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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sensacional o tarot do Twin Peaks!
The Decline Of My Empire: Aidan Moffat On The Force Awakens

And then dinosaurs ruined everything. Lucas was so impressed with the work that his own special effects house had done on Jurassic Park, he declared technology had finally caught up with his genius, and thus began his relentless addiction to revision, a seemingly insatiable thirst for augmentation and enhancement to rival the most ardent celebrity sawbones. The original Star Wars trilogy was being defiled and vandalized by its own creator, as unnecessary as tattooing a child.

(...) The prequels disappoint for myriad reasons – the writing, direction, acting, and quickly outdated CGI among them – but mainly, I think, because it’s a story that didn’t need to be told. We’d already imagined the heroic young Darth Vader when Alec Guinness’s ghostly Obi-Wan, sitting by Yoda’s deathbed, told Luke – and us – the tale of the once great Jedi’s descent into darkness, and the movie that played in our minds turned out to look a lot better than the one in George’s.

(...) But for all the prequels’ flaws, there’s one detail that to me is so destructive, such an act of bewildering sabotage, that it just about cut me off for good. When I thought that Darth Vader was a fallible humanoid lured to the Dark Side in a moment of weakness, he was relatable, I understood. Everyone knows anger; we’ve all had bad days. But to then reveal his virgin birth and suggest he’s a physical embodiment of the Force itself – his midichlorians are off the scale! – and recast him as some mythic messiah, a “chosen one who will bring balance to the Force”, makes him harder to empathise with.

Cuidado spoiler.

Miss Universo 2015 x Star Wars 'The force awakens'

Posted by Douglas Dickel on Wednesday, December 23, 2015
[21 MELHORES FILMES DE 2014] aka melhores filmes em 2015

01. Deux jours, une nuit (BEL) Jean-Pierre & Luc Dardenne
02. Force majeure (SUE) Ruben Östlund
03. Clouds of Sils Maria (FRA) Olivier Assayas
04. Maps to the stars (EUA) David Cronenberg
05. Kis uykusu (TUR) Nuri Bilge Ceylan
06. Gone girl (EUA) David Fincher
07. The one I love (EUA) Charlie McDowell
08. Nightcrawler (EUA) Dan Gilroy
09. Happy Christmas (EUA) Joe Swanberg
10. Les combattants (FRA) Thomas Cailley
11. Adieu au langange (FRA) Jean-Luc Godard
12. Blind (NOR) Eskil Vogt
13. Miss Meadows (EUA) Karen Leigh Hopkins
14. Le meraviglie (ITA) Alice Rohrwacher
15. Magic in the moonlight (EUA) Woody Allen
16. Lilting (ING) Hong Khaou
17. Kreuzweg (ALE) Dietrich Brüggemann
18. Mommy (FRA) Xavier Dolan
19. Respire (FRA) Mélanie Laurent
20. Tu dors Nicole (CAN) Stéphane Lafleur
21. Félix et Meira (CAN) Maxime Giroux
"Se você acha que o ego é um problema pessoal seu, só seu, isso é apenas mais ego." (Eckhart Tolle)
"Há inúmeras teorias possíveis sobre o que podemos ver daqui a 17 meses, quando o Episódio VIII chegará às telas de cinema. Mas há um elemento na equação que estamos esquecendo de levar em conta: J.J. Abrams. A quantidade de dicas, easter eggs e sugestões que ele deve ter espalhado por esse filme deve equivaler aos desdobramentos impossíveis de temporadas inteiras de Lost. Se depois de assistido por algumas vezes os fãs já estão criando histórias, hipóteses e teorias sem parar, imagine quando puderem dar pause em alguns momentos, dar zoom em algumas cenas. Deve haver mensagens secretas em idiomas desconhecidos, textos e subtextos enterrados atrás de cenas que julgamos triviais, personagens que podem ser aprofundados a partir de uma simples referência que muda todo o ponto de vista. Então qualquer teoria criada até agora, por melhor que seja, é pouco. Vamos passar quase dois anos especulando sobre o que pode acontecer no próximo filme enquanto eles vão nos atiçando com o subtítulo, com o teaser, o trailer, o pôster, as primeiras fotos de divulgação, os novos atores… tudo de novo. Que época para se viver!" (Alexandre Matias)
Bolas Peludas Com Ar Ameaçador Sobre a Mesa Ltda.
Konversão - Otherside



Luke: I can't. It's too big.

Yoda: Size matters not. Look at me. Judge me by my size, do you? Hmm? Hmm. And well you should not. For my ally is the Force, and a powerful ally it is. Life creates it, makes it grow. Its energy surrounds us and binds us. Luminous beings are we, not this crude matter. You must feel the Force around you; here, between you, me, the tree, the rock, everywhere, yes. Even between the your ass and my dick.


Miracles of Modern Science - She drives me crazy

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015



"Todos nós, com o tempo, vamos buscando o que fazemos melhor, ou menos mal, não é? Eu nunca me considerei, claro, um filósofo. Eu distingo muito bem um professor de música de Arthur Rubinstein ou Glenn Gould. Ou seja, são coisas diferentes. Então, eu fui professor de filosofia, e filósofo é Kant, Spinoza, é Heidegger. Mas acho que os professores são importantes. Eu acho que o mundo está cheio de gênios, mas precisamos maestros. Então, eu… Fiquei professor. Agora, é verdade que essa vocação eu fui descobrindo, quando vi que eu tinha certa capacidade de comunicação e de ensino. Eu acho que fui bom professor, digo sinceramente. Mas acho que fui porque sou muito ignorante, e nós, ignorantes, somos melhores professores que os sábios. Os sábios não entendem a ignorância alheia. Eu tenho colegas muito mais preparados, muito mais sábios que eu, mas que se impacientam com os alunos. 'Não sabem nada, não se interessam por nada, são burros!' Bom, eu acho que somos nós que temos que provocar esse interesse. Por outro lado, nós, ignorantes, entendemos muito bem a ignorância alheia. Eu entendo muito bem o que os outros não entendem porque até pouco tempo atrás eu também não entendia. Então… Posso ajudar as pessoas a saírem de sua ignorância lembrando a minha própria, que tinha até pouco tempo atrás. Então, eu acho que sim. Descobri isso com o tempo. Claro, quando era jovem, era ingenuamente arrogante etc., como é comum. São doenças que passam com o tempo. Mas com o tempo descobri que o ensino é importante e que eu poderia ter algum papel aí, e para isso me dediquei." (Fernando Savater)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

"Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil." (CRISTO, Jesus. Sermão da montanha.)
Cenas inéditas do choque de Lasier Martins.

Choque a uva - Travolta ConfusoMinha pequena contribuição. Resolvi entrar nessa brincadeira dos memes do Travolta Confuso também! Confused Travolta#confusedTravolta #travoltaConfuso #confusedTravolts
Posted by Karlos Schirmer on Thursday, December 3, 2015
Whiplash: Cunha & Jandira.


Cunha arrasando na batera!!! #CunhaMitoDaBatera#BolsonarizaRedes
Posted by Bolsonariza Redes on Thursday, July 16, 2015
Jandira na bateria!
A "canja" lá no meu aniversário. ;)
Posted by Jandira Feghali on Monday, September 28, 2015
Esse papo de vendedor, de ser humano querendo ganhar dinheiro, é nojento e vergonhoso.


Taxista espirituoso para e pergunta:
"Aproveitando que tu tá com um livro na mão, [onde fica a rua] Rafael Saadi?"

Leitor tapado, na calçada:
"Quer dar uma olhada?"

Taxista:
"Não, pode deixar que eu me viro..."

Ela aguentou uns 7 minutos, mas depois disso começa uma bonita dança.

