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sábado, 29 de abril de 2006

BAILÃO BALZAQUIANO apresenta:


DEUS E O DIABO & INPUT_OUTPUT

Dia 04/05 - quinta-feira, a partir das 22h.
No Garagem Hermética, na Barros Cassal 386, Porto Alegre.
Ingressos: R$ 7 até a meia-noite. Após, R$ 10,00.
Mulheres não pagam até às 23h. (Os shows precisam ter acabado às 1h30. Depois disso, discotecagem.)


input_output

Projeto individual de Douglas Dickel [Blanched, Pelicano], faz sua estréia ao vivo sob forma de banda. Com Felipe Oliveira na bateria, Mateus D'Almeida [Farveste, Andina] no sintetizador e Renan Stiegemeier [Farveste, Pelicano] no baixo e na guitarra. Um megafone e um aspirador de pó também farão parte do arsenal. O quarteto tocará músicas de "Eu contenho todos os meus anos dentro de mim", disco lançado no ano passado, pelo selo Open Field/Peligro [http://www.openfield.org / http://www.peligro.com.br], além de um cover de Aphex Twin. Referências de música eletroacústica, harsh noise e rock alternativo. Você pode ler mais referências e opiniões, além de chegar até músicas em MP3, no site do projeto [http://www.geocities.com/douglasdickel/input_output ].


deus e o diabo

Já descrita como uma banda cult no cenário underground, esse grupo é mais um de uma leva de bandas do Rio Grande do Sul que não se filia à corrente retrô-sessentista pelo qual o rock gaúcho é mais conhecido. A banda atraiu a atenção da mídia
especializada pelo país, que tem se referido a eles como uma "instigante surpresa que chega do lado mais obscuro do rock gaúcho, sem soar como o tradicional rock gaúcho". O grupo procura fugir dos rótulos, mas a crítica aponta para um som mais soturno, desapaixonado, sufocante, num "pop com melodias contemporâneas" que "namora com o pós-punk, o dark, o gótico". Deus e o Diabo são: Thiane Nunes e Rafael Martinelli (vocais), Guilherme Klamt (baixo e teclado), Alex Osterkamp (guitarra e violão), Maurício Carpes (bateria), Marcelo Carpes (guitarra) e Desirée Marantes (violino). Para conhecer melhor, é só acessar o site da banda http://www.deuseodiabo.com) ou baixar algumas das músicas disponíveis
(http://www.tramavirtual.com.br/deus_e_o_diabo). O site também disponibiliza trechos da história da DEOD, que começou em 1998 e já lançou diversos trabalhos independentes, além de fotos, clipes e entrevista em vídeo para a MTV.

quarta-feira, 26 de abril de 2006

O input_output foi mencionado em matéria do jornal carioca O Dia, de 21 de abril, como um dos nomes gaúchos da nova música eletrônica brasileira. Veja aqui (mais rápido) ou aqui (no próprio jornal).
Duas notícias. O Lucio Ribeiro disse que o Radiohead está confirmado para o Tim Festival, mas, que apesar de a produção o querer para a edição deste ano, a banda quer vir na edição de 2007. O Mel Gibson produziu um filme sobre o Leonard Cohen. 'I'm your man', que será lançado em junho, é parte documentário e parte show-tributo, com performances de Nick Cave, Jarvis Cocker, Rufus Wainwright, Beth Orton e Antony, do Antony & The Johnsons, entre outros.


ATENÇÃO: O input_output pode começar a tocar a qualquer momento a partir das 22h. (Até a uma e pouco os dois shows precisam ter acabado.)
" . . . andar de bicicleta e jogar videogame são duas coisas absolutamente importantes e formadoras de toda a minha geração, de modo que falar de um adolescente nos anos 1990 sem mencionar bicicletas e videogames me parece francamente absurdo, principalmente o videogame. O Mojo comentou que isso é evidência da existência do que se costuma chamar de 'conflito de geração', e sou obrigado a concordar com ele, como quase sempre. Deve ser impossível, para uma pessoa pré-videogames, sequer imaginar vagamente a importância do videogame na vida de uma pessoa que, como eu, cresceu com eles. Estou determinado a incluir videogames em tudo que escrever, pelo resto da minha vida." (Daniel Galera)

domingo, 23 de abril de 2006

Arrombaram o carro do (pai do) Tony ontem de noite na Rua da República para roubar um CD-player de 100 reais. Dentro dele, estava a pré-mixagem do disco da Pelicano. Levaram também um ovo de páscoa e um 'Yankee U.X.O.'.

sábado, 22 de abril de 2006

Do Guilherme Werneck.


