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terça-feira, 30 de novembro de 2004



sound qual 75%
interface 25%
keyboard 75%
ease of use 50%
build qual 50%
bass 75%
brass 50%
strings 75%
pads 75%
organ 25%
analog 75%
noises 100%


"The Roland JX-3P is a dual oscillator synth with five octave keyboard and integral polyphonic 16 step sequencer."

"The JX-3P is a pretty good synth, best known for a good string sound."

"To simulate pulse width modulation on the JX-3P select osc SYNC, route LFO to osc 2, and turn the MIX to 100% osc 2."

pulsar settings

a1 8'
a2 pulse
a3 lfo mod off
a4 env mod off
a5 4'
a6 pulse
a7 cross mod off
a8 tune 16 (max)
a9 fine tune 16 (max)
a10 lfo mod off
a11 env mod off
a12 lfo mod 9
a13 env mod 7
a14 env shape normal (not inverted)
a15 source mix 16 (max)
a16 hpf 16 (max)
b1 Cut off freq 5
b2 lof mod 1 (min)
b3 pitch follow 16 (max)
b4 resonance 1 (min)
b5 env modulation 5
b6 env shape normal (not inverted)
b7 VCA mode env.
b8 VCA level 8
b9 chorus off
b10 lfo waveform sine
b11 delay time 4
b12 lfo rate 11
b13 attack 1 (min)
b14 decay 5
b15 sustain 1 (min)
b16 release 7
Seis de maio de dois mil e cinco.
Quinta Independente
música instrumental
1. Thös-Grol (3 músicas)
2. Os Figura
3. Lavanderia Psicodélica De Charlie Chan (do Carlo)
4. Músicas Intermináveis Para Viagem (da Laura do Uivo)
Ingressos: R$ 6,00
Antecipados: R$ 3,00
Dr. Jekyll 23h

segunda-feira, 29 de novembro de 2004



<img src="http://www.geocities.com/douglasdickel/blanched/5dez2004.jpg">
"Todo mundo é idêntico na sua convicção de que é especial e diferente dos outros de alguma maneira. Um bom exercício é se colocar no lugar dos outros e tentar emular a convicção alheia. Sempre que me flagro desprezando os sentimentos de alguém, me concentro pra imaginar este alguém se sentindo único e especial." (Galera Daniel, comentando o blog do Galera Bruno)
Confirmado após muito sofrimento o último show da Blanched antes de 2006. Domingo às 20 horas, no Casarão, em São Leopoldo. Levem proteções para os ouvidos. Ingressos a 5 reais e EPs BTA a 10 reais.
Duas coisas que marcaram a minha infância foram os desenhos animados e os desenhos animados do Scooby Doo. Por isso, me diverti vendo o filme sábado, na casa da minha mãe. Mantiveram a dublagem dos desenhos, o que garantiu a conexão com as lembranças. E é mais um filme que toca God Only Knows.
Novo photoblog para a segunda temporada de fotos minimalistas.

dichtet
" . . . muitas das pessoas incumbidas de escrever as histórias não têm noção da sua responsabilidade. Essas histórias fazem e desfazem vidas. Mas os filmes são produzidos simplesmente para fazer dinheiro. Não se encontra aí aquela espécie de responsabilidade que impregna o sacerdócio, num ritual." (CAMPBELL)

"A função do artista é a mitologização do meio ambiente e do mundo." (CAMPBELL)

sexta-feira, 26 de novembro de 2004

Hoje, às 22h, no GNC Moinhos.

Asas Quebradas, de Nir Bergman - Ficção, 2002, 35 mm, cor, 87 min, Israel

Prêmios: 3 prêmios no Berlin International Film Festival; 9 prêmios no Israeli Film Academy 2003; Tokyo Grand Prix 2002 no Tokyo International Film Festival; Melhor filme no Jerusalem Film Festival de 2003; Prêmio John Schlesinger no Palm Springs International Film Festival de 2003.

Sinopse: Depois da trágica morte do marido, Dafna (Orly Zilberschatz-Banai), uma médica em Haifa sobrecarregada e deprimida, tenta equilibrar o tempo entre a atividade profissional e a educação dos filhos. Envolvidos com as próprias emoções, disputas e hostilidades, os filhos não têm interesse nos altos e baixos da política do Oriente Médio. A mais velha, Maya (Maya Maron), canta numa banda, o filho adolescente se veste de rato para distribuir folhetos no metrô. São sensíveis, vulneráveis, confusos e infelizes. Uma combinação explosiva, e, mais cedo ou mais tarde, alguma coisa terá de acontecer. De repente, um incidente inesperado lhes dá a chance de colar as "asas quebradas".
Ouvi agora no computador do trabalho, para não ouvir o carro de som dos manifestantes, o BTA, e tive saudade de estar gravando e mixando. Antes, ouvi o primeiro EP do GY!BE. Fiquei impressionado com a faixa 2, a partir dos 7 minutos de música e, depois, a partir dos 12 minutos.
Descobri hoje o All Movie Guide, um empreendimento All Music Guide. Permanece simples como era o Allmusic antes das modificações bestas que terminaram com a maravilha do "related artists". Por exemplo, busquei o Dogville, que é classificado como Disturbing e Avant-garde. Clicando em disturbing, aparece uma lista de filmes ordenados por "rating", e o cabeça do rol é o Eraserhead. O primeiro em Avant-garde é La Jetée, filme francês que originou os 12 Macacos, do Terry Gilliam.
Descobri hoje o All Movie Guide, um empreendimento All Music Guide. Permanece simples como era o Allmusic antes das modificações bestas que terminaram com a maravilha do "related artists". Por exemplo, busquei o Dogville, que é classificado como Disturbing e Avant-garde. Clicando em disturbing, aparece uma lista de filmes ordenados por "rating", e o cabeça do rol é o Eraserhead. O primeiro em Avant-garde é La Jetée, filme francês que originou os 12 Macacos, do Terry Gilliam.
" . . . música, em essência, não é uma profissão, é uma arte, uma expressão. Esse último quesito tem feito muita falta. Vejo muitas bandas profissionais, mas vejo poucas bandas apaixonadas. Vejo poucas bandas ousadas, loucas, arrebatadoras, genuinamente experimentais. Dentro de suas cabeças profissionais está sempre a preocupação com a imagem, o comportamento calculado no palco, a estética como um plano e não como uma expressão. Alguém aí já viu o Iggy Pop cantando na época dos Stooges? Podem dizer o que quiserem do cara, mas aquilo era intenso, era real, sangue e suor. A música não era calculada, não era exata, não era perfeitamente ensaiada. Era visceral, as vezes caótica. Causavam tensão, êxtase, confusão. As pessoas adoravam não porque era fácil. Adoravam porque era difícil. Hoje em dia, o estilo musical que eles tocavam já não tem muito de radical ou diferente. Bandas punks gravam discos produzidos ao máximo, com distorções previsíveis e microfonias comportadas, tudo em seu lugar, de acordo com o manual de instruções. Soam iguais. (...)" (Peter Strauss)
O Garagem reabriu, e o Edu (Space Rave e Planondas) é responsável pelas quintas-feiras com "bandas alternativas" - sabe-se lá o que o Fernando vai colocar nos outros dias... "Dia 2 de dezembro estréia na Garagem Hermética CONFUSION IS SEX, a mais nova festa rock de Porto Alegre. A casa abre as 22h, e o show rola as 23h. Nesta primeira edição, show da banda Planondas, desfile da RosaMaria e MONO e discotecagem de DaniF, João Perassolo [estes dois da "Noisy"] e Edílson Cardoso [Hâhnio]. Ingresso R$ 7,00. Mulheres até a meia-noite pagam R$ 4,00. A Garagem Hermética fica na Barros Cassal 386. Confusion Is Sex, todas as quintas na Garagem Hermética!"
Pensata da Folha. "(...) A música chamava Seasons In The Sun. Com Kurt Cobain na bateria e cantando, o baixista Krist Novoselic na guitarra e o baterista Dave Grohl no baixo. É a imagem dessa cover secreta, dentro de estúdio no Rio, no verão carioca, que aparece na íntegra em vídeo no With The Lights Out e encerra o CD."


