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quinta-feira, 22 de outubro de 2015



"O que você chama de estado de guerra eu chamo de estado permanente de mútua suspeita e competição. Todos nós estamos em competição potencial uns com os outros. No passado existiu, por exemplo, a negociação coletiva. Todos os trabalhadores de uma fábrica ou de um escritório se juntavam e com o poder coletivo negociavam as condições do emprego. Isso foi desregularizado, não existe mais. As empresas consideram, e isso faz parte da nova filosofia de administração, que as demissões periódicas, a economia periódica, a reestruturação periódica – em alguns casos algumas pessoas são demitidas – são elementos necessários da boa administração. Por quê? Porque coloca os membros remanescentes da equipe olhando de forma suspeita para seus colegas, eles não se unem para enfrentar os patrões. Pelo contrário, tentam provar para seus patrões que, quando chegar a próxima rodada de demissões, o outro é que deve ser demitido, e não eu. Então nós estamos sendo forçados a essa situação que requer constante vigilância mútua e competição. E é isso que cria a atmosfera de guerra, nada é certo, nada é seguro, você tem de olhar ao redor, ser cuidadoso, amigos podem se tornar inimigos. Não faz sentido desenvolver lealdade a alguém 'até que a morte nos separe' porque, aparecendo condições diferentes e circunstâncias diferentes, todo o cálculo de ganhos e perdas pode mudar." (Zygmunt Bauman, em entrevista para Alberto Dines)

"Marshall McLuhan falou que o meio é a mensagem, o modo como uma informação é entregue. E a mensagem, nos meios de comunicação de massa, que é a notícia, para merecer a sua atenção, precisa entreter. E isso é algo que tem o seu custo. Porque cada vez mais os estudantes estão esperando de seus professores, na universidade, produtos de entretenimento. Por exemplo, a praga de que os professores universitários reclamam muito é que os estudantes – sem mencionar os livros, do tamanho de um Guerra e Paz – quando recebem um artigo que é indicado para que eles leiam, do início ao fim, é algo além de suas capacidades. Eles ficam entediados e abandonam. Quando você é treinado pela tela da tevê, que tem 200, 300 canais, e você fica zapeando de um para outro, e nunca vê o programa até o fim. Você teme que em outro canal, ao mesmo tempo, esteja passando algo mais interessante. A capacidade de concentração, de focar em apenas uma tarefa, em um problema, e ter determinação até o fim. Isso é uma habilidade difícil, precisa ser treinada. As crianças não nascem sabendo, elas têm que aprender. Essa habilidade está desaparecendo. Entre os efeitos colaterais dos eletrônicos, estão precisamente a paciência e a atenção." (Zygmunt Bauman)

"É uma crença, muito questionada, que os meios para curar todos os tipos de problemas sociais é um aumento do PIB. Qualquer que seja o problema, a reação é que nós precisamos produzir mais. Você não pode, no nosso planeta, aumentar a produção permanentemente, existem limites. A geração atual foi criada para acreditar que todos os caminhos para a felicidade passam pelas compras. E isso é uma ideia desastrosa, porque traz muitos problemas para nossos filhos, netos, bisnetos. Nós estamos privando-os de uma parte da vida deles. Temos que aprender maneiras diferentes de reagir a problemas e maneiras diferentes de perseguir a felicidade." (Zygmunt Bauman)

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