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sábado, 31 de agosto de 2013
"O Um, (embora) imóvel, é mais rápido que a mente. Os deuses não conseguem alcançá-lo, (pois) ele partiu antes. Parado, ele ultrapassa os outros que correm. Mâtarishwâ sustenta as águas nele. Ele se move e não se move. Ele está longe e, mesmo assim, está perto. Ele está dentro de tudo isto e, mesmo assim, está fora de tudo isto. Na verdade, aquele que vê todos os seres no Eu e o Eu em todos os seres não se esconde." (Upanixades)
Siléste é a melhor banda surgida no Brasil nos últimos 10 anos, arrisco. E é de São Leopoldo, do amigo Éverton Cidade.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
"A prática de plena consciência ajuda-nos a construir um sistema imunológico saudável para a nossa família. Quando o vírus penetra no corpo de um organismo, o organismo toma conhecimento de que foi invadido e produz anticorpos, de modo a resistir ao invasor. O sistema imunológico é um agente de proteção. Se não há anticorpos suficientes para combater o vírus, o sistema imunológico os produz mais rapidamente, a fim de lidar com a invasão e se sustentar. Desta forma, podemos dizer que o sistema imunológico é um reflexo da consciência atenta do corpo. Da mesma forma, quanto mais atenção nós produzirmos, mais poderemos proteger e cuidar de nós mesmos. Sofrimento não resolvido pode afetar todo o grupo." (Thich Nhât Hanh)
"Não podemos dizer: 'Eu não tenho tempo para praticar.' Não. Temos tempo de sobra. Isto é muito importante perceber. Quando você pratica a atenção plena e gera paz e alegria, você se torna um instrumento de paz, trazendo paz e alegria para si mesmo e para os outros. Quando chegamos ao lar do momento presente, e deixamos ir pensamentos sobre o passado ou o futuro, isso é chamado de parar. Nós praticamos o parar, a fim de estar presentes para nós mesmos e para o mundo que nos rodeia. Quando aprendemos a parar, começamos a ver, e quando vemos, nós entendemos. Desta forma, podemos gerar compreensão, compaixão, paz e felicidade." (Thich Nhât Hanh)
A Banda Mais Bonita da Cidade - Assim assado (Secos e Molhados)
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Cubra seus olhos antes de ver esta imagem chocante de um casal fazendo sexo no meio do campo, depois de um jogo, na Dinamarca. Via G1.
"Se não há nada em você além de pensamentos, você sequer consegue saber o que você está pensando. Você é tipo alguém que sonha e não sabe que está sonhando. Quando você sabe que está sonhando, você está desperto dentro do sonho." (Eckhart Tolle)
De modo geral, não cabe o emprego da vírgula juntamente com a conjunção aditiva “e”, pois nesse caso ambos os elementos estarão funcionando como conetivos no mesmo lugar. Contudo, há casos em que é possível a presença da vírgula juntamente com o “e” e em outros ela não só é possível como necessária. Vejamos alguns deles:
• A vírgula indica que a palavra ou expressão que a segue, depois do "e", é sujeito de outra oração, distinto do da oração anterior – Exemplo: “Geralmente, já foram fixados os preços, e as tabelas não podem ser alteradas”. Repare que “os preços” e “as tabelas” são sujeitos de predicados diferentes (foram fixados e não podem ser alteradas). Sem a vírgula, na leitura rápida, pode parecer que se trata de sujeito composto (já foram fixados os preços e as tabelas). Outro exemplo: “Os executivos usam carros da empresa, e microônibus levam os demais empregados ao trabalho”. Neste caso, a ausência da vírgula propiciaria leitura tal que faria com que “microônibus”, sujeito de “levam”, fosse entendido como complemento de “usam”, juntamente com “carros da empresa”. Vírgula obrigatória.
• Há intenção de se enfatizarem componentes de série coordenada – Exemplo: “Houve muitos episódios notáveis na Guerra do Paraguai, como Humaitá, e Itororó, e Avaí, e Itá-Ibaté, e Angostura, e outros tão ou mais importantes”. Assim encadeada a série, ressalta-se cada elemento em particular. Vírgula facultativa, na dependência de se querer ou não produzir a ênfase mencionada.
• Destaque de oração ou expressão intercalada – Exemplos: “Esse eixo semântico, e trata-se exatamente disso, possui grande generalidade”, “O padre repreendeu, e era perfeitamente o caso, o comportamento impróprio de alguns paroquianos” e “O aluno foi chamado e, aparentando tranqüilidade, apresentou-se ao diretor”. Pode-se retirar a oração ou a expressão encaixadas sem prejuízo do sentido da oração principal. Observe que, como se trata de intercalação, há duas vírgulas, uma antes e outra depois do elemento intercalado. Vírgula facultativa.
• Separação de aposto do “e” – Este caso é semelhante ao anterior, mas a particularidade é que se trata de aposto, que nem sempre precisa estar entre vírgulas, como em “Nosso primeiro imperador foi D. Pedro I, o “Defensor Perpétuo do Brasil”. Na hipótese de o aposto ser “interno”, ou seja, não ser seguido por ponto, deve ser ladeado por vírgulas, mesmo que à segunda se siga a conjunção “e”. Exemplos: “Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente eleito, e sua equipe reúnem-se hoje” e “Karl Marx, autor de O Capital, e Friedrich Engels são ideólogos do marxismo”. Vírgula obrigatória.
• Vírgula antes do “e” quando a coordenação que o antecede é muito longa – Essa vírgula indica pausa respiratória. Exemplos: “Eliane, Afonso e Wagner fizeram longa viagem até Brasília, e decidiram descansar lá por uns dias” e “Vila Bela da Santíssima Trindade é município localizado no oeste de Mato Grosso, e é ponto de partida para muitas expedições de pesca”. Vírgula facultativa. (Paulo Hernandes)
• A vírgula indica que a palavra ou expressão que a segue, depois do "e", é sujeito de outra oração, distinto do da oração anterior – Exemplo: “Geralmente, já foram fixados os preços, e as tabelas não podem ser alteradas”. Repare que “os preços” e “as tabelas” são sujeitos de predicados diferentes (foram fixados e não podem ser alteradas). Sem a vírgula, na leitura rápida, pode parecer que se trata de sujeito composto (já foram fixados os preços e as tabelas). Outro exemplo: “Os executivos usam carros da empresa, e microônibus levam os demais empregados ao trabalho”. Neste caso, a ausência da vírgula propiciaria leitura tal que faria com que “microônibus”, sujeito de “levam”, fosse entendido como complemento de “usam”, juntamente com “carros da empresa”. Vírgula obrigatória.