quinta-feira, 25 de novembro de 2004

Hâhnio

GÊNERO: Outros - Experimental

RELEASE / HISTÓRICO
Hâhnio pode ser caracterizado como um projeto de "trilhas para filmes de horror B". O projeto busca através de samplers eletrônicos e ruídos, criar um ambiente de estranhamento e fobia em seus ouvintes.

Hâhnio, ainda, não deve ser encarada como uma banda de rock e sim uma banda experimental/minimalista.

O projeto é formado por Edilson Cardoso, responsável pelas guitarras, vozes, destruição de pianos e teclados, criação de microfonias, explosão de tímpanos e expansão de sons psicologicamente perturbadores.

INFLUÊNCIAS
NIN
Sonic Youth
Radiohead




Capas de discos feitas pelo Storm Thorgerson.
Segunda tem show de uma formação antiga do Defalla, no Opinião. O Edu K chamou o Flávio "Flu" Santos (baixo), a Biba Meira (bateria) e o Rafael (guitarra), ex-Planet Hemp - no lugar do Castor Daudt, que está morando em Maceió.
No e-mail de divulgação do show de Walverdes, Vianna Moog e Poliéster amanhã, no Alive. "A Poliéster é novidade no rock gaúcho e traz para o palco seu pop
alternativo, misturando as melodias amigáveis dos Beatles e Beach Boys
com as viagens esquizofrênicas do Pink Floyd, Chemical Brothers e
Super Furry Animals."

quarta-feira, 24 de novembro de 2004

Não vai mais ter show da Blanched em Porto Alegre antes de 2006. A não ser que alguém consiga a façanha de encontrar um lugar e uma data antes de 9 de janeiro. O show de São Leopoldo está praticamente confirmado, no Casarão Hall (onde era o Manara), domingo dia 5, de tarde. Sem outra banda. Vai ser a festa da Blanched.
Vamos povoar esta ferramenta.
Quinhentas pessoas já morreram este ano de atropelamento nas ruas de Porto Alegre. Ontem uma adolescente de 15 anos, a filha dela de 5 meses e a irmã dela de 4 anos morreram atropeladas numa faixa de pedestres na Lima e Silva, principal rua do bairro Cidade Baixa.

terça-feira, 23 de novembro de 2004

Deu vontade de pesquisar sobre a musette waltz francesa, tocada com acordeon, e cheguei no nome do Yann Tiersen, que fez a trilha de Good Bye Lenin! e a Valse d'Amélie, que está no seu álbum ao vivo C'Était Ici (2003), além de na trilha do filme. O disco mais indicado pelo AMG é o L' Absente (2001), e se fala de Tiersen como alguém influenciado por Philip Glass e que faz música tradicional da França com um "modern musical approach".
Enquanto estive em casa, de licença-saúde, brinquei no computador, gravando e editando samples no SoundForge e mixando-os no CakeWalk. Ontem fiz o fechamento dessa temporada, que resultou em cinco músicas, do projeto minimalista que denominei input_output. Mandei-as junto com o CD para o Alexandre Gomes, para ele opinar se alguma delas tem qualidade para entrar na coletânea que ele vai fazer. Eu diria que são, no máximo, músicas para coletâneas, porque acredito que ouvi-las na seqüência torna-se enjoativo - como o novo disco do Fly Pan Am com que o Tony me presenteou esses dias. As faixas, em ordem alfabética:

1. aço, plástico, asfalto
2. contato
3. dor
4. no wave apprentice
5. planária de capa
"A eternidade não é um tempo vindouro. Não é sequer um tempo de longa duração. Eternidade não tem nada a ver com o tempo. Eternidade é aquela dimensão do aqui e agora que todo pensar em termos temporais elimina. Se você não a atingir aqui, não vai atingi-la em parte alguma." (CAMPBELL)

segunda-feira, 22 de novembro de 2004

Alguém também viu as tropas imperiais no arroio Dilúvio, na Av. Ipiranga? Um espetáculo da natureza e da mitologia.
4
2004 high

Lancei um disco, com a Blanched, e um livro, com o Muriel, e ganhei um prêmio. Foi o primeiro ano inteiro da casa nova com a Manu e com os gatos, meus amores, minha família. Acumulei uma boa coleção de fotos minimalistas, a serem expostas em 2005.