"Uma coisa típica de cachorro é obedecer. Uma coisa típica de gato é não obedecer. Simplesmente o gato não acha que tenha que fazer o que não está a fim e nem chega a ser 'rebelde', porque não percebe o que você quer. Você chama o gato para dentro de casa, por exemplo, e se ele estiver fazendo algo interessante, ele não vem. Mesmo assim, é possível induzir o gato a fazer o que você quer em determinada circunstância, mas não através de uma ordem. Ao contrário dos cães, os gatos não se deixam 'possuir' com facilidade. O afeto do gato precisa ser conquistado. Ele não tolerará um mau dono, em função de um senso de lealdade equivocado, mas reconhecerá um dono atencioso e compreensivo, retribuindo com amizade e respeito. É preciso entender sua natureza e tratá-lo adequadamente." (Premier)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Capas lindas.

Corrina Repp - The pattern of electricity


Tropic Of Cancer - Stop suffering (2015)


Ted Hearne - The source (2015)

terça-feira, 17 de novembro de 2015



"Devíamos ter sempre cautela ao usar terminologia política, pois quase todos os termos do discurso político, democracia, liberdade, mercado, etc., têm dois significados. Têm o seu significado literal e têm o significado usado na guerra política." (Noam Chomsky)
O que é o Estado Islâmico?

quinta-feira, 5 de novembro de 2015


Siléste
Com quem já me acharam parecido.

(Atualização de número vinte e um.)

01. Claudio Dickel
02. Cláudio Heinrich
03. Carlos Alberto Ricceli
04. Brad Pitt
05. Beavis
06. Daniel Feix
07. Liam Gallagher
08. Mateus Nachtergaele
09. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta
25. André Agassi
26. Justin Timberlake
27. Devendra Banhart
28. Joaquin Phoenix
29. Roger Galera Flores
30. Charles Baudelaire
31. Mister Maker
32. Pablo Horatio Guiñazu
33. Rodrigo Hilbert
34. Paulinho Serra
35. Rafinha Bastos
36. Dexter/Michael C. Hall
37. Angela Francisca
38. Giampaolo Pazzini
39. Ney Matogrosso
40. Malvino Salvador
41. Tiago Leifert
42. Ben Foster
43. Rafael Cardoso
44. Harry Potter   * NEW *

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

"O grande problema do Brasil não é econômico, mas político. Os partidos políticos brasileiros representam a si mesmos e se fecham a qualquer reforma real que limite seus privilégios. Esse é o ponto chave. Se não for alterado o sistema político, a esperança de mudança hoje representada pelo movimento se converterá em raiva coletiva e cinismo individual. O Congresso atual não pode se autorreformar. Deveria ser dissolvido para que se inicie um processo constituinte de reforma da democracia. O Brasil poderia ser um exemplo para o mundo. A presidenta, líderes como Marina Silva e talvez o presidente Lula e o presidente [Fernando Henrique] Cardoso poderiam liderar a mudança com sua autoridade moral. Mas muitos políticos profissionais deveriam se aposentar e montar empresas para criar empregos com o dinheiro que ganharam na política." (Manuel Castells)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015



"O que você chama de estado de guerra eu chamo de estado permanente de mútua suspeita e competição. Todos nós estamos em competição potencial uns com os outros. No passado existiu, por exemplo, a negociação coletiva. Todos os trabalhadores de uma fábrica ou de um escritório se juntavam e com o poder coletivo negociavam as condições do emprego. Isso foi desregularizado, não existe mais. As empresas consideram, e isso faz parte da nova filosofia de administração, que as demissões periódicas, a economia periódica, a reestruturação periódica – em alguns casos algumas pessoas são demitidas – são elementos necessários da boa administração. Por quê? Porque coloca os membros remanescentes da equipe olhando de forma suspeita para seus colegas, eles não se unem para enfrentar os patrões. Pelo contrário, tentam provar para seus patrões que, quando chegar a próxima rodada de demissões, o outro é que deve ser demitido, e não eu. Então nós estamos sendo forçados a essa situação que requer constante vigilância mútua e competição. E é isso que cria a atmosfera de guerra, nada é certo, nada é seguro, você tem de olhar ao redor, ser cuidadoso, amigos podem se tornar inimigos. Não faz sentido desenvolver lealdade a alguém 'até que a morte nos separe' porque, aparecendo condições diferentes e circunstâncias diferentes, todo o cálculo de ganhos e perdas pode mudar." (Zygmunt Bauman, em entrevista para Alberto Dines)

"Marshall McLuhan falou que o meio é a mensagem, o modo como uma informação é entregue. E a mensagem, nos meios de comunicação de massa, que é a notícia, para merecer a sua atenção, precisa entreter. E isso é algo que tem o seu custo. Porque cada vez mais os estudantes estão esperando de seus professores, na universidade, produtos de entretenimento. Por exemplo, a praga de que os professores universitários reclamam muito é que os estudantes – sem mencionar os livros, do tamanho de um Guerra e Paz – quando recebem um artigo que é indicado para que eles leiam, do início ao fim, é algo além de suas capacidades. Eles ficam entediados e abandonam. Quando você é treinado pela tela da tevê, que tem 200, 300 canais, e você fica zapeando de um para outro, e nunca vê o programa até o fim. Você teme que em outro canal, ao mesmo tempo, esteja passando algo mais interessante. A capacidade de concentração, de focar em apenas uma tarefa, em um problema, e ter determinação até o fim. Isso é uma habilidade difícil, precisa ser treinada. As crianças não nascem sabendo, elas têm que aprender. Essa habilidade está desaparecendo. Entre os efeitos colaterais dos eletrônicos, estão precisamente a paciência e a atenção." (Zygmunt Bauman)

"É uma crença, muito questionada, que os meios para curar todos os tipos de problemas sociais é um aumento do PIB. Qualquer que seja o problema, a reação é que nós precisamos produzir mais. Você não pode, no nosso planeta, aumentar a produção permanentemente, existem limites. A geração atual foi criada para acreditar que todos os caminhos para a felicidade passam pelas compras. E isso é uma ideia desastrosa, porque traz muitos problemas para nossos filhos, netos, bisnetos. Nós estamos privando-os de uma parte da vida deles. Temos que aprender maneiras diferentes de reagir a problemas e maneiras diferentes de perseguir a felicidade." (Zygmunt Bauman)

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

sábado, 3 de outubro de 2015

A EEF Cooperative pagará 250 mil dólares a quem descobrir um número primo com pelo menos 1 bilhão de dígitos.

(O maior conhecido atualmente tem 17 milhões.)

(O primeiro registro de "maior número primo" é de 1876 e tinha 39 dígitos.)
"Como sabem o que vão fazer, não há lugar para surpresa. Creio que a arte preparada não é arte." (Robert Bresson)

A "idade de ouro" das novelas da Globo é o período de dez anos entre 1985 (Roque Santeiro, Um Sonho a Mais e A Gata Gomeu) e 1994 (Mulheres de Areia e Quatro Por Quatro). Desconfiei de algo que hoje confirmei na wikipédia: 1995 foi o ano de inauguração do tal Projac, e aquele ano foi o exato ano em que a "sequência de vitórias" se interrompeu. Mais: a época de ouro coincide exatamente com o tempo de construção do megacomplexo. Somente o horário das 8 teve uma "prorrogação" – novelas de sucesso em 1995, 1996 e 1997: Pátria Minha, A Próxima Vítima, Explode Coração, Rei do Gado e A Indomada.

Douglas Dickel Seria a proporção inversa entre investimento e criatividade?
A primeira regra do cineasta David Cronenberg é "não trabalhar com assholes". Para isso, ele procura entrevistas com os atores no YouTube para ter noção de como eles são como pessoas.

