"Estudar o Caminho é estudar a si próprio. Estudar a si próprio é esquecer-se de si próprio. Esquecer-se de si próprio é tornar-se iluminado por todas as coisas do universo. Ser iluminado por todas as coisas do universo é livrar-se do corpo e da mente, de si próprio bem como dos outros. Até mesmo os traços da iluminação são eliminados, e vida com iluminação sem traços continua para sempre." (Dogen)
"Dizer que ficar sentado em silêncio é não fazer nada é o mesmo que dizer que no oceano não há água." (Dogen)
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
sábado, 31 de março de 2012
"A Iluminação não como prazer sensorial nem como algo que se possa falar sobre ou pensar sobre. Pois se pensarmos não atingiremos. Um estado de consciência extremamente sutil e profundo. E é só através de acessarmos esta sutileza, clareza, profundidade que poderemos responder às nossas perguntas, que poderemos cessar as dúvidas e nos libertar. Do que nos libertamos? Das amarras do nascimento-morte. Nos libertamos da vida-morte. Pois penetramos o conhecimento de que tudo, a cada instante, está nascendo-morrendo e logo não há nascimento a ser desejado nem morte a ser rejeitada." (Monja Coen)
quinta-feira, 29 de março de 2012
Esta borboleta me encontrou quando eu saía do supermercado, no fim da tarde. Parei pra olhar ela voando, e ela pousou na minha barriga. Fiquei olhando pra camuflagem da parte de baixo das asas, que é o que aparece quando ela está com as asas fechadas, pra cima. Fiquei encarando, vendo os detalhes da anatomia dela. Ela caminhava pra lá e pra cá, na superfície verde do meu casaco. Ela levantou voo, deu pra ver de novo a parte colorida das asas, mas logo ela pousou no meu braço. Aí ela ficou parada. Acho que só uma mulher, dentre dezenas de pessoas que passaram por mim, viu que eu tava olhando pra uma borboleta que tava pousada em mim. Fui me movimentando aos poucos. Dei passos calmos e curtos. Ela ficou. Então saí do supermercado, andei pela calçada, atravessei a rua e, na calçada seguinte, a carona terminou nessa árvore da foto, onde ela pousou e eu a fotografei.
quarta-feira, 28 de março de 2012
marcadores:
biologia,
filosofia,
psicologia
O técnico da seleção brasileira de futebol negou-se a fazer teste de bafômetro e teve a CNH apreendida. Kaká não está nem entre os 52 pré-convocados para as olimpíadas. Olha o que a sogra do Kaká postou sobre o Mano Menezes:
terça-feira, 27 de março de 2012
VOCÊ SE IMPORTA SE SEU PARCEIRO ASSISTIR A FILMES ERÓTICOS? (Marie Claire)
Amanda, 36, gerente de contabilidade, é casada com Dale, 38, humorista
NÃO “Eu já assistia a pornografia quando era solteira e sugeri a Dale que víssemos juntos. Fico excitada quando vejo outras pessoas transando, especialmente enquanto Dale me acaricia. Preferimos os canais amadores às grandes produções. Existe uma coisa maliciosa nisso e acho que essa é a emoção. Como eu me sentiria se Dale assistisse sozinho? Bem, se isso alimenta sua imaginação, eu saio ganhando."
Amanda, 36, gerente de contabilidade, é casada com Dale, 38, humorista
NÃO “Eu já assistia a pornografia quando era solteira e sugeri a Dale que víssemos juntos. Fico excitada quando vejo outras pessoas transando, especialmente enquanto Dale me acaricia. Preferimos os canais amadores às grandes produções. Existe uma coisa maliciosa nisso e acho que essa é a emoção. Como eu me sentiria se Dale assistisse sozinho? Bem, se isso alimenta sua imaginação, eu saio ganhando."
segunda-feira, 26 de março de 2012
Em 2002, em Porto Alegre, o Roger Waters tocou músicas de vários discos do Pink Floyd e dos discos da carreira solo, bem mais recentes do que Pink Floyd, inclusive. O foco era o som, a música. Agora que tem megaespetáculo visual, e que é só o disco famosão (da Música do Helicóptero), todo mundo fala e se maravilha e a mídia baba. Um primo da Angela Francisca disse que não se importaria de ver o show tampando os ouvidos, que já valeria a pena. A própria minha esposa falou exatamente o oposto: ela disse que uma das melhores coisas no show de ontem era fechar os olhos e só ouvir a música.
Os 64 gols de Damião até agora pelo Inter:
5 razões por que o show em Porto Alegre
do Roger Waters em 12/03/2002 (Olímpico)
foi melhor do que o de 25/03/2012 (Beira-Rio)
01. In the Flesh
02. The Happiest Days of Our Lives
03. Another Brick in the Wall Part 2
04. Mother
05. Get Your Filthy Hands Off My Desert
06. Southampton Dock
07. Pigs on the Wing 1
08. Dogs
09. Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V)
10. Welcome to the Machine
11. Wish You Were Here
12. Shine On You Crazy Diamond (Parts VI-IX)
13. Set the Controls for the Heart of the Sun
14. Breathe
15. Time
16. Breathe (Reprise)
17. Money
18. 5:06 AM (Every Stranger's Eyes)
19. Perfect Sense (Parts 1 and 2)
20. The Bravery of Being Out of Range
21. It's a Miracle
22. Amused to Death
23. Brain Damage
24. Eclipse
25. Comfortably Numb
26.Flickering Flame
do Roger Waters em 12/03/2002 (Olímpico)
foi melhor do que o de 25/03/2012 (Beira-Rio)
01. In the Flesh
02. The Happiest Days of Our Lives
03. Another Brick in the Wall Part 2
04. Mother
05. Get Your Filthy Hands Off My Desert
06. Southampton Dock
07. Pigs on the Wing 1
08. Dogs
09. Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V)
10. Welcome to the Machine
11. Wish You Were Here
12. Shine On You Crazy Diamond (Parts VI-IX)
13. Set the Controls for the Heart of the Sun
14. Breathe
15. Time
16. Breathe (Reprise)
17. Money
18. 5:06 AM (Every Stranger's Eyes)
19. Perfect Sense (Parts 1 and 2)
20. The Bravery of Being Out of Range
21. It's a Miracle
22. Amused to Death
23. Brain Damage
24. Eclipse
25. Comfortably Numb
26.Flickering Flame
domingo, 25 de março de 2012
Um em cada 262 adultos brasileiros está na prisão. Com um quinto da população brasileira e um terço dos presos, São Paulo tem um em 171 na cadeia. Entre 1995 e junho de 2011, a taxa de encarceramento (número de presos para cada cem mil habitantes) brasileira quase triplicou - era de 1 para 627 em 1995. É a terceira maior entre os dez países mais populosos e põe em questão custos e benefícios de ter tantos presidiários. (Folha)
sábado, 24 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
"Nunca chegaremos a um poder transformador ilimitado enquanto ficarmos apenas no domínio pessoal. Como professor, eu vejo que, quanto a uma motivação verdadeiramente transpessoal, advinda da existência, as pessoas vêm a mim com isso, ou não. Elas têm, ou não têm. Eu não posso desenvolver isso nelas, convencê-las disso. Faz parte da sua própria maturidade." (Adyashanti)
