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quinta-feira, 31 de maio de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Faltam os laterais, um volante e um armador.

Seleção Brasileira Mano Menezes Fabiano Baldasso Oscar Neymar Ganso Damião........
"Um filme captura a nossa atenção no momento em que os personagens se deparam com alguma forma de adversidade, algum desafio. Quando algo 'dá errado', o filme fica interessante. Os personagens são obrigados a usar recursos que eles não sabiam que tinham, como força, criatividade ou coragem. Ou seu sofrimento começa a dissolver seu ego e eles descobrem a empatia e a compaixão. Ou eles passam a se alinhar com a vida e crescem aceitando as circunstâncias. Então, por que reclamamos quando na vida real as coisas 'dão errado' e nos deparamos com alguma adversidade? Não precisa ir atrás de uma, claro, mas, quando acontece, vamos ficar gratos. É isso que nos faz mais plenos de humanidade, se permitirmos." (Eckhart Tolle)
"Orlando da Hora é aquilo que chamamos, na imprensa, do empresário de um jogados só. Ele até representa outros atletas, mas nenhum de expressão parecida à do Nilmar. Não posso conceber que um jogador do nível de Nilmar só tenha jogado em clubes médios da europa: Lyon e Villareal. A primeira saída do Inter, em 2004, foi prematura. Se tivesse esperado seis meses, Nilmar já teria ido, naquele momento, para um clube de ponta da Europa. O que mais instiga e irrita é que, a todo momento, o empresário concede dezenas de entrevistas listando inúmeros clubes que estariam interessados no jogador. E, no fim, Nilmar fica no Brasil ou vai pra clube europeu de segunda linha." (Fabiano Baldasso)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Concordo com o Baldasso: Paulo Henrique Ganso tem carreira instável: são momentos maravilhosos [que eu aliás não cheguei a acompanhar] alternados com lesões e até mesmo falência técnica. Já recebeu a oportunidade em uma competição importante que foi a Copa América de 2011 e fracassou. Oscar tem características parecidas com as de Ganso: tem técnica apurada, inteligência, bom chute, visão. Talvez Oscar seja mais agudo, e me parece que ele tem algo que Ganso não possui: personalidade.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Regina Casé (Tatá Werneck), Grace Gianoukas (Marcelo Adnet), Bento Ribeiro (Comédia MTV), Narcisa Tamborindeguy (Dani Calabresa) e Sérgio Mallandro (Paulinho Vilhena).


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2)


3)


4)

domingo, 27 de maio de 2012

Segredos dos Testes de Desenho

Sarah White é a Naked Therapist, Terapeuta Pelada, que utiliza a nudez, sua e do paciente, como incentivadora da verdade, de confissões. A roupa pode ser retirada aos poucos ou já começar no chão. Dá para agendar consulta por webcam. O segundo encontro é presencial.
CHISTE - Imagine a seguinte situação: você está conversando com um grupo de amigos sobre um assunto qualquer. Em um dado momento um de seus amigos diz uma frase que, para você, foi engraçada. Mesmo consciente de que a frase não justificava o riso, você é atingido por uma onda cômica. Nesta circunstância você provavelmente fez um chiste. Quando ouvimos um comentário do qual achamos graça é porque damos a ele um sentido diferente daquele que realmente tem. A este processo psíquico, breve e prazeroso, denominamos chiste. Originada do alemão Witz, que significa “gracejo”, a palavra chiste é encontrada na obra de Freud, pai da psicanálise, que define o chiste como uma espécie de válvula de escape de nosso inconsciente, que o utiliza para dizer, em tom de brincadeira, aquilo que verdadeiramente pensa.
FÁCIL vem do latim "facilis" (fácil, factível). Sua raiz é o verbo latino "facere", significando "que se faz". Fácil.

sábado, 26 de maio de 2012

O psicólogo Carl Rogers considera que a criatividade é a tendência do homem para atualizar-se e concretizar suas potencialidades. Para isso, ele deve possuir três características:

1. abertura à experiência, a qual implica ausência de rigidez, uma tolerância à ambiguidade e permeabilidade maior aos conceitos, opiniões, percepções e hipóteses;

2. habilidade para viver o momento presente, com o máximo de adaptabilidade, organização contínua do self e da personalidade; 
3. confiança no organismo como um meio de alcançar o comportamento mais satisfatório em cada momento existencial.
Maslow considera a abertura à experiência uma característica da criatividade auto-realizadora. Já Rollo May identifica a criatividade como saúde emocional e expressão das pessoas normais no ato de se auto-realizar.