"Robert Bresson diz, em Notas Sobre o Cinematógrafo, que a fragmentação é aquilo que lhe permite escapar de um dos vícios fundamentais do cinema convencional, desse teatro bastardo que ele detesta, que é o vício da representação. Bresson salienta que uma imagem fragmentada, uma imagem que seleciona aspectos muito particulares da realidade, é uma imagem que automaticamente convoca, de maneira natural o 'fora de campo' [de enquadramento]. Bresson é um cineasta em cujo trabalho tão importante quanto o que se vê é aquilo que não se vê. Às vezes, atualizado pelo som e, às vezes, simplesmente deixado de lado, de reserva, para momentos futuros. Poderíamos dizer, inclusive, que no cinema de Bresson não existe a tradicional divisão em planos – planos gerais, planos médios, primeiros planos. Em Bresson, todo plano é um primeiro plano, no sentido pleno da palavra, na medida em que são imagens independentes, que, ao serem colocadas umas junto das outras, principalmente quando sai uma faísca da fricção entre estas duas imagens, quando se produz o nascimento do sentido cinematográfico. Isso não é concebível senão através do jogo entre o fragmentário e o fora de campo. É provavelmente uma 'regra de ouro' afirmar que não há grande cineasta que não seja um grande gestor do fora de campo, assim como não há nenhum grande cineasta que não seja um grande gestor da trilha sonora. Bresson era um mestre no terreno do som. Nesta direção existe um dos aforismos mais famosos que regula a relação entre imagem e som, quando ele diz 'tudo aquilo que você possa dar ao espectador por meio do som não lhe dê por meio da visão'." (Santos Zunzunegui, espanhol, professor de cinema)

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Caroline Barrueco / pulgas mil na geral:

Eu acabei de colocar um novo site no ar, e é impressionante como o Facebook acaba sendo uma ferramenta útil para encontrar pessoas que possam se interessar pelo conteúdo dele.  
Semana passada resolvi pagar 20 reais para o Facebook divulgar um texto que eu postei. Segundo o Facebook, por esse valor o post iria atingir, durante um dia, de 2 mil a 12 mil pessoas. 
Na hora de pagar eu pude escolher entre divulgar para pessoas que já curtiram o site ou para novas pessoas, e eu escolhi novas pessoas, primeiro porque a página do site só tem 100 curtidas e também porque o principal motivo dessa propaganda paga seria atingir pessoas imprevisíveis, fora do meu círculo de amizades, mas que pudessem se interessar pelo conteúdo do post. 
Eu tentei escolher tags para direcionar um pouco a propaganda para pessoas que tivessem mais a ver, tentei escrever “inteligência artificial”, ou “tecnologia”, ou “singularidade”, mas o Facebook não aceitou nenhuma dessas tags, e tive que me contentar com “on-line” e “internet”. 
Durante o dia que o post pago foi vinculado, várias curtidas começaram a chegar. O post passou de 54 a 158 curtidas, mas curiosamente, as estatísticas do site continuavam iguais.
As pessoas estavam curtindo o post mas não estavam clicando ou entrando no site.

Primeiro entrei nos perfis das pessoas, e sinceramente, em geral elas não pareciam nem um pouco interessadas em inteligência artificial ou qualquer um dos assuntos do texto. Vi muitas frases inspiracionais, imagens de Jesus, de bebês e outros assuntos que vão exatamente contra o conteúdo do texto.

Por que elas estavam curtindo o post? 
Adicionei randomicamente mais de 20 pessoas, dessas, três aceitaram meu convite, e então perguntei porque, afinal, elas tinham curtido o post.



Parece que o Facebook, com seus ~algoritmos apuradíssimos~, ao invés de achar pessoas que de fato possam gostar do conteúdo do post, prefere mandar o post pago para pessoas que curtem muitas coisas, qualquer coisa, para ter certeza que o número final de likes vai ser enorme. Mesmo que elas não tenham a menor ideia do que estão fazendo.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Atenção, Sr. Fortunati, Sr. Jereissati, Sr. Calheiros e Sr. Cunha:


Os gaúchos passam um mês inteiro (setembro) orgulhosamente comemorando uma revolução cujos líderes e "libertadores" fizeram com que os Lanceiros Negros fossem traídos no Massacre de Porongos. Desarmados, por seu comandante Canabarro, esses negros foram entregues, para serem mortos, ao barão de Caxias – o qual, mais tarde, como duque, foi canonizado como Patrono do Exército Brasileiro.
Vejo o fato de o Instagram exibir as imagens em formato quadrangular como um desafio para os fotógrafos explorarem as possibilidades dessa limitação, uma outra linguagem de enquadramento. Portanto, considero que as pessoas que usam aplicativos para retangulizar as fotografias estão com pouca criatividade e estão roubando no jogo. Retangular existe o Flickr, o Facebook e outros infinitos suportes.
"A experiência interior está proibida pela sociedade em geral, e pelo espetáculo, em particular. O que eles chamam de imagens tornou-se o assassinato do presente." (Guy Debord)
"Quando, mal nascido o sol, dorme o regato ainda envolto nos sonhos da cerração, não o vemos mais do que ele a si mesmo. Aqui já é regato; mas, além, a vista se interrompe, só se vê o nada, uma bruma que impede que se veja mais longe. Nesse ponto da tela, pinta-se não o que se vê (já que não se vê nada), nem o que não se vê (já que não se deve pintar o que não se vê) – mas pinta-se de modo que não se veja." (Claude Monet)
"Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez." (Shakespeare)
Chewie

Chewbacca livesChewbacca Lives :O
Posted by BENIBEE on Sunday, September 27, 2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ariadine Maroja (PB), Arianne Miranda (CE), Marthina Brandt (RS), Patricia Guerra (BA) e Camila Leão (AL) são minhas apostas para Miss Brasil 2015. A Miss Simpatia certamente será Juliana Morgado (ES).




Marthina Brandt (RS), Arianne Miranda (CE) e Patrícia Guerra (BA)





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domingo, 20 de setembro de 2015

Thomas Vinterberg me faz entender, com a fala abaixo, como ele foi capaz de realizar Far From The Madding Crowd, um filme tão fraco que eu achei que ele e o Lars, com Ninfomaníaca, estavam competindo pra ver quem fazia o pior filme possível.

"Eu fiquei aliviado de não ter escrito o filme; de saber que eu estava fazendo um filme do Thomas Hardy, e não um filme do Thomas Vinterberg. Então eu acho que me proporcionei um momento de ser apenas um diretor. Acho que eu merecia isto."

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A crise como álibi
(Vladimir Safatle)


(...) Um país desigual como o Brasil e que aceitasse rever o seu padrão de gastos com serviços públicos caminharia para a precarização ainda maior das parcelas mais desfavorecidas de sua população. Como não poderá mais ter serviços mínimos de saúde e educação, a camada mais pobre terá de trabalhar mais, isto em um contexto de flexibilização e ausência de garantias de trabalho. A crise seria apenas um álibi para a intensificação da espoliação de classe.

Por isto, implementar propostas que têm circulado ultimamente, como cobrança por serviços do SUS e mensalidades em universidades públicas, significa aprofundar a espiral de miséria. Diga-se de passagem, uma crise não precisa de cortes em educação. Ao contrário, é neste momento que os investimentos em educação são mais necessários e estratégicos pois são eles que permitirão a abertura de novos caminhos para a economia. Por estas razões, não é difícil perceber que o país que sairia depois de tal "austeridade" seria um país mais desigual, mais injusto e socialmente violento.

Alguns poderiam perguntar se afinal haveria outra saída. Ela existe, mas é sempre apresentada de forma caricata e distorcida, como se fosse o caso de não permitir que o país encare a brutalidade de sua injustiça social. Pois estamos a falar de um país, como o Brasil, no qual há uma parcela da população que desconhece a crise, que neste exato momento tem seus rendimentos garantidos porque aproveita-se da valorização obscena do capital oferecida pelo sistema financeiro com suas taxas criminosas de juros.

Nosso país não é mais um país de industriais e empresários. Ele é um país de rentistas, ou seja, de gestores do capitalismo patrimonial. Um país onde uma classe vive sem trabalhar, apenas gerindo suas heranças e aplicando seu capital. Tais rentistas não conhecerão crise, assim como o sistema financeiro com seus lucros bancários recordes. (...)


view-source:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/2015/09/1682970-a-crise-como-alibi.shtml?cmpid=facefolha
Enquanto os políticos forem eleitos por empresas, vão continuar governando para elas
(Gregorio Duvivier)


"Chega. Não quero nunca mais tocar neste assunto de petróleo. Amargurou-me doze anos de vida, levou-me à cadeia –mas isso não foi o pior. O pior foi a incoercível sensação de repugnância que desde então passei a sentir sempre que leio ou ouço a expressão 'Governo Brasileiro'."

