tomar a decisão de entrar nesse negócio é muito fácil, pois não é necessário passar por uma seleção tão rígida. Mas muita gente se frustra, pois não percebe que, para ter sucesso nesse tipo de empreendimento, é fundamental desenvolver uma nova atitude perante o trabalho. A pessoa tem de entender que, agora, é a dona do próprio negócio. Se não acordar cedo para trabalhar, ela é que será prejudicada. Se não der uma boa assistência para os membros de sua rede de relacionamentos, eles não gerar bons resultados.
Mas algumas pessoas investem no novo negócio e não percebem que o trabalho com marketing de rede exige uma série de novas posturas. Na verdade, muitas têm a ilusão de que vão ganhar dinheiro sem trabalhar. No entanto, se não tomarem uma atitude do tipo “tudo ou nada”, as coisas não darão certo. Definitivamente, o problema não é o marketing de rede, e sim a maneira como a pessoas assume o negócio.
Afinal, uma verdadeira decisão exige uma mudança radical de atitude. Uma decisão sem mudança de atitude vira simplesmente uma ilusão ou, pior ainda, o grito de um rebelde sem causa. Barulho sem comprometimento.
As atitudes tudo ou nada
Percebo que as pessoas que decidem transformar sua vida desenvolvem um tipo especial de atitude, Elas se empenham em cada ação como se a vida inteira dependesse desse esforço. Elas vêem a construção do futuro como a única forma de viver - como fazem os oficiais com seus soldados em situações desfavoráveis de batalha. Em outras palavras, decidem queimar as pontes que permitem retroceder.
Nessas decisões radicais, é importante assumir também um comportamento radical. Nos grupos de alcoólicos anônimos fala-se muito sobre o perigo de tomar um único copo de bebida, pois a decisão de parar de beber tem de vir acompanhada de uma atitude do tipo tudo ou nada.\
Uma pessoa dependente dos pais que resolve morar sozinha não pode mais chegar atrasada ao emprego porque perdeu a hora.Terá, pelo menos, de comprar um despertador eficaz porque não haverá ninguém para acordá-la toda a manhã.
Um empresário que está à beira da falência não pode continuar gastando sem nenhum controle. A decisão de partir para o tudo ou nada é somente o primeiro passo. Depois da decisão, precisa haver atitude. Há pessoas que se casam, mas querem levar vida de solteiras. Resultado: o casamento fracassa. Há pessoas que decidem ter filhos, mas querem continuar a viver como se os filhos não existissem. Resultado: teremos crianças órfãs de pais vivos.
Lembre-se, há dois tipos de atitudes: as atitudes tudo ou nada e as atitudes mais ou menos. Uma atitude mais ou menos sempre leva a um resultado medíocre. É importante entender com toda a clareza que, durante um processo de transformação radical, atitude de fazer um pouco de cada vez nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos se não fizéssemos nada. Quem quer fazer uma revolução na vida precisa tomar uma atitude radical. E, quando se toma uma decisão radical, é preciso continuar caminhando pela estrada que escolhemos - com comprometimento, determinação e fé. Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade das decisões que tomamos.
Uma atitude tudo ou nada é mergulhar em um novo amor como se sua respiração dependesse da respiração de seu companheiro. É sair da casa dos pais e cuidar de suas responsabilidades como se houvesse apenas você no mundo para pagar suas contas. É aprender uma nova profissão como se sua vida dependesse dessa empreitada. É abraçar o novo emprego como se essa fosse a última oportunidade de sua vida. Porque é preciso correr atrás de nosso objetivos com a determinação de um faminto que anseia por um prato de comida. Buscar a água como um homem perdido no deserto. Dançar a música da vida como se seu corpo e sua alma fossem os instrumentos dessa música! Afinal, se você romper as grades da gaiola, mas não bater as asas para valer, jamais poderá voar de verdade!
O sofrimento suportável
Por que as pessoas evitam o tudo ou nada e acabam convivendo com situações insatisfatórias pela vida afora? Será que são burras? Não acredito. Será que são masoquistas? Tampouco acho que seja o caso... O fato é que todos nós temos uma tendência bastante natural: fazemos o que nos dá prazer e evitamos o que nos provoca sofrimento.
Para entendermos o que leva alguém a manter relacionamentos, profissões, empregos, e circunstâncias profundamente insatisfatórios, precisamos analisar a forma como as pessoas definem o sofrimento. A percepção do que é sofrimento vai determinar as escolhas e, portanto, os comportamentos. As pessoas somente mudarão quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança.
Na verdade, decidimos manter uma situação desagradável porque tememos sofrimentos desconhecidos ou maiores do que aqueles que vivemos – ainda que persistam por menos tempo. Se você compreende que sofrer é a perspectiva de não se sair bem no próximo emprego ou relacionamento, poderá se sujeitar a um chefe que o humilhe diariamente ou a uma relação sem amor. Se seu filho compreende que sofrer é ficar sem dinheiro, vai sujeitar-se a viver eternamente dependente dos pais.
Se uma viúva imaginar que sofrer é ir a um jantar e não ter com quem conversar, aceitará viver sem sair de casa pelo resto de sua vida. Isso nos leva a pensar que, na maior parte das vezes, as pessoas não percebem que fazem escolhas que provocam diariamente mais e mais sofrimento.
Essa percepção distorcida faz a gente optar por relacionamentos, profissões, empregos e circunstâncias que não nos realizam como seres humanos – e começamos a distorcer nossas escolhas. É por causa disso que muita gente, sem ao menos saber, prefere permanecer vivendo com um sofrimento conhecido a tomar uma decisão que leve a um sofrimento desconhecido.
Se pudéssemos adivinhar o pensamento dessas pessoas, provavelmente ouviríamos:
Pelo menos já conheço meu marido...
Pelo menos meus pais me deixam chegar tarde em casa...
Pelo menos esse emprego é garantido...
Outras pessoas, também sem se dar conta, preferem conviver com um sofrimento suportável a se arriscar por um caminho em que, de repente, venham a sofrer ainda mais. É o caso daquele casal de namorados que briga diariamente, mas na termina porque nenhum dos dois quer viver o sofrimento da separação. Muitas vezes ficam se torturando durante anos porque não tem coragem de enfrentar a dor momentânea de um rompimento.
São as mulheres que não falam das frustrações sexuais com sue companheiro por medo de desencadear uma crise conjugal. Elas não tomam uma decisão que possa melhorar sua vida porque tem medo de provocar mais problemas. Nesse caso, se entrássemos nos pensamentos dessas pessoas, ouviríamos algo como:
Prefiro brigar todos os dias com meu companheiro a ficar sozinha porque não serei capaz de conquistar outra pessoa.
É melhor ficar quieto, senão vou provocar uma crise muito maior!
É melhor trabalhar todos os dias em uma profissão que não tem nada a ver comigo do que ficar desempregado.
As pessoas temem ousar, e seus medos são os mais diversos:
Medo de sofrer mais em outra relação.
Medo da solidão.
Medo de não encontrar uma pessoa legal.
Medo de não mais saber namorar.
Medo de ter de enfrentar situações novas.
É lógico que as pessoas não fazem essas escolhas conscientemente. Mas as vezes elas se acomodam conscientemente... Simplesmente deixam que a vida decida por elas. Até que, em um momento de lucidez e consciência, percebem que esse relacionamento, esse estilo de vida , essa profissão ou emprego só traz sofrimento inútil. Infelizmente muitas pessoas vão passar pela vida sem perceber que estão colecionando frustrações e sofrimentos, quando na verdade tem muitas opções de mudança.
Nesse momento, elas tem duas escolhas: partem para o tudo ou nada, ou se enganam, com mais uma promessa que jamais será cumprida:
Quando meus filhos crescerem, eu vou me separar...
Quando meus pais ficarem mais velhos, eu mudarei de casa...
Quando eu ganhar na loteria, vou fazer o que gosto...
Quando eu encontrar uma empresa legal, sairei deste emprego...
Quando ele perceber quanto o amo vai parar de beber...
Assim, situações insatisfatórias se arrastam por muito tempo sem jamais ser enfrentadas para valer. Está na hora de as pessoas pararem de usar óculos cor de rosa e fazerem promessas vazias a si próprios. Elas precisam acreditar que a vida pode ser muito melhor do que é agora!
Um passo na escuridão
"Quando seguir pelo caminho da vida, você verá um grande abismo. Pule. Ele não é tão grande quanto você pensa.” (Joseph Campbell)
O que você faz quando esta diante do desconhecido? Talvez esteja se perguntando por que eu não mencionei abismos, já que a frase de Campbell fala disso. Porque os abismos são sempre perigosos, e as situações novas a enfrentar frequentemente não tem perigo nenhum. Simplesmente não são tão claras quanto as que já conhecemos. Elas causam medo porque nos trazem o desconhecido.