"A inteligência fluida refere-se às operações mentais que uma pessoa usa quando está defronte de tarefas novas que não podem ser executadas automaticamente. Estas operações mentais incluem o reconhecimento e formação de conceitos, a compreensão de implicações, resolução de problemas, extrapolação, e reorganização ou transformação de informações." (Flanagan e Ortiz)


A tendência corrente é associar a inteligência fluida a pelo menos sete  funções do executivo central, componente da memória de trabalho:

(a) manutenção do nível de ativação das representações mentais,
(b) coordenação de atividades mentais simultâneas,
(c) monitoramento e supervisão das atividades mentais,
(d) controle da atenção e atenção seletiva,
(e) ativação de informações da memória de longo prazo e
(e) redirecionamento de rotas ou flexibilidade adaptativa. (Ricardo Primi)

 
"O riso corrige o hábito na medida em que nos faz estranhá-lo. Ele rebaixa a aparente dignidade dos gestos mais solenes, denuncia o descompasso entre o automatismo do costume e o sujeito do inconsciente. É cômico aquele que age ignorando um aspecto de sua personalidade que, no entanto, manifesta-se em sua ação. (...) A comicidade, segundo Bergson, dirige-se à inteligência pura. É preciso produzir, intelectualmente, uma certa distância afetiva de uma situação, para se poder rir dela. O riso é incompatível com a emoção; é uma forma de crueldade diante de situações que, vistas por um ângulo afetivo, despertariam antes piedade. O riso é impiedoso. Ainda em Bergson, encontramos que toda seriedade advém de nossa liberdade. Os sentimentos que aprimoramos, as paixões que nutrimos, as ações por nós deliberadas, assentadas, executadas, enfim, o que vem de nós e o que é só nosso, isso é o que confere à vida seu aspecto às vezes dramático, geralmente grave. O que é preciso para transformar tudo isso em comédia? É preciso imaginar que a liberdade aparente encobre uma trama de cordões, e que somos neste mundo, como diz o poeta, pobres marionetes/ cujo fio está nas mãos da Necessidade." (Maria Rita Kehl, psicanalista)

Vamos todo mundo correr para comprar um carro só pra si, vamos paralisar o trânsito do país inteiro, vamos desumanizar a locomoção, vamos queimar petróleo e largar fumaça, vamos!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Damião, Giuliano, Sandro e Oscar [e Pato e Juan]: Seleção de ases.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bonita a foto da Kristen Stewart com o diretor Walter Salles na estreia de On The Road hoje no Festival de Cannes.

Rodrigo Minotauro, um exemplo de superação, caráter, amor, pai etc.
Vale muito a pena ver o cara abraçado ao buldogue "lambedor" dele.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

São Paulo na Segunda Divisão e Inter campeão. Esse é o espírito. Avante, tetracampeonato brasileiro!



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Revista Época - Comer carne é um instinto? Defensores do vegetarianismo afirmam que o homem está num estágio em que não precisa mais matar para comer.


Robert Winston - Provavelmente eles estão certos. Mas comemos carne por instinto. Gostamos de gordura e carboidratos porque, quando estávamos na savana, precisávamos deles como fonte de energia e para o desenvolvimento do cérebro. Houve um tempo em que esses alimentos eram escassos. Brigávamos por eles. Talvez seja isso que os tornem tão desejáveis. Hoje, esse instinto é uma desvantagem. Afinal, não precisamos mais de toda essa energia. É por isso que vivemos uma epidemia mundial de obesidade. Estamos gordos porque tudo o que gostamos de comer tem a ver com os instintos - e não com nossas necessidades.


Época - Quanto o instinto corresponde a nosso comportamento?