• Há intenção de se enfatizarem componentes de série coordenada – Exemplo: “Houve muitos episódios notáveis na Guerra do Paraguai, como Humaitá, e Itororó, e Avaí, e Itá-Ibaté, e Angostura, e outros tão ou mais importantes”. Assim encadeada a série, ressalta-se cada elemento em particular. Vírgula facultativa, na dependência de se querer ou não produzir a ênfase mencionada.
• Destaque de oração ou expressão intercalada – Exemplos: “Esse eixo semântico, e trata-se exatamente disso, possui grande generalidade”, “O padre repreendeu, e era perfeitamente o caso, o comportamento impróprio de alguns paroquianos” e “O aluno foi chamado e, aparentando tranqüilidade, apresentou-se ao diretor”. Pode-se retirar a oração ou a expressão encaixadas sem prejuízo do sentido da oração principal. Observe que, como se trata de intercalação, há duas vírgulas, uma antes e outra depois do elemento intercalado. Vírgula facultativa.
• Separação de aposto do “e” – Este caso é semelhante ao anterior, mas a particularidade é que se trata de aposto, que nem sempre precisa estar entre vírgulas, como em “Nosso primeiro imperador foi D. Pedro I, o “Defensor Perpétuo do Brasil”. Na hipótese de o aposto ser “interno”, ou seja, não ser seguido por ponto, deve ser ladeado por vírgulas, mesmo que à segunda se siga a conjunção “e”. Exemplos: “Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente eleito, e sua equipe reúnem-se hoje” e “Karl Marx, autor de O Capital, e Friedrich Engels são ideólogos do marxismo”. Vírgula obrigatória.
• Vírgula antes do “e” quando a coordenação que o antecede é muito longa – Essa vírgula indica pausa respiratória. Exemplos: “Eliane, Afonso e Wagner fizeram longa viagem até Brasília, e decidiram descansar lá por uns dias” e “Vila Bela da Santíssima Trindade é município localizado no oeste de Mato Grosso, e é ponto de partida para muitas expedições de pesca”. Vírgula facultativa. (Paulo Hernandes)
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
TRUNGPA, Chögyam. Além do materialismo espiritual.
O percurso correto do caminho espiritual é um processo muito sutil e não alguma coisa a que possamos atirar-nos ingenuamente. Existem numerosos desvios que levam a uma distorção egocentrada da espiritualidade; podemos iludir-nos imaginando que estamos nos desenvolvendo espiritualmente quando, na verdade, não fazemos senão fortalecer nosso egocentrismo por meio de técnicas espirituais. A essa distorção básica pode dar-se o nome de materialismo espiritual. De acordo com a tradição budista, o caminho espiritual é o processo de atravessar e superar a nossa confusão, de descobrir o estado desperto da mente. Quando esse estado se encontra entulhado pelo ego e pela paranoia que o acompanha, assume o caráter de um instinto subliminar. Dessa forma, não se trata de construir o estado desperto da mente, e sim de queimar as confusões que o obstruem. No processo de consumir as confusões, descobrimos a iluminação. Se o processo fosse outro, o estado desperto da mente seria um produto dependente de causa e efeito e, assim, passível de dissolução. Tudo o que é criado, mais cedo ou mais tarde, tem de morrer. Se a iluminação fosse criada dessa maneira, haveria sempre a possibilidade de o ego reafirmar-se, provocando um retorno ao estado de confusão. A iluminação é permanente porque não a produzimos; apenas a descobrimos.
Uma interessante metáfora empregada no budismo tibetano para descrever o funcionamento do ego é a dos "Três Senhores do Materialismo": o "Senhor da Forma", o "Senhor da Fala" e o "Senhor da Mente". Na discussão que segue sobre os Três Senhores, as palavras materialismo e neurótico dizem respeito à ação do ego.
O Senhor da Forma refere-se à perseguição neurótica do conforto físico, da segurança e do prazer. Nossa sociedade altamente organizada e tecnológica reflete nossa preocupação em manipular o ambiente físico de modo a nos salvaguardar das irritações provenientes dos aspectos crus, rudes e imprevisíveis da vida. Elevadores acionados por botões de comando, carne empacotada, ar-condicionado, privadas com descarga de água, velórios particulares, planos de aposentadoria, produção em massa, satélites meteorológicos, máquinas de terraplenagem, luzes fluorescentes, empregos das nove às cinco, televisão — tudo são tentativas de criar um mundo controlável, seguro, previsível e prazeroso.
O Senhor da Mente refere-se ao esforço da consciência em conservar a percepção de si mesma. O Senhor da Mente impera quando usamos disciplinas espirituais ou psicológicas como meios de conservar a consciência que temos de nós mesmos, de nos agarrar ao senso de eu. Drogas, ioga, orações, meditação, transes, várias psicoterapias — tudo pode ser usado com essa finalidade.
O ego é capaz de converter tudo para seu uso próprio, inclusive a espiritualidade. Se aprendemos, por exemplo, uma técnica de meditação dentro de uma prática espiritual particularmente benéfica, o ego se põe, primeiro, a tratá-la como um objeto de fascinação e, depois, a examiná-la. Por fim, visto que o ego é sólido apenas na aparência e não pode, de fato, absorver coisa alguma, só é capaz de arremedar. Em tais circunstâncias, ele procura examinar e imitar a prática da meditação e o modo de vida meditativo. Depois de aprendermos todos os truques e todas as respostas do jogo espiritual, tentamos imitar automaticamente a espiritualidade, já que o envolvimento verdadeiro exigiria uma completa eliminação do ego, e a última coisa que desejamos fazer é renunciar completamente a ele. Entretanto, não podemos experimentar aquilo que estamos tentando imitar; podemos apenas encontrar alguma área dentro dos limites do ego que pareça ser a mesma coisa. O ego traduz tudo em termos do seu próprio estado de saúde, de suas qualidades intrínsecas. Experimenta um sentido de grande realização e excitação quando consegue criar um modelo desse tipo. Finalmente criou um feito tangível, uma confirmação de sua própria individualidade.