Talvez você nem imagine quantos abismos pulou, mas com certeza reconhece que já enfrentou o desconhecido muitas vezes. Desde o momento em que saltou do útero de sua mãe e abraçou o mundo, lembrando ainda seu primeiro dia de aula, seu primeiro emprego e tantas outras situações. A pergunta importante a fazer é: será que eu ainda consigo dar os saltos que a vida exige de mim? Reconheço que não é fácil lançar-se no desconhecido. A maioria das pessoas, quando não tem clareza do que vem pela frente, procura levar a vida em banho-maria.
O medo do novo pode nos travar na busca de um novo projeto de vida.
O medo do desconhecido pode nos tornar inseguros.
Avançar quando o horizonte esta claro é uma tarefa fácil.
Avançar quando o horizonte esta escuro é uma tarefa para quem aprendeu a viver.
A vida sempre nos coloca diante de situações em que saltar do desconhecido é o único caminho possível. Do contrário, não poderemos seguir adiante, não poderemos nascer para o novo. É claro que há uma série de riscos nesse salto, mas saiba que, se você não saltar, jamais conhecerá a vida que esta oculta atrás das nuvens escuras. Jamais vai tomar a decisão que mudará radicalmente seu mundo!
Existem situações na vida que exigem que a gente assuma uma postura radical e parta par o tudo ou nada. Se não corrermos riscos, não poderemos superar os obstáculos, pois certas coisas não se acertam por si sós. É preciso tomar uma decisão e ir até o fim, encarando de peito aberto as consequências de nossas ações. As pessoas que não partem para o tudo ou nada correm o risco de perder a própria vida na ânsia de manter situações insustentáveis. Essa preciosa lição eu aprendi com um grande terapeuta chamado José Ângelo Gaiarsa.
Quando somos crianças, no entanto, nosso pais nos ensinam a ser cautelosos. Eles nos ensinam a refletir sobre as consequências de nossas decisões mostrando o perigo de agir sem pensar. Eles estão certos, pois não podemos viver impulsivamente.
O problema é que, muitas vezes, eles exageram na dose do remédio e os filhos se transformam em adultos que pensam tanto que acabam bloqueando a própria vida. Os pais insistem tantas vezes para que a criança conte até 10 antes de agir que ela passa a contar até 10 bilhões antes de fazer qualquer coisa!
Com medo de fazerem bobagens, esses adultos bloqueiam a capacidade de se arriscar. Em vez de realizarem seus projetos, eles se preocupam em não cometer erros. E o pior é que terão sucesso na empreitada: não errarão quase nunca, mas também não farão o que desejam. Sem perceberem, essas pessoas assumem um risco ainda maior: o risco de viver sem errar. Elas são tão exageradamente cautelosas que estão sempre indecisas e, quando conseguem tomar uma atitude, o passarinho já voou.
Isso não quer dizer que seus pais sejam responsáveis por sua maneira de agir desse jeito. Mas, agora, a vida esta em suas mãos. Eles já fizeram a parte deles, agora é você que deve decidir como agir. Sem desculpas nem acusações. E então, está com medo de saltar no desconhecido? Não fique muito preocupado, tente!
Já pensou se der certo? Sempre existe a chance de dar errado, mas como você vai saber se não arriscar? Se não ousar, se não errar, como saberá até onde pode chegar? Não fique com medo de não acertar, pois os erros fazem parte da trajetória de quem vive de verdade. Afinal, a vida não é um quadro pronto, e sim uma obra de arte que se revela com uma nova pincelada a cada dia... Tenho certeza de que mesmo gênios como Picasso e Dali erraram em seu trabalho algum dia, mas foram capazes de aprender com esses erros, corrigi-los e criar majestosas obras de arte.
Hora da estreia
“Tem gente que vive sem nunca estrear!" (Carla Cristina Bojorque)
Eu vejo tantas pessoas que ficam esperando a hora de começar a viver.
Elas esperam o momento perfeito para buscar o emprego ideal...
A pessoa certa par se apaixonar...
A professora perfeita para começar a estudar...
Elas sonham com o que a vida pode ser, mas na hora H não partem par a ação.
Existe sempre um “mas” no meio do caminho.
Sempre encontram um defeito na pessoa para não mergulhar na relação...
Sempre aparece um obstáculo no caminho, um desafio a ser superado antes de começarem a viver de verdade: um trabalho por terminar, uma conta a pagar, problemas no casamento, na empresa, com os filhos...
Fazem muitas coisas, mas sem intensidade, sem expor nem se arriscar para valer. Por não se darem conta de que o tempo está passando, vão desperdiçando a vida até que um dia percebem que, se ficarem esperando o fim dos obstáculos, sua vida nunca vai começar, pois eles sempre estarão ali, esperando para ser superados. Na verdade, esses obstáculos são uma parte fundamental da vida de verdade. A compreensão de que não existe felicidade pronta é um dos primeiros passos para a felicidade. Afinal, ser feliz é viver.
(Roberto Shinyashiki)
É um ponto final em situações que se arrastam há anos sem solução.
Um rompimento definitivo de uma forma padronizada de lidar com a vida.
Tudo ou nada é demolir um muro que o impossibilita de seguir adiante.
É uma maneira de recuperar a dignidade abalada.
É uma ruptura com a maneira de administrar a sua vida...
É quebrar as grades da gaiola que o impedem de voar...
Será que teu momento tudo ou nada é agora?
As decisões consistentes
Tudo ou nada é uma decisão que você toma em um momento de despertar da consciência. Mas não basta só isto: é preciso algo mais... Uma decisão radical é insuficiente se a gente não tomar uma atitude do tipo tudo ou nada. Um despertar de consciência pode ser muito pouco sem uma mudança radical na maneira de agir. A maioria das pessoas toma decisões superficiais: elas apenas anunciam suas decisões, não mudam as atitudes. Não dizem adeus ao passado, não abandonam velhos hábitos. Assim, com a mesma rapidez que decidem algo, desistem.
É preciso ter decisões consistentes, que resultem em atitudes. Somente uma mudança de atitude após uma decisão cria verdadeiras mudanças na vida de uma pessoa. Se você decidir deixar a segurança de um relacionamento sem amor e abrir seu coração para uma nova relação, vai precisar encara as consequências. Terá de pagar a conta de cada passo dado e sentir orgulho de superar cada novo desafio. Vai precisar aprender a celebrar cada pequena vitória. Quem não souber enfrentar essas consequências logo sentirá a necessidade de voltar para aquele relacionamento sem amor.
Se você resolver sair da casa de seus pais e morar sozinho, precisará assumir o estilo de vida que seu dinheiro puder manter. Terá de aprender a cuidar das suas roupas, fazer supermercado, esquentar comida congelada, tudo isso gastando somente o que é viável para o seu orçamento. É lógico que também poderá decorar sua casa do jeito que quiser e trazer seus amigos sem dar satisfação a ninguém. O importante é perceber que, com a liberdade, você recebe um brinde chamado responsabilidade. Sua autonomia deverá ser conquistada dia a dia, até que essa nova forma de viver esteja consolidada.
Se você mudar de profissão, precisará se esforçar para adquirir novos conhecimentos e se desenvolver. Terá de enfrentar uma fase de adaptação. Enfrentar o novo. Ser humilde para aprender o que você não sabe. Muitas vezes, os projetos não terão a mesma qualidade que você estava acostumado a atingir. Talvez demore algum tempo até os pedidos dos clientes chegarem. Pode ser que a insegurança apareça em alguns momentos, quando os resultados não forem os esperados. Nesse período de transição, será preciso ter muita fé e determinação para que as dificuldades não o conduzam de volta ao passado.
O mesmo vai acontecer se você sair do emprego que não o satisfaz. Terá também de passar por um período de transição e executar muitas tarefas que geralmente não são agradáveis, como enviar currículos para empresas em busca de trabalho, fazer entrevistas, passar por processos de seleção cansativos e enfrentar toda uma variedade de situações de pressão. Se você não estiver realmente determinado, poderá se acomodar na situação desagradável do antigo emprego.
Essa mesma situação se passa com quem decide trabalhar em um sistema de negócio, que vem crescendo a cada dia, as pessoas utilizam seus relacionamentos para vender produtos aos consumidores e ganham bônus nessas transações. Tomar a decisão de entrar nesse negócio é muito fácil, pois não é necessário passar por uma seleção tão rígida. Mas muita gente se frustra, pois não percebe que, para ter sucesso nesse tipo de empreendimento, é fundamental desenvolver uma nova atitude perante o trabalho. A pessoa tem de entender que, agora, é a dona do próprio negócio. Se não acordar cedo para trabalhar, ela é que será prejudicada. Se não der uma boa assistência para os membros de sua rede de relacionamentos, eles não gerar bons resultados.
