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sábado, 26 de maio de 2012

O psicólogo Carl Rogers considera que a criatividade é a tendência do homem para atualizar-se e concretizar suas potencialidades. Para isso, ele deve possuir três características:

1. abertura à experiência, a qual implica ausência de rigidez, uma tolerância à ambiguidade e permeabilidade maior aos conceitos, opiniões, percepções e hipóteses;

2. habilidade para viver o momento presente, com o máximo de adaptabilidade, organização contínua do self e da personalidade; 
3. confiança no organismo como um meio de alcançar o comportamento mais satisfatório em cada momento existencial.
Maslow considera a abertura à experiência uma característica da criatividade auto-realizadora. Já Rollo May identifica a criatividade como saúde emocional e expressão das pessoas normais no ato de se auto-realizar.


"A inteligência fluida refere-se às operações mentais que uma pessoa usa quando está defronte de tarefas novas que não podem ser executadas automaticamente. Estas operações mentais incluem o reconhecimento e formação de conceitos, a compreensão de implicações, resolução de problemas, extrapolação, e reorganização ou transformação de informações." (Flanagan e Ortiz)


A tendência corrente é associar a inteligência fluida a pelo menos sete  funções do executivo central, componente da memória de trabalho:

(a) manutenção do nível de ativação das representações mentais,
(b) coordenação de atividades mentais simultâneas,
(c) monitoramento e supervisão das atividades mentais,
(d) controle da atenção e atenção seletiva,
(e) ativação de informações da memória de longo prazo e
(e) redirecionamento de rotas ou flexibilidade adaptativa. (Ricardo Primi)

 
"O riso corrige o hábito na medida em que nos faz estranhá-lo. Ele rebaixa a aparente dignidade dos gestos mais solenes, denuncia o descompasso entre o automatismo do costume e o sujeito do inconsciente. É cômico aquele que age ignorando um aspecto de sua personalidade que, no entanto, manifesta-se em sua ação. (...) A comicidade, segundo Bergson, dirige-se à inteligência pura. É preciso produzir, intelectualmente, uma certa distância afetiva de uma situação, para se poder rir dela. O riso é incompatível com a emoção; é uma forma de crueldade diante de situações que, vistas por um ângulo afetivo, despertariam antes piedade. O riso é impiedoso. Ainda em Bergson, encontramos que toda seriedade advém de nossa liberdade. Os sentimentos que aprimoramos, as paixões que nutrimos, as ações por nós deliberadas, assentadas, executadas, enfim, o que vem de nós e o que é só nosso, isso é o que confere à vida seu aspecto às vezes dramático, geralmente grave. O que é preciso para transformar tudo isso em comédia? É preciso imaginar que a liberdade aparente encobre uma trama de cordões, e que somos neste mundo, como diz o poeta, pobres marionetes/ cujo fio está nas mãos da Necessidade." (Maria Rita Kehl, psicanalista)

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