Se formos bem-sucedidos em manter a consciência que temos de nós mesmos através de técnicas espirituais, o desenvolvimento espiritual autêntico será altamente improvável. Nossos hábitos mentais se tornam tão fortes que fica difícil penetrá-los. Podemos até chegar ao desenvolvimento totalmente demoníaco da completa "Egoidade".
Embora o Senhor da Mente detenha o maior poder para subverter a espiritualidade, os outros dois Senhores podem também reger a prática espiritual. O retiro no seio da natureza, o isolamento, a gente simples, sossegada, digna — tudo pode ser meio para nos proteger da irritação, tudo pode ser expressão do Senhor da Forma. Ou talvez a religião nos forneça uma racionalização para criarmos um ninho seguro, um lar singelo mas confortável, para conseguirmos um companheiro afável e um emprego estável e fácil.
O percurso correto do caminho espiritual é um processo muito sutil e não alguma coisa a que possamos atirar-nos ingenuamente. Existem numerosos desvios que levam a uma distorção egocentrada da espiritualidade; podemos iludir-nos imaginando que estamos nos desenvolvendo espiritualmente quando, na verdade, não fazemos senão fortalecer nosso egocentrismo por meio de técnicas espirituais. A essa distorção básica pode dar-se o nome de materialismo espiritual. De acordo com a tradição budista, o caminho espiritual é o processo de atravessar e superar a nossa confusão, de descobrir o estado desperto da mente. Quando esse estado se encontra entulhado pelo ego e pela paranoia que o acompanha, assume o caráter de um instinto subliminar. Dessa forma, não se trata de construir o estado desperto da mente, e sim de queimar as confusões que o obstruem. No processo de consumir as confusões, descobrimos a iluminação. Se o processo fosse outro, o estado desperto da mente seria um produto dependente de causa e efeito e, assim, passível de dissolução. Tudo o que é criado, mais cedo ou mais tarde, tem de morrer. Se a iluminação fosse criada dessa maneira, haveria sempre a possibilidade de o ego reafirmar-se, provocando um retorno ao estado de confusão. A iluminação é permanente porque não a produzimos; apenas a descobrimos.
Uma interessante metáfora empregada no budismo tibetano para descrever o funcionamento do ego é a dos "Três Senhores do Materialismo": o "Senhor da Forma", o "Senhor da Fala" e o "Senhor da Mente". Na discussão que segue sobre os Três Senhores, as palavras materialismo e neurótico dizem respeito à ação do ego.
O Senhor da Forma refere-se à perseguição neurótica do conforto físico, da segurança e do prazer. Nossa sociedade altamente organizada e tecnológica reflete nossa preocupação em manipular o ambiente físico de modo a nos salvaguardar das irritações provenientes dos aspectos crus, rudes e imprevisíveis da vida. Elevadores acionados por botões de comando, carne empacotada, ar-condicionado, privadas com descarga de água, velórios particulares, planos de aposentadoria, produção em massa, satélites meteorológicos, máquinas de terraplenagem, luzes fluorescentes, empregos das nove às cinco, televisão — tudo são tentativas de criar um mundo controlável, seguro, previsível e prazeroso.
O Senhor da Mente refere-se ao esforço da consciência em conservar a percepção de si mesma. O Senhor da Mente impera quando usamos disciplinas espirituais ou psicológicas como meios de conservar a consciência que temos de nós mesmos, de nos agarrar ao senso de eu. Drogas, ioga, orações, meditação, transes, várias psicoterapias — tudo pode ser usado com essa finalidade.
O ego é capaz de converter tudo para seu uso próprio, inclusive a espiritualidade. Se aprendemos, por exemplo, uma técnica de meditação dentro de uma prática espiritual particularmente benéfica, o ego se põe, primeiro, a tratá-la como um objeto de fascinação e, depois, a examiná-la. Por fim, visto que o ego é sólido apenas na aparência e não pode, de fato, absorver coisa alguma, só é capaz de arremedar. Em tais circunstâncias, ele procura examinar e imitar a prática da meditação e o modo de vida meditativo. Depois de aprendermos todos os truques e todas as respostas do jogo espiritual, tentamos imitar automaticamente a espiritualidade, já que o envolvimento verdadeiro exigiria uma completa eliminação do ego, e a última coisa que desejamos fazer é renunciar completamente a ele. Entretanto, não podemos experimentar aquilo que estamos tentando imitar; podemos apenas encontrar alguma área dentro dos limites do ego que pareça ser a mesma coisa. O ego traduz tudo em termos do seu próprio estado de saúde, de suas qualidades intrínsecas. Experimenta um sentido de grande realização e excitação quando consegue criar um modelo desse tipo. Finalmente criou um feito tangível, uma confirmação de sua própria individualidade.
Se formos bem-sucedidos em manter a consciência que temos de nós mesmos através de técnicas espirituais, o desenvolvimento espiritual autêntico será altamente improvável. Nossos hábitos mentais se tornam tão fortes que fica difícil penetrá-los. Podemos até chegar ao desenvolvimento totalmente demoníaco da completa "Egoidade".
Embora o Senhor da Mente detenha o maior poder para subverter a espiritualidade, os outros dois Senhores podem também reger a prática espiritual. O retiro no seio da natureza, o isolamento, a gente simples, sossegada, digna — tudo pode ser meio para nos proteger da irritação, tudo pode ser expressão do Senhor da Forma. Ou talvez a religião nos forneça uma racionalização para criarmos um ninho seguro, um lar singelo mas confortável, para conseguirmos um companheiro afável e um emprego estável e fácil.
domingo, 25 de agosto de 2013
'Upstream color' (2013, Shane Carruth): "Shot with the hazy shimmer of Terrence Malick and filled with the strange symbolism of David Lynch." (The Guardian) - Na foto, a protagonista Amy Seimetz.
