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quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Três noites de shows do Coletivo Antena - Cine Victória, editH10Sdat, input_output, Rodrigo Avellar. Com participação do projeto Pan&Tone.

Dia 8, sexta-feira, 20 horas: Cine Victória, Rodrigo Avellar, input_output.
Dia 9, sábado, 20 horas: editH10Sdat, input_output.
Dia 10, domingo, 20 horas: Cine Victória, editH10Sdat, Rodrigo Avellar, Pan&Tone.

Teatro de Arena - Alto da escadaria do viaduto da Av. Borges de Medeiros
Ingresso a R$ 10 no local e a R$ 3 antecipado, com os artistas.

www.nemo.com.br



Coletivo Antena se apresenta no Teatro de Arena em 8, 9 e 10 de dezembro
Espetáculo celebra a colaboração e tem participação de cinco artistas de ruído porto-alegrenses.

O coletivo Antena se apresenta nos próximos dias 8, 9 e 10 de dezembro - sexta, sábado e domingo - no Teatro de Arena (Avenida Borges, 835, escadaria do viaduto), às 20h. O espetáculo adianta a comemoração de dois anos do coletivo e tem participação de todos seus membros residentes em Porto Alegre.

Formado em janeiro de 2005 por um grupo de artistas que trabalham com música eletroacústica, o coletivo Antena conta hoje com a participação de artistas em 10 cidades de 8 estados brasileiros, além de Santiago do Chile, Buenos Aires, La Plata, Lima, Nova York, Milão e Graz (Áustria).

O espetáculo terá apresentação dos quatro participantes do Antena residentes em Porto Alegre - Guilherme Darisbo (com seu projeto chamado Cine Victória), Gustavo Bode Mucillo (com seu projeto editH10Sdat), Douglas Dickel (com seu projeto input_output), Rodrigo Avellar (pesquisador do Centro de Música Eletrônica da UFRGS), além do convidado Cristiano Rosa (com seu projeto Pan&Tone).

O Cine Victória é projeto solo de Guilherme Darisbo. Parte da idéia de retrabalhar o som, testar novas estruturas para alcançar novos modos de construção musical. Para apresentações ao vivo, o Cine Victória desenvolveu a técnica de manipulação de trilhas complementares, utilizando um porta-estúdio analógico como instrumento. Essa linha de trabalho é resultado da formação do guitarrista gaúcho Guilherme Darisbo, em que entram um interesse precoce por tecnologia e computadores, formação musical que inclui estudo de piano, violão e harmonia, somado à sua militância pelo copyleft no coletivo Re:combo.

Gustavo Bode Muccillo é um escultor de ruídos, assinando como editH10Sdat sua investida nos recortes mínimos do som, pedaços praticamente inaudíveis que, repetidos e ordenados, se reconstroem. Microsound. Gustavo Bode capta e captura todo o universo sonoro ao seu redor - ruídos da rua, televisão, pessoas falando, eletrodomésticos, o que estiver ao alcance. Todo e qualquer som é submetido a tratamento - modificado até que o novo e inusitado apareça. Testando os limites da estrutura da música, mudando suas direções.

input_output, projeto eletrônico de Douglas Dickel, já conhecido por seu trabalho nos grupos Blanched e Pelicano, além de suas atividades paralelas com poesia e fotografia. O projeto input_output lançou ano passado seu primeiro CD, "Eu contenho todos os meus anos dentro de mim", com distribuição nacional pelo selo paulista Peligro Discos. Ao vivo, Dickel tem o reforço dos amigos Felipe Félix de Oliveira, Renan Stiegemeier e Mateus D'Almeida, além de instrumentos inusitados como um aspirador de pó e um megafone.

Rodrigo Avellar, também guitarrista por formação, é integrante do Centro de Música Eletrônica da UFRGS, onde realiza pesquisas em música eletroacústica computacional. Atualmente desenvolve a disciplina "Música e Tecnologia" dos cursos de Pró-Licenciatura no Brasil, do programa de educação à distancia do MEC. Tem apresentado suas composições acadêmicas em diversos concertos no Museu da Universidade, no Auditorium Tasso Corrêa do Instituto de Artes da UFRGS, na Rádio da UFRGS e em Feiras de Iniciação Científica.

