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terça-feira, 4 de abril de 2006

"Não sei dizer quando me ocorreu a idéia de escrever minhas próprias canções. Eu não tinha produzido nada para definir o modo como me sentia a respeito do mundo que se comparasse a metade das letras de música folk que eu vinha cantando. Acho que isso acontece em etapas. Você não acorda um dia e simplesmente decide que precisa escrever canções, especialmente se você é um cantor que tem muitas delas e está aprendendo mais todos os dias. É preciso que apareçam oportunidades para que você converta algo - algo que existe em algo que ainda não existe. Esse pode ser o começo. Às vezes você apenas quer fazer as coisas do seu jeito, quer ver por si mesmo o que está por trás da cortina de névoa. Não é como se você visse canções se aproximando e as convidasse para entrar. Não é fácil assim. Você quer escrever canções que são maiores que a vida. Quer dizer algo sobre coisas estranhas que aconteceram com você, coisas estranhas que viu. Você tem que saber e compreender algo, e depois passar para o vernáculo." (DYLAN, Bob. Crônicas. Volume um. 2004.)

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