2004 low

Intensa instabilidade na minha relação comigo mesmo. A luta para me sentir bem desembocou num período de paralisação da minha alma: sem idéias, sem horizonte, sem projetos.

Uma brisa começa a soprar, ao som de ( ) do Sigur Rós.
2005 vai ser o ano O_O
Vince Vaughn e Joe Don Baker vão interpretar o David Gilmour - jovem e velho - num filme sobre a vida do guitarrista.



Este filme do Frank Capra de 1946 deu origem a um nome de disco do Sparklehorse e à melhor música do Elbow, George Lassoes The Moon, que se refere ao personagem do James Stewart, que laçaria a lua para o seu amor - interpretado pela Donna Reed. Também influenciou outras histórias cinematográficas, como Mr. Destiny (com James Belushi, Linda Hamilton e Michael Caine), Family Man (com Nicholas Cage e Tea Leoni) e Big Fish (do Tim Burton), por causa de dois aspectos diferentes e igualmente marcantes.


Agora a revista Set tem seções de livros e de discos, esta escrita pelo Rodrigo Salem. Olha o que ele escreveu sobre o Come On Die Young, do Mogwai, em outubro de 2003.

"Os escoceses do Mogwai não são os humanos mais fáceis de se compreender. No entanto, não desista sem dar um tempo ao som experimental da banda. Um bom modo de começar é nesse álbum de 1999, lançado no Brasil agora. Para se ter uma idéia do som inclassificável do grupo, tenha em mente um Sonic Youth no momento mais intimista e com o mínimo de vocal. Ruídos, guitarras em slow motion, bateria jazzística num barulho que faz sentido e ativa os neurônios. Curtiu? Ouça: Experimental Jet Set, Trash & No Star - Sonic Youth"
"É melhor o poeta que erra e acerta alto do que aquele sempre regular. Quem não é inconseqüente não consegue alcançar seus limites." (Fabrício Carpinejar)
Abaixo assinado para reeditarem o DVD Live! Tonight! Sold Out!.
MOYERS: Aonde leva a meditação?

CAMPBELL: Tempo e espaço formam as vias sensíveis que moldam as nossas experiências. Nossos sentidos estão limitados pelo campo de tempo e de espaço, e nossas mentes estão limitadas pela moldura das categorias de pensamento. Mas a coisa suprema (que não é coisa) com a qual estamos tentando entrar em contato não é limitada desse modo. Nós a limitamos na medida em que pensamos nela.
"A diferença entre um sacerdote e um xamã é que o primeiro é um funcionário e o segundo é alguém que teve uma experiência." (CAMPBELL) Psicólogos e psiquiatras são funcionários.
"A metáfora é a máscara de Deus, através da qual a eternidade pode ser vivenciada." (CAMPBELL)
"Qualquer um que se entregue a um trabalho de criação literária sabe que a gente se abre, se entrega, e o livro nos fala e se constrói a si mesmo. Até certo ponto, você se torna o portador de algo que lhe foi transmitido por aquilo que se chama as Musas, ou, em linguagem bíblica, 'Deus'. Isso não é força de expressão, isso é um fato. Uma vez que a inspiração provém do inconsciente, e uma vez que a mente das pessoas de qualquer pequena sociedade tem muito em comum, no que diz respeito ao inconsciente, aquilo que o xamã ou o vidente traz à tona é algo que existe latente em qualquer um, aguardando ser trazido à tona. Assim, ao ouvir a história do vidente, é comum dizer: 'Ha! Esta é a minha história. É alguma coisa que eu sempre quis dizer, mas nunca fui capaz'." (CAMPBELL)
"Quando as pessoas perguntam 'Você acredita em reencarnação?', eu tenho apenas que dizer 'Reencarnação, como o Paraíso, é uma metáfora'. (...) A idéia de reencarnação sugere que você é mais do que pensa. Existem dimensões do seu próprio ser e um potencial de realizações e ampliação da consciência que não estão incluídos no conceito que você faz de si mesmo. Sua vida é mais profunda e ampla do que você concebe, aqui. O que você está vivendo é só uma fração infinitesimal daquilo que realmente se abriga no seu interior, aquilo que lhe dá vida, alento e profundidade. E você pode viver em termos dessa profundidade, e quando chega a essa experiência, você percebe, instantaneamente, que é disso que falam todas as religiões." (CAMPBELL)
" . . . Jesus ascendeu ao Paraíso. A denotação seria de que alguém subiu ao céu, é isso literalmente o que está sendo dito. Mas, se fosse de fato esse o sentido da mensagem, então teríamos de jogá-la fora, porque não teria havido nenhum lugar como esse onde Jesus literalmente pudesse ir. Sabemos que Jesus não podeia ter ascendido ao Paraíso pois não existe nenhum paraíso físico em qualquer parte do universo. Mesmo que ascendesse à velocidade da luz, Jesus ainda estaria na galáxia. A astronomia e a física simplesmente eliminaram isso como possibilidade física, literal. Mas se você ler 'Jesus ascendeu ao Paraíso' em termos de sua conotação metafórica, entenderá que ele foi para dentro - não para o espaço exterior, mas para o espaço interior, para o lugar de onde provêm todas as coisas, para a consciência de que é a fonte de todas as coisas, para o reino do paraíso interior." (CAMPBELL)
"Eu penso na mitologia como a pátria das Musas, as inspiradoras da arte, as inspiradoras da poesia. Encarar a vida como um poema, e a você mesmo como o participante de um poema, é o que o mito faz por você." (CAMPBELL)

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

"Unuscuiusque mavult credere quam judicare. / Qualquer um prefere crer a julgar por si mesmo." (Sêneca)
Em toda a natureza, ataca quem se sente ameaçado. (Aprendi isso no livro O Gato, sobre os gatos, da Taschen, que a Manu comprou.)
E nada da estréia do Before Sunset nos cinemas brasileiros. O filme aqui, parece, vai se chamar Before Chickens' Teeth Born.

Setembro de 2005 é a previsão da estréia de Elizabethtown, próximo filme do Cameron Crowe (Vanilla Sky), que conta no elenco com Kirsten Dunst, Orlando Bloom, Susan Sarandon e Alec Baldwin.
Sexta revolução interna do Douglas Dickel.