Mas algumas pessoas investem no novo negócio e não percebem que o trabalho com marketing de rede exige uma série de novas posturas. Na verdade, muitas têm a ilusão de que vão ganhar dinheiro sem trabalhar. No entanto, se não tomarem uma atitude do tipo “tudo ou nada”, as coisas não darão certo. Definitivamente, o problema não é o marketing de rede, e sim a maneira como a pessoas assume o negócio.
Afinal, uma verdadeira decisão exige uma mudança radical de atitude. Uma decisão sem mudança de atitude vira simplesmente uma ilusão ou, pior ainda, o grito de um rebelde sem causa. Barulho sem comprometimento.
As atitudes tudo ou nada
Percebo que as pessoas que decidem transformar sua vida desenvolvem um tipo especial de atitude, Elas se empenham em cada ação como se a vida inteira dependesse desse esforço. Elas vêem a construção do futuro como a única forma de viver - como fazem os oficiais com seus soldados em situações desfavoráveis de batalha. Em outras palavras, decidem queimar as pontes que permitem retroceder.
Nessas decisões radicais, é importante assumir também um comportamento radical. Nos grupos de alcoólicos anônimos fala-se muito sobre o perigo de tomar um único copo de bebida, pois a decisão de parar de beber tem de vir acompanhada de uma atitude do tipo tudo ou nada.\
Uma pessoa dependente dos pais que resolve morar sozinha não pode mais chegar atrasada ao emprego porque perdeu a hora.Terá, pelo menos, de comprar um despertador eficaz porque não haverá ninguém para acordá-la toda a manhã.
Um empresário que está à beira da falência não pode continuar gastando sem nenhum controle. A decisão de partir para o tudo ou nada é somente o primeiro passo. Depois da decisão, precisa haver atitude. Há pessoas que se casam, mas querem levar vida de solteiras. Resultado: o casamento fracassa. Há pessoas que decidem ter filhos, mas querem continuar a viver como se os filhos não existissem. Resultado: teremos crianças órfãs de pais vivos.
Lembre-se, há dois tipos de atitudes: as atitudes tudo ou nada e as atitudes mais ou menos. Uma atitude mais ou menos sempre leva a um resultado medíocre. É importante entender com toda a clareza que, durante um processo de transformação radical, atitude de fazer um pouco de cada vez nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos se não fizéssemos nada. Quem quer fazer uma revolução na vida precisa tomar uma atitude radical. E, quando se toma uma decisão radical, é preciso continuar caminhando pela estrada que escolhemos - com comprometimento, determinação e fé. Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade das decisões que tomamos.
Uma atitude tudo ou nada é mergulhar em um novo amor como se sua respiração dependesse da respiração de seu companheiro. É sair da casa dos pais e cuidar de suas responsabilidades como se houvesse apenas você no mundo para pagar suas contas. É aprender uma nova profissão como se sua vida dependesse dessa empreitada. É abraçar o novo emprego como se essa fosse a última oportunidade de sua vida. Porque é preciso correr atrás de nosso objetivos com a determinação de um faminto que anseia por um prato de comida. Buscar a água como um homem perdido no deserto. Dançar a música da vida como se seu corpo e sua alma fossem os instrumentos dessa música! Afinal, se você romper as grades da gaiola, mas não bater as asas para valer, jamais poderá voar de verdade!
O sofrimento suportável
Por que as pessoas evitam o tudo ou nada e acabam convivendo com situações insatisfatórias pela vida afora? Será que são burras? Não acredito. Será que são masoquistas? Tampouco acho que seja o caso... O fato é que todos nós temos uma tendência bastante natural: fazemos o que nos dá prazer e evitamos o que nos provoca sofrimento.
Para entendermos o que leva alguém a manter relacionamentos, profissões, empregos, e circunstâncias profundamente insatisfatórios, precisamos analisar a forma como as pessoas definem o sofrimento. A percepção do que é sofrimento vai determinar as escolhas e, portanto, os comportamentos. As pessoas somente mudarão quando a dor de não estar vivendo for maior do que o medo da mudança.
Na verdade, decidimos manter uma situação desagradável porque tememos sofrimentos desconhecidos ou maiores do que aqueles que vivemos – ainda que persistam por menos tempo. Se você compreende que sofrer é a perspectiva de não se sair bem no próximo emprego ou relacionamento, poderá se sujeitar a um chefe que o humilhe diariamente ou a uma relação sem amor. Se seu filho compreende que sofrer é ficar sem dinheiro, vai sujeitar-se a viver eternamente dependente dos pais.
Se uma viúva imaginar que sofrer é ir a um jantar e não ter com quem conversar, aceitará viver sem sair de casa pelo resto de sua vida. Isso nos leva a pensar que, na maior parte das vezes, as pessoas não percebem que fazem escolhas que provocam diariamente mais e mais sofrimento.
Essa percepção distorcida faz a gente optar por relacionamentos, profissões, empregos e circunstâncias que não nos realizam como seres humanos – e começamos a distorcer nossas escolhas. É por causa disso que muita gente, sem ao menos saber, prefere permanecer vivendo com um sofrimento conhecido a tomar uma decisão que leve a um sofrimento desconhecido.
Se pudéssemos adivinhar o pensamento dessas pessoas, provavelmente ouviríamos:
Pelo menos já conheço meu marido...
Pelo menos meus pais me deixam chegar tarde em casa...
Pelo menos esse emprego é garantido...
Outras pessoas, também sem se dar conta, preferem conviver com um sofrimento suportável a se arriscar por um caminho em que, de repente, venham a sofrer ainda mais. É o caso daquele casal de namorados que briga diariamente, mas na termina porque nenhum dos dois quer viver o sofrimento da separação. Muitas vezes ficam se torturando durante anos porque não tem coragem de enfrentar a dor momentânea de um rompimento.
São as mulheres que não falam das frustrações sexuais com sue companheiro por medo de desencadear uma crise conjugal. Elas não tomam uma decisão que possa melhorar sua vida porque tem medo de provocar mais problemas. Nesse caso, se entrássemos nos pensamentos dessas pessoas, ouviríamos algo como:
Prefiro brigar todos os dias com meu companheiro a ficar sozinha porque não serei capaz de conquistar outra pessoa.
É melhor ficar quieto, senão vou provocar uma crise muito maior!
É melhor trabalhar todos os dias em uma profissão que não tem nada a ver comigo do que ficar desempregado.
As pessoas temem ousar, e seus medos são os mais diversos:
Medo de sofrer mais em outra relação.
Medo da solidão.
Medo de não encontrar uma pessoa legal.
Medo de não mais saber namorar.
Medo de ter de enfrentar situações novas.
É lógico que as pessoas não fazem essas escolhas conscientemente. Mas as vezes elas se acomodam conscientemente... Simplesmente deixam que a vida decida por elas. Até que, em um momento de lucidez e consciência, percebem que esse relacionamento, esse estilo de vida , essa profissão ou emprego só traz sofrimento inútil. Infelizmente muitas pessoas vão passar pela vida sem perceber que estão colecionando frustrações e sofrimentos, quando na verdade tem muitas opções de mudança.
Nesse momento, elas tem duas escolhas: partem para o tudo ou nada, ou se enganam, com mais uma promessa que jamais será cumprida:
Quando meus filhos crescerem, eu vou me separar...
Quando meus pais ficarem mais velhos, eu mudarei de casa...
Quando eu ganhar na loteria, vou fazer o que gosto...
Quando eu encontrar uma empresa legal, sairei deste emprego...
Quando ele perceber quanto o amo vai parar de beber...
Assim, situações insatisfatórias se arrastam por muito tempo sem jamais ser enfrentadas para valer. Está na hora de as pessoas pararem de usar óculos cor de rosa e fazerem promessas vazias a si próprios. Elas precisam acreditar que a vida pode ser muito melhor do que é agora!
Um passo na escuridão
"Quando seguir pelo caminho da vida, você verá um grande abismo. Pule. Ele não é tão grande quanto você pensa.” (Joseph Campbell)
O que você faz quando esta diante do desconhecido? Talvez esteja se perguntando por que eu não mencionei abismos, já que a frase de Campbell fala disso. Porque os abismos são sempre perigosos, e as situações novas a enfrentar frequentemente não tem perigo nenhum. Simplesmente não são tão claras quanto as que já conhecemos. Elas causam medo porque nos trazem o desconhecido.
