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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Desde o início do Campeonato Brasileiro, no Dia das Mães, eu estava esperando o Gre-Nal do Beira-Rio para comemorar meu aniversário. Desde maio, ou antes, eu sabia que, no dia 28 de setembro, haveria o Gre-Nal do segundo turno e que, no estádio do Inter, eu faria a minha festa. Depois de três empates este ano com o Grêmio, tendo o Inter saído na frente e jogado melhor, a torcida colorada estava puta da cara e, assim, determinada a, no dia 28, ganhar o quarto Gre-Nal do ano. E foi lá o Inter e goleou o Grêmio, somando quatro vitórias consecutivas no Brasileirão. No mês do meu aniversário, foram esses 100% de aproveitamento, encerrando com os 4x1 no Grêmio. Obrigado pelo presente.

"Mário de Andrade, num manuscrito da década de 20, nunca publicado por ele, percebeu com enorme acuidade o espantoso deslocamento do campo de produção da música que estava embutido nessa nova interferência do ruído, via timbres, sobre a economia do som. (...) 'Resumindo: essa arte nova, essa quase-música do presente, se pelo seu primitivismo ainda não é música, pelo seu refinamento já não é música mais.'" (WISNIK)

domingo, 28 de setembro de 2008

Puta merda, eu vou me negar a mudar a escrita das palavras em português! Era só o que me faltava pegar uma reforma ortográfica.
Rodrigo Amarante montou uma banda com Fabrizio Moretti, o brasileiro das baquetas dos Strokes. Little Joy é o nome, e o primeiro disco sai no dia 4 de novembro pela gravadora Rough Trade - que tem em seu cast Arcade Fire, Belle & Sebastian, Jarvis Cocker, The Decemberists, Destroyer, The Fiery Furnaces, Jenny Lewis, Low, The Moldy Peaches, Sufjan Stevens, Super Furry Animals, Emiliana Torrini e os próprios Strokes. E eu que um dia fiz uma coletânea dos Los Hermanos cujo título era um placar de goleada do Camelo em cima do Amarante...

E:

"'Tokyo!' é o novo filme de Michel Gondry, Leos Carax e do coreano Bong Joon-ho. Os três diretores dirigem três episódios sobre a capital japonesa, três histórias diferentes mostrando facetas distintas da mesma cidade. Michel Gondry dirige o episódio 'Interior design', em que uma garota que viaja para a cidade com seu namorado, um aspirante a escritor, descobre pouco a pouco que suas costas estão se transformando numa cadeira de madeira. O episódio de Bong Joon-ho é 'Shaking Tokyo' e conta a história de um entregador de pizza completamente enclausurado em sua casa a onze anos e que, ao se apaixonar por uma menina, cria corgam para sair, somente para descobrir que Tóquio se separou do resto do mundo. No episódio 'Merde', Leos Carax mostra um homem que sai dos ralos da cidade. Parte da trilha é dos integrantes da Yellow Magic Orchestra, incluindo Ryuichi Sakamoto."


(Yahoo)


Pelo menos uma vantagem existe em ter um time que pode render mais: uma hora ele pode, de fato, render mais. Pelo contrário, um time que vinha fazendo milagres e que estava em seu limite, uma hora pode não mais ter tanta sorte.




(Globo.com)


Foram os 70 reais mais bem pagos por um ingresso. Comprei-o de um cambista porque demorei para comprar o meu com desconto de sócio, e sexta-feira todos os 50 mil ingressos já estavam vendidos.