Sasha Grey, por Mojo.
Fisicamente, ela é pequena. O corpo miúdo contrasta com os traços fortes do rosto, a cabeça parece um pouco maior do que deveria ser. Nascida Marina Ann Hantzis, ao completar 18 anos abandonou a faculdade na Califórnia, onde estudava cinema após completar o ensino médio um ano mais cedo. Em seguida adentrou a indústria pornô usando o nome Anna Karina, como homenagem à musa de Jean-Luc Godard, mas logo misturou KMFDM, Oscar Wilde e pequenas alterações de grafia para chegar ao pseudônimo sob o qual ganharia notoriedade: Sasha Grey.
Logo no primeiro filme a postura deliberadamente desafiadora e casca-grossa – “a degradação parecia ser incapaz de degradá-la”, como bem definiu Daniel Galera – chegou a intimidar Rocco Siffredi, veterano macho alfa do pornô. Rocco se consagrou nos anos 1990, década de Sylvia Saint e Jenna Jameson, pornstars com personalidade de boneca inflável. Verdade que nessa época também havia Asia Carrera, integrante da Mensa (associação internacional de indivíduos com alto QI). Mas era uma curiosidade biográfica e nada mais: apesar de inteligente e autoproclamada nerd, Carrera não transferia essas características pessoais para seu trabalho na indústria pornográfica.
“Quantas atrizes pornô são existencialistas?”, Sasha Grey perguntou retoricamente numa entrevista feita em algum ponto dos três anos de carreira como atriz (se parece pouco, cabe lembrar que foram 271 filmes). Ela entrou em cena em meio à ascensão no pornô de mulheres fortes e de postura mais assertiva, como Belladonna, uma influência confessa. Acabou se destacando pela combinação entre performances e persona: as referências intelectualizadas já bastariam para que chamasse a atenção em meio às colegas, mas Sasha tentava encarnar o próprio discurso, transformando suas atuações em intervenções performáticas e construindo aos poucos e em público uma persona artística bem delineada, uma (por mais que isso pareça estranho em se tratando de atrizes pornô) marca autoral. E nesse processo, ao mesmo tempo deixava transparecer uma honestidade quase perturbadora para quem estava prestando atenção.
Com essas características e esse histórico de interesses e inquietações, parece natural que Sasha Grey não tenha ficado satisfeita apenas com a pornografia, que abandonou de vez em 2011 (...).
sábado, 24 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O que não me agradou do meu contato com o xamanismo é que o vísivel recebe menos atenção. Os espíritos encarnados, digamos assim, são para mim mais importantes que os espíritos desencarnados. Não acredito em alguém que diz que enxerga o invisível, ao mesmo tempo em que não enxerga as pessoas que estão à sua volta. Acho que essa pretensa virtude pode servir como instrumento de controle arbitrário, uma vez que os participantes do ritual não podem questionar as orientações do mestre vidente, na dúvida. Outro instrumento de controle é o fechado e limitado universo linguístico do qual saem as letras das músicas e os discursos. As falas precisam estar "dentro da linha". E os seguidores, sob sugestão psicológica intensa de uma ponta à outra da microvida que acontece nos rituais, até talvez como gratidão inconsciente à recreação oferecida pelo enteógeno, obedecem com prazer. Fala-se em união, receptividade e família, mas não se tem diálogo fora do roteiro com as palavras-padrão; não tem sorriso, não tem olho brilhando, não tem olho-no-olho.
Inner Worlds, Outer Worlds
Einstein foi o primeiro cientista a perceber que o que os outros pensavam ser espaço vazio não é o nada, esse espaço tem suas propriedades e, intrínseco à natureza do espaço, esse espaço possui uma incalculável quantidade de energia. O físico Richard Feynman disse, certa vez: "Existe energia suficiente num único centímetro cúbico de vácuo para ferver todos os oceanos no mundo."
Einstein foi o primeiro cientista a perceber que o que os outros pensavam ser espaço vazio não é o nada, esse espaço tem suas propriedades e, intrínseco à natureza do espaço, esse espaço possui uma incalculável quantidade de energia. O físico Richard Feynman disse, certa vez: "Existe energia suficiente num único centímetro cúbico de vácuo para ferver todos os oceanos no mundo."
As antigas tradições orientais, compreendiam, há milhares de anos, que tudo é vibração. Nada Brahma: o universo é som. A palavra "Nada" significa som ou vibração e "Brahma" é o nome de Deus. Brahma, simultaneamente é o universo e é o criador. O artista e sua arte são inseparáveis. No Upanixade, um dos mais antigos registros do ser humano na Índia antiga, está escrito: "Brahma o criador, sentado em sua flor de lótus, abre seus olhos e o mundo vem a existir. Brahma fecha seus olhos, e o mundo deixa de existir."
Místicos da antiguidade, iogues e videntes sustentaram a ideia de que existe um campo no nível base da consciência. O Campo Akáshico ou os Registros Akáshicos, onde toda a informação, toda a experiência, do passado, presente e futuro, existem agora e sempre. É desse campo ou matriz que todas as coisas surgem. Desde as partículas subatômicas até as galáxias, estrelas, planetas e toda a vida. Você nunca vê tudo em sua totalidade, pois ele é feito de camadas e mais camadas de vibração e está constantemente mudando, trocando informações com a Akasha.
Uma árvore bebe do sol, do ar, da chuva, da Terra. Um mundo de energia move-se para dentro e para fora dessa coisa que chamamos de árvore. Quando a mente pensante se acalma, então você vê a realidade como ela é. Todos os aspectos reunidos. A árvore e o céu e a Terra, a chuva e as estrelas não estão separadas. a vida e a morte, o eu e o outro não estão separados. Assim como a montanha e o vale são inseparáveis.
Na tradição indígena americana e em outras tradições indígenas, é dito que todas as coisas possuem um espírito, o que é uma outra forma de dizer que tudo está conectado à fonte vibratória original. Existe uma consciência, um campo, uma força que se move através de tudo. Este campo não está ocorrendo ao seu redor, está ocorrendo por meio de você, acontece na forma de você. Você é o "U" (you) no universo. Você é os olhos através dos quais a criação vê a si mesma. Quando acorda de um sonho, compreende que tudo no sonho era você. Você estava criando-o. Não é diferente no que chamamos de 'vida real'. Cada um e cada pessoa é você. A consciência una observando através de todos os olhos, debaixo de cada pedra, dentro de cada partícula.