"Não somos nem interconectados, somos o mesmo, somos a mesma substância." (Adyashanti)
"Não somos nem interconectados, somos o mesmo, somos a mesma substância." (Adyashanti)
O ego segundo Adyashanti
O ego é um movimento. É um verbo. Não é algo estático. É o movimento mental pós-factual que está sempre se tornando. Em outras palavras, os egos estão sempre no caminho. Estão no caminho psicológico, no caminho espiritual, no caminho de ganhar mais dinheiro ou um carro melhor. O sentido de “eu” está sempre se tornando, sempre se movendo, sempre obtendo. Ou então está fazendo o contrário – retirando-se, rejeitando, negando. Assim, a fim de que esse verbo siga andando, tem que haver movimento. Temos que estar avançando ou recuando, aproximando-nos ou afastando-nos. Temos que ter alguém para culparmos, e geralmente a nós mesmos. Temos que estar chegando a algum lugar, pois, senão, não estaremos nos tornando. Portanto, o verbo – vamos chamá-lo de “egoar” – não estará funcionando, se não estivermos nos tornando. Tão logo o verbo pára, já não é mais um verbo. Tão logo você pare de correr, não há mais algo que se chame correr – foi-se; nada está acontecendo. Este sentido de ego tem que estar em movimento, porque, assim que ele pára, desaparece, tal como quando seus pés param, desaparece o correr. Quando realmente admitimos e começamos a entender que não há um ego, somente “egoar”, daí começamos a ver o ego pelo que ele realmente é. Isso produz uma parada natural da perseguição ou evitação de alguma coisa. Esta parada precisa acontecer de uma forma suave e muito natural, porque, se estivermos tentando parar, então isso novamente será movimento. Enquanto tentamos fazer o que achamos ser a coisa espiritual certa para nos livrar do ego, nós o perpetuamos. O fato de percebermos que isso é mais um pouco do mesmo “egoar” nos permitirá parar sem tentarmos.
O ego é um movimento. É um verbo. Não é algo estático. É o movimento mental pós-factual que está sempre se tornando. Em outras palavras, os egos estão sempre no caminho. Estão no caminho psicológico, no caminho espiritual, no caminho de ganhar mais dinheiro ou um carro melhor. O sentido de “eu” está sempre se tornando, sempre se movendo, sempre obtendo. Ou então está fazendo o contrário – retirando-se, rejeitando, negando. Assim, a fim de que esse verbo siga andando, tem que haver movimento. Temos que estar avançando ou recuando, aproximando-nos ou afastando-nos. Temos que ter alguém para culparmos, e geralmente a nós mesmos. Temos que estar chegando a algum lugar, pois, senão, não estaremos nos tornando. Portanto, o verbo – vamos chamá-lo de “egoar” – não estará funcionando, se não estivermos nos tornando. Tão logo o verbo pára, já não é mais um verbo. Tão logo você pare de correr, não há mais algo que se chame correr – foi-se; nada está acontecendo. Este sentido de ego tem que estar em movimento, porque, assim que ele pára, desaparece, tal como quando seus pés param, desaparece o correr. Quando realmente admitimos e começamos a entender que não há um ego, somente “egoar”, daí começamos a ver o ego pelo que ele realmente é. Isso produz uma parada natural da perseguição ou evitação de alguma coisa. Esta parada precisa acontecer de uma forma suave e muito natural, porque, se estivermos tentando parar, então isso novamente será movimento. Enquanto tentamos fazer o que achamos ser a coisa espiritual certa para nos livrar do ego, nós o perpetuamos. O fato de percebermos que isso é mais um pouco do mesmo “egoar” nos permitirá parar sem tentarmos.
marcadores:
filosofia,
psicanálise,
psicologia
"Como seria se você não tivesse que lutar, se você não tivesse que fazer nenhum esforço para encontrar a paz e a felicidade? Como você se sentiria agora?
Você é pura consciência, já está livre, acordado e liberado. Levante-se e caminhe para fora dos seus sonhos. Eu estou aqui pra dizer que você pode fazer isso.
Se você quer conhecer alguma coisa, vá a outro lugar. Mas se você quer des-conhecer tudo, então sente e escute." (Adyashanti)
Você é pura consciência, já está livre, acordado e liberado. Levante-se e caminhe para fora dos seus sonhos. Eu estou aqui pra dizer que você pode fazer isso.
Se você quer conhecer alguma coisa, vá a outro lugar. Mas se você quer des-conhecer tudo, então sente e escute." (Adyashanti)
"Nosso 'eu' está sempre experienciando o momento presente EM RELAÇÃO a algum outro momento. Este momento está tão bom quanto estava duas semanas atrás? Hoje vai ser como ontem?" (Adyashanti)
"A experiência da unidade, e não a ideia da unidade."
* João Paulo jogou 32 partidas. Agora chega.
* Melhor em campo ontem foi Jô (The Strongest 1x1 Internacional - gol: Gilberto)
quarta-feira, 21 de março de 2012
"O mundo todo está cheio de gente com milhões de ideias que nunca realizam, como se fosse suficiente apenas pensar." (Eugenio Mussak)
terça-feira, 20 de março de 2012
marcadores:
biologia,
filosofia,
psicologia
Chegamos, aqui, às 100 mil vizualizações!
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
"O Driver era o sapo, não o escorpião. O escorpião era o instinto dele. Quando ele estava de casaco, o instinto aflorava. Quando estava sem, era um outro homem, bom, legal com a garota. O escorpião era o que ele não confiava, mas se convenceu de que poderia carregá-lo. No fim, o Driver foi uma vítima do próprio instinto." (Cesar Lemos)
O Escorpião e o Sapo é uma fábula sobre um escorpião que pede a um sapo que o leve através de um rio. O sapo tem medo de ser picado durante a viagem, mas o escorpião argumenta que se picar o sapo, o sapo iria afundar e o escorpião iria se afogar. O sapo concorda e começa a carregar o escorpião, mas no meio do caminho, o escorpião, de fato, ferroa o sapo, condenando ambos. Quando perguntado por que, o escorpião responde que esta é a sua natureza. (Wikipédia)
O Escorpião e o Sapo é uma fábula sobre um escorpião que pede a um sapo que o leve através de um rio. O sapo tem medo de ser picado durante a viagem, mas o escorpião argumenta que se picar o sapo, o sapo iria afundar e o escorpião iria se afogar. O sapo concorda e começa a carregar o escorpião, mas no meio do caminho, o escorpião, de fato, ferroa o sapo, condenando ambos. Quando perguntado por que, o escorpião responde que esta é a sua natureza. (Wikipédia)
quinta-feira, 15 de março de 2012
Micróbios dominadores
(Contardo Calligaris)
Em 2010, nos "Annals of Epidemiology" (http://migre.me/8ftEa), li uma pesquisa que achei inquietante: ela confirmava uma dúvida que me assombrara por um bom tempo, a partir dos meus oito anos.