Talvez você nem imagine quantos abismos pulou, mas com certeza reconhece que já enfrentou o desconhecido muitas vezes. Desde o momento em que saltou do útero de sua mãe e abraçou o mundo, lembrando ainda seu primeiro dia de aula, seu primeiro emprego e tantas outras situações. A pergunta importante a fazer é: será que eu ainda consigo dar os saltos que a vida exige de mim? Reconheço que não é fácil lançar-se no desconhecido. A maioria das pessoas, quando não tem clareza do que vem pela frente, procura levar a vida em banho-maria.
O medo do novo pode nos travar na busca de um novo projeto de vida.
O medo do desconhecido pode nos tornar inseguros.
Avançar quando o horizonte esta claro é uma tarefa fácil.
Avançar quando o horizonte esta escuro é uma tarefa para quem aprendeu a viver.
A vida sempre nos coloca diante de situações em que saltar do desconhecido é o único caminho possível. Do contrário, não poderemos seguir adiante, não poderemos nascer para o novo. É claro que há uma série de riscos nesse salto, mas saiba que, se você não saltar, jamais conhecerá a vida que esta oculta atrás das nuvens escuras. Jamais vai tomar a decisão que mudará radicalmente seu mundo!
Existem situações na vida que exigem que a gente assuma uma postura radical e parta par o tudo ou nada. Se não corrermos riscos, não poderemos superar os obstáculos, pois certas coisas não se acertam por si sós. É preciso tomar uma decisão e ir até o fim, encarando de peito aberto as consequências de nossas ações. As pessoas que não partem para o tudo ou nada correm o risco de perder a própria vida na ânsia de manter situações insustentáveis. Essa preciosa lição eu aprendi com um grande terapeuta chamado José Ângelo Gaiarsa.
Quando somos crianças, no entanto, nosso pais nos ensinam a ser cautelosos. Eles nos ensinam a refletir sobre as consequências de nossas decisões mostrando o perigo de agir sem pensar. Eles estão certos, pois não podemos viver impulsivamente.
O problema é que, muitas vezes, eles exageram na dose do remédio e os filhos se transformam em adultos que pensam tanto que acabam bloqueando a própria vida. Os pais insistem tantas vezes para que a criança conte até 10 antes de agir que ela passa a contar até 10 bilhões antes de fazer qualquer coisa!
Com medo de fazerem bobagens, esses adultos bloqueiam a capacidade de se arriscar. Em vez de realizarem seus projetos, eles se preocupam em não cometer erros. E o pior é que terão sucesso na empreitada: não errarão quase nunca, mas também não farão o que desejam. Sem perceberem, essas pessoas assumem um risco ainda maior: o risco de viver sem errar. Elas são tão exageradamente cautelosas que estão sempre indecisas e, quando conseguem tomar uma atitude, o passarinho já voou.
Isso não quer dizer que seus pais sejam responsáveis por sua maneira de agir desse jeito. Mas, agora, a vida esta em suas mãos. Eles já fizeram a parte deles, agora é você que deve decidir como agir. Sem desculpas nem acusações. E então, está com medo de saltar no desconhecido? Não fique muito preocupado, tente!
Já pensou se der certo? Sempre existe a chance de dar errado, mas como você vai saber se não arriscar? Se não ousar, se não errar, como saberá até onde pode chegar? Não fique com medo de não acertar, pois os erros fazem parte da trajetória de quem vive de verdade. Afinal, a vida não é um quadro pronto, e sim uma obra de arte que se revela com uma nova pincelada a cada dia... Tenho certeza de que mesmo gênios como Picasso e Dali erraram em seu trabalho algum dia, mas foram capazes de aprender com esses erros, corrigi-los e criar majestosas obras de arte.
Hora da estreia
“Tem gente que vive sem nunca estrear!" (Carla Cristina Bojorque)
Eu vejo tantas pessoas que ficam esperando a hora de começar a viver.
Elas esperam o momento perfeito para buscar o emprego ideal...
A pessoa certa par se apaixonar...
A professora perfeita para começar a estudar...
Elas sonham com o que a vida pode ser, mas na hora H não partem par a ação.
Existe sempre um “mas” no meio do caminho.
Sempre encontram um defeito na pessoa para não mergulhar na relação...
Sempre aparece um obstáculo no caminho, um desafio a ser superado antes de começarem a viver de verdade: um trabalho por terminar, uma conta a pagar, problemas no casamento, na empresa, com os filhos...
Fazem muitas coisas, mas sem intensidade, sem expor nem se arriscar para valer. Por não se darem conta de que o tempo está passando, vão desperdiçando a vida até que um dia percebem que, se ficarem esperando o fim dos obstáculos, sua vida nunca vai começar, pois eles sempre estarão ali, esperando para ser superados. Na verdade, esses obstáculos são uma parte fundamental da vida de verdade. A compreensão de que não existe felicidade pronta é um dos primeiros passos para a felicidade. Afinal, ser feliz é viver.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
A arte de amar
(ERICH FROMM)
"Amar alguém não é apenas um sentimento forte, é uma decisão, é um juízo, é uma promessa. Se o amor fosse apenas um sentimento, não haveria base para a promessa de amar um ao outro para sempre. Um sentimento vem e pode ir."
"Os conflitos reais entre duas pessoas, aqueles que não servem para encobrir nem projetar, mas que são experimentados no nível profundo da realidade interior a que pertencem, não são destrutivos. Eles levam a esclarecimento, produzem uma catarse da qual os dois emergem com mais conhecimento e mais força."
"Nenhum observador objetivo da nossa vida ocidental pode duvidar que o amor - o amor fraterno, o amor materno e o amor erótico - seja um fenômeno relativamente raro e que seu lugar seja tomado por um grande número de formas de pseudo-amor, que na realidade são formas de desintegração do amor. (...) Uma forma de pseudo-amor bastante corriqueira, que é freqüentemente vivida (e com ainda mais freqüência descrita no cinema e nos romances) como sendo o 'grande amor', é o amor idólatra. Se uma pessoa não atingiu o nível em que tem um sentimento de identidade, de 'eu-idade', arraigado no desenvolvimento produtivo de suas potencialidades, ela tende a 'idolatrar' a pessoa amada. Tal pessoa aliena-se de suas potencialidades e projeta-as na pessoa amada, que é adorada como o máximo, a portadora de todo o amor, de toda a luz, de toda a felicidade. Nesse processo, priva-se de todo senso de força, perde-se na pessoa amada em vez de se encontrar. Como normalmente nenhuma pessoa pode, a longo prazo, corresponder às expectativas daquele que a idolatra, este se decepcionará e seu remédio será buscar outro ídolo, caindo muitas vezes num círculo vicioso. O que caracteriza esse tipo de amor idólatra é, no início, a intensidade e a repentinidade da experiência amorosa."
"O amor requer o desenvolvimento da humildade, da objetividade e da razão. (...) A prática de qualquer arte tem certas exigências gerais, tanto faz se ela for uma arte da marcenaria, da medicina ou de amar. Em primeiro lugar, a prática de uma arte requer disciplina. Eu nunca serei bom em nada, se não agir de forma disciplinada; tudo o que só faço 'quando estou a fim' pode ser um hobby gostoso e divertido, mas nunca vou me tornar um mestre nessa arte. (...) É preciso aprender um grande número de outras coisas - que muitas vezes parecem não ter nenhuma relação com ela -, antes de atacar a arte propriamente dita. (...) No que concerne à arte de amar, isso significa que quem aspirar a ser um mestre nessa arte tem de começar praticando a disciplina, a concentração e a paciência ao longo de todas as fases de sua vida. (...) Concentrar-se significa viver plenamente o presente, aqui e agora, e não pensar no que tenho de fazer em seguida enquanto estou fazendo algo. (...) Sentar-se sossegado, sem falar, fumar, ler, beber, é impossível para a maioria das pessoas. Elas ficam nervosas e inquietas, e sentem necessidade de fazer algo com sua boca ou com suas mãos. (Fumar é um dos sintomas dessa falta de concentração: ocupa a mão, a boca, os olhos e o nariz.) (...) Mas o fato é que o homem moderno tem pouquíssima autodisciplina fora da esfera do trabalho. Quando ele não trabalha, quer ficar à toa, preguiçar ou, para usar uma palavra mais agradável, 'relaxar'. Esse simples desejo de ócio é, em grande parte, uma reação contra a rotinização da vida. (...) A condição principal para a realização do amor é a superação do narcisismo. (...) Por fim, outra condição para o aprendizado de qualquer arte é uma suprema preocupação com a maestria dessa arte. Se arte não tiver uma importância suprema, o aprendiz nunca irá aprendê-la."
