Fuck - Glass charms (Smells Like Records)
|
|
http://soundcloud.com/input_output |
:: trabalho artístico :: projeto musical input_output | desenhos | fotografia instagram | fotografia flickr | pesquisa de discos | pesquisa de filmes | programa podcast musical ::
:: catarses musicais inativas :: hotel | blanched | o restaurante | homem que não vive da glória do passado ::
:: no pé da página :: currículo | discografia ::
sexta-feira, 31 de dezembro de 2004
ZERO HORA * PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 30/12/2004
remix
Eduardo Nasi * E-mail: remix@zerohora.com.br
DROPS
* A mistura de integrantes da Tom Bloch e da Video Hits deu na Contâiner. Da Sensifer e da Thös-Grol resultou na Farveste. E vem aí o crossover da Blanched com a Viana Moog. Ou seja: 2005 está só começando e já tem três bandas de currículo pregresso vindo aí.
remix
Eduardo Nasi * E-mail: remix@zerohora.com.br
DROPS
* A mistura de integrantes da Tom Bloch e da Video Hits deu na Contâiner. Da Sensifer e da Thös-Grol resultou na Farveste. E vem aí o crossover da Blanched com a Viana Moog. Ou seja: 2005 está só começando e já tem três bandas de currículo pregresso vindo aí.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
Peligro.com.br confirma o favoritismo de alguns indicados a melhores do ano que eu re-indiquei aqui.
TEMPORARIAMENTE FORA DE ESTOQUE. PASSA MAIS TARDE.
CocoRosie "La Maison De Mon Rêve" (Touch & Go) * cd imp * R$ 35,00
Puta disco! Melhor começar essa resenha assim pra vocês terem uma idéia do que vem pela frente. CocoRosie são duas irmãs que gravam em casa, com batidas toscas e violões folk, vocais doces e mil barulhinhos como grilos, vento e galos. Portishead encontra Devendra Banhart em quatro canais. As duas cantam, fazendo camadas na maior parte dos arranjos, as vozes se cobrindo. É o blues de Billie Holiday passado pelo filtro folk de Karen Dalton.
Radian "Juxtaposition" (Thrill Jockey) * cd imp * R$ 35,00
Com o lançamento de seu terceiro álbum, o trio austríaco Radian aos poucos solidifica sua posição de destaque no circuito de música experimental. Reciclando elementos orgânicos e eletrônicos no mesmo peso e medida, o resultado é equalizado numa mistura de post-rock e glitch que pode ser entendida como uma versão futurista do krautrock dos alemães do Can. Eles tocam seus instrumentos como robôs e seus computadores agem como seres humanos. Em Juxtaposition, o grupo registrou a parte eletrônica em Viena, gravando os instrumentos convencionais através de filtros de sintetizadores. Os sons foram processados e arranjados de forma a conversarem com o baixo e bateria, tocados ao vivo. Foi então que o trio partiu para Chicago e terminou o disco nos estúdios do Tortoise, com a ajuda de John McEntire, com quem já havia trabalhado no absurdo Rec.Extern, de 2002. No título, o Radian entrega uma valiosa pista para compreender o disco. Pela justaposição que ele se constrói, graças a ela se movimenta.
TEMPORARIAMENTE FORA DE ESTOQUE. PASSA MAIS TARDE.
CocoRosie "La Maison De Mon Rêve" (Touch & Go) * cd imp * R$ 35,00
Puta disco! Melhor começar essa resenha assim pra vocês terem uma idéia do que vem pela frente. CocoRosie são duas irmãs que gravam em casa, com batidas toscas e violões folk, vocais doces e mil barulhinhos como grilos, vento e galos. Portishead encontra Devendra Banhart em quatro canais. As duas cantam, fazendo camadas na maior parte dos arranjos, as vozes se cobrindo. É o blues de Billie Holiday passado pelo filtro folk de Karen Dalton.
Radian "Juxtaposition" (Thrill Jockey) * cd imp * R$ 35,00
Com o lançamento de seu terceiro álbum, o trio austríaco Radian aos poucos solidifica sua posição de destaque no circuito de música experimental. Reciclando elementos orgânicos e eletrônicos no mesmo peso e medida, o resultado é equalizado numa mistura de post-rock e glitch que pode ser entendida como uma versão futurista do krautrock dos alemães do Can. Eles tocam seus instrumentos como robôs e seus computadores agem como seres humanos. Em Juxtaposition, o grupo registrou a parte eletrônica em Viena, gravando os instrumentos convencionais através de filtros de sintetizadores. Os sons foram processados e arranjados de forma a conversarem com o baixo e bateria, tocados ao vivo. Foi então que o trio partiu para Chicago e terminou o disco nos estúdios do Tortoise, com a ajuda de John McEntire, com quem já havia trabalhado no absurdo Rec.Extern, de 2002. No título, o Radian entrega uma valiosa pista para compreender o disco. Pela justaposição que ele se constrói, graças a ela se movimenta.
terça-feira, 28 de dezembro de 2004
Enquete dos filhos das putas, últimos dias. Resultado parcial.
1.
Thom Yorke (14,52% ~ 9 votos)
2.
Kurt Cobain (9,68% ~ 6 votos)
Thurston Moore (9,68% ~ 6 votos)
Björk (9,68% ~ 6 votos)
5.
Neil Young (8,06% ~ 5 votos)
Ian Curtis (8,06% ~ 5 votos)
7.
Beck (6,45% ~ 4 votos)
Wayne Coyne (6,45% ~ 4 votos)
Brian Wilson (6,45% ~ 4 votos)
10.
Damon Albarn (4,84% ~ 3 votos)
Roger Waters (4,84% ~ 3 votos)
John Lennon (4,84% ~ 3 votos)
13.
Michael Stipe (3,23% ~ 2 votos)
14.
Trent Reznor (1,61% ~ 1 voto)
Mike Patton (1,61% ~ 1 voto)
16.
Patti Smith (00.00% ~ nenhum voto)
Total: 62 votos
(*) Posição obtida em: 28/12/2004 08:46:02
1.
Thom Yorke (14,52% ~ 9 votos)
2.
Kurt Cobain (9,68% ~ 6 votos)
Thurston Moore (9,68% ~ 6 votos)
Björk (9,68% ~ 6 votos)
5.
Neil Young (8,06% ~ 5 votos)
Ian Curtis (8,06% ~ 5 votos)
7.
Beck (6,45% ~ 4 votos)
Wayne Coyne (6,45% ~ 4 votos)
Brian Wilson (6,45% ~ 4 votos)
10.
Damon Albarn (4,84% ~ 3 votos)
Roger Waters (4,84% ~ 3 votos)
John Lennon (4,84% ~ 3 votos)
13.
Michael Stipe (3,23% ~ 2 votos)
14.
Trent Reznor (1,61% ~ 1 voto)
Mike Patton (1,61% ~ 1 voto)
16.
Patti Smith (00.00% ~ nenhum voto)
Total: 62 votos
(*) Posição obtida em: 28/12/2004 08:46:02
Melhores álbuns de jazz. (Em negrito, o melhor segundo os livros especializados, segundo a Márcia Miotti.) Quero comprar um.
1. John Coltrane: A Love Supreme (Impulse!, 1964)
2. Charles Mingus: The Black Saint And The Sinner Lady (Impulse!, 1963)
3. Albert Ayler: Witches and Devils (Freedom, 1964)
4. Sun Ra: Atlantis (Saturn, 1967)
5. Lennie Tristano: Descent into the Maelstrom (Inner City, 1952)
6. Cecil Taylor: Unit Structures (Blue Note, 1966)
7. Miles Davis: Kind Of Blue (Columbia, 1959)
8. Don Cherry: Mu (BYG Actuel/Get Back, 1969)
9. Carla Bley: Escalator Over The Hill (JCOA, 1971)
10. Art Ensemble of Chicago: Les Stances A Sophie (Nessa, 1970)
(fonte)
1. John Coltrane: A Love Supreme (Impulse!, 1964)
2. Charles Mingus: The Black Saint And The Sinner Lady (Impulse!, 1963)
3. Albert Ayler: Witches and Devils (Freedom, 1964)
4. Sun Ra: Atlantis (Saturn, 1967)
5. Lennie Tristano: Descent into the Maelstrom (Inner City, 1952)
6. Cecil Taylor: Unit Structures (Blue Note, 1966)
7. Miles Davis: Kind Of Blue (Columbia, 1959)
8. Don Cherry: Mu (BYG Actuel/Get Back, 1969)
9. Carla Bley: Escalator Over The Hill (JCOA, 1971)
10. Art Ensemble of Chicago: Les Stances A Sophie (Nessa, 1970)
(fonte)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2004
Top 5 melhores coisas a se fazer sob o efeito do cânhamo
1. sexo
2. ouvir música
3. ler para os outros trechos poéticos ou filosóficos
4. ligar para o 138
5. ver as pessoas na beira da praia
Top 5 nomes legais de bandas
1. Eels
2. Grandaddy
3. Frank Poole
4. Space Needle
5. Probot
Top 5 músicas que tenham "sun" no título
1. Here comes the sun
2. Setting sun
3. Fat old sun
4. Around the sun
5. Set the controls for the heart of the sun
1. sexo
2. ouvir música
3. ler para os outros trechos poéticos ou filosóficos
4. ligar para o 138
5. ver as pessoas na beira da praia
Top 5 nomes legais de bandas
1. Eels
2. Grandaddy
3. Frank Poole
4. Space Needle
5. Probot
Top 5 músicas que tenham "sun" no título
1. Here comes the sun
2. Setting sun
3. Fat old sun
4. Around the sun
5. Set the controls for the heart of the sun
Os críticos da Pitchfork que parecem ter os melhores gostos e algumas das bandas desconhecidas que eles colocaram nos topos das suas listas. (Vai ter pesquisa na seqüência.)
Cameron MacDonald - Bizz Circuits, The Mighty Imperials, The Soft Pink Truth
David Raposa - Mountain Goats, Hem
Mark Richardson - Philip Jeck, Jóhann Jóhannsson
Sam UBL - The Futureheads
Cameron MacDonald - Bizz Circuits, The Mighty Imperials, The Soft Pink Truth
David Raposa - Mountain Goats, Hem
Mark Richardson - Philip Jeck, Jóhann Jóhannsson
Sam UBL - The Futureheads
quinta-feira, 23 de dezembro de 2004
Há cinco possibilidades de projetos musicais para a minha participação em 2005. Dois vocês já conhecem, um está mais incipiente e os outros dois chamar-se-ão Pow! e Purr. Stay tuned. (Always.)
Vou imprimir 150 fotos minimalistas amanhã de manhã, o release para conseguir uma exposição em 2005 está encaminhado. Hoje de tarde busco a minha guitarra revisada pelo Hugo e aproveito e conheço a carcaça do meu vindouro rato_do_demo.
"2005 vai ser o ano." (Tony)
Vou imprimir 150 fotos minimalistas amanhã de manhã, o release para conseguir uma exposição em 2005 está encaminhado. Hoje de tarde busco a minha guitarra revisada pelo Hugo e aproveito e conheço a carcaça do meu vindouro rato_do_demo.
"2005 vai ser o ano." (Tony)
Nossas bostas que não funcionam.
FOTOLOG.NET - Posto todo dia uma foto nova, mas elas não aparecem.
ORKUT - Posto uma resposta num tópico, e vem a tela de login.
Então digo aqui, "disco mais insuportável do ano": Brian Wilson - SMiLE. É uma aberração, ao meu ver. Heroes And Villains é a menos insuportável do disco, mas mesmo assim a versão do Smiley Smile (1967) é melhor.
FOTOLOG.NET - Posto todo dia uma foto nova, mas elas não aparecem.
ORKUT - Posto uma resposta num tópico, e vem a tela de login.
Então digo aqui, "disco mais insuportável do ano": Brian Wilson - SMiLE. É uma aberração, ao meu ver. Heroes And Villains é a menos insuportável do disco, mas mesmo assim a versão do Smiley Smile (1967) é melhor.
Pesquisando no All Music Guide a partir das listas de melhores do ano.
International Airport
Post-Rock/Slowcore
Similar Artists: Aerial M, The Sea And Cake, Arab Strap, Future Pilot A.K.A.
The spacey, mellow, Glasgow, Scotland-based indie rock outfit International Airport is essentially the project of Tom Crossley, who previously collaborated with the Pastels and Appendix Out. Crossley formed International Airport in 1996, employing a loose collective of contributors when the group began recording. Their first release was a 1999 7" on All City titled Airport Songs; International Airport's full-length debut, Nothing We Can Control, was issued in 2000, featuring studio help from Tortoise's John McEntire.
Future Pilot A.K.A.
Electronica/Indie Pop/Post-Rock
Similar Artists: The Go! Team, The High Fidelity
Aerial M
Instrumental/Post-Rock/Experimental
Similar Artists: Sonic Youth, To Rococo Rot, Main
Aerial M was the alias of multi-instrumentalist David Pajo, a seminal figure in the development of the post-rock aesthetic whose tenures in bands including Slint and Tortoise set the stage for some of the most innovative and influential music of recent decades.
Animal Collective
Similar Artists: Four Tet, Piano Magic, Múm
Explores the fringes and intersecting boundaries of folk, noise rock, ambient drone, twisted psychedelia, and, ultimately, pure melody.
Pan American
Post-Rock/Experimental/Dark Ambient
A more beat-oriented solo project for guitarist/vocalist Mark Nelson of Labradford, Pan American debuted with a self-titled album on Kranky in 1998. Nelson recorded a track for the British experimentalist-electronic label Fat Cat's Split series, and also played live with pedal-steel genius B.J. Cole. His second Pan American LP, 360 Business/360 Bypass, appeared in early 2000 with collaborations from Chicago trumpeter Rob Mazurek and the members of Low.
CocoRosie
indie-folk-tronic duo
'La maison de mon reve'
International Airport
Post-Rock/Slowcore
Similar Artists: Aerial M, The Sea And Cake, Arab Strap, Future Pilot A.K.A.
The spacey, mellow, Glasgow, Scotland-based indie rock outfit International Airport is essentially the project of Tom Crossley, who previously collaborated with the Pastels and Appendix Out. Crossley formed International Airport in 1996, employing a loose collective of contributors when the group began recording. Their first release was a 1999 7" on All City titled Airport Songs; International Airport's full-length debut, Nothing We Can Control, was issued in 2000, featuring studio help from Tortoise's John McEntire.
Future Pilot A.K.A.
Electronica/Indie Pop/Post-Rock
Similar Artists: The Go! Team, The High Fidelity
Aerial M
Instrumental/Post-Rock/Experimental
Similar Artists: Sonic Youth, To Rococo Rot, Main
Aerial M was the alias of multi-instrumentalist David Pajo, a seminal figure in the development of the post-rock aesthetic whose tenures in bands including Slint and Tortoise set the stage for some of the most innovative and influential music of recent decades.
