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terça-feira, 27 de julho de 2010

Sonhei com belugas saltitantes. Elas também são chamadas de baleias-brancas ou canários-do-mar, por causa do seu canto.



Ecolocalização ou biosonar é uma sofisticada capacidade biológica de detectar a posição e/ou a distância de objetos (obstáculos no ambiente) ou animais através de emissão de ondas ultrassônicas, no ar ou na água, e análise ou cronometragem do tempo gasto para essas ondas serem emitidas, refletirem no alvo e voltarem à fonte sobre a forma de eco (ondas refletidas). Baseado nessa capacidade natural os seres humanos desenvolveram a "ecolocalização artificial" com radar, sonar e aparelhos de ultrassonografia.

O golfinho e a baleia branca (ou beluga) produzem sons de alta frequência ou ultrassônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de "clicks" ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Espermatócito, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A frequência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.

Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.

Assim que o eco é recebido, o animal gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais frequência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao animal identificar a distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho e a baleia conseguem segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente.



Pitchfork: Há quanto tempo você queria fazer seu próprio disco?

Philip Selway: Eu toco guitarra e componho desde os 15, mas eu realmente comecei a pensar em fazer um álbum há uns quatro anos. Mas eu não sabia que iria cantar nele; eu não sentia que tinha uma voz convincente naquele momento. Foram quatro anos de tentativa e erro pra encontrar as alturas que eu posso fazer. É um pouco como um salto de fé. A primeira vez em que eu ouvi a minha voz saindo nas caixas do estúdio foi quando eu pensei "OK, talvez eu possa fazer isto". Mesmo que eu me sinta muito vulnerável. Quando você está cantando, soa de uma forma particular na sua mente - você pensa que sua voz é um James Earl Jones, mas está mais para um Mickey Mouse.

segunda-feira, 26 de julho de 2010



Drinking in the morning sun
Blinking in the morning sun
Shaking off the heavy one
Heavy like a loaded gun

What made me behave that way?
Using words I never say
I can only think it must be love
Oh, anyway, it's looking like a beautiful day

Someone tell me how I feel
It's silly wrong but vivid right
Oh, kiss me like the final meal
Yeah, kiss me like we die tonight

Cause holy cow, I love your eyes
And only now I see the light
Yeah, lying with me half-awake
Oh, anyway, it's looking like a beautiful day

When my face is chamois-creased
If you think I'll wink, I did
Laugh politely at repeats
Yeah, kiss me when my lips are thin

Cause holy cow, I love your eyes
And only now I see you like
Yeah, lying with me half-awake
Stumbling over what to say
Well, anyway, it's looking like a beautiful day

So throw those curtains wide!
One day like this a year'd see me right!
Não confunda alhos com bugalhos.

Substantivo masculino.
1.Bot. Galha arredondada ou coroada de tubérculos que se forma nos carvalhos.
2.Bot. Noz de galha.
3.Qualquer objeto de forma aproximadamente esférica.
4.P. ext. Pop. O globo ocular.

domingo, 25 de julho de 2010

Nas horas mais difíceis, ateus pedem por Deus.



Roger Waters e David Gilmour fizeram show juntos este ano.