Com essa idade, aprendi que, mesmo sem estarmos doentes, somos habitados por bactérias, vírus, parasitas e fungos, que prosperam dentro de nosso organismo.
E me interroguei: esses micróbios, além de fazerem (eventualmente) com que a gente adoeça, não estariam dentro de nós como pilotos numa imensa espaçonave? Apesar de acreditarmos em nossa autonomia, quem sabe eles não estejam, de fato, no volante de nossa vida?
Justamente, os autores da pesquisa, Chris Reiber, J. Moore e outros, queriam saber se um vírus pode mandar em nós -não só alterar nosso humor, mas realmente influenciar nosso comportamento.
Eles descobriram que os infectados pelo vírus da gripe, durante o período da incubação (em que são contagiosos, mas não apresentam sintomas), tornam-se especialmente sociáveis. Em outras palavras, os infectados parecem agir no interesse do vírus, que é o de contagiar o máximo possível.
Claro, não é que os micróbios se sirvam da gente para levar a cabo um "plano" maquiavélico. Mas se entende, com Darwin, que um vírus que nos torne sociáveis durante a incubação só pode se dar bem na seleção natural, pois ele se espalhará facilmente. Ou seja, os micróbios mais eficientes seriam os que conseguem nos usar em seu interesse próprio, os que nos transformam em seus súcubos.
O que sobraria de nossa "autonomia" se todos os micróbios enquistados no nosso organismo influenciassem (silenciosamente) nossos pensamento e comportamento?
(...)
Enfim, o fato é que estamos começando a descobrir que os micróbios aparentemente inócuos que vivem no nosso corpo podem influenciar nosso comportamento.
Não acredito que sejamos os títeres de germes, parasitas, fungos e vírus, mas, certamente, o ambiente que nos constitui e determina não é só o das interações com nossos semelhantes. É também o de interações misteriosas com seres que sequer enxergamos. Inquietante, hein?
Após previsão de desastre natural, moradores estocam mantimentos em São Francisco de Paula
CARLOS ETCHICHURY e VANESSA FRANZOSI (Zero Hora)
Proprietário de uma malharia no centro de São Francisco de Paula, Luiz Henrique Valim dos Santos armazena 108 quilos de arroz, 500 metros de tecido em rolo, 40 quilos de feijão dentro de garrafas pet, banha de porco às mancheias e tonéis com capacidade para 1,4 mil litros de diesel.
É apenas a parte visível do estoque de uma tonelada de víveres, mantidos na propriedade da família, na localidade de Passo da Ilha, distante 46 quilômetros da sede do município.
— Temos capacidade para alimentar 50 pessoas, durante um ano — garante o comerciante que, nas horas vagas, metido em roupas camufladas e armado com espingarda calibre 12, torna-se um dos mais temidos caçadores de javalis selvagens nos Campos de Cima da Serra.
A cautela de Santos, injustificada para a maioria dos 20 mil habitantes de São Francisco de Paula, deve-se a uma certeza alimentada por ele [MUITOS gaúchos não leram essa parte em negrito e tomaram tudo como verdade, até porque a vontade inconsciente de estar num contexto de vítima induz a isso]: um grande terremoto, sucedido de um tsunami gigantesco, com ondas de até 120 metros de altura, irá devastar parte do Estado [as pessoas a quem desmenti o boato ficaram decepcionadas, quase como se eu tivesse culpa de o tsunami "não mais acontecer"].
No topo do Estado, a 907 metros do nível do mar, São Francisco escaparia [uso do pretérito imperfeito indica "na tese sem indícios"] incólume. A tese do fim do mundo, baseada nos conhecimentos científicos de um médium espírita, é vista com ceticismo por padres, professores, empresários, vereadores, comerciantes locais. Mas tem adeptos ilustres como o prefeito Décio Antônio Colla (PT).
Os primeiros prognósticos sombrios ouvidos por Colla partiram da boca de Seu Chiquinho – um médium, [ninguém leu isso também] radicado em São Francisco de Paula, que teria deixado Araranguá (SC), sua cidade natal, temendo a fúria dos mares.
Dois anos depois, Colla monitora, diariamente, um site que o informa sobre todos os tremores no mundo. O alcaide aguarda para o próximo 1º de abril, celebrado como dia dos bobos, uma mensagem no celular que o avisará sobre um terremoto entre o Brasil e a África [isto as pessoas leram como "o tsunami vai acontecer em 1º de abril...]. Pelas suas previsões, as ondas atingiriam o país em seis horas.
Para sobreviver ao caos e à falta de mantimentos nessa possível catástrofe aos 67 anos de idade, Colla tem se mostrado prudente. Comprou alimento, lenha, velas para a casa, medicamentos para a Secretaria de Saúde e mais merenda para abastecer as escolas da cidade.
— Eles (os moradores da cidade) têm de saber para decidirem como se organizar — diz o prefeito, que é médico clínico e anestesista.
Sua dica é que todos se abasteçam com artigos básicos à sobrevivência e alimentos como arroz, feijão, óleo e sal. Para suprir a falta de energia, Colla agregou a sua casa um fogão à lenha e comprou madeira suficiente para um ano e meio.
Estocou pelo menos 50 quilos de arroz e 16 quilos de feijão para cada um de seus familiares. Com sua mãe, que se mudará de Santo Ângelo a São Francisco de Paula nos próximos dias, as duas filhas, genros e neto, o prefeito se prepara para abrigar mais de 10 pessoas em sua casa.
Colla tem ampliado as compras de produtos não perecíveis para a merenda escolar e de medicamentos básicos. Tem estoque para atender os habitantes da cidade por oito meses.
— Hoje estamos absolutamente despreparados se uma catástrofe ocorrer no Brasil.
E completa, para espanto dos incautos:
— Estou sendo precavido e proativo.
Prefeito teme tsunami e aguarda ''nova era''
Colla acredita que as placas tectônicas sul-americana e africana entrarão em colapso
HALDER RAMOS (Correio do Povo)
Apesar de não existir qualquer evidência científica, o prefeito de São Francisco de Paula, na Serra gaúcha, Décio Colla, acredita que a costa do Rio Grande do Sul poderá ser "atingida por um tsunami". Segundo ele, "as placas tectônicas sul-americana e africana se chocariam provocando uma onda gigante capaz de causar estragos irreparáveis nos municípios que estão no nível do mar". O fenômeno estaria relacionado com diferentes teorias de que o mundo irá passar por "uma grande transformação" em 2012. O prefeito cita o Calendário Maia e premonições. "Ninguém diz que é o fim do mundo, mas todos falam das mudanças que irão ocorrer. Iremos entrar em uma nova era. Embora traumática, será uma evolução", diz o prefeito, que é médico e atende no hospital do município.