(Alexandre Lops/Sport Club Internacional)


"Adeeeus, Grêmiooo; adeeeus, Grêmiooo."

terça-feira, 23 de setembro de 2008



O Grupo Espanca!, formado pela dramaturga Grace Passô (foto) e mais quatro atores mineiros (Paulo Azevedo, Samira Ávila, Gustavo Bones e Marcelo Castro), foi a melhor coisa que eu vi até agora na minha recente incursão pelas poltronas dos teatros. Eu e a Ju - que está me apresentando as artes cênicas - vimos a peça 'Amores surdos', no Teatro de Câmara, pelo Porto Alegre Em Cena, e ficamos impressionados. Infelizmente, não há nenhuma "casa" deles ainda na internet, a não ser a comunidade do grupo no orkut. O personagem em cujo colo está a Mãe, personagem de Grace em 'Amores surdos', chama-se Pequeno. E ele é tão pequeno quanto o Pequeno felino, meu gato chamado Pequeninho.
'O desvio', interessante curta baseado num ótimo conto do Antônio Xerxenesky, o Tony. Passou nas Histórias Curtas da RBS TV. E aqui uma pequena entrevista com ele. Ainda ouviremos falar mais do rapaz.


'Anagrama' selecionado para a mostra de médias e curtas do Cine Esquema Novo 2008.

- 15/10/2008, 19:00 - Sala PF Gastal - Gasômetro
- 16/10/2008, 14:00 - Santander Cultural
SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe.


Estes anos, os anos 00, a primeira década do século XXI, é a hora em que houve uma explosão das mulheres na música. A cada mês, surge um disco de uma cantora nova ou de uma integrante de banda apostando também em carreira solo. Posso listar algumas vozes femininas que estão me fisgando:

Canadá
Amy Millan (Stars) [foto, à esquerda]
Emily Haines (Metric) [foto, no centro]
Feist (Broken Social Scene) [foto, à direita]
Jenny Lewis (Rilo Kiley)
Neko Case (The New Pornographers)

Suécia
Anna Ternheim
Lykee Li

França
Charlotte Gainsbourg [inglesa radicada na França]
Émilie Simon
Keren Ann (Lady & Bird) [israelense radicada na França]
Wendy McNeill [canadense radicada na França]

Islândia
Emilíana Torrini
Kria Brekkan (Múm)

Inglaterra
Imogen Heap (Frou Frou)
Kate Nash
Lily Allen
Martina Topley-Bird (Tricky)
Sol Seppy (Sparklehorse)

EUA
Jena Malone
Joanna Newsom
Kimya Dawson (The Moldy Peaches)
Laura Veirs
Mirah (The Microphones)
Nina Nastasia
Sarah Shannon (Velocity Girl)
Scarlett Johansson
Zooey Deschanel

Escócia
KT Tunstall
Shirley Manson (Garbage)

Japão
Piana
Tujiko Noriko

Irlanda
Róisín Murphy (Moloko)

Argentina
Juana Molina

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"O Last.fm dos livros".
Aquele que cancelou a participação nas Fronteiras do Pensamento e Joshua Klein, da Pitchfork, defendem que uma banda brasileira precisa soar brasileira - e tomam como contra-exemplo a banda de pós-rock de Curitiba ruído/mm, dos amigos André Ramiro e Ricardo.

Pitchfork: A few minutes before you called, a Brazilian friend of mine messaged me to say he had just heard the best Brazilian record of the year. I gave it a listen - it was kind of this spaghetti-western space rock music - but noted that since it was instrumental and in a rock idiom, it really could have come from anywhere. Brazil, Brooklyn, Chicago...

David Byrne: So what is it?

Pitchfork: It's a band called Ruido/MM.

DB: Huh. Never heard of them!

Pitchfork: People generalize so much - American music, Brazilian music, whatever. But if I were Brazilian, my conception of Brazilian music would likely be completely different from that of someone who wasn't Brazilian.