sábado, 24 de julho de 2010

O_O


"Há jogadores, principalmente os mais novos, que fazem dois, três jogos bons e já viram astros. E isso estava atrapalhando nossa equipe. O Walter é um belo jogador, que poderia nos ajudar muito mais do que nos ajudou. Mas não é só ele. Temos muitos jogadores com bom pontencial que precisam tomar cuidado. O futebol é dinâmico, e se você dá muitos ouvidos aos elogios pode se enganar. O Celso Roth é o maior responsável pela melhora do Inter nos últimos jogos. A principal contribuição dele até o momento foi ter 'baixado a bola' do grupo de jogadores, que tem bastante qualidade, mas ainda não ganhou um título na temporada." (Alecsandro)
"'Pesadelo em peluche' teve como ponto de partida o livro 'The atrocity exhibition' ('A feira de atrocidades'), de J. G. Ballard, e a questão aí levantada da nova percepção do real que o panorama mediático e cultural instituído pela moderna comunicação de massas induz no indivíduo. É sobejamente conhecida a anedota do miúdo urbano que se espanta ante a visão de uma galinha viva porque só a figurava depenada e dependurada nos talhos e nos supermercados. Da mesma forma, com o devido reajuste de escala, que traços de personalidade são sulcados no sujeito diariamente exposto às imagens choque de guerras, acidentes, crimes ou catástrofes naturais que enchem os noticiários televisivos, aos paradigmas produzidos pela publicidade na permanente exaltação de objectos quotidianos como o champô, o automóvel, os destinos de férias ou os gadgets tecnológicos, aos mexericos emocionais da vida privada de vedetas televisivas e demais figuras públicas constantemente expostos nas capas das revistas e nos escaparates dos quiosques, aos infindáveis cenários de auto-estradas, engarrafamentos, viadutos, aeroportos e vastos bairros uniformes que lhe marginam as jornadas casa trabalho? Essa matéria visual da cultura mediática e os novos desejos e padrões psíquicos que fomenta constituem o cerne das histórias contidas nas canções e também a premissa para a sua composição, desenvolvida a partir de algumas das matrizes que os últimos 30 anos da história do rock fixaram. Assim, os riffs ou as batidas à maneira de servem para enquadrar narrativas psicóticas onde a pulsão sexual é alimentada por estranhos fetiches e a morte não passa de uma ficção conceptual carregada de encantos obscenos. Como se, perdido o equilíbrio genésico, a vida se transmutasse num perturbante pesadelo de desconcerto numa mente entorpecida pelo peluche do conforto." (Adolfo Luxúria Canibal)

Apresentação dos Mão Morta no dia 9 julho, com 50 minutos.
Discografia completa para download.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ao meu amor serei atento.
Angela Francisca


Porque o meu amor é dor.
No peito assustado do homem que chora.
Amor de susto em pensar perder o que não é propriedade,
mas é a graça que vem e abençoa e fica.

O meu amor sozinho,
que vaga pelos caminhos mais estreitos,
abre caminhos não desbravados
e se perde nas terras já vistas.

Como eu amo o meu amor desatento,
que se esquece de mim e quando fui nem percebeu.
Um amor de aquário e virgem,
curioso e delicado.

É o meu amor que dorme abraçado,
mesmo quando sonha com o pesadelo.
Amor de coragem e medo, desejo e lágrima
em um peito aberto e doado sem receio.

Amor meu, dos olhos meus, do corpo meu.
Me tem sem eu saber como, sem eu poder sequer deter.
Abre meu peito e também minha alma,
me toma e me liberta mesmo que em sofrimento.

Cabe em mim o que não cabe em ti,
amor do corpo finito pro imenso espírito que contém.
'Death proof' é o melhor filme do Quentin Tarantino.



"Eis o tema tarantinesco da mulher poderosa, a exemplo de Jackie Brown (Pam Grier, no filme homônimo), Beatrix Kiddo (Uma Thurman, em Kill Bill) ou Shosana Dreyfus (Melanie Laurent, em Bastardos Inglórios). Todas elas se vingam de homens prepotentes e controladores. Encontram a grande alegria na degustação da pura vingança. Se não há moral no universo de Tarantino, existe uma ética da potência, na medida em que os personagens lutam por si mesmos, na relação de forças, para sobrepujar os agressores." (Bruno Cava)

"Um koan é um dispositivo de meditação, um tipo especial de charada zen. Os koans são resolvidos não com o intelecto, mas com a prática da consciência plena, concentração e insight. Um koan pode ser contemplado e praticado individualmente ou coletivamente, mas enquanto permanecer sem solução, um koan é perturbador. É como uma flecha perfurando nosso corpo, que não conseguimos retirá-la; enquanto ela estiver alojada ali nós não conseguimos nem estar felizes nem em paz. No entanto a flecha do koan não veio realmente do exterior, nem é um infortúnio. Um koan é uma oportunidade de olharmos profundamente e transcendermos nossas preocupações e confusões. Um koan nos força a tratar as grandes questões da vida, questões sobre o nosso futuro, sobre o futuro de nosso país e sobre a nossa própria felicidade genuína. Um koan não consegue ser resolvido através de argumentações intelectuais, lógica ou razão, nem através de debates, tais como se o que existe é apenas a mente ou a matéria. Um koan só consegue ser resolvido pelo poder da consciência plena correta e concentração correta. Quando penetramos um koan, sentimos uma sensação de alívio, e não temos mais medos ou dúvidas. Compreendemos o nosso caminho e realizamos grande paz." (Thich Nhât Hanh)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