[27 anos] Porque o guia Sérgio Euclides me apresentou o Joseph Campbell, descobri a filosofia oriental (cujos princípios básicos são que corpo e espírito são uma coisa só e que o homem e o restante das coisas são um organismo só), o generalismo em oposição ao especialismo, intensifiquei o interesse e a busca pela harmonia, comecei a fazer shiatsu - com a guia Eugênia Gorski - e me interessei pelo budismo - eu e a Manuela vamos começar a freqüentar o Centro de Estudos Budistas Bodisattva do Menino Deus - e pela yoga - que eu não vou fazer por causa da grana.


... comanda.
A música da trilha sonora do Miopia vai entrar numa coletânea predominantemente instrumental que o Alexandre Gomes - do selo de pós-rock e música experimental fuzzynebulæ - está organizando com bandas que ele acha bacana (no caso da Blanched, como ela não tem como gravar material inédito, ofereci o Sol escarrado de cinza). O lançamento está previsto para o segundo trimestre do ano que vem. Bandas que já sinalizaram positivamente:

» Darkjazz (a continuação do Supralux)
» Sensorial Estéreo
» Lavajato
» Stellar
» Soul Orfrequency?
» Lunåsigh (o próprio Alexandre Gomes)
» Animinimal
3. O que dos jornais realmente interessa saber para a vida? Por que você se interessa por assuntos descartáveis? Não seria apenas um passatempo? Nascer é doloroso, mas se nasce para a VIDA. Você já nasceu? Já foi em busca da sua própria aventura para mergulhar no profundo mistério de si mesmo e de todas as coisas? Qual é o caminho que você está percorrendo agora? Há quanto tempo você não se sente num salto do seu crescimento, em busca da harmonia?
2. "Há um motivo padrão do conto folclórico chamado 'A coisa proibida'. Lembra-se do Barba Azul, que diz à mulher: 'Não abra aquele armário'? E aí sempre há alguém que desobedece. Na história do Velho Testamento, Deus aponta para a coisa proibida. Ora, Deus com certeza sabia muito bem que o homem ia comer o fruto proibido. Mas só procedendo assim é que o homem poderia se tornar o iniciador de sua própria vida. A vida, na realidade, começou com aquele ato de desobediência." (CAMPBELL)
1. "Há uma história maravilhosa sobre o deus da Identidade, que disse 'Eu sou'. E, assim que disse 'Eu sou', teve medo. Porque passou a ser uma entidade, no tempo. Então pensou: 'De que eu poderia ter medo, se sou a única coisa que existe?' E assim que o disse, sentiu-se solitário, e quis que houvesse outro, ali, e então sentiu desejo. Aí cindiu-se, dividiu-se em dois, tornou-se macho e fêmea, e originou-se o mundo. Medo é a primeira experiência do feto no útero. (...) O primeiro estágio, . . . sem nenhuma consciência do 'eu' ou de ser. Então, imediatamente antes do nascimento, começa o ritmo do útero e aí surge o terror! Medo é a primeira coisa, a coisa que diz 'eu'. Então advém o terrível estágio de nascer, a difícil passagem através do canal do nascimento, e então... meu Deus, a luz! Você pode imaginar isso? Não é desconcertante que isso repita exatamente o que o mito narra - que a Identidade disse 'Eu sou', e imediatamente sentiu medo? E aí, quando se deu conta de que estava só, sentiu desejo de outro e se tornou dois. É a irrupção, no mundo, da luz e dos pares de opostos." (CAMPBELL)

quinta-feira, 18 de novembro de 2004

SCHOPENHAUER, Arthur. A arte de ter razão - em 38 estratagemas.

Consegui oito na internet.

1. A extensão: "projetar" a afirmação do oponente para além dos seus limites naturais, interpretando-a da forma mais genérica possível, tomando-a no sentido mais lato possível ou exagerando-a; inversamente, reduzir a sua própria afirmação, da forma mais restrita possível (quanto mais uma afirmação se torna "geral", mais ficará desprotegida face a ataques). Exemplo: "A Inglaterra é a primeira nação em arte dramática." Réplica: "É sabido que têm pouco valor em música e, portanto, também na ópera." E a contra-réplica: "A música não integra a arte dramática, dado que esta respeita exclusivamente à tragédia e à comédia."

2. Recorrer à homonímia para alargar o âmbito da afirmação a algo que, para além de uma palavra em comum, não tenha efetivamente nada a ver com o tema em debate. De seguida, refutar de forma luminosa, dando assim o ar de ter conseguido refutar por completo a afirmação do adversário. Exemplo: "Você não se iniciou ainda nos mistérios da filosofia Kantiana." Réplica: "Esse assunto dos mistérios não me interessa nada."

3. Tomar a afirmação que fora colocada de uma forma relativa como se o tivesse sido de forma genérica, ou, pelo menos, concebê-la num contexto completamente diferente e refutá-la então nesse âmbito. Exemplo: Num debate sobre filosofia, defendo a posição de uma dada corrente filósofa, ao mesmo tempo que, falando de Hegel, afirmo que o que ele escreveu não tem valor. O meu oponente não procura refutar a minha tese, limitando-se a dizer que também os filósofos que eu defendi escreveram muitas coisas sem valor. Embora reconhecendo tal, defenderia que a minha afirmação não tinha implícito um elogio às suas qualidades de escritores, mas enquanto homens, pelos seus atos, de um ponto de vista prático (enquanto que de Hegel apenas se podia falar de "qualidades" teóricas!).

4. Quando pretendemos alcançar uma determinada conclusão, não devemos deixá-la prever pelo adversário, mas ir conseguindo, gradualmente, de forma "discreta", que o oponente vá admitindo as suas premissas ao longo do debate... até ao seu "convencimento total".

5. Para demonstrar a nossa tese, podemos igualmente ter de utilizar falsas premissas (considerando que, no final, "a verdade" pode acabar por delas decorrer).

6. "Camuflar" o postulado que queremos provar sob a forma de outro nome (por exemplo, "boa reputação", em vez de "honra"; "virtude", em lugar de "virgindade") ; ou alterando o conceito ("animais de sangue quente", em vez de "vertebrados"); ou admitindo como verdade geral o que é contestado a nível individual ou particular (por exemplo, da contestação da "certeza da medicina" por via da incerteza inerente a todo e qualquer ser humano).