Animal Collective
Similar Artists: Four Tet, Piano Magic, Múm
Explores the fringes and intersecting boundaries of folk, noise rock, ambient drone, twisted psychedelia, and, ultimately, pure melody.
Pan American
Post-Rock/Experimental/Dark Ambient
A more beat-oriented solo project for guitarist/vocalist Mark Nelson of Labradford, Pan American debuted with a self-titled album on Kranky in 1998. Nelson recorded a track for the British experimentalist-electronic label Fat Cat's Split series, and also played live with pedal-steel genius B.J. Cole. His second Pan American LP, 360 Business/360 Bypass, appeared in early 2000 with collaborations from Chicago trumpeter Rob Mazurek and the members of Low.
CocoRosie
indie-folk-tronic duo
'La maison de mon reve'
"Todos nós amantes de música, enquanto músicos ou ouvintes, experimentamos a sensação de ao ouvir pela primeira vez certa harmonia ou seqüência de notas um arrepio que no meu caso é um dos motivos de continuar em busca de novos sons." (André Joaquim)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2004
"Volta e meia, chegam à minha caixa de correio electrónico mensagens vindas do outro lado de Atlântico, expressando simpatia pelo rock que é feito por cá. Já a minha amiga Katia, incansável apaixonada pelo rock português, me havia contado que cada vez conhece mais fãs dos Mão Morta por São Paulo. O último contacto que recebi foi do Douglas Dickel, dos Blanched (Porto Alegre), que já teve, imaginem, uma fanzine exclusivamente dedicada à música alternativa de cá e que já andou a trocar material com os Bypass. Resultado: cada vez mais dou a razão àqueles que defendem que a mais privilegiada das estratégias de internacionalização dos músicos portugueses é aquela que contempla os nossos amigos brasileiros. Eles estão à espreita." (Vítor Junqueira)
Top 5 canções
1. God only knows
2. Superstar
3. Because
4. Tiny dancer
5. Junk
Top 3 vocalista secundário
1. Noel Gallagher
2. Lee Ranaldo
3. John
Top 3 segunda voz
1. David Bowie
2. Mike Mills
3. Rick Wright
Top 5 mulheres no rock
1. Björk
2. Patti Smith
3. PJ Harvey
4. Kim Gordon
5. Kazu Makino
Top 5 atrizes
1. Samantha Morton
2. Scarlett Johansson
3. Sarah Polley
4. Claire Danes
5. Kate Winslet
1. God only knows
2. Superstar
3. Because
4. Tiny dancer
5. Junk
Top 3 vocalista secundário
1. Noel Gallagher
2. Lee Ranaldo
3. John
Top 3 segunda voz
1. David Bowie
2. Mike Mills
3. Rick Wright
Top 5 mulheres no rock
1. Björk
2. Patti Smith
3. PJ Harvey
4. Kim Gordon
5. Kazu Makino
Top 5 atrizes
1. Samantha Morton
2. Scarlett Johansson
3. Sarah Polley
4. Claire Danes
5. Kate Winslet
"Cálculos feitos pelo supercomputador da IBM Deep Blue estimam que dentro de 15 anos não haverá mais combinações possíveis entre as notas musicais para a elaboração de novas melodias. Os complexos cálculos levaram em conta as leis que definem o plágio musical e a freqüência com que músicas são lançadas em todo o mundo. (...) A preocupação sobre o futuro da música já tinha sido motivo de discussão em seminários internacionais de musicistas. Muitos teóricos alertavam a comunidade musical para o esgotamento das combinações, enquanto muitos artistas já vinham comentando sobre a dificuldade de criar novas melodias." (notícia)
"Levando em conta somente uma oitava, que consiste nas 7 teclas brancas e nas 5 pretas do piano, são 12 as notas possíveis. O cenário mais simples é a música consistir em 12 notas, sem repetir nenhuma. Pelas leis da permuta, isso nos dá 12!=12x11x10x9x8x7x6x5x4x3x2x1 ou 479.001.600 seqüências possíveis das 12 notas, cada uma tocada uma vez só. Se você tiver paciência para fazer o mesmo cálculo para o teclado inteiro, com suas 88 teclas, brancas e pretas, você tem que fazer 88!, um número que a maioria das nossas calculadoras não sabe dar. (A minha disse ERROR.) Agora, se considerarmos a realidade, em que são usadas quaisquer das 12 notas, repetindo algumas, omitindo outras, isso significa que cada uma pode ser tocada de 12 formas diferentes. Então ao invés de 12!, nós temos 12 na potência 12, resultando em 8.916.100.448.256 formas diferentes." (Art Times)
"Levando em conta somente uma oitava, que consiste nas 7 teclas brancas e nas 5 pretas do piano, são 12 as notas possíveis. O cenário mais simples é a música consistir em 12 notas, sem repetir nenhuma. Pelas leis da permuta, isso nos dá 12!=12x11x10x9x8x7x6x5x4x3x2x1 ou 479.001.600 seqüências possíveis das 12 notas, cada uma tocada uma vez só. Se você tiver paciência para fazer o mesmo cálculo para o teclado inteiro, com suas 88 teclas, brancas e pretas, você tem que fazer 88!, um número que a maioria das nossas calculadoras não sabe dar. (A minha disse ERROR.) Agora, se considerarmos a realidade, em que são usadas quaisquer das 12 notas, repetindo algumas, omitindo outras, isso significa que cada uma pode ser tocada de 12 formas diferentes. Então ao invés de 12!, nós temos 12 na potência 12, resultando em 8.916.100.448.256 formas diferentes." (Art Times)
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Foi um ano tenebroso para lançamentos discográficos. Björk, R.E.M., Interpol, PJ Harvey, Yo La Tengo e Sonic Youth fizeram discos decepcionantes em comparação com suas criações anteriores.
[mas]
Foi um ano maravilhoso para lançamentos cinematográficos. Elephant, Dogville, It's All About Love, Lost In Translation e Eternal Sunshine Of A Spotless Mind (todos de 2003) estreiaram nos cinemas brasileiros este ano.
[mas]
Foi um ano maravilhoso para lançamentos cinematográficos. Elephant, Dogville, It's All About Love, Lost In Translation e Eternal Sunshine Of A Spotless Mind (todos de 2003) estreiaram nos cinemas brasileiros este ano.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
Sete bandas portuguesas que colhi no blog do Vítor Junqueira, webdesigner dos Mão Morta.
http://www.hipnotica.net
http://www.x-wiferocks.com
http://www.stealingorchestra.com
http://www.rafaeltoral.net
http://www.nortonmusic.net
http://www.mecanosphere.net
http://more-more-more.planetaclix.pt
http://www.hipnotica.net
http://www.x-wiferocks.com
http://www.stealingorchestra.com
http://www.rafaeltoral.net
http://www.nortonmusic.net
http://www.mecanosphere.net
http://more-more-more.planetaclix.pt
Tudo o que está escrito aqui vale bastante para a minha opinião, mas a minha a validade da minha opinião depende de quem a recebe. Vale apenas como uma opinião.
Eu sou bem exigente. (Pois) tenho a mania de caçar sons diferentes o tempo todo, (então) ouvi MUITA coisa já.
Eu gosto bastante do Túlio, que toca na Thös-Grol e na Farveste. E dos Rodrigos e do Daniel.
Eu vou começar a tocar na Thös-Grol, e a banda vai entrar na sua terceira fase sonora distinta.
A Thös-Grol, Fase-2, faz MUITAS coisas ao mesmo tempo. Certos momentos me lembram a Além D'Alma, banda anterior do Rodrigo-baterista, que era meio progressiva (além de gótica e psicodélica). Falta minimalismo. Conforme eu e o Daniel Matos debatíamos, falta uma hierarquia visual, com um foco visual, que permita que cada ouvinte dance os olhos nessa ou naquela direção. Cada instrumentista parece estar tocando sozinho, em vez de atuarem todos com o mesmo objetivo; pelo menos esta é a minha impressão. Eu gostava mais da fase anterior, mais simples e com vocais do Túlio. Outro ponto negativo sério é o timbre da guitarra do Daniel, por causa da pedaleira digital que ele usa. Destaque para as varridas do Rodrigo-baixista, no baixo.
A Farveste ganha ponto comigo no quesito minimalismo: há momentos em que os três cordistas estão tocando extremamente juntos, fazendo um paredão sonoro. O Renan é um dos melhores baixistas que eu conheço, e ele usa um troço importante para baixistas: um pedal compressor/sustainer. O baterista faz uns rolos minimalistas interessantes. No entanto, a sonoridade Explosions In The Sky não vai embora nunca, e todas as músicas têm o mesmo tipo de estrutura, a mesma fórmula, o mesmo tipo de rolo de bateria, tornando a coisa enjoativa. A referência tornou-se um inconveniente. O timbre da guitarra do Mateus estava medonho, não sei pelo amplificador Marshall Valvestate (que é, acredite, por favor, o mais podre), por ele tocar forte e sem palheta, com as unhas puxando as cordas, ou por quê.
Sou contra dedilhados (tradicionais), a não ser que sejam maravilhosos.
Saímos do show como se tivéssemos comido churrasco demais.
Eu sou bem exigente. (Pois) tenho a mania de caçar sons diferentes o tempo todo, (então) ouvi MUITA coisa já.
Eu gosto bastante do Túlio, que toca na Thös-Grol e na Farveste. E dos Rodrigos e do Daniel.
Eu vou começar a tocar na Thös-Grol, e a banda vai entrar na sua terceira fase sonora distinta.
A Thös-Grol, Fase-2, faz MUITAS coisas ao mesmo tempo. Certos momentos me lembram a Além D'Alma, banda anterior do Rodrigo-baterista, que era meio progressiva (além de gótica e psicodélica). Falta minimalismo. Conforme eu e o Daniel Matos debatíamos, falta uma hierarquia visual, com um foco visual, que permita que cada ouvinte dance os olhos nessa ou naquela direção. Cada instrumentista parece estar tocando sozinho, em vez de atuarem todos com o mesmo objetivo; pelo menos esta é a minha impressão. Eu gostava mais da fase anterior, mais simples e com vocais do Túlio. Outro ponto negativo sério é o timbre da guitarra do Daniel, por causa da pedaleira digital que ele usa. Destaque para as varridas do Rodrigo-baixista, no baixo.
A Farveste ganha ponto comigo no quesito minimalismo: há momentos em que os três cordistas estão tocando extremamente juntos, fazendo um paredão sonoro. O Renan é um dos melhores baixistas que eu conheço, e ele usa um troço importante para baixistas: um pedal compressor/sustainer. O baterista faz uns rolos minimalistas interessantes. No entanto, a sonoridade Explosions In The Sky não vai embora nunca, e todas as músicas têm o mesmo tipo de estrutura, a mesma fórmula, o mesmo tipo de rolo de bateria, tornando a coisa enjoativa. A referência tornou-se um inconveniente. O timbre da guitarra do Mateus estava medonho, não sei pelo amplificador Marshall Valvestate (que é, acredite, por favor, o mais podre), por ele tocar forte e sem palheta, com as unhas puxando as cordas, ou por quê.
Sou contra dedilhados (tradicionais), a não ser que sejam maravilhosos.
Saímos do show como se tivéssemos comido churrasco demais.
Glenn Branca
Lesson No. 1
[Acute]
What is it: Glenn Branca's first solo release after leaving punk/no-wave outfit Theoretical Girls, plus a piece written for Twyla Tharp's dance company in 1982 and played by an ensemble including Sonic Youth's Thurston Moore and Lee Renaldo.
What we said: "The liner notes quote Branca as regarding 'Lesson No. 1' as a simple experiment in minimalism. Simple or not, it is most certainly huge. It begins with two guitars picking out pulsating Reichian riffs before introducing a triumphant one-note wall of sound with organ and bass shifting underneath to give a sense of harmonic movement. It contains the seeds of Branca's future work with cells of tonal noise, and today can't help but bring to mind everything from the seared distorted walls of My Bloody Valentine to the triumphant crescendos of Godspeed You Black Emperor! to Oneida's ultra-repetitive jams...'Dissonance' replicates the pounding honking perpetual motion of city life, shifting in and out of polyrhythmic experimentation and more chugging guitar work. It dispels any notion that Branca's complexity might only be rhetorical. Whether you want to call it punk-fueled anti-prog or recontextualized art music, it is complicated stuff." [full review]
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
De acordo com a minha personalidade e o meu metabolismo, eu tenho a necessidade de ser prolífico.
E quanto mais músicos se reorganizarem em novas bandas, mais outros músicos serão incentivados a se reorganizarem em outras novas bandas.
Está na hora de as novas bandas boas do mundo influenciarem novas bandas boas daqui. Interpol, por exemplo ;-)
Eu já dei minha contribuição do pós-rock "tradicional" (leia-se EITS-esque) à cidade. Está na hora de ir mais fundo.
E quanto mais músicos se reorganizarem em novas bandas, mais outros músicos serão incentivados a se reorganizarem em outras novas bandas.
Está na hora de as novas bandas boas do mundo influenciarem novas bandas boas daqui. Interpol, por exemplo ;-)
Eu já dei minha contribuição do pós-rock "tradicional" (leia-se EITS-esque) à cidade. Está na hora de ir mais fundo.
"Recomendo esse show de estréia da Farveste. O EP deles recém-gravado ficou excelente e, fora a qualidade sonora, as composições também são muito boas. Bebem em todas as fontes do post-rock, mas ecoam mais as influências de Hurtmold. Vi um único show da Thös-Grohl, talvez em 2002. Pelo que me lembro, investem mais em dissonâncias e menos em distorção, de forma bastante competente. Cumprimentei os integrantes após a performance, pois fazia tempo que eu não via algo tão legal e diferente no CIRCUITO DE SHOWS de Porto Alegre. Então é provável que repitam a dose neste evento." (Bruno)
Eu formarei minha opinião definitiva sobre as duas depois dos shows delas.
Eu formarei minha opinião definitiva sobre as duas depois dos shows delas.
"Já o segundo assunto da semana é a banda Blanched, do Rio Grande do Sul. Vi eles na MTV, naquela vinheta que se chama Sonora MTV, que passa um vídeo de trinta segundos de bandas brasileiras do underground ensaiando. E o Blanched foi a banda que mais me chamou a atenção. O guitarrista com a camiseta do Sonic Youth já denuncia tudo, só pode vir coisa boa dali. E realmente, o riff de guitarra no final dos trinta segundos é poderosíssimo, de dar inveja a qualquer compositor. Procurei na net e achei o site deles (http://www.blanched.net) e baixei três MP3 que estão disponibilizados no site da Trama Virtual (http://www.tramavirtual.com.br), que necessite de cadastro. Não perca tempo para baixar. Fazia tempo que não aparecia uma banda tão boa no nosso cenário underground brasileiro. Será que é por causa do clima dos pampas? Vai saber." (Lucas Martins)
"As an artist, I think it is important to focus on the art. There are too many that don't and that is what creates boring art. I really just try to recreate the ideas that come to me. I'm not setting a sales goal are targeting a demographic. I just do what I do and what I can do. I am having a great time doing it." (Mike Patton)
With your many musical projects - especially the solo vocal releases and the work with John Zorn - what is it that your looking for or trying to express?