Tue, 4 April 2006
Discofonia 42 - Open Field

O Discofonia desta semana é dedicado ao selo independente de São Paulo Open Field, que faz uns CD-Rs lindos, em material reciclável, com belas capas e, melhor de tudo, boa música. Vou mostrar oito artistas diferentes que, em comum, têm o gosto pela experimentação. Como eu ainda estou no meu inferno astral tecnológico, e o meu computador não voltou do conserto, sigo gravando os podcasts com um IC Recorder. Acho que é melhor ter a voz mal gravada do que deixar de fazer o Discofonia, por isso peço desculpas pela qualidade sofrível da gravação. Isso é compensado pela música deste podcast, que está entre as mais desafiadoras feitas no Brasil. Experimente e compre os discos. Cada um deles custa só R$ 15 na Peligro.

This one plays songs from artists recorded by the Open Field label, from my home town.

1. Indústria Brasileira de Lavadoras Automáticas - input_output
2. Jazy-Man Metrópole - Sandro Garcia
3. Señorita Amnésia - Ahlev de Bossa
4. Sandinista - Vurla
5. Alga - Fóssil
6. Liberation Samba Ganja (DJ Dolores Remix) - Lado 2 Estéreo
7. Mastra - Müvi
8. Eu Protesto - Tony da Gatorra

[]s

Guilherme


Direct download: Discofonia_42_Open_Field.mp3
Category: podcasts -- posted at: 10:21 AM

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Este será o provável setlist do show do input_output com a Deus E O Diabo, no Garagem Hermética, no próximo dia 4 - daqui a duas quintas-feiras. (No mesmo dia, só que mais cedo, a partir das 19h, o Tony lançará o seu livro de contos, 'entre', na Palavraria. Da Vasco da Gama até a Barros Cassal é um pulo.)

1. albatroz
2. banho quente
3. ?
4. indústria brasileira de lavadoras automáticas
5. vem pro papaizinho
6. escombros
7. aço, asfalto, plástico
Estou ouvindo 'Rather ripped' pela primeira vez agora. Está entre os melhores discos do Sonic Youth depois do (último) furacão 'Experimental jet set, trash and no star', de 1994. Está junto com 'NYC ghosts & flowers' e 'Murray street' nessa. A terceira faixa, 'Do you believe in rapture?', cuja versão demo - só o Thurston Moore - eu já tinha em MP3, é completamente destruidora. Linda e experimental não-caótica. A primeira, 'Reena', é uma música que a Kim Gordon nunca cantou, talvez a música mais alegre da história da banda. Agora veio 'Pink steam', uma quase instrumental: Thurston entra com a voz em 5:21, dos 6:58 da música.
Vi 'Cidade de Deus', semana passada. É o único filme brasileiro nota 10 para mim, junto com 'Eu sei que vou te amar'. Vi, também, o documentário 'Falcão - meninos do tráfico', e a Manu está lendo 'Cabeça de porco', o livro que conta os bastidores do documentário. Por exemplo, contam que em Porto Alegre - eles foram em 10 capitais brasileiras - a coisa foi mais complicada, porque não há facções: no mesmo morro há vários pequenos grupos, todos inimigos entre si. Eles foram entrevistar um falcão no teto de um bar, quando chegaram adolescentes armados, à cavalo. Disseram que vieram matar o falcão. Renderam os documentaristas, subiram lá e mataram o falcão. E depois pediram para tirar foto com o MV Bill.
"Continuando sua tradição de dizer a mesma história à Pitchfork a cada dois anos*, o Sparklehorse anunciou detalhes do sucessor de 'It's a wonderful life', de 2001. Desta vez, entretanto, a gravação é para estar finalizada e agendada para tentar ser lançada em setembro. (Hello, 2008!) O site da banda diz que o álbum ainda sem título será no estilo de 'Vivadixie'/'Good morning spider' com Mark Linkous sozinho no Static King Studio."