8. Chega-se ao ponto de provocar a fúria do adversário (dizendo dele uma clara e óbvia injustiça ou provocando-o), dado que, em tal estado psicológico, dificilmente terá o discernimento e a capacidade de desenvolver julgamentos corretos.
Os comentários do meu fotolog estão abertos para "everyone".
Superstar (The Carpenters, Sonic Youth) é a música mais bonita do mundo. Outra, a God Only Knows (Beach Boys), considerada pela maioria a mais bonita, está entrando em várias trilhas sonoras: Love Actually, My Life Without Me e Boogie Nights, entre as que eu me lembro.




Blanched "Blanched Toca Angelopoulos" (Independent) * cd-r * US$ 7,00 > post-rock, experimental
The third Blanched EP is very surprising. Very different since their first formation, in 2001, the group left the keyboards and embraced post-rock. The voice is used as an instrument and the music is very modern, in the vein of post-Mogwai groups as Explosions in the Sky and Mono. Climates are perfect, precisely mixing quiet moments and exploding crescendos.

Listen: Triste dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera
Listen: Hoje Eu Tou Melhor
[(CTRL+C)+(CTRL+V)].peligro



V/A "Song of the Silent Land" (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Nunca escondi minha predileção pelo selo canadense Constellation. Desde que se iniciou a segunda fase do 4 Hearts in a Can, comentei religiosamente todo o catálogo da gravadora, já a partir do primeiro número, com Yanqui U.X.O., do Godspeed You! Black Emperor. O selo é sustentado por seguidores fiéis, que cegamente compram todo lançamento sem nem ao menos ouvir uma amostra. É uma relação de confiança e amizade, não algo comercial. É um negócio, claro, mas não só isso. A Constellation não abre exceções, não cede a pressões externas, não deixa ninguém meter a colher. Criaram um manifesto e o seguem a risca. É a nova música canadense, sem concessões. O selo carrega o estigma de ser apenas acessório de sua mais bem sucedida cria, mas Songs of the Silent Land mostra a Constellation muito mais do que o quintal do GY!BE. Trazendo canções raras, inéditas e exclusivas, a coletânea é um retrato de uma reunião de família, onde se pode ver o passado, presente e futuro num único momento. Essencial.

1 The Sky Lay Still Vajagic, Elizabeth Anka 6:22
2 Winter Hymn Winter Hymn Winter Hymn Do Make Say Think 4:54
3 Wool Fever Dub Exhaust 3:05
4 (Re)view from the Ground [Remix] Hangedup 4:30
5 Toyte Goyes in Shineln Black Ox Orkestar 3:44
6 This Machine [#] Sackville 4:57
7 Iron Bridge to Thunder Bay [#] Silver Mt. Zion 8:12
8 String of Lights Sofa 5:33
9 Dreaming (, , , Again) Polmo Polpo 4:50
10 Slippage [#] Re: 3:25
11 Tres Tres "Avant" Fly Pan Am, Tim Hecker, Christof Migone 5:10
12 Fair Warning 1-Speed Bike 5:03
13 See My Film [#] Frankie Sparo 3:57
14 Outro [live] Godspeed You! Black Emperor 7:33

Do Make Say Think "Winter Hymn Country Hymn Secret Hymn" (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Vivendo à sombra do Godspeed You! Black Emperor e seus projetos, a banda canadense Do Make Say Think tem talento de sobra para brilhar por conta própria. Winter Hymn é o quarto álbum do grupo e indiscutivelmente o melhor até agora. As melodias são detalhistas e sombrias, as composições incrivelmente complexas e não-lineares e a execução precisa e energética. Ao mesmo tempo, as guitarras soam delicadas enquanto confrontam grooves de baixo distorcidos. A idéia dos hinos presente no título é levada ao extremo, criando micro sinfonias ora excitantes, ora solenes, mas nunca menos que grandiloqüentes. O sexteto faz excelente proveito de seus instrumentos de sopro, indo do improviso do jazz à composição erudita moderna num piscar de olhos. Apesar da sua essência predominantemente orgânica, o Do Make Say Think não tem receios de dispor sintetizadores e outros recursos eletrônicos em seu leque de opções, ganhando em ousadia e experimentação e trazendo uma surpresa a cada minuto. Extraordinário.

Silver Mt. Zion Memorial Orchestra, The & Tra-la-la Band with Choir "This Is Our Punk-Rock, Thee Rusted Satellites Gather +Sing," (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Em seu terceiro álbum, o Silver Mt. Zion enterra no passado o estigma de ser apenas mais um projeto paralelo do Godspeed You! Black Emperor. Dessa vez não mudaram de nome, mas ganhamos um complementar "With Choir". É a grande pista para decifrar This Is Our Punk-Rock. O coral amador formado por cerca de 20 amigos da banda é somente o pano de fundo para o guitarrista Efrim Menuck soltar a voz. Um grupo de pessoas de opinião política tão forte, apesar de recluso e conseqüentemente silencioso, acabaria cedo ou tarde mostrando o que tem a dizer. Aqui temos tópicos que vão desde a supremacia das empresas multinacionais, passando pelo imperialismo ocidental até vigilância militar na América do Sul e Oriente Médio. Nada é gratuito ou mastigado, mas dito de maneira a nos fazer refletir. Os complexos arranjos ganharam consistência graças à presença marcante do discurso, contrastando delicadamente com a rusticidade do coro ao ecoar de Glenn Branca a Pink Floyd. Ah, se todo punk-rock fosse assim.


E a Blanched subiu duas posições no ranking deles de discos nacionais mais vendidos.