Em 1936, Monteiro Lobato escrevia "O Escândalo do Petróleo", em que denunciava a corrupção do Serviço Geológico Nacional – quase 20 anos antes da criação da Petrobras. Foi preso e sua prisão o levou à falência, da qual nunca se recuperou. Morreu aos 66 anos.

Nos anos 90 foi a vez de Paulo Francis denunciar a corrupção da estatal e morrer afundado em dívidas decorrentes do processo.

"Para acabar com a corrupção é preciso varrer o PT do país", disse Aécio Neves (PSDB), que pelo visto acredita piamente na idoneidade do PP, do PR, do DEM, do PMDB. Um dos problemas da oposição é que ela superestima o PT. O PT não inventou nem o Bolsa Família (salve Cristovam Buarque), principal bandeira do partido – imagina se teria inventividade para inaugurar a corrupção.
Bradar contra a corrupção é a forma mais rápida de se eleger no país. Foi essa bandeira que elegeu, entre outros, Fernando Collor de Mello – o "caçador de marajás". Collor não tinha história nem ideologia, tinha só a fama –bancada pelos principais meios de comunicação– de guardião da moralidade.

Desconfio de qualquer pessoa que se diga contra a corrupção. A razão é uma só: ninguém é abertamente a favor da corrupção, logo não faz sentido protestar contra ela. Um protesto sem oposição é um protesto chapa-branca, porque não atinge ninguém diretamente. É como protestar contra o câncer. "Abaixo o carcinoma!"

O câncer não tem bancada no Congresso. Protestar contra ele não vai ofender ninguém. É preciso atacar o amianto, o glutamato monossódico, os agrotóxicos e as tantas substâncias cancerígenas defendidas por muita gente e consumidas por todos nós.

A corrupção no Brasil é permitida e incentivada pela lei – e a lei não deve mudar tão cedo. Quem poderia mudar a legislação é quem mais lucra com ela. Não é de se espantar que Eduardo Cunha (PMDB) – o homem-amianto –, que arrecadou (declaradamente) milhões de mineradoras, faça tudo para impedir um novo código da mineração e o fim do financiamento privado de campanha. Enquanto os políticos forem eleitos por empresas, vão continuar governando para elas.

domingo, 13 de setembro de 2015

Análise de discurso de Sartori mostra que expressões podem aumentar ansiedade e criar clima de pânico
Conhecido pelo bom humor, o político tem se mostrado irritado nas últimas aparições públicas
(Cleidi Pereira/ZH)

Conforme o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa, as declarações de Sartori não são propositivas e demonstram uma "inabilidade incompreensível" para um político com 38 anos de vida pública. O professor de história da comunicação política entende que o governador precisa mudar o discurso — que tem de ser de mobilização e participação — e mostrar que é líder.

UTI, câncer, calamidade, fundo do poço. Essas têm sido, nos últimos dois meses, algumas das expressões utilizadas pelo governador José Ivo Sartori para se referir à crise do Rio Grande do Sul. Há oito meses no cargo, o chefe do Executivo, como um médico que opta por uma conduta inusitada, insiste em enfatizar o diagnóstico do paciente. Ao ficar repetindo que o Estado é um enfermo terminal, quem há de se animar para buscar opções de tratamento?

Para especialistas, o discurso adotado pelo governador, especialmente após o primeiro parcelamento de salários do funcionalismo, no fim de julho, não é nada adequado para o momento em que o Estado atravessa uma de suas mais graves crises. Entre consultores, professores, cientistas políticos e especialistas em comunicação e gestão de crise, o consenso é de que o tom das declarações aumenta a ansiedade e gera um clima de pânico na população.

— Você pode dizer que a situação é grave sem alarmismo e sem mentira. Ficar falando todo o dia que o Estado está na pior e pedir sacrifício para uma turma só, sem cortar na carne, como também acontece no governo federal, aí a população não acredita — diz o consultor de comunicação João José Forni, especialista em gestão de crise.

Gaúcho radicado em Brasília, o também professor de comunicação pública acompanha com preocupação o agravamento do quadro financeiro do Estado. Segundo Forni, os protestos contra o governador — eleito com 61,2% dos votos, a maior votação desde a redemocratização — são reflexos de como o Piratini não está sabendo lidar com as adversidades, pois "a má gestão de uma crise faz o capital político se esvair". Forni avalia que, como o peemedebista era uma figura desconhecida pela maioria dos gaúchos até a campanha, pode estar tendo dificuldades por não representar uma liderança forte.

O cientista político Bruno Lima Rocha, professor da Unisinos e da ESPM-Sul, tem uma interpretação diferente. Para ele, Sartori estaria "apostando no caos, numa inflexão muito dura" para fazer valer as suas teses. Rocha entende que as falas do governador lembram a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que repetia, ao falar sobre seu programa econômico, "não há alternativa", o que lhe valeu o apelido "Tina", acrônimo da frase em inglês "there is no alternative".

— Se a intenção é criar um novo desenho de Estado, enxugando a máquina, e ele aposta no caos, está em um bom caminho. Se acredita que não pode governar sem prestígio e quer gerar uma ideia de pacto social pelo Rio Grande, está num péssimo caminho. Ou ele é muito estratégico ou está mal-assessorado. Aposto na primeira hipótese. Sartori é um político preparado, foi líder de bancada no governo Britto, que foi um governo duríssimo — avalia Rocha, lembrando que o peemedebista, como prefeito de Caxias do Sul, enfrentou uma greve de médicos que durou 11 meses, e não cedeu.

Na análise do professor, a estratégia do Piratini é arriscada. Ao apostar no caos, o chefe do Executivo estaria caminhando no "fio da navalha", pois a tática transmite a impressão de desgoverno e há risco de perda de legitimidade.

A aparente incoerência entre o discurso e a prática é outra falha apontada pelos entrevistados. Alguns dias após anunciar o primeiro parcelamento de salários do funcionalismo, no fim de julho, o Piratini nomeou 52 cargos em comissão, revoltando servidores públicos. Um mês depois, outro gesto de Sartori motivaria protestos. No fim de semana em que os servidores tiveram a confirmação de que receberiam parcela de apenas R$ 600, o governador foi flagrado em clima festivo na Expointer, dançando com a primeira-dama, Maria Helena.

— Quando você mexe na questão financeira da população, é bastante complicado. Se não for um líder com uma grande aprovação, se também não fizer sacrifício, se for contraditório, isso mostra uma falta de sintonia e até falta de solidariedade com a população — pondera Gil Castilho, presidente da Associação Latino-americana de Consultores Políticos, que detecta "erros de comunicação no momento em que o governador tem sua imagem não condizente com o período de austeridade".

Qual deveria ser o papel de um líder em um momento de crise? O psicanalista Mário Corso explica:

— O líder é aquele que mantém a cabeça no lugar durante a tempestade. É o primeiro mandamento do líder. Ele não tem o comportamento da massa.

Conhecido pelo bom humor, o governador tem se mostrado irritado nas últimas aparições públicas. Na abertura da Expointer, discursou aos gritos, com a face avermelhada, enquanto era vaiado por servidores. Há quem acredite que é um sinal de que não está conseguindo lidar com a pressão. Outros entendem como um momento de confronto, reflexo da declaração de guerra ao serviço público.

— Como nunca havia deparado com uma oposição dessa envergadura, o governador talvez esteja se confrontando com desafios que não estavam na sua contabilidade. Se estavam, é um homem frio, como Vargas era. Ao que tudo indica, é isso mesmo. Sartori tem aparência de um homem simples, mas tem uma lida política muita dura, que não abre mão de suas teses — diz o cientista político Bruno Rocha.