* 2002 | 2004 | 2006

Não vejo a hora... \o/

quinta-feira, 20 de abril de 2006

droogie diz:
gatos emitem 30 tipos de sons diferentes

droogie diz:
mas pra comuinicar com humanos só usam 5
A pergunta que não quer calar: como TODOS os discos internacionais vazam no internet MESES antes de serem lançados? Quem souber a resposta ganha um beijo.
Sobre o Fiber Online, o «?£4ñ1¢×» me deu o toque: "Douglas, olha lá, ela foi liberada sim. Tow ouvindo agora. Às vezes eles demoram 1 pouco pra aprovar... æ fica o ícone de 'ñ aprovado', normal."
O Ya La Tengo está lançando o disco 'Yo La Tengo is murdering the classics', com 30 covers. Entre eles:

03 "Raw Power" (The Stooges)
11 "Oh! Sweet Nuthin'" (Lou Reed)
13 "Roadrunner" (The Modern Lovers)
15 "Mendocino" / "Raindrops Keep Fallin' on My Head" (Doug Sahm / Burt Bacharach)
16 "Sweet Dreams (Are Made of This)" (Eurythmics)
17 "Baby's on Fire" (Brian Eno)
18 "Mary Anne With the Shaky Hand" (The Who)
22 "Roundabout" (Yes)
24 "Don't Worry, Kyoko" (Mummy's Only Looking for Her Hand in the Snow) (Yoko Ono)
28 "20th Century Boy" (T. Rex)

Medley: "My Sharona" (The Knack), "Mr. Apollo" (Bonzo Dog Band), "Sonic Reducer" (Dead Boys), "God Only Knows" (Beach Boys), "If and When/The Summer Sun" (Chris Stamey), "Schizophrenia" (Sonic Youth), "Another Girl, Another Planet" (The Only Ones), "Bedazzled" (Peter Cook-Dudley Moore)

quarta-feira, 19 de abril de 2006

"'Havia muito material que precisava ser lançado como Grandaddy', disse Jason Lytle a respeito das tensões que cresceram no um ano e meio em que ele escreveu e produziu 'Fambly cat'. 'Nós sabíamos que havia coisas que nós não podíamos continuar fazendo da maneira como vínhamos fazendo, mas ninguém deu nenhuma sugestão sobre o que fazer, então. Como consertar isso? Todos nós fazemos lobotomias? Ou lobotomias invertidas? Mas eu estava tão seguro de ver este álbum acontecer que eu não quis saber. E isso causou um monte de fricção.'

"Musicalmente, o álbum convida à introspecção desde os dois minutos iniciais, com 'What Happened...', um piano meditativo com um sample de duas crianças perguntando 'What happened to the family cat?' debaixo de leves camadas de estática.

"'Eu queria que o personagem da criança tivesse entre 5 e 7 anos e algum tipo de voz queridinha', Lytle explica. 'Eu tenho um amigo que está gravando um disco com crianças, então eu sabia que ele tinha acesso a variadas crianças e suas vozes. Eu escolhi aquelas duas e comecei a copiar e colar e manipular o som.'

"O título 'Just like the Fambly cat' é uma referência ao gato de infância de Lytle, que morreu, mas, sobretudo, é algo sobre finais. 'A coisa que eu aprendi com os gatos é que, quando é hora de eles irem ou morrerem, em vez de fazerem um grande espectáculo daquilo, eles têm sua forma digna de desaparecerem.'" (Brian Orloff/Rolling Stone)

terça-feira, 18 de abril de 2006



Eu me deparei com essa foto numa vitrine de ótica, anúncio da "Miu Miu Eyewear", e a achei familiar. Sim, era quem eu pensava que fosse, conforme descobri, hoje, no google, chegando até esta galeria de imagens. É a atriz mais bonita do mundo.