"Egoísmo e amor a si mesmo, longe de serem idênticos, na verdade são opostos. A pessoa egoísta não se ama muito, ela se ama pouco; na verdade, ela se odeia. Essa falta de carinho e de cuidado por si mesmo, que nada mais é que a expressão da sua falta de produtividade, deixa o egoísta vazio e frustrado. (...) Ele [o egoísta] é necessariamente infeliz e tenta ansiosamente arrancar da vida as satisfações que se impede de alcançar. Parece preocupar-se demasiado consigo, mas na verdade apenas faz uma tentativa malsucedida de dissimular e compensar seu fracasso em cuidar do seu eu verdadeiro."
"A pessoa 'abnegada' [completamente solícita e inexoravelmente gentil] 'não quer nada para si'; ela 'vive só para os outros', orgulha-se de não se considerar importante. (...) Por trás da fachada abnegada está escondido um egocentrismo sutil, mas nem por isso menos intenso." (FROMM, Erich. A arte de amar. 1959.)
marcadores:
amor,
psicanálise,
psicologia
Atitudes tudo ou nada
(Roberto Shyniashiki)
Percebo que as pessoas que decidem transformar sua vida desenvolvem um tipo especial de atitude. Elas se empenham em cada ação como se a vida inteira dependesse desse esforço. Elas vêem a construção do futuro como a única forma de viver como fazem os oficiais com seus soldados em situações desfavoráveis de batalha. Em outras palavras, decidem queimar as pontes que permitem retroceder. Nessas decisões radicais, é importante assumir, também, um comportamento radical.
Nos grupos de Alcoólicos Anônimos fala-se muito sobre o perigo de tomar um único copo de bebida, pois a decisão de parar de beber tem que vir acompanhada de uma atitude do tipo tudo ou nada. Uma pessoa dependente dos pais que resolve morar sozinha não pode mais chegar atrasada ao emprego porque perdeu a hora. Terá, pelo menos, de comprar um despertador eficaz porque não haverá ninguém para acordá-la toda manhã. Um empresário que está à beira da falência não pode continuar gastando sem nenhum controle. A decisão de partir para o tudo ou nada é somente o primeiro passo.
Depois da decisão, precisa haver atitude. Há pessoas que se casam, mas querem levar a vida de solteiras. Resultado: o casamento fracassa. Há pessoas que decidem ter filhos, mas querem continuar a viver como se os filhos não existissem. Resultado, teremos crianças órfãs de pais vivos. Lembre-se, há dois tipos de atitudes: as atitudes tudo ou nada e as atitudes mais ou menos. Uma atitude mais ou menos sempre leva a um resultado medíocre.
É importante entender com toda clareza que, durante um processo de transformação radical, a atitude de fazer um pouco de cada vez nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos se não fizéssemos nada. Quem quer fazer uma revolução na vida precisa tomar uma atitude radical. E, quando se toma uma decisão radical, é preciso continuar caminhando pela estrada que escolhemos com comprometimento, determinação e fé. Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade das decisões que tomamos.
Uma atitude tudo ou nada é mergulhar em um novo amor como se sua respiração dependesse da respiração do seu companheiro. É sair da casa dos pais e cuidar de suas responsabilidades como se houvesse apenas você no mundo para pagar suas contas. É aprender uma nova profissão como se sua vida dependesse dessa empreitada. É abraçar o novo emprego como se essa fosse a última oportunidade de sua vida. Porque é preciso correr atrás de nossos objetivos com a determinação de um faminto que anseia por um prato de comida. Buscar a água como um homem perdido no deserto. Dançar a música da vida como se seu corpo e sua alma fossem os instrumentos dessa música!
Afinal, se você romper as grades da gaiola, mas não bater as asas para valer, jamais poderá voar de verdade!
(Roberto Shyniashiki)
Nos grupos de Alcoólicos Anônimos fala-se muito sobre o perigo de tomar um único copo de bebida, pois a decisão de parar de beber tem que vir acompanhada de uma atitude do tipo tudo ou nada. Uma pessoa dependente dos pais que resolve morar sozinha não pode mais chegar atrasada ao emprego porque perdeu a hora. Terá, pelo menos, de comprar um despertador eficaz porque não haverá ninguém para acordá-la toda manhã. Um empresário que está à beira da falência não pode continuar gastando sem nenhum controle. A decisão de partir para o tudo ou nada é somente o primeiro passo.
Depois da decisão, precisa haver atitude. Há pessoas que se casam, mas querem levar a vida de solteiras. Resultado: o casamento fracassa. Há pessoas que decidem ter filhos, mas querem continuar a viver como se os filhos não existissem. Resultado, teremos crianças órfãs de pais vivos. Lembre-se, há dois tipos de atitudes: as atitudes tudo ou nada e as atitudes mais ou menos. Uma atitude mais ou menos sempre leva a um resultado medíocre.
É importante entender com toda clareza que, durante um processo de transformação radical, a atitude de fazer um pouco de cada vez nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos se não fizéssemos nada. Quem quer fazer uma revolução na vida precisa tomar uma atitude radical. E, quando se toma uma decisão radical, é preciso continuar caminhando pela estrada que escolhemos com comprometimento, determinação e fé. Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade das decisões que tomamos.
Uma atitude tudo ou nada é mergulhar em um novo amor como se sua respiração dependesse da respiração do seu companheiro. É sair da casa dos pais e cuidar de suas responsabilidades como se houvesse apenas você no mundo para pagar suas contas. É aprender uma nova profissão como se sua vida dependesse dessa empreitada. É abraçar o novo emprego como se essa fosse a última oportunidade de sua vida. Porque é preciso correr atrás de nossos objetivos com a determinação de um faminto que anseia por um prato de comida. Buscar a água como um homem perdido no deserto. Dançar a música da vida como se seu corpo e sua alma fossem os instrumentos dessa música!
Afinal, se você romper as grades da gaiola, mas não bater as asas para valer, jamais poderá voar de verdade!
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Os leitores do Pitchfork (27.981 seres) elegeram o terceiro disco do Radiohead como o melhor do período 1996-2011. Cânone? Ainda hype?
"Eu não escuto muito, mais, o OK Computer, e dez vez em quando vem à minha cabeça a ideia de que o disco foi superestimado. Então eu ouço de novo e me dou conta de que ele é ainda melhor do que eu lembrava. A cada audição eu encontro coisas novas para apreciar." (Ryan Heffernan/Pitchfork)
"Eu não escuto muito, mais, o OK Computer, e dez vez em quando vem à minha cabeça a ideia de que o disco foi superestimado. Então eu ouço de novo e me dou conta de que ele é ainda melhor do que eu lembrava. A cada audição eu encontro coisas novas para apreciar." (Ryan Heffernan/Pitchfork)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Coincidência? Coragem e genialidade? Olha a capa da edição de hoje do jornal O Sul:

Capiche? Wikipédia: "A ovelha é um animal de enorme importância econômica como fonte de carne, laticínios, lã e couro.Os grupos são, quase sempre, criados em rebanhos. O manejo é bastante trabalhoso, seja pelo fato de se tratar de um rebanho grande, ou por serem animais sensíveis. Basicamente, é um animal dócil, e sem nenhum mecanismo natural de defesa; o que deve ter influenciado para, na cultura popular, estar associada à ideia de inocência."

Capiche? Wikipédia: "A ovelha é um animal de enorme importância econômica como fonte de carne, laticínios, lã e couro.Os grupos são, quase sempre, criados em rebanhos. O manejo é bastante trabalhoso, seja pelo fato de se tratar de um rebanho grande, ou por serem animais sensíveis. Basicamente, é um animal dócil, e sem nenhum mecanismo natural de defesa; o que deve ter influenciado para, na cultura popular, estar associada à ideia de inocência."
É claro que você sabe do que estou falando, Miranda July.
domingo, 19 de agosto de 2012
"Guardemo-nos de dizer que a morte é oposta à vida. O vivente é somente uma espécie de morto, uma espécie muito rara." (Nietzsche)
"Levar a vida a sério não quer dizer passar a vida inteira meditando, como se vivêssemos nas montanhas do Himalaia ou nos velhos dias do Tibet. No mundo moderno, temos que trabalhar e ganhar nosso pão, mas não nos devemos enredar em uma existência das-oito-às-seis onde vivemos sem noção do significado mais profundo da vida. Nossa tarefa é chegar a um equilíbrio, encontrar um caminho do meio, aprender a não nos estendermos além do possível em atividades e preocupações irrelevantes, e simplificar mais e mais nossas vidas. A chave para encontrar um equilíbrio feliz na vida moderna é a simplicidade." (Sogyal Rinpoche)
"A sociedade moderna é em larga escala um deserto espiritual em que a maioria imagina que esta vida é tudo o que existe. Sem qualquer fé autêntica numa vida futura, a maioria das pessoas vive toda a sua existência destituída de um sentido supremo. Cheguei à conclusão de que os efeitos desastrosos da negação da morte vão muito além da esfera individual: eles afetam o planeta inteiro. Crendo basicamente que esta vida é a única, as pessoas do mundo moderno não desenvolveram uma visão a longo prazo. Assim, nada as refreia de saquear o planeta em que vivem para atingir suas metas imediatas, e agem com um egoísmo que pode tornar-se fatal no futuro. De quantas novas advertências ainda precisamos?" (Sogyal Rinpoche)
Num grande número de línguas indígenas da América do sul, a mesma palavra significa sombra, alma e imagem.