Os temidos "desastres naturais" teriam início em abril e prosseguiriam até 21 de dezembro de 2012. "Existem pessoas que dizem que nosso Litoral será atingido por uma onda que terá entre 120 e 180 metros de altura e avançará a uma velocidade de 600 quilômetros por hora", diz. Segundo o médico, as "vítimas da tragédia" buscarão abrigo em cidades situadas nas montanhas. "Todos irão procurar os lugares mais seguros, mas não temos condições de receber a população. Tem muita gente que já está vindo para São Francisco, que está a 930 metros do nível do mar, para viver em comunidades", garante o prefeito.
Apesar da altitude, Décio Colla crê que São Francisco e outras cidades serranas também estão ameaçadas. "Teremos, segundo as previsões, muita chuva, muito frio e muito vento. O maior risco é de romper as barragens da região. Gostaria que meu povo amado de São Francisco estivesse preparado", afirma.
O prefeito não confirma estar armazenando mantimentos, mas sugere que a população faça reserva de alimentos, medicamentos, água, lenha, colchões e cobertores. "Espero que nunca ocorra, mas não posso ficar esperando. Preciso agir como pai, médico e homem público. Eu gostaria de ter merenda escolar em grande quantidade, mas estou impedido pela legislação. Não tenho como justificar a compra de alimentos em excesso", diz.
Colla observa ter recomendado que as secretarias de Saúde e Educação fiquem preparadas. "Tudo dentro dos limites da lei", garante. Adianta que pretende reforçar a estrutura de sua casa com recursos próprios. "Com o vento, os telhados irão sofrer muito. Vou instalar uma rede de proteção sobre a minha casa." Ele vê sinais de que o mundo está em transformação. "Podemos reparar que a natureza quer dizer algo. O comportamento dos animais é chocante", conclui.
Falso e-mail sobre tsunami assusta RS
08 de abril de 2005
Uma falsa mensagem distribuída pela rede mundial de computadores, alertando para a possibilidade de ocorrência do fenômeno tsunami na Região Sul do Brasil, congestionou as linhas telefônicas da Defesa Civil no Rio Grande do Sul. O texto dizia que a movimentação de placas tectônicas no sul da África causaria o fenômeno.
A mensagem afirma que centros de pesquisas geológicas dos Estados Unidos teriam enviado um alerta ao Brasil sobre o assunto, sugerindo que poderiam ser atingidas as regiões Norte e Litoral do Estado. "É muito importante esclarecer e pedir a colaboração de todos para que não repassem o e-mail que está causando pânico. A população deve ter cuidado com a procedência das mensagens que encaminha. Estamos trabalhando para atender demandas fundamentais para o Estado, como a seca, e nosso sistema telefônico fica congestionado em função de boatos infundados", explica o tenente-coronel João Luís Soares, subchefe da Defesa Civil.
De acordo com a Rede de Climatologia Urbana de São Leopoldo, parceira da Defesa Civil, a informação é totalmente inverídica, constituindo-se em mais um dos tantos boatos que circulam na internet. A estação meteorológica esclarece, ainda, que o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) não emite alertas para a América do Sul.
Outro órgão citado na mensagem - Centro de Nacional de Terremotos do Brasil - nem sequer existe. O meteorologista Eugênio Hackbart afirmou que o monitoramento sísmico no país é feito por instituições universitárias de alta credibilidade, como as universidades federais de São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Brasília, e que não há motivo para pânico.
Ele ressalta também que não existem falhas geológicas no Sul do Brasil, o que torna impossível a ocorrência de sismos com epicentro no Rio Grande do Sul, em função de movimentações de placas tectônicas no continente africano. "A única região onde existe atividade sísmica é o oeste da América do Sul, que obviamente não inclui o RS", concluiu Hackbart. (Terra)
Thich Nhât Hanh:
Os nós interiores são um conjunto de ilusões, repressões, medos e ansiedades que se fixaram nas profundezas de nossa consciência. Eles são capazes de nos constranger e nos levar a fazer, dizer e pensar coisas que na realidade não queremos fazer, dizer ou pensar. Os nós interiores são plantados e alimentados por nossa ausência da mente alerta durante a vida de todo dia. Os dez nós interiores principais são: ganância, ódio, ignorância, vaidade, desconfiança, fixação no corpo como se fosse o eu, pontos de vista extremados e preconceitos, apego a ritos e rituais, ânsia de imortalidade, desejo ardente de manter as coisas exatamente como são. Nossa saúde e nossa felicidade dependem em grande parte de nossa habilidade de transformar esses dez grilhões.
Os nós interiores são um conjunto de ilusões, repressões, medos e ansiedades que se fixaram nas profundezas de nossa consciência. Eles são capazes de nos constranger e nos levar a fazer, dizer e pensar coisas que na realidade não queremos fazer, dizer ou pensar. Os nós interiores são plantados e alimentados por nossa ausência da mente alerta durante a vida de todo dia. Os dez nós interiores principais são: ganância, ódio, ignorância, vaidade, desconfiança, fixação no corpo como se fosse o eu, pontos de vista extremados e preconceitos, apego a ritos e rituais, ânsia de imortalidade, desejo ardente de manter as coisas exatamente como são. Nossa saúde e nossa felicidade dependem em grande parte de nossa habilidade de transformar esses dez grilhões.
A mente alerta tem a capacidade de reconhecer os nós interiores quando eles aparecem em nossa consciência. Esses nós interiores se formaram no passado, às vezes foram energias habituais a nós transmitidas por nossos pais e avós.
A prática da meditação nos ajuda a ver a interconexão e a interdependência de tudo o que existe. Não há fenômeno, seja ele humano ou material, que possa aparecer por si só e durar por si só. O fato é que uma coisa depende da outra para surgir e durar. Esta é a introspecção da interdependência, às vezes chamada também de inter-ser ou não-eu. Não-eu significa que não há uma entidade permanente separada. Todas as coisas estão em constante mutação. Pai e filho, por exemplo, não são duas realidades separadas. O pai existe no filho, e o filho existe no pai. O filho é a continuação do pai no futuro, e o pai é a continuação do filho no passado da fonte. A felicidade do filho está ligada à felicidade do pai. Se o pai não é feliz, a felicidade do filho não pode ser perfeita. A natureza de todas as coisas é não-eu. Não' há um eu separado e independente.
Na prática da mente alerta, tanto a baixa quanto a alta auto-estima e também a necessidade de julgar-se exatamente igual às outras pessoas também são consideradas doenças ou, como dizemos no budismo, complexos. Todos esses três complexos se baseiam na idéia de um eu separado. Baseiam-se todos no orgulho: orgulho de ser melhor, orgulho de ser pior e orgulho de ser igual. O sofrimento que nasce da raiva, da inveja, do ódio e da vergonha só pode ser completamente transformado quando chegamos à introspecção do não-eu. Este é o fundamento da prática da cura na meditação.