"Once again, I did not have a goal in mind."
With your many musical projects - especially the solo vocal releases and the work with John Zorn - what is it that your looking for or trying to express?
"Once again, I did not have a goal in mind."
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
Prêmio London Burning 2004
Concorrentes:
MELHOR DEMO / EP / CD-R
COLUMBIA - A soma das horas
STELLABELLA - Stellabella
SOM DA RUA - Demo 2003
JIMI JAMES - Não feche os olhos
ASTRONAUTA PINGUIM - Petiscos: sabor churrasco
THE MEDINA BROTHERS ORTESKRA - Presents 29 * 30
RONEI JORGE E OS LADRÕES DE BICICLETA - A dois
STUART - Releitura do tributo ao cotidiano chulo
RADIO 77 - Radio 77
BLANCHED - Blanched toca Angelopoulos
O Stellabella é considerado há vários anos como uma das trê melhores bandas independentes cariocas. Enquanto não finalizam seu primeiro disco, vão lançando demos para a alegria do seu grande contingente de fãs. De contrato com a Deck e com um disco pronto esperando para ser lançado pela gravadora, o Som da Rua gravou essa demo no final de 2003 como uma espécie de ensaio para o que viria no disco de esréia do grupo. Lançado pelo selo Cardume, de Bruno Levinson e distribuído pela EMI, o EP do Jimi James foi o que mais se destacou da leva de 4 EP´s lançado pelo Cardume em 2004. O gaúcho Astronauta Pinguim e seu moog diabólico fazem versões no melhor estilo churrascaria para hits do rock porto-alegrense. Uma das músicas que Pinguim toca é "Epilético", de Diego Medina, que chega aqui em sua encarnação The Medina Brothers Orteskra. O vocalista e mentor do Video Hits (entre outras bandas) experimenta novos sons e texturas malucas na demo 29 * 30. O baiano Ronei Jorge aparece aqui com sua demo A dois, lançada pelo selo Big Bross e legítimo representante da nova cena poprock baiana. O bardo Stuart é uma espécie de Wander Wildner de Florianópolis. Em sua nova demo ele continua com suas histórias de amo e desilusão no melhor estilo Baladas Sangrentas. O Radio 77 poderia ser o nosso Clash, mas preferiu bandear para o lado do hard rock radiofônico. Como eles tem talento, até isso eles fazem direito. Blanched é a nossa melhor mistura de Mogwai, Fly Pan Am e Godspeed. Com canções longas, poucas frases e instrumental repetitivo, fazem um post rock da maior qualidade.
Concorrentes:
MELHOR DEMO / EP / CD-R
COLUMBIA - A soma das horas
STELLABELLA - Stellabella
SOM DA RUA - Demo 2003
JIMI JAMES - Não feche os olhos
ASTRONAUTA PINGUIM - Petiscos: sabor churrasco
THE MEDINA BROTHERS ORTESKRA - Presents 29 * 30
RONEI JORGE E OS LADRÕES DE BICICLETA - A dois
STUART - Releitura do tributo ao cotidiano chulo
RADIO 77 - Radio 77
BLANCHED - Blanched toca Angelopoulos
O Stellabella é considerado há vários anos como uma das trê melhores bandas independentes cariocas. Enquanto não finalizam seu primeiro disco, vão lançando demos para a alegria do seu grande contingente de fãs. De contrato com a Deck e com um disco pronto esperando para ser lançado pela gravadora, o Som da Rua gravou essa demo no final de 2003 como uma espécie de ensaio para o que viria no disco de esréia do grupo. Lançado pelo selo Cardume, de Bruno Levinson e distribuído pela EMI, o EP do Jimi James foi o que mais se destacou da leva de 4 EP´s lançado pelo Cardume em 2004. O gaúcho Astronauta Pinguim e seu moog diabólico fazem versões no melhor estilo churrascaria para hits do rock porto-alegrense. Uma das músicas que Pinguim toca é "Epilético", de Diego Medina, que chega aqui em sua encarnação The Medina Brothers Orteskra. O vocalista e mentor do Video Hits (entre outras bandas) experimenta novos sons e texturas malucas na demo 29 * 30. O baiano Ronei Jorge aparece aqui com sua demo A dois, lançada pelo selo Big Bross e legítimo representante da nova cena poprock baiana. O bardo Stuart é uma espécie de Wander Wildner de Florianópolis. Em sua nova demo ele continua com suas histórias de amo e desilusão no melhor estilo Baladas Sangrentas. O Radio 77 poderia ser o nosso Clash, mas preferiu bandear para o lado do hard rock radiofônico. Como eles tem talento, até isso eles fazem direito. Blanched é a nossa melhor mistura de Mogwai, Fly Pan Am e Godspeed. Com canções longas, poucas frases e instrumental repetitivo, fazem um post rock da maior qualidade.
É! Primeiro lugar!
Melhores do ano na comunidade S&Y do Orkut.
NACIONAL
5 votos
Blanched - Blanched toca angelopoulos
4 votos
Wander Wildner - Paraquedas de Coração
Mombojó - Nadadenovo
3 votos
Cachorro Grande - As próximas horas serão muito boas
Wado - A Farsa do Samba Nublado
2 votos
Ira! - Acústico MTV
Zé do Bêlo acústico
Wonkavision
Deus e o Diabo - Também Morrem Os Verões
1 voto
Violins
Ney Matogrosso & Pedro Luis e A Parede - Vagabundo
Grenade
Bebel Gilberto
Gram
Screams of Life - No descompasso do transe retalhos do meu silêncio
Astronautas - Electro-Cidade
Ruído/milimetro - série cinza
Os Ambervisions - Bons momentos não morrem jamais
Hurtmold - Mestro
Melhores do ano na comunidade S&Y do Orkut.
NACIONAL
5 votos
Blanched - Blanched toca angelopoulos
4 votos
Wander Wildner - Paraquedas de Coração
Mombojó - Nadadenovo
3 votos
Cachorro Grande - As próximas horas serão muito boas
Wado - A Farsa do Samba Nublado
2 votos
Ira! - Acústico MTV
Zé do Bêlo acústico
Wonkavision
Deus e o Diabo - Também Morrem Os Verões
1 voto
Violins
Ney Matogrosso & Pedro Luis e A Parede - Vagabundo
Grenade
Bebel Gilberto
Gram
Screams of Life - No descompasso do transe retalhos do meu silêncio
Astronautas - Electro-Cidade
Ruído/milimetro - série cinza
Os Ambervisions - Bons momentos não morrem jamais
Hurtmold - Mestro
Sai no dia 7 de março pela Azuli Records finalmente um disco reunindo os covers que os Flaming Lips fazem.
01 Björk: "Unravel"
02 Miles Davis: "My Ship"
03 Chris Bell: "Speed of Sound"
04 Faust: "It's a Bit of a Pain"
05 Roxy Music: "2HB"
06 Alfie: "People"
07 Aphex Twin: "Flim"
08 Mice Parade: "Galileo"
09 The Chameleons UK: "Up the Down Escalator"
10 The Flaming Lips: "Seven Nation Army"
11 The Chemical Brothers: "Playground for a Wedgeless Firm"
12 Love and Rockets: "Saudade"
13 Lush: "Monochrome"
14 The Psychedelic Furs: "Sleep Comes Down"
15 Nick Drake: "River Man"
16 Sebadoh: "On Fire"
17 Radiohead: "Pyramid Song"
18 10CC: "I'm Not in Love"
19 Brian Eno: "Another Green World"
20 David Shrigley: "The Jist"
01 Björk: "Unravel"
02 Miles Davis: "My Ship"
03 Chris Bell: "Speed of Sound"
04 Faust: "It's a Bit of a Pain"
05 Roxy Music: "2HB"
06 Alfie: "People"
07 Aphex Twin: "Flim"
08 Mice Parade: "Galileo"
09 The Chameleons UK: "Up the Down Escalator"
10 The Flaming Lips: "Seven Nation Army"
11 The Chemical Brothers: "Playground for a Wedgeless Firm"
12 Love and Rockets: "Saudade"
13 Lush: "Monochrome"
14 The Psychedelic Furs: "Sleep Comes Down"
15 Nick Drake: "River Man"
16 Sebadoh: "On Fire"
17 Radiohead: "Pyramid Song"
18 10CC: "I'm Not in Love"
19 Brian Eno: "Another Green World"
20 David Shrigley: "The Jist"
"A CONTÂINER toca rock. Rock rápido, alto e divertido, entre músicas próprias e covers de Supergrass, Motörhead, Elvis Costello e Datsuns. Quem manda ver é Guilherme Dable (baixo), Juliano Goyo (guitarra e voz), Guto Bozzetti (guitarra) e Mike Vontobel (bateria)."
Que legal, bandas novas! Momento de renovação no rock alternativo gaúcho. Era hora.
(Tom Bloch - x) + (Video Hits - y) = Contâiner
(Sensifer - x) + (Thös-Grol - y) + z = Farveste
(Blanched - x) + (Viana Moog - y) + z = stay tuned...
Que legal, bandas novas! Momento de renovação no rock alternativo gaúcho. Era hora.
(Tom Bloch - x) + (Video Hits - y) = Contâiner
(Sensifer - x) + (Thös-Grol - y) + z = Farveste
(Blanched - x) + (Viana Moog - y) + z = stay tuned...
terça-feira, 14 de dezembro de 2004
MXR Blue Box
Some effects, like the Uni-vibe, are somewhat subtle to the ear. But that is certainly not the case with the MXR Blue Box. The Blue Box takes your input signal, adds fuzz and then generates a tone one octave below the original note. The result is a horrifying unique, almost synth-like sound which can be heard on such recordings as the guitar solo of Led Zeppelin's Fool In The Rain.
Some effects, like the Uni-vibe, are somewhat subtle to the ear. But that is certainly not the case with the MXR Blue Box. The Blue Box takes your input signal, adds fuzz and then generates a tone one octave below the original note. The result is a horrifying unique, almost synth-like sound which can be heard on such recordings as the guitar solo of Led Zeppelin's Fool In The Rain.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2004
Aqui tem os dois pedais entre os quais estou em dúvida sobre qual deles comprar neste natal. Se eles venderem para o Brazil e se não houver taxa cara vou mandar trazer dali mesmo.
"O Syd Barrett ficava na cama deitado, pensando. Enquanto não fazia nada, ele podia fazer qualquer coisa que ele quisesse. Se ele decidisse fazer algo, limitaria suas possibilidades, então ele preferia ficar com seu futuro sem fim. Só que assim ele também se limitava. Era uma realidade deprimente, na verdade." (Duggie Fields)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
"também vi a thös-grol. eles tocaram três músicas. o f... é que os caras tocavam sentados, tipo acústico, o que tira um pouco a empolgação e qualquer possibilidade de algo inesperado acontecer no show." (carolteresa)
Segue a Rob Fleming Mania.
Top 5 solos de guitarra
1. Yury Hermuche ou Gustavo Berocan: Canção para Cecília
2. Thurston Moore: Disconnection notice
3. Munaf Rayani ou Mark Smith: Have you passed through this night?
4. J. Greenwood: The bends
5. David Gilmour: Comfortably numb
Top 5 bateristas
1. Chris Hrasky
2. Orri Pall Dyrason
3. Steve Shelley
4. Nick Mason
5. Meg White
Top 5 loops de baixo
1. Paul McCartney: Taxman
2. Roger Waters: Set the controls for the heart of the sun
3. Peter Hook: Twenty-four hours
4. Billy Talbot: Safeway cart
5. Nick Oliveri: No one knows
Busquei no arquivo.
Top 5 músicas da Björk
1. Cocoon
2. Joga
3. I've seen it all
4. Hidden place
5. Overture
Top 5 músicas do Built To Spill
1. Randy described eternity
2. The plan
3. You are
4. Happiness
5. Velvet Waltz
Top 5 músicas do Velvet
1. We're gonna real good time together (versão Live MCMXCIII)
2. Lady Godiva's operation
3. Lisa says
4. What goes on
5. Heroin
Top 5 vocais sacais
1. Nico
2. Laetitia Sadier
3. Liz Fraser
4. Brett Anderson
5. Morrissey
Top 5 filmes para chorar
1. O paciente inglês
2. O carteiro e o poeta
3. Lucía e o sexo
4. Mensagem para você
5. Cidade dos anjos
Top 5 solos de guitarra
1. Yury Hermuche ou Gustavo Berocan: Canção para Cecília
2. Thurston Moore: Disconnection notice
3. Munaf Rayani ou Mark Smith: Have you passed through this night?
4. J. Greenwood: The bends
5. David Gilmour: Comfortably numb
Top 5 bateristas
1. Chris Hrasky
2. Orri Pall Dyrason
3. Steve Shelley
4. Nick Mason
5. Meg White
Top 5 loops de baixo
1. Paul McCartney: Taxman
2. Roger Waters: Set the controls for the heart of the sun
3. Peter Hook: Twenty-four hours
4. Billy Talbot: Safeway cart
5. Nick Oliveri: No one knows
Busquei no arquivo.
Top 5 músicas da Björk
1. Cocoon
2. Joga
3. I've seen it all
4. Hidden place
5. Overture
Top 5 músicas do Built To Spill
1. Randy described eternity
2. The plan
3. You are
4. Happiness
5. Velvet Waltz
Top 5 músicas do Velvet
1. We're gonna real good time together (versão Live MCMXCIII)
2. Lady Godiva's operation
3. Lisa says
4. What goes on
5. Heroin
Top 5 vocais sacais
1. Nico
2. Laetitia Sadier
3. Liz Fraser
4. Brett Anderson
5. Morrissey
Top 5 filmes para chorar
1. O paciente inglês
2. O carteiro e o poeta
3. Lucía e o sexo
4. Mensagem para você
5. Cidade dos anjos
Laibach, a banda-destaque da discotecagem pós show da Blanched no último domingo, foi formada na antiga Iugoslávia, em território hoje chamado Eslovênia. Eu conhecia o Laibach do Lado B do Massari e do tributo Trans-Slovenia Express. Parente industrial dos alemães do Rammstein, seus principais álbuns são Laibach (1985), Opus Dei (1987) e Let It Be (1988), versão completa do disco dos Beatles.
Mundo Aquático
Onde: Bourbon Shopping Country
Quando: Até 2/01. De segunda a segunda das 10h às 22h.
Quanto: R$ 5. Crianças menores de três anos são isentas.
Mais de 50 espécies de peixes estão espalhadas nos aquários, a maioria carnívoros. Fichas coladas em cada vidro explicam a origem e características de cada espécime.
Onde: Bourbon Shopping Country
Quando: Até 2/01. De segunda a segunda das 10h às 22h.
Quanto: R$ 5. Crianças menores de três anos são isentas.