Na avaliação do secretário de Comunicação do Estado, Cléber Benvegnú, as expressões que vêm sendo utilizadas pelo governador José Ivo Sartori desde que a crise se agravou, com o parcelamento de salários, não são "alarmistas, mas sim realistas". Escancarar a crise é, de acordo com ele, uma opção política do governo, fruto da "convicção política do governador" e de um "apreço à verdade".

— Nós abrimos as contas públicas como nunca se fez na história do Rio Grande do Sul. A estratégia de futuro é construir um Estado diferente, propor gradativamente mudanças estruturais. Para que isso aconteça, é preciso ter consciência da crise — explica.

De acordo com Benvegnú, teria sido mais fácil para o Palácio Piratini optar pelo falso otimismo. O secretário defende a tese de que a estratégia de comunicação não pode ser descolada da realidade:

— Estamos diante de um problema de liquidez, e isso significa falta de dinheiro. Dizer isso não é botar o Estado para baixo. É convocar a sociedade para mudança. O Estado vai precisar fazer diversas mudanças estruturais, que o governo está gestando e que virão ao longo dos próximos anos.

Sem citar exemplos, o secretário admite que existem erros de comunicação e que ainda há "muito a melhorar". Ele ressalta que a equipe responsável pela área é composta hoje por cerca de 60 pessoas, e que o número equivaleria à metade da quantidade de profissionais na gestão de Tarso Genro.

Nas redes, as declarações de Sartori costumam virar memes — frases, desenhos ou vídeos que se espalham rapidamente na internet. Duas páginas no Facebook satirizam as falas do governador. Com mais de 10 mil curtidas, a principal delas é a Sartorices, criada durante a campanha, após o peemedebista recomendar a professores que buscassem o piso em loja de material de construção. Os administradores, que preferem não se identificar, afirmam não ter vinculação partidária.

O secretário de Comunicação ressalta que o governador "tem um jeito simples, intuitivo, de homem do Interior" e que "muitas pessoas esperam dele o que ele não é":

— Não é um formulador, um criador de falsas esperanças, um vendedor de ilusões, e foi isso que o fez ganhar a eleição. Isso, às vezes, choca, porque não é comum no meio político. Quem convive com ele, sabe que ele é assim.

Assim como a habilidade de um piloto de avião pode garantir a sobrevivência dos passageiros em um pouso forçado, a postura e o discurso de um líder são fundamentais para atravessar turbulências, avaliam especialistas.

— O líder tem de tranquilizar. Ele pode até passar por momentos difíceis e extremos, nos quais, na verdade, o que se espera é uma orientação. Por isso, ele é o líder e até um alento — afirma Gil Castilho, presidente da Associação Latino-Americana de Consultores Políticos.

Entre consultores e cientistas políticos entrevistados por ZH, três figuras foram apontadas — quase que por unanimidade — como exemplos de homens públicos que, com atitude e uma boa oratória, conseguiram superar crises. Entenda por que são citados como referências.

- Tornou-se um dos mitos políticos e militares do século 20 devido à atuação como primeiro-ministro da Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial. Churchill, que assumiu o posto meses após a invasão da Polônia por Adolf Hitler, uniu adversários em um governo de coalizão. Seus memoráveis discursos conclamando a população à resistência e sua aproximação com o então presidente americano, Franklin Roosevelt, para que os EUA entrassem na guerra, foram considerados fundamentais para o êxito dos aliados durante o conflito.

- Era prefeito de Nova York em 2001, quando houve os atentados de 11 de Setembro. Depois de saber que um avião havia atingido o World Trade Center, ir até o local e ver pessoas se jogando de uma das torres, Giuliani lembrou de um conselho do seu pai: em uma crise, seja a pessoa mais calma da sala. A estabilidade e a compaixão do prefeito, que foi a inúmeros funerais depois da tragédia, ajudaram a apaziguar a cidade após os ataques terroristas. Giuliani foi condecorado pela rainha Elizabeth II e escolhido pela revista Time como Personalidade do Ano.

- Devido às dificuldades enfrentadas pela economia americana, o presidente dos EUA viu sua popularidade despencar em 2011 e a taxa de rejeição ao seu governo ultrapassar a casa dos 50% em setembro daquele ano, colocando em risco sua reeleição. Dois meses depois, anunciou a retirada das tropas do Iraque e começou a recuperar a credibilidade. Um dos trunfos de Obama é a capacidade de comunicação. O presidente americano é considerado um dos maiores oradores na atualidade. Em novembro de 2012, após uma eleição disputada, conquistou o segundo mandato.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Carta Maior:

Quantas pessoas físicas fazem declaração [de imposto de renda]?

Quase 27 milhões.

Qual é o “andar de baixo”?

Os 13,5 milhões que ganham até 5 salários mínimos. Se deixassem de pagar IR, a perda seria de mais ou menos 1% do total arrecadado pela receita. Só. E gastariam esse dinheiro, provavelmente, em alimento, roupa, escola, algum “luxo popular”.

Quais são os andares de cima?

São três andares:

1. Os que ganham entre 20 e 40 salários mínimos. Correspondem a mais ou menos 1% da população economicamente ativa. Podem ter algum luxo, pelos padrões brasileiros. Mas pagam bastante imposto.

2. Tem um andar mais alto. Os que ganham entre 40 e 160 SM representam mais ou menos 0,5% da população ativa. Já sobra algum para comprar deputados (ou juízes).

3. E tem um andar “de cobertura”, o andar da diretoria, da chefia. A nata. A faixa dos que estão acima dos 160 SM por mês. São 71.440 pessoas, que absorveram R$ 298 bilhões em 2013, o que correspondia a 14% da renda total das declarações. A renda anual média individual desse grupo foi de mais de R$ 4 milhões. Eles representam apenas 0,05% da população economicamente ativa e 0,3% dos declarantes do imposto de renda. Esse estrato possui um patrimônio de R$ 1,2 trilhão, 22,7% de toda a riqueza declarada por todos os contribuintes em bens e ativos financeiros. Pode estar certo de que são estes que decidem quem deve ter campanha financiada. Podem comprar candidatos e, também, claro, sentenças de juízes.

Quem sustenta o circo? Quem mais paga IR?

A faixa que mais paga é a do declarante com renda entre 20 e 40 salários mínimos, que se pode chamar de classe média ou classe média alta.

Quem escapa do leão?

O topo da pirâmide, o grupo que tem renda mensal superior a 160 salários mínimos (R$ 126 mil). As classes média e média alta pagam mais IR do que os verdadeiramente ricos.

Em 2013, desses 72 mil super-ricos brasileiros, 52 mil receberam lucros e dividendos – rendimentos isentos. Dois terços do que eles ganham sequer é taxado. São vacinados contra imposto. Tudo na lei, acredite. A maior parte do rendimento desses ricos é classificada como não tributado ou com tributação exclusiva, isto é tributado apenas com o percentual da fonte, como os rendimentos de aplicações financeiras.

Em 2013, do total de rendimentos desses ricaços, apenas 35% foram tributados pelo Imposto de renda pessoa física. Na faixa dos que recebem de 3 a 5 salários, por exemplo, mais de 90% da renda foi alvo de pagamento de imposto. Em resumo: a lei decidiu que salário do trabalhador paga imposto, lucro do bilionário não paga.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

"É claro que todo mundo sabe que algumas imperfeições são tiradas. Se a pessoa tem uma cicatriz, ela não quer sair na revista com aquela cicatriz. Então, é óbvio que aquela cicatriz vai ser tirada. Eu não vou ficar justificando a todo momento se foi mexida ou não foi mexida, essa não é a minha função. Eu não posso expor uma modelo na capa de uma revista com uma estria. Querendo ou não, foi criado um padrão de beleza. A vida é feita de ilusões. Querendo ou não, se vivêssemos só com o que é real, a vida ficaria muito chata." (Tatiana Souza, photoshopeira da revista Sexy)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

https://www.youtube.com/watch?v=naD7QoVaJnw&feature=youtu.be&t=2m53s
Ministro Agra Belmonte esclarece o que é e como pode ser caracterizado o assédio moral no ambiente de trabalho
Posted by Tribunal Superior do Trabalho on Monday, August 31, 2015

domingo, 23 de agosto de 2015

Sexo com sentimentos
(Ivan Martins) 

(...) Eu acho que o sexo é antes de mais nada uma busca não declarada por envolvimento emocional. Prazer físico a gente obtém melhor sozinho. Sexo é um instrumento de conexão, algo mais fundamental à nossa existência do que o próprio gozo. Para nos conectar temos de mergulhar no outro, ser aceito por ele, refastelar-se na emoção de dar e receber prazer. Depois de uma longa sessão de libidinagens e beijos na boca, emergimos modificados. É impossível olhar para a pessoa ao lado e não sentir afeto. Esse sexo aproxima.

