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domingo, 19 de agosto de 2012

Num grande número de línguas indígenas da América do sul, a mesma palavra significa sombra, alma e imagem.



A análise junguiana qualifica de sombra tudo aquilo que o sujeito recusa reconhecer ou admitir e que, entretanto, sempre se impõe a ele, como, por exemplo, os traços de caráter inferiores ou outras tendências incompatíveis. Não são necessariamente maléficas, mas correm o risco de assim se tornarem, na medida em que ficam reprimidas na sombra do inconsciente. Têm tudo a ganhar, se passam à luz da consciência. Mas o sujeito receia muitas vezes vê-las aparecer, por medo de ter de assumi-las, para dominá-las ou torná-las benéficas, e de se encontrar em face de sua complexidade: 'sinto dois seres em mim'... A consciência dos contrários é difícil de vivenciar, mas rica de possibilidades. (Dicionário de Símbolos)

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