Tudo parece ser feito de vibração mas não há 'algo' sendo vibrado. É como se houvesse uma dançarina invisível, uma sombra dançando, escondida no balé do universo. Todos os outros dançarinos sempre dançaram ao redor dessa dançarina escondida. Observamos a coreografia da dança, mas até agora, não conseguimos ver essa dançarina.
O olho pelo qual enxergamos o campo primordial e o olho o qual o campo olha para nós são um só e o mesmo.
A água é uma substância deveras misteriosa. Ela é altamente imprimível. Quer dizer, possui grande receptividade à vibração. Devido a sua capacidade e sensibilidade de ressonância elevada, e sua disposição interna para ressoar, a água responde instantaneamente a todos os tipos de ondas sonoras. Água e terra em vibração é a maior parte da massa de plantas e animais. É facilmente observável como uma simples vibração na água consegue criar padrões naturais reconhecíveis mas ao adicionarmos sólidos e aumentarmos a amplitude, as coisas começam a ficar cada vez mais interessantes. Ao adicionarmos maisena, conseguimos um fenômeno bem mais complexo. Talvez os princípios da vida em si podem ser observados enquanto a vibração move a bolha de maisena em algo que parece ser um organismo vivo. O princípio que anima o universo é descrito na maioria das religiões usando palavras que refletem a compreensão daquele período na história.
Na língua dos Incas, o maior império da América pré-Colombiana, a palavra para "corpo humano" era "alpa camasca" que significa, literalmente, "terra animada".
Na Kaballah, ou Misticismo Judaico, falam sobre o nome divino de Deus. O nome que não deve ser pronunciado. Não pode ser pronunciado pois é uma vibração que está em todo o lugar. É todas as palavras, toda a matéria. Tudo é a palavra sagrada.
Na tradição Hindu, Shiva Nataraja literalmente quer dizer "Senhor da Dança". O cosmos inteiro dança com o tambor de Shiva. Tudo está imbuido ou impregnado com a pulsação. Somente enquanto Shiva continuar dançando, o mundo poderá continuar a evoluir e mudar, caso contrário ele desmoronará em direção ao nada.
A real crise em nosso mundo não é a crise social, política ou econômica. Nossa crise é uma crise de consciência, uma incapacidade de experimentarmos diretamente nossa verdadeira natureza. Uma incapacidade de reconhecer essa natureza em todos e em todas as coisas.
Na tradição Budista, o "Bodhisattva" é uma pessoa com sua natureza de buda desperta. "Existem incontáveis seres conscientes no universo. Me comprometo a ajudar a todos em seu despertar. Minhas imperfeições são inesgotáveis. Me comprometo a superá-las todas. O Dharma é incognoscível. Me comprometo a conhecê-lo. O caminho do despertar é inalcançável. Eu me comprometo a alcançá-lo."
Muito antes do amanhecer da civilização ocidental e da linguagem escrita, a ciência e a espiritualidade não eram duas coisas separadas. Nos ensinamentos das grandes tradições antigas a busca externa por conhecimento e certeza era compensada pelo sentimento interior de impermanência e pela compreensão intuitiva da espiral da mudança. A medida que o pensamento científico se tornou mais dominante e a informação se multiplicou, a fragmentação iniciou-se em nossos sistemas de conhecimento. O aumento de especializações fizeram com que poucas pessoas fossem capazes de ver o panorama geral, de sentirem e intuirem a estética do sistema como um todo. Ninguém perguntava: "Será que todo esse pensar é bom para nós?" O conhecimento antigo está aqui, em nosso meio, escondido de nossas vistas. Mas estamos muito mais preocupados com nossos pensamentos para reconhecê-lo. Essa sabedoria proibida é o caminho para reestabelecermos o equilíbrio entre o interior e o exterior. Yin e yang. Entre a espiral da mudança e a quietude de nosso centro.
Na iconografia egípcia, a serpente e o pássaro representam a dualidade ou polaridade da natureza humana. A serpente em direção descendente é a espiral manifestada, a energia evolutiva do mundo. O pássaro é a direção ascendente: a corrente acima, em direção ao sol ou a consciência unifocalizada desperta: o vazio da Akasha. Faraós e deuses são representados com sua energia desperta pois a serpente Kundalini ascende a coluna vertebral e perfura o "chacra Ajna" entre os olhos.
Nunca antes, na história da humanidade, usamos tanto a mente e nunca antes houve tamanha confusão no planeta. Será que a cada vez que pensamos numa solução para um problema, acabamos criando mais dois outros problemas? Para que serve todo esse pensar se não nos leva a uma felicidade maior? Somos mais felizes? Mais equânimes? Mais alegres como resultado de todo esse pensamento? Ou ele nos isola, nos desconecta de uma experiência de vida muito mais profunda e significativa? Pensar, Agir e Fazer precisam estar em equilíbrio com o Ser. Afinal de contas, somos Seres Humanos, não Afazeres Humanos. Queremos mudança e queremos estabilidade ao mesmo tempo. Nossos corações se desconectaram da espiral da vida, a lei da mudança, enquanto nossas mentes pensantes nos guiaram em direção da estabilidade, segurança e a pacificação dos sentidos. Com uma fascinação mórbida, assistimos assassinatos, tsunamis, terremotos e guerras. Tentamos, constantemente, ocupar nossa mente, preenchê-la com informação. Programas de TV sendo transmitidos em todo aparelho imaginável. Jogos e quebra-cabeças. Mensagens de texto. E todas as trivialidades possíveis. Nos deixamos fascinar com uma torrente infinita de novas imagens, novas informações, novos meios de pacificar nossos sentidos.