DB: Yeah. And a lot of times people, as your friend did, pick music that you'll listen to and go, "This doesn't sound Brazilian at all to me. Why should I listen to this group that sounds like they could be from Seattle, or anywhere?" Yeah, we tend to want our Brazilian groups, or our French groups or whatever to have some kind of sound that we associate with that country.

domingo, 21 de setembro de 2008



Se fosse considerado apenas o segundo turno, o Inter estaria em terceiro lugar no campeonato. E ele já está a quatro pontos da zona da Libertadores, depois dessas três vitórias consecutivas. Quarta é meu aniversário e domingo é o Gre-Nal no Beira-Rio.
Link para mais uma colaboração do input_output/minha em sessão de improviso, desta vez com Marcelo Armani na bateria e Guilherme Darisbo na guitarra com delay. Eu toco gaita-ponto e cabo/plug/amplificador.

sábado, 20 de setembro de 2008

Tudo sobre o show do Karl Bartos, que não será mais no Opinião, e sim no Salgado Filho. E em 6 de novembro deveremos ter, se não for cancelado, R.E.M. no Estádio Zequinha.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Tenho um ingresso da KT Tunstall sobrando. Quer? Dezenove de outubro, 22h, R$ 60, bar Opinião. Faço um desconto de R$ 5, se precisar. E podemos ir juntos, hehe.
"Exemplo máximo desta nova fase é a empresa de tecnologia Google. Os escritórios espalhados no mundo inteiro atraem milhares de concorrentes a cada vaga. A grande maioria dos jovens sonha em trabalhar no ambiente descolado da empresa. Pudera, a Google dispõe de atrativos que chamam a atenção de qualquer pessoa. O investimento em qualidade de vida e bem-estar dos funcionários é quase o mesmo utilizado em novas tecnologias. A fórmula usada é simples: criar canais que motivem os colaboradores para que produzam muito mais. Na filial de Zurique (Suíça), existem escorregadores que conectam o primeiro andar com o térreo, onde há cafeteria e um ginásio. Os lanches, petiscos e refeições principais são preparados por cozinheiros contratados exclusivamente para a filial, que usam ingredientes produzidos na região, muito mais saborosos. Também há cafeteiras, cereais, iogurtes, tudo à disposição de todos. Detalhe: os vegetarianos podem pedir comida diferenciada. Os filhos dos funcionários têm trânsito livre no prédio. No ginásio é possível fazer exercícios durante o período de expediente, já que os horários de trabalho são os próprios funcionários quem definem. Além disso, existem salas de massagem, de sinuca, de jogos, de relaxamento e biblioteca tudo isso pode fazer parecer que a Google é uma "baderna", mas o que se tem visto é uma realidade muito diferente. O índice de produtividade é surpreendente e a cada ano a empresa inova, melhora e cresce." (revista Ser Essencial ABRH/RS, edição de maio/junho de 2008, nº 100)
Agora que caiu a ficha! O Edu K fala que o nome da banda DeFalla é uma homenagem ao compositor erudito espanhol Manuel De Falla (e por que seria??); NO ENTANTO, como isso seria um absurdo, conhecendo o senso de humor do Edu K e já que a banda começou pelo post-punk, é mais do que óbvio que DeFalla é um trocadilho com a banda de Manchester chamada The Fall. Ha.
Baixei o notório livro 'O corpo fala'. Embora seja escrito para leitura popular, com uma certa linguagem fanfarrona de auto-ajuda, há revelações sensacionais a respeito de sinais corporais e seus significados. Dá para se sentir o Dale Cooper "adivinhando" o que a outra pessoa não queria comunicar, mas comunicou instintivamente. Por enquanto, digito aqui os princípios da teoria de informação e percepção cinésica de Pierre Weil e Roland Tompakow (os autores do livro):

1. Os componentes simultâneos das mensagens em linguagem do corpo humano sempre
a) concordam entre si ou
b) discordam entre si.

2. É possível discernir entre
a) atitude conscientemente exteriorizada e
b) atitude consciente ou inconscientemente oculta.

3. A percepção e/ou a reação do receptor das mensagens podem ser de modo
a) consciente e/ou
b) inconsciente.

4. Na percepção consciente de mensagens corretamente avaliadas,
a) o acordo dos componentes confirma a verdade da intenção convencionalmente exteriorizada, e
b) o desacordo dos componentes revela oposição reprimida à intenção convencionalmente exteriorizada.