Cristiano Rosa assina como Pan&Tone seu projeto de "circuit bending", técnica onde são realizados pequenos curto-circuitos em equipamentos sonoros que geram padrões aleatórios e, quando utilizado com investigação e método, pode produzir resultados maravilhosos, nunca previstos pelos criadores do dispositivo manipulado.

Mais sobre o coletivo Antena

Antena é o nome adotado por um coletivo de artistas que trabalham com música eletroacústica, nos estilos noise, drone, ambient e IDM. O coletivo Antena está mapeando, divulgando e promovendo a produção de música eletroacústica no Brasil e América Latina, com intercâmbio constante entre os participantes, apresentações ao vivo ou transmitidas pela internet, e lançamentos de discos virtuais.

Formado em janeiro de 2005 em Porto Alegre, mantém um cronograma constante de lançamento de discos virtuais, em formatos digitais como .MP3 e .OGG, com os discos em versão integral para download livre, com todas as músicas e capas para impressão, sempre através de licenças do modelo Creative Commons.
Clon - Jorge Castro
O selo Desetxea lançou "El Mar", do Clon, projeto de Jorge Castro (Cornucopia) para download livre. Uma única faixa drone, com mais de quatro horas de duração. :)

Download em http://www.mattin.org/desetxea.html
Publicado por Antena

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Gosto de ouvir
antes de dormir
Johnny Cash 'Hurt' &
dEUS 'Bad timing'.
Encontrei em e-mails velhos esta fonte de downloads. De nome conhecido, só Deerhoof. Estou baixando Tumble Cat Poof Poofy Poof, só por causa do nome. Se alguém explorar o manancial, por favor, repasse os comentários para mim.

***

E viva a endorfina! Hoje eu joguei futebol de salão, depois de 14 anos; vou jogar todas as terças com pessoas da PGE e ex-PGE. Talvez na segunda semana de dezembro eu também seja ex-PGE. Entrarei de férias nesta sexta-feira. E acabaram de chegar os meus fones novos, caixa do Submarino, para colocar as mãos à obra no Cubase e etc. Estou feliz e deliciosamente cansado - e apaixonado, sim; gostei dos comentários, Munir. No jogo, fiz um gol nos 60 minutos, chutei a gol e a bola bateu no zagueiro e entrou.

***

Em tempo, sobre "aquele que fala que leva não leva", lembrei-me daquela quote de que eu gosto muito, do filme 'Spider': "quanto mais roupa, menos homem". Quanto mais a pessoa fala (comunica quem ela é) por intermédio da roupa e do visual em geral, menos recheio ela tem. Quanto mais cool, menos real soul. Aqueles que são mais homens e aquelas que são mais mulheres contêm sua força dentro de si. Aqueles e aquelas que o são menos, precisam dessas armaduras medievais fashion para protegerem seus corpos ocos em meio à selva social.

***

Havia tempo que eu não fazia posts múltiplos com trechos separados por três asteriscos. Boa noite.


Miranda July em Porto Alegre! Não, ela não vem pessoalmente, embora haja um "boato" de que sim. O Bernardo, coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura garantiu que infelizmente ela não vem, "a menos que nos faça uma surpresa". Não custa nada ficar atento e esperançoso. De qualquer forma, serão cinco vídeos e mais um que documenta o projeto que eu já indiquei aqui, o Learningtoloveyoumore.