01. Hurtmold "Mestro" (Submarine)
02. Blue Afternoon "Folxploitation" (Bizarre)
03. M. Takara "M. Takara" (Submarine)
04. Nancy "Lixorama" (Independente)
05. Blanched "Blanched toca Angelopoulos" (Independente)
06. Diagonal "Model to Deceive" (Highlight Sounds)
07. Lunåsigh "Lunåsigh EP" (Fuzzy Nebulae)
08. Grenade "Grenade" (Slag)
09. Hurtmold / Eternals "s/t" (Submarine)
10. Hurtmold "Cozido" (Submarine)
Wings of sweetness.
My Life With The Fearless Freaks, o documentário dos Flaming Lips, vai ser dirigido pelo amigo da banda Bradley Beesley e sai em DVD no dia 23 de março. Em 25 de janeiro, sai reedição do primeiro disco das punks inglesas Slits, Cut (1969), pela Koch Records - gravadora do baterista da Blanched.

terça-feira, 16 de novembro de 2004

Blanched
últimos shows
antes de 2006
5/12 SL
6/01 PA
a confirmar
"Escritores com bloqueio que ficam sentados esperando pela inspiração, com esperança de algum insight, estão condenados eternamente à estagnação. A cura? Simplesmente começar a escrever. Não importa se algo bom, ruim, indiferente. Apenas coloque palavras no papel." (WALTER, Richard. Screenwriting.) Obrigado, Laís.
Vi na MTV uma modelo falando que parou na 7ª série, mas que continua "lendo os jornais para se manter informada"... O jornalismo é uma indústria calcada numa criação de necessidade (produto) tão antiga, que hoje a necessidade já é costume, ou seja, inquestionável pelos super-chimpanzés. Quase todo mundo lê jornal; quase ninguém lê livro.

"Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas práticos do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você era estimulado a ter em se dedicar à vida interior, no aprender, e onde não se misturava com a magnífica herança humana que recebemos de Platão, o Buda, Goethe e outros, que falam de valores eternos e que dão o real sentido à vida.

"As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido suprimidas, em prol de uma educação concorde com uma sociedade industrial, onde o máximo que se exige é a disciplina para um mercado de trabalho mecanicista, toda uma tradição de informação mitológica do ocidente se perdeu. Muitas histórias se conservavam na mente das pessoas, dando uma certa perspectiva naquilo que aconteciam em suas vidas. Com a perda disso, por causa dos valores pragmáticos de nossa sociedade industrial, perdemos efetivamente algo, porque não possuímos nada para por no lugar. Essas informações, provenientes de tempos antigos, têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram civilizações e formaram religiões através dos séculos, e têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares de nossa travessia pela vida, e se você não souber o que dizem os sinais deixados por outros ao longo do caminho, terá de produzi-los por conta própria." (Joseph Campbell)

"A maior parte das novidades não fala ao nosso espírito. É a mais mofada das repetições. (...) Que importância têm elas, mesmo no caso de o planeta explodir, se não há um grão de caráter envolvido na explosão? (...) Não leiamos os Diários. Leiamos as eternidades." (Henry Thoreau)

Fui presentado com O Poder Do Mito!!
"(...) '(...) O objetivo último da busca não será nem evasão nem êxtase, para si mesmo, mas a conquista da sabedoria e do poder para servir aos outros.' Uma das muitas distinções entre a celebridade e o herói, ele [Campbell] dizia, é que um vive apenas para si, enquanto o outro age para redimir a sociedade." (MOYERS)
" . . . o casamento não é senão o reconhecimento da identidade espiritual. É diferente de um caso de amor, nao tem nada a ver com isso. É outro plano mitológico de experiência. Quando as pessoas se casam porque pensam que se trata de um caso de amor duradouro, divorciam-se logo, porque todos os casos de amor terminam em decepção. Mas o matrimônio é o reconhecimento de uma identidade espiritual. Se levamos uma vida adequada, se a nossa mente manifesta as qualidades certas em relação à pessoa do sexo oposto, encontramos a nossa contraparte masculina ou feminina adequada. Mas se nos deixarmos distrair por certos interesses sensuais, iremos desposar a pessoa errada. Desposando a pessoa certa, reconstruímos a imagem do Deus encarnado, e isso é que é o casamento. (...) Se o casamento não é de magna prioridade em suas vidas, vocês não estão casados. O casamento significa os dois que são um, os dois que se tornam uma só carne. Se o casamento dura o suficiente, e se você se amolda constantemente a ele, em vez de ceder a caprichos pessoais, você chega a se dar conta de que isso é verdade - os dois realmente são um. (...) Casamento é uma relação. Quando vocês se sacrificam no casamento, o sacrifício não é feito em nome de um ou de outro, mas em nome da unidade na relação. (...) Você deixa de ser aquele um, solitário; sua identidade passa a estar na relação. O casamento não é um simples caso de amor, é uma provação, e a provação é o sacrifício do ego em benefício da relação por meio da qual dois se tornam um." (CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. Com Bill Moyers. 1988.)
Mais uma atriz preferida: Sarah Polley - aqui ainda menininha com o Eric Idle, em As Aventuras Do Barão De Munchausen:


quinta-feira, 11 de novembro de 2004

"Em vez de fundamentos, utilizamos as autoridades, segundo os conhecimentos do adversário. Diz Sêneca: Unuscuiusque mavult credere quam judicare ('qualquer um prefere crer a julgar por si mesmo'). Portanto, o jogo nos é mais fácil quando temos uma autoridade respeitada pelo adversário. E para este haverá tanto mais autoridades válidas quanto mais limitados sejam seus conhecimentos e suas capacidades. Se estas capacidades são de primeira ordem, haverá para ele muito poucas autoridades, ou quase nenhuma. Quanto muito, ele respeitará a autoridade de pessoas competentes numa ciência, arte ou profissão que para ele sejam pouco conhecidas ou de todo ignoradas; e mesmo assim com desconfiança. Em contrapartida, as pessoas comuns têm profundo respeito ante os especialistas de todo gênero. Ignoram que quem faz de um assunto sua profissão não ama o assunto em si, e sim o lucro que ele lhe dá; e que aquele que ensina um assunto raras vezes o conhece a fundo, porque àquele que o estuda a fundo não resta, em geral, tempo para dedicar-se ao ensino. No entanto, para o Vulgus há muitas autoridades que gozam de seu respeito; portanto, se não encontramos nenhuma autoridade adequada, podemos apelar a uma aparentemente adequada, ou citamos o que alguém disse com outro sentido ou num contexto diferente. E são as autoridades que o adversário não entende aquelas que, geralmente, mais efeito obtêm." (SCHOPENHAUER, Arthur. Como vencer um debate sem precisar ter razão.)
Autógrafos hoje: corre o risco de chover e de a Manuela não poder estar presente.
Everybody hurts sometimes. So hold on. You are not alone.