Comentário aleatório meu: não sei como ainda tentam negar a binariedade do universo.
Veja os seguintes trechos do livro 'O som e o sentido', do José Miguel Wisnik. Qualquer semelhança do que se fala do som com o que acontece na nossa vida não é mera coincidência.

"Sabemos que o som é onda (...). Não há som sem pausa. O tímpano auditivo entraria em espasmo. O som é presença e ausência, e está, por menos que isso apareça, permeado de silêncio. Há tantos mais silêncios quanto sons no som . . . Mas também, de maneira reversa, há sempre som dentro do silêncio: mesmo quando não ouvimos os barulhos do mundo, fechados numa cabine à prova de som, ouvimos o barulhismo do nosso próprio corpo produtor/receptor de ruídos (refiro-me à experiência de John Cage, que se tornou a seu modo um marco na música contemporânea, e que diz que, isoaldos experimentalmente de todo ruído externo, escutamos no mínimo o som grave da nossa pulsação sangüínea e o agudo do nosso sistema nervoso). O mundo se apresenta suficientemente espaçado (quanto mais nos aproximamos de suas texturas mínimas) para estar sempre vazado de vazios, e concreto de sobra para nunca deixar de provocar barulho."

"O som é o produto de uma seqüência rapidíssima (e geralmente imperceptível) de impulsões e repousos, de impulsos (que se representam pela ascensão da onda) e de quedas cíclicas desses impulsos, seguidas de sua reiteração. A sonda sonora, vista como um microcosmo, contém sempre a partida e a contrapartida do movimento, num campo praticamente sincrônico. (...) O som é, assim, o movimento em sua complementaridade, inscrita na sua forma oscilatória."

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Por volta de 1998, um ou dois anos depois de ter conhecido Pink Floyd e mudado para sempre a minha vida, eu soube que uma banda cover de colegas da Unisinos estava precisando de tecladista. O (Astronauta) Pingüim ouviu a conversa e me ofereceu um Roland JX-3P. Comprei. Por menos de cinco ensaios me tornei um tecladista cover de Pink Floyd. Depois, o mesmo sintetizador me fez fazer o primeiro show de rock (a Larissa No Penhasco, do Juba, no Gasômetro) e me levou até a Tom Bloch. E aí vieram Poliéster e Blanched...

Mas não é só por isso que o leonino Rick Wright, tecladista do Pink Floyd, foi/é especial para mim. O Pink Floyd é a minha primeira banda de rock, a minha porta de entrada, e o tecladista era o meu amigo na banda. Roger Waters é um gênio, eu me identifico com ele, mas a expressão sempre leve do Wright fazia me sentir mais conectado com ele, aquela coisa de saber que, se um dia estivéssemos frente a frente, teríamos abertura e simpatia imediata. Essa sensação começou ao vê-lo nos shows, sempre sorrindo e olhando para um dos colegas de banda, naquela comunicação satisfeita de olhar. Aprofundou-se quando ele divulgou seu segundo - e último - disco solo, 'Broken China', em 1996. Na (então) Showbizz, ele disse que por ele a banda estaria reunida, que estava a postos para uma reunião. O clímax veio com uma entrevista feita pela Bruna Lombardi, em que ele disse, entre outras coisas, que para ele o paraíso seria morar numa ilha, que "poderia ter um golfinho" (passando). Santo espírito! Nascido em 28/07/1943, Wright era, no horóscopo chinês, carneiro, "o signo mais feminino do horóscopo chinês. É integro, sincero e se emociona com facilidade. Tem tendências a ser uma pessoa gentil e compassivo e perdoa com grande facilidade, com seu coração bondoso".