segunda-feira, 17 de abril de 2006

"Prefiro arriscar coisas grandiosas para alcançar triunfo e glória, mesmo expondo-me à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que não gozam nem sofrem muito, porque vivem numa penumbra cinzenta na qual não conhecem derrotas nem vitórias." (Theodore Roosevelt)

"É matemático: quem não tenta não corre riscos, mas também nada consegue. (...) Mas cuidado, há tentativas e tentativas. Mestre Yoda, de Star Wars, afirmou: 'Faça ou não faça ? a tentativa não existe'. Foi uma lição necessária a seu pupilo Luke Skywalker, que disse, desacreditando de si mesmo, que faria uma 'tentativa' de retirar a nave encalhada no pântano, o que enfureceu bastante o mestre. Ora, pessoas que dizem que irão apenas 'tentar' estão querendo dizer, antecipadamente, que não conseguirão, pois, afinal,'era difícil, e tudo não passou de uma mera tentativa'. Essa é a tentativa pela tentativa, sem compromisso com o resultado. A derrota que deriva dessa tentativa inglória não tem importância, é acobertada pela própria pequenez. (...) O psicólogo Leo Buscaglia escreveu que 'rir é arriscar-se a parecer louco, chorar é arriscar-se a parecer sentimental, estender a mão para o outro é arriscar-se a se envolver, amar é arriscar-se a não ser amado'. Não há, portanto, ação humana que não traga implícito algum risco. O que há são pessoas dispostas a enfrentar esses riscos, enquanto outras fogem deles." (Eugênio Mussak/Vida Simples)

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Eu estava fazendo uma página do input_output no Fiber Online, mas acho que vou desistir depois disto:

nome: aço, asfalto, plástico
tempo: 3:04
tamanho: 4.21
liberada: Não

Eles liberaram as três partes de 'Polissonografia', que é mais aleatória, e não liberaram 'Aço, asfalto, plástico', que é mais bem pensada e estruturada. Muito ruído? Não se encaixa no conceito de música eletrônica do site?

terça-feira, 11 de abril de 2006

"Transmissão" é a primeira coletânea virtual do coletivo Antena. Um panorama atual do noise no Brasil, com participação de ruidistas de nove cidades, além de convidados de Chile, Polônia e Itália (respectivamente, Chiste, Nojsens e Splinter vs. Stalin). Concebida
como um LP duplo, com mais de hora e meia de duração, a coletânea pode ser ouvida completa ou também pela seqüência de cada um dos quatro "lados": A, B, C e D.

Lado A - (dell.tree) + Lung Sister; ABesta; Adipocera; AjaxFree vs Sepultura; Alexandre Porres

Lado B - alter breitenbach; Antoine Trauma; Autophonia; bored at home; Chiste

Lado C - Cine Victória; DIA; Hrönir; Lavajato; Mortuário

Lado D - National; Nojsens; Satã-Bárbara; Splinter vs. Stalin
Segundo a revista Veja de 13 de julho de 2005, está praticando assédio moral o chefe que "dá instruções confusas e imprecisas; bloqueia o andamento do seu trabalho; atribui a você erros imaginários; ignora sua presença na frente dos outros; tenta forçá-lo a pedir demissão; impõe horários injustificados; fala mal de você ou espalha boatos a seu respeito; pede trabalhos falsamente urgentes; determina a execução de tarefas muito abaixo da atribuição de seu cargo; o isola (sic) da convivência com os colegas; retira seus instrumentos de trabalho; deixa de lhe passar tarefas; agride você de qualquer maneira; proíbe seus colegas de falar com você; manda a você cartas de advertência protocoladas".

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Meditação.

"A impressão que as pessoas têm é de que a gente desliga do resto, mas é o oposto: sentimos a presença de tudo, com todos os canais de percepção abertos, mas sem julgar. O importante é perceber que nossa vida está no lugar onde estamos e não naquele para onde vamos - ela está onde nossos pés estão." (Coen, monja budista, para a Vida Simples)
ZH - Qual o contrário do amor: ódio ou indiferença?

Carpinejar - Indiferença, que é a iniciação ao desprezo e arrogância. O ódio é um amor desorganizado, reprimido, infantil. A indiferença é a própria ausência de amor. Perde-se a vontade de se apaixonar pelo outro porque se perdeu antes a vontade de se apaixonar por si.