O que: Miranda July (instalação/audiovisual)
Quando: de 30/11 a 30/12 - de terça a domingo
Horário: das 14h às 20h
Quanto: gratuito
Onde: Galeria de Arte do DMAE (Rua 24 de Outubro, 200)

Uma mostra com os vídeos da videoartista e cineasta americana Miranda July será inaugurada nos jardins do DMAE (Av. 24 de Outubro, 200) dia 30 de novembro, às 19h30, em promoção da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura. A mostra inclui os vídeos Atlanta (1996), The Amateurist (1998), Nest of Tens (1999), Getting Stronger Every Day (2001) e Haysha Royko (2003). O trabalho da artista inclui filmes, performances, gravações e combinações de todas essas expressões artísticas. Seus curta-metragens vêm sendo exibidos internacionalmente em locais como o MOMA (Museu de Arte Moderna) e o Museu Guggenheim de Nova York. Os ví­deos serão exibidos em uma instalação criada pelo arquiteto Cláudio Resmini, que reproduz, em tamanho gigante, tradicionais monóculos fotográficos. A obra interativa learningtoloveyoumore.com estará em exibição em um monitor localizado na Galeria do DMAE. As exibições acontecem de terça a domingo, das 14 às 20 horas, até o dia 30 de dezembro. A entrada é franca. (Fonte: SMC/Prefeitura de Porto Alegre)


PROGRAMAÇÃO

Haysha Royko (2003, 4 minutos)

Filmado no Aeroporto Internacional de Portland. Três pessoas estão sentadas, indiferentes, em cadeiras de um aeroporto, enquanto suas auras de cores diversas, ou algo muito parecido com auras, mudam de forma, se sobrepõem e competem.

The Amateurist (1998, 14 minutos)

Um breve, cativante vídeo sobre vigilância, identidade, observar e ser observado, The Amateurist transita entre horror e sátira, criando um retrato inquietante de uma mulher à beira de uma loucura gerada pela tecnologia.

Nest of Tens (1999, 27 minutos)

Quatro histórias paralelas que mostram métodos de controle comuns ainda que pessoais. Esses sistemas são obtidos de fontes intuitivas. Crianças e adultos retardados operam painéis de controle feitos de papel, listas, monstros e seus próprios corpos.

Getting Stronger Every Day (2001, 7 minutos)

Há dois filmes que vi na TV sobre meninos que foram tirados de suas famílias e retornaram a elas alguns anos depois. Um dos meninos viveu numa divertida espaçonave por anos e, o outro, foi raptado e molestado. Esses meninos nunca mais foram os mesmos e simplesmente não conseguiram se reintegrar à família. Vi esses filmes quando era pequena. Costumava descrevê-los para as pessoas, sempre os dois juntos. Eles são como versões comédia e tragédia da mesma história, uma história comumente espiritual. Getting Stronger Every Day mostra os contos destes meninos, mas como objetos místicos colocados na realidade do homem contador de histórias.

Atlanta (1996, 10 minutos)

Uma nadadora olímpica de 12 anos e sua mãe (ambas interpretadas por July) falam ao público a respeito da "busca pelo ouro".
"Aquele que fala que leva não leva, e aquele que leva, se leva, não diz." (Jader Moreci Teixeira, o Leonardo - aquele de 'Céu, sol, sul'. O trecho é da música 'Gaudério aprendiz' e fala sobre os caras que dizem que comem todas, mas também se pode aplicar aos caras que, em geral, tentam passar uma imagem de si muito além do que eles realmente são, ou tentam vender a sua arte com um amontoado de palavras inúteis, em vez de com as próprias obras suas.)

segunda-feira, 27 de novembro de 2006



Momento registrado após o show de circuit bending do Pan&tone (a.k.a. Crosa), sexta-feira. Da esquerda para a direita: Marcelo Birck e esposa, Guilherme Darisbo (a.k.a. Senhor Antena), eu e Crosa (a.k.a. Cristiano Rosa). Aliás, o Crosa está confeccionando um brinquedinho para o input_output, uma placa de cobre que "geme" de acordo com os níveis de contato e de pressão da mão e dos dedos sobre ela. A propósito, esse show do Crosa e a instalação das caixas do Club D'Essai fizeram parte da ocupação que o coletivo In_versor fez do Goethe Institut.

sábado, 25 de novembro de 2006

O que vocês acham que eu devo fazer? Eu devo abrir a caixa ou não? Vejam detalhes da minha dúvida abaixo.