"Estupidez por estupidez, religião e ciência se tocam. Ambas estão interessadas em corrigir a vida e o homem; aquela via a Verdade no plano celestial, esta via a verdade no plano terreno. Uma atrelada a Deus, a outra atrelada à economia. Dogma celeste por dogma terreno, fé e razão: enfim, estamos falando de mesmos processos com um monólogo discursado diferentemente. No entanto, não convém descartar o que não podemos mais descartar (?). E com o uso de luvas e dando ao entendimento a sua capacidade de distância, conseguimos retirar da estupidez os seus extratos de sabedoria. 'E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer livros, e o muito estudar é enfado da carne.' – Eclesiastes, 12, 12." (Adriel)

terça-feira, 20 de julho de 2010

A fotografia é protegida por lei? Prof. Enio Leite - É. A fotografia é considerada como obra intelectual, e como tal está protegida pelo art. 7., inc. VII da Lei 9610/98: Art.7.: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como: VII - As obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia.

Quem é o autor? A Lei garante os seus direitos? - O autor é a pessoa física que cria a obra literária, artística ou científica, sendo, no nosso caso, o próprio fotógrafo. O autor da obra fotográfica poderá ser identificado pelo seu nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, pelo pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.

A obra fotográfica precisa ser registrada? Como é comprovada sua autoria? - Não. O artigo 18 da Lei dos Direitos Autorais exime a obrigação de registro da obra.

Direitos Morais - São direitos que o autor não poderá vender, dar, emprestar, fazer leasing, desistir, etc. Eles são parte inseparável da obra criada, seja ela feita por encomenda, co-autoria, colaboração ou outras, pertencendo esses direitos única e exclusivamente ao autor. Portanto, pelo art. 24 da Lei dos Direitos Autorais, o fotógrafo tem direito a:

> Reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da foto.
> Ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional ou indicado na utilização da foto. É o que chamamos de crédito.
> Conservar a foto inédita.
> Opor-se a qualquer modificação na sua foto. No entanto, o fotógrafo pode modificar sua foto, antes ou depois de uilizada.
> Retirar de circulação a sua foto ou suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando considerar a circulação ou utilização indevida.


Lei 9610/98, Art. 105. A transmissão e a retransmissão, por qualquer meio ou processo, e a comunicação ao público de obras artísticas, literárias e científicas, de interpretações e de fonogramas, realizadas mediante violação aos direitos de seus titulares, deverão ser imediatamente suspensas ou interrompidas pela autoridade judicial competente, sem prejuízo da multa diária pelo descumprimento e das demais indenizações cabíveis, independentemente das sanções penais aplicáveis; caso se comprove que o infrator é reincidente na violação aos direitos dos titulares de direitos de autor e conexos, o valor da multa poderá ser aumentado até o dobro.


Código Penal, Art. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº 10.695, de 1º.7.2003) Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
Diz-se que a autoria é do Pasquale Cipro Neto.


"Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro."
O correto é: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro."

"Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão."
O correto é: "Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão."

"Cor de burro quando foge."
O correto é: "Corro de burro quando foge!"

"Quem tem boca vai a Roma."
O correto é: "Quem tem boca vaia Roma."

"Cuspido e escarrado."
O correto é: "Esculpido em carrara." (carrara é um tipo de mármore)

"Quem não tem cão, caça com gato."
O correto é: "Quem não tem cão, caça como gato." (ou seja, sozinho)
Jamais confie num astrólogo que não goste de gatos
Camille Paglia