Rick Wright é a segunda voz de 'Echoes', é o autor da música do Jornal Nacional ('Summer '68', cuja versão original estou ouvindo agora e é uma das melhores composições de todos os tempos), é o melhor tecladista do mundo - até porque é o único tecladista que eu considero, porque costumo não gostar de tecladistas, mas de pianistas e tocadores de sintetizador. Tecladista era ele. E o space rock não teria sido inventado sem o teclado, seu o seu teclado.

Rick morreu hoje, aos 65, de um câncer tão rápido que ninguém havia ficado sabendo da doença. (Espero que o David Gimour arrependa-se por não ter aceitado reunir a banda novamente, embora o show no Live8 tenha lavado a minha alma. Em maio ele havia começado a cogitar aceitar, já que até o teimoso Roger Waters já estava disposto, mas agora é tarde.)

Gilmour escreveu hoje: "Ninguém pode substituir Richard Wright. Ele era meu parceiro musical e meu amigo. Quando se discutia quem ou o que era o Pink Floyd, Rick era frequentemente esquecido. Ele era gentil e reservado, mas sua voz cheia de alma e seu toque cheio de alma foram vitais e mágicos componentes da maioria do reconhecível/característicos som do Pink Floyd. Eu nunca toquei com ninguém como ele. A junção das vozes minha e dele e nossa telepatia musical econtraram o primeiro fruto em 1971, com 'Echoes'. Na minha opinião todos os maiores momentos do PF aconteceram quando Rick estava a todo vapor. Afinal, sem 'Us and them' e 'The great gig in the sky', músicas que ele compôs, o que teria sido do 'The dark side of the moon'? Sem seu toque quieto, o álbum 'Wish you were here' não teria sido trabalhado. Nas nossas meia-idades, por muitas razões ele ficou um tempo perdido, mas no começo dos anos 90, com 'The division bell', sua vitalidade, seu fogo e seu humor estavam de volta, e então a reação do público a suas aparições na minha turnê em 2006 foi estrondosa. Na sua modéstia, aquilo foi uma surpresa para ele, embora não tenha sido para o resto de nós. Como Rick, eu não tenho facilidade de expressar meus sentimentos com palavras, mas eu amava ele e vou sentir muito sua falta."

Fiquei sabendo da notícia no trabalho, por e-mail enviado pelo amigo Rodrigo Souto, e lá não pude chorar, e para lá não pude ir de roupa preta. Mas agora registro todo o meu sentimento com relação a esse cara. E choro. Mais um a encontrar depois, um dia. Quem sabe.


"Quando falamos em decrescimento, falamos em sair de uma religião do crescimento ligada à economia e ao progresso. O relatório do Clube de Roma de 1972 já dizia que uma sociedade de crescimento não era sustentável. Muitos sociólogos e filósofos mostraram que ela não era nem mesmo desejada. O projeto de uma sociedade de decrescimento não é uma alternativa, e sim a libertação de uma ditadura econômica para reinventar um futuro sustentável. O consumo traz cada vez menos a felicidade. Vários indícios provam isso. Muitos estudos apontam para o aumento de suicídios e a utilização de antidepressivos. O estresse tornou-se um problema grave em nossa sociedade. Mas ao mesmo tempo somos viciados nesse estilo de vida. Necessitamos de uma terapia.

"A mensagem não é somente reduzir o excesso de consumo e os danos ecológicos, mas também reduzir a quantidade de trabalho. Não é trabalhar menos para ganhar mais. É trabalhar menos para que todos possam trabalhar e viver melhor. Assim, teremos mais tempo livre para gastar com coisas que realmente valem a pena. Escutar música, dançar, jogar, pensar ou mesmo não fazer nada. Mas, ao contrário, nós nos tornamos viciados no trabalho. Os americanos inventaram a palavra workaholic. Nós quase precisamos de um curso de desintoxicação para reaprender a viver. E, nesse ponto de vista, o decrescimento é uma arte de viver." (Economista e filósofo francês Serge Latouche, professor emérito da Faculdade de Economia da Universidade Paris XI e do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social - Iedes)

domingo, 14 de setembro de 2008



Well done. Domingo que vem é a francesa Colleen que toca com loopstations no átrio do Santander.

sábado, 13 de setembro de 2008

Sim, foi o Marcelo Camelo que arruinou Los Hermanos.