Winston - Mais do que imaginamos. No Brasil, há um fenômeno fascinante no trânsito: as pessoas querem acelerar quando o sinal está vermelho. É um exemplo clássico, principalmente entre os homens, da competitividade. É o mesmo instinto que nos permitia caçar quando estávamos na savana. O comportamento instintivo está presente na sociedade moderna em grande extensão. A razão pela qual eu e tantos europeus amamos o Brasil - já estive no país várias vezes - é, em parte, porque os instintos humanos aparecem crus, mais abertamente que em países como a Grã-Bretanha. A sociedade brasileira é menos inibida, e assim os instintos vêm com força, sobretudo no Carnaval. Nós, ingleses, não perdemos nossos instintos, mas os escondemos.
"Um homem que come carne por instinto é tão vegetariano quanto um homem que come vegetais por princípio. Afinal de contas a carne é transubstanciação do capim que o animal comeu." (Millôr Fernandes)
Em entrevista ao G1, Thiago Tavares, presidente da Safernet, organização não-governamental de defesa dos direitos humanos na rede, disse que as fotos da atriz Carolina Dieckmann, que vazaram na internet no dia 4 de maio, “nunca” poderão ser completamente eliminadas da rede. “Essas fotos já se perpetuaram na rede. Fizemos um levantamento que mediu a propagação em apenas um pedaço da internet, uma fatia da rede, que é a web”, contou Tavares. “Além disso, as imagens estão salvas em centenas de milhares de HDs. Não tem mais como voltar a ser privado.”



Thich Nhât Hanh:

No Ocidente, somos muito direcionados para os objetivos. Sabemos onde queremos ir e direcionamos nossas forças para chegar lá. Isso pode ser útil, mas muitas vezes nos esquecemos de apreciar também o caminho. (...) Muitas vezes dizemos a nós mesmos, "Não fique só aí sentado, faça alguma coisa!" Quando praticamos a plena consciência, porém, descobrimos algo inusitado. Descobrimos que o contrário pode ser ainda mais valioso: "Não fique aí fazendo alguma coisa. Sente-se!" Precisamos aprender a parar de vez em quando a fim de ver com nitidez. A princípio, "parar" pode parecer uma "resistência" à vida moderna, mas não se trata disso. "Parar" não é só uma reação; é um estilo de vida. A sobrevivência da humanidade depende de nossa capacidade de desacelerar. Temos mais de 50.000 bombas atômicas, e mesmo assim não conseguimos parar de fabricar mais. "Parar" não significa um basta ao que é negativo, mas também permitir que se realize uma cura positiva. É esse o propósito da nossa prática — não evitar a vida, mas experimentar e comprovar que a felicidade é possível agora e também no futuro. 
A base da felicidade é a plena consciência. A condição fundamental para ser feliz é ter a consciência de que se é feliz. Se não percebermos que estamos felizes, não estaremos realmente felizes. Quando estamos com dor de dente, nos damos conta de que não ter dor de dente é maravilhoso. Mas, mesmo assim, não nos sentimos felizes quando estamos sem dor de dente. Esquecemos o quanto é agradável não ter dor de dente. Há tantas coisas que são agradáveis, mas que não sabemos apreciar se não praticamos a plena consciência. Quando estamos com a mente alerta, valorizamos essas coisas e aprendemos a protegê-las.
Lindo: gaviões e falcões têm a missão de proteger voos [e outras aves] no Aeroporto Salgado Filho!

quarta-feira, 16 de maio de 2012


Douglas Dickel shared a link.
Hoje é o Dia do Automóvel. Parabéns a todos os automóveis do Brasil. O que seria do planeta e do ser humano sem vocês?

http://pt.wikipedia.org/wiki/13_de_maio
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Vidas compartilhadas

Os gêmeos xifópagos ou siameses são gêmeos monozigóticos unidos por alguma região do corpo. Os vários tipos diferentes de gêmeos xifópagos são classificados pela área onde a ligação está localizada:
  • Terata catadídimos se refere a gêmeos que são unidos pela parte inferior do corpo ou que podem aparentar dois corpos na parte superior e um corpo na parte inferior.
    • Pigópagos, de costas, unidos pelas nádegas (cerca de 19%)
    • Isquiópagos, unidos pela região pélvica (cerca de 6%)
    • Dicéfalos, um corpo com duas cabeças separadas
    • Diprosopos, um único corpo e uma única cabeça, mas com dois rostos
  • Terata anadídimos se refere a gêmeos com um único corpo superior com uma metade inferior dupla ou a gêmeos que estão unidos por uma única parte do corpo.
    • Cefalópagos, unidos pela cabeça (cerca de 2%)
    • Sincéfalos, unidos pela região facial
    • Cefalotoracópagos, unidos pela região facial e pelo tórax
    • Dípigos, um corpo superior com dois corpos inferiores, incluindo o abdômen, a pélvis e as pernas