"Não há dúvida que a ignorância e a genialidade estão por um fio." (Fabrício Carpinejar)
Estamos sondando em fazer no dia 27 de dezembro o primeiro show da Blanched em Porto Alegre desde o lançamento do Blanched Toca Angelopoulos, e o último antes de 2006, pois o Leonardo e a Priscila vão passar um tempo em países do Primeiro Mundo. Desta vez eu vou me segurar e não vou dizer o nome do bar, ainda.
Queens Of The Stone Age lança Lullabies To Paralyze em 22 de março de 2005.

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

You know what you are
You're gonna be a star
You know what you are
You're gonna be a star

You know who you are
You know who you are
You know who you are
HELL, Ricardo. Geração vazia.
O Trent Reznor avisou que o lançamento do sucessor de The Fragile (1999) vai atrasar mais um pouco: deve sair em março de 2005. O homem-Nine Inch Nails disse também que o título do álbum não vai ser mais aquele, porque durante a gravação as músicas foram tomando uma cara diferente do que ele imaginava. Ainda bem, porque o nome era horrível.

terça-feira, 9 de novembro de 2004

42 votos 06/11/2004 5:20 AM

NACIONAL

4 votos
Blanched - Blanched toca Angelopoulos
Wander Wildner - Paraquedas de Coração
Mombojó - Nadadenovo

3 votos
Cachorro Grande - As próximas horas serão muito boas

2 votos
Ira! - Acústico MTV
Zé do Bêlo acústico
Wado - A Farsa do Samba Nublado
Wonkavision
Deus e o Diabo - Também Morrem Os Verões

1 voto
Violins
Ney Matogrosso & Pedro Luis e A Parede - Vagabundo
Grenade
Bebel Gilberto
Gram
Screams of Life - No descompasso do transe retalhos do meu silêncio
Astronautas - Electro-Cidade
Ruído/milimetro - série cinza
Os Ambervisions - Bons momentos não morrem jamais
Hurtmold - Mestro
" . . . a separação que os padres da igreja fizeram entre matéria e espírito, entre dinamismo da vida e o reino do espírito, entre a graça natural e a graça sobrenatural, na verdade castrou a natureza. (...) Natureza e espírito anseiam por se encontrar uma ou outro, numa atitude holística." (CAMPBELL)
"O tema da história do Graal diz que a terra está devastada, e só quando o Graal for reencontrado poderá haver a cura da terra. E o que caracteriza a terra devastada? É a terra em que todos vivem uma vida inautêntica, fazendo o que os outros fazem, fazendo o que são mandados fazer, desprovidos de coragem para uma vida própria. Esquecem-se que são seres únicos, cada indivíduo sendo uma pessoa diferente das demais. A beleza de uma terra rica está exatamente na convivência dos diferentes, não na mistura deles. Se temos um lugar ou uma era em que todos se alienam e fazem a mesma coisa, temos a terra devastada: 'Em toda a minha vida nunca fiz o que queria, sempre fiz o que me mandaram fazer.'" (CAMPBELL)


"A mente racional, analítica, o lado esquerdo do cérebro se ocupa do sentido, da razão das coisas. Qual é o sentido de uma flor? Dizem que um dia perguntaram isso ao Buda, e ele simplesmente colheu uma flor e a deu ao seu interlocutor. Apenas um homem compreendera o que Buda queria demonstrar. Racionalmente, não fazia sentido esse gesto. Ora, mas podemos fazer a mesma pergunta para algo maior: qual é o sentido do universo? Ou qual o sentido de uma pulga? A única resposta realmente válida está exatamente ali, no existir. Qualquer formulação racional nos dá uma idéia linear da coisa, mas mata a beleza da coisa em si. Estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivo, é o que de fato conta. É por isso que as grandes questões filosóficas, embora sejam de fundamental importância para todos, acabam sendo a preocupação de apenas uma ínfima minoria da população." (CAMPBELL, Joseph. O poder do mito.)
"Donaldo Schüller, Carlos Urbim e o artista Danúbio Gonçalves foram alguns dos homenageados na noite de ontem com o Prêmio O Sul, Nacional e os Livros, no concorrido jantar em que receberam as direções da Rede Pampa, do grupo Nacional, da Câmara do Livro e da Secretária Estadual de Cultura." (Gasparotto) E a capa do O Sul de hoje é a foto de todos os premiados. Eu e a minha esposa sentamos à mesa com o ato ato Rebelatto é um chato e com o muito simpático Armindo Trevisan. E com um italiano e um uruguaio naturalizado português que conversaram em italiano o tempo inteiro. Na janta teve caviar e os famosos múltiplos talheres e copos. E eu vi o Donaldo Schüller, que traduziu os James Joyce, o que é de certa forma algo mágico. Obrigado mais uma vez ao Rubem Appel e ao Carlos Appel. E um abraço para o Carpinejar. E mais beijos para a Manu que neste momento está com muito mais sono ainda do que eu.

segunda-feira, 8 de novembro de 2004

Prezado Douglas,

Acusamos o recebimento de seu e-mail e agradecemos
sua participação em nossa programação.

Informamos que a Série "O Poder do Mito", não é uma produção da TV Cultura. Assim, por envolver direitos autorais, não temos autorização para fornecer cópia dos episódios.

Sua sugestão de reprise já foi cadastrada e encaminhada para o departamento responsável.

Gostaríamos de lembrar que para manter-se informado sobre
nossa programação, você deve consultar sempre nosso site:
www.tvcultura.com.br .

Atenciosamente,

Serviço de Atendimento ao Telespectador
TV Cultura - São Paulo
Comi um doce japonês feito com arroz e pêssego seco.
Última parte da série O PODER DO MITO fala de religião e eternidade.
Hoje, segunda, 20h00.