[douglasdickel] diz:
ontem eu fui no show dum cara que faz "circuit bending"

[douglasdickel] diz:
já ouviu falar?

gabi diz:
não, o qu e é

gabi diz:
?

[douglasdickel] diz:
ele abre coisas eletrônicas, um rádio por exemplo, e fica ligando circuitos aletoriamente, na hora, então o resultado também é inesperado - e único

gabi diz:
caramba, queria ver isso!

gabi diz:
tem link?

[douglasdickel] diz:
ele ficou de construir um brinquedo pra mim

[douglasdickel] diz:
www.panetone.org

[douglasdickel] diz:
prometeu ficar pronto até o show do dia 8

[douglasdickel] diz:
o show foi no goethe institut, onde eu e a tunnie nos conhecemos

[douglasdickel] diz:
tá tendo um evento chamado multiplex lá, tipo uma minibienal alternativa

[douglasdickel] diz:
aí chega a parte que eu queria te contar

[douglasdickel] diz:
no subsolo tem uma instalação (?) chamada objetos de estimação/coleções particulares

[douglasdickel] diz:
umas caixas lacradas e sobrepostas num canto, iluminadas por uns spots colocados no chão

[douglasdickel] diz:
isso num espaço quadrado, cercado por cortinas translúcidas

[douglasdickel] diz:
no lado de fora tem um púlpito com as instruções: você pode levar qualquer objeto deste espaço das 19h às 23h, com autorização da portaria do goethe

[douglasdickel] diz:
então eu trouxe uma caixa, mas ainda não abri!

gabi diz:
caramba!

gabi diz:
que massa

gabi diz:
eu não respeitava instalações, mas depois que eu senti a dificuldade de fazer uma...

[douglasdickel] diz:
estou em dúvida se quero conhecer o objeto ou deixá-lo multi-significante pra sempre


A minha dúvida surgiu quando, com a caixa no ônibus, comentei com o Darisbo "E se eu nunca abrir a caixa?". Eu extrapolaria as possibilidades imaginadas pelo Club D'Essai, autor da instalação. E o Darisbo respondeu "E a caixa podia ser um ponto turístico da tua casa". E ele também me resumiu uma fábula sobre um vaso. Um cara tinha um vaso e ele foi incumbido de saber o segredo daquele objeto. Passou por várias situações e não conseguia descobrir que vaso era aquele afinal. Lá pelas tantas, foi visitar um guru e lhe perguntou se ele sabia que vaso era. O guru pegou o vaso, olhou, manuseou, disse que sabia e o jogou no chão com toda a força, quebrando-o. "Eu sei o que esse vaso era. Mas agora ele não vai mais ser para ti exatamente aquilo que ele era, mas tudo aquilo que ele nunca foi."


( ) abro
( ) não abro nunca


Se bem que acabo de ler o seguinte e-mail:


Date: Sat, 25 Nov 2006 08:57:42 -0200 (BRDT)
Subject: objetos de estimação/coleções particulares
From: contato@clubdessai.com



A consciência do que se busca... a quem interessa?

E a consciência do que é encontrado?

A posse inconsciente de algo sim, interessa. Então, temos
implicações...

E para isso, celebremos!


Domingo, dia 26 de novembro, pontualmente às 16h.
Teatro do Instituto Goethe, Rua 24 de outubro nº 112.

Privado.







Presença indispensável para continuidade e futuros desdobramentos do
trabalho.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Assim como tem um subgênero do rock chamado pós-rock, existe um subgênero do folk chamado anti-folk, que, mesmo que o termo pareça negar o folk, refere-se, ainda, a folk. Segundo o AMG (vide link), seria um folk com a tosqueira e as idéias do punk. Enquadram-se nesse subgênero Joanna Newsom, CocoRosie e, quem eu descobri ontem, Kimya Dawson. Ela formava com Adam Green os The Moldy Peaches (foto), banda comparada ao Beat Happening do Calvin Johnson, pela tosqueira e por ser um duo. Dois discos da Kimya, aliás, foram lançados pela K Records, do Calvin, selo este que não permitia a existência de baixo nas gravações - não sei se esse requisito ainda persiste. Parem de aparecer na minha frente, novas descobertas :P