O Amor Esquece de Começar (Bertrand Brasil, 288 páginas, R$ 35), de Fabrício Carpinejar, é uma reunião de 113 crônicas sobre aspectos diferentes do amor, escritas na linguagem lírica de imagens inusitadas característica da poesia do autor. (Segundo Caderno)


Eu estou andando atrás de boas vozes femininas. Incentivado pela vocalista dos The Fiery Furnaces, Eleanor Friedberger. Juana Molina - folk/IDM - até que é interessante. Emiliana Torrini também, principalmente o disco trip hop. (Quem me indicou Emiliana Torrini?) Li sobre Rosie Thomas, mas não gostei quando ouvi. Agora tenho ótimas indicações da (canadense, Tony!) Neko Case, como essa capa de disco aqui em cima e aparência dela, ali embaixo - ela já recebeu convite da Playboy, mas não quis ser uma mulher que pousou e que por acaso canta.

Falam em alt-country e indie rock, ela já cantou com os New Pornographers, gravou versões de Loretta Lynn, Tom Waits, Buffy Sainte-Marie, Bob Dylan, Hank Williams e Neil Young e cita David Lynch e as trilhas sonoras do Angelo Badalamenti e do Neil Young para 'Dead man' como suas influências. "Neko Case é considerada uma das mais sensuais, divertidas e talentosas raparigas a fazerem música rock alternativa nos Estados Unidos", escreveu Ana Gandum, do site (português, Douglas!) Mondo Bizarre.



Estou baixando os discos mais bem cotados dela, 'Blacklisted' e 'Fox confessor brings the flood' - deste ano. Vamos ver. Ou melhor, ouvir. (Que final clichê jornalístico.)
Hoje, da manhã para a tarde, eu iniciei uma nova fase no meu trabalho. Coloquei a cabeça para fora da janela, e a fala das andorinhas combinou, de acaso, com a minha alma tornada leve. Mas, se eu tivesse sido cauteloso, se eu tivesse agido com medo, assim como a maioria esmagadora das pessoas, eu ainda estaria numa pior - e talvez nunca saísse dela. Muitas vezes o risco e alguma incomodação são necessários para o final feliz, e a franqueza e a integridade estão acima de tudo, até de uma eventual penalidade. Se concordam comigo, espalhem. Por favor.

domingo, 9 de abril de 2006

Bom filme. Faz pensar em questões importantes & é marcante - no inconsciente. E tem a Natalie Portman com o cabelo raspado e o simpático Stephen Fry. Uma coisa interessante é que o John Hurt, o protagonista oprimido do filme '1984', nesse 'V de vingança' é o oposto, é o Big Brother, o Alto Chanceler. Quadrinho do Alan Moore (DC Comics) roteirizado pelos irmãos que fizeram 'Matrix'.

A paixão é intensa e instante.

"Sabe aquela emoção que enche o peito, faz ferver o sangue, palpitar o coração? Aquele sentimento que dá vontade de sair dançando e cantando 'Singing in the rain' no meio da rua? Sabe? Pois é. Isso não é amor, não. Pode ser muita coisa boa, menos amor. Talvez seja paixão, desejo de se fundir no outro, surto emocional ou até mesmo uma mistura explosiva de tudo isso. Amor não é. Prefiro dizer isso logo de cara porque muita gente já confundiu esses sentimentos, e não são poucos os poetas, compositores, dramaturgos e cineastas que insistem em chamar de amor essa sensação embriagadora. O amor de verdade, no entanto, começa depois do The End e é menos atormentado e impulsivo. Em compensação, é mais forte e profundo.

"E, já que estamos limpando o terreno, é bom avisar também que amor de verdade é coisa rara e difícil de ser vivida. Mais: ele não acontece por acaso, nem de repente. E dá trabalho conquistar. (...) 'O amor é uma árdua conquista. A paixão, obra do acaso, brincadeira dos deuses', escreveu o psicanalista austríaco Erich Fromm, estudioso do assunto. Enfim, o amor é um sentimento cultivado com paciência, uma escolha que exige nossa participação ativa e consciente. Ele pode nascer da paixão, mas seguramente não possui a mesma natureza instantânea e efêmera. (...)