Uma das mais incompreendidas características da vida egípcia é a veneração dos gatos, cujos corpos mumificados têm sido encontrados aos milhares. Minha teoria é que o gato foi o modelo da singular síntese de princípios do Egito. O gato moderno, o último animal domesticado pelo homem, descende do Felis lybica, um gato selvagem do Norte da África. Os gatos são errantes e misteriosas criaturas da noite. Crueldade e brincadeira são a mesma coisa para eles. Vivem do e para o medo, treinando assustar-se e assustar os humanos com súbitas correrias e emboscadas. Os gatos habitam o oculto, isto é, o “escondido”. Na Idade Média, eram caçados e mortos por suas ligações com as bruxas. Injusto? Mas o gato realmente está ligado à natureza ctônica, mortal inimiga do cristianismo. [(Da wikipédia.) Em mitologia, e particularmente na grega, o termo ctônico (do grego khthonios, "relativo à terra", "terreno") designa ou refere deuses ou espíritos do mundo subterrâneo, por oposição às divindades olímpicas. Por vezes são também denominados "telúricos" (do latim tellus).] O gato preto do Dia das Bruxas é a sombra que ficou da noite arcaica. Dormindo até vinte de cada 24 horas, os gatos reconstroem e habitam o primitivo mundo noturno. O gato é telepata – ou pelo menos acha que é. muitas pessoas se amedrontam com seu olhar frio. Comparados com os cães, servilmente ávidos por agradar, os gatos são autocratas de evidente interesse próprio. São ao mesmo tempo amorais e imorais, violando regras conscientemente. Seu “mau” olhar nessas horas não é nenhuma projeção humana: o gato talvez seja o único animal que saboreia o perverso ou reflete a respeito.Assim, o gato é um adepto dos mistérios ctônicos. Mas tem uma dualidade hierática. Tem olhar intensivo. O gato fundo o olho de Górgona do apetite com o distanciado olho apolíneo da contemplação. Valoriza a invisibilidade, imaginando-se comicamente indetectável quando atravessa um gramado com passo malandro. Mas também adora ver e e ser visto; é um espectador do drama da vida, divertido, condescendente. É um narcisista, sempre ajeitando a própria aparência. Quando está assanhado, seu ânimo cai. Os gatos têm um senso de composição pictórica: colocam-se simetricamente em cadeiras, tapetes, até mesmo numa folha de papel no chão. Aderem a uma métrica apolínea de espaço matemático. Altivos, solitários, precisos, são árbitros da elegância – esse princípio que considero nativamente egípcio.

Os gatos são poseurs. Têm um senso de persona – e ficam visivelmente vexados quando a realidade perfura sua dignidade. Os macacos são mais humanos, mas menos bonitos. Agachando-se, tagarelando, batendo no peito, mostrando o traseiro, os macacos são convencidos vulgares que assomam na estrada evolucionária. As sofisticadas personas dos gatos são sinais de avançada teatralidade. Sacerdote e deus de seu próprio culto, o gato segue um código de pureza ritual, limpando-se religiosamente. Faz sacrifícios pagãos a si mesmo e pode partilhar suas cerimônias com os eleitos. O dia do dono de um gato muitas vezes começa com um belo monte de entranhas ou pernas trituradas de camundongo na varanda – lembretes darwinianos. O gato é o habitante menos cristão do lar médio.

No Egito, o gato; na Grécia, o cavalo. Os gregos não ligavam para os gatos. Admiravam o cavalo e usavam-no constantemente na arte e na metáfora. O cavalo é um atleta, altivo mas serviçal. Aceita cidadania num sistema público. O gato é a lei em si. Jamais perde seu ar despótico de luxo e indolência orientais. Era feminino demais para os gregos, amantes do masculino. Falei da invenção egípcia da feminilidade, uma estética de prática social distanciada da brutal maquinaria feminina da natureza. As roupas da egípcia aristocrática, uma perfeita túnica de linho transparente pregueado, eram macias, lisas, fluidas. Macia é a sorrateiricie noturna dos gatos. Os egípcios admiravam o aspecto liso, nédio, nos mastins, chacais e gaviões. O nédio é o liso contorno apolíneo. Mas a maciez é a arte sinuosa das trevas daimônicas, que o gato traz para o dia.

Os gatos têm pensamentos secretos, uma consciência dividida. Nenhum outro animal é capaz de ambivalência, essas ambíguas correntes contraditórias de sentimentos, como quando um gato ronronante enterra ao mesmo tempo os dentes como advertência, no braço de alguém. O drama interior de um gato ocioso é telegrafado pelas orelhas, que giram para um farfalhar distante enquanto ele repousa os olhos com falsa adoração nos nossos, e depois, pela cauda, que bate ameaçadora mesmo quando ele cochila. Às vezes, o gato finge não ter qualquer relação com a própria cauda, à qual ataca esquizofrenicamente. A cauda a contorcer-se e a bater é o barômetro ctônico do mundo apolíneo do gato. é a serpente no jardim, trombando e triturando com maliciosa antecipação. A ambivalente dualidade do gato é dramatizada nas suas erráticas mudanças de humor, saltos abruptos do torpor à mania, com os quais contém nossa presunção: “Não chegue mais perto. Nunca se sabe”.