Mais de 50 espécies de peixes estão espalhadas nos aquários, a maioria carnívoros. Fichas coladas em cada vidro explicam a origem e características de cada espécime.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2004
quarta-feira, 8 de dezembro de 2004
Zeena Parkins é a harpista e multi-instrumentista que acompanhou a Björk na sua última turnê. Pioneira da harpa elétrica, ela já tocou com John Zorn, Yoko Ono, Jim O'Rourke, Lee Ranaldo e Thurston Moore. Ela é uma verdadeira filha da puta.
Meu amigo Luis Pacheco gostava de conversar comigo caminhando, porque, dizia ele, dessa forma o cérebro pensa melhor. De fato. Esses dias me dei conta de que talvez seja mais fácil continuar o arranjo de uma idéia musical caminhando. Toque o loop na cabeça, caminhe no ritmo da música e as idéias surgem naturalmente, despreocupadamente, ao contrário do que acontece no sofá de casa. Mas não prossegui com os testes depois daquele dia, tenho de.
Teoria da sincronicidade.
"A gente nunca encontrava o Peninha e a mulher dele. Agora, desde o lançamento de Romilda E A Margarida, na Saraiva Mega Store do Praia de Belas, a gente encontra eles em todos os lugares." (Douglas, domingo, oralmente para a Manuela e a Ana)
"A gente não conhecia a Menina Colorida e seu excelentíssimo. Agora a gente encontra eles em todos os lugares." (Lúcia Bueno, terça, em e-mail para o Luis Pedro)
"A gente nunca encontrava o Peninha e a mulher dele. Agora, desde o lançamento de Romilda E A Margarida, na Saraiva Mega Store do Praia de Belas, a gente encontra eles em todos os lugares." (Douglas, domingo, oralmente para a Manuela e a Ana)
"A gente não conhecia a Menina Colorida e seu excelentíssimo. Agora a gente encontra eles em todos os lugares." (Lúcia Bueno, terça, em e-mail para o Luis Pedro)
terça-feira, 7 de dezembro de 2004
We wanna be Rob Fleming (Guilherme Weber).
Top 5 faixas 1
Doug
1. Airbag
2. Angel
3. Sine wave
4. Wouldn't it be nice
5. Astronomy domine
Manu
1. Smells like a teen spirit
2. Army of me
3. 1969
4. Black dog
5. Dead lives and the dirty ground
Top 5 músicas para ouvir na chuva
Doug
1. Michelle
2. Undenied
3. Free city rhymes
4. Cocoon
5. ( ) 8
Manu
1. Chorando no campo
2. Brain damage
3. Lost cause
4. Gloria (Patti Smith)
5. Only shallow
(To be continued...)
Top 5 faixas 1
Doug
1. Airbag
2. Angel
3. Sine wave
4. Wouldn't it be nice
5. Astronomy domine
Manu
1. Smells like a teen spirit
2. Army of me
3. 1969
4. Black dog
5. Dead lives and the dirty ground
Top 5 músicas para ouvir na chuva
Doug
1. Michelle
2. Undenied
3. Free city rhymes
4. Cocoon
5. ( ) 8
Manu
1. Chorando no campo
2. Brain damage
3. Lost cause
4. Gloria (Patti Smith)
5. Only shallow
(To be continued...)
O input_output tem parentesco com o re:. Eu já imaginava só ao ter lido as descrições no site do projeto e no AMG. O Galera gravou para mim o disco Alms, e então eu tive certeza. No mesmo disco, tem o novo do Interpol, The Arcade Fire, Bardo Pound, Bedhead e outras coisas legais de que eu não me lembro agora.
O final de O
Para muita gente, o show da Blanched ontem em São Leopoldo foi o melhor da banda. É bem possível. Houve erros, falhas de equipamento, mas a atmosfera foi de puro entusiasmo, do início ao fim. Já foi uma boa idéia tocar domingo em horário cedo. O público compareceu no horário. De minha parte, poucas vezes me senti tão à vontade tocando em público. Como disse o Leonardo, parece que conhecemos todos os nossos fãs pelo nome (o que está muito perto de ser uma verdade literal). A sensação de realização deixada pelo show tem muito a ver com isso, o clima de intimidade que se estabeleceu. Mas acho que o mais sensacional foi depois. Achei que a maioria das pessoas iria embora logo após o fim do show, pois era domingo. Uma parcela considerável do público acabou ficando, e com a cerveja gelada, o entusiasmo do show e a discotecagem perfeita do Pilger (tocou até Motorhead, o que me rendeu um estiramento no pescoço, bastante preocupante considerando que vou competir em uma travessia de natação sábado que vem, em SC) se formou uma Zona Autonôma Temporária dentro do Casarão. Pessoas que nunca dançam começaram a pular como loucas. Gente que invariavelmente dorme cedo entrou madrugada adentro sem qualquer traço de perceptível de ansiedade no rosto. Foi lindo. Faltou apenas mia ragazza pra minha noite ser perfeita. (...)
[ por Daniel Galera ] [ 6/12/2004 14:46 ]
"o show da Blanched? eu nem vou arriscar descrever com pressa. só vou falar uns flasehs subjetivos. o primeiro show deles que eu vi foi justo o de despedida do Leonardo... que pena. a banda é das melhores independentes que eu já vi ao vivo. olha que eu já vi MUITA banda tocando. teve muita guitarra BOA - porque não adianta ter só muita guitarra. o show satisfez completamente a falta que eu tava sentindo de música alta. grande banda, grande mesmo. sem puxar saco de ninguém." (Gabriela)
Para muita gente, o show da Blanched ontem em São Leopoldo foi o melhor da banda. É bem possível. Houve erros, falhas de equipamento, mas a atmosfera foi de puro entusiasmo, do início ao fim. Já foi uma boa idéia tocar domingo em horário cedo. O público compareceu no horário. De minha parte, poucas vezes me senti tão à vontade tocando em público. Como disse o Leonardo, parece que conhecemos todos os nossos fãs pelo nome (o que está muito perto de ser uma verdade literal). A sensação de realização deixada pelo show tem muito a ver com isso, o clima de intimidade que se estabeleceu. Mas acho que o mais sensacional foi depois. Achei que a maioria das pessoas iria embora logo após o fim do show, pois era domingo. Uma parcela considerável do público acabou ficando, e com a cerveja gelada, o entusiasmo do show e a discotecagem perfeita do Pilger (tocou até Motorhead, o que me rendeu um estiramento no pescoço, bastante preocupante considerando que vou competir em uma travessia de natação sábado que vem, em SC) se formou uma Zona Autonôma Temporária dentro do Casarão. Pessoas que nunca dançam começaram a pular como loucas. Gente que invariavelmente dorme cedo entrou madrugada adentro sem qualquer traço de perceptível de ansiedade no rosto. Foi lindo. Faltou apenas mia ragazza pra minha noite ser perfeita. (...)
[ por Daniel Galera ] [ 6/12/2004 14:46 ]
"o show da Blanched? eu nem vou arriscar descrever com pressa. só vou falar uns flasehs subjetivos. o primeiro show deles que eu vi foi justo o de despedida do Leonardo... que pena. a banda é das melhores independentes que eu já vi ao vivo. olha que eu já vi MUITA banda tocando. teve muita guitarra BOA - porque não adianta ter só muita guitarra. o show satisfez completamente a falta que eu tava sentindo de música alta. grande banda, grande mesmo. sem puxar saco de ninguém." (Gabriela)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2004
O show da Blanched de ontem foi o mais humano e o melhor (junto com o do Putzel). A festa, depois, foi a mais humana, também. Galera, Leonardo, Rodrigo, Mac, Egon, Daniel, Rômulo, William e namorada, Priscila, Charles, Arlen, Nadine, Nay, Gabriela, Carol, Natália e demais, que tiveram que sair mais cedo: foi uma grande noite! Fotos à tarde nos fotologs meu e da Blanched. E um show em Porto Alegre nas próximas semanas volta a ser uma esperança. Stay tuned.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2004
Trilha sonora de um filme sobre um game, Stubbs The Zombie, a ser lançada em 2005.
01 Ben Kweller: "Lollipop"
02 The Raveonettes: "My Boyfriend's Back"
03 Death Cab For Cutie: "Earth Angel"
04 Rogue Wave: "Every Day"
05 Cake: "Strangers in the Night"
06 The Walkmen: "There Goes My Baby"
07 Dandy Warhols: "All I Have to Do Is Dream"
08 Oranger: "Mr. Sandman"
09 The Flaming Lips: "If I Only Had a Brain"
10 Clem Snide: "Tears On My Pillow"
11 Rose Hill Drive: "Shakin' All Over"
12 Milton Mapes: "Lonesome Town"
13 Phantom Planet: "The Living Dead" (non-cover, but zombie-themed song)
01 Ben Kweller: "Lollipop"
02 The Raveonettes: "My Boyfriend's Back"
03 Death Cab For Cutie: "Earth Angel"
04 Rogue Wave: "Every Day"
05 Cake: "Strangers in the Night"
06 The Walkmen: "There Goes My Baby"
07 Dandy Warhols: "All I Have to Do Is Dream"
08 Oranger: "Mr. Sandman"
09 The Flaming Lips: "If I Only Had a Brain"
10 Clem Snide: "Tears On My Pillow"
11 Rose Hill Drive: "Shakin' All Over"
12 Milton Mapes: "Lonesome Town"
13 Phantom Planet: "The Living Dead" (non-cover, but zombie-themed song)
"Quem joga uma ponta de cigarro no chão, por exemplo, pensa que não está causando mal algum. Mas, se de cada maço de cigarros consumido por dia na cidade de São Paulo uma única bituca fosse parar na via pública, a fila formada por esses 2 milhões de filtros cobriria a distância entre São Paulo e Santos. Ao término de um mês, essa fila terminaria em Aracaju, capital de Sergipe. Isso lembrando que uma guimba demora dois anos para se decompor na natureza. Para evitar o impulso de jogar detritos pela janela do carro, o ideal é manter sempre à mão um saco de lixo."
"Um cigarro pode demorar de 1 a 2 anos para se decompor, tempo em que as bactérias e fungos digerem o acetato de celulose existente no filtro. Jogar um cigarro sem filtro no campo é menos nocivo, uma vez que o tabaco e a celulose levam quatro meses para sumir. Contudo, se jogado no asfalto, o tempo de vida da bituca é maior."
Numa coleta/pesquisa em Osasco:
Peso total do lixo coletado: 16500g
Peso total do lixo prejudicial coletado: 10450g
Tempo gasto para a coleta: 1h 15min
Número de pessoas envolvidas na coleta: 33
Porcentagem de material reciclável encontrado: 80%
Porcentagem de material biodegradável: 36,6%
Porcentagem de material não-biodegradável: 63%
Total de tipos de material coletados: 9
Papel .................................. 350g
Vidro ................................... 4000g
Plástico .............................. 700g
Isopor ................................ 150g
Borracha ............................
Alumínio ............................ 400
Animal/Orgânico .. 5700g
Outros ............................ 5200g
Item mais encontrado: bituca de cigarro
"Um cigarro pode demorar de 1 a 2 anos para se decompor, tempo em que as bactérias e fungos digerem o acetato de celulose existente no filtro. Jogar um cigarro sem filtro no campo é menos nocivo, uma vez que o tabaco e a celulose levam quatro meses para sumir. Contudo, se jogado no asfalto, o tempo de vida da bituca é maior."
Numa coleta/pesquisa em Osasco:
Peso total do lixo coletado: 16500g
Peso total do lixo prejudicial coletado: 10450g
Tempo gasto para a coleta: 1h 15min
Número de pessoas envolvidas na coleta: 33
Porcentagem de material reciclável encontrado: 80%
Porcentagem de material biodegradável: 36,6%
Porcentagem de material não-biodegradável: 63%
Total de tipos de material coletados: 9
Papel .................................. 350g
Vidro ................................... 4000g
Plástico .............................. 700g
Isopor ................................ 150g
Borracha ............................
Alumínio ............................ 400
Animal/Orgânico .. 5700g
Outros ............................ 5200g
Item mais encontrado: bituca de cigarro
quinta-feira, 2 de dezembro de 2004
"It's official the new album from Garbage will be entitled Bleed Like Me and has a scheduled April 2005 release date around the world." Eu ainda tenho esperança com o Garbage, apesar de não conseguir ouvir mais do que duas músicas. Simpatizei com a Shirley Manson, eu que a achava antipática, quando vi a entrevista com ela no Jools Holland. Wonderful accent indeed.
Os discos novos da Björk e da PJ Harvey estão entre os piores do ano segundo uma votação na comunidade Scream&Yell do Orkut. Como?? Por mais decepcionantes que tenham sido os álbuns, assim o foram por causa da qualidade absurda de trabalhos anteriores destas duas geniais filhas das putas. Não deveria haver votações de pior disco. Não deveria haver comunidades "eu odeio xyz", nem a Framboesa de Ouro, nem o Zero Zen e o Tupanzine e as críticas negativas do Gordurama e do Pitchfork, mas apenas o incentivo àquilo que (já) está muito bom - fazer como o Wim Wenders, que num determinado momento escolheu escrever somente sobre aquilo de que ele gosta. Não deveria haver desejo de vingança. Não se deveria perder tempo com o negativo, e sim somente se aproveitar o tempo com o positivo. Hoje eu passei por uma mulher carregando um colchão sozinha, praticamente se arrastando. Pensei em ajudar, mas, como estava atrasado, não ajudei. Mas decidi, assim como a Amélie, que vou ajudar sempre, a partir de agora, nas próximas vezes. Foda-se o atraso. Uma psiquiatra foi bem suja comigo e com a Manuela, pensamos em denunciá-la ao Cremers, mas para quê? É melhor aprender com as situações negativas e usar esse aprendizado para positivar as coisas que virão a partir dali. Hoje eu retomo o shiatsu, com nova terapeuta, a Evelyn, já que a Eugênia mudou-se para Santa Catarina (boa sorte lá).
Comentários: Domingo, 20:30
Irei. Tristes dos que não irão.
Publicado por Cleiton, 30.11.04, às 10:15
Irei. Tristes dos que não irão.
Publicado por Cleiton, 30.11.04, às 10:15
Blanched em quarto nos mais vendidos nacionais da Peligro.