(...)

Como escolhemos com quem desejamos estar, usamos o sexo para construir relações. É um jeito de se aproximar radicalmente de quem nos interessa. Há o impulso do prazer nessa aproximação, mas logo abaixo dele corre a busca por afeto, como um rio subterrâneo. A gente não quer apenas tocar o corpo da pessoa que nos atrai. Queremos ser amados e desejados por ela. Nosso tesão, mesmo o mais visual e instantâneo, tem um pedaço enorme de puro sentimento.

(...)

Minha impressão é que o sexo ligeiro ou pornográfico que nos é oferecido em larga escala não atende as expectativas emocionais das pessoas adultas. Serve aos adolescentes que estão descobrindo a vida, assim como serve a quem está num intervalo entre relacionamentos. Mas poucos ficam satisfeitos com a perspectiva de viver indefinidamente de transas superficiais marcadas pelo Tinder. Com esse tipo de dieta afetiva, qualquer alma sensível morre de fome. (...)

sábado, 22 de agosto de 2015

"Noam Chomsky incomoda muita gente. Segundo ele, existem estratégias de manipulação aplicadas por toda parte com ajuda da mídia. Um delas é 'CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. Este método também é chamado problema-reação-solução. Cria-se um problema, uma situação prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.'" (Juremir Machado)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Mercúrio na casa 9 é um dos aspectos mais interessantes do meu mapa astral, na interpretação da Cláudia Lisboa, em seu livro 'Os astros sempre nos acompanham', recém adquirido pela Angela Francisca.

Também o aspecto Urano na casa 11.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Todo
mundo
está
olhando
para
o nada.
Ladrões, chefões, farsantes, sonegadores, mas corrupto é sempre e só... o vizinho
(Bob Fernandes)



Renan Calheiros sugere "Reformas" ao governo. Entre elas, cobrar em alguns dos procedimentos no SUS, escancarar áreas indígenas, reservas ambientais e históricas para os "negócios"...

Réu no Supremo, investigado na Lava Jato, Renan quer mesmo é salvar o pescoço. Como o governo... E Renan se vende como "fiador da estabilidade".

Eduardo Cunha é contra o pacote de Renan. Já o pacote de Cunha é o das "pautas-bomba" contra governo e país.

Acusado de receber propina de US$ 5 milhões, Eduardo Cunha quer é não se tornar réu. E se faz de conta que Eduardo Cunha não é... Eduardo Cunha.

Oposições e suas vozes queriam muito o impeachment. Agora vozes, poderosas, insinuam querer menos.

E se faz de conta não saber quais vozes comandam essa pauta e o debate.

Collor rompe decoro e, da tribuna, xinga a mãe do Procurador Janot... E o Senado se faz de surdo.

Bomba no Instituto Lula. Nem 48 horas nas manchetes. E certos jornalistas optam pela polêmica que rende: foi atentado ou truque? Bomba ou traque?

E os ex-presidentes, Fernando Henrique e Sarney? Ninguém pergunta, e eles não dão um pio. Afinal, a bomba foi no... do outro.

Ministro do Supremo, que vai julgar a Lava Jato, Gilmar Mendes foi à casa do acusado Eduardo Cunha discutir o Impeachment de Dilma... Escândalo? Não. Nada.

Pode faltar ainda mais água em São Paulo. E aí? Aí o governo estadual diz que não, e... Fim de papo.

Cinquenta e seis mil homicídios ano passado e segue o toque de recolher noturno. Custo humano e econômico brutal para o país... Escândalo?

Não. Todo ano é assim. Os mortos são quase sempre das periferias... Isso é só mais uma notícia.

O ministro Levy quer repatriar R$ 200 bilhões. Estima-se que brasileiros tenham mais de meio trilhão de dólares escondidos no exterior.

Brasileiros devem mais de R$ 1 trilhão e 300 à Receita. E 71 mil brasileiros ricos ganharam R$ 200 bilhões em 2013 sem pagar imposto de renda. E aí?

E aí, corrupto é sempre, e só, o vizinho.


Acho que eu ainda não tinha notado essa semelhança entre o cartaz do filme de 1958 e a capa do disco de 2011. Enxerguei agora a capa do vinil da trilha de Gigi (1958) na composição fotográfica para a capa do disco Ummagumma (1969), do Pink Floyd – a qual possuo na forma de um pôster que veio junto com o CD editado no final dos anos 90, devidamente emoldurado em madeira. E a relacionei à capa do disco que eu acabei de mencionar como leite tirado de pedra, uma vez que, para esse trabalho Lulu (2011), o Lou Reed utilizou o Metallica como banda de apoio.
A miséria da elite brasileira
Para quem acompanha os noticiários, lê por entre as linhas ou escuta por detrás das falas, está mais do que evidente que o verdadeiro objetivo daqueles que querem o impedimento da Presidenta da República é acabar com a Operação Lava-Jato e as demais investigações contra a corrupção no Brasil. Isto porque, nestas operações a lista de políticos dos partidos tradicionais, entre eles, o PP e o próprio PMDB é extensa e envolve nomes de peso que atualmente estão no centro do poder. As demais investigações como, por exemplo, a Operação Zelotes e o Trensalão de São Paulo, pega em cheio, os principais dirigentes do PSDB e seus aliados, dentre eles, a Rede Globo e afiliadas, inclusive, a própria RBS.

Isto significa que, se os arautos da ética, conseguirem seu intento de derrubar a Presidenta do Brasil, ato contínuo, irão encerrar as investigações colocando tudo para debaixo do tapete. Aliás, assim já estão fazendo com o denominado “Mensalão de Minas” que, para guardar simetria com o outro, deveria ser chamado de Mensalão do PSDB. Enquanto o Zé Dirceu, estando preso, é preso novamente em horário nobre, os réus daquele crime sequer estão sendo incomodados pelo Poder Judiciário e, como sabemos, serão “inocentados” por decurso de prazo.

No entanto, depois de tentarem colocar o país mobilizado contra a corrupção, a única forma de pararem com as investigações antes que elas resultem em sua própria prisão, os detentores do poder precisam depor uma Presidenta legitimamente eleita, oferecendo sua cabeça como prêmio ao país. Sem entregar à “opinião pública” um agente político da estatura da Presidenta Dilma não será possível “aplacar a ira” criada contra a política e os políticos nos últimos anos pela própria mídia corporativa.

Lembrem-se, que isto assim já ocorreu. Em 1992, passado o impedimento do Presidente Fernando Collor, praticamente todos os seus aliados continuaram nos mesmos postos fazendo o que faziam antes. O próprio Collor, foi “absolvido” pelo Supremo Tribunal de Justiça por falta de provas. E, frente a este absurdo jurídico, a mídia corporativa nada disse. Nada bradou. Nada questionou. Evidente está que a cruzada pela ética na política, aquela época, como agora, serve como apenas uma fachada para manter tudo como estava.

A intenção é explícita. Criar um clima contra a corrupção que seja capaz de justificar a deposição da Presidenta, para, a partir daí, fazer justamente o contrário, manter a roubalheira como ela sempre existiu. Por isso, Cunha e seus aliados tentaram barrar a indicação do Procurador Geral, Rodrigo Janot. A tarefa dele é não deixar que a lista dos denunciados com foro privilegiado vá para o fundo das gavetas, lista esta como já dito, que contém uma extensa maioria de políticos do PP, PMDB e PSDB. Neste round perderam mais uma. A Presidenta Dilma não se intimidou e demonstrou que vai até as últimas consequências e não teme o embate final.

