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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

<< Se tudo na cultura actual por vezes parece ter sempre uma filiação ou um eco de fenómenos passados, The OA – e não, não se pode explicar o que significa esta sigla – é um absoluto original. Brit Marling, outra original, não refere séries, filmes ou livros como fonte da sua inspiração. Fala do mundo, de perguntas, de crescer no século XXI. “Os desafios da maioridade agora são particularmente tensos. Alguma coisa ficou desamparada, os velhos valores perderam fundamento, o consumismo é vazio e a ideia tradicional e linear do que é o sonho americano descarrilou ou não funciona. Como é que se amadurece se não se sabe para onde se vai e por quê?”, suspira ao PÚBLICO. (...)

“Agarramo-nos à ideia de uma identidade e de uma personalidade sólida porque nos ajuda a encontrar sentido no caos que é estar vivo”, reflecte Brit Marling sobre o seu próprio percurso de vida, em que se mudava muitas vezes, e começou a ver a identidade como um conceito efémero. Agora, “The OA é uma história sobre desvendar de identidade, é como uma matriosca com tantas lá dentro, tentando chegar à base de quem é The OA”, e aqueles que gravitam em torno de... The OA.

Esta é também uma série sobre a qual pouco se pode dizer sem desembrulhar a prenda antes do Natal. Saltita entre géneros, afia ferramentas de vários dicionários visuais, e tem e vem de Brit Marling, que rumina as perguntas que lhe chegam ao telefone.

O New York Times já se interrogou sobre o seu sucesso em Hollywood “apesar de ser mesmo bonita”, e o Daily Beast chamou-lhe “anti-it girl”. Ela abordou a sua carreira criando os seus próprios projectos e actuando neles, encantando-se agora, depois de um ano em Cuba a fazer um documentário e das experiências no cinema indie, com “o formato longo”, em que “não há regras. A história é rainha, e pudemos fazer o que a história exigia – alguns capítulos têm mais de uma hora, outros menos, são o que precisavam de ser. O ADN é muito mais do romance” do que da TV em serviços como o Netflix, defende. A forma é tão importante quanto o conteúdo, que desenvolveram detalhadamente.

“Passámos uns bons três anos a contar a história um ao outro [ao realizador e co-autor e argumentista Zal Batmanglij], a criar um mistério e a resolvê-lo para o final da primeira temporada e, possivelmente, se tivermos essa sorte, para a segunda temporada”, explica. Queriam muito fazer "slipstreaming de géneros. É uma palavra com que me cruzei e que descreve a ficção em que há um movimento sem costuras entre romance e coming of age, sci-fi, horror...”, exemplifica.

E as mais de oito horas de The OA deram-lhe a possibilidade de “inventar as regras do mundo” e depois “brincar nesse mundo”, nesse “espaço fantástico”. Onde vai contar a sua história, ou a de Prairie, a protagonista que só precisa de wi-fi depois de uma experiência quase-morte ou da ajuda de jovens estranhos, que a ouçam e que recebam “um alimento que lhes falta na sua vida”. >> (Joana Cardoso/Público.pt)

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