01. Hurtmold "Mestro" (Submarine)
02. Blue Afternoon "Folxploitation" (Bizarre)
03. M. Takara "M. Takara" (Submarine)
04. Blanched "Blanched toca Angelopoulos" (Independente)
05. Diagonal "Model to Deceive" (Highlight Sounds)
06. Lunåsigh "Lunåsigh EP" (Fuzzy Nebulae)
07. Nancy "Lixorama" (Independente)
08. Grenade "Grenade" (Slag)
09. Hurtmold / Eternals "s/t" (Submarine)
10. Tony da Gatorra "Só Protesto" (Independente)
01. Hurtmold "Mestro" (Submarine)
02. Blue Afternoon "Folxploitation" (Bizarre)
03. M. Takara "M. Takara" (Submarine)
04. Blanched "Blanched toca Angelopoulos" (Independente)
05. Diagonal "Model to Deceive" (Highlight Sounds)
06. Lunåsigh "Lunåsigh EP" (Fuzzy Nebulae)
07. Nancy "Lixorama" (Independente)
08. Grenade "Grenade" (Slag)
09. Hurtmold / Eternals "s/t" (Submarine)
10. Tony da Gatorra "Só Protesto" (Independente)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2004
Anticorpos, a banda do Arthur Teixeira, concorre nesta sexta (0h) com outras quatro bandas (entre elas Da Guedes) na semifinal do Paredão Polar (Dona Laura, 40), concurso realizado pela Rádio Atlântida, que vai premiar a vencedora com a gravação de um CD pela Orbeat Music e com um show no Planeta Atlântida 2005.
terça-feira, 30 de novembro de 2004
sound qual 75%
interface 25%
keyboard 75%
ease of use 50%
build qual 50%
bass 75%
brass 50%
strings 75%
pads 75%
organ 25%
analog 75%
noises 100%
"The Roland JX-3P is a dual oscillator synth with five octave keyboard and integral polyphonic 16 step sequencer."
"The JX-3P is a pretty good synth, best known for a good string sound."
"To simulate pulse width modulation on the JX-3P select osc SYNC, route LFO to osc 2, and turn the MIX to 100% osc 2."
pulsar settings
a1 8'
a2 pulse
a3 lfo mod off
a4 env mod off
a5 4'
a6 pulse
a7 cross mod off
a8 tune 16 (max)
a9 fine tune 16 (max)
a10 lfo mod off
a11 env mod off
a12 lfo mod 9
a13 env mod 7
a14 env shape normal (not inverted)
a15 source mix 16 (max)
a16 hpf 16 (max)
b1 Cut off freq 5
b2 lof mod 1 (min)
b3 pitch follow 16 (max)
b4 resonance 1 (min)
b5 env modulation 5
b6 env shape normal (not inverted)
b7 VCA mode env.
b8 VCA level 8
b9 chorus off
b10 lfo waveform sine
b11 delay time 4
b12 lfo rate 11
b13 attack 1 (min)
b14 decay 5
b15 sustain 1 (min)
b16 release 7
segunda-feira, 29 de novembro de 2004
"Todo mundo é idêntico na sua convicção de que é especial e diferente dos outros de alguma maneira. Um bom exercício é se colocar no lugar dos outros e tentar emular a convicção alheia. Sempre que me flagro desprezando os sentimentos de alguém, me concentro pra imaginar este alguém se sentindo único e especial." (Galera Daniel, comentando o blog do Galera Bruno)
Duas coisas que marcaram a minha infância foram os desenhos animados e os desenhos animados do Scooby Doo. Por isso, me diverti vendo o filme sábado, na casa da minha mãe. Mantiveram a dublagem dos desenhos, o que garantiu a conexão com as lembranças. E é mais um filme que toca God Only Knows.
" . . . muitas das pessoas incumbidas de escrever as histórias não têm noção da sua responsabilidade. Essas histórias fazem e desfazem vidas. Mas os filmes são produzidos simplesmente para fazer dinheiro. Não se encontra aí aquela espécie de responsabilidade que impregna o sacerdócio, num ritual." (CAMPBELL)
"A função do artista é a mitologização do meio ambiente e do mundo." (CAMPBELL)
"A função do artista é a mitologização do meio ambiente e do mundo." (CAMPBELL)
sexta-feira, 26 de novembro de 2004
Hoje, às 22h, no GNC Moinhos.
Asas Quebradas, de Nir Bergman - Ficção, 2002, 35 mm, cor, 87 min, Israel
Prêmios: 3 prêmios no Berlin International Film Festival; 9 prêmios no Israeli Film Academy 2003; Tokyo Grand Prix 2002 no Tokyo International Film Festival; Melhor filme no Jerusalem Film Festival de 2003; Prêmio John Schlesinger no Palm Springs International Film Festival de 2003.
Sinopse: Depois da trágica morte do marido, Dafna (Orly Zilberschatz-Banai), uma médica em Haifa sobrecarregada e deprimida, tenta equilibrar o tempo entre a atividade profissional e a educação dos filhos. Envolvidos com as próprias emoções, disputas e hostilidades, os filhos não têm interesse nos altos e baixos da política do Oriente Médio. A mais velha, Maya (Maya Maron), canta numa banda, o filho adolescente se veste de rato para distribuir folhetos no metrô. São sensíveis, vulneráveis, confusos e infelizes. Uma combinação explosiva, e, mais cedo ou mais tarde, alguma coisa terá de acontecer. De repente, um incidente inesperado lhes dá a chance de colar as "asas quebradas".
Asas Quebradas, de Nir Bergman - Ficção, 2002, 35 mm, cor, 87 min, Israel
Prêmios: 3 prêmios no Berlin International Film Festival; 9 prêmios no Israeli Film Academy 2003; Tokyo Grand Prix 2002 no Tokyo International Film Festival; Melhor filme no Jerusalem Film Festival de 2003; Prêmio John Schlesinger no Palm Springs International Film Festival de 2003.
Sinopse: Depois da trágica morte do marido, Dafna (Orly Zilberschatz-Banai), uma médica em Haifa sobrecarregada e deprimida, tenta equilibrar o tempo entre a atividade profissional e a educação dos filhos. Envolvidos com as próprias emoções, disputas e hostilidades, os filhos não têm interesse nos altos e baixos da política do Oriente Médio. A mais velha, Maya (Maya Maron), canta numa banda, o filho adolescente se veste de rato para distribuir folhetos no metrô. São sensíveis, vulneráveis, confusos e infelizes. Uma combinação explosiva, e, mais cedo ou mais tarde, alguma coisa terá de acontecer. De repente, um incidente inesperado lhes dá a chance de colar as "asas quebradas".
Descobri hoje o All Movie Guide, um empreendimento All Music Guide. Permanece simples como era o Allmusic antes das modificações bestas que terminaram com a maravilha do "related artists". Por exemplo, busquei o Dogville, que é classificado como Disturbing e Avant-garde. Clicando em disturbing, aparece uma lista de filmes ordenados por "rating", e o cabeça do rol é o Eraserhead. O primeiro em Avant-garde é La Jetée, filme francês que originou os 12 Macacos, do Terry Gilliam.
Descobri hoje o All Movie Guide, um empreendimento All Music Guide. Permanece simples como era o Allmusic antes das modificações bestas que terminaram com a maravilha do "related artists". Por exemplo, busquei o Dogville, que é classificado como Disturbing e Avant-garde. Clicando em disturbing, aparece uma lista de filmes ordenados por "rating", e o cabeça do rol é o Eraserhead. O primeiro em Avant-garde é La Jetée, filme francês que originou os 12 Macacos, do Terry Gilliam.
" . . . música, em essência, não é uma profissão, é uma arte, uma expressão. Esse último quesito tem feito muita falta. Vejo muitas bandas profissionais, mas vejo poucas bandas apaixonadas. Vejo poucas bandas ousadas, loucas, arrebatadoras, genuinamente experimentais. Dentro de suas cabeças profissionais está sempre a preocupação com a imagem, o comportamento calculado no palco, a estética como um plano e não como uma expressão. Alguém aí já viu o Iggy Pop cantando na época dos Stooges? Podem dizer o que quiserem do cara, mas aquilo era intenso, era real, sangue e suor. A música não era calculada, não era exata, não era perfeitamente ensaiada. Era visceral, as vezes caótica. Causavam tensão, êxtase, confusão. As pessoas adoravam não porque era fácil. Adoravam porque era difícil. Hoje em dia, o estilo musical que eles tocavam já não tem muito de radical ou diferente. Bandas punks gravam discos produzidos ao máximo, com distorções previsíveis e microfonias comportadas, tudo em seu lugar, de acordo com o manual de instruções. Soam iguais. (...)" (Peter Strauss)
O Garagem reabriu, e o Edu (Space Rave e Planondas) é responsável pelas quintas-feiras com "bandas alternativas" - sabe-se lá o que o Fernando vai colocar nos outros dias... "Dia 2 de dezembro estréia na Garagem Hermética CONFUSION IS SEX, a mais nova festa rock de Porto Alegre. A casa abre as 22h, e o show rola as 23h. Nesta primeira edição, show da banda Planondas, desfile da RosaMaria e MONO e discotecagem de DaniF, João Perassolo [estes dois da "Noisy"] e Edílson Cardoso [Hâhnio]. Ingresso R$ 7,00. Mulheres até a meia-noite pagam R$ 4,00. A Garagem Hermética fica na Barros Cassal 386. Confusion Is Sex, todas as quintas na Garagem Hermética!"
Pensata da Folha. "(...) A música chamava Seasons In The Sun. Com Kurt Cobain na bateria e cantando, o baixista Krist Novoselic na guitarra e o baterista Dave Grohl no baixo. É a imagem dessa cover secreta, dentro de estúdio no Rio, no verão carioca, que aparece na íntegra em vídeo no With The Lights Out e encerra o CD."
quinta-feira, 25 de novembro de 2004
Hâhnio
GÊNERO: Outros - Experimental
RELEASE / HISTÓRICO
Hâhnio pode ser caracterizado como um projeto de "trilhas para filmes de horror B". O projeto busca através de samplers eletrônicos e ruídos, criar um ambiente de estranhamento e fobia em seus ouvintes.
Hâhnio, ainda, não deve ser encarada como uma banda de rock e sim uma banda experimental/minimalista.
O projeto é formado por Edilson Cardoso, responsável pelas guitarras, vozes, destruição de pianos e teclados, criação de microfonias, explosão de tímpanos e expansão de sons psicologicamente perturbadores.
INFLUÊNCIAS
NIN
Sonic Youth
Radiohead
GÊNERO: Outros - Experimental
RELEASE / HISTÓRICO
Hâhnio pode ser caracterizado como um projeto de "trilhas para filmes de horror B". O projeto busca através de samplers eletrônicos e ruídos, criar um ambiente de estranhamento e fobia em seus ouvintes.
Hâhnio, ainda, não deve ser encarada como uma banda de rock e sim uma banda experimental/minimalista.
O projeto é formado por Edilson Cardoso, responsável pelas guitarras, vozes, destruição de pianos e teclados, criação de microfonias, explosão de tímpanos e expansão de sons psicologicamente perturbadores.
INFLUÊNCIAS
NIN
Sonic Youth
Radiohead
No e-mail de divulgação do show de Walverdes, Vianna Moog e Poliéster amanhã, no Alive. "A Poliéster é novidade no rock gaúcho e traz para o palco seu pop
alternativo, misturando as melodias amigáveis dos Beatles e Beach Boys
com as viagens esquizofrênicas do Pink Floyd, Chemical Brothers e
Super Furry Animals."
alternativo, misturando as melodias amigáveis dos Beatles e Beach Boys
com as viagens esquizofrênicas do Pink Floyd, Chemical Brothers e
Super Furry Animals."
quarta-feira, 24 de novembro de 2004
Não vai mais ter show da Blanched em Porto Alegre antes de 2006. A não ser que alguém consiga a façanha de encontrar um lugar e uma data antes de 9 de janeiro. O show de São Leopoldo está praticamente confirmado, no Casarão Hall (onde era o Manara), domingo dia 5, de tarde. Sem outra banda. Vai ser a festa da Blanched.
terça-feira, 23 de novembro de 2004
Deu vontade de pesquisar sobre a musette waltz francesa, tocada com acordeon, e cheguei no nome do Yann Tiersen, que fez a trilha de Good Bye Lenin! e a Valse d'Amélie, que está no seu álbum ao vivo C'Était Ici (2003), além de na trilha do filme. O disco mais indicado pelo AMG é o L' Absente (2001), e se fala de Tiersen como alguém influenciado por Philip Glass e que faz música tradicional da França com um "modern musical approach".
Enquanto estive em casa, de licença-saúde, brinquei no computador, gravando e editando samples no SoundForge e mixando-os no CakeWalk. Ontem fiz o fechamento dessa temporada, que resultou em cinco músicas, do projeto minimalista que denominei input_output. Mandei-as junto com o CD para o Alexandre Gomes, para ele opinar se alguma delas tem qualidade para entrar na coletânea que ele vai fazer. Eu diria que são, no máximo, músicas para coletâneas, porque acredito que ouvi-las na seqüência torna-se enjoativo - como o novo disco do Fly Pan Am com que o Tony me presenteou esses dias. As faixas, em ordem alfabética:
1. aço, plástico, asfalto
2. contato
3. dor
4. no wave apprentice
5. planária de capa
1. aço, plástico, asfalto
2. contato
3. dor
4. no wave apprentice
5. planária de capa
segunda-feira, 22 de novembro de 2004
2004 high
Lancei um disco, com a Blanched, e um livro, com o Muriel, e ganhei um prêmio. Foi o primeiro ano inteiro da casa nova com a Manu e com os gatos, meus amores, minha família. Acumulei uma boa coleção de fotos minimalistas, a serem expostas em 2005.
2004 low
Intensa instabilidade na minha relação comigo mesmo. A luta para me sentir bem desembocou num período de paralisação da minha alma: sem idéias, sem horizonte, sem projetos.
Uma brisa começa a soprar, ao som de ( ) do Sigur Rós.
Lancei um disco, com a Blanched, e um livro, com o Muriel, e ganhei um prêmio. Foi o primeiro ano inteiro da casa nova com a Manu e com os gatos, meus amores, minha família. Acumulei uma boa coleção de fotos minimalistas, a serem expostas em 2005.
2004 low
Intensa instabilidade na minha relação comigo mesmo. A luta para me sentir bem desembocou num período de paralisação da minha alma: sem idéias, sem horizonte, sem projetos.
Uma brisa começa a soprar, ao som de ( ) do Sigur Rós.
Este filme do Frank Capra de 1946 deu origem a um nome de disco do Sparklehorse e à melhor música do Elbow, George Lassoes The Moon, que se refere ao personagem do James Stewart, que laçaria a lua para o seu amor - interpretado pela Donna Reed. Também influenciou outras histórias cinematográficas, como Mr. Destiny (com James Belushi, Linda Hamilton e Michael Caine), Family Man (com Nicholas Cage e Tea Leoni) e Big Fish (do Tim Burton), por causa de dois aspectos diferentes e igualmente marcantes.
Agora a revista Set tem seções de livros e de discos, esta escrita pelo Rodrigo Salem. Olha o que ele escreveu sobre o Come On Die Young, do Mogwai, em outubro de 2003.