Neste contexto, o que não consigo entender é, como algumas lideranças históricas da esquerda brasileira caem na cantilena da direita de combate à corrupção. Não se trata, é óbvio, de defender a prática da corrupção, seja ela qual for e onde estiver. Mas é evidente que as campanhas nada sinceras em favor da moralidade pública nada tem a ver com sanar as contas públicas e garantir que os recursos sejam destinados para o atendimento das necessidades da maioria da população brasileira. É triste acompanhar militantes de renome fazendo coro aos discursos falsamente honestos da mídia empresarial. Quem sonega milhões de reais, apoia e sempre apoiou empresas, empresários e políticos corruptos somente assume a bandeira da moralidade administrativa para ferir de morte quem está combatendo, verdadeiramente, a corrupção no país.

Soubessem as pessoas que a política por detrás das mobilizações do dia 16 de agosto não visam ampliar direitos ou garantir melhores políticas públicas e sociais para todas e todos, ninguém teria coragem de defender ou aderir a esta falsa mobilização. Soubessem as pessoas que, caso vença a manobra do impedimento da Presidenta, os verdadeiros corruptos e corruptores, continuarão com o controle do poder econômico, não iriam aderir a esta triste mobilização.

Por sua vez, o Governo Federal precisa sair da defensiva e de tentar, também ele, compor acordos com o grande capital. Não será assim que consolidará uma resistência afirmativa do projeto que, apesar dos problemas, vinha se mostrando vencedor. Como bem diz uma campanha veiculada nas rádios de Porto Alegre: dinheiro não some, troca de mãos. Os dados demonstram que, como resultado da pretensa crise econômica, a riqueza do povo brasileiro está saindo da cadeia produtiva e retornando para as mãos dos bancos e banqueiros de onde, por iniciativa da própria Presidenta Dilma, tinha sido retirada. Prova disto é a divulgação do lucro de bilhões de reais anunciada pelo banco Itaú, Bradesco, dentre outros.

O Brasil é um país continental, com uma riqueza ambiental maravilhosa, um povo trabalhador e solidário que é responsável por uma das maiores economias do mundo. A luta popular tentou, por séculos, iniciar um projeto verdadeiramente democrático e popular. Desde 2002, deu início a uma longa e lenta transição democrática que, infelizmente, a miséria política e intelectual da elite brasileira não enxerga porque nunca sonhou com um Brasil verdadeiramente independente, livre e soberano. Espero que o povo brasileiro, através de suas organizações e movimentos sociais saiba pôr-se de pé e impedir, com seu sangue se preciso, qualquer tentativa de retrocesso ou rendição. Desta vez, não passarão.

Mauri Cruz é advogado socioambiental, especialista em direitos humanos, professor de pós graduação em direito à cidade e Mobilidade urbana, diretor da AbongRS. 

domingo, 16 de agosto de 2015

"Por que não sair pra rua para protestar contra a incompetência, a corrupção e a burrice do país como um todo? Um país que mata seus jovens, sonega impostos, polui, compra carteira de motorista, licença ambiental, alvará, dirige pelo acostamento, estupra, espanca e esfaqueia mulher (mas retira a discussão de gênero do currículo escolar), um país onde os negros correspondem a 15% dos alunos universitários e a 67% da população carcerária. Este ódio cego, esta parcialidade hipócrita, este bombardeio cirúrgico que pretende eliminar o PT – e só o PT – para 'libertar o Brasil', empoderando Renan Calheiros e Eduardo Cunha, não é o desabrochar da consciência cívica, é mais um fruto da nossa incompetência, mais uma vitória da corrupção; palmas para a nossa burrice." (Antônio Prata)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

"Caros amigos que odeiam o PT: podem ter certeza de que odeio o PT tanto quanto vocês – mas por razões diferentes. Odeio porque ele cumpriu a promessa de continuidade. Odeio porque ele não rompeu com os esquemas que o antecederam. Odeio por causa de Belo Monte e do total descompromisso com qualquer questão ambiental e indígena. Odeio porque nunca os bancos lucraram tanto. Odeio pela liberdade e pelos ministérios que ele deu ao PMDB. Odeio pelos incentivos à indústria automobilística e à indústria bélica. Odeio porque o Brasil hoje exporta armas para Iêmen, Paquistão, Israel e porque as revoltas do Oriente Médio foram sufocadas com armas brasileiras. Odeio porque acabaram de cortar 3/4 das bolsas da Capes. O PT é indefensável – cavou esse abismo com seus pés. Mas assim como não fomos nós que elegemos Lula [foi o José Alencar, os Sarney, o Garotinho, foi aquela Carta aos Brasileiros e a promessa de que o Lulinha era Paz, Amor e Continuidade. Sobretudo continuidade], engana-se quem vai às ruas e acha que está tirando Dilma do poder. Quem está movendo essa ação de despejo são os ratos que o PT não teve coragem de expulsar." (Gregorio Duvivier)


Bob Fernandes:

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

5 truques de lavagem cerebral que funcionam, não importa quão inteligente você seja
(Natasha Romanzoti/Hype Science)


1. A maioria das pessoas caem em sua “tribo” por acidente

Se você procurar livros que explicam por que as pessoas brancas são a raça superior do mundo, você vai encontrar uma coincidência surpreendente quando olhar para os seus autores: eles são todos brancos.

Ano passado, a revista TIME fez um experimento no ano passado onde antecipou com precisão as convicções políticas de americanos apenas pedindo-lhes que respondessem uma série de perguntas completamente não políticas, como “Você prefere gatos ou cães?” e “Seu espaço de trabalho é organizado ou bagunçado?”. Outro estudo descobriu que você pode antever a posição política de alguém estudando como seu cérebro processa riscos.

É. Não é difícil prever o grupo no qual uma pessoa pensa que se encaixa. Geralmente, elas acreditam que a pior característica que uma pessoa pode ter é justamente algo que para elas é fácil não ter. Por exemplo, muitas pessoas em forma acham que os gordos são “lesmas preguiçosas” – para elas, as pessoas não estão no mesmo nível que elas por culpa própria. Muitos ricos também pensam que pobres são inferiores por serem vagabundos que não querem trabalhar ou estudar. E daí por diante.
Tudo isso pode parecer preconceito – e provavelmente é -, mas assim que é a vida: você apoia os grupos dos quais você por um acaso faz parte. Você pode pensar nisso como sua “Configuração de Padrão Moral”, e ela é em grande parte determinada por onde você nasceu, como você foi criado e em qual grupo de amigos você caiu.


Se você quiser ver sua Configuração de Padrão Moral em ação, imagine que você e sua mãe foram visitar um país estrangeiro. Na entrada, eles exigem que todas as mulheres removam suas camisas e sutiãs para que possam ser fotografadas para fins de identificação. Você acha isso nojento e misógino – secretamente, eles só querem ver tetas e são uma cultura estranha e machista.

E, no entanto, quando mulheres muçulmanas levantam essa mesma objeção quando precisam remover suas coberturas de cabeça para fotos de identificação em países estrangeiros, nós dizemos que SUA cultura é primitiva e misógina – porque as suas regras arbitrárias sobre quanto do corpo de uma mulher deve ser coberto em público são lógicas e respondem ao bom senso, enquanto as dos outros são o resultado de superstição e loucura.

Na realidade, ambos estão apenas reagindo ao seu “Ambiente Moral Padrão”, como se fosse uma verdade absoluta proferida na criação do universo. Que outras pessoas têm diferentes padrões – e acreditam neles tão fortemente quanto você – é um fato quase impossível de compreender.Admita: você secretamente tem certeza de que se tivesse vivido no Brasil escravo como um homem branco, teria sido um dos mais não racistas. Você também teria sido um dos jovens alemães que não foram sugados por Hitler. Ao imaginar-nos transportados para outro tempo e lugar, nós sempre assumimos que nosso Ambiente Moral Padrão de alguma forma viaja com a gente, porque não podemos conceber uma vida sem ele.