Em momentos de reflexão interior, nosso coração pode nos contar que há algo mais na vida do que nossa realidade atual, que vivemos num mundo de espíritos famintos. Eternamente desejando e nunca satisfeitos. Criamos um redemoinho de dados voando ao redor do planeta para facilitar mais ainda o pensamento, mais ideias sobre como consertar o mundo, corrigir os problemas que só existem porque nossas mentes os criaram. O pensamento criou essa enorme bagunça em que vivemos atualmente. Travamos guerras contra doenças, contra inimigos e problemas. O paradoxo é que aquilo a que resistimos, persiste. Quanto mais você resiste a algo, mais você fortalece esse algo. Enquanto a cultura ocidental nos últimos séculos focou-se na exploração do físico usando o pensamento e a análise, outras culturas antigas desenvolveram tecnologias igualmente sofisticadas para explorarem o espaço interior. É a perda da conexão com nossos mundos interiores que criou o desequilíbrio em nosso planeta.
No Budismo, você não é o conteúdo de sua consciência. Você não é apenas uma coleção de pensamentos ou ideias pois por trás dos pensamentos está aquele que está testemunhando os pensamentos. O ditado "Conhece-te a ti mesmo" é um koan do Zen, um enigma sem resposta. Com o tempo, a mente se sentirá exausta de tentar encontrar uma resposta. Como um cachorro que persegue seu próprio rabo, é apenas o ego que quer encontrar uma resposta, um propósito. A verdade sobre quem você é não precisa de uma resposta, pois todas as perguntas são criadas pela mente egóica. Você não é sua mente. A verdade não se encontra em mais respostas, mas em menos perguntas. Quando Buda foi perguntado: "O que você é?" ele simplesmente respondeu: "Estou desperto."
Uma mente calma é tudo o que você precisa para compreender a natureza do fluxo. Todo o resto acontece assim que sua mente aquietar. Nessa quietude, as energias interiores despertam e funcionam sem esforço de sua parte.
A noção do Vedanta sobre Maya ou a ilusão, é de que não experimentamos o ambiente em si, mas ao invés disso, a projeção dele, criado por pensamentos. É claro que seus pensamentos permitem que você experimente o mundo vibratório de certa maneira, mas nossa equinimidade interior não necessita depender de acontecimentos externos. A crença em um mundo exterior, independente do sujeito que o percebe é fundamental para a ciência. Mas nossos sentidos nos dão apenas informações indiretas. Nossa noção a respeito desse mundo físico feito pela mente é sempre filtrada por nossos sentidos e, assim, sempre incompleta.
A imagem do coração aberto de Cristo transmite de forma poderosa a ideia de que devemos estar abertos a toda a dor. Devemos aceitar tudo se quisermos nos manter abertos à fonte evolutiva. Não quer dizer que você deve se tornar um masoquista, não está à procura da dor, mas quando a dor vier, pois inevitavelmente ela vem, simplesmente aceite a realidade como ela é, ao invés de desejar uma outra realidade.
Criamos a ilusão de solidez das coisas ao rotulá-las, ao dar nome a elas. O filósofo Kierkegaard disse: "Se você me dá um nome, você me nega." Ao me dar um nome, um rótulo, você nega todas as outras coisas que eu poderia me tornar. (Inner Worlds, Outer Worlds)
Ao explicar sobre a massa não encontrada, os físicos agora dizem que o universo é formado por apenas 4% de matéria atômica ou o que consideramos matéria normal. 23% do universo é feito de matéria escura e 73% é energia escura - o que acreditávamos ser espaço vazio. (Inner Worlds, Outer Worlds)
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Speedy Ortiz live on KEXP full performance
terça-feira, 20 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
Programa-015 by Revelações*Douglasdickel on Mixcloud
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
"Não há pessoa no centro de uma lógica do capital e do progresso. Há pessoa na lógica da educação, do encontro, da solidariedade e do compartilhamento. Nenhum candidato fala em decrescimento econômico, por exemplo. E são conceitos associados, pessoa e decrescimento. Não se faz política para as pessoas juntamente com desenvolvimento econômico, porque vão a direções opostas. (...) Uma cidade para pessoas institui as zonas 30 (regiões, em geral bairros em que a velocidade máxima é 30 Km/h) e veda o trânsito de automotores em ruas em todos os bairros nos finais de semana.
Uma cidade para pessoas enfrenta desafios, cria inimigos nas esferas do poder econômico, inverte a lógica da necrópole, instaura a humanidade e recompõe a vida em espaço público aberto. Uma cidade para pessoas elimina outdoors e outras formas de enfeiamento e estímulo ao consumo. As pessoas não precisam ser cuidadas, elas têm que se sentir incluídas no cuidar. Uma cidade para pessoas facilita a vida do cidadão e retira o poder do burocrata. Uma cidade para pessoas distribui o poder e garante que as pessoas tenham nas ruas a extensão das suas casas e não um parêntese entre espaços vitais."(MARIA DE NAZARETH AGRA HASSEN, filósofa, antropóloga e doutora em Educação)
"Aqueles que não encontraram sua verdadeira saúde – que é a alegria radiante de Ser e a profunda e inabalável paz que vem com isso – são mendigos, mesmos se gozarem de uma grande saúde material." (Eckhart Tolle)
Pela sua carapaça, redonda como o céu na parte superior — o que a torna semelhante a uma cúpula — e plana como a terra, na parte inferior, a tartaruga é uma representação do universo: constitui-se por si mesma numa cosmografia; como tal, aparece no Extremo Oriente, entre os chineses e japoneses, no centro da África negra, entre os povos da aliança do Níger, dogons e bambaras, para citar somente os mais estudados. Mas sua massa e sua força, ideia de poder que evocam suas quatro patas curtas plantadas no solo como as colunas do templo, fazem dela também o cosmóforo, carregador do mundo, o que a aproxima de outros poderosos animais ctonianos, como o grande crocodilo ou caimão das cosmogonias meso-americanas, a baleia ou grande peixe, o dragão e mesmo o mamute, que a maioria dos povos siberianos considera como uma divindade da superfície das águas.Na índia, a tartaruga é um suporte do trono divino; foi sobretudo o Kurmaavatara, que serviu de suporte para o monte Mandara e assegurou a sua estabilidade, quando deva e asura empreenderam a batedura do Mar de leite para obter a amrita. Kurma continua, diz-se, sustentando a índia.