"Os escoceses do Mogwai não são os humanos mais fáceis de se compreender. No entanto, não desista sem dar um tempo ao som experimental da banda. Um bom modo de começar é nesse álbum de 1999, lançado no Brasil agora. Para se ter uma idéia do som inclassificável do grupo, tenha em mente um Sonic Youth no momento mais intimista e com o mínimo de vocal. Ruídos, guitarras em slow motion, bateria jazzística num barulho que faz sentido e ativa os neurônios. Curtiu? Ouça: Experimental Jet Set, Trash & No Star - Sonic Youth"
"Os escoceses do Mogwai não são os humanos mais fáceis de se compreender. No entanto, não desista sem dar um tempo ao som experimental da banda. Um bom modo de começar é nesse álbum de 1999, lançado no Brasil agora. Para se ter uma idéia do som inclassificável do grupo, tenha em mente um Sonic Youth no momento mais intimista e com o mínimo de vocal. Ruídos, guitarras em slow motion, bateria jazzística num barulho que faz sentido e ativa os neurônios. Curtiu? Ouça: Experimental Jet Set, Trash & No Star - Sonic Youth"
MOYERS: Aonde leva a meditação?
CAMPBELL: Tempo e espaço formam as vias sensíveis que moldam as nossas experiências. Nossos sentidos estão limitados pelo campo de tempo e de espaço, e nossas mentes estão limitadas pela moldura das categorias de pensamento. Mas a coisa suprema (que não é coisa) com a qual estamos tentando entrar em contato não é limitada desse modo. Nós a limitamos na medida em que pensamos nela.
CAMPBELL: Tempo e espaço formam as vias sensíveis que moldam as nossas experiências. Nossos sentidos estão limitados pelo campo de tempo e de espaço, e nossas mentes estão limitadas pela moldura das categorias de pensamento. Mas a coisa suprema (que não é coisa) com a qual estamos tentando entrar em contato não é limitada desse modo. Nós a limitamos na medida em que pensamos nela.
"Qualquer um que se entregue a um trabalho de criação literária sabe que a gente se abre, se entrega, e o livro nos fala e se constrói a si mesmo. Até certo ponto, você se torna o portador de algo que lhe foi transmitido por aquilo que se chama as Musas, ou, em linguagem bíblica, 'Deus'. Isso não é força de expressão, isso é um fato. Uma vez que a inspiração provém do inconsciente, e uma vez que a mente das pessoas de qualquer pequena sociedade tem muito em comum, no que diz respeito ao inconsciente, aquilo que o xamã ou o vidente traz à tona é algo que existe latente em qualquer um, aguardando ser trazido à tona. Assim, ao ouvir a história do vidente, é comum dizer: 'Ha! Esta é a minha história. É alguma coisa que eu sempre quis dizer, mas nunca fui capaz'." (CAMPBELL)
"Quando as pessoas perguntam 'Você acredita em reencarnação?', eu tenho apenas que dizer 'Reencarnação, como o Paraíso, é uma metáfora'. (...) A idéia de reencarnação sugere que você é mais do que pensa. Existem dimensões do seu próprio ser e um potencial de realizações e ampliação da consciência que não estão incluídos no conceito que você faz de si mesmo. Sua vida é mais profunda e ampla do que você concebe, aqui. O que você está vivendo é só uma fração infinitesimal daquilo que realmente se abriga no seu interior, aquilo que lhe dá vida, alento e profundidade. E você pode viver em termos dessa profundidade, e quando chega a essa experiência, você percebe, instantaneamente, que é disso que falam todas as religiões." (CAMPBELL)
" . . . Jesus ascendeu ao Paraíso. A denotação seria de que alguém subiu ao céu, é isso literalmente o que está sendo dito. Mas, se fosse de fato esse o sentido da mensagem, então teríamos de jogá-la fora, porque não teria havido nenhum lugar como esse onde Jesus literalmente pudesse ir. Sabemos que Jesus não podeia ter ascendido ao Paraíso pois não existe nenhum paraíso físico em qualquer parte do universo. Mesmo que ascendesse à velocidade da luz, Jesus ainda estaria na galáxia. A astronomia e a física simplesmente eliminaram isso como possibilidade física, literal. Mas se você ler 'Jesus ascendeu ao Paraíso' em termos de sua conotação metafórica, entenderá que ele foi para dentro - não para o espaço exterior, mas para o espaço interior, para o lugar de onde provêm todas as coisas, para a consciência de que é a fonte de todas as coisas, para o reino do paraíso interior." (CAMPBELL)
sexta-feira, 19 de novembro de 2004
E nada da estréia do Before Sunset nos cinemas brasileiros. O filme aqui, parece, vai se chamar Before Chickens' Teeth Born.
Setembro de 2005 é a previsão da estréia de Elizabethtown, próximo filme do Cameron Crowe (Vanilla Sky), que conta no elenco com Kirsten Dunst, Orlando Bloom, Susan Sarandon e Alec Baldwin.
Setembro de 2005 é a previsão da estréia de Elizabethtown, próximo filme do Cameron Crowe (Vanilla Sky), que conta no elenco com Kirsten Dunst, Orlando Bloom, Susan Sarandon e Alec Baldwin.
Sexta revolução interna do Douglas Dickel.
[27 anos] Porque o guia Sérgio Euclides me apresentou o Joseph Campbell, descobri a filosofia oriental (cujos princípios básicos são que corpo e espírito são uma coisa só e que o homem e o restante das coisas são um organismo só), o generalismo em oposição ao especialismo, intensifiquei o interesse e a busca pela harmonia, comecei a fazer shiatsu - com a guia Eugênia Gorski - e me interessei pelo budismo - eu e a Manuela vamos começar a freqüentar o Centro de Estudos Budistas Bodisattva do Menino Deus - e pela yoga - que eu não vou fazer por causa da grana.
[27 anos] Porque o guia Sérgio Euclides me apresentou o Joseph Campbell, descobri a filosofia oriental (cujos princípios básicos são que corpo e espírito são uma coisa só e que o homem e o restante das coisas são um organismo só), o generalismo em oposição ao especialismo, intensifiquei o interesse e a busca pela harmonia, comecei a fazer shiatsu - com a guia Eugênia Gorski - e me interessei pelo budismo - eu e a Manuela vamos começar a freqüentar o Centro de Estudos Budistas Bodisattva do Menino Deus - e pela yoga - que eu não vou fazer por causa da grana.
A música da trilha sonora do Miopia vai entrar numa coletânea predominantemente instrumental que o Alexandre Gomes - do selo de pós-rock e música experimental fuzzynebulæ - está organizando com bandas que ele acha bacana (no caso da Blanched, como ela não tem como gravar material inédito, ofereci o Sol escarrado de cinza). O lançamento está previsto para o segundo trimestre do ano que vem. Bandas que já sinalizaram positivamente:
» Darkjazz (a continuação do Supralux)
» Sensorial Estéreo
» Lavajato
» Stellar
» Soul Orfrequency?
» Lunåsigh (o próprio Alexandre Gomes)
» Animinimal
» Darkjazz (a continuação do Supralux)
» Sensorial Estéreo
» Lavajato
» Stellar
» Soul Orfrequency?
» Lunåsigh (o próprio Alexandre Gomes)
» Animinimal
3. O que dos jornais realmente interessa saber para a vida? Por que você se interessa por assuntos descartáveis? Não seria apenas um passatempo? Nascer é doloroso, mas se nasce para a VIDA. Você já nasceu? Já foi em busca da sua própria aventura para mergulhar no profundo mistério de si mesmo e de todas as coisas? Qual é o caminho que você está percorrendo agora? Há quanto tempo você não se sente num salto do seu crescimento, em busca da harmonia?
2. "Há um motivo padrão do conto folclórico chamado 'A coisa proibida'. Lembra-se do Barba Azul, que diz à mulher: 'Não abra aquele armário'? E aí sempre há alguém que desobedece. Na história do Velho Testamento, Deus aponta para a coisa proibida. Ora, Deus com certeza sabia muito bem que o homem ia comer o fruto proibido. Mas só procedendo assim é que o homem poderia se tornar o iniciador de sua própria vida. A vida, na realidade, começou com aquele ato de desobediência." (CAMPBELL)
1. "Há uma história maravilhosa sobre o deus da Identidade, que disse 'Eu sou'. E, assim que disse 'Eu sou', teve medo. Porque passou a ser uma entidade, no tempo. Então pensou: 'De que eu poderia ter medo, se sou a única coisa que existe?' E assim que o disse, sentiu-se solitário, e quis que houvesse outro, ali, e então sentiu desejo. Aí cindiu-se, dividiu-se em dois, tornou-se macho e fêmea, e originou-se o mundo. Medo é a primeira experiência do feto no útero. (...) O primeiro estágio, . . . sem nenhuma consciência do 'eu' ou de ser. Então, imediatamente antes do nascimento, começa o ritmo do útero e aí surge o terror! Medo é a primeira coisa, a coisa que diz 'eu'. Então advém o terrível estágio de nascer, a difícil passagem através do canal do nascimento, e então... meu Deus, a luz! Você pode imaginar isso? Não é desconcertante que isso repita exatamente o que o mito narra - que a Identidade disse 'Eu sou', e imediatamente sentiu medo? E aí, quando se deu conta de que estava só, sentiu desejo de outro e se tornou dois. É a irrupção, no mundo, da luz e dos pares de opostos." (CAMPBELL)
quinta-feira, 18 de novembro de 2004
SCHOPENHAUER, Arthur. A arte de ter razão - em 38 estratagemas.
Consegui oito na internet.
1. A extensão: "projetar" a afirmação do oponente para além dos seus limites naturais, interpretando-a da forma mais genérica possível, tomando-a no sentido mais lato possível ou exagerando-a; inversamente, reduzir a sua própria afirmação, da forma mais restrita possível (quanto mais uma afirmação se torna "geral", mais ficará desprotegida face a ataques). Exemplo: "A Inglaterra é a primeira nação em arte dramática." Réplica: "É sabido que têm pouco valor em música e, portanto, também na ópera." E a contra-réplica: "A música não integra a arte dramática, dado que esta respeita exclusivamente à tragédia e à comédia."
2. Recorrer à homonímia para alargar o âmbito da afirmação a algo que, para além de uma palavra em comum, não tenha efetivamente nada a ver com o tema em debate. De seguida, refutar de forma luminosa, dando assim o ar de ter conseguido refutar por completo a afirmação do adversário. Exemplo: "Você não se iniciou ainda nos mistérios da filosofia Kantiana." Réplica: "Esse assunto dos mistérios não me interessa nada."
3. Tomar a afirmação que fora colocada de uma forma relativa como se o tivesse sido de forma genérica, ou, pelo menos, concebê-la num contexto completamente diferente e refutá-la então nesse âmbito. Exemplo: Num debate sobre filosofia, defendo a posição de uma dada corrente filósofa, ao mesmo tempo que, falando de Hegel, afirmo que o que ele escreveu não tem valor. O meu oponente não procura refutar a minha tese, limitando-se a dizer que também os filósofos que eu defendi escreveram muitas coisas sem valor. Embora reconhecendo tal, defenderia que a minha afirmação não tinha implícito um elogio às suas qualidades de escritores, mas enquanto homens, pelos seus atos, de um ponto de vista prático (enquanto que de Hegel apenas se podia falar de "qualidades" teóricas!).
4. Quando pretendemos alcançar uma determinada conclusão, não devemos deixá-la prever pelo adversário, mas ir conseguindo, gradualmente, de forma "discreta", que o oponente vá admitindo as suas premissas ao longo do debate... até ao seu "convencimento total".
5. Para demonstrar a nossa tese, podemos igualmente ter de utilizar falsas premissas (considerando que, no final, "a verdade" pode acabar por delas decorrer).
6. "Camuflar" o postulado que queremos provar sob a forma de outro nome (por exemplo, "boa reputação", em vez de "honra"; "virtude", em lugar de "virgindade") ; ou alterando o conceito ("animais de sangue quente", em vez de "vertebrados"); ou admitindo como verdade geral o que é contestado a nível individual ou particular (por exemplo, da contestação da "certeza da medicina" por via da incerteza inerente a todo e qualquer ser humano).
8. Chega-se ao ponto de provocar a fúria do adversário (dizendo dele uma clara e óbvia injustiça ou provocando-o), dado que, em tal estado psicológico, dificilmente terá o discernimento e a capacidade de desenvolver julgamentos corretos.
Consegui oito na internet.
1. A extensão: "projetar" a afirmação do oponente para além dos seus limites naturais, interpretando-a da forma mais genérica possível, tomando-a no sentido mais lato possível ou exagerando-a; inversamente, reduzir a sua própria afirmação, da forma mais restrita possível (quanto mais uma afirmação se torna "geral", mais ficará desprotegida face a ataques). Exemplo: "A Inglaterra é a primeira nação em arte dramática." Réplica: "É sabido que têm pouco valor em música e, portanto, também na ópera." E a contra-réplica: "A música não integra a arte dramática, dado que esta respeita exclusivamente à tragédia e à comédia."
2. Recorrer à homonímia para alargar o âmbito da afirmação a algo que, para além de uma palavra em comum, não tenha efetivamente nada a ver com o tema em debate. De seguida, refutar de forma luminosa, dando assim o ar de ter conseguido refutar por completo a afirmação do adversário. Exemplo: "Você não se iniciou ainda nos mistérios da filosofia Kantiana." Réplica: "Esse assunto dos mistérios não me interessa nada."
3. Tomar a afirmação que fora colocada de uma forma relativa como se o tivesse sido de forma genérica, ou, pelo menos, concebê-la num contexto completamente diferente e refutá-la então nesse âmbito. Exemplo: Num debate sobre filosofia, defendo a posição de uma dada corrente filósofa, ao mesmo tempo que, falando de Hegel, afirmo que o que ele escreveu não tem valor. O meu oponente não procura refutar a minha tese, limitando-se a dizer que também os filósofos que eu defendi escreveram muitas coisas sem valor. Embora reconhecendo tal, defenderia que a minha afirmação não tinha implícito um elogio às suas qualidades de escritores, mas enquanto homens, pelos seus atos, de um ponto de vista prático (enquanto que de Hegel apenas se podia falar de "qualidades" teóricas!).
4. Quando pretendemos alcançar uma determinada conclusão, não devemos deixá-la prever pelo adversário, mas ir conseguindo, gradualmente, de forma "discreta", que o oponente vá admitindo as suas premissas ao longo do debate... até ao seu "convencimento total".
5. Para demonstrar a nossa tese, podemos igualmente ter de utilizar falsas premissas (considerando que, no final, "a verdade" pode acabar por delas decorrer).
6. "Camuflar" o postulado que queremos provar sob a forma de outro nome (por exemplo, "boa reputação", em vez de "honra"; "virtude", em lugar de "virgindade") ; ou alterando o conceito ("animais de sangue quente", em vez de "vertebrados"); ou admitindo como verdade geral o que é contestado a nível individual ou particular (por exemplo, da contestação da "certeza da medicina" por via da incerteza inerente a todo e qualquer ser humano).
8. Chega-se ao ponto de provocar a fúria do adversário (dizendo dele uma clara e óbvia injustiça ou provocando-o), dado que, em tal estado psicológico, dificilmente terá o discernimento e a capacidade de desenvolver julgamentos corretos.
