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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Com quem já me acharam parecido.

(Atualização de número vinte e dois.)

01. Claudio Dickel
02. Cláudio Heinrich
03. Carlos Alberto Ricceli
04. Brad Pitt
05. Beavis
06. Daniel Feix
07. Liam Gallagher
08. Mateus Nachtergaele
09. Andy Kaufman
10. Moby
11. Christopher Lloyd
12. Ewan McGregor
13. Rodrigo Amarante
14. Evan Dando
15. Alexandre Pires
16. Pedro Verissimo
17. Daniel Dantas
18. Vincent Gallo
19. Willem Dafoe
20. David Carradine
21. Kurt Cobain
22. Billy Zane
23. Michael Stipe
24. Carlo Pianta
25. André Agassi
26. Justin Timberlake
27. Devendra Banhart
28. Joaquin Phoenix
29. Roger Galera Flores
30. Charles Baudelaire
31. Mister Maker
32. Pablo Horatio Guiñazu
33. Rodrigo Hilbert
34. Paulinho Serra
35. Rafinha Bastos
36. Dexter/Michael C. Hall
37. Angela Francisca
38. Giampaolo Pazzini
39. Ney Matogrosso
40. Malvino Salvador
41. Tiago Leifert
42. Ben Foster
43. Rafael Cardoso
44. Harry Potter
45. Hrafna-Flóki Vilgerðarson (Gustaf Skarsgård)
46. Christoph Waltz * NEW *

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

"Ficar incomodado por uma crítica verdadeira (como já fiquei) é sinal de dupla deficiência: naquilo que errei e na própria falta de maturidade. Muitas críticas são excelentes. Há a crítica ruim. Ela nasce da não leitura atenta do texto ou da fala, nasce do ressentimento, da grosseria gratuita e da dor do crítico. Sou frequentemente atacado pelo que eu não disse ou pelo que uma pessoa imagina que eu tenha dito ou por uma frase perdida no contexto. Sempre achei que deveríamos, por vezes, limitar a exposição pública de uma nossa crítica não por humildade, mas por vaidade, para não trazer ao mundo nossa dor. De repente, de algum lugar, alguém me insulta e berra: quem é você, seu idiota, para dizer isto? A resposta é óbvia: não sou ninguém, tal como você, mas tenho ideias claras sobre onde está minha dor e sei que você não é a causa dela." (Leandro Karnal)
Loiras em série.