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

'It's alright, ma (I'm only bleeding)', do Bob Dylan, é uma das músicas mais geniais de todos os tempos. Parente de 'Subterranean homesick blues'.
Numa recente feira de informática (Comdex), Bill Gates fez uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística, declarando: "Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1000 milhas por galão (algo como 420 km/l)". A General Motors divulgou o seguinte comentário:

Se a Microsoft fabricasse carros:

01 - Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.

02 - Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na Auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porquê! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente. Em seguida sentar-se no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.

03 - Ocasionalmente a execução de uma manobra à esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse. Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão você aceitaria isso como "normal".

04 - A Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.

05 - Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituídos por um simples "Falha Geral ou Defeito Genérico" (permitindo que sua imaginação identifique o erro!).

06 - Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.

07 - Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: "Você tem certeza que quer usar o air bag?"

08 - No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado o rádio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio, apareceria uma mensagem do tipo "Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!"

09 - Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o rádio ou o pisca-alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente.

10 - A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil: voltaria à auto-escola para tirar uma nova carteira de motorista.

11 - Para desligar o carro, você teria de apertar o botão "Iniciar".

12 - A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!
Estou ouvindo o NOVO disco dos Beatles (!?!), 'Love' (2006). É quase um Jive Bunny and the Mastermixers do George Martin. Desnecessário, acho que não dá para ouvir mais de uma vez.

O novo do Clinic, 'Visitations', está uma beleza. Páreo para o top 2006. O ano está chegando ao fim, será que haverá uma surpresa ainda?

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Xingamento mais pesado do século

Desde que cheguei em casa (há mais de uma hora) a criança-diariamente-consumida-pelas-chamas não parou UM segundo de berrar. Dum jeito muito bizarro, emitindo um grunhido curto e constante que faz imaginar que ela está sendo torturada com uma bigorna.

Eis que, em meio à minha prática, ouço o grito mais embevecido que já escutei na vida, de um vizinho provavelmente sem nenhum cabelo no corpo todo:

- Cala a boca, ô CRIANÇA PUTA.

Silêncio instantâneo.


(Bruno Galera)

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

O Pulp está de volta! Não exatamente o Pulp, mas o Jarvis Cocker, que lança seu primeiro disco solo e nos devolve sua ótima voz e suas bonitas melodias.
2007 vai ser ano também dos lançamentos:

Arcade Fire
Architecture In Helsinki
Blonde Redhead
Blur
Bright Eyes
Built To Spill
Dntel 'Dumbluck'
Feist
Guns N' Roses 'Chinese Democracy'
PJ Harvey
Interpol
Low 'The Violet Path'
Massive Attack 'Weather Underground'
New Pornographers
Polyphonic Spree 'The Fragile Army'
Portishead
Queens Of The Stone Age
Radiohead
R.E.M.
Rilo Kiley
The Stooges
Tortoise
Wilco

domingo, 19 de novembro de 2006

Fui jurado do FICA - Festival Interno da Canção Anchietana! O Carlo Pianta não pode ir, então fui convocado a julguar as bandas junto com o Luis Bissigo, da Zero Hora, e o Fabiano, cujo sobrenome eu não sei, mas sei que foi aluno do Carlo, participa do Círculo de Violões do Robert Fripp e dá aula na Tambor, escola da Biba Meira. Somando nossos planilhas, o resultado ficou assim: 1. Gadot (punk); 2. Voodoo Rice (grunge); 3. Integral (rock-reggae-soul-funk). Houve protestos dos que esperavam que a Spitfire (metal melódico) fosse bicampeã, imaginando que virtuosismo e qualidade musical fossem sinônimos. Ganhou a simplicidade, na falta de alguma revelação criativa.