Assim, a veneração dos egípcios pelos gatos não era nem tola nem infantil. Por meio do gato, o Egito definiu e refinou sua complexa estética. O gato era o símbolo daquela fusão de ctônio e apolíneo que nenhuma outra cultura conseguiu. A linha pagã de olho intenso do Ocidente começa no Egito, como acontece com a dura persona da arte e da política. Os gatos são exemplares de ambos. O crocodilo, também cultuado no Egito, assemelha-se ao gato em sua passagem diária entre dois reinos: movendo-se entre água e terra, o rugoso crocodilo é o ego blindado do ocidente, sinistro, hostil e sempre em guarda. O gato é um viajante do tempo do antigo Egito. Retorna sempre que a feitiçaria ou o estilo estão na moda. No esteticismo decadente de Poe e Baudelaire, ele readquire seu prestígio e magnitude de esfinge. Com seu gosto pelo ritual e o espetáculo sangrento, conspiração e exibicionismo, é pura pompa pagã. Unindo primitivismo noturno a elegância de linha apolínea, tornou-se o paradigma vivo da sensibilidade egípcia. O gato, fixando sua rápida energia predatória em poses de stasis apolínea, foi o primeiro a encenar o imobilizado momento de quietude conceitual que é a grande arte.


Esta moça, uma modelo chamada Kristen Kennis, está processando a banda Vampire Weekend pelo uso não-autorizado de sua imagem na capa do disco 'Contra', lançado este ano.

segunda-feira, 19 de julho de 2010



St. Vincent no último sábado, era o festival da Pitchfork, com sua guitarra invejada.

sábado, 17 de julho de 2010

"Que o homem seja redimido da vingança: este é para a mim um arco-íris depois de longas imtempéries. Mas outra coisa, sem dúvida, é o que querem as tarântulas. 'Que o mundo fique repleto das imtempéries de nossa vingança' - assim falam elas entre si. 'Vingança queremos exercer, e ignonímia, sobre todos os que não são ...iguais a nós' - assim se ajuramentam os corações de tarântula." (Nietzsche)
"Porque, se eu deixar transpirar os meus vícios, todos acreditarão melhor nas virtudes que faço resplandecer (...). Assim, pois, a hipocrisia será expulsa, decididamente, da minha morada. Haverá nos meus cantos uma imponente prova de poder por desprezar assim as opiniões herdadas." (Lautréamont/Mão Morta)
Para fazer o filme Deserto Vermelho, Antonioni mandou queimar uma pradaria, pintou as casas de Ravenna de outras cores e pintou um bosque.
"Harry, não tenho ideia de aonde isso vai nos levar. Só sei que será um lugar lindo e estranho." (Dale Cooper)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Prestes a completar 10 anos de blog.
Mais de 100.000 acessos.
Mais de 5.000 postagens.
Nossa. Orgulho do filho aqui.
"Quando somos capazes de nos liberar do sofrimento, nossa mente se torna clara, então ela pode refletir a realidade última sem nenhuma procura intelectual. Sua mente se torna como um espelho que pode refletir a realidade como ela é, sem nenhuma distorção. Você é um rei e sua face é como um espelho refletindo a realidade como é, e você não precisa de nenhuma palavra, nenhum conceito, nenhuma noção. (...) Ao ver, ouvir ou sentir alguma coisa e considerar que ela é a única coisa que pode te trazer conforto e vantagem, você sempre fica inclinado a ficar preso nisso e considera tudo o mais inferior. Esta é a tendência natural de cada um de nós. Queremos confinar a verdade. Quando você for capaz de silenciar todas as visões e palavras, quando se libertar delas, a realidade se revelará sozinha para você. Isto é Nirvana. Nirvana é a cessação, é a extinção. Primeiro a extinção das visões e então a extinção do sofrimento que nasce com as visões." (Thich Nhât Hanh)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Eleito por 'notáveis', logo da Copa 2014 gera polêmica entre leigos e especialistas
Flavia Perin/UOL




Assim como a escalação de Dunga, o logo da Copa de 2014, que será sediada no Brasil, já nasceu polêmico. Lançado oficialmente em evento realizado na África do Sul na última quinta-feira (8), o desenho tem levantado dúvidas em relação às suas referências e aos critérios de escolha, e virou piada instantânea no Twitter, onde se espalhou a comparação da marca com a silhueta do líder espírita Chico Xavier.