Quando nosso sangue já não pode circular, aparecem sintomas de doenças em nosso corpo. Da mesma forma, quando as formações mentais são reprimidas e não podem circular, começam a aparecer sintomas de doenças físicas e mentais. Precisamos saber como parar com a repressão, para que as formações mentais de desejo, medo, indignação, etc. tenham oportunidade de se manifestar, ser reconhecidas e transformadas. Cultivar a energia da mente alerta através da meditação pode ajudar-nos a fazer isso. Praticar a mente alerta através da prática diária da meditação vai ajudar-nos a reconhecer, acolher e transformar nossos sentimentos de sofrimento.
Quando reconhecemos e acolhemos essas formações mentais, em vez de reprimi-las, sua energia negativa diminui um pouco. Contudo, meditar sobre essas formações mentais por cinco ou dez minutos pode ajudar. Na próxima vez que surgirem, serão novamente reconhecidas e acolhidas e voltarão ao depósito de consciência.
quarta-feira, 14 de março de 2012
O músico de rua britânico James Bowen conta ajuda de seu gato "Bob" durante as apresentações nas calçadas de Londres, na Inglaterra. Bowen escreveu, inclusive, um livro chamado "Um gato de rua chamado Bob", relatando as experiências da dupla, de como eles se conheceram após ambos viverem nas ruas. (G1)
terça-feira, 13 de março de 2012
Mallu Magalhães:
"O Marcelo Camelo me trouxe a descoberta da feminilidade, e até uma mudança de estilo. Hoje tenho muito mais coragem em tudo, até com a música."
"Quando a roupa é muito curta, O Marcelo não gosta. Às vezes eu o escuto e, dependendo da situação e da peça, até troco a roupa."
"Tenho a alma mutante. Se a gente não muda, não tem graça. Uma das grandes vantagens de ser artista é poder mudar." (EGO)
'Ele fez de mim um monstro', diz belga atacada com ácido pelo ex-amante
Após passar por 86 cirurgias, Patricia Lefranc foi à corte em Bruxelas depor
Ataque ocorreu após ela por fim ao caso que tinha com um homem casado
Uma mulher belga que teve a face deformada após ser atacada por seu amante com ácido depôs na corte nesta segunda-feira (12) contra o homem. "Ele fez de mim um monstro", afirmou Patricia Lefranc, que passou por 86 operações após o que ela descreve como uma tentativa de assassinato.
É justamente isso que seus advogados tentam provar no julgamento de Richard Remes em Bruxelas: que ele não queria apenas ferir a amante, de 48 anos, quando a atacou em dezembro de 2009.
Remes, de 57 anos, já era casado à época e mantinha um caso com Lefranc. O ataque ocorreu depois que a mulher pôs fim ao relacionamento, segundo a reportagem do "Daily Mail".
Lefranc descia de um carro após pegar uma carona até o subúrbio de Molenbeek-Saint-Jean quando sofreu o ataque. O homem jogou ácido sulfúrico sobre seu rosto e busto. A mulher foi socorrida por vizinhos e levada para um hospital, onde ficou em coma por três meses.
"Perdi a visão do olho esquerdo e a audição em um dos ouvidos. Meu dedo anular direito foi amputado. Por volta da oitava cirurgia, eu parei de contar", afirma a mulher.
A defesa de Remes diz que ele não tinha noção do efeito devastador que o ácido usado teria. Segundo ele, o relacionamento começou depois que ele se mudou com sua mulher e filhos para um prédio de flats do qual Lefranc era zeladora. Depois que ela terminou um namoro, eles começaram a se encontrar.
Patricia Lefranc também tem um filho, e entre os danos causados pelo ataque ela cita que os amigos de seu filho fazem piadas sobre sua aparência. "As pessoas ficam me olhando na rua. Pior, eu sou usada como exemplo do que pode acontecer a uma mulher que ponha fim a um relacionamento", afirma.
segunda-feira, 12 de março de 2012

Depois de integrar o grupo de humor canadense Kids In The Hall e tornar-se
Eleonora Menicucci de Oliveira = Nicolas Sarkozy = Kevin McDonald
sexta-feira, 9 de março de 2012
Se locomover virou uma guerra
(Natália Garcia)
Ficar parado em um congestionamento provoca uma angústia tão grande que transforma o ato de se locomover em uma briga insana por espaço. “Ninguém pode ousar entrar na minha frente” é o que parece nortear as trajetórias feitas na cidade.
A divisão modal acaba estabelecendo os “times” que brigam entre si nessa guerra pela locomoção: motoristas, motoboys, ciclistas, pedestres, etc. E o comportamento é mais ou menos assim: “odeio todo mundo que me atrapalha de seguir em frente, em especial quem não é do meu time”. Quem não experimenta os outros modais não conhece as fragilidades, as dificuldades e muitas vezes nem as determinações legais de se locomover de outro jeito
Não é fácil andar de bicicleta e ser oprimido por outros veículos enormes como também não é fácil ficar parado no trânsito dentro do seu carro sem poder fazer nada ou tentar atravessar a rua e precisar correr para não ser atropelado ou ainda se espremer dentro de um ônibus ou metrô para chegar em casa. Quem não experimenta outros modais fica intolerante a eles. E é aí que mora o perigo.
O carro é uma extensão muito potente do corpo humano. Uma pessoa pesa, em média, 70 kg e se locomove a 5 km/h. Um carro possui 1 tonelada de ferro e pode chegar a atingir a marca dos 200 km/h. Uma trombada ente duas pessoas não deve machucar nenhuma delas seriamente. Já o choque entre uma pessoa e um carro pode matar. E esse é um fato que, dentro da guerra, acaba sendo esquecido.
Que coisa linda, mais uma pérola da animação, esse vídeo novo dos Explosions In The Sky.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Transmissão
(Thich Nhât Hanh)
Depois que o bebê nasce, os pais devem continuar a praticar a plena consciência. O bebê pode não compreender as palavras quando vocês estão conversando, mas suas vozes transmitem seus sentimentos. Se você disser alguma coisa com amor, o bebê vai sentir isso. Se você disser algo com irritação, a criança percebe também. Não pense que seu bebê, porque está no útero ou ainda é muito pequenino, não compreende. A atmosfera da família, seja ela qual for, penetrará na consciência armazenadora do bebê. Se a atmosfera em casa for pesada, o bebê vai senti-la.