Essa função de suporte do mundo, garantia de sua estabilidade, identifica-a com as mais altas divindades: no Tibete, como na Índia, a tartaruga cosmófora é uma encarnação, ora de um Bodhisattava, ora de Vixenu que, sob essa forma, tem o rosto verde, sinal de regeneração ou de geração, logo que emerge das primeiras águas carregando a terra sobre as suas costas.
Nos mitos mongóis, a tartaruga dourada carrega a montanha central do universo. Entre os kalmuks, acredita-se que quando o calor solar secar e queimar tudo, a tartaruga que sustenta o mundo começará também a sentir os efeitos do calor e voltar-se-á com inquietude, provocando desta forma o fim do mundo.
O elefante evoca ainda a imagem de Ganesha, deus hindu com cabeça de elefante, símbolo do conhecimento. O corpo de homem desse deus representa o microcosmo, a manifestação; e sua cabeça de elefante, o macrocosmo, a não-manifestação. Segundo essa interpretação, o elefante é, efetivamente, o começo e o fim, aquilo que se depreende a um só tempo do desenvolvimento do inundo manifestado a partir da sílaba om (e, portanto, do não-manifestado) e da realização interior do iogue. Ga-ja, o elefante, é o alfa e o ômega.
Assim como o touro, a tartaruga, o crocodilo e outros animais, o elefante também desempenha, na Índia e no Tibete, o papel de animal-suporte-do-mundo: o universo repousa sobre o lombo de um elefante. Em numerosos monumentos, a figura do elefante faz as vezes de cariátides: ele é cosmóforo. E é igualmente considerado como um animal cósmico, por causa da semelhança de sua estrutura com a do cosmo: quatro pilares que sustentam uma esfera. (CHEVALIER & GHEERBRANT. Dicionário de símbolos.)
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Yo La Tengo - Decora (acoustic)
domingo, 11 de agosto de 2013
"Primeiro que tudo, o isolamento. O ficar sozinho ou no mais dentro de nós mesmos, ainda que haja alguém por perto. Alguém por perto, pode acontecer, mas sempre do lado de fora da nossa mais centrada introspecção. Em segundo lugar, a quietude. O estar a salvo do vai-e-vem do pescoço, do nervoso balanço das pernas, da curiosidade dos olhos por tudo em volta e da mexida das mãos pelo nosso corpo e pelas solícitas franjas do ar. Por último, o silêncio. O nosso próprio e absoluto silêncio. Não o dos outros. Não dos automóveis, animais, pássaros, do balançar de árvores e do estalar dos raios. Pois bem, presentes que estejam os três estratégicos ingredientes do isolamento, do silêncio e da meditação, o que nos cabe é fechar os olhos e ficar ao dispor deles. Inteira e confiantemente. Eles que façam de nós o que bem entenderem, pois sempre que os três se juntam é para se transfundir num único ser. Para personalizar-se num autonomizado ente. Numa espécie de maestro que nos ensina a tocar a sinfonia do tudo ouvir sem dar a menor opinião. Acriticamente. Como uma testemunha que persiste neutra até mesmo quando se vê como o foco de sua observação. O meditante enquanto sujeito que testemunha e pessoa testemunhada, ao mesmo tempo, sem que nenhum 'dos dois' palpite sobre nada." (Ayres Britto)
sábado, 10 de agosto de 2013
Total de veículos que deixaram de circular no Rio Grande do Sul, segundo o Detran:
2002: 13.998
2003: 7.446
2004: 10.468
2005: 8.492
2006: 9.522
2007: 9.954
2008: 11.265
2009: 14.741
2010: 18.713
2011: 18.933
2012: 21.142
2013: 13.344 (até julho)
História.
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Um pouco de história da Ana Garcia, Aninha, pessoa de personalidade.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Do meu amigo Cássio Eduardo Grovermann. Trash metal de primeira made in Vale do Paranhana, tradicional já no RS, está de volta. Pelo jeito, o baixista Garibaldi-geólogo-"Não sou louco pra querer ver pedra"-Armelenti foi substituído pelo Maicon Leite, do Náutico.
"Os sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos e recoçamos até que se tornem feridas infectadas e, às vezes, septicemias generalizadas (quem sabe fatais). Salvo um exercício difícil de autocontrole, qualquer picada pode adquirir uma relevância desmedida: a gente tende a se coçar muito além da conta porque descobre que se coçar não é um alívio, mas um prazer autônomo em si. (...) Verifico que os sentimentos, em geral, são condições autoinduzidas: transtornos ou desvios produzidos pelos próprios indivíduos, que, se não procuram sarnas para se coçar (como diz o ditado), no mínimo adoram coçar as sarnas que eles têm. Detalhe: coçando, aumenta o prurido, assim como aumentam a vontade e o prazer de se coçar.
(...) Minha prosa ou poesia [de declaração de amor] poderão, quem sabe, conquistar meu objeto de amor, mas esse é um efeito colateral. O efeito mais importante (e esperado) de minhas palavras de amor não é tanto o de seduzir o objeto de meus sonhos, mas o de eu me apaixonar cada vez mais. Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e virulência de minhas declarações.
Em linguística, chamamos performativas aquelas expressões que, ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam. Exemplo clássico: um chefe de Estado dizendo 'Declaro a guerra' - essa frase é a própria declaração de guerra." (Contardo Calligaris)
Depeche Mode e Nine Inch Nails devem tocar no Lollapalooza Brasil em 2014. Fui. Morrerei.
Uma das melhores bandas portuguesas de Portugal, OqueStrada, e o single de seu segundo disco.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
TV com nós. Douglas Dickel e Angela Francisca opinando se o Brasil deveria fazer como o Uruguai quanto à maconha.
Nação Zumbi canta Mundo Livre S.A.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Na manhã do último clássico [Grenal], por volta das 10h, boa parte do grupo chamado Terror do Trem — formado especialmente por integrantes da Geral do Grêmio que se opõem aos principais líderes da torcida — embarcou em um vagão na Estação Luiz Pasteur, no limite entre Sapucaia e Esteio. O destino, claro, não era a arena gremista. Era a estação anterior, onde os torcedores do Inter se concentravam para partir mais tarde rumo ao estádio.