"Lembra aquele carrinho de rolimã que você adorava? Ele pode ajudar a entender o que é o amor - e o que não é. Durante horas, você colocava graxa nas rodinhas, lixava a madeira, colava adesivos, pintava faixas onde apoiava o peito, tudo para depois descer como um bólido no meio da rua, trepidando no asfalto, com aquele barulho ensurdecedor nos ouvidos, sentindo pela primeira vez na vida o gosto da velocidade.

"Naquela época, você poderia jurar que amava aquele carrinho de rolimã, que ele era a coisa mais importante da sua vida (as garotas menos aventureiras podem adaptar o exemplo para suas bonecas). Se dissesse que não saberia viver sem ele, estaria sendo sincero.

"Talvez você nunca tenha parado para pensar por que 'amava' tanto seu carrinho de rolimã. Mas a razão é bem simples: porque ele dava prazer. Ali estava Eros, o impulso em direção ao prazer, estimulando o 'amor' pelo inocente carrinho. É o mesmo impulso que, mais tarde, fez você se apaixonar por um hobby, uma profissão, uma motocicleta ou pela namorada ou namorado. Eros é o impulso para a vida. É ele que nos leva a fazer o que nos dá prazer uma, duas, três, quantas vezes for bom. Em outras palavras, Eros é o motorzinho que faz girar o mundo. Essa foi uma das maiores descobertas do doutor Sigmund Freud, que rebatizou o deus grego do amor de 'libido' e estudou seu efeito surpreendente no comportamento de homens, mulheres e crianças. Eros é a paixão, o desejo do prazer.

"Mas não o amor. 'De todas as concepções errôneas, a mais poderosa e insidiosa é aquela que afirma que paixão é sinônimo de amor - ou pelo menos uma das suas manifestações', diz outro expert desse tema, o médico psiquiatra americano M. Scott Peck, que escreveu o livro A Trilha Menos Percorrida, uma ode aos sentimentos cultivados no dia-a-dia, frutos da atenção e do cuidado. Ou seja, um livro sobre o amor.

"No estado erótico, ou paixão, é você quem interessa. Não importa tudo o que de belo e bom você possa fazer para quem está apaixonado. No fundo, você só está fazendo isso porque quer seu prazer - a qualquer custo. E porque não deseja se arriscar a perdê-lo. Seduzimos para garantir nosso prazer, diz Erich Fromm em A Arte de Amar.

"'É uma troca: o objeto da minha atenção deve ser desejável, sob o aspecto do seu valor social, e, ao mesmo tempo, desejar-me, levando em consideração minhas potencialidades e recursos expostos e ocultos', escreveu Fromm. Assim, segundo ele, duas pessoas se apaixonam quando sentem haver descoberto o melhor objeto disponível no mercado, considerando a limitação dos seus próprios valores cambiais.

"Em resumo, de acordo com o que sou e tenho é que vou medir o outro. Se ele for aprovado em relação ao que acho de mim mesmo e se eu não for muito medroso ('é muita areia para meu caminhãozinho'), sou sério candidato a me apaixonar. Ou, mais cruamente, a me sentir atraído por alguém capaz de satisfazer meus desejos. (...)" (Liane Alves/Vida Simples)