*

Fernando Meirelles teve a intenção inicial de fazer de 'Blindness' um filme "autoral", "de arte"; mas, depois de test screenings e de opiniões até de pedreiros, começou a cortar tudo o que fazia dele um filme mais intenso. 'Ensaio sobre a cegueira' é um livro completamente poético, e 'Blindness' é um filme narrativo-descritivo em conteúdo e pasteurizado em forma, tentando ir na direção do "autoral" com efeitos de foco e exploração de imagens em reflexos nos vidros. Esses truques não tiveram conexão de alma alguma com o conteúdo, atrapalhando ainda mais o resultado. O diretor, em entrevistas e no seu blog, deixou transparecer que sofre de grande insegurança e baixa auto-estima, o que o fez se importar com tantas opiniões e encaixotar o filme para que ele coubesse direitinho na estante de Hollywood, mesmo paradoxalmente ele tendo a idéia inicial de fazer algo tipo, sei lá, Paul Thomas Anderson, seu ídolo confesso no último Roda Vida, da TV Cultura. No fim das contas, não vai servir nem para Hollywood.

Lembrei-me do documentário 'Janela da alma', do João Jardim, e pensei que um diretor mais adequado para filmar o 'Ensaio' seria o Wim Wenders, mais poético e mais preocupado com as questões da visão - seja ela ocular ou espiritual. E defensor de que um filme que poderia se passar em qualquer lugar não é um bom filme. 'Blindness' se passa sei lá onde dentro dos Estados Unidos, país que já teve 'Extermínio'. 'Ensaio sobre a cegueira', o filme, na minha opinião, deveria ser falado em português de Portugal.

Não se salva nem a trilha sonora, do grupo-mineiro-Uakti. A música não conduz a cena em momento algum. Alice Braga está lá não sei por quê, porque ela não teve nada a ver com a Rapariga dos Óculos Escuros. Sobre o Cão das Lágrimas, prefiro nem comentar.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"No próximo domingo, 14 de setembro, o violinista de uma das maiores revelações do rock nos últimos tempos, a banda Arcade Fire, faz show no Átrio [do Santander Cultural], às 17h. Owen Pallet se apresenta com o baterista Leon Taheny, em um projeto essencialmente solo, intitulado Final Fantasy. O nome se deve à série de jogos Final Fantasy, da qual Owen é fã. Nesse projeto, o músico se destaca pelas apresentações ao vivo, em que toca violino conectado a um sampler controlador por pedais que fazem loops das notas anteriormente executadas. Ingressos à venda na bilheteria do Santander Cultural a R$ 10,00."
Simon Reynolds - Você queria ser DJ?

Morrissey - Quando era bem novo, quis ter esse poder - impor uma coleção pessoal de discos às pessoas nas lavanderias e nos andaimes das obras. Mas agora acho um trabalho tão terrível que, para mim, os DJs deveriam ganhar os maiores salários do país. Sentar num escritório o dia inteiro, tocando os mesmos discos - todos horríveis - de novo e de novo e de novo... Bom, não tem graça, tem? A gente nem deveria pegar no pé dessas pessoas. Devia mandar presentes a elas pelo correio.
"A Opinião Produtora informa que o show da banda Nine Inch Nails no dia 9 de outubro foi cancelado, infelizmente. Gostaríamos de pedir desculpas à imprensa, aos fãs e a todos que adquiriram ingressos para a apresentação. Sabemos que a decisão é desagradável a todos (especialmente a nós mesmos), mas não seria prudente arcarmos com o imenso prejuízo caso levássemos adiante a produção do espetáculo, já que o número de ingressos vendidos foi muito aquém de nossas expectativas. Com isso, o valor dos ingressos vendidos será devolvido no mesmo ponto de venda onde foi efetuada a compra a partir da segunda-feira, dia 15, mediante a apresentação do tíquete. Clientes que compraram pela internet serão contatados até a próxima quinta-feira, para combinarmos a devolução via depósito bancário. Colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos."
VOCÊ NÃO É PERFEITO
Elisa Correa/Vida Simples
Julho de 2008