Portia Doubleday, Angela Moss, Mr. Robot
Evan Rachel Wood, Dolores Abernathy, Westworld
Mackenzie Davis, Yorkie, Black Mirror
Brit Marling, Prairie Johnson, The OA
Caitlin FitzGerald, Libby Masters, Masters of Sex
January Jones, Betty Draper, Mad Men
Sofia Helin, Saga Noren, Bron - Broen - The Bridge
Yvonne Strahovski, Hannah McKay, Dexter
Anna Torv, Olivia Dunham, Fringe
"Uma crítica bem fundamentada destaca dados que um autor não percebeu. Um juízo ponderado é excelente. Mais de uma vez percebi que um olhar externo via melhor do que eu. Inexiste ser humano que não possa ser alvo de questionamento. Horácio garantia, com certa indignação, que até o hábil Homero poderia cochilar (Quandoque bonus dormitat Homerus - Ars Poetica, 359). A crítica pode nos despertar." (Leandro Karnal)
José Saramago: Cadeira.
"Aquilo que chamamos de mistério do mundo não é em si mais profundo do que a impotência dos olhos em ver as costas de seu homem. A nuca é um mistério para o olho." (VALERY, Paul. Maus pensamentos & outros.)
"O simples desejo de resolver um problema é uma fuga do problema, não é? Eu não examinei o problema, não o estudei, não o explorei, não o entendi. Não conheço a beleza ou a feiura ou a profundidade do problema; minha única preocupação é resolvê-lo, afastá-lo. Esta urgência para resolver um problema sem o ter compreendido é uma fuga do problema e, assim, se torna outro problema. Toda fuga gera mais problemas. A maioria de nós está acostumada a fugir imediatamente quando surge um problema, e consideramos muito difícil ficar com o problema – apenas observá-lo sem interpretar, condenar ou comparar, sem tentar alterá-lo ou fazer alguma coisa com ele. Isso exige a completa atenção da pessoa, mas para a maioria de nós nenhum problema é tão sério que nós queiramos dar a ele nossa completa atenção, pois levamos uma vida muito superficial, e facilmente nos satisfazemos com respostas loquazes, reações rápidas. Queremos esquecer o problema, afastá-lo e procurar alguma outra coisa. Apenas quando o problema nos toca intimamente, como no caso da morte, ou uma completa falta de dinheiro, ou quando o marido ou a esposa nos deixou – só então o problema pode se tornar uma crise. Mas nós nunca permitimos que um problema provoque uma crise em nossa vida; sempre o empurramos com explicações, com palavras, com as várias coisas que usamos como defesa." (Krishnamurti)
<< Falamos tanto sobre o sentido e significação da obra de arte, que já não podemos ocultar a dúvida que nos assalta em princípio: será que a arte realmente "significa"? Talvez a arte nada "signifique" e não tenha nenhum "sentido", pelo menos não como falamos aqui sobre sentido. Talvez ela seja como a natureza que simplesmente é e não "significa". Será que "significação" é necessariamente mais do que simples interpretação, que "imagina mais do que nela existe" por causa da necessidade de um intelecto faminto de sentido? Poder-se-ia dizer que arte é beleza e nisso ela se realiza e se basta a si mesma. Ela não precisa ter sentido. A pergunta sobre o sentido nada tem a ver com a arte. Se me colocar dentro da arte, tenho que submeter-me à verdade dessa afirmação. Quando, porém, falamos da relação da psicologia com a obra de arte, já estamos fora da arte e nada mais nos resta senão especular e interpretar para que as coisas adquiram sentido, caso contrário, nem podemos pensar sobre o assunto. Precisamos reduzir a vida e a história, que se realizam por si mesmas, em imagens, sentido e conceitos, sabendo que, com isso, estamos nos afastando do mistério da vida. Enquanto estivermos presos ao próprio criativo, não vemos nem entendemos, e nem devemos entender, pois nada é mais nocivo e perigoso para a vivência imediata do que o conhecimento. Para o conhecimento, porém, devemos deslocar-nos para fora do processo criativo e olhá-lo desse lado, pois só então ele se tornará imagem que exprime um sentido. Neste caso, não só podemos, mas até devemos falar de sentido. E assim, o que antes era mero fenômeno, transforma-se em algo que, juntamente com outros fenômenos, terá sentido, algo que representará determinado papel, servirá a certos propósitos e terá efeitos significativos. E, quando vemos tudo isso, temos a sensação de ter conhecido e esclarecido algo. Desta forma, ficam garantidos os requisitos da ciência. Quando, há pouco, comparávamos a obra de arte a uma árvore que surge do solo do qual extrai seu alimento, também poderíamos ter usado a comparação, mais corrente, da criança no ventre materno. Como, porém, todas as comparações claudicam, usaremos de preferência, em vez das metáforas, a terminologia mais exata da ciência. Quero lembrar que denominei a obra in statu nascendi como um complexo autônomo. Este conceito abrange quase todas as formações psíquicas que se desenvolvem em primeiro lugar bem inconscientemente e só a partir do momento em que atingem o valor limiar da consciência, também irrompem na consciência. A associação que então se dá com a consciência não significa uma assimilação, mas uma percepção. Isto significa que o complexo autônomo é resguardado; não pode ser submetido ao controle consciente, nem à inibição e nem a uma reprodução arbitrária. >> (JUNG, Carl Gustav. O espírito na arte e na ciência.)
"É importante saber como ouvir porque se sabemos ouvir verdadeiramente, alguma coisa extraordinária acontece conosco, porque então, sem nenhuma tendência, sem nenhum preconceito, podemos ir até a raiz do assunto imediatamente. Mas se lançamos mão de uma porção de argumentos, tramamos conselhos ou contradições para ver quem está certo e quem não está certo e seguimos com nossas próprias idiossincrasias e ideias, então nós realmente não vamos descobrir a verdade da questão. Estaríamos interessados apenas em nossas conclusões particulares, em nosso próprio ponto de vista. Assim, se me permitem sugerir, é importante que possamos ouvir verdadeiramente porque se podemos saber como ouvir, a verdade se revelará. Nós não precisamos explorar o problema, mas se sabemos como ouvir o canto de um pássaro, a voz do outro, se podemos ouvir como música sem nenhuma interpretação ou tradução, isto definitivamente clareia a mente; assim, do mesmo modo, se for possível, vamos ouvir com essa intenção – não para refutar ou para concordar, mas para diretamente descobrir a verdade por nós mesmos." (Krishnamurti)
<< Estamos sob a regência do Sol, desde 1981, e por esse motivo, estamos todos mais voltados para nosso ego, o narcisismo ganhou força e nos tornamos mais egocentrados e individualistas. Só para você entender melhor, no século XX, por exemplo, o ciclo de 1909 a 1944, foi regido por Marte, o deus da guerra, e não foi à toa que durante esse ciclo tivemos duas guerras mundiais.