  • Terata anacatadídimos se refere a gêmeos unidos por alguma parte ao longo da metade do corpo.
    • Toracópagos, unidos pelo tórax, podem compartilhar um único coração ou ter alguma ligação cardíaca; alguns órgãos na região abdominal podem ser malformados (cerca de 40%)
    • Onfalópagos, unidos pelo tórax (cerca de 33%)
    • Raquípagos, de costas, unidos ao longo da espinha acima da pélvis
Também há outras formas de gêmeos xifópagos. A formação de gêmeos parasitas é quando um dos gêmeos xifópagos é muito menor e talvez não esteja totalmente formado ou desenvolvido quanto o gêmeo maior. Em casos raros, isso acarreta membros localizados em áreas estranhas do corpo do gêmeo. Por exemplo, o que aparenta ser o nascimento de um único feto se apresenta com um braço unido às costas ou uma perna extra conectada à região do quadril.
"Deixa de ser bobo, todo mundo faz. Esta é a frase mais usada para justificar o comportamento ilícito. Dentro dela estão embutidas práticas como a do médico que solicita um “por fora” argumentando que a remuneração do plano de saúde não é satisfatória; do empresário que molha a mão do pessoal que libera carga na alfândega; do pai de família que trabalha sem carteira assinada e do empregador que contrata o pai de família; do vendedor que dá uma comissão ao comprador para fechar negócio; do comerciante que compra e vende com nota fria para tributar menos ou sonegar; do consumidor que compra produto pirata; da sacoleira que trabalha no mercado informal para sustentar quatro filhos; e assim por diante, numa lista interminável de comportamentos assimilados como naturais." (Ed René Kivitz)
"Eu sei, mas não devia", de Marina Colasanti, recitado por Antônio Abujamra no programa Provocações.

A Lady Gaga passa 24 horas todos os dias pensando em como passar algo positivo, questionador e transformador.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Globoesporte.com e a revista Monet fizeram uma enquete sobre o favorito para o Brasileirão 2012 com os jogadores de América-RN, Atlético-GO, Atlético-MG, Atlético-PR, Barueri, Boa Esporte, Botafogo, Bragatino, Ceará, Corinthians, Criciúma, Flamengo, Fluminense, Goiás, Guarani, Guaratinguetá, Náutico, Ponte Preta, Portuguesa, Santos, São Caetano, São Paulo e Sport.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Texto maravilhoso do monge budista Sangharakshita (QUASE na íntegra):



1. Consciência das coisas

Por que nossa concentração é tão fraca? Por que estamos presentes de modo parcial? Nossa concentração é fraca porque não temos continuidade de propósito. Não há nenhum objetivo que tenha precedência ou superioridade, e que permaneça inalterado em meio a todas as coisas diferentes que fazemos. Passamos de uma coisa para outra, de um desejo para outro, o tempo todo.

Por não haver continuidade de propósito, por não estarmos concentrados em uma coisa principal o tempo todo, não temos individualidade real. Somos uma sucessão de diferentes pessoas, todas elas um tanto inacabadas, ou embrionárias. Não há nenhum crescimento regular, nenhum desenvolvimento regular, nenhuma evolução verdadeira. (...)

Na maior parte do tempo estamos apenas vagamente cientes das coisas à nossa volta, e não temos mais do que uma consciência periférica delas. Não estamos realmente conscientes do ambiente que nos cerca, não estamos realmente conscientes da natureza, do cosmos, e o motivo para isso é que raramente ou nunca realmente paramos para vê-los. Quantos minutos por dia- para não falar em horas- passamos apenas olhando para uma coisa? Provavelmente não passamos nem mesmo segundos deste modo, e a razão que geralmente damos é que não temos tempo.

Esta é talvez uma das maiores acusações que poderia ser feita à civilização moderna - a de que não temos tempo para parar e olhar para nada. Podemos passar por uma árvore a caminho do trabalho, mas não temos tempo de olhar para ela, ou mesmo olhar para coisas menos românticas tais como muros, casas e cercas. Isto nos faz pensar acerca do valor desta vida e civilização modernas, uma vez que não sobra tempo para olhar para as coisas.

O fato de não termos tempo para parar e olhar é algo que merece ser lembrado. Contudo, mesmo quando temos tempo de parar e olhar, e tentar ficar conscientes, nós quase nunca vemos as coisas em si mesmas. O que geralmente vemos é nossa própria subjetividade projetada. Nós olhamos para alguma coisa, mas a vemos através do véu, da cortina, da névoa, da bruma de nosso próprio condicionamento mental.