(...) Como bons consumidores, também medimos nossos relacionamentos pela satisfação. O sociólogo inglês Anthony Giddens deu até nome para esse novo tipo de relação, "amor confluente", que substituiu a velha idéia romântica do amor exclusivo até que a morte nos separe. As relações de amor confluente duram apenas até quando - e nem um dia a mais - dura a satisfação de cada um dos envolvidos.

Enquanto Giddens vê essa mudança das relações como libertadora, Zygmunt Bauman acredita que, hoje, os relacionamentos são considerados como coisas a serem consumidas e não produzidas e, desse jeito, ficam submetidos aos mesmos critérios de avaliação de outros objetos de consumo. No livro 'The individualized society' ('A sociedade individualizada', sem edição brasileira), Bauman adverte que, se o parceiro é visto pela ótica do consumo, não é mais necessário para o casal fazer funcionar o relacionamento, garantir que ele sobreviva aos altos e baixos, fazer sacrifícios para que a união dure. Basta procurar um relacionamento novo e melhor no mercado quando o velho não der mais a satisfação esperada e o prazer prometido. (...)

Por isso, antes de sair porta afora mais uma vez, talvez seja bom refletir: se você está sempre à procura da pessoa certa, se termina um relacionamento atrás do outro e ainda sonha com a mais perfeita das criaturas, é melhor se perguntar o que anda acontecendo. Com você. Com seu jeito de estar nas relações. O psicólogo Dalmo Silveira de Souza lembra que, antes de tudo, é preciso desenvolver o autoconhecimento: "Não criar falsas expectativas sobre o que o outro pode dar e sim se responsabilizar por seu jeito de ser. Quando desenvolvo consciência do meu padrão de funcionamento, posso deixar de procurar ou depositar no outro o que é meu."

Perfeição de massa

Ver o mundo através das lentes do consumo nos faz exigir sempre o melhor, não importa se de um produto, de um relacionamento, de um emprego ou das pessoas que amamos. E, como o feitiço também vira contra o feiticeiro, de nós não exigimos menos que a excelência. A coisa é tão séria que virou fobia. Quem sofre de atelofobia tem medo da imperfeição. E também tem ansiedade crônica. Porque é difícil viver em uma sociedade onde o sofrimento, a tristeza, os defeitos e as fraquezas não são mais tolerados.

A indústria oferece soluções para qualquer tipo de problema e para todos os tipos de bolso: receitas para o sucesso nas prateleiras das livrarias; pílulas da felicidade na farmácia da esquina; o corpo dos sonhos em troca de cheques a perder de vista. Bem-vindos. Esses são os tempos da perfeição de massa, onde os defeitos são vistos como erros da natureza que podem ser corrigidos, deletados, deixados para trás. Dentes desalinhados e pés chatos, olhar estrábico e orelhas de abano, escoliose e miopia, verrugas salientes e septos desviados são coisas do passado. (...)

Aceite suas falhas

Corremos o risco de deixar de ser aquilo que somos para nos transformarmos em um corpo sem marcas, sem história, sem humores. Em mera imagem. Se não é bem essa sua intenção, experimente olhar o mundo através de lentes não viciadas em cânones ou padrões. Lentes que permitam enxergar tudo de forma sistêmica, onde não existe certo e errado nem perfeito e imperfeito. Se tudo depende do contexto e do observador, pare e olhe para você. Mas olhe profundamente. Lembre o que disse uma vez Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço: "Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro desperta."