Para entender melhor, 2016 é um ano 9 (2 + 0 + 1 + 6), o que também, segundo a numerologia, indica fim de ciclo. Se pararmos para refletir, podemos observar que 2016 foi sobretudo um ano de fechamento de ciclos. Para muitos, um ano em que a força solar ficou ofuscada, mas, de uma aneira ou de outra, algo novo começou a despontar e o que não fazia mais sentido, terminou.

Sempre que começa um novo grande ciclo de 36 anos, o planeta regente desse ciclo rege o primeiro ano desse mesmo ciclo. Portanto, no dia 20 de março de 2017, por volta das 7h40, começaremos um novo grande ciclo, regido pelo planeta Saturno, já conhecido pela sua severidade e cobranças, pelos seus obstáculos e limites, mas também pelas suas grandes, transformadoras e maravilhosas lições.
Iniciando um novo e grande ciclo de Saturno, 2017 será regido novamente por esse planeta, exigindo de todos nós mais responsabilidade e comprometimento, de uma forma mais global e planetária, além da individual.

Devemos sair de nosso umbigo, de nós mesmos, para olhar responsavelmente para o planeta que vivemos e começarmos a arregaçar as mangas e começar o grande trabalho de reestruturação de valores, baseados em novos princípios. Acabou a farra da adolescência solar, onde o narcisismo e o individualismo fizeram parte da vida de todos. Agora é hora de abraçarmos a maturidade, ou ao menos de começarmos a levar tudo mais a sério para começarmos a amadurecer. Comprometimento com a construção de novas bases, novas estruturas, maior racionalidade e responsabilidade em tudo o que fizermos, maior consciência, paciência e compromisso com a renovação e a construção de uma nova Terra.

Como regente do novo ano e do novo ciclo, Saturno será duplamente vivenviado, portanto, é preciso começara trabalhar. Saturno é um planeta de grande importância na vida de todos nós e da sociedade. Ele nos traz limites e responsabilidades.

Podemos esperar por um tempo muito diferente dos que vivemos, especialmente pessoas nascidas a partir de 1981, que conhecem apenas uma sociedade solar totalmente isenta de valores humanitários e focada em valores individualistas e narcísicos.

Saturno é um planeta de carma, seu símbolo, é uma caveira com uma foice. Podemos esperar um pai severo, que chega ceifando tudo o que não está de acordo com nosso crescimento e evolução, tanto pessoal quanto coletivamente. Não serão anos fáceis, pois seremos convocados a refletir sobre valores perdidos há muito tempo. Quem não conseguir entrar na vibração de Saturno, e essa tarefa sempre é mais difícil para os jovens, pode sentir o peso de sua mão. Portanto, é hora de perceber qual a mensagem que Saturno trás para nossas vidas, quais os caminhos que ele aponta e quais devemos seguir.

Quando Saturno toca nossas vidas, não aceita desculpas. É severo, duro e seco. Portanto devemos esperar por cobranças em 2017. Ele certamente chega para colocar nossas vidas no trilho, no caminho reto e correto, o caminho que diz respeito ao nosso carma. Ele pode trazer provações, necessidade de novas estruturas e isso só nos será dado depois de muita luta pessoal e coletiva.

Saturno está diretamente ligado ao trabalho, tanto pessoal e individual como as lutas de cada dia. Novas estruturas serão criadas, muitas responsabilidades exigidas e o mais interessante desse período pode ser a mudança total de valores humanos, coletivos, morais e éticos, que se perderam nos últimos anos. Mas agora chega uma nova moral, baseada na aceitação da humanidade como um todo, e não em dogmas criados pelos homens e religiões.