Aquele grupo de colorados se intitula Comando Trem: seu logotipo no Facebook exibe com destaque a palavra "hooligans", em referência aos violentos torcedores da Inglaterra. São, em sua maioria, integrantes da Guarda Popular, a maior torcida organizada do Inter. Surpreendidos pelos gremistas, que chegaram armados com pedras e barras de ferro que catavam no caminho, os colorados revidaram até com bombas.
— O trem, para nós, é como o Beira-Rio. É onde se reúnem as pessoas mais pobres, o povão mesmo, que nunca consegue ir de carro para o estádio. De uns tempos para cá, veio esse pessoal do Grêmio dizendo que eles é que comandam o trem. Não vamos ceder essa liderança — afirma um líder do Comando Trem.
Um dos fundadores do Terror do Trem — que surgiu em 1999 como resposta ao grupo colorado —, um gremista que se desligou há pouco da Geral tenta explicar o tumulto:
— Assim como há rivalidade sobre qual estádio recebe mais gente, também há rivalidade sobre a maior torcida dos vagões. (ZH)
Aquele grupo de colorados se intitula Comando Trem: seu logotipo no Facebook exibe com destaque a palavra "hooligans", em referência aos violentos torcedores da Inglaterra. São, em sua maioria, integrantes da Guarda Popular, a maior torcida organizada do Inter. Surpreendidos pelos gremistas, que chegaram armados com pedras e barras de ferro que catavam no caminho, os colorados revidaram até com bombas.
— O trem, para nós, é como o Beira-Rio. É onde se reúnem as pessoas mais pobres, o povão mesmo, que nunca consegue ir de carro para o estádio. De uns tempos para cá, veio esse pessoal do Grêmio dizendo que eles é que comandam o trem. Não vamos ceder essa liderança — afirma um líder do Comando Trem.
Um dos fundadores do Terror do Trem — que surgiu em 1999 como resposta ao grupo colorado —, um gremista que se desligou há pouco da Geral tenta explicar o tumulto:
— Assim como há rivalidade sobre qual estádio recebe mais gente, também há rivalidade sobre a maior torcida dos vagões. (ZH)
domingo, 4 de agosto de 2013
Eu me sinto constrangido, às vezes, diante de alguém que ganha 10 vezes menos do que eu. Como não se sente constrangido quem ganha 100 vezes mais que alguém? Pelo contrário, disse a Angela Francisca, quanto mais ganha, melhor esse tipo de pessoa se sente, porque é sinal de que ela é boa, de que ela é melhor, de que ela venceu.
Tipo, um carro popular já não é NADA popular. (Pra comprar um desses, zero, tem que pagar uma entrada equivalente a um carro popular com 15 anos de uso - 8 mil reais - e mais umas 36 parcelas de uns 600 reais.) Aí existem outros que custam o equivalente a 10 ou 100 carros "populares", e as pessoas compram, as pessoas podem comprar, e, comprando, provam, pra todo mundo que vê, que elas podem comprar carros 10 ou 100 vezes mais caros que os chamados populares, que custam 50 salários mínimos - quatro anos de salários mínimos sem gastar com comida, casa, estudo, transporte, saúde e lazer.
"A despeito de todas as circunstâncias que nos juram existir antes de cada clássico específico, é sabido por todas as pessoas de caráter, aquelas que odeiam Gre-Nal, porque odeiam a tortura física e psicológica, porque passam noventa minutos paralisadas com um fio desencapado enfiado debaixo da unha, que há 104 anos vivemos apenas de fragmentos – nacos de 90 minutos espalhados pelo século, pedaços de um único jogo, eterno, imutável. E este jogo é um doutorado em ansiedade, onde sofremos como nenhuma alma merece, ainda que, basicamente, e isto é uma lei, nada aconteça em 98% do tempo." (Douglas Ceconello)
sábado, 3 de agosto de 2013
Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)
Críticas frequentes, punições repetidas, além evidentemente da escassez de elogios, passam a fazer parte do repertório de experiências da criança e do adolescente que certamente ficarão internalizadas na pessoa adulta e que nortearão a imagem que ela fará de si mesma. Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São frequentemente considerados “egoístas”.
Caracterísiticas comportamentais do TDAH em Adultos:
- A pessoa responde antes de ouvir a pergunta toda;
- Age por impulso em relação a compras, decisões em assuntos importantes, em rompimento de relacionamentos, e por vezes se arrepende logo depois;
- Apresenta reações em curto-circuito, com rápidas e passageiras explosões de raiva, tipo "pavio curto";
- Dirige perigosamente;
- É de uma espontaneidade excessiva, chegando às raias da falta de tato e de cerimônia.
- É hiper-sensível à provocação, crítica ou rejeição;
- É impaciente e tem grande dificuldade de esperar;
- Mostra baixa tolerância à frustração;
- Não consegue se conter, reagindo mesmo quando a situação não o atinge diretamente ou quando sua reação pode prejudicá-lo;
- Sofre oscilações bruscas e repentinas do humor, quase sempre de curta duração;
- Tem tendência a explosões histéricas;
- Tem um mau humor fácil.
"NÃO APRENDER COM ERROS - Isso é muito, muito difícil. Você repete os mesmos erros sempre. E não os reconhece quando os reencontra; somente quando obtém os mesmos desastrosos resultados. Vivemos em círculos, repetindo os erros e as dores por eles provocadas. Afetivamente, eu me comportei da mesma forma com minhas quatro ex-esposas. Isso mesmo, QUATRO. Agi da mesma maneira, magooei a todas elas e não consigo enxergar antecipadamente. Não antevejo a situação. Reconheço o estrago, mas aí já é tarde. GERENCIAMENTO DO TEMPO - É duro, muito duro. Como disse acima, costumo cumprir meus horários. Mas a que custo, meu Deus. Programo mais de uma coisa ao mesmo tempo, ou sempre acho que dá tempo de fazer mais alguma coisa." (Alexandre Schubert)
"Quando a gente tá na frente de uma câmera, a gente sorri por defesa, pra parecer feliz." (Tiago Coelho, fotógrafo)
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