Verde, amarelo e vermelho, o logo criado pela agência Africa foi apresentado como uma representação estilizada da taça da Copa do Mundo, encoberta por três mãos que se entrelaçam. A escolha coube a uma equipe de “notáveis”, formada por Ivete Sangalo, Gisele Bündchen, Paulo Coelho, Hans Donner e Oscar Niemeyer, além do presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa (COL), Ricardo Teixeira, e do secretário da Fifa, Jérome Valcke.

No vídeo exibido na cerimônia de lançamento, o presidente da CBF e do COL afirmou que o logo “prepara para o Mundial”. “Ao olhar para ele, ninguém vai imaginar outra coisa que não seja a Copa do Mundo no Brasil.”

Outras seis imagens fizeram parte da votação, todas sugeridas por agências de publicidade. A campeã comemora no Facebook: “A agência Africa está em festa. O logo da Copa do Mundo de 2014, q vai acontecer no Brasil, foi criada por nós. Demais. [sic]”.

Patrocinadora oficial do evento, a Adidas confeccionou mais de mil camisetas com a marca estampada, que serão colocadas à venda em sites e lojas.

A Associação dos Designers Gráficos (ADG), que a princípio faria parte da seleção, publicou em seu site nota em que declara ter sido excluída pela Fifa do processo – “ADG aguarda esclarecimentos da Fifa sobre a marca da Copa 2014”.

Professora do curso de Design da FAU-USP, Priscila Farias conta que quando viu o logo pela primeira vez achou que se tratava de uma brincadeira. Para ela, a ideia de utilizar formas que lembram mãos não é ruim. “Mas as formas estão terrivelmente mal resolvidas, e isso faz com que a figura, como um todo, pareça fraca, transmitindo a sensação de um desenho improvisado e pouco profissional, um tanto infantil e ingênuo, ao mesmo tempo sem a graça de um desenho de criança, ou a espontaneidade de algo genuinamente naif”, diz.

Em sua análise, ela revela: “Uma coisa que me incomoda especialmente é a absoluta falta de controle dos espaços brancos internos. Os números que compõem o ano ficam a meio caminho, entre um tratamento geométrico ou orgânico, e o 2 é tão mal resolvido que parece um Z. Na redução, o 4 fica muito similar ao A de ‘Brasil’, e, no lugar de 2014, lemos ‘ZOIA’.”

Priscila ainda destaca que as letras da palavra Brasil misturam caixas alta e baixa sem critério aparente, fugindo à norma culta (a letra A aparece em caixa alta no meio da palavra, e o L fica entre maiúscula e minúscula). “Mesmo assim, com uma rigidez que não é a das escritas populares – se é que a intenção era simular uma escrita popular ou vernacular –, sugerindo que o design foi resolvido por alguém que não entende muito de tipografia”, observa.

Também controversa, a primeira impressão do designer Muti Randolph ao ver o desenho – compartilhada por outros artistas gráficos, como Alexandre Wollner – foi de uma mão levada ao rosto “num gesto de tristeza e vergonha”. “Por perder a Copa de novo em casa?”

Randolph diz, que numa rápida reflexão, o logo pode remeter à ideia de “todo mundo metendo a mão na Copa”. “Temo que tenham feito uma marca não muito bem desenhada, mas apropriada a esta interpretação: se tomarmos por medida a falta de transparência e o resultado deste processo, devemos temer por todos os outros desta Copa, da formação da comissão técnica à construção e reforma dos estádios”, considera.

O designer questiona, ainda, o uso da cor vermelha – “Seria influência africana?”. Sobre a fonte de inspiração da marca, Randolph denomina o atual troféu Fifa como “uma aberração grotesca dos anos 70 que substituiu a clássica e linda art déco Jules Rimet”.

Ele recorda que, conquistado definitivamente pelo Brasil em 1970, o troféu foi roubado e nunca mais encontrado (cogita-se que tenha sido derretido). “Se o Brasil ganhar o hexa, alguém bem poderia repetir o feito e transformar as figuras disformes (que já parecem derreter) em barras de ouro. Estariam fazendo um favor à estética”, alfineta.

Já o artista plástico Marcius Galan recorre à Jabulani para traçar seu raciocínio. “Acabamos de passar por uma Copa onde a bola, um objeto com função determinante para o bom andamento dos jogos, era ruim. Isso foi notado nos primeiros treinos e mesmo assim, como já haviam sido fechados os contratos, os jogadores tiveram que se calar.”