Acredito que os primeiros anos de sua regência, serão anos mais difíceis e podemos esperar algumas dificuldades já em 2017. No entanto, devemos olhar para este novo ano como o primeiro ano de um grande ciclo, como um bebê recém nascido, que precisa de cuidados amorosos, de atenção constante e muito carinho e afeto, para crescer emocionalmente saudável.

Espero que todos possam abrir os braços para receber esse nosso Grande Pai, que chega para colocar ordem em uma casa que nos foi dada, mas que fomos negligentes em seus cuidados. Saturno chega para ensinar e exigir de todos nós a construção de uma nova morada. Uma morada que possa nos acolher e sustentar a todos, física e emocionalmente. >>

(Eunice Ferrari)
"O pensamento deve existir para nossas vidas funcionarem. Mas internamente, psicologicamente, como o pensamento gera dor, sofrimento e este constante impulso para o prazer – trazendo por consequência frustrações, desapontamentos, raiva, ciúme e inveja – o pensamento não tem absolutamente espaço nessa dimensão, nesse nível. A pessoa pode de fato fazer isto: só exercer o pensamento quando ele é absolutamente necessário, e no restante do tempo, observar, olhar. De modo que o pensamento, que é sempre velho, que agora impede a real experiência de olhar, possa se afastar, e assim seria possível viver totalmente neste momento, que é sempre o agora." (Krishnamurti)


Programa-056 by Revelações*DouglasDickel on Mixcloud

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

<< Se tudo na cultura actual por vezes parece ter sempre uma filiação ou um eco de fenómenos passados, The OA – e não, não se pode explicar o que significa esta sigla – é um absoluto original. Brit Marling, outra original, não refere séries, filmes ou livros como fonte da sua inspiração. Fala do mundo, de perguntas, de crescer no século XXI. “Os desafios da maioridade agora são particularmente tensos. Alguma coisa ficou desamparada, os velhos valores perderam fundamento, o consumismo é vazio e a ideia tradicional e linear do que é o sonho americano descarrilou ou não funciona. Como é que se amadurece se não se sabe para onde se vai e por quê?”, suspira ao PÚBLICO. (...)

“Agarramo-nos à ideia de uma identidade e de uma personalidade sólida porque nos ajuda a encontrar sentido no caos que é estar vivo”, reflecte Brit Marling sobre o seu próprio percurso de vida, em que se mudava muitas vezes, e começou a ver a identidade como um conceito efémero. Agora, “The OA é uma história sobre desvendar de identidade, é como uma matriosca com tantas lá dentro, tentando chegar à base de quem é The OA”, e aqueles que gravitam em torno de... The OA.

Esta é também uma série sobre a qual pouco se pode dizer sem desembrulhar a prenda antes do Natal. Saltita entre géneros, afia ferramentas de vários dicionários visuais, e tem e vem de Brit Marling, que rumina as perguntas que lhe chegam ao telefone.

O New York Times já se interrogou sobre o seu sucesso em Hollywood “apesar de ser mesmo bonita”, e o Daily Beast chamou-lhe “anti-it girl”. Ela abordou a sua carreira criando os seus próprios projectos e actuando neles, encantando-se agora, depois de um ano em Cuba a fazer um documentário e das experiências no cinema indie, com “o formato longo”, em que “não há regras. A história é rainha, e pudemos fazer o que a história exigia – alguns capítulos têm mais de uma hora, outros menos, são o que precisavam de ser. O ADN é muito mais do romance” do que da TV em serviços como o Netflix, defende. A forma é tão importante quanto o conteúdo, que desenvolveram detalhadamente.

“Passámos uns bons três anos a contar a história um ao outro [ao realizador e co-autor e argumentista Zal Batmanglij], a criar um mistério e a resolvê-lo para o final da primeira temporada e, possivelmente, se tivermos essa sorte, para a segunda temporada”, explica. Queriam muito fazer "slipstreaming de géneros. É uma palavra com que me cruzei e que descreve a ficção em que há um movimento sem costuras entre romance e coming of age, sci-fi, horror...”, exemplifica.

E as mais de oito horas de The OA deram-lhe a possibilidade de “inventar as regras do mundo” e depois “brincar nesse mundo”, nesse “espaço fantástico”. Onde vai contar a sua história, ou a de Prairie, a protagonista que só precisa de wi-fi depois de uma experiência quase-morte ou da ajuda de jovens estranhos, que a ouçam e que recebam “um alimento que lhes falta na sua vida”. >> (Joana Cardoso/Público.pt)