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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O que não me agradou do meu contato com o xamanismo é que o vísivel recebe menos atenção. Os espíritos encarnados, digamos assim, são para mim mais importantes que os espíritos desencarnados. Não acredito em alguém que diz que enxerga o invisível, ao mesmo tempo em que não enxerga as pessoas que estão à sua volta. Acho que essa pretensa virtude pode servir como instrumento de controle arbitrário, uma vez que os participantes do ritual não podem questionar as orientações do mestre vidente, na dúvida. Outro instrumento de controle é o fechado e limitado universo linguístico do qual saem as letras das músicas e os discursos. As falas precisam estar "dentro da linha". E os seguidores, sob sugestão psicológica intensa de uma ponta à outra da microvida que acontece nos rituais, até talvez como gratidão inconsciente à recreação oferecida pelo enteógeno, obedecem com prazer. Fala-se em união, receptividade e família, mas não se tem diálogo fora do roteiro com as palavras-padrão; não tem sorriso, não tem olho brilhando, não tem olho-no-olho.
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