Superstar (The Carpenters, Sonic Youth) é a música mais bonita do mundo. Outra, a God Only Knows (Beach Boys), considerada pela maioria a mais bonita, está entrando em várias trilhas sonoras: Love Actually, My Life Without Me e Boogie Nights, entre as que eu me lembro.
Blanched "Blanched Toca Angelopoulos" (Independent) * cd-r * US$ 7,00 > post-rock, experimental
The third Blanched EP is very surprising. Very different since their first formation, in 2001, the group left the keyboards and embraced post-rock. The voice is used as an instrument and the music is very modern, in the vein of post-Mogwai groups as Explosions in the Sky and Mono. Climates are perfect, precisely mixing quiet moments and exploding crescendos.
Listen: Triste dos que procuram dentro de si respostas porque lá só há espera
Listen: Hoje Eu Tou Melhor
[(CTRL+C)+(CTRL+V)].peligro
V/A "Song of the Silent Land" (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Nunca escondi minha predileção pelo selo canadense Constellation. Desde que se iniciou a segunda fase do 4 Hearts in a Can, comentei religiosamente todo o catálogo da gravadora, já a partir do primeiro número, com Yanqui U.X.O., do Godspeed You! Black Emperor. O selo é sustentado por seguidores fiéis, que cegamente compram todo lançamento sem nem ao menos ouvir uma amostra. É uma relação de confiança e amizade, não algo comercial. É um negócio, claro, mas não só isso. A Constellation não abre exceções, não cede a pressões externas, não deixa ninguém meter a colher. Criaram um manifesto e o seguem a risca. É a nova música canadense, sem concessões. O selo carrega o estigma de ser apenas acessório de sua mais bem sucedida cria, mas Songs of the Silent Land mostra a Constellation muito mais do que o quintal do GY!BE. Trazendo canções raras, inéditas e exclusivas, a coletânea é um retrato de uma reunião de família, onde se pode ver o passado, presente e futuro num único momento. Essencial.
1 The Sky Lay Still Vajagic, Elizabeth Anka 6:22
2 Winter Hymn Winter Hymn Winter Hymn Do Make Say Think 4:54
3 Wool Fever Dub Exhaust 3:05
4 (Re)view from the Ground [Remix] Hangedup 4:30
5 Toyte Goyes in Shineln Black Ox Orkestar 3:44
6 This Machine [#] Sackville 4:57
7 Iron Bridge to Thunder Bay [#] Silver Mt. Zion 8:12
8 String of Lights Sofa 5:33
9 Dreaming (, , , Again) Polmo Polpo 4:50
10 Slippage [#] Re: 3:25
11 Tres Tres "Avant" Fly Pan Am, Tim Hecker, Christof Migone 5:10
12 Fair Warning 1-Speed Bike 5:03
13 See My Film [#] Frankie Sparo 3:57
14 Outro [live] Godspeed You! Black Emperor 7:33
Do Make Say Think "Winter Hymn Country Hymn Secret Hymn" (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Vivendo à sombra do Godspeed You! Black Emperor e seus projetos, a banda canadense Do Make Say Think tem talento de sobra para brilhar por conta própria. Winter Hymn é o quarto álbum do grupo e indiscutivelmente o melhor até agora. As melodias são detalhistas e sombrias, as composições incrivelmente complexas e não-lineares e a execução precisa e energética. Ao mesmo tempo, as guitarras soam delicadas enquanto confrontam grooves de baixo distorcidos. A idéia dos hinos presente no título é levada ao extremo, criando micro sinfonias ora excitantes, ora solenes, mas nunca menos que grandiloqüentes. O sexteto faz excelente proveito de seus instrumentos de sopro, indo do improviso do jazz à composição erudita moderna num piscar de olhos. Apesar da sua essência predominantemente orgânica, o Do Make Say Think não tem receios de dispor sintetizadores e outros recursos eletrônicos em seu leque de opções, ganhando em ousadia e experimentação e trazendo uma surpresa a cada minuto. Extraordinário.
Silver Mt. Zion Memorial Orchestra, The & Tra-la-la Band with Choir "This Is Our Punk-Rock, Thee Rusted Satellites Gather +Sing," (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Em seu terceiro álbum, o Silver Mt. Zion enterra no passado o estigma de ser apenas mais um projeto paralelo do Godspeed You! Black Emperor. Dessa vez não mudaram de nome, mas ganhamos um complementar "With Choir". É a grande pista para decifrar This Is Our Punk-Rock. O coral amador formado por cerca de 20 amigos da banda é somente o pano de fundo para o guitarrista Efrim Menuck soltar a voz. Um grupo de pessoas de opinião política tão forte, apesar de recluso e conseqüentemente silencioso, acabaria cedo ou tarde mostrando o que tem a dizer. Aqui temos tópicos que vão desde a supremacia das empresas multinacionais, passando pelo imperialismo ocidental até vigilância militar na América do Sul e Oriente Médio. Nada é gratuito ou mastigado, mas dito de maneira a nos fazer refletir. Os complexos arranjos ganharam consistência graças à presença marcante do discurso, contrastando delicadamente com a rusticidade do coro ao ecoar de Glenn Branca a Pink Floyd. Ah, se todo punk-rock fosse assim.
E a Blanched subiu duas posições no ranking deles de discos nacionais mais vendidos.
01. Hurtmold "Mestro" (Submarine)
02. Blue Afternoon "Folxploitation" (Bizarre)
03. M. Takara "M. Takara" (Submarine)
04. Nancy "Lixorama" (Independente)
05. Blanched "Blanched toca Angelopoulos" (Independente)
06. Diagonal "Model to Deceive" (Highlight Sounds)
07. Lunåsigh "Lunåsigh EP" (Fuzzy Nebulae)
08. Grenade "Grenade" (Slag)
09. Hurtmold / Eternals "s/t" (Submarine)
10. Hurtmold "Cozido" (Submarine)
V/A "Song of the Silent Land" (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Nunca escondi minha predileção pelo selo canadense Constellation. Desde que se iniciou a segunda fase do 4 Hearts in a Can, comentei religiosamente todo o catálogo da gravadora, já a partir do primeiro número, com Yanqui U.X.O., do Godspeed You! Black Emperor. O selo é sustentado por seguidores fiéis, que cegamente compram todo lançamento sem nem ao menos ouvir uma amostra. É uma relação de confiança e amizade, não algo comercial. É um negócio, claro, mas não só isso. A Constellation não abre exceções, não cede a pressões externas, não deixa ninguém meter a colher. Criaram um manifesto e o seguem a risca. É a nova música canadense, sem concessões. O selo carrega o estigma de ser apenas acessório de sua mais bem sucedida cria, mas Songs of the Silent Land mostra a Constellation muito mais do que o quintal do GY!BE. Trazendo canções raras, inéditas e exclusivas, a coletânea é um retrato de uma reunião de família, onde se pode ver o passado, presente e futuro num único momento. Essencial.
1 The Sky Lay Still Vajagic, Elizabeth Anka 6:22
2 Winter Hymn Winter Hymn Winter Hymn Do Make Say Think 4:54
3 Wool Fever Dub Exhaust 3:05
4 (Re)view from the Ground [Remix] Hangedup 4:30
5 Toyte Goyes in Shineln Black Ox Orkestar 3:44
6 This Machine [#] Sackville 4:57
7 Iron Bridge to Thunder Bay [#] Silver Mt. Zion 8:12
8 String of Lights Sofa 5:33
9 Dreaming (, , , Again) Polmo Polpo 4:50
10 Slippage [#] Re: 3:25
11 Tres Tres "Avant" Fly Pan Am, Tim Hecker, Christof Migone 5:10
12 Fair Warning 1-Speed Bike 5:03
13 See My Film [#] Frankie Sparo 3:57
14 Outro [live] Godspeed You! Black Emperor 7:33
Do Make Say Think "Winter Hymn Country Hymn Secret Hymn" (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Vivendo à sombra do Godspeed You! Black Emperor e seus projetos, a banda canadense Do Make Say Think tem talento de sobra para brilhar por conta própria. Winter Hymn é o quarto álbum do grupo e indiscutivelmente o melhor até agora. As melodias são detalhistas e sombrias, as composições incrivelmente complexas e não-lineares e a execução precisa e energética. Ao mesmo tempo, as guitarras soam delicadas enquanto confrontam grooves de baixo distorcidos. A idéia dos hinos presente no título é levada ao extremo, criando micro sinfonias ora excitantes, ora solenes, mas nunca menos que grandiloqüentes. O sexteto faz excelente proveito de seus instrumentos de sopro, indo do improviso do jazz à composição erudita moderna num piscar de olhos. Apesar da sua essência predominantemente orgânica, o Do Make Say Think não tem receios de dispor sintetizadores e outros recursos eletrônicos em seu leque de opções, ganhando em ousadia e experimentação e trazendo uma surpresa a cada minuto. Extraordinário.
Silver Mt. Zion Memorial Orchestra, The & Tra-la-la Band with Choir "This Is Our Punk-Rock, Thee Rusted Satellites Gather +Sing," (Constellation) * cd imp * R$ 35,00
Em seu terceiro álbum, o Silver Mt. Zion enterra no passado o estigma de ser apenas mais um projeto paralelo do Godspeed You! Black Emperor. Dessa vez não mudaram de nome, mas ganhamos um complementar "With Choir". É a grande pista para decifrar This Is Our Punk-Rock. O coral amador formado por cerca de 20 amigos da banda é somente o pano de fundo para o guitarrista Efrim Menuck soltar a voz. Um grupo de pessoas de opinião política tão forte, apesar de recluso e conseqüentemente silencioso, acabaria cedo ou tarde mostrando o que tem a dizer. Aqui temos tópicos que vão desde a supremacia das empresas multinacionais, passando pelo imperialismo ocidental até vigilância militar na América do Sul e Oriente Médio. Nada é gratuito ou mastigado, mas dito de maneira a nos fazer refletir. Os complexos arranjos ganharam consistência graças à presença marcante do discurso, contrastando delicadamente com a rusticidade do coro ao ecoar de Glenn Branca a Pink Floyd. Ah, se todo punk-rock fosse assim.
E a Blanched subiu duas posições no ranking deles de discos nacionais mais vendidos.
01. Hurtmold "Mestro" (Submarine)
02. Blue Afternoon "Folxploitation" (Bizarre)
03. M. Takara "M. Takara" (Submarine)
04. Nancy "Lixorama" (Independente)
05. Blanched "Blanched toca Angelopoulos" (Independente)
06. Diagonal "Model to Deceive" (Highlight Sounds)
07. Lunåsigh "Lunåsigh EP" (Fuzzy Nebulae)
08. Grenade "Grenade" (Slag)
09. Hurtmold / Eternals "s/t" (Submarine)
10. Hurtmold "Cozido" (Submarine)
My Life With The Fearless Freaks, o documentário dos Flaming Lips, vai ser dirigido pelo amigo da banda Bradley Beesley e sai em DVD no dia 23 de março. Em 25 de janeiro, sai reedição do primeiro disco das punks inglesas Slits, Cut (1969), pela Koch Records - gravadora do baterista da Blanched.
quarta-feira, 17 de novembro de 2004
terça-feira, 16 de novembro de 2004
Blanched
últimos shows
antes de 2006
5/12 SL
6/01 PA
a confirmar
últimos shows
antes de 2006
5/12 SL
6/01 PA
a confirmar
"Escritores com bloqueio que ficam sentados esperando pela inspiração, com esperança de algum insight, estão condenados eternamente à estagnação. A cura? Simplesmente começar a escrever. Não importa se algo bom, ruim, indiferente. Apenas coloque palavras no papel." (WALTER, Richard. Screenwriting.) Obrigado, Laís.
Vi na MTV uma modelo falando que parou na 7ª série, mas que continua "lendo os jornais para se manter informada"... O jornalismo é uma indústria calcada numa criação de necessidade (produto) tão antiga, que hoje a necessidade já é costume, ou seja, inquestionável pelos super-chimpanzés. Quase todo mundo lê jornal; quase ninguém lê livro.
"Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas práticos do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você era estimulado a ter em se dedicar à vida interior, no aprender, e onde não se misturava com a magnífica herança humana que recebemos de Platão, o Buda, Goethe e outros, que falam de valores eternos e que dão o real sentido à vida.
"As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido suprimidas, em prol de uma educação concorde com uma sociedade industrial, onde o máximo que se exige é a disciplina para um mercado de trabalho mecanicista, toda uma tradição de informação mitológica do ocidente se perdeu. Muitas histórias se conservavam na mente das pessoas, dando uma certa perspectiva naquilo que aconteciam em suas vidas. Com a perda disso, por causa dos valores pragmáticos de nossa sociedade industrial, perdemos efetivamente algo, porque não possuímos nada para por no lugar. Essas informações, provenientes de tempos antigos, têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram civilizações e formaram religiões através dos séculos, e têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares de nossa travessia pela vida, e se você não souber o que dizem os sinais deixados por outros ao longo do caminho, terá de produzi-los por conta própria." (Joseph Campbell)
"A maior parte das novidades não fala ao nosso espírito. É a mais mofada das repetições. (...) Que importância têm elas, mesmo no caso de o planeta explodir, se não há um grão de caráter envolvido na explosão? (...) Não leiamos os Diários. Leiamos as eternidades." (Henry Thoreau)
"Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas práticos do momento. Antigamente, o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você era estimulado a ter em se dedicar à vida interior, no aprender, e onde não se misturava com a magnífica herança humana que recebemos de Platão, o Buda, Goethe e outros, que falam de valores eternos e que dão o real sentido à vida.