Há alguns anos atrás, em Kalimpong (norte da Índia), saí para caminhar com um amigo nepalês, e tivemos a sorte de parar ao pé de um magnífico pinheiro. À medida que eu olhava para o tronco uniforme e a massa de folhagem verde-escura, não pude deixar de exclamar: "Ora, mas que beleza de árvore!" Meu amigo nepalês, que estava parado a meu lado, disse: "Ah, sim, é uma bela árvore. Há lenha suficiente aqui para o inverno inteiro." Ele não viu a árvore em absoluto. Tudo que ele viu foi uma certa quantidade de lenha. A maioria de nós olha para o mundo das coisas materiais exatamente deste modo, e esta é uma atitude da qual devemos nos desfazer. Temos que aprender a olhar para as coisas em si mesmas, por consideração a elas, um olhar não contaminado por nenhum traço de subjetividade, preferência pessoal ou desejo.


2. Consciência de si próprio


(a) Consciência do corpo e de seus movimentos

Nos sutras o Buda encoraja seus discípulos a estarem constantemente conscientes do corpo e seus movimentos. Deve-se estar consciente quando se anda, se senta, está-se em pé, ou deitado. Deve-se estar consciente da posição das mãos e dos pés, dos próprios movimentos, dos próprios gestos, e assim por diante. Segundo este ensinamento, não podemos, se estivermos conscientes, fazer nada de uma maneira apressada, confusa ou caótica. Temos um exemplo maravilhoso disto no que é conhecido como a cerimônia japonesa do chá. Aparentemente, a cerimônia japonesa do chá gira em torno de um ato muito comum, que fazemos todos os dias: preparar e tomar uma xícara de chá. Isto é algo que todos fizemos centenas e milhares de vezes. Mas como fazem isso no Japão? Lá isto é feito de um modo bem diferente, porque é feito com consciência.

Com consciência, a água é despejada na chaleira. Com consciência, a chaleira é posta no fogão de lenha. Com consciência, a pessoa senta e espera a água ferver, ouvindo o chiado e o borbulhar da água, e observando o tremular das chamas. Finalmente, com consciência a pessoa despeja a água fervente no bule de chá, e com consciência ela serve o chá, oferece-o e o toma, o tempo todo observando completo silêncio.Todo o ato é um exercício de consciência. Ele representa a aplicação da consciência aos afazeres da vida diária. Esta atitude deveria ser introduzida em todas as nossas atividades. Todas deveriam ser conduzidas com o mesmo princípio que o da cerimônia japonesa do chá; tudo deveria ser feito com atenção consciente e consciência, e portanto com calma, quietude, e beleza, bem como com dignidade, harmonia e paz.


(b) Consciência dos sentimentos

Em primeiro lugar, a consciência dos sentimentos significa sabermos se estamos felizes, se estamos tristes, ou se estamos em um estado neutro intermediário, entediados e sem brilho. Ao tornar-nos mais conscientes de nossa vida emocional, vamos descobrir que os estados emocionais inábeis - aqueles ligados a anseio, ódio ou medo - tenderão a ser resolvidos; ao passo que os estados emocionais hábeis - aqueles relacionados ao amor, paz, compaixão e alegria - tenderão a ser refinados.


(c) Consciência dos pensamentos

Se repentinamente nos perguntarem: "O que você está pensando neste momento?" a maioria das pessoas teria que confessar que não sabe. Isto é porque geralmente não estamos realmente pensando; apenas permitimos que os pensamentos perambulem pela mente. Não temos uma consciência clara dos pensamentos, estamos apenas vagamente conscientes deles de uma maneira nebulosa e indefinida. Não há um pensamento dirigido. Não tomamos a decisão de pensar sobre alguma coisa de forma deliberada. As ideias circulam em nossa mente de um modo vago, solto e confuso. Elas entram e elas saem, às vezes apenas em círculos, ou revolvendo-se, e dando voltas e voltas dentro da mente.

Portanto, temos que aprender a observar de momento a momento, para ver de onde vêm os pensamentos e para onde eles vão. Se fizermos isso, descobriremos que o fluxo dos pensamentos será reduzido, e que a tagarelice mental incessante irá parar. Finalmente, se persistirmos com esta consciência dos pensamentos por tempo suficiente, a mente irá se tornar, em certos instantes - certos momentos máximos da prática de meditação - completamente silenciosa. Todos os pensamentos discursivos, todas as ideias e conceitos, serão eliminados, e a mente permanecerá silenciosa e vazia, mas ao mesmo tempo plena. Este silêncio ou vazio da mente é muito mais difícil de conseguir, ou de experimentar, do que o mero silêncio da língua; mas é neste ponto, quando como resultado do estado consciente a mente se torna silenciosa e os pensamentos desaparecem, deixando apenas a consciência clara e pura, que a meditação verdadeira começa.