Muitas crianças não podem suportar a atmosfera pesada de seus lares e se escondem no banheiro ou em outro aposento para não ouvir as palavras que criam feridas no coração delas. Às vezes, crianças adoecem por causa da maneira como os pais se dirigem um ao outro. Elas podem ter medo de adultos, e daqueles que têm autoridade, até o fim da vida. Já vi bebês que brincam naturalmente e com felicidade quando não tem adultos no quarto, mas tão logo a porta se abre e um adulto entra, eles ficam hesitantes e em silêncio. As sementes do medo dentro delas cresceu enormemente. O sofrimento começa quando ainda somos embriões. E algumas sementes estão presentes na nossa consciência armazenadora até mesmo antes disso, transmitidas por nossos ancestrais.
Depois das águas-vivas, as aranhas: no sudeste da Austrália essa espécie, inofensiva ao homem, construiu uma espécie de campo de refugiados para escapar das inundações.
Foto: Daniel Munoz
Foto: Daniel Munoz
quarta-feira, 7 de março de 2012
"Espanta a capacidade de Refn de deixar tudo dito com simples elementos: o gesto de proteção do protagonista que precede o beijo, a fúria de sua reação para proteger a mulher amada movida pelo instinto, não pela razão; a surpresa de Irene com uma faceta revelada pelo lacônico homem sem nome. A potência de Drive está em Refn dar chance a tudo que está em cena significar algo. É por sua surpreendente auto-consciência, noção de seu lugar no mundo e por voltar seu olhar para o homem e suas ações que Drive é, além de potente obra, um filme contemporâneo." (Raul Arthuso)
Lisney Roobeth Salara Mander no Oscar 2012.

Esta em primeiro plano é - coincidentemente, porque não tem parentesco com a Rooney - a Kate Mara ('127 hours').

Esta em primeiro plano é - coincidentemente, porque não tem parentesco com a Rooney - a Kate Mara ('127 hours').
terça-feira, 6 de março de 2012
"A poesia é o elo de ligação entre o corpo e a mente. Toda ideia na poesia se funda na emoção. Toda palavra é um apalpamento do corpo. As múltiplas interpretações que cercam um poema refletem a violenta incontrolabilidade da emoção, na qual a natureza faz o que quer. Emoção é caos. Toda emoção benigna tem um reverso de negatividade. (...) A arte jamais é simples projeto. É sempre um reordenamento ritualístico da realidade. A contemplação é um ato de magia." (Camille Paglia)
marcadores:
arte,
filosofia,
literatura,
psicanálise
"A agressão vem da natureza; é o que Nietzsche chama de vontade de poder. Para Sade, voltar à natureza era dar rédea solta à violência e ao desejo. Eu concordo. A sociedade não é a criminosa, mas a força que contém o crime. Quando os controles sociais enfraquecem, a crueldade inata do homem vem à tona. O estuprador não é criado por más influências sociais, mas por uma falha de condicionamento social. As feministas, buscando eliminar do sexo as relações de poder, colocaram-se contra a própria natureza. Sexo é poder. Identidade é poder." (Camille Paglia)
"O novo ambiente de trabalho, altamente tecnológico, é mais favorável às mulheres que o antigo mundo do trabalho manual, em que a força física dos homens era uma vantagem. Sentados ao computador, homens e mulheres têm habilidades iguais. Entretanto, a supressão do corpo no ambiente estéril do escritório é dessexualizante. Consequentemente, a pornografia se tornou uma necessidade cultural, reequilibrando a psique humana ao restaurar a conexão com nosso caráter animal." (Camille Paglia)
Coincidentemente (?), a fonte "trash 80's" utilizada na abertura do filme 'Drive', com trilha sonora eletropop estilo "trash 80's", está sendo utilizada na intranet do TRT para uma série de textos sobre a mulher, já que dia 8 é o dia internacional dela.
Provas da legitimidade de representação que essa fonte tem.
Provas da legitimidade de representação que essa fonte tem.
Nadando com águas-vivas
Animais em lago no Pacífico foram perdendo os ferrões ao longo dos anos
(BBC/G1)
Mergulhar em um local infestado de águas-vivas pode ser um pesadelo para qualquer um, mas existe um lago marinho onde os turistas podem fazê-lo sem medo de ser atingidos. No lago Jellyfish no arquipélago de Palau, no Pacífico, os animais foram ao longo dos anos perdendo seus ferrões, tornando-se inofensivos aos humanos. O lago foi no passado ligado ao Oceano Pacífico, mas quando o nível do mar baixou, as águas-vivas ficaram isoladas no local, rico em alimentos como algas. Sem risco de predadores, a população de águas-vivas aumentou bastante. Atualmente há cerca de 8 milhões delas no lago. O Jellyfish é o único dos lagos marinhos de Palau aberto ao turismo. Ele fica na ilha de Eil Malk, acessível por uma trilha a partir da praia. O fotógrafo Kevin Davidson, dono de uma pequena loja em Palau, capturou atividades de turistas no lago.
Animais em lago no Pacífico foram perdendo os ferrões ao longo dos anos
(BBC/G1)
Mergulhar em um local infestado de águas-vivas pode ser um pesadelo para qualquer um, mas existe um lago marinho onde os turistas podem fazê-lo sem medo de ser atingidos. No lago Jellyfish no arquipélago de Palau, no Pacífico, os animais foram ao longo dos anos perdendo seus ferrões, tornando-se inofensivos aos humanos. O lago foi no passado ligado ao Oceano Pacífico, mas quando o nível do mar baixou, as águas-vivas ficaram isoladas no local, rico em alimentos como algas. Sem risco de predadores, a população de águas-vivas aumentou bastante. Atualmente há cerca de 8 milhões delas no lago. O Jellyfish é o único dos lagos marinhos de Palau aberto ao turismo. Ele fica na ilha de Eil Malk, acessível por uma trilha a partir da praia. O fotógrafo Kevin Davidson, dono de uma pequena loja em Palau, capturou atividades de turistas no lago.
sábado, 3 de março de 2012
O Eric Idle estava vestido de Paul e o Neil Innes de John, na famosa faixa de Abbey Road, gravando The Rutles, e pessoas vieram perguntar se eles eram os Beatles, isso no final dos anos 70. Detalhe: o George Harrison estava com eles e as pessoas não o reconheceram.
Apr 10, 1970:
Paul McCartney announces the breakup of the Beatles
(History.com)
The legendary rock band the Beatles spent the better part of three years breaking up in the late 1960s, and even longer than that hashing out who did what and why. And by the spring of 1970, there was little more than a tangled set of business relationships keeping the group together. Each of the Beatles was pursuing his musical interests outside of the band, and there were no plans in place to record together as a group. But as far as the public knew, this was just a temporary state of affairs. That all changed on April 10, 1970, when an ambiguous Paul McCartney "self-interview" was seized upon by the international media as an official announcement of a Beatles breakup.