"As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido suprimidas, em prol de uma educação concorde com uma sociedade industrial, onde o máximo que se exige é a disciplina para um mercado de trabalho mecanicista, toda uma tradição de informação mitológica do ocidente se perdeu. Muitas histórias se conservavam na mente das pessoas, dando uma certa perspectiva naquilo que aconteciam em suas vidas. Com a perda disso, por causa dos valores pragmáticos de nossa sociedade industrial, perdemos efetivamente algo, porque não possuímos nada para por no lugar. Essas informações, provenientes de tempos antigos, têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram civilizações e formaram religiões através dos séculos, e têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares de nossa travessia pela vida, e se você não souber o que dizem os sinais deixados por outros ao longo do caminho, terá de produzi-los por conta própria." (Joseph Campbell)
"A maior parte das novidades não fala ao nosso espírito. É a mais mofada das repetições. (...) Que importância têm elas, mesmo no caso de o planeta explodir, se não há um grão de caráter envolvido na explosão? (...) Não leiamos os Diários. Leiamos as eternidades." (Henry Thoreau)
"(...) '(...) O objetivo último da busca não será nem evasão nem êxtase, para si mesmo, mas a conquista da sabedoria e do poder para servir aos outros.' Uma das muitas distinções entre a celebridade e o herói, ele [Campbell] dizia, é que um vive apenas para si, enquanto o outro age para redimir a sociedade." (MOYERS)
" . . . o casamento não é senão o reconhecimento da identidade espiritual. É diferente de um caso de amor, nao tem nada a ver com isso. É outro plano mitológico de experiência. Quando as pessoas se casam porque pensam que se trata de um caso de amor duradouro, divorciam-se logo, porque todos os casos de amor terminam em decepção. Mas o matrimônio é o reconhecimento de uma identidade espiritual. Se levamos uma vida adequada, se a nossa mente manifesta as qualidades certas em relação à pessoa do sexo oposto, encontramos a nossa contraparte masculina ou feminina adequada. Mas se nos deixarmos distrair por certos interesses sensuais, iremos desposar a pessoa errada. Desposando a pessoa certa, reconstruímos a imagem do Deus encarnado, e isso é que é o casamento. (...) Se o casamento não é de magna prioridade em suas vidas, vocês não estão casados. O casamento significa os dois que são um, os dois que se tornam uma só carne. Se o casamento dura o suficiente, e se você se amolda constantemente a ele, em vez de ceder a caprichos pessoais, você chega a se dar conta de que isso é verdade - os dois realmente são um. (...) Casamento é uma relação. Quando vocês se sacrificam no casamento, o sacrifício não é feito em nome de um ou de outro, mas em nome da unidade na relação. (...) Você deixa de ser aquele um, solitário; sua identidade passa a estar na relação. O casamento não é um simples caso de amor, é uma provação, e a provação é o sacrifício do ego em benefício da relação por meio da qual dois se tornam um." (CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. Com Bill Moyers. 1988.)
sexta-feira, 12 de novembro de 2004
quinta-feira, 11 de novembro de 2004
"Em vez de fundamentos, utilizamos as autoridades, segundo os conhecimentos do adversário. Diz Sêneca: Unuscuiusque mavult credere quam judicare ('qualquer um prefere crer a julgar por si mesmo'). Portanto, o jogo nos é mais fácil quando temos uma autoridade respeitada pelo adversário. E para este haverá tanto mais autoridades válidas quanto mais limitados sejam seus conhecimentos e suas capacidades. Se estas capacidades são de primeira ordem, haverá para ele muito poucas autoridades, ou quase nenhuma. Quanto muito, ele respeitará a autoridade de pessoas competentes numa ciência, arte ou profissão que para ele sejam pouco conhecidas ou de todo ignoradas; e mesmo assim com desconfiança. Em contrapartida, as pessoas comuns têm profundo respeito ante os especialistas de todo gênero. Ignoram que quem faz de um assunto sua profissão não ama o assunto em si, e sim o lucro que ele lhe dá; e que aquele que ensina um assunto raras vezes o conhece a fundo, porque àquele que o estuda a fundo não resta, em geral, tempo para dedicar-se ao ensino. No entanto, para o Vulgus há muitas autoridades que gozam de seu respeito; portanto, se não encontramos nenhuma autoridade adequada, podemos apelar a uma aparentemente adequada, ou citamos o que alguém disse com outro sentido ou num contexto diferente. E são as autoridades que o adversário não entende aquelas que, geralmente, mais efeito obtêm." (SCHOPENHAUER, Arthur. Como vencer um debate sem precisar ter razão.)
Estamos sondando em fazer no dia 27 de dezembro o primeiro show da Blanched em Porto Alegre desde o lançamento do Blanched Toca Angelopoulos, e o último antes de 2006, pois o Leonardo e a Priscila vão passar um tempo em países do Primeiro Mundo. Desta vez eu vou me segurar e não vou dizer o nome do bar, ainda.
quarta-feira, 10 de novembro de 2004
O Trent Reznor avisou que o lançamento do sucessor de The Fragile (1999) vai atrasar mais um pouco: deve sair em março de 2005. O homem-Nine Inch Nails disse também que o título do álbum não vai ser mais aquele, porque durante a gravação as músicas foram tomando uma cara diferente do que ele imaginava. Ainda bem, porque o nome era horrível.
terça-feira, 9 de novembro de 2004
42 votos 06/11/2004 5:20 AM
NACIONAL
4 votos
Blanched - Blanched toca Angelopoulos
Wander Wildner - Paraquedas de Coração
Mombojó - Nadadenovo
3 votos
Cachorro Grande - As próximas horas serão muito boas
2 votos
Ira! - Acústico MTV
Zé do Bêlo acústico
Wado - A Farsa do Samba Nublado
Wonkavision
Deus e o Diabo - Também Morrem Os Verões
1 voto
Violins
Ney Matogrosso & Pedro Luis e A Parede - Vagabundo
Grenade
Bebel Gilberto
Gram
Screams of Life - No descompasso do transe retalhos do meu silêncio
Astronautas - Electro-Cidade
Ruído/milimetro - série cinza
Os Ambervisions - Bons momentos não morrem jamais
Hurtmold - Mestro
NACIONAL
4 votos
Blanched - Blanched toca Angelopoulos
Wander Wildner - Paraquedas de Coração
Mombojó - Nadadenovo
3 votos
Cachorro Grande - As próximas horas serão muito boas
2 votos
Ira! - Acústico MTV
Zé do Bêlo acústico
Wado - A Farsa do Samba Nublado
Wonkavision
Deus e o Diabo - Também Morrem Os Verões
1 voto
Violins
Ney Matogrosso & Pedro Luis e A Parede - Vagabundo
Grenade
Bebel Gilberto
Gram
Screams of Life - No descompasso do transe retalhos do meu silêncio
Astronautas - Electro-Cidade
Ruído/milimetro - série cinza
Os Ambervisions - Bons momentos não morrem jamais
Hurtmold - Mestro
" . . . a separação que os padres da igreja fizeram entre matéria e espírito, entre dinamismo da vida e o reino do espírito, entre a graça natural e a graça sobrenatural, na verdade castrou a natureza. (...) Natureza e espírito anseiam por se encontrar uma ou outro, numa atitude holística." (CAMPBELL)
"O tema da história do Graal diz que a terra está devastada, e só quando o Graal for reencontrado poderá haver a cura da terra. E o que caracteriza a terra devastada? É a terra em que todos vivem uma vida inautêntica, fazendo o que os outros fazem, fazendo o que são mandados fazer, desprovidos de coragem para uma vida própria. Esquecem-se que são seres únicos, cada indivíduo sendo uma pessoa diferente das demais. A beleza de uma terra rica está exatamente na convivência dos diferentes, não na mistura deles. Se temos um lugar ou uma era em que todos se alienam e fazem a mesma coisa, temos a terra devastada: 'Em toda a minha vida nunca fiz o que queria, sempre fiz o que me mandaram fazer.'" (CAMPBELL)
"A mente racional, analítica, o lado esquerdo do cérebro se ocupa do sentido, da razão das coisas. Qual é o sentido de uma flor? Dizem que um dia perguntaram isso ao Buda, e ele simplesmente colheu uma flor e a deu ao seu interlocutor. Apenas um homem compreendera o que Buda queria demonstrar. Racionalmente, não fazia sentido esse gesto. Ora, mas podemos fazer a mesma pergunta para algo maior: qual é o sentido do universo? Ou qual o sentido de uma pulga? A única resposta realmente válida está exatamente ali, no existir. Qualquer formulação racional nos dá uma idéia linear da coisa, mas mata a beleza da coisa em si. Estamos tão empenhados em realizar determinados feitos, com o propósito de atingir objetivos de um outro valor, linear e longe da vibração da vida, que nos esquecemos de que o valor genuíno, o prodígio de estar vivo, é o que de fato conta. É por isso que as grandes questões filosóficas, embora sejam de fundamental importância para todos, acabam sendo a preocupação de apenas uma ínfima minoria da população." (CAMPBELL, Joseph. O poder do mito.)
"Donaldo Schüller, Carlos Urbim e o artista Danúbio Gonçalves foram alguns dos homenageados na noite de ontem com o Prêmio O Sul, Nacional e os Livros, no concorrido jantar em que receberam as direções da Rede Pampa, do grupo Nacional, da Câmara do Livro e da Secretária Estadual de Cultura." (Gasparotto) E a capa do O Sul de hoje é a foto de todos os premiados. Eu e a minha esposa sentamos à mesa com o ato ato Rebelatto é um chato e com o muito simpático Armindo Trevisan. E com um italiano e um uruguaio naturalizado português que conversaram em italiano o tempo inteiro. Na janta teve caviar e os famosos múltiplos talheres e copos. E eu vi o Donaldo Schüller, que traduziu os James Joyce, o que é de certa forma algo mágico. Obrigado mais uma vez ao Rubem Appel e ao Carlos Appel. E um abraço para o Carpinejar. E mais beijos para a Manu que neste momento está com muito mais sono ainda do que eu.
segunda-feira, 8 de novembro de 2004
Prezado Douglas,
Acusamos o recebimento de seu e-mail e agradecemos
sua participação em nossa programação.
Informamos que a Série "O Poder do Mito", não é uma produção da TV Cultura. Assim, por envolver direitos autorais, não temos autorização para fornecer cópia dos episódios.
Sua sugestão de reprise já foi cadastrada e encaminhada para o departamento responsável.
Gostaríamos de lembrar que para manter-se informado sobre
nossa programação, você deve consultar sempre nosso site:
www.tvcultura.com.br .
Atenciosamente,
Serviço de Atendimento ao Telespectador
TV Cultura - São Paulo
Acusamos o recebimento de seu e-mail e agradecemos
sua participação em nossa programação.
Informamos que a Série "O Poder do Mito", não é uma produção da TV Cultura. Assim, por envolver direitos autorais, não temos autorização para fornecer cópia dos episódios.
Sua sugestão de reprise já foi cadastrada e encaminhada para o departamento responsável.
Gostaríamos de lembrar que para manter-se informado sobre
nossa programação, você deve consultar sempre nosso site:
www.tvcultura.com.br .
Atenciosamente,
Serviço de Atendimento ao Telespectador
TV Cultura - São Paulo
Ambivalência: o Douglas Dickel e o Muriel Paraboni recebemos o Prêmio O Sul, Nacional e os livros de Autor Revelação em 2004, na 50ª Feira do Livro de Porto Alegre. A cerimônia de entrega vai ser hoje, às 21h, no Leopoldina Juvenil. O resultado saiu no O Sul de ontem e no domingo que vem sai reportagem sobre o evento. A nossa editora, Movimento, também foi premiada.
sexta-feira, 5 de novembro de 2004
Como de costume esporádico, Felipe Dreher:
::: u m a j a n e l a a r r o m b a d a n o p a r a í s o
((((((((((( ou esquecendo o ex-traguismo ))))))))))
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso ficar ao sol no jardim com os outros pacientes da clínica. mas não gosto de sol. então, não vou. posso muito. dançar sobre seringas no refeitório. rolar sobre as máquinas de eletrochóque no porão / escuro até a máquina ser ligada, aí uma luz vermelha percorre o corpo dos que viajam nela, uma luz verde nas suas cabeças. posso beber o soro dos que vegetam (super-vegetais). roubar o veneno para rato na dispensa.
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso ser poeta, lamber musgo das paredes, desenhar obcenidades no mofo, descascar a tinta plástica branca que deseja, assim como eu, fugir desse hospital acéptico.
ganhei, sim, uma cadeira de rodas. posso enrolar meu corpo com gaze ou esparadrapo e brincar de múmia. posso eu mesmo dar eletrochóques na minha cabeça e ir prájá falar com artaud sobre o teatro de artaud. agora posso ser mecânico, piloto. agora posso ser veloz. brincar com as serras, os tornos, os martelos, as máquinas da oficina.
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso viajar no tempo. agora posso morrer mais rápido. ah. como estou feliz com meu novo brinquedo.
::: u m a j a n e l a a r r o m b a d a n o p a r a í s o
((((((((((( ou esquecendo o ex-traguismo ))))))))))
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso ficar ao sol no jardim com os outros pacientes da clínica. mas não gosto de sol. então, não vou. posso muito. dançar sobre seringas no refeitório. rolar sobre as máquinas de eletrochóque no porão / escuro até a máquina ser ligada, aí uma luz vermelha percorre o corpo dos que viajam nela, uma luz verde nas suas cabeças. posso beber o soro dos que vegetam (super-vegetais). roubar o veneno para rato na dispensa.
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso ser poeta, lamber musgo das paredes, desenhar obcenidades no mofo, descascar a tinta plástica branca que deseja, assim como eu, fugir desse hospital acéptico.
ganhei, sim, uma cadeira de rodas. posso enrolar meu corpo com gaze ou esparadrapo e brincar de múmia. posso eu mesmo dar eletrochóques na minha cabeça e ir prájá falar com artaud sobre o teatro de artaud. agora posso ser mecânico, piloto. agora posso ser veloz. brincar com as serras, os tornos, os martelos, as máquinas da oficina.
ganhei uma cadeira de rodas. agora posso viajar no tempo. agora posso morrer mais rápido. ah. como estou feliz com meu novo brinquedo.
Ontem eu estava trocando canais na televisão aberta e me deparei com uma entrevista na TV Cultura, em inglês. Era um cara com óculos de armação oitentista entrevistando um velho parecido com o Armando Nogueira, que falava coisas maravilhosas. Desconfiei que era o Joseph Campbell. E era.
Série sobre o estudo do mito nas diversas civilizações
O poder do mito, aborda detalhadamente aspectos dos mitos e religiões, desde a história primitiva até época moderna, explorando o seu desenvolvimento nas mais diferentes culturas e explicando porque a crença no sobrenatural e no mítico é extremamente importante no desenvolvimento sociológico do homem. A série é baseada em uma série de entrevistas com o professor americano Joseph Campbell (1904-1987), um dos maiores especialistas em mitologia do século, dedicou toda sua vida ao estudo dos mitos das mais diversas civilizações.
O quarto episódio é Sacrifício e Felicidade. Neste episódio, Campbell examina o papel do sacrifício do mito, que simboliza a necessidade do renascimento, abordando o significado do sacrifício da mães por seu filho e do sacrifício do relacionamento do casamento. Ele enfatiza a necessidade de todos nós encontrarmos um lugar sagrado no mundo.
Série sobre o estudo do mito nas diversas civilizações
O poder do mito, aborda detalhadamente aspectos dos mitos e religiões, desde a história primitiva até época moderna, explorando o seu desenvolvimento nas mais diferentes culturas e explicando porque a crença no sobrenatural e no mítico é extremamente importante no desenvolvimento sociológico do homem. A série é baseada em uma série de entrevistas com o professor americano Joseph Campbell (1904-1987), um dos maiores especialistas em mitologia do século, dedicou toda sua vida ao estudo dos mitos das mais diversas civilizações.
O quarto episódio é Sacrifício e Felicidade. Neste episódio, Campbell examina o papel do sacrifício do mito, que simboliza a necessidade do renascimento, abordando o significado do sacrifício da mães por seu filho e do sacrifício do relacionamento do casamento. Ele enfatiza a necessidade de todos nós encontrarmos um lugar sagrado no mundo.
Assinar:
Postagens (Atom)