Para ele, este é apenas um exemplo “de como o que está em jogo não é o jogo”. “Então eu não esperaria o logo da Copa no Brasil nascendo de uma pesquisa séria. Se é melhor para a campanha que a Gisele eleja o melhor logo, esse será o melhor e ponto. O resto é uma questão de gosto”, constata Galan. “E, falando de gosto, acho até bonitinho, meio ingênuo, meio retrô. Poderia ter sido muito pior.”

[Veja aqui os logotipos de todas as Copas.]

segunda-feira, 12 de julho de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Eu vou colocar um tubarão num aquário gigantesco e quatro pessoas sangrando, cada uma com uma máscara do Felipão, do Mano Menezes, do Muricy e do Leonardo. Quem o tubarão matar primeiro será o técnico da Seleção. (A água é símbolo do inconsciente, por isso os animais aquáticos enxergam o futuro.)
"Todos os homens são lindos assistindo futebol. Claro, algum é mais lindo do que todos, mesmo assim, todos são lindos, independente dos alguns de cada um que como eu fica admirado com a beleza e a doçura que é a transformação de um homem quando assiste futebol." (Lúcia Carolina)

<-- Is it a MESSY? Não. É a Espanha campeã.

Foi emocionante o momento do chute cruzado e rápido do Iniesta, quando os jogadores espanhóis todos continuaram em movimento, correndo em convergência na direção do canto do campo, amontoando-se todos como os monstros do Where The Wild Things Are. O Galvão quase chorou, eu quase chorei.

"Os espanhóis têm mais sangue. A Holanda também é boa, mas é aquele futebol europeu", disse o guardinha colorado aqui da rua. Já que não foi nenhum latino-americano, ninguém do leste europeu, pelo menos alguém latino-europeu - e não italiano, e "virgem".

E não tinha jeito: o polvo precog já havia VISTO.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010



Jana Winderen vive e trabalha em Oslo e tem um background em matemática e química. Seu trabalho revela a complexidade e a estranheza do mundo invisível. A topografia sonora dos oceanos e a profundidade de buracos nas geleiras são trazidos à superfície. Ela gosta de encontrar os sons de fontes escondidas. "Nas profundezas dos oceanos há texturas sonoras invisíveis, porém audíveis. Ignoramo-as, embora os oceanos representem 70% do nosso planeta."

"Alegria e felicidade nascem da concentração. Quando você está bebendo uma xícara da chá, o valor dessa experiência depende de sua concentração. Você tem que beber sua xícara de chá com 100% de seu ser. O verdadeiro prazer é experimentado na concentração. Quando você anda e está 100% concentrado, a alegria que obtém dos passos que está dando é muito maior que a alegria que teria sem concentração. Você tem que investir 100% de seu corpo e mente no ato de andar. Então experimentará que estar vivo e dar passos neste planeta são coisas maravilhosas. O mestre zen Linji (também conhecido como Rinzai) disse: 'Milagre é andar na terra, não andar sobre a água ou o fogo.' O budismo ensina que o corpo e mente são dois aspectos da mesma coisa. Não há dualidade entre os aspectos físicos e mentais. Há uma expressão em sânscrito, namarupa. Nama é o nosso aspecto mental e rupa significa forma. Não podemos distinguir entre o físico e o mental. Sua mão não é apenas uma formação física, é uma formação mental ao mesmo tempo. As células de seu corpo não são apenas físicas, também são mentais. Elas são ambas ao mesmo tempo." (Thich Nhât Hanh)
O legítimo endoidecer do amor
(Adriel)


O amor, aquele que de chofre nos arrasta por ver não se sabe o que no outro que nunca até então vimos, que se chame de paixão ou outro nome quando o que importa aqui é um sentimento indescritível, é da ordem da loucura. Sua legitimidade é o se endoidecer. É tudo ou nada e qualquer coisa fora disso é imaturidade.

Psicanalistas e psicólogos que teorizam o amor na tentativa de nos fornecer diques para não sermos arrastados por esse sentimento são corruptos à vida: a paixão que ferve pelo outro não permite ser capturada pela segurança e conforto das palavras. Freud falando de amor é como o padre falando de sexo.

Esse amor é incompatível com razão e reflexão, é explosão de vida pura que nos arrasta a um turbilhão de prazer ou desprazer.