(...) Porque pode ser nos defeitos que você insiste em esconder que se expresse sua personalidade. A imperfeição rejeitada pode ser sua marca registrada, aquela que faz com que você seja reconhecido e lembrado. Anular as imperfeições é como matar as diferenças. É como subscrever um abaixo-assinado contra o estilo, a atitude, a essência. Contra toda e qualquer idéia independente sobre beleza. (...)

***

Leitura relacionada recomendada: conto 'Sinal de nascença', do livro 'É claro que você sabe do que estou falando', da Miranda July.
O FireFriend, que teve a música 'Dubster' remixada pelo input_output, teve agora a música 'Liz' remixada pelo Stereolab. Foi o primeiro remix do Stereolab para uma banda brasileira. Parabéns, Yury Hermuche. Em breve o grupo paulistano lançará 'Safari', seu terceiro disco.
Eis um exemplo de que os artistas visuais sentem necessidade (seja por gosto próprio, seja por pressão da praxe) para acompanhar suas obras - as quais deveriam dizer tudo por si mesmas.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Vai até o dia 30 a votação para o Prêmio Dynamite. Acabei de votar em 'Neon bible' para álbum internacional, em Open Field para selo/gravadora, em FireFriend para álbum indie rock e em Mallu Magalhães para revelação.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Quem gosta do selo Open Field, que lança input_output, Hotel, Blanched, Ahlev De Bossa, Índios Eletrônicos, Colorir, Tony da Gatorra, Muep Etmo, Müvi, Nancy, Objeto Amarelo, Lulina, Pan&tone, Plato Divorak, Rohrer, Blue Afternoon, Sandro Garcia, Sebastião Estiva, Vurla, Walverdes etc., pode votar nele para o Prêmio Dynamite 2008 de Melhor Selo/Gravadora em 2007 (sic).

E:

Peligro Discos
Informativo #92
03/09/2008

== Mais Vendidos ==

Agosto

01. Battles “Mirrored” (Warp)
02. Calexico “Garden Ruin” (Quarterstick)
03. Psapp “The Only Thing I Ever Wanted” (Domino)
04. Blanched “Avalanched” (Open Field / Peligro)
05. Feu Thérèse “Feu Thérèse” (Constellation)
06. Juana Molina “Tres Cosas” (Independente)
07. Xiu Xiu “La Forêt” (5 Rue Christine)
08. Diplo “Hollertronix” (Open Field / Peligro)
09. Eric Chenaux “Dull Lights” (Constellation)
10. Silver Mt. Zion Memorial Orchestra, The & Tra-la-la Band with Choir “This Is Our Punk-Rock, Thee Rusted Satellites Gather +Sing,” (Constellation)
A Joaquim Nabuco, que vai da João Alfredo até a Lima e Silva, é a pior rua de Porto Alegre - em termos de rua para andar com o carro. Rali é eufemismo.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008



" . . . só resta esperar pelo projeto ultra-secreto que ela [Laurie Anderson] e o marido Lou Reed estão preparando. Por falar nele, Lou só não veio a Porto Alegre porque tinha um show nesta terça em Nova York." (Renato Mendonça)
Morrissey - Estou bem satisfeito com o que sou.
Simon Reynolds - Você está satisfeito com a sua insatisfação?
Morrissey - Totalmente. Não poderia ser mais feliz. Não quero que nada interfira nesse estado de insatisfação.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Arthur Dantas/Revista +Soma - Qual a festa mais lotada e os discos mais vendidos da Open Field (selo da Peligro)?

Guilherme Barrella/Selo Open Field - Na verdade, não tem um mais vendido porque nossas maiores tiragens são de apenas 100 cópias. Esse é o limite. Alguns que atingiram essa marca foram Tony da Gatorra, Nancy, Sandro Garcia, input_output, Fossil, Guab e Bonde do Rolê. (...)