R.E.M., Imitation Of Life, Garth Jennings. Outro clipe sensacional.
Estou começando a ficar preocupado. "O bloqueio do artista é fruto do excesso de cabeça. Corte sua cabeça." (CAMPBELL) Depois eu conto mais.
Ambivalência: o Douglas Dickel e o Muriel Paraboni recebemos o Prêmio O Sul, Nacional e os livros de Autor Revelação em 2004, na 50ª Feira do Livro de Porto Alegre. A cerimônia de entrega vai ser hoje, às 21h, no Leopoldina Juvenil. O resultado saiu no O Sul de ontem e no domingo que vem sai reportagem sobre o evento. A nossa editora, Movimento, também foi premiada.

sexta-feira, 5 de novembro de 2004

Como de costume esporádico, Felipe Dreher:

::: u m a j a n e l a a r r o m b a d a n o p a r a í s o
((((((((((( ou esquecendo o ex-traguismo ))))))))))

ganhei uma cadeira de rodas. agora posso ficar ao sol no jardim com os outros pacientes da clínica. mas não gosto de sol. então, não vou. posso muito. dançar sobre seringas no refeitório. rolar sobre as máquinas de eletrochóque no porão / escuro até a máquina ser ligada, aí uma luz vermelha percorre o corpo dos que viajam nela, uma luz verde nas suas cabeças. posso beber o soro dos que vegetam (super-vegetais). roubar o veneno para rato na dispensa.
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso ser poeta, lamber musgo das paredes, desenhar obcenidades no mofo, descascar a tinta plástica branca que deseja, assim como eu, fugir desse hospital acéptico.
ganhei, sim, uma cadeira de rodas. posso enrolar meu corpo com gaze ou esparadrapo e brincar de múmia. posso eu mesmo dar eletrochóques na minha cabeça e ir prájá falar com artaud sobre o teatro de artaud. agora posso ser mecânico, piloto. agora posso ser veloz. brincar com as serras, os tornos, os martelos, as máquinas da oficina.
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso viajar no tempo. agora posso morrer mais rápido. ah. como estou feliz com meu novo brinquedo.
Hoje de manhã eu vi o clipe de Let Forever Be, dos Chemical Brothers, dirigido pelo Michel Gondry. Empata com Just como melhor clipe da história do mundo. Gênio.
Não estreiou Before Sunset :(
Ontem eu estava trocando canais na televisão aberta e me deparei com uma entrevista na TV Cultura, em inglês. Era um cara com óculos de armação oitentista entrevistando um velho parecido com o Armando Nogueira, que falava coisas maravilhosas. Desconfiei que era o Joseph Campbell. E era.

Série sobre o estudo do mito nas diversas civilizações

O poder do mito, aborda detalhadamente aspectos dos mitos e religiões, desde a história primitiva até época moderna, explorando o seu desenvolvimento nas mais diferentes culturas e explicando porque a crença no sobrenatural e no mítico é extremamente importante no desenvolvimento sociológico do homem. A série é baseada em uma série de entrevistas com o professor americano Joseph Campbell (1904-1987), um dos maiores especialistas em mitologia do século, dedicou toda sua vida ao estudo dos mitos das mais diversas civilizações.

O quarto episódio é Sacrifício e Felicidade. Neste episódio, Campbell examina o papel do sacrifício do mito, que simboliza a necessidade do renascimento, abordando o significado do sacrifício da mães por seu filho e do sacrifício do relacionamento do casamento. Ele enfatiza a necessidade de todos nós encontrarmos um lugar sagrado no mundo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2004



O Sean Penn e a Samantha Morton concorreram às estatuetas de melhor ator e de melhor atriz coadjuvante pelas suas sensacionais atuações em Poucas E Boas (Sweet And Lowdown), do Woody Allen. Já estou esperando o lançamento de Igual A Tudo Na Vida, com o Jason Biggs e a Christina Ricci, nas locadoras.
25/10/2004 - 01h39

Melhores de 2004 na lista S&Y no Orkut (em andamento e atualizada 01/11)

Nacional

1º - Wander Wildner - Paraquedas de Coração - 4 votos
Mombojó - Nadadenovo - 4 votos
3º - Blanched - Blanched toca Angelopoulos - 3 votos
Cachorro Grande - As Próximas Horas Serão Muito Boas - 3 votos
5º - Ira! - Acústico MTV - 2 votos
Zé do Bêlo acústico - 2 votos
Wado - A Farsa do Samba Nublado - 2 votos Wonkavision - Wonkavision - 2 votos

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

O Kerry já telefonou para o Bush.
"Tento fazer algo que as pessoas possam sentir, sem necessariamente serem capaz de articular. As abstrações podem existir no cinema e, para mim, este é um de seus poderes. Adoro o sentimento abstrato e espero que os outros gostem também". (David Lynch)
"A organização vem do caos. Se você olhar na natureza, a maneira como as células se juntam. É uma estrutura. Então se você faz o caos, de uma maneira sincera, você acaba criando uma organização sem saber. Na Teoria da Evolução de Darwin, todas as espécies que estão em harmonia com seus ambientes param de evoluir ou eventualmente desaparecem. As espécies que se desenvolveram em seres humanos, não eram completamente adaptadas ao ambiente, tiveram que lutar e encontrar soluções para evoluir. Acho que é a mesma coisa no trabalho. Se você está confortável no primeiro estágio, se está feliz consigo mesmo, e não tem que lutar para criar alguma coisa e confrontar-se com a confusão, você não evolui. Acho que o caos é bom, desta maneira. Quando filmo, eu tento criar este tipo de caos. Porque já notei que se tudo está muito suave... você pode até ficar feliz naquele momento, mas depois vai sentir falta de alguma coisa. Tudo é caótico e o ator tem que trabalhar com menos consciência de si mesmo." (Michel Gondry)
Atenção Manu, Ana e Giane: depois de mil adiamentos, a estréia de Before Sunset nos cinemas brasileiros está marcada para ESTA sexta-feira!
www.feiradolivro-poa.com.br
O Charles indicou a banda e eu fui no AMG procurar um disco. "Neon Golden was a subtle rewiring of the Notwist's long-established baroque hip-hop post-rock fetishist technique. The album's minimal kitchen-sink vibe was stronger, the wide assortment of instruments were arranged with new conviction, and the band would throw in a startlingly unpretentious mixture of tub-thumbing static, cellos, banjos, organs, and breakbeats while Markus Acher's Belle & Sebastian-styled vocals flowed underneath like island run-off. In This Room, Pick Up The Phone, Off The Rails, and the excellent Consequence, the intricacy of the band's sound remained, but with less experimental desperation and considerably better ideas."
Por onde será que andam os integrantes do Pulp? O Jarvis Cocker vai substituir o maestro John Williams, que morreu, na trilha sonora instrumental do próximo filme do Harry Potter. Parece que o Franz Ferdinand vai participar com uma música.