Sim, o terror reservado àquele que não é correspondido estraçalha o corpo e a alma, mas qualquer tentativa de temer entrar de corpo e alma nessas galáxias que não sabemos o que vamos encontrar, se a abertura de novos céus ou buracos-negros difíceis de se sair, é negar aquilo que nos é tão próprio na vida.

Ora, a alegria do bom encontro do amor, ainda que não perdure para sempre, é o devir elevado à quintessência da potência. Já a tristeza daquele que teve o coração rasgado, se reconhecida como legítima e compreendida como sendo inerente à vida, pode proporcionar uma experiência que coloca, como dizia Cioran, qualquer "cabeleireiro" como um rival de Sócrates.

A desilusão amorosa quando não negada nos permite novas possibilidades e re-significações de vida que nos desterritorializa para nos territorializar em outros cumes com novos ares.

Mas que não se diga que isso seja uma brincadeira gostosa: se Jesus Cristo nos cobra há mais de dois mil anos, por ter sido pregado numa cruz, é porque ele não sabe o que é a dor da criatura que suporta o tempo quando deseja ao outro que o enlouqueceu.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Com quem já me acharam parecido.
(Atualização de número quatorze.)

01. Claudio Dickel
02. Cláudio Heinrich
03. Carlos Alberto Ricceli
04. Brad Pitt
05. Beavis
06. Daniel Feix
07. Liam Gallagher
08. Mateus Nachtergaele
09. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta
25. André Agassi
26. Justin Timberlake
27. Devendra Banhart
28. Joaquin Phoenix
29. Roger Galera Flores
30. Charles Baudelaire
31. Mister Maker
32. Pablo Horacio Guiñazu
33. Rodrigo Hilbert
34. Paulinho Serra
35. Rafinha Bastos *NEW*


"É agradável ter alguém no comando que transmite tranquilidade e não pânico. Mesmo com a desvantagem diante do Brasil, ele (Van Marwijk, o técnico holandês) se manteve calmo. Eu prefiro um treinador como Van Marwijk ao lado do campo a idiotas como Maradona e Dunga." (Sneijder, um dos 'musos' da Copa)
Faz sentido, e é o inteligente Juninho Penambucano quem diz: "Infelizmente, Dunga e Domenech são iguais. Dunga adora o conflito, alimenta-se disso. Já era assim quando jogava. Sua comunicação é desastrosa. Ele costuma responder de maneira violenta e agressiva às críticas. O treinador trouxe uma energia negativa à seleção. Deveria ter deixado as pessoas falarem. Mas não, fez como Domenech e se colocou numa postura de 'um contra todos' - afirmou Juninho ao jornal francês."
Lançamentos discográficos programados para o segundo semestre. Fonte: Pitchfork.

Kylie Minogue: Aphrodite
Bill Callahan: Letters to Emma Bowlcut
Amanda Palmer: Amanda Palmer Plays the Popular Hits of Radiohead on Her Magical Ukulele
Tony da Gatorra vs. Gruff Rhys: The Terror of Cosmic Loneliness
Arcade Fire: The Suburbs
Autolux: Transit Transit
Eels: Tomorrow Morning
Land of Talk: Cloak and Cipher
Mirah: "Gone Are All the Days"
Mogwai: Burning OST/Special Moves
Goldmund: Famous Places
Phil Selway: Familial
Interpol: Interpol
Blonde Redhead: Penny Sparkle
The Vaselines: Sex With an X
The Walkmen: Lisbon
Tricky: Mixed Race
Ben Folds & Nick Hornby: Lonely Avenue
Ryuichi Sakamoto: Playing the Piano/Out of Noise
Clinic: Bubblegum
Antony and the Johnsons: Swanlights
Stereolab: Not Music
Panda Bear: Tomboy
The Velvet Underground: The Quine Tapes

sábado, 3 de julho de 2010

O herói teatral da fria europeia.




E o (somente) quase gol do astro entre os sempre emocionalmente vulneráveis.

sexta-feira, 2 de julho de 2010



[11 MELHORES FILMES BRASILEIROS]

01. Lavoura arcaica
02. Viajo porque preciso, volto porque te amo
03. Eu sei que vou te amar
04. A festa da menina morta
05. Crime delicado
06. Estômago
07. Cinema, aspirinas e urubus
08. Cidade de Deus
09. Tropa de elite
10. Durval Discos
11. O cheiro do ralo