terça-feira, 4 de abril de 2006

Hoje à noite a Blanched participa das filmagens de 'Cão sem dono' (estrelado por Júlio Andrade e Tainá Müller), do diretor Beto Brant ('O invasor'), baseado no livro 'Até o dia em que o cão morreu', do Daniel Galera. Será uma cena em que uma banda está tocando no Beco.
"O artista deve ver tudo como se visse pela primeira vez. É preciso ver a vida inteira como quando se era criança, e a perda dessa possibilidade nos retira a de nos expressarmos de modo original, pessoal." (Henri Matisse)
"Não sei dizer quando me ocorreu a idéia de escrever minhas próprias canções. Eu não tinha produzido nada para definir o modo como me sentia a respeito do mundo que se comparasse a metade das letras de música folk que eu vinha cantando. Acho que isso acontece em etapas. Você não acorda um dia e simplesmente decide que precisa escrever canções, especialmente se você é um cantor que tem muitas delas e está aprendendo mais todos os dias. É preciso que apareçam oportunidades para que você converta algo - algo que existe em algo que ainda não existe. Esse pode ser o começo. Às vezes você apenas quer fazer as coisas do seu jeito, quer ver por si mesmo o que está por trás da cortina de névoa. Não é como se você visse canções se aproximando e as convidasse para entrar. Não é fácil assim. Você quer escrever canções que são maiores que a vida. Quer dizer algo sobre coisas estranhas que aconteceram com você, coisas estranhas que viu. Você tem que saber e compreender algo, e depois passar para o vernáculo." (DYLAN, Bob. Crônicas. Volume um. 2004.)
"A Andina é uma banda de guitarras densas e rasgantes em canções poéticas sobre o cotidiano, relações interpessoais, manchas de café e gotas de cor. Marcada por linhas melódicas catalisadoras/angustiantes, a banda faz música brasileira contemporânea em português com viagens sônicas garageiras dignas do lo-fi mais underground influenciadas por Sonic Youth, Velvet Underground, Pavement, Interpol e Los Hermanos. É formada por Tulio (vocal e guitarra), Daniel (guitarra), Mateus (baixo) e Rodrigo (bateria), que tocam juntos desde 2005, e estão na iminência de gravar seu primeiro EP." O show de estréia da banda será nesta quinta, no Garagem Hermética, junto com a Trasnmission.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

1.

hoje eu vi uma formiga carregando uma whiskas e um filhote de gato cinza obervando-a com os bigodes para frente

2.

hoje (voltando do ocidente) eu vi (na eça de queiroz) uma formiga (daquelas pretas e bundudas) carregando uma whiskas (com muito esforço) e um filhote de gato cinza (lindo e sujo) obervando-a com os bigodes para frente (pronto pra atacar)

(Ieve)
O Architecture In Helsinki só pretende lançar 'Give me back my brain', o sucessor do 'In case we die', sensacional disco do ano passado, no começo do ano que vem.

Ranking dos discos de 2006 até agora.

1. Will "Bonnie 'Prince' Billy" Oldham & Tortoise
2. Grandaddy
3. Black Heart Procession
4. The Fiery Furnaces
5. Built To Spill
6. Yeah Yeah Yeahs
7. Cat Power
8. Placebo
9. The Flaming Lips
10. Mogwai / The Strokes

E estou para ouvir o recém-baixado e bem-recomendado novo álbum dos The Essex Green, banda do selo Elephant 6.

domingo, 2 de abril de 2006

"Primeiro, é preciso entender como esses padrões são criados. Sim, criados. Os lábios e, ah, as curvas da Gisele Bündchen podem parecer universais, mas nossa admiração por sua figura magricela é um traço cultural. Em segundo lugar, beleza não é só aparência física. Pesquisas mostram que atitudes bacanas e traços positivos de personalidade, como bom humor, fazem com que as pessoas sejam percebidas como mais bonitas. Quem está ao seu redor passa a misturar as qualidades, borrando as fronteiras entre os atributos estéticos e os de personalidade. E isso não é conversa de auto-ajuda para os feiosos. Essa confusão de sentidos, que faz o risonho parecer bonito, tem nome científico: chama-se perda da objetividade." (Rogério Schlegel/Vida Simples)

As tais fronteiras não existem para mim.
O que é algo que praticamente ninguém entende.
Vida Simples é uma revista que a Manu descobriu, derivada da Superinteressante, ex-seção da "Super"; muito boa, filosófica, fala exatamente as coisas de que eu gosto e gostaria de espalhar, que está em sintonia com aquilo que eu acho que é a minha parte nas tentativas conscientes de melhorar o mundo - porque, inconscientemente, apenas fazendo as coisas da melhor forma possível, a gente acaba contribuindo para essa melhora. Certamente eu ainda vou colar muita coisa dessa revista aqui no meu blog (assim como isto aqui embaixo).
Cada um na sua
Quando você pensa primeiro em si mesmo e se cuida, cria melhores condições para ajudar os outros
por Eugênio Mussak
(Revista Vida Simples)

Dois homens inteligentes dialogam, e a conversa chega a um tema complexo: motivação. Um dos homens é Friedrich Nietzsche, o polêmico filósofo alemão, e o outro é Josef Breuer, famoso clínico vienense que foi professor de Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Nietzsche, um homem muito doente, quer saber por que o doutor Breuer insiste em cuidar dele apesar dos fracassos anteriores. Pergunta ao médico o que o motiva a continuar insistindo no tratamento.