Estes três tipos de consciência de si próprio - consciência do corpo e de seus movimentos, consciência dos sentimentos e emoções, e consciência dos pensamentos - deveriam ser praticados o tempo todo, seja o que for que estivermos fazendo. Durante o dia todo e até mesmo - com prática, à noite - mesmo no meio dos sonhos - deveríamos continuar a estar conscientes. Se estamos conscientes deste modo o tempo todo: conscientes de como o nosso corpo se coloca, como abaixamos o pé ou levantamos o braço; conscientes do que estamos dizendo; conscientes de nossos sentimentos, se felizes, tristes ou neutros; e conscientes do que estamos pensando, e se este pensamento é dirigido ou não dirigido - se estivermos conscientes deste modo o tempo todo, mesmo durante nossa vida inteira se possível, iremos verificar que gradual e imperceptivelmente e, não obstante, com certeza, esta consciência irá transmutar e transformar todo nosso ser, todo o nosso caráter. Psicologicamente falando, a consciência é o agente transformador mais poderoso que conhecemos. Se aplicarmos calor à água, a água será transformada em vapor. Do mesmo modo, se aplicarmos consciência a qualquer conteúdo psíquico, este será refinado e sublimado.


3. Consciência das pessoas

Se estamos de algum modo conscientes em relação às pessoas, geralmente estamos conscientes delas não como seres humanos, mas como coisas ou objetos "lá fora". Em outras palavras, estamos conscientes delas enquanto corpos físicos colidindo contra nossos corpos físicos. Esta maneira de estar consciente de outras pessoas não é suficiente. Devemos tornar-nos conscientes delas enquanto pessoas.

Como isto é feito? Como podemos tornar-nos conscientes de outra pessoa enquanto pessoa? Em primeiro lugar, obviamente, devemos olhar para elas. Isto soa simples, mas na verdade é muito difícil. Quando eu digo "olhar para elas" não quero dizer olhar fixamente ou encarar. Não devemos fixar nelas um olhar hipnótico. Devemos só olhar - e isto não é tão fácil quanto parece. Eu não estaria exagerando se dissesse que algumas pessoas nunca realmente olharam para uma outra pessoa, ao passo que algumas nunca foram realmente olhadas. É, de fato, possível passar uma vida inteira sem olhar para outra pessoa nem ser olhada por ela; e se não olharmos para outras pessoas não podemos ficar conscientes delas.


4. Consciência da Realidade

A conciência da Realidade não significa pensar sobre a Realidade; não significa nem mesmo pensar sobre estar consciente da Realidade. O melhor modo de descrevê-lo é dizer que a consciência da Realidade é uma contemplação direta, não discursiva. Ela tem, obviamente, muitas formas, das quais mencionarei uma ou duas.

A consciência da Realidade é o nível de consciência mais difícil de manter entre todos. Por causa disso, vários métodos foram desenvolvidos para ajudar-nos a manter uma constante recordação ou consciência da Realidade, do Fundamento, do Transcendente. Um destes é a repetição constante de um mantra - uma palavra ou sílaba sagrada, ou conjunto de sílabas, que tem ligação, geralmente, com um Buda ou Bodisatva em particular. A repetição constante deste mantra - obviamente depois que a pessoa já foi devidamente iniciada- não apenas a coloca em contato com o que ele representa, mas a mantém nesse contato em meio a todas as vicissitudes, todos os altos e baixos, e mesmo todos os sofrimentos e tragédias da vida diária. Finalmente, esta repetição torna-se espontânea (não automática), jorrando todo o tempo, mesmo independentemente da vontade pessoal, de modo que um fio tênue de contato com a Realidade é mantido, mesmo no meio de todas as diversões e deveres, das responsabilidades e provações, e dos prazeres também, da existência humana comum.

Estes são os quatro níveis principais de consciência: a consciência das coisas, a consciência de si próprio, a consciência das pessoas e, cima de tudo, a consciência da Realidade. Cada um deles tem seu efeito característico na pessoa que o pratica. Através da consciência das coisas, como elas realmente são, tornamo-nos livres da mácula da subjetividade. A consciência de si próprio refina nossa energia psicofísica. A consciência das pessoas estimula. Finalmente, a consciência da Realidade transmuta, transfigura e transforma.