(History.com)
The legendary rock band the Beatles spent the better part of three years breaking up in the late 1960s, and even longer than that hashing out who did what and why. And by the spring of 1970, there was little more than a tangled set of business relationships keeping the group together. Each of the Beatles was pursuing his musical interests outside of the band, and there were no plans in place to record together as a group. But as far as the public knew, this was just a temporary state of affairs. That all changed on April 10, 1970, when an ambiguous Paul McCartney "self-interview" was seized upon by the international media as an official announcement of a Beatles breakup.
The occasion for the statements Paul released to the press that day was the upcoming release of his debut solo album, McCartney. In a Q&A format in which he was both the interviewer and the interviewee, Paul first asked and answered a number of straightforward questions involving the recording equipment he used on the album, which instruments he played and who designed the artwork for the cover. Then he got to the tough ones:
Q: "Is this album a rest away from the Beatles or the start of a solo career?"
PAUL: "Time will tell. Being a solo album means it's 'the start of a solo career...and not being done with the Beatles means it's just a rest. So it's both."
Q: "Is your break with the Beatles temporary or permanent, due to personal differences or musical ones?"
PAUL: "Personal differences, business differences, musical differences, but most of all because I have a better time with my family. Temporary or permanent? I don't really know."
Q: "Do you foresee a time when Lennon-McCartney becomes an active songwriting partnership again?"
PAUL: "No."
Nothing in Paul's answers constituted a definitive statement about the Beatles' future, but his remarks were nevertheless reported in the press under headlines like "McCartney Breaks Off With Beatles" and "The Beatles sing their swan song." And whatever his intent at the time, Paul's statements drove a further wedge between himself and his bandmates. In the May 14, 1970, issue of Rolling Stone, John Lennon lashed out at Paul in a way he'd never done publicly: "He can't have his own way, so he's causing chaos," John said. "I put out four albums last year, and I didn't say a fucking word about quitting."
By year's end, Paul would file suit to dissolve the Beatles' business partnership, a formal process that would eventually make official the unofficial breakup he announced on this day in 1970.
sexta-feira, 2 de março de 2012
"George amava achar a nota certa. Se ouvi-lo solando, ele certamente achou. Se tocasse nos meus discos... Não é preciso pensar muito... 'Isso é George!' Ele criou esse incrível som, marcante e emocional, que ele faz deslizando na guitarra." (Ringo Starr)

"John
e eu escrevemos as canções uma semana antes do estúdio. Brian telefonou
e disse: 'Estarão no estúdio na próxima semana. Têm uma semana de
folga. Mas vocês têm de escrever o álbum.' Tínhamos de escrever uma
canção por dia para que tivéssemos sete ou mais músicas, que era o
suficiente para começar. Entramos no estúdio, às 10 da manhã, e foi a
primeira vez que George e Ringo ouviram as músicas. Isso mostra como
eles eram bons. John e eu dissemos 'É assim: she loves you, yeah, yeah,
yeah...', ou o que fosse. E George fazia os acordes. E fazia: 'Hã, hã'.
Nenhum comentário, era algo como 'Vá em frente, estou entendendo. Porque
sou um de vocês. Eu não escrevi, mas entendo o que fez.' Ringo apenas
ficava por ali com suas baquetas." (Paul McCartney, cavalo no horóscopo chinês)
"O Buda, o Dharma e a Sangha não devem ser simples ideias se queremos evoluir. Juntamente com aquela declaração, a pessoa precisa praticar, precisa ser capaz de tocar e reconhecer a natureza da iluminação dentro dela mesma; caso contrário, não será uma prática, será apenas uma declaração, nada mais que uma ideia. A prática deve ser contínua, todos os dias da nossa vida, e o trabalho de transformação deve ser feito todos os dias. Então não é apenas um problema de crença, de proteção, mas de prática. O Dharma é para ser praticado. Uma simples declaração não ajuda muito. É fundamental que vivam conforme a afirmação que fizeram." (Thich Nhât Hanh)
quinta-feira, 1 de março de 2012
Trechos livremente traduzidos e recortados por mim do livro 'O martelo das bruxas', a bíblia dos inquisidores misóginos:
Existem três coisas no homem: vontade, entendimento e corpo. A primeira delas é controlada por Deus (o coração do Rei está nas mãos do Senhor), a segunda é iluminada por um Anjo e a terceira é guiada pelos movimentos das estrelas. Como os demônios não conseguem efetuar mudanças sobre o corpo, e isso é frequentemente provado, a eles sobra o poder para provocar amor ou ódio na alma. Quem acredita que qualquer pessoa pode ser transformada para melhor ou para pior, ou até em alguma outra coisa, sem ser por obra do Criador, é pior que um pagão e que um herético. O demônio pode enxergar nossos pensamentos do fundo do coração, mas isso é contrário ao que diz o livro de Eclesiastes: "O diabo não pode enxergar nossos pensamentos. Nem todos os nossos maus pensamentos vêm do diabo, alguns surgem por nossa própria escolha." Somente Ele (conforme Santo Agostinho) é capaz de entrar na alma, pois foi Ele que a criou. O diabo não consegue diretamente afetar a vontade do homem, mas é capaz de agir sobre ela por meio da persusão, visível ou invísivel.
Existem três coisas no homem: vontade, entendimento e corpo. A primeira delas é controlada por Deus (o coração do Rei está nas mãos do Senhor), a segunda é iluminada por um Anjo e a terceira é guiada pelos movimentos das estrelas. Como os demônios não conseguem efetuar mudanças sobre o corpo, e isso é frequentemente provado, a eles sobra o poder para provocar amor ou ódio na alma. Quem acredita que qualquer pessoa pode ser transformada para melhor ou para pior, ou até em alguma outra coisa, sem ser por obra do Criador, é pior que um pagão e que um herético. O demônio pode enxergar nossos pensamentos do fundo do coração, mas isso é contrário ao que diz o livro de Eclesiastes: "O diabo não pode enxergar nossos pensamentos. Nem todos os nossos maus pensamentos vêm do diabo, alguns surgem por nossa própria escolha." Somente Ele (conforme Santo Agostinho) é capaz de entrar na alma, pois foi Ele que a criou. O diabo não consegue diretamente afetar a vontade do homem, mas é capaz de agir sobre ela por meio da persusão, visível ou invísivel.
Fé na medicina
(Contardo Calligaris)
(...) Na reforma proposta, o aborto não seria crime: "Por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade".
Só para começar, o requisito de que seja respeitada a vontade da gestante é uma ideia simpática, mas, infelizmente, problemática.
Há gestantes que suplicam para serem liberadas da gestação, cujas sensações lhes são intoleráveis. Algumas conseguem abortar, mas se culpam e entenebrecem até o fim da vida. Outras levam a gravidez a termo no desespero e no ódio ao feto que carregam como se fosse "Alien, o Oitavo Passageiro". Muitas dessas, no fim, choram de alegria e agradecem que ninguém as tenha escutado quando pediam para abortar.
Inversamente, uma mulher raramente pede para abortar no caso mais certeiro em que ela não teria "condições psicológicas" de ser mãe.
