" . . . música, em essência, não é uma profissão, é uma arte, uma expressão. Esse último quesito tem feito muita falta. Vejo muitas bandas profissionais, mas vejo poucas bandas apaixonadas. Vejo poucas bandas ousadas, loucas, arrebatadoras, genuinamente experimentais. Dentro de suas cabeças profissionais está sempre a preocupação com a imagem, o comportamento calculado no palco, a estética como um plano e não como uma expressão. Alguém aí já viu o Iggy Pop cantando na época dos Stooges? Podem dizer o que quiserem do cara, mas aquilo era intenso, era real, sangue e suor. A música não era calculada, não era exata, não era perfeitamente ensaiada. Era visceral, as vezes caótica. Causavam tensão, êxtase, confusão. As pessoas adoravam não porque era fácil. Adoravam porque era difícil. Hoje em dia, o estilo musical que eles tocavam já não tem muito de radical ou diferente. Bandas punks gravam discos produzidos ao máximo, com distorções previsíveis e microfonias comportadas, tudo em seu lugar, de acordo com o manual de instruções. Soam iguais. (...)" (Peter Strauss)
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::

Nenhum comentário:
Postar um comentário