sábado, 18 de novembro de 2006



Bom/interessante o novo filme do diretor de 'Amnésia', Christopher Nolan. Mesmo não sendo extraordinariamente bom, 'The prestige' ('O grande truque') é um filme com reviravoltas surpreendentes e suspense renovado até a última cena. E tem o David Bowie encarnando espantosamente o físico Nikola Tesla (foto). Com Hugh Jackman, Christian Baile, Scarlett Johansson e Michael Caine.
Acabo de acordar de outra maravilhosa noite de sono. A segunda longa e a terceira no geral, se contar a de quarta para quinta, que foi curta mas foi boa. Estou voltando a sonhar, ou a lembrar dos sonhos, e isso é ótimo. Esta semana eu ouvi algo sobre que a espécie humana só chegou ao ponto que chegou porque dorme oito horas por dia e porque sonha. Ontem o Top Top da MTV era sobre supergrupos. O mais impressionante é o Traveling Wilburys, formado por George Harrison, Bob Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lyne, vocalista da Electric Light Orchestra. Eles gravaram o Volume 1, e o Roy Orbison morreu de enfarte. Iriam fazer um Volume 2 em homanagem ao colega falecido, mas, como não gostam de discos tristes, o segundo disco deles foi direto o Volume 3. Outro fato curioso do programa é que o Blind Faith, uma superbanda do Eric Clapton, fracassou também por ter feito uma capa considerada pedófila para o primeiro disco (veja abaixo). Ah, e ontem a noite foi muito agradável. Jantei com a Tunnie no Barônia, o clássico macarrão à carbonara com coraçõezinhos de entrada. Depois, encontramos o Bruno Galera no restaurante ao lado, e encontrar o Bruno é sempre algo agradável.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Clima está como 'bolinha de fliperama', diz Gylvan Meira Filho. (...) O físico considera que podem ser muito arriscadas tentativas radicais de mexer de propósito com o clima da Terra em grande escala. Trata-se da controvertida ciência da "geoengenharia". Um exemplo de geoengenharia é a idéia de alguns cientistas de lançar grandes quantidades de enxofre na estratosfera para que a presença desse produto químico compense o aquecimento provocado pelo efeito estufa. "Enxofre é o que os vulcões lançam quando entram em erupção e é verdade que ele pode diminuir a temperatura da Terra. A erupção do vulcão de Krakatoa (em 1883, na Indonésia) esfriou a Terra por dois anos", conta. Mas o professor diz que, por outro lado, haveria o risco de todo esse enxofre na estratosfera chegar aos poucos na atmosfera, provocar chuva ácida, aumentar a acidez do mar e prejudicar seriamente a vida marinha. "Essa é uma conseqüência mais previsível desta idéia, mas poderia haver outras completamente imprevisíveis", diz. (BBC Brasil)

domingo, 12 de novembro de 2006

O Smog nunca esteve na minha lista de bandas preferidas, e isto é uma heresia. Bill Callahan é um filho duma puta.

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Há dois meses, não houve receios para declararmos completamente verdadeira a recíproca, e começou o novo ciclo da minha vida - e da tua - da nossa. Não faltou coragem para irmos na direção certa. Parabéns para nós, hoje é o nosso aniversário. Obrigado mais uma vez, Tunnie, pela recíproca do amor - e da coragem.
A Lily Allen é muito boa.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

O coletivo Antena desta vez fará três noites no Teatro de Arena: nos dias 8, 9 e 10 de dezembro - sexta, sábado e domingo. O input_output tocará em duas dessas noites. Aguarde notícias mais concretas.
O som profissional
Unisinos lança Curso Superior de Formação Específica de Produtores e Músicos de Rock

Texto: Danielle Titton

"Pai, quero ser músico". Essa frase promete nunca mais incomodar famílias preocupadas em ver o filho seguir uma trilha profissional que não passa pela universidade. A Unisinos acabou de criar a solução para quem sempre quiser seguir carreira mas sentia falta de uma base educacional e um pouco de motivação para enfrentar o competitivo mundo musical. O nome é comprido, mas a moral é bem simples: curso superior de Formação Específica de Produtores e Músicos de Rock.