Lembro-me de uma mulher encontrada na banheira de sua casa, cantarolando e brincando com sua bebê morta afogada. Não é muito raro: entre uma e duas mulheres em cada mil partos passam por uma psicose puerperal -ou seja, uma psicose transitória desencadeada pelo parto. Entre elas, há mulheres que, recuperadas, tentam com sucesso outra gravidez. Quanto à mulher encontrada na banheira com seu brinquedo inerte, dois anos antes, ela tinha tido outro bebê, que morrera (misteriosamente) de "morte súbita", no berço.
Quando ela deixou o hospital (livre, pois na hora do infanticídio ela era incapaz de entender e querer), tentamos dissuadi-la de uma nova gravidez. Voltou meses depois, toda feliz, para mostrar à equipe que estava grávida de novo.
Os que viram aquela mulher brincando na banheira pensavam que deveríamos impor um aborto sem o consentimento da gestante. Os que não a viram pensaram que, no fundo, não havia como excluir completamente que a nova gravidez fosse o prelúdio de uma maternidade feliz. Hoje, não sei de que lado eu me situaria.
Naquele caso, os favoráveis ao aborto por falta de "condições psicológicas" podiam invocar os antecedentes e talvez prevalecessem num debate. Mas, na ausência de antecedentes, quem poderia mesmo constatar que uma mulher "não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade"?
Em tese, o psiquiatra e, mais ainda, o psicólogo (porque, numa avaliação prognóstica, é útil recorrer a testes projetivos e de inteligência emocional e cognitiva). Mas não vai ter briga: psiquiatras e psicólogos só lutarão por essa duvidosa prerrogativa se eles precisarem muito pagar as contas do fim do mês.
Obviamente, "o médico" (genérico), sugerido pelo texto da proposta, não teria treino algum para avaliar psicologicamente as gestantes.
Mas se entende que, no texto da proposta, "o médico" não é mencionado por sua suposta competência; ele é invocado como a entidade para a qual delegamos nossa incômoda liberdade moral. Algo assim: não sabemos se, quando e como o aborto deveria ser criminalizado ou não, mas chamem o médico, e que ele decida, na base de suas avaliações "científicas".
Ou seja, não vamos discutir, entre nós ou dentro de nós, sobre o que é certo e o que é errado; é muito mais fácil remeter nossa vida nas mãos de quem nos diz o que é "saudável" ou não.
Flávio Ferreira:
(Contardo Calligaris)
(...) Na reforma proposta, o aborto não seria crime: "Por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade".
Só para começar, o requisito de que seja respeitada a vontade da gestante é uma ideia simpática, mas, infelizmente, problemática.
Há gestantes que suplicam para serem liberadas da gestação, cujas sensações lhes são intoleráveis. Algumas conseguem abortar, mas se culpam e entenebrecem até o fim da vida. Outras levam a gravidez a termo no desespero e no ódio ao feto que carregam como se fosse "Alien, o Oitavo Passageiro". Muitas dessas, no fim, choram de alegria e agradecem que ninguém as tenha escutado quando pediam para abortar.
Inversamente, uma mulher raramente pede para abortar no caso mais certeiro em que ela não teria "condições psicológicas" de ser mãe.
Lembro-me de uma mulher encontrada na banheira de sua casa, cantarolando e brincando com sua bebê morta afogada. Não é muito raro: entre uma e duas mulheres em cada mil partos passam por uma psicose puerperal -ou seja, uma psicose transitória desencadeada pelo parto. Entre elas, há mulheres que, recuperadas, tentam com sucesso outra gravidez. Quanto à mulher encontrada na banheira com seu brinquedo inerte, dois anos antes, ela tinha tido outro bebê, que morrera (misteriosamente) de "morte súbita", no berço.
Quando ela deixou o hospital (livre, pois na hora do infanticídio ela era incapaz de entender e querer), tentamos dissuadi-la de uma nova gravidez. Voltou meses depois, toda feliz, para mostrar à equipe que estava grávida de novo.
Os que viram aquela mulher brincando na banheira pensavam que deveríamos impor um aborto sem o consentimento da gestante. Os que não a viram pensaram que, no fundo, não havia como excluir completamente que a nova gravidez fosse o prelúdio de uma maternidade feliz. Hoje, não sei de que lado eu me situaria.
Naquele caso, os favoráveis ao aborto por falta de "condições psicológicas" podiam invocar os antecedentes e talvez prevalecessem num debate. Mas, na ausência de antecedentes, quem poderia mesmo constatar que uma mulher "não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade"?
Em tese, o psiquiatra e, mais ainda, o psicólogo (porque, numa avaliação prognóstica, é útil recorrer a testes projetivos e de inteligência emocional e cognitiva). Mas não vai ter briga: psiquiatras e psicólogos só lutarão por essa duvidosa prerrogativa se eles precisarem muito pagar as contas do fim do mês.
Obviamente, "o médico" (genérico), sugerido pelo texto da proposta, não teria treino algum para avaliar psicologicamente as gestantes.
Mas se entende que, no texto da proposta, "o médico" não é mencionado por sua suposta competência; ele é invocado como a entidade para a qual delegamos nossa incômoda liberdade moral. Algo assim: não sabemos se, quando e como o aborto deveria ser criminalizado ou não, mas chamem o médico, e que ele decida, na base de suas avaliações "científicas".
Ou seja, não vamos discutir, entre nós ou dentro de nós, sobre o que é certo e o que é errado; é muito mais fácil remeter nossa vida nas mãos de quem nos diz o que é "saudável" ou não.
Flávio Ferreira:
(...) Apesar desse movimento do debate
psiquiátrico forense, agora aparece alguém novamente querendo dar mais
poder ao psiquiatra, e como se este fosse capaz de decidir o futuro de
duas vidas. Já tive casos de pacientes que os sintomas psiquiátricos,
psicóticos ou não, tornaram-se menos intensos após o nascimento do
filho. Já tive pacientes que tomaram medicações psiquiátricas durante
toda a gestação, pois era impossível suspender, e as crianças nasceram
normais. Já vi casos que a família tornou-se mais unida após o
nascimento da criança. Ou seja, não é possível afirmar os impactos que
uma gestação provocará na vida de uma mulher.
E o possível conflito emocional na
relação médico-paciente, que uma medida como essa pode provocar caso um
médico permita a realização do aborto? E depois, já fora do “surto”,
com essa paciente culpando seu médico pelo filho que lhe foi retirado?
Uma tragédia na sala de espera.
Crítico do tamanho do poder psiquiátrico
que a sociedade construiu, Foucault, ironizou, em um de seus seminários
em janeiro de 1974: "Me dê seu sintoma e eu removerei sua culpa."
marcadores:
filosofia,
psicanálise,
psicologia
(ou) Por que o homem da Idade Média deveria temer a mulher
Assinar:
Postagens (Atom)






