E esse ambiente é o que faz com que seja praticamente impossível realmente entendemos e respeitarmos uns aos outros. Quando você tenta fazer com que alguém desvie de seu próprio padrão, meu amigo, é quando todos os outros itens nesta lista reúnem-se em um único Power Ranger para se opor a você. Você está pedindo a ele para A) abandonar o que funcionou para ele até agora, B) deixar os bastardos maléficos do lado oposto ganharem, C) trair seus amigos e D) abraçar o que ele vê como imoralidade.

Muitas pessoas preferem, literalmente, morrer do que desviar de sua Configuração de Padrão Moral, também conhecido como mudar de opinião.
56% dos estadunidenses consideram hoje que o lançamento da bomba atômica foi adequado. Entre os que têm mais de 65 anos, o número sobe para 70%. Entre os republicanos, para 74%. (Na época, 85% de toda a população dos EUA aprovava a bomba.) Entre os democratas, são 52%. Fonte: El País.
"A ação de poder é não tremer. No início, diante de simplesmente ficar parado. Depois, não tremer diante das coisas progressivamente maiores. O caminho inteiro é o desenvolvimento da ação de poder. Mais adiante não vamos tremer diante da vida, do sonho, da meditação, do morrer, do pós-morte e do renascer. Não vamos mais tremer mais em nenhuma circunstância de vida ou de morte, seja qual for, progressivamente." (Lama Padma Samten)
Rodrigo Nogueira Batista, ex-PM do Rio de Janeiro, para o Pragmatismo Político:

O processo de perversão começa no início da formação. Quando cheguei no CFAP, o primeiro contato quando a gente sai do campo para a companhia é um caminho cercado por árvores. Do alto daquelas árvores, os policiais antigos começavam a disparar tiros de festim e soltar bombas. O camarada que deveria ser treinado desde o início pra policiar, já começa a ser apresentado a uma guerra. Dentro do CFAP, a cultura dos instrutores não é formar policiais. É formar combatentes. E aí é que tá o problema: você formar um combatente para trabalhar numa coisa tão complexa quanto o aspecto social que ele vai ser inserido. Um dia o policial tá trabalhando com um mendigo, no outro com um juiz, no outro com um assassino, no outro com um estuprador. Para você preparar um combatente para trabalhar nesse contexto, é muito delicado. Demora muito. Se isso não for muito bem feito você acaba criando monstros.

As instruções, as aulas que são ministradas no CFAP desde o início elas começam a mudar o viés do camarada. A minha turma não teve nem aula de direito penal, não teve aula de direito constitucional, não teve aula de filosofia, de sociologia. A gente chegava na sala de aula, sentava, o instrutor falava meia dúzia de anedotas da história da polícia militar e o resto é contando caso (matou fulano, prendeu ciclano). Dentro do próprio ambiente ali, os outros oficiais que coordenavam o curso só tinham um objetivo: deixar o cara aguerrido, endurecido, fazer esse recrudescimento da moral do indivíduo para ele não demonstrar piedade, covardia. Eles acreditam que se o camarada endurecer bastante ele pode preservar a própria vida com isso. Mas isso é ruim: você cria um cachorrinho bitolado que não consegue enxergar as coisas ao redor como elas são.

Depois de alguns meses no CFAP, o recruta vai estagiar e trabalhar com os antigos na rua. Como na época era verão, existiam as chamadas Operações Verão. Eles colocam o policial antigo armado e dois ou três “bolas-de-ferro”, como eles chamam os recrutas, justamente por dificultar a movimentação do antigo. Geralmente, os batalhões que recebem esse efetivo do CFAP são os litorâneos. Aí a gente foi pro 31º, no Recreio, 23º, que é o Leblon, 19º, Botafogo, 2º, Copacabana… Eu ficava um pouquinho em cada um.

No período de praia, por exemplo, a gente chegava e o antigo ficava angustiado com a nossa presença porque queria pegar o dinheiro do flanelinha, do cara que vende mate, da padaria. Outro exemplo: uma das instruções que os oficiais davam antes do efetivo sair pro policiamento era: “olha, vocês podem fazer o que quiserem, pega o pivete, bate, quebra o cassetete, dá porrada no flanelinha. Só não deixa ninguém filmar e nem tirar foto. O resto é com a gente. Cuidado em quem vocês vão bater, com o que vocês vão fazer e tchau e benção”. A minha turma partiu pro estágio com dois meses de CFAP, dois meses tendo meio expediente e depois rua. E aí, meu camarada, a barbárie imperava: pivete roubando, maconheiro… Quando caía na mão era só porrada e muito gás de pimenta. Foi ali que eu tive contato com as técnicas de tortura que a Polícia Militar procede aí em várias ocasiões. Você vê agora o caso do Amarildo. O modus operandi vai se repetindo, evoluindo, até que toma uma proporção mundial. Eu conheci aqueles recrutas que participaram do caso Amarildo lá no presídio da Polícia Militar e eles foram formados depois do meu livro. O último parágrafo do meu livro diz que os portões do presídio da polícia militar estarão sempre abertos para receber cada novo monstro nascente. E que venha o próximo. E continuam nascendo os monstros, um atrás do outro. Aqueles policiais que participaram do caso Amarildo, pelo menos de acordo com o que o inquérito está investigando eles estão fazendo as mesmas práticas que eu já fazia, que o meu recrutamento já fazia, que outros fizeram bem antes de mim e que já vem de muitos anos. Vem de uma cultura.
É no dia a dia mesmo. O nosso direito dificulta o trabalho do policial em certos aspectos. Por exemplo, um pivete roubou uma coisa de um turista e correu. O policial corre atrás do pivete e pega o pivete. Quando ele consegue chegar no pivete, ele já jogou o que ele roubou fora e ele é menor de idade, não pode ser encaminhado para a delegacia. Porra, mas o policial sabe que ele roubou. E aí entra o revanchismo, a hora da vingança. Primeiro lugarzinho separado que tiver (cabine, atrás de um prédio, dentro dos postos do guarda-vidas) é a hora da válvula de escape. E eu posso assegurar para você: da minha turma do CFAP, de dez que se formaram comigo, nove jamais pensaram que passariam por um processo de desumanização tão grande. O camarada começa a ver um pivete levando choque, spray de pimenta no ânus, no escroto, dentro da boca e não sente pena nenhuma. Pelo contrário, ele ri, acha engraçado.

E tem um motivo: se nesse momento que o mais antigo pegou o pivete e começa a fazer isso, se você ficar sentido, comovido por aquela prática, pode ter certeza que vai virar comédia no batalhão, vai ser tido como fraco. Vai ser tido como inapto para o serviço policial. E aí você vai começar a ser destacado, a ser visto como um elemento discordante desse ideal que a tropa criou. Se eu tô com você, mas você não tem disposição pra bancar o que eu tô fazendo com um vagabundo, na hora que der merda é você que vai roer a corda. Na hora que o vagabundo me der tiro, você não vai ter peito pra meter tiro nele. No fim, você vai ser afastado: vai ficar no rancho, na faxina ou em algum baseamento a noite toda.

Você vai formando e selecionando por esse critério. Se você é duro, você vai trabalhar na patrulha, no GAT (Grupamento de Ações Táticas), na Patamo (Patrulhamento Tático Móvel)… Agora você que é mais sensato, que não vai se permitir determinadas coisas, não tem condições de você trabalhar nos serviços mais importantes. Não tem como o camarada sentar no GAT se não estiver disposto a matar ninguém. Não tem como. E não é matar só o cara que tá com a arma na mão ali, é matar porque a guarnição chega a essa conclusão: “Não, aquele cara ali a gente tem que matar.” Aí é cerol mesmo. Se você não estiver disposto a participar disso aí, tu não vai sentar no GAT, não vai sentar numa patrulha nunca.