- É uma questão simples, professor Nietzsche. A pessoa pratica sua profissão: um costureiro costura, um cozinheiro cozinha e um clínico clinica. Ganha-se a vida, pratica-se sua profissão, e minha profissão é servir, aliviar a dor.

Nietzsche não se dá por satisfeito com a resposta do médico, pois a considera muito simplista, e responde:

- Quando o senhor diz que um clínico clinica, um cozinheiro cozinha ou que a pessoa pratica sua profissão, isso não é motivação, é hábito. O senhor omitiu de sua resposta a consciência, a escolha e o auto-interesse.

Breuer absorve o choque e argumenta:

- Por que então o senhor filosofa? Não seria essa sua profissão?

- Mas eu não alego que filosofo para o senhor, e sim para mim mesmo, enquanto o senhor continua fingindo que sua motivação é servir-me, aliviar a minha dor. Disseque suas motivações mais profundamente e achará que jamais alguém fez algo totalmente para os outros. Todas as ações são autodirigidas, todo serviço é auto-serviço, todo amor é amor-próprio. Está surpreso? Talvez esteja pensando naqueles que ama. Cave mais profundamente e descobrirá que não os ama: ama, isso sim, as sensações agradáveis que tal amor produz em você. Ama o desejo e não o desejado!

Trata-se de um diálogo instigante. Ele é fictício, está no livro Quando Nietzsche Chorou (Editora Ediouro), de Irvin Yalom, professor de psiquiatria da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Os dois pensadores-personagens viveram na mesma época, porém nunca se encontraram. Mas o livro é baseado em idéias reais, considerando a filosofia de Nietzsche e os pensamentos de Breuer, que com Freud criou uma nova ciência. E aborda dois dos mais delicados temas do pensamento e do comportamento humanos: o que realmente motiva as pessoas e a questão do egoísmo como algo que pode ser positivo.

(...)

Há o egoísmo ético, aquele que justifica sua existência pela criação da base para o altruísmo, ainda que às vezes inconsciente. Em outras palavras, você terá mais sucesso na tentativa de ajudar o outro se tiver todas as condições para fazê-lo melhor, o que implica você estar bem, inteiro. Ou seja, antes de ajudar o próximo, ajude você mesmo. Se você estiver muito bem, terá mais o que dar ao outro.

. . . a importância de a pessoa se cuidar, exercer o direito de pensar primeiro em si mesma, não como uma manifestação de desprezo pelo outro, mas como exercício da responsabilidade. Cuidar-se tira do outro o peso de cuidar de mais um, além de aumentar a chance de colaborar com o conjunto, pois, afinal, você está bem.

Não, este artigo não é uma apologia ao egoísmo. É, antes, uma reflexão sobre a importância do autocuidado. É um alerta para a responsabilidade que temos, perante nós e perante os outros, de estarmos o melhor possível, em todos os sentidos. Acredite, os outros preferem sua companhia quando você está bem, vendendo saúde, transmitindo otimismo, demonstrando sucesso, transbordando felicidade.

Não se pode fazer outra pessoa feliz. Pode-se, sim, colaborar com ela na construção de sua própria felicidade. Não se dá o que é inalienável, inseparável, intransferível. Como posso dar aquilo que eu não possuo? Não possuo a felicidade, sou possuído por ela, e isso acontece quando cuido do ninho onde ela se acomoda. Esse ninho sou eu. E não há quem possa construí-lo por mim, mas sei que, quando ele é aconchegante e espaçoso o suficiente, acolhe alguém mais, que é atraído por seu conforto. Então posso compartilhar com o outro não a felicidade, mas o ninho que a atraiu, eu mesmo. (...)