A análise junguiana qualifica de sombra tudo aquilo que o sujeito recusa reconhecer ou admitir e que, entretanto, sempre se impõe a ele, como, por exemplo, os traços de caráter inferiores ou outras tendências incompatíveis. Não são necessariamente maléficas, mas correm o risco de assim se tornarem, na medida em que ficam reprimidas na sombra do inconsciente. Têm tudo a ganhar, se passam à luz da consciência. Mas o sujeito receia muitas vezes vê-las aparecer, por medo de ter de assumi-las, para dominá-las ou torná-las benéficas, e de se encontrar em face de sua complexidade: 'sinto dois seres em mim'... A consciência dos contrários é difícil de vivenciar, mas rica de possibilidades. (Dicionário de Símbolos)
A análise junguiana qualifica de sombra tudo aquilo que o sujeito recusa reconhecer ou admitir e que, entretanto, sempre se impõe a ele, como, por exemplo, os traços de caráter inferiores ou outras tendências incompatíveis. Não são necessariamente maléficas, mas correm o risco de assim se tornarem, na medida em que ficam reprimidas na sombra do inconsciente. Têm tudo a ganhar, se passam à luz da consciência. Mas o sujeito receia muitas vezes vê-las aparecer, por medo de ter de assumi-las, para dominá-las ou torná-las benéficas, e de se encontrar em face de sua complexidade: 'sinto dois seres em mim'... A consciência dos contrários é difícil de vivenciar, mas rica de possibilidades. (Dicionário de Símbolos)
"Por que os sabiás cantam de madrugada?"
SABIÁ-LARANJEIRA - Tornou-se por lei, em 2002, a ave-símbolo do Brasil. Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966. A ave também está presente no emblema oficial da Copa das Confederações de 2013. Seu canto é longo, podendo durar até dois minutos sem interrupção. A frase principal tem de 10 a 15 notas, mas ele é capaz de imitar as vocalizações de outras aves como o curiango e o joão-de-barro e assimilar trechos em seu próprio canto, em inúmeras variações. Canta principalmente no período reprodutivo, ANTES DO AMANHECER e ao anoitecer, para atrair a fêmea e demarcar seu território.
SABIÁ-LARANJEIRA - Tornou-se por lei, em 2002, a ave-símbolo do Brasil. Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966. A ave também está presente no emblema oficial da Copa das Confederações de 2013. Seu canto é longo, podendo durar até dois minutos sem interrupção. A frase principal tem de 10 a 15 notas, mas ele é capaz de imitar as vocalizações de outras aves como o curiango e o joão-de-barro e assimilar trechos em seu próprio canto, em inúmeras variações. Canta principalmente no período reprodutivo, ANTES DO AMANHECER e ao anoitecer, para atrair a fêmea e demarcar seu território.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Médicos e loucos
Tratamentos usados para curar a loucura revelam algumas das convicções médicas ao longo da história
Furos no crânio (século 5 a.C.)
O que é: Fazer buracos no couro cabeludo do paciente
Justificativa: Os buracos permitem que os demônios, que provocam a loucura ao ocupar o corpo do paciente, possam abandoná-lo
Disciplina total (século 17)
O que é: Thomas Willis, um dos primeiros médicos a escrever sobre loucura, dizia que “disciplina, ameaças, algemas e bofetadas são tão necessárias quanto tratamento médico”
Justificativa: É a razão que separa os homens dos animais. Loucos são, portanto, como bichos e, para se recuperarem, precisam aprender a ter medo e respeito
Dor (início do século 18)
O que é: São empregadas diversas técnicas com o objetivo de machucar o paciente. A mais comum consiste em provocar bolhas no crânio e genitálias, usando soda cáustica
Justificativa: As dores obrigam a mente do louco a focar-se nessa sensação, deixando de lado pensamentos raivosos
Indução de vômito (1715)
O que é: Durante vários dias, diferentes tipos de purgantes são ministrados ao paciente
Justificativa: “Enquanto a náusea durar, alucinações constantes serão suspensas e, algumas vezes, removidas. Até o mais furioso vai se tornar tranqüilo e obediente”, dizia o médico George Man Burrows
Sangramento (1790)
O que é: Retirada de até quatro quintos do sangue do corpo
Justificativa: Danos cerebrais, masturbação ou muita imaginação podem levar à circulação irregular nas veias que irrigam o cérebro, que é a causa da loucura. A retirada do sangue poderia normalizar o fluxo
Afogamento (1828)
O que é: O paciente é colocado dentro de um caixão com furos e imerso na água. Deve ficar submerso até que “bolhas de ar parem de subir”. Depois é retirado e reavivado
Justificativa: O método leva à suspensão das funções vitais e possibilita que o paciente volte à vida com maneiras mais ajustadas de pensar
Cirurgias ginecológicas (1890)
O que é: Amputação do clitóris e retirada do útero
Justificativa: A vagina e o clitóris têm grande influência na mente feminina. A loucura pode ser resultado da agitação provocada por esses órgãos
Hidroterapia (1896)
O que é: O paciente é enrolado em uma rede e mantido dentro de uma banheira encoberta por uma lona (com um buraco para a cabeça) por horas ou até dias. Água gelada e água fervente são usadas alternadamente para encher a banheira
Justificativa: O banho prolongado induz à fadiga psicológica e estimula a produção de secreções da pele e dos rins, que podem reestruturar as funções do cérebro
Terapias endócrinas (1899)
O que é: Injeção de extratos dos ovários, testículos, glândulas pituitárias e tireóides de diversos animais
Justificativa: Os extratos modificam a nutrição das células do corpo e, portanto, levam à cura permanente
Esterilização (1913)
O que é: Esterilização forçada nos homens
Justificativa: A operação viabiliza a conservação do esperma, o elixir da vida, ajudando na melhoria do quadro
Extração de dentes (1916)
O que é: Remoção de dentes que apresentam problemas. A terapia não é aconselhada para pacientes num estágio avançado da doença
Justificativa: Bactérias são a causa de várias doenças crônicas e costumam ficar escondidas perto dos dentes. Elas podem seguir até o sistema circulatório e chegar ao cérebro, causando doenças mentais
Hibernação (1920)
O que é: O paciente permanece entre “cobertores” congelados por até três dias, para que a temperatura do corpo caia 12oC ou menos
Justificativa: O choque térmico pode fazer com que o paciente recobre parte das funções mentais
Coma provocado (1933)
O que é: O paciente recebe uma dose de insulina suficiente para levá-lo ao estado de coma. Depois de um tempo (de 10 a 120 minutos), é reavivado com uma solução de glucose
Justificativa: A hipoglicemia pode matar ou silenciar as células doentes e sem possibilidade de restauração. Os pacientes voltam do coma agindo como bebês de 5 anos o que é, sem dúvida, uma prova de sua recuperação
Convulsão (1934)
O que é: O paciente recebe uma injeção de metrazol e entra em forte convulsão, correndo o risco de quebrar ossos e dentes e ter hemorragias
Justificativa: A convulsão pode restaurar as funções mentais. Ou isso, ou o temor do paciente diante da terapia causa um choque cerebral tão forte que provoca a cura. De todo modo, a terapia é válida
Eletrochoque (1937)
O que é: Uso da eletricidade diretamente na cabeça para provocar o ataque de epilepsia
Justificativa: A convulsão produz danos cerebrais, eficientes na recuperação do paciente. A perda de memória, outra conseqüência do choque, é benéfica já que torna impossível a lembrança de eventos que lhe causem preocupação ou angústia.
Lobotomia (1940)
O que é: Aprimorada pelo neurologista português Egas Moniz, a cirurgia, que já vinha sendo realizada de diferentes maneiras desde o século 19, consiste em danificar os lobos frontais do cérebro
Justificativa: Distúrbios acontecem porque pensamentos patológicos “fixam-se” nas células cerebrais, especialmente nos lobos frontais. Para curar o paciente, é preciso destrui-las
"O elogio causa um mal danado, se não o usarmos do jeito certo. Os resultados de paparicos podem ser catastróficos. A curto prazo, o coitado que foi enaltecido pode ficar desconfortável, inseguro, ansioso. A longo prazo, esse gênio em potencial corre o risco de virar um arruinado na vida. Uma criança elogiada pela inteligência entende o seguinte: 'Tenho que ser sempre inteligente, porque essa é a imagem que os adultos têm de mim'. Mas manter um alto nível de inteligência não parece uma tarefa um tanto abstrata? Imagine para uma criança. O jeito é adotar a saída genérica (e mais fácil): parecer inteligente. Para isso, basta criar uma zona de segurança. 'O elogio deve ser dirigido para o processo, e não para o resultado', diz a psicóloga americana Carol Dweck, da Universidade Stanford. 'Sempre para as ações, nunca para a pessoa. Conversei com vários adultos considerados gênios na infância que nem concluíram a universidade: eles não sabiam lidar com o fracasso.' O problema é quando acumulamos elogios - ou pontos - demais. O cérebro entende que nem precisa mais mandar a mensagem de incentivo. É como se o centro de recompensa se aposentasse da torcida pelo seu sucesso. Pior para você: sem esse apoio, você acaba sem motivação para fazer as tarefas." (Marisa Adán Gil/Superinteressante)
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Mount Eerie spills the tectonic beans on Ocean Roar, the experimental companion album to Clear Moon:
[Ocean Roar] acts as a counterpoint to the soft synth walls and landscape pondering of Clear Moon, presenting the opposite of that album’s clear glints of awareness: a total wall of blue-grey oceanic fog, a half remembered dream of a trip through dense old growth hills to the gnarly winter ocean, in the middle of the night, decades ago. This album is the audio equivalent of the blanket of thick dark water vapor that covers the Pacific Northwest for most of the year, revealing only brief glimpses of illumination.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Viajo porque preciso, volto porque te amo
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
ATLETAS mais bonitas das OLIMPÍADAS DE LONDRES 2012
01. Stephanie Rice (AUS)
02. Zsuzsanna Jakabos (HUN)
03. Eszter Czekus (HUN)
04. Lara Teixeira (BRA)
05. Song-Yi Han (COR)
06. Sheilla Castro (BRA)
07. Evgeniya Startseva (RUS)
08. Saori Sakoda (JAP)
09. Szofi Kiss (HUN)
10. Naz Aydemir (TUR)
11. Andrea Fuentes (SPA)
12. Hope Solo (USA)
13. Ona Carbonell (SPA)
14. Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM)
15. Ruta Meilutyte (LIT)
16. Rebecca Tunney (GRB)
17. Alicia Sacramone (USA)
18. Loreto Achaerandio (SPA)
19. Neslihan Darnel (TUR)
20. Saša Golob (SLO)
21. Maria Fernanda Gonzalez Ramirez (MEX)
22. Kaori Matsumoto (JAP)
01. Stephanie Rice (AUS)
02. Zsuzsanna Jakabos (HUN)
03. Eszter Czekus (HUN)
04. Lara Teixeira (BRA)
05. Song-Yi Han (COR)
06. Sheilla Castro (BRA)
07. Evgeniya Startseva (RUS)
08. Saori Sakoda (JAP)
09. Szofi Kiss (HUN)
10. Naz Aydemir (TUR)
11. Andrea Fuentes (SPA)
12. Hope Solo (USA)
13. Ona Carbonell (SPA)
14. Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM)
15. Ruta Meilutyte (LIT)
16. Rebecca Tunney (GRB)
17. Alicia Sacramone (USA)
18. Loreto Achaerandio (SPA)
19. Neslihan Darnel (TUR)
20. Saša Golob (SLO)
21. Maria Fernanda Gonzalez Ramirez (MEX)
22. Kaori Matsumoto (JAP)
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Os excrementos são considerados como receptáculo de força e simbolizam uma potência biológica sagrada que residiria no homem e que, mesmo depois de evacuada, ainda poderia, de certa maneira, ser aproveitada. Certos radiestesistas afirmam que as vibrações do excremento e do ouro são equivalentes. (Dicionário de Símbolos)
Melhores discos de 1996-2011, na minha opinião, powered by Pitchfork.
Propaganda hedionda do Boticário para o Dia dos Pais. Hedionda.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
"Podemos fazer cessar nosso sofrimento só por entender que ele não vale a pena! Não jogue fora seu sofrimento, mas entre em contato com ele. Olhe-o de frente, e sua alegria se aprofundará. Você já sabe que tanto a dor quanto a alegria não são permanentes. O Buda disse: 'No instante em que você sabe como o seu sofrimento surgiu, já está a caminho de se libertar dele.' Se você tem consciência do que acontece, e como isso chegou a acontecer, já está a caminho da emancipação." (Thich Nhât Hanh)
"Um aluno me disse: 'Quando eu vou a festas, as pessoas parecem estar se divertindo bastante. Mas quando olho sob a face, só vejo ansiedade e sofrimento.' " (Thich Nhât Hanh)
"Um aluno me disse: 'Quando eu vou a festas, as pessoas parecem estar se divertindo bastante. Mas quando olho sob a face, só vejo ansiedade e sofrimento.' " (Thich Nhât Hanh)
Epidemia de amor pelas crianças
(Contardo Calligaris)
1) É habitual que, na infância e na adolescência, um jovem sonhe com vitórias e aplausos, sem pensar nos esforços necessários para merecê-los.
Nestes dias, deparo-me com crianças ninadas por devaneios de glória olímpica. Sem querer, corto seu barato, explicando o que é indispensável fazer para que esses sonhos se transformem numa chance real de chegar lá.
As crianças respondem que elas não têm a intenção de realizar o tal sonho: apenas querem o prazer de devanear em paz. Até aqui, tudo bem, mas os pais me acusam de estragar, além dos sonhos, o futuro dos filhos, os quais, segundo eles, para triunfar na vida, precisariam confiar cegamente em seus dotes.
O problema é que os elogios incondicionais dos pais e dos adultos não produzem "autoconfiança", mas dependência: os filhos se tornam cronicamente dependentes da aprovação dos pais e, mais tarde, dos outros. "Treinados" dessa forma, eles passam a vida se esforçando, não para alcançar o que desejam, mas para ganhar um aplauso.
Claro, muitos pais gostam que assim seja, pois adoram se sentir indispensáveis (no cinema, uma mãe enfia a cara embaixo de seu próprio assento para atender o telefone que vibrou no meio do filme e sussurrar um importantíssimo: sim, pode tomar refrigerante).
2) Meu irmão, aos dez anos, quis que todos escutássemos uma música que ele acabava de "compor". Movimentando ao acaso os dedos sobre o teclado (não tínhamos a menor educação musical), ele cantou uma letra que começava assim: sou bonito e eu o sei. Minha mãe escutou, constrangida, e, no fim, declarou que a letra era uma besteira, e a música, inexistente. Mas, se meu irmão quisesse, ele poderia estudar piano -à condição que se engajasse a se exercitar uma hora por dia. Meu irmão (desafinado como eu) desistiu disso e se tornou um médico excelente.
3) Os pais dos meus pais davam, no máximo, um beijo na testa de seus filhos. Já meus pais nos beijavam e abraçavam. Mesmo assim, não éramos o centro da vida deles, enquanto nossos filhos são facilmente o centro da nossa.
Para a geração de meus avós e de meus pais, a vida dos adultos não devia ser decidida em função do interesse das crianças, até porque o principal interesse das crianças era sua transformação em adulto (criança tem um defeito, foi-me dito uma vez por um tio: o de ser ainda só uma criança).
Lá pelos meus oito anos, eu tinha passado o domingo com meus pais, visitando parentes. A noite chegou, e eu não tinha nem começado meu dever de casa. Pedi uma nota assinada que me desculpasse. Meu pai disse: esta criança está com sono e deve trabalhar, façam um café para ele. Detestei, mas também gostei de aprender que, mesmo na infância, há coisas mais importantes do que sono e bem-estar.
4) Na pré-estreia do último "Batman", em Aurora, Colorado, um atirador feriu 58 pessoas e matou 12. Um comentador da TV norte-americana (não sei mais qual canal) disse, de uma menina assassinada, que ela era "uma vítima inocente".
Se só a menina era inocente, quer dizer que os outros 11, por serem adultos, eram culpados e mereciam os tiros?
Tudo bem, estou sendo de má-fé: o comentador queria nos enternecer e supunha, com razão, que, para a gente, perder um adulto fosse menos grave do que perder uma criança, que tem sua vida pela frente e, como se diz, ainda é "um anjo". No entanto, eu não acredito em anjos e ainda menos acredito que crianças sejam anjos. Também não sei o que é mais grave perder: a esperança de um futuro ou o patrimônio das experiências acumuladas de uma vida? Você trocaria seus bens atuais por um bilhete da Mega-Sena de sábado que vem?
5) Cuidado, não sonho com uma impossível volta ao passado. Essas notas servem para propor uma mudança preliminar na maneira de contabilizar as falhas que podem atrapalhar a vida de nossos rebentos. Explico.
A partir do fim do século 18, no Ocidente, as crianças adquiriram um valor novo e especial. Únicas continuadoras de nossas vidas, elas foram encarregadas de compensar nossos fracassos por seu sucesso e sua felicidade.
Desde essa época, em que as crianças começaram a ser amadas e cuidadas extraordinariamente, nós nos preocupamos com os efeitos nelas de uma eventual falta de amor. Agora, começo a pensar que nossa preocupação com os estragos produzidos pela falta de amor sirva, sobretudo, para evitar de encarar os estragos produzidos pelos excessos de nosso amor pelas crianças.
(Contardo Calligaris)
1) É habitual que, na infância e na adolescência, um jovem sonhe com vitórias e aplausos, sem pensar nos esforços necessários para merecê-los.
Nestes dias, deparo-me com crianças ninadas por devaneios de glória olímpica. Sem querer, corto seu barato, explicando o que é indispensável fazer para que esses sonhos se transformem numa chance real de chegar lá.
As crianças respondem que elas não têm a intenção de realizar o tal sonho: apenas querem o prazer de devanear em paz. Até aqui, tudo bem, mas os pais me acusam de estragar, além dos sonhos, o futuro dos filhos, os quais, segundo eles, para triunfar na vida, precisariam confiar cegamente em seus dotes.
O problema é que os elogios incondicionais dos pais e dos adultos não produzem "autoconfiança", mas dependência: os filhos se tornam cronicamente dependentes da aprovação dos pais e, mais tarde, dos outros. "Treinados" dessa forma, eles passam a vida se esforçando, não para alcançar o que desejam, mas para ganhar um aplauso.
Claro, muitos pais gostam que assim seja, pois adoram se sentir indispensáveis (no cinema, uma mãe enfia a cara embaixo de seu próprio assento para atender o telefone que vibrou no meio do filme e sussurrar um importantíssimo: sim, pode tomar refrigerante).
2) Meu irmão, aos dez anos, quis que todos escutássemos uma música que ele acabava de "compor". Movimentando ao acaso os dedos sobre o teclado (não tínhamos a menor educação musical), ele cantou uma letra que começava assim: sou bonito e eu o sei. Minha mãe escutou, constrangida, e, no fim, declarou que a letra era uma besteira, e a música, inexistente. Mas, se meu irmão quisesse, ele poderia estudar piano -à condição que se engajasse a se exercitar uma hora por dia. Meu irmão (desafinado como eu) desistiu disso e se tornou um médico excelente.
3) Os pais dos meus pais davam, no máximo, um beijo na testa de seus filhos. Já meus pais nos beijavam e abraçavam. Mesmo assim, não éramos o centro da vida deles, enquanto nossos filhos são facilmente o centro da nossa.
Para a geração de meus avós e de meus pais, a vida dos adultos não devia ser decidida em função do interesse das crianças, até porque o principal interesse das crianças era sua transformação em adulto (criança tem um defeito, foi-me dito uma vez por um tio: o de ser ainda só uma criança).
Lá pelos meus oito anos, eu tinha passado o domingo com meus pais, visitando parentes. A noite chegou, e eu não tinha nem começado meu dever de casa. Pedi uma nota assinada que me desculpasse. Meu pai disse: esta criança está com sono e deve trabalhar, façam um café para ele. Detestei, mas também gostei de aprender que, mesmo na infância, há coisas mais importantes do que sono e bem-estar.
4) Na pré-estreia do último "Batman", em Aurora, Colorado, um atirador feriu 58 pessoas e matou 12. Um comentador da TV norte-americana (não sei mais qual canal) disse, de uma menina assassinada, que ela era "uma vítima inocente".
Se só a menina era inocente, quer dizer que os outros 11, por serem adultos, eram culpados e mereciam os tiros?
Tudo bem, estou sendo de má-fé: o comentador queria nos enternecer e supunha, com razão, que, para a gente, perder um adulto fosse menos grave do que perder uma criança, que tem sua vida pela frente e, como se diz, ainda é "um anjo". No entanto, eu não acredito em anjos e ainda menos acredito que crianças sejam anjos. Também não sei o que é mais grave perder: a esperança de um futuro ou o patrimônio das experiências acumuladas de uma vida? Você trocaria seus bens atuais por um bilhete da Mega-Sena de sábado que vem?
5) Cuidado, não sonho com uma impossível volta ao passado. Essas notas servem para propor uma mudança preliminar na maneira de contabilizar as falhas que podem atrapalhar a vida de nossos rebentos. Explico.
A partir do fim do século 18, no Ocidente, as crianças adquiriram um valor novo e especial. Únicas continuadoras de nossas vidas, elas foram encarregadas de compensar nossos fracassos por seu sucesso e sua felicidade.
Desde essa época, em que as crianças começaram a ser amadas e cuidadas extraordinariamente, nós nos preocupamos com os efeitos nelas de uma eventual falta de amor. Agora, começo a pensar que nossa preocupação com os estragos produzidos pela falta de amor sirva, sobretudo, para evitar de encarar os estragos produzidos pelos excessos de nosso amor pelas crianças.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Alguns deles já começaram a cantar no dia 5 de agosto, domingo. Em 2011 e 2010, ouvi-os pela primeira vez no dia do aniversário da Angela Francisca, 18 de agosto, que em 2011 teve chuva e em 2010 a conquista da segunda Libertadores do Inter; em 2009, no dia 10 de agosto; em 2007, no dia 30 de agosto.
"Já é notório e bem estudado o fenômeno da obsolescência programada ou percebida, estado da arte do marketing de ineficiência. A programada é um genial recurso de design: produtos de qualquer gênero já são fabricados para não durarem. Quebram e não podem ser consertados, ou são superados por versões mais modernas e não podem ser reaproveitados. Como o nome diz, programada, é auto-explicativo. Poderíamos fabricar lâmpadas e baterias que duram décadas, computadores e eletrônicos que fazem upgrade com pequenos ajustes, peças de reposição baratas e reaproveitáveis para os mais diversos equipamentos, mas não o fazemos: precisamos vender sempre mais computadores, equipamentos, peças etc, e jogar tudo fora." (Gustavo/Ultracontemporâneo)
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Lara Teixeira e Nayara Figueira, brasileiras do nado sincronizado, vão estrear o maiô e a coerografia para a música 'O corpo', que o Arnaldo Antunes fez para o grupo de dança Corpo. Sistema circulatório na frente, esqueleto atrás e touca de cérebro!
marcadores:
biologia,
feminino,
performance
Demorou:
Se Perry Farrell ficou impressionado com o grupo a ponto de convidá-lo para ser a única banda brasileira a tocar na edição norte-americana do Lollapalooza, pode-se dizer que o efeito não foi diferente na plateia de Chicago. O público dos Estados Unidos definitivamente enxergou algo de especial na mistura de reggae, rock e hip-hop da banda carioca. E O Rappa respondeu à altura com uma apresentação vigorosa. (RollingStone)
Se Perry Farrell ficou impressionado com o grupo a ponto de convidá-lo para ser a única banda brasileira a tocar na edição norte-americana do Lollapalooza, pode-se dizer que o efeito não foi diferente na plateia de Chicago. O público dos Estados Unidos definitivamente enxergou algo de especial na mistura de reggae, rock e hip-hop da banda carioca. E O Rappa respondeu à altura com uma apresentação vigorosa. (RollingStone)
"Os atletas têm todo o direito de se divertir como qualquer ser humano, mas, se depois de um jogo decisivo eles ainda tiverem energia para dançar, aconteceu alguma coisa errada na dedicação desses atletas durante o jogo. Atleta de futebol que deu o sangue na partida não consegue sair de casa." (Telê Santana via Roberto Shinyashiki)
Stephanie Rice, nadadora australiana.
O que eu acho bonito nessas belezas das olimpíadas, do esporte, é que são belezas que se sobressaem onde beleza praticamente não conta. Não estão tentando ser bonitas, mas até por isso acabam sendo.
O que eu acho bonito nessas belezas das olimpíadas, do esporte, é que são belezas que se sobressaem onde beleza praticamente não conta. Não estão tentando ser bonitas, mas até por isso acabam sendo.
Assinar:
Postagens (Atom)





