A modalidade está disponível no vestibular de verão, que ocorre em 2/12. Com duração de dois anos e meio, e 40 vagas disponíveis, o curso tem por objetivo formar um profissional completo: um misto de instrumentalista, compositor e arranjador, mas que também saiba operar softwares de áudio, produzir discos, fazer críticas musicais e dialogar com os meios de comunicação. Não é só aprender a tocar. O negócio é ser um músico capaz de gerenciar sua carreira.

Para que tudo isso seja colocado em prática, o projeto político-pedagógico caprichou no conteúdo. Os alunos irão trabalhar em quatro módulos - Construção de Referências Musicais, Identidade Musical e Elaboração de Repertório, Produção Musical e Preparação da Carreira - que variam de acordo com a necessidade e característica de cada tema.


Frank Jorge é um dos professores

Um dos grandes diferenciais da formação é a preparação do aluno para trabalhar com a questão autoral. Durante o módulo Identidade Musical e Elaboração de Repertório, o estudante terá noções de marketing, legislação, história do rock e desenvolvimento da carreira musical. "É importante que, cada vez mais, os músicos façam as escolhas certas na carreira. É ruim chegar em uma rádio, num programa de TV e falar um monte de abobrinha. E é isso que faz desse curso algo totalmente fora do tradicional, que mostra uma mudança no papel do músico", disse Frank Jorge, professor e um dos idealizadores da proposta.

A formação fechou parcerias com estúdios como o Plus (São Leopoldo) e o Music Box (Porto Alegre), além de gravadoras como a Trama (São Paulo), a Senhor F. Discos (BSB) e a Plus Records (São Leopoldo). O apoio também virá das lojas Multisom, dos bares Opinião e Ocidente (Porto Alegre) e do Café do Bordo (São Leopoldo) e de inúmeros veículos de comunicação.

Mais informações sobre o curso no site www.unisinos.br/rock. As inscrições podem ser feitas no site www.unisinos.br/vestibular
Fuzzy é o gato que o Acaso quis MESMO que convivesse comigo. Dos quatro gatos, ele foi o que menos me fez contribuir para a decisão de adotar. A gente sempre brigou bastante, e eu ficava realmente de mal com ele. Um dia ele me fez uma provação: sumiu, e eu achei que ele havia caído pela janela. Depois de eu me desesperar, ouvi os miados dele vindos da janela do apartamento vizinho - ele havia pulado da nossa janela para lá, e teve dificuldades de voltar. Naquele dia, ele teve certeza de que eu o amava, apesar das brigas. Com a separação, ele sentiu muito a minha falta, e quando houve a "partilha" dos gatos, ele e a Cvalda é que vieram ficar comigo (o Tune, que seria naturalmente o macho a vir, ficou no apartamento antigo, por causa da cegueira, para continuar se orientando bem). Nas primeiras semanas de JK, a convivência minha e dele foi complicada de novo, eu sem paciência e ele incomodando bastante. Fiquei com a sensação de que estava "com o gato errado"... Ontem eu iria devolvê-lo, também porque achava que ele precisava voltar a ter mais espaço e a conviver com o Tune, irmão de ninhada dele. Mas não consegui levá-lo. Ele estava muito carinhoso ontem, e hoje ficou mais ainda, parece que sabendo de tudo. E eu me dei conta de que nós temos que ficar juntos, mesmo. Esse é o nosso destino. Afinal, qual é o outro gato que iria CONVERSAR comigo, formar uma dupla infalível de caça a insetos que ficam no teto & me ajudar a produzir um disco, me assessorando direto, do colo, no computador? Hoje eu acordei muito feliz, também por causa disso. Então, o que seria uma série de fotos em homenagem à despedida, passa a ser uma série de fotos em homenagem à confirmação da nossa ligação. Eu amo esse gato branco do inferno. E obrigado por me ajudar a perceber isso tudo.

sábado, 4 de novembro de 2006

Acabei de ter a minha melhor noite de sono em dois meses